Contrato prevê três anos de manutenção, suporte e atualizações da plataforma central de RH da companhia
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia do Metropolitano de São Paulo abriu licitação para contratar serviços de sustentação da plataforma PeopleSoft, sistema que funciona como o “cérebro digital” da gestão de Recursos Humanos do Metrô.
Avaliado em R$ 8.300.929,80, o contrato inclui manutenção completa, suporte técnico especializado e implantação de atualizações obrigatórias do fabricante, garantindo estabilidade e conformidade legal.
O Pregão Eletrônico será realizado em 8 de dezembro de 2025, pelo portal Compras.gov.br .
O que é o PeopleSoft
O PeopleSoft é uma plataforma corporativa da Oracle usada para organizar todas as operações de RH da companhia. No Metrô, ele concentra folha de pagamento, cadastros de funcionários, estrutura organizacional, regras de jornada, benefícios, integrações com outros sistemas e processos que precisam estar sempre atualizados. Documentos técnicos anexados ao edital mostram que a solução usada pela empresa reúne módulos padrão e diversas customizações e integrações desenvolvidas especialmente para o Metrô .
A empresa vencedora será responsável por analisar, testar e aplicar atualizações oficiais do fabricante — como Service Packs, Maintenance Packs e correções individuais — além de realizar ajustes funcionais, correções de falhas e adequações exigidas por mudanças legais. Todo esse trabalho precisa manter compatibilidade entre as customizações existentes e as novas versões, seguindo diretrizes internas da companhia e respeitando os ambientes de desenvolvimento, qualidade e produção .
Outro eixo importante do contrato é o suporte técnico e funcional. Isso envolve atendimento ilimitado a chamados, apoio a usuários, administração de acessos, rastreamento de auditoria, parametrizações, monitoramento da infraestrutura, análise de incidentes, rotinas de backup, recuperação e criação de novos ambientes do sistema. A contratada também deverá manter documentação atualizada e entregar relatórios de desempenho e atendimento .
Quando houver mudanças que afetem processos internos, a empresa deverá capacitar usuários finais, preparando materiais, manuais e planos de treinamento. Parte dessas ações integra os chamados “serviços especializados”, que também abrangem modernizações e atualizações de grande porte sob demanda da companhia.
Com vigência prevista de 36 meses, o contrato será executado com medições mensais, condicionadas à aprovação dos serviços pelo Metrô. A sustentação do PeopleSoft é tratada como estratégica, pois o sistema concentra dados sensíveis, garante cumprimento de normas legais e sustenta rotinas de trabalho essenciais aos funcionários da empresa.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Com 90% de chances de terminar o Campeonato Brasileiro de 2025 com o título, o Flamengo pode ser campeão já nesta terça-feira (25). Com o tropeço do Palmeiras em casa contra o Fluminense, o Rubro-Negro passou a ter a possibilidade de ficar com a taça antes mesmo de as duas equipes embarcarem para Lima, onde disputarão a final da CONMEBOL Libertadores.
Para que isso aconteça, só há uma combinação de resultados que faz o time carioca ficar com a taça nacional tão antecipadamente: vencer o Atlético-MG em Belo Horizonte e torcer para que o Verdão perca para o Grêmio em Porto Alegre.
Dessa forma, os cariocas iriam a 77 pontos contra 70 dos paulistas – com apenas mais seis em disputa.
No que depender do retrospecto de Flamengo e Palmeiras contra os próximos adversários, no entanto, é grande a possibilidade de que a disputa pelo título siga aberta.
O Rubro-Negro vem de quatro vitórias seguidas diante do Galo como visitante por todas as competições. A última delas, no entanto, terminou com classificação mineira nos pênaltis para as quartas de final da Copa do Brasil.
No Verdão o cenário é de um domínio ainda maior: apenas duas derrotas para o Imortal nas últimas dez visitas a Porto Alegre. O time paulista soma cinco vitórias neste mesmo recorte por todas as competições.
Restando apenas três partidas para o fim da competição, o Flamengo tem 91,6% de chances de faturar o título, de acordo com os números levantados pelo Opta, plataforma de estatísticas.
Por outro lado, o Palmeiras fica com apenas 8,2% de chances de destronar o rival e ser campeão.
Iniciativa reforça o compromisso da concessionária com segurança, modernização e melhor experiência para quem trafega pela MT-130.
A Concessionária Morro da Mesa deu início à distribuição gratuita de tags de passagem automática, em parceria com a Sem Parar, para os usuários da MT-130, trecho entre Primavera do Leste e Rondonópolis. A iniciativa busca ampliar a agilidade na passagem pelas praças de pedágio e oferecer mais comodidade aos motoristas que trafegam pela rodovia.
A ação reforça o compromisso da concessionária com segurança, modernização e a melhoria contínua da experiência de quem utiliza a MT-130, demonstrando que a Morro da Mesa está sempre preocupada em proporcionar benefícios que vão além da manutenção constante do trecho.
A entrega está sendo realizada nas praças de pedágio de Primavera do Leste e Rondonópolis, além do escritório central da concessionária, localizado na Avenida São Paulo, 770, no Distrito Industrial de Primavera do Leste. A distribuição é limitada e segue enquanto houver estoque.
Com a tag, os motoristas têm acesso à pista automática, pagando apenas a tarifa de pedágio, e contam com seis meses de isenção na mensalidade do serviço. A tecnologia é aceita na maioria das rodovias pedagiadas do Brasil, o que se torna especialmente vantajoso durante o período de férias escolares, quando aumenta o fluxo de famílias viajando pelas estradas do país.
Encontro aborda a força das narrativas que reacendem identidades e ampliam o espaço da literatura produzida nas periferias
ALEXANDRE PELEGI
A Motiva, por meio do Instituto Motiva, e o VLT Carioca transformam nesta segunda-feira (24) o Terminal Intermodal Gentileza em um espaço cultural dedicado à Festa Literária das Periferias (Flup), que este ano homenageia a escritora e linguista Conceição Evaristo, uma das principais vozes da literatura brasileira contemporânea.
O terminal recebe às 14h o encontro entre Lázaro Ramos e Itamar Vieira Júnior, dois dos nomes mais relevantes da literatura e da cultura nacional. A conversa, mediada por Evandro da Conceição, terá como tema “Reescrever-se: os livros como espelhos”, refletindo sobre como a literatura acompanha processos de identidade, memória e transformação social.
Após o bate-papo, haverá sessão de autógrafos e interação com o público presente. A programação é totalmente gratuita.
O diálogo entre os autores evidencia a sintonia de suas trajetórias. Nascidos com um ano de diferença, ambos cresceram em uma Salvador vibrante, marcada pela música, pelo carnaval e por uma forte tradição artística de matriz negra. Suas obras dialogam com leitores diversos e se inserem na linhagem literária baiana que inclui nomes como Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro e Castro Alves.
Apesar das referências e raízes compartilhadas, encontros públicos entre os dois escritores são raros. A iniciativa do Instituto Motiva cria, portanto, uma oportunidade singular para que apresentem perspectivas sobre histórias que reencantam o país, afirmam a literatura negra como força criadora e ampliam a diversidade no cânone literário brasileiro.
Segundo Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva, a ação reforça o compromisso social da empresa:
“Enxergamos todo o potencial criativo das periferias e acreditamos que essa arte merece destaque e reconhecimento. Dar luz a narrativas diversas ajuda a sociedade a conhecer melhor sua história e reforçar sua identidade, dando cada vez mais força a públicos cujas vozes muitas vezes não têm o espaço devido.”
Serviço — Mesa literária no Terminal Intermodal Gentileza
Crescimento da frota elétrica, alerta para sistemas capazes de imobilizar veículos à distância e disputa entre bateria e hidrogênio mostram que a transição energética exige escala, governança e decisões pragmáticas — temas cada vez mais centrais também no transporte público brasileiro
ALEXANDRE PELEGI
A Europa vive um novo ciclo da mobilidade elétrica nos ônibus urbanos, combinando expansão acelerada, pressão geopolítica e revisão das escolhas tecnológicas. Na última semana uma sequência de reportagens internacionais reforçou três movimentos claros: crescimento rápido da frota elétrica a bateria, alertas de segurança cibernética envolvendo veículos conectados e tensões no mercado entre fabricantes que apostaram no hidrogênio e os que avançaram em escala elétrica.
Essas dinâmicas — embora europeias — têm efeitos diretos no debate brasileiro sobre eletrificação, planejamento e comunicação com o passageiro.
Escala e custo: Europa confirma domínio do ônibus elétrico a bateria
O mercado europeu de ônibus elétricos entrou em uma fase de consolidação, marcada por expansão acelerada e aumento de participação de fabricantes que priorizam tecnologia de baterias. Dados divulgados pela BYD Europe mostram que os registros de ônibus elétricos no continente cresceram 41% no primeiro semestre de 2025, elevando a participação da marca de aproximadamente 5,5% em 2024 para quase 10% em 2025 — um salto incomum para o setor de transporte coletivo.
A Europa já ultrapassou a marca de 8 mil ônibus elétricos a bateria registrados em 2024, com tendência de crescimento contínuo em países como Alemanha, França, Reino Unido, Países Baixos, Dinamarca e Espanha, que mantêm programas nacionais de renovação de frota atrelados a metas de descarbonização e fundos climáticos. A Alemanha, por exemplo, utiliza recursos do Klimaschutzprogramm para cofinanciar até 80% da aquisição de ônibus de zero emissão, o que impulsiona compras em cidades como Hamburgo, Berlim e Colônia. Trata-se do Programa Alemão de Proteção ao Clima, que reúne um conjunto de políticas e investimentos destinados a reduzir emissões, estimular tecnologias limpas e acelerar a transição energética no transporte público. Em outras palavras, é o “guarda-chuva” regulatório que orienta a eletrificação da mobilidade urbana na maior economia da Europa.
Além dos operadores municipais, redes metropolitanas maiores, como Transport for London (TfL) e RATP de Paris, ampliaram seus pedidos, priorizando ônibus elétricos de 12 e 18 metros, reforçando a padronização tecnológica e a economia de escala. Esse volume vem pressionando os fornecedores europeus tradicionais — como Solaris, VDL e Iveco/Heuliez — a acelerarem linhas de produção dedicadas ao elétrico.
A BYD, por sua vez, intensificou sua presença industrial no continente. A fábrica na Hungria, originalmente projetada para montagem, está expandindo áreas de produção de carrocerias e packs de bateria, com capacidade estimada para milhares de unidades anuais. O movimento reduz tempo de entrega e mitiga riscos logísticos, permitindo disputar espaço com fabricantes europeus em grandes licitações.
Todo esse cenário confirma uma mudança estrutural: a bateria elétrica se tornou a tecnologia dominante no transporte urbano europeu, suplantando alternativas como híbridos e hidrogênio em volume e estabilidade de custos. A maturidade crescente também repercute no custo total de propriedade (TCO), com operadores relatando reduções expressivas em manutenção, menor variabilidade na autonomia e maior previsibilidade de desempenho.
Para o Brasil, onde diversas capitais estudam transições semelhantes, esse avanço europeu oferece um parâmetro importante: quanto maior a escala global, menor o risco associado à adoção, e maior a disponibilidade de peças, fornecedores, know-how e benchmarks operacionais. Projetos em BRTs e redes estruturantes podem se beneficiar diretamente desse aprendizado internacional, tanto na definição do mix tecnológico quanto no planejamento de infraestrutura de recarga.
Risco e governança: segurança cibernética entra na agenda
A discussão sobre segurança digital ganhou força na Europa após investigações revelarem que ônibus elétricos fabricados pela Yutong, utilizados por operadores da Noruega e do Reino Unido, continham sistemas com capacidade de desligamento ou imobilização remota.
O caso veio à tona depois que a operadora norueguesa Ruter identificou, durante auditorias técnicas, que alguns modelos de ônibus elétricos permitiam ao fabricante acessar componentes críticos, entre eles módulos de bateria e tração, por meio de comandos enviados à distância. Esses acessos estavam associados a ferramentas de diagnóstico e a atualizações OTA (over the air) — processos em que o software do veículo é atualizado pela rede, sem contato físico com o ônibus.
Embora tais recursos sejam comuns para correções e melhorias, a descoberta ganhou contornos geopolíticos porque parte das funções não estava plenamente documentada nos contratos nem descrita com precisão aos operadores. A Ruter, ao submeter o caso às autoridades norueguesas de segurança digital, relatou que o nível de acesso remoto permitia alterar parâmetros sensíveis do veículo, levantar dados operacionais e, em cenários extremos, imobilizar unidades em circulação.
Relatórios técnicos apontaram ainda que mecanismos semelhantes estavam presentes em frotas adquiridas por operadores britânicos, alimentando um debate ampliado sobre soberania operacional, transparência de software e governança de dados em veículos conectados — especialmente quando fornecidos por fabricantes inseridos em cadeias industriais de países que disputam protagonismo tecnológico com a Europa.
Para o Brasil, o episódio funciona como alerta. A digitalização das frotas, combinada à eletrificação, exige que contratos definam claramente quem tem autorização para enviar comandos ao veículo, como são geridas as atualizações OTA e quais limites técnicos impedem que o fabricante tenha controle sobre sistemas essenciais. A segurança do transporte público passa a incluir auditorias de firmware, rastreabilidade de acessos e políticas de cibersegurança específicas para sistemas embarcados — um tema até recentemente ausente nos editais de renovação de frota.
Tecnologia e escolha: hidrogênio perde tração diante da bateria
A disputa tecnológica no transporte urbano europeu deixou claro, em 2025, que o hidrogênio perdeu tração frente à bateria elétrica — não por falta de interesse político, mas por razões econômicas e operacionais concretas.
Relatórios setoriais mostram que o custo por quilômetro dos ônibus a hidrogênio permanece entre 2 e 3 vezes maior que o dos modelos a bateria, devido ao preço do combustível, à pouca oferta de eletrolisadores e ao número reduzido de estações de abastecimento. Além disso, operadores urbanos apontam que a manutenção das células a combustível ainda exige cadeias de suprimentos dependentes e maior complexidade logística.
A Solaris Bus & Coach ilustra esse descompasso. Mesmo sendo líder europeia em veículos a hidrogênio, a empresa viu seu portfólio ser superado por concorrentes focados em baterias — como BYD, Volvo, Mercedes-Benz e VDL — que avançaram rapidamente em escala, autonomia e confiabilidade. A crítica publicada pela CleanTechnica (“vencendo a corrida errada”) reflete um diagnóstico já consolidado entre operadores: a tecnologia dominante será aquela que entrega previsibilidade operacional no menor custo possível, critério hoje amplamente atendido pela solução a bateria.
Para países como o Brasil — onde o hidrogênio verde aparece como aposta estratégica em discursos políticos e na COP30 — a experiência europeia serve como alerta pragmático. O hidrogênio pode ter papel relevante em corredores de longa distância e cargas pesadas, mas no transporte urbano a bateria consolidou, por ora, uma vitória estrutural em custo, maturidade e infraestrutura.
O que estas tendências revelam para o Brasil
Apesar de ocorrerem na Europa, as tendências observadas têm impacto direto sobre o planejamento da mobilidade brasileira. A expansão da frota elétrica europeia mostra que a tecnologia já atingiu maturidade industrial, oferecendo previsibilidade de custos, ampla oferta de fabricantes e maior confiabilidade operacional — elementos fundamentais para cidades brasileiras que planejam renovações de frota até o fim da década.
A disputa tecnológica também deixa lições: a experiência europeia demonstra que o mercado já consolidou a bateria como solução prioritária para o transporte urbano, enquanto o hidrogênio segue restrito a nichos e projetos piloto. Esse movimento pode ajudar gestores públicos brasileiros a tomar decisões mais seguras e realistas.
O debate sobre segurança cibernética, por sua vez, revela um novo eixo de responsabilidade: com ônibus cada vez mais conectados, torna-se indispensável que contratos e editais nacionais incluam governança digital, controle claro das atualizações remotas, auditoria de software e proteção dos dados operacionais.
Por fim, essas transformações tecnológicas só fazem sentido quando integradas à comunicação com o passageiro: previsibilidade, transparência e confiabilidade são pilares para recuperar a confiança no transporte público.
A experiência europeia mostra que eletrificar frotas é apenas parte do caminho — o desafio maior está em garantir governança, segurança e qualidade percebida.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Veículo invadiu imóvel na Rua Domingos Veiga; pelo menos quatro carros foram atingidos
ARTHUR FERRARI
Um acidente envolvendo um micro-ônibus do sistema municipal de São Paulo deixou pelo menos quatro pessoas feridas na Estrada do Sabão com a Rua Domingos Veiga, na Brasilândia, na manhã desta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, por volta das 6h40.
O veículo, que atendia a linha 9785/10 – Vila Terezinha/Metrô Barra Funda atingiu quatro carros, uma moto e acabou batendo em um imóvel na altura do número 1547.
O Corpo de Bombeiros foi acionado a atuou no atendimento às vítimas. Uma jovem de 16 anos foi socorrida ao pronto socorro da Brasilândia com traumatismo craniano, enquanto um homem de 52 anos também com foi levado traumatismo craniano e trauma de tórax ao Hospital do Mandaqui. Não há informações sobre as outras duas vítimas.
Novo decreto eleva para R$ 234 milhões o total destinado ao subsídio dos ônibus paulistanos em apenas dez dias
ALEXANDRE PELEGI
O prefeito Ricardo Nunes publicou nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, o Decreto nº 64.731, que abre crédito adicional suplementar de R$ 160 milhões para reforçar as despesas com subsídios ao transporte coletivo por ônibus na capital paulista.
O valor será destinado às Compensações Tarifárias do Sistema de Ônibus, conforme detalhado nas dotações orçamentárias listadas no decreto. A medida tem como base a autorização prevista na Lei nº 18.220, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu o Orçamento Municipal de São Paulo para 2025. Entre suas disposições, ela autoriza o Executivo a abrir créditos adicionais suplementares, quando necessário, para reforçar dotações existentes — mecanismo que permite ajustes ao longo do ano para garantir a execução de despesas essenciais, como as compensações tarifárias do sistema de ônibus.
O decreto do prefeito prevê a realocação de recursos de diferentes rubricas do orçamento municipal, incluindo parcelas do serviço da dívida interna e externa (R$ 89,2 milhões), além da utilização de superávit financeiro do exercício anterior, que responde por R$ 70,7 milhões da cobertura deste novo crédito.
Este é o segundo aporte extraordinário ao sistema de transporte por ônibus em menos de duas semanas. No dia 14 de novembro, como noticiou o Diário do Transporte, o prefeito Ricardo Nunes já havia autorizado um crédito suplementar de R$ 74 milhões para a mesma finalidade, Relembre:
Subsídio dos ônibus em SP ganha reforço de R$ 74 milhões com decreto de crédito suplementar
Com o novo decreto desta quarta-feira, o total aberto em créditos adicionais para subsidiar o sistema de ônibus paulistano chega a R$ 234 milhões no intervalo de dez dias.
No orçamento de 2025, a Prefeitura havia reservado R$ 6,48 bilhões para as Compensações Tarifárias do Sistema de Ônibus, rubrica que sustenta o subsídio pago às concessionárias. Os créditos que somados alcançam R$ 234 milhões reforçam essa dotação em um ano de forte pressão financeira sobre o sistema, marcado por aumento de custos operacionais e sucessivos remanejamentos para garantir o equilíbrio da operação.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O Remo está de volta à Série A do Brasileirão após 31 anos. A equipe conseguiu o acesso neste domingo (23) após vencer o Goiás por 3 a 1 em um Mangueirão lotado e com festa insana da torcida.
Em campo, Pedro Rocha e João Pedro, duas vezes, fizeram os gols do tão sonhado acesso do time paraense. O português, inclusive, chegou na reta final graças ao olhar de Marcos Braz, responsável pelo futebol do Remo.
Com emoção até o fim, já que o Remo ainda dependia de tropeços do Criciúma ou Chapecoense, a derrota do Tigre por 1 a 0 para o Cuiabá selou o acesso.
Melhores momentos
O último acesso conquistado pelo Remo foi em 1992, quando venceu o Itaperuna e garantiu a vaga na elite. No entanto, o sonho durou pouco tempo.
A permanência na primeira divisão foi de apenas dois anos, com o Remo sendo rebaixado em 1994. Desde então, nunca mais voltou.
Agência aprova ampliação do atendimento com implantação de seis seções entre municípios de Goiás e Tocantins
ALEXANDRE PELEGI
A Evolução Transportes e Turismo Ltda., empresa fundada em 28 de novembro de 2016 e sediada em Goiânia (GO), recebeu autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para ampliar a cobertura da linha Goiânia (GO) – Palmeirópolis (TO).
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24) e corresponde à Decisão SUPAS nº 1.677/2025, que modifica o Termo de Autorização – TAR nº GOTO0179001.
A empresa passa a estar autorizada a implantar seis novas seções intermediárias, o que permite ampliar a área de atendimento e oferecer maior capilaridade ao passageiro em municípios do norte goiano e sul tocantinense.
A autorização concede à Evolução Transportes a inclusão das seções de nº 35 a 40, todas integrantes do anexo oficial da decisão. Entre elas estão ligações envolvendo Formoso (GO), Montividiu do Norte (GO), Trombas (GO), Paranã (TO) e São Salvador do Tocantins (TO).
Com isso, a linha Goiânia–Palmeirópolis passa a operar também trechos complementares, reforçando sua inserção em cidades de menor porte, mas que dependem do transporte rodoviário para acesso regional.
Segundo a ANTT, a implantação de nova seção implica no reinício do período mínimo de atendimento da linha, conforme determina a Resolução nº 6.033/2023. A regra é aplicada para garantir que, ao alterar o desenho operacional, a empresa mantenha o compromisso de atendimento contínuo por um período regulatório completo.
A Resolução nº 6.033/2023, que rege o transporte interestadual de passageiros sob o regime de autorização, prevê que as empresas podem solicitar expansão de atendimento, mediante criação de seções intermediárias, desde que haja compatibilidade operacional e interesse público.
O procedimento de modificação do TAR exige análise técnica da ANTT para verificar equilíbrio concorrencial, impacto na malha federal e regularidade da operação. A aprovação indica que o pedido atendeu aos critérios formais e operacionais.
A linha operada pela Evolução Transportes cumpre papel importante de ligação entre o eixo metropolitano de Goiânia e municípios de menor densidade urbana, localizados no entorno da divisa GO–TO. Com a ampliação autorizada, localidades como Paranã (TO), São Salvador do Tocantins (TO), Formoso (GO) e Trombas (GO) passam a contar com maior conectividade dentro da operação da empresa.
Veja o Anexo com as seções antigas e as novas incluídas:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O Cruzeiro venceu o Corinthians por 3 a 0, neste domingo (23), no Mineirão, pela 35ª rodada do Brasileirão.
Com dois gols de Kaio Jorge e uma assistência do artilheiro para Arroyo, o Cabuloso garantiu vaga direta à fase de grupos da CONMEBOL Libertadores de 2026.
Com o resultado, o time mineiro chegou aos 68 pontos, na 3ª colocação, e não sai mais da zona de classificação direta
Por outro lado, o Timão permanece no meio da tabela, agora em 10º lugar, com 45.
O jogo
O Cruzeiro foi superior ao Corinthians no primeiro tempo e começou pressionando.
Com apenas 5 minutos de jogo, Villalba desperdiçou uma chance inacreditável dentro da área com Felipe Longo já caído.
O Timão só teve sua primeira oportunidade aos 21, quando Hugo desviou a cobrança de escanteio de Garro e William cortou. O lance, porém, estava impedido.
Logo depois, o Cabuloso largou na frente. Kaio Jorge aproveitou rebote, após chute de Arroyo, e não perdoou.
Mesmo na frente, o Cruzeiro continuou melhor e poderia ter ampliado aos 33 com um chute colocado de Lucas Silva quase na gaveta.
Dorival Jr. mexeu no Corinthians para o segundo tempo: Gui Negão, Angileri e Raniele saíram para as entradas de André, Vitinho e Carrillo.
Só que logo aos 3, sem dar qualquer chance de reação ao adversário, a equipe mineira fez mais um e novamente com ele: Kaio Jorge.
Aos 13, o Timão até poderia ter diminuído, mas a cabeçada de Yuri Alberto raspou na trave.
Na sequência, em contra-ataque puxado por Kaio Jorge, Arroyo anotou um golaço, o terceiro do Cabuloso no jogo.
Se a situação do Corinthians já estava ruim, ficou ainda pior com a expulsão de Martínez, aos 37, por uma cotovelada em Matheus Pereira.
Com menos um, o time paulista não conseguiu mais reagir e ainda viu o adversário fazer mais um.
Aos 44, Gabigol deu assistência de letra para Sinisterra. O árbitro, porém, anulou o gol por falta de gol por falta do colombiano em Matheuzinho.