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Lanús x Atlético-MG: torcedores perdem final após serem reprovados no bafômetro e são encaminhados para delegacia

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O teste do bafômetro na final da CONMEBOL Sul-Americana, neste sábado (22), às 17h (de Brasília), com transmissão do Disney+, de fato funciona. Antes de a bola rolar para Lanús x Atlético-MG, torcedores acabaram barrados.

Visivelmente embriagados, os cinco torcedores acabaram tendo que fazer o teste, que deu positivo. Por conta disso, foram impedidos de entrar e foram levados para uma delegacia que fica a 14 quilômetros do estádio.

O quinteto fica na delegacia até o fim da partida e serão liberados depois do apito final.

Como funciona o teste do bafômetro

O teste do bafômetro é uma lei geral de esportes do país. O Paraguai não permite ninguém alcoolizado em estádios de futebol e de qualquer prática esportiva.

Ele está localizado na última barreira de entrada no estádio. Ou seja, apenas torcedores com ingressos que realizam essa vistoria. Neste sábado (22), por mais que seja obrigatório, a maioria foi feitas de forma aleatória. Muitas pessoas passaram sem assoprar o aparelho.

Alguns torcedores que tiveram testes positivos mas que estavam sóbrios ficaram esperando ao lado polícia e tomando água para tentar refazer o bafômetro até dar negativo.

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Trânsito de veículos no entorno da Estação Rodoviária, em Porto Alegre (RS), sofre mudanças a partir da próxima sexta-feira (28)

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Foto: Alex Rocha/Prefeitura de Porto Alegre (RS)

Interdição completa da rua da Conceição, no sentido bairro-Centro, ocorre para obras de demolição do restante da passarela do terminal rodoviário

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Das 22h da próxima sexta-feira, 28 de novembro de 2025, até a noite de domingo, dia 30, a rua da Conceição, no sentido bairro-Centro, em Porto Alegre (RS), terá o trânsito de veículos totalmente interditado para obras de demolição do restante da passarela da Estação Rodoviária.

Conforme informado pela prefeitura, as escadarias, de ambos os lados, também serão derrubadas.

O trecho bloqueado fica entre o Largo Vespasiano Júlio Veppo e a avenida Mauá, logo após o acesso à Estação Rodoviária. Os agentes de fiscalização, juntamente com a Central de Controle e Monitoramento da Mobilidade da EPTC, vão acompanhar a circulação, orientar os motoristas e, se necessário, realizar ajustes para minimizar os impactos no trânsito.

Trânsito – Os condutores devem utilizar rotas alternativas para acessar o Centro Histórico, a avenida Mauá e a avenida Castelo Branco (mapa abaixo). O acesso via túnel será prioritariamente para quem necessita chegar à rodoviária.

Opções recomendadas conforme a origem do deslocamento:

Veículos que circulam pelas avenidas Farrapos e Voluntários da Pátria

Com destino à avenida Mauá:
– 
Os motoristas devem seguir pelas avenidas Farrapos ou Voluntários da Pátria, acessar a rua da Conceição (sentido bairro–Centro), fazer o retorno, seguir novamente pela rua da Conceição (sentido Centro–bairro), ingressar no Túnel da Conceição e, em seguida, utilizar Sarmento Leite; Loureiro da Silva; Pres. João Goulart; Siqueira Campos e Júlio de Castilhos.

Com destino à avenida Castelo Branco:

Há duas alternativas possíveis:

– Entrar pela rua Ramiro Barcelos até chegar à Castelo Branco;

– Outra opção para quem vem pela Farrapos é seguir até a rua Garibaldi e retornar pela rua Voluntários da Pátria até acessar a Castelo Branco pela rua Dr. Júlio Olszewski, a continuação da rua Ramiro Barcelos.

Veículos oriundos da avenida Osvaldo Aranha com destino à avenida Mauá
– 
Os condutores devem seguir por rua Garibaldi; Irmão José Otão; Sarmento Leite; Loureiro da Silva; Pres. João Goulart; Siqueira Campos e Júlio de Castilhos.

Veículos oriundos da Protásio Alves ou Osvaldo Aranha com destino à  Castelo Branco:

– Opções de acesso:
– Protásio Alves, rua Ramiro Barcelos e Castelo Branco;
– Osvaldo Aranha; Garibaldi; Voluntários da Pátria e, então, Castelo Branco pela rua Dr. Júlio Olszewski.

Veículos oriundos da João Pessoa
– Com destino à Mauá:

Utilizar a João Pessoa; Loureiro da Silva; Pres. João Goulart; Siqueira Campos e Júlio de Castilhos.

Com destino à Castelo Branco:
Há duas alternativas:
– João Pessoa; Luiz Englert; Setembrina; Garibaldi; Largo Vespasiano Júlio Veppo e Castelo Branco;
– João Pessoa; Luiz Englert; Setembrina; Garibaldi; Voluntários da Pátria e Castelo Branco pela rua Dr. Júlio Olszewski.

Veículos oriundos da rua Lima e Silva:
– Para chegar à Castelo Branco ou à Mauá, seguir por Gen. Lima e Silva; Loureiro da Silva; Pres. João Goulart; Siqueira Campos e Júlio de Castilhos.

Veículos oriundos da Praia de Belas:
– O deslocamento deve ser feito pela Praia de Belas; Viaduto dos Açorianos; retorno Loureiro da Silva; Pres. João Goulart; Siqueira Campos e Júlio de Castilhos.

Veículos oriundos da Zona Norte:
– 
O acesso para chegar ao Centro deve ser feito pela Av. Castelo Branco.

Transporte – As linhas de ônibus procedentes das avenidas Osvaldo Aranha e João Pessoa, via Paulo Gama, com destino ao Centro, deverão desviar pelo Túnel e Elevada da Conceição até o Largo Vespasiano Júlio Veppo, onde haverá parada provisória em frente à Rodoviária para embarque e desembarque. Após esse ponto, os ônibus seguirão pelas ruas Álvaro Guaspari, Santo Antônio, avenida Farrapos e Voluntários da Pátria em direção à Praça Osvaldo Cruz, rua Chaves Barcelos e avenida Mauá, retomando seus itinerários até os respectivos terminais do Centro.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Fortaleza (CE) terá reajuste na tarifa de ônibus a partir de 1º de janeiro de 2026, informa Etufor

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Foto: Daniel Calvet/Prefeitura de Fortaleza

Passagem inteira do transporte coletivo passará a custar R$ 5,40; valor para estudantes permanece R$ 1,50

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A partir de 1º de janeiro de 2026, a tarifa de ônibus em Fortaleza (CE) passará a custar R$ 5,40, conforme informado pela Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza).

O reajuste leva em conta diversos fatores como, por exemplo, combustível, peças para manutenção, salários dos profissionais de transporte, até mesmo novos ônibus adquiridos.

Apesar do aumento no preço da passagem inteira, a tarifa para estudantes se mantém em R$ 1,50.

Conforme informado por George Dantas, o presidente da Etufor, o reajuste deverá afetar somente 9% dos clientes que utilizam o transporte público.

Em 2026, Fortaleza receberá 120 novos ônibus para reforçar a frota municipal.

Atualmente, 72% do total de coletivos em operação possuem ar-condicionado, o equivalente a 924 veículos.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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TCE-AM determina que Prefeitura de Manaus publique dossiê completo do reajuste da tarifa dos ônibus em 2025

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Foto: Ruan Neves oficial/Ônibus Brasil

Corte julgou parcialmente procedente representação e apontou afronta à legislação federal; município terá 30 dias para divulgar documentos e até 90 dias para apresentar plano de auditoria

ALEXANDRE PELEGI

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) determinou que a Prefeitura de Manaus e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) adotem uma série de medidas para ampliar a transparência do reajuste tarifário do transporte público de 2025. A decisão, registrada no Acórdão 1838/2025, decorre de representação apresentada pelo deputado estadual Mauricio Wilker de Azevedo Barreto, que apontou possível falta de transparência e de economicidade na condução do processo.

A discussão ganhou força porque, ao longo de 2025, a Prefeitura divulgou o reajuste em etapas, mas sem disponibilizar integralmente estudos, dados ou planilhas técnicas que justificassem as decisões. Em 3 de janeiro, informou apenas que um estudo tarifário estava em andamento. Em 10 de fevereiro, durante coletiva na Câmara Municipal, anunciou o reajuste da tarifa de R$ 4,50 para R$ 5,00. Posteriormente, em 19 de abril, comunicou que a regra administrativa vigente determinava o valor cheio de R$ 6,00, que passaria a vigorar no domingo seguinte. Para o TCE-AM, essas divulgações, embora públicas, não vieram acompanhadas da documentação completa exigida pela legislação — especialmente pelo artigo 8º, inciso V, da Lei 12.587/2012, que obriga a divulgação dos critérios e informações utilizados para a definição da tarifa. Esta lei instituiu as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Ao julgar a representação, o Tribunal entendeu que houve violação ao princípio da transparência e determinou que a Prefeitura e o IMMU adotem medidas concretas. Entre elas, publicar em até 30 dias o dossiê completo do reajuste de 2025; em até 90 dias, apresentar um plano de auditoria de custos e insumos; e, antes ou no mesmo dia de qualquer novo anúncio tarifário, divulgar integralmente os estudos técnicos e planilhas em formato aberto. Também deverão publicar boletins trimestrais de monitoramento contendo demanda, custos, arrecadação, subsídios, indicadores de qualidade e impactos sociais; disponibilizar um repositório histórico com todos os reajustes e memórias de cálculo; promover audiência pública anual sobre reajuste; aprovar e divulgar um manual metodológico de cálculo tarifário; e implantar um painel público de indicadores de qualidade, incluindo idade média da frota, climatização, acessibilidade, viagens realizadas e tempo médio de espera.

O Tribunal ainda recomendou a realização de auditorias independentes periódicas para aferir custos e eficiência operacional do sistema, além da ampliação do programa Passa-Fácil Social com aprimoramento dos mecanismos antifraude. Após a comunicação às partes, o TCE-AM determinou o arquivamento dos autos, condicionado ao cumprimento das medidas estabelecidas.

Leia a publicação do TCE-AM no Diário Oficial da Corte no dia 19/11/2025:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Barcelona atropela Athletic Bilbao em dia de festa e emoção com retorno ao Camp Nou e volta de Raphinha

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Dia de festa para o Barcelona. No retorno ao Camp Nou após mais de dois anos – o estádio havia sido fechado para obras em maio de 2023 – , o time de Hansi Flick passou por cima do Athletic Bilbao com vitória por 4 a 0, neste sábado (22), por LALIGA. Com o resultado, a equipe assume a liderança provisória da competição.

Com 31 pontos, o Barcelona “seca” o Real Madrid, agora segundo colocado com os mesmos 31 pontos, que enfrenta o Elche, neste domingo (23), às 17h (de Brasília), com transmissão ao vivo no Disney+.

Ainda com setores de arquibancada fechados por conta da obra, o Camp Nou viu um espetáculo do Barcelona desde os primeiros minutos. Logo aos 4 minutos, Lewandowski contou com uma “forcinha” do goleiro Unai Simón para fazer 1 a 0 para os donos da casa.

Na reta final do primeiro tempo, foi a vez de Ferran Torres marcar o segundo. No segundo tempo, os catalães começaram com tudo e chegaram ao terceiro com Fermín López. Para piorar, aos nove minutos da etapa complementar, Sancet recebeu cartão vermelho após falta dura.

Com a partida resolvida, o Barcelona se deu ao luxo de desperdiçar diversas chances de gol, principalmente em contra-ataques que poderiam ter sido letais para ampliar o marcador.

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Raphinha volta de lesão e quase marca golaço no primeiro toque na bola

Assista à LALIGA no Disney+

Restando poucos minutos para o fim da partida, o brasileiro Raphinha, ausente dos gramados desde meados de setembro por conta de uma lesão na coxa, saiu do banco e foi ovacionado pela torcida. Ele entrou bem no duelo e quase marcou com grande finalização da entrada da área, mas mandou para fora.

Quase nos acréscimos, Lamine Yamal fez lindo lance individual e serviu Ferran Torres para fazer 4 a 0. Ao apito final, muita festa e emoção nas arquibancadas com a volta para casa e os três pontos em LALIGA.

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Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade no Rio de Janeiro destaca transporte público como ferramenta decisiva para cidades e clima

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Evento gratuito ocorre nos dias 24 e 25 de novembro na sede da Fecomércio, com 26 nomes de referência em mobilidade urbana, energia e saneamento

ALEXANDRE PELEGI

A 16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS, que acontece nos dias 24 e 25 de novembro DE 2025, coloca o transporte público no centro dos debates sobre infraestrutura sustentável no Brasil. Em um momento em que estados e municípios revisam seus modelos de concessão, buscam novas fontes de financiamento e avançam na integração entre diferentes modais, o evento reunirá, no Rio de Janeiro, 26 especialistas ligados à mobilidade urbana, transição energética e regulação.

Promovido pelo Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade, o FITS reforça o papel estratégico do transporte público na agenda climática e urbana — especialmente nas grandes regiões metropolitanas, onde a eficiência operacional, a integração tarifária e os contratos de longo prazo determinam não apenas a mobilidade das pessoas, mas também padrões de emissões, desenvolvimento urbano e inclusão social. Esse contexto orienta o primeiro dia do encontro, dedicado à discussão sobre integração tarifária e nova modelagem de concessões, temas decisivos para o futuro das redes de ônibus, trilhos e sistemas intermodais.

O evento, gratuito e realizado na sede da Fecomércio, no Flamengo, contará com debates também sobre saneamento básico, transição energética, regulação de gás natural e ODS. O FITS Infraestrutura tem patrocínio de Light, Águas do Rio, Naturgy, MetrôRio e RJ Postos.

DIA 1 – 24 DE NOVEMBRO

A programação se inicia às 14h, com mesa de abertura formada por representantes de entidades reguladoras e do setor produtivo: AGETRANSP, FIRJAN, Clube de Engenharia do Brasil, ACRJ, FITS, CREA-RJ, CAU/RJ e AGENERSA. O credenciamento começa às 12h, acompanhado de brunch para os participantes.

Integração tarifária no transporte público

Às 15h15, o primeiro painel discute um dos temas estruturantes da mobilidade urbana brasileira: a integração tarifária entre modais e sistemas. Participam Adolpho Konder (AGETRANSP), Ana Patrizia Lira (ANPTrilhos), Edmar Fagundes de Almeida (PUC-Rio / IAEE), Guilherme Ramalho (MetrôRio) e Priscila Sakalem (Secretaria de Transporte e Mobilidade do RJ).

O debate deve abordar modelos de integração, desafios regulatórios, experiências de referência e a importância da coordenação entre operadores, governos e sociedade civil.

Nova modelagem de concessões no setor de transportes

Às 16h30, o painel Transportes e a Nova Modelagem de Concessões discute a evolução dos contratos e a busca por flexibilidade, transparência e eficiência. Participam Gilson Santos (AMEP), Pedro Bruno Barros (Governo de Minas Gerais), Glaydston Mattos Ribeiro (Fundação COPPETEC), Isaque Ouverney (FIRJAN), Luciana Parpinelli (VIALAGOS e VIARIO) e Vicente Loureiro (AGETRANSP).

DIA 2 – 25 DE NOVEMBRO

O segundo dia reúne quatro mesas de debates dedicadas ao saneamento, energia e regulação.

Panorama do saneamento

Às 10h, o painel inicial discute os avanços e gargalos do saneamento básico. Estão confirmados Alexandre Bianchini (AEGEA Saneamento), Carlos Roberto de Oliveira (ARES PCJ), Luis Paulo do Nascimento (CERHI) e Luiz Firmino (FGV CERI).

Desafios regulatórios do saneamento

Às 11h15, o debate reúne especialistas como Carlos Martins (EPAL), Carmen Petraglia (ABEA), Daniela Miranda (representante do Paraná), Samuel Alves Barbi Costa (ARSAE MG) e Wanderson Santos (Secretaria Municipal de Infraestrutura do Rio).

Os participantes devem discutir tópicos como complexidade regulatória, universalização do acesso, financiamento, inovações tecnológicas e mecanismos de controle de qualidade.

Panorama da transição energética no Brasil

Às 14h, o terceiro painel aborda as perspectivas da transição energética, com temas que vão de regulação a oportunidades de mercado. Participam Felipe Tenório (Light), Heloísa Borges (EPE), Renata Isfer (ABIOGÀS) e Wagner Victer (Petrobras).

Regulação do gás natural

Encerrando o evento, às 15h15, o painel sobre regulação do gás discute os desafios do setor e sua importância para a segurança energética. Participam Cristina Sayão (TAG), Fernando Montera (IBP), Guilherme Souza (FIRJAN), Rogerio Manso (ATGÁS), Symone Araújo (ANP) e Vladimir Paschoal (AGERNESA).

Serviço

16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS
Datas: 24 de novembro (a partir das 14h) e 25 de novembro (a partir das 10h)
Local: Sede da Fecomércio – Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, Rio de Janeiro

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Governo Japonês deve financiar mais BRTs Metropolitanos pelo Brasil. Embaixador vistoria sistema da Grande Belém, legado da COP30 e operado por elétricos nacionais

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Embaixador do Japão, diretor da Arcon, Ministro das Cidades e presidente da Eletra

Como mostrou o Diário do Transporte, Ministro das Cidades, Jader Filho disse ao repórter Adamo Bazani, que pasta vai focar em ligações por ônibus rápidos entre diferentes municípios e que estes sistemas de transportes ajudam a acabar com exclusão social

ADAMO BAZANI

 

A JICA, Agência de Cooperação Internacional do Governo Japonês, que coordena Assistência Oficial ao Desenvolvimento, inclusive em outros Países, deve financiar mais sistemas de corredores de ônibus rápidos que ligam diferentes cidades no Brasil, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit) Metropolitanos, devido a inclusão econômica e social que este tipo de infraestrutura de transportes pode proporcionar, além de melhorar os deslocamentos em si.

Nesta última quarta-feira, 19 de novembro de 2025, o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, esteve em Belém (PA), para participar de agendas da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, e realizou uma visita técnica ao BRT Metropolitano da Região, que teve financiamento da JICA, é considerado legado da COP30 e é tem parte da frota operada por ônibus elétricos brasileiros da marca Eletra.

Todo o sistema, contando com obras de infraestrutura, estudo e a compra dos ônibus, custou 1 bilhão e 300 milhões de reais. Parte desta verba foi financiada pela JICA, a Agência de Financiamento e Fomento do Governo do Japão, e o legado da COP30 foi justamente porque devido à realização do evento internacional é que se tornou possível uma adequação do modelo de contrato e licitação, pelo qual o próprio Governo do Estado fez a compra da frota de ônibus, que foi enquadrada no principal tema da COP: Sustentável.

Todos os coletivos a diesel são zero quilômetro: 225 unidades são diesel de tecnologia Euro 6, que poluem 75% menos, e houve a possibilidade de implantar 40 veículos elétricos. Os ônibus a diesel servem as linhas alimentadoras e os elétricos as linhas troncais.

Em um vídeo de divulgação da Embaixada, Teiji Hayashi, que embarcou em um terminal da cidade de Ananindeua, destacou o conforto dos veículos, com ar-condicionado e 0 km, além da acessibilidade, com plataformas dos terminais e estações na mesma altura do nível do piso dos ônibus, dispensando degraus.

Sendo inaugurado em 1° de novembro de 2025, e com as operações ainda em ampliação, o corredor possui, ao longo de cerca de 11 quilômetros, o atendimento a sete cidades: a capital Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Isabel, Santa Bárbara do Pará e Castanhal.

Em cobertura à COP30, em Belém, o Diário do Transporte visitou o sistema de ônibus e conversou com o diretor-geral da Arcon (Agência de Regulação de Serviços Públicos do Governo do Pará), Eduardo de Castro Ribeiro, que disse que a inclusão social com o BRT Metropolitano da região se deu porque das cidades de Santa Isabel, Santa Bárbara do Pará e Castanhal não havia ligação metropolitana alguma com a capital. As pessoas gastavam quase R$ 40 para se deslocar em vans inseguras para terem acessos a emprego, renda, lazer, educação e serviços de saúde mais aprimorados, disponíveis apenas em Belém.

Além disso, segundo Ribeiro, as obras do BRT Metropolitano de Belém permitiram uma readequação da BR-316, por onde passa, eliminando cruzamentos perigosos com passagens subterrâneas e passarelas. O trecho chegou a ser considerado um dos mais letais em rodovias do Brasil.

Relembre:

Ainda na cobertura do Diário do Transporte à COP30, o Ministro das Cidades, Jader Filho, disse que justamente pela carência de mobilidade com mais qualidade em ligações entre diferentes cidades numa mesma região e pelo caráter de integração e inclusão que estes sistemas podem ter, os BRTs Metropolitanos estão entre os focos de financiamento, estudos e planejamentos da pasta e que modelo de Belém deve ser replicado pelo país.

Relembre:

A presidente da Eletra Industrial, Milena Romano, que forneceu os veículos elétricos do sistema, os mesmos que foram usados para os transportes oficiais de delegações na COP30, afirmou que a empresa não somente vendeu os ônibus, mas auxiliou em todo o projeto de eletrificação dos transportes metropolitanos do Pará, que começou do zero.

Por ter origem em um grupo operador de transportes de 115 anos, com forte atuação em corredores metropolitanos, inclusive no Corredor ABD, que foi ‘case’ também na COP30, a Eletra tem todo o conhecimento, não apenas dos veículos, mas técnico de implantação e como melhor operar os BRTs elétricos Brasil afora” – disse

A empresária completou também que o fato de os ônibus serem elétricos contribuem ainda mais para o cidadão se sentir incluído.

“A ligação por ônibus rápidos, por si só, já traz vantagens enormes e dá acesso ao cidadão a serviços básicos. Os modelos elétricos ampliam o bem-estar do cidadão. São veículos não poluentes, que trepidam bem menos, quase não geram ruídos, têm ar-condicionado. O cidadão precisa se sentir valorizado nos transportes públicos. Quando os ônibus elétricos são feitos no Brasil, como os da Eletra, há outros ganhos essenciais: é emprego, renda, oportunidade e arrecadação gerados aqui no Brasil” – complementa Milena Romano.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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VLT carioca é destacado na COP30 como referência técnica em mobilidade de baixo carbono

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Alstom destaca na Conferência do Clima como o sistema carioca impulsionou inovação, revitalização urbana e produção industrial no país; modelo é apresentado como vitrine do potencial ferroviário nacional

ALEXANDRE PELEGI

Na COP30, realizada em Belém, o Brasil destacou um projeto já operacional de mobilidade elétrica sobre trilhos, com impactos mensuráveis na redução de emissões: o VLT Carioca, implantado no centro do Rio de Janeiro a partir de 2016. O sistema foi repetidas vezes citado nos painéis do primeiro Pavilhão de Transportes da história das COPs, patrocinado pela Alstom, como exemplo real de descarbonização urbana, revitalização econômica e reorganização de espaço público.

A vice-presidente global de Sustentabilidade & RSC da Alstom, Véronique Andriès, afirmou que o VLT do Rio representa exatamente o tipo de solução que a conferência precisa multiplicar: “Ele mostra como parcerias estratégicas podem gerar inovação, transformar áreas degradadas e criar cadeias industriais capazes de sustentar um mercado regional de mobilidade de baixo carbono.”

Revitalização urbana, redução de emissões e transformação do centro do Rio

O VLT do Rio marcou a reconfiguração de parte do centro da cidade e da zona portuária, com substituição de automóveis, reorganização de cruzamentos e redução do ruído urbano. O sistema, operado por tração elétrica, eliminou emissões diretas, substituindo milhares de deslocamentos diários que antes dependiam de modais a diesel.

O projeto se tornou marco internacional ao integrar passagem livre entre modais, operação sem catenária em parte do trajeto e ciclovias conectadas ao sistema. Hoje, o VLT é usado como case em debates sobre:

  • mobilidade ativa integrada ao transporte público,
  • requalificação urbana,
  • ampliação de acessos a serviços e comércio,
  • substituição de viagens motorizadas de pequeno percurso.

Impacto industrial: o VLT que ajudou a viabilizar Taubaté (SP)

Durante a COP30, Véronique destacou que o VLT do Rio não se limita ao impacto urbano: ele foi determinante para impulsionar o investimento na fábrica da Alstom em Taubaté (SP), hoje referência latino-americana em produção de material rodante moderno.

A planta passou a abastecer não só o mercado brasileiro, mas também demandas internacionais — incluindo projetos na América Latina, África e Ásia. Para a empresa, o caso do Rio demonstra que cada novo sistema metroferroviário no Brasil gera efeitos econômicos muito além da operação, fortalecendo cadeias de fornecedores, engenharia local e tecnologia nacional.

VLT como instrumento para metas climáticas brasileiras

O sistema carioca foi utilizado na COP30 como argumento de que o Brasil pode e deve assumir metas mais ambiciosas de mobilidade limpa em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCsNationally Determined Contributions). As NDCs são planos nacionais previstos no Acordo de Paris, nos quais cada país estabelece suas metas de redução de emissões e as políticas para cumprir esses objetivos, atualizados periodicamente com maior ambição.

A lógica é simples: quanto mais cidades brasileiras adotarem VLT, metrô, monotrilho e trens metropolitanos, mais rápida será a redução de emissões — especialmente nos centros urbanos que concentram congestionamentos e poluição.

O transporte representa cerca de 22% das emissões globais, e o ritmo de crescimento é maior que o de outros setores. A narrativa brasileira na COP30 reforçou que a solução passa por:

  • mudança modal,
  • eletrificação do transporte coletivo,
  • prioridade para sistemas guiados,
  • integração efetiva com caminhada e ciclismo.

O papel dos créditos de carbono e do Artigo 6 na expansão de VLTs e metrôs no Brasil

A COP também trouxe ao debate experiências internacionais que podem servir ao Brasil. A Alstom apresentou o estudo de créditos de carbono da Linha 3 do Metrô de Mumbai, que prevê redução anual de 261.968 toneladas de CO₂.

Para a América Latina, onde muitas redes ferroviárias ainda dependem de diesel ou têm expansão lenta, o Artigo 6 do Acordo de Paris foi apontado como ferramenta crucial para financiar projetos como novos VLTs, metrôs e corredores sobre trilhos. O Artigo 6 permite que projetos de baixa emissão, como sistemas ferroviários, gerem créditos de carbono negociáveis para financiar parte de seus investimentos. Os créditos podem representar até US$ 6,5 milhões por ano em receitas extras para sistemas de baixa emissão.

O painel contou com a presença do BNDES, reforçando interesse brasileiro no tema.

Brasil no mapa da indústria ferroviária global

A celebração dos 70 anos da Alstom no Brasil reforçou a mensagem de que o país tem base industrial sólida para sustentar a expansão de modais guiados. A empresa emprega cerca de 1.500 pessoas e atua em sistemas metroferroviários de:

  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Porto Alegre
  • Fortaleza
  • Recife

Além disso, exporta material rodante para Argentina, Colômbia, Chile, Panamá, República Dominicana e Taiwan, consolidando o Brasil como polo de engenharia ferroviária.

O VLT como símbolo da COP30 — e do futuro

Segundo a Alstom, a presença do VLT do Rio nos discursos e painéis da COP30 simbolizou o recado que o Brasil quis transmitir ao mundo: é possível transformar cidades ao instalar sistemas sobre trilhos, reorganizar seu espaço urbano e reduzir emissões de forma estrutural.

Para a empresa, a mensagem central foi clara: “Descarbonizar o transporte não é só clima — é desenvolvimento urbano, industrial e social. O VLT do Rio sintetiza esse potencial.”

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Hamilton largará em último no GP de Las Vegas da Fórmula 1, fala em ‘sentimento horrível’ e desabafa: ‘É o ano mais difícil’

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A temporada de 2025 da Fórmula 1 tem sido uma decepção para Lewis Hamilton. Acumulando maus resultados com a Ferrari, o heptacampeão do mundo largará na última colocação no GP de Las Vegas, que acontecerá na madrugada deste sábado para domingo (23), a partir da 1h (de Brasília).

Sob chuva em Las Vegas, o inglês ficou bem aquém do esperado durante os treinos da última madrugada e ficou com a 20ª colocação. Após mais um mau resultado, o britânico desabafou em entrevista. “Obviamente, é um sentimento horrível. Não é um sentimento bom”, iniciou.

“Mas tudo o que eu posso fazer é deixar isso para trás. Vou tentar dar a volta por cima amanhã, fiz tudo o que eu podia fazer em termos de preparação, em todos os treinos livres. Hoje eu estava me sentindo incrível no TL3 (treino livre 3)”, disse Hamilton.

Ainda de acordo com o piloto este tem sido seu ano mais difícil na Fórmula 1 desde seu início, em 2007. “Eu só não consegui uma volta no fim (do Q1), mas eu senti que éramos mais rápidos. E aí você sai da classificação em 20º. Este ano é o ano mais difícil, definitivamente”.

“Vamos tentar amanhã. Eu acho que nós temos um carro realmente muito bom. Vai ser muito, muito difícil dar a volta por cima saindo de 20º”, finalizou.

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Transporte público precisava voltar ao centro do debate nacional, afirma Jorge Carrer, diretor da Volkswagen Caminhões e Ônibus

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Executivo destacou no Podcast do Transporte, em 29 de outubro, direto da Arena ANTP 2025, que insegurança jurídica, falta de planejamento e ausência de prioridade urbana travavam a retomada do setor

ALEXANDRE PELEGI

No estúdio presencial do Podcast do Transporte instalado na Arena ANTP 2025, em 29 de outubro, o diretor da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Jorge Carrer, analisou o momento do transporte público brasileiro, as perspectivas de mercado para 2026 e a urgência de recolocar o tema no centro da agenda política e urbana. Entrevistado por Alexandre Pelegi, do Diário do Transporte, Carrer afirmou que sem prioridade ao transporte coletivo, segurança jurídica e planejamento de longo prazo, o setor não conseguiria recuperar passageiros nem avançar de forma consistente na renovação da frota.

Carrer observou que os eventos do setor nos últimos anos — da Lat.Bus à própria Arena ANTP — revelavam uma mudança importante de foco. Se há uma década predominava o discurso centrado apenas no produto, agora as discussões giravam em torno de desenvolvimento social, sustentabilidade, integração entre modos e desenho das cidades do futuro. Segundo o executivo, apesar das dificuldades econômicas e estruturais, havia um entendimento cada vez mais claro entre os agentes do setor de que o transporte público precisava ser tratado como serviço essencial, e não como tema periférico de gestão.

Ao falar sobre o mercado de ônibus, ele avaliou que, depois da recuperação registrada nos últimos anos após a pandemia, 2025 deveria encerrar com volumes semelhantes aos de 2024, sinalizando estabilidade. Para 2026, a expectativa era de manutenção desse patamar. Carrer destacou que a limitação não estava na capacidade da indústria ou dos operadores, mas no ambiente macroeconômico e político: juros elevados, incertezas ligadas ao calendário eleitoral e restrições de financiamento tenderiam a conter o ímpeto de novos investimentos.

Provocado sobre a dificuldade do setor em “furar a bolha” e dialogar com a sociedade, tema de um dos painéis da Arena ANTP, o executivo reforçou que o transporte coletivo ainda não conseguia ocupar, no debate público, o lugar compatível com o impacto que tinha na vida das pessoas. Casos como o de Fortaleza, onde o número de passageiros em 2023 ficou abaixo do registrado durante a própria pandemia, ilustravam um quadro preocupante. Enquanto isso, o transporte individual, os aplicativos e outras alternativas ocupavam o espaço deixado pelo serviço público de ônibus, muitas vezes sem a contrapartida em políticas de prioridade viária e infraestrutura.

Para Carrer, o usuário não decidia sua forma de deslocamento em função da tecnologia embarcada ou do tipo de combustível, mas da qualidade do serviço. Ele queria ônibus relativamente novos, com ar-condicionado, conforto, menos superlotação, regularidade, segurança e prioridade no trânsito para chegar mais rápido em casa ou no trabalho. Quando o sistema não oferecia essas condições, a escolha recaía naturalmente sobre outras opções, por mais caras ou menos sustentáveis que fossem. Por isso, ele argumentou que a centralidade do debate deveria estar na qualidade do transporte público como solução de mobilidade, e não apenas em rótulos tecnológicos.

Nesse contexto, o marco legal do transporte público urbano — discutido em sucessivos eventos da ANTP e da NTU nos últimos anos — aparecia como peça-chave. Carrer considerou que o país já havia passado do ponto em que seria admissível seguir sem um arcabouço regulatório moderno e estável. Segundo ele, não era correto atribuir exclusivamente aos operadores a responsabilidade pela baixa qualidade percebida em muitos sistemas, como se houvesse falta de vontade em investir ou inovar. O que travava decisões de longo prazo, afirmou, era a insegurança jurídica e a ausência de regras claras e previsíveis para contratos, remuneração, metas de desempenho e continuidade dos serviços.

O executivo destacou que o novo marco legal do transporte rodoviário interestadual, sob regulação da ANTT, era um exemplo de como segurança regulatória podia induzir investimentos. A partir da nova legislação, empresas passaram a renovar frotas com veículos de maior conforto — Double Decker, leito, leito-cama — e a disputar passageiros com o transporte aéreo em condições mais equilibradas. A mesma lógica, para ele, precisava chegar ao transporte urbano por ônibus, sob pena de o serviço continuar preso a um círculo vicioso: baixa qualidade afastava passageiros, a queda de demanda corroía receitas, a falta de recursos impedia investimentos e o sistema se deteriorava ainda mais.

Ao tratar da transição energética, Carrer defendeu uma visão pragmática e não dogmática. A eletromobilidade, afirmou, tinha papel fundamental na redução de emissões e na modernização tecnológica dos sistemas, mas não podia ser encarada como solução única ou imediata num país de dimensões continentais e forte desigualdade social. Ele lembrou que a frota brasileira de ônibus urbanos era, em média, muito envelhecida, e que a implantação de projetos elétricos em escala exigia duas condições básicas que raramente eram atendidas: financiamento adequado e planejamento de longo prazo de infraestrutura, garagens, rede elétrica e operação.

O foco exclusivo no ônibus elétrico, na visão do executivo, podia acabar paralisando a renovação da frota como um todo. Ele citou o exemplo de São Paulo, onde a restrição à entrada de novos veículos a diesel antecedeu por poucos meses a chegada dos modelos Euro 6. O resultado foi manter em circulação ônibus mais antigos e poluentes, que poderiam já ter sido substituídos por veículos com tecnologia mais limpa, ainda que a combustão. Em vez de proibir de forma abrupta alternativas disponíveis, seria mais racional aproveitar o portfólio de tecnologias já maduras, enquanto projetos elétricos ganhavam escala de forma planejada.

Carrer lembrou que o Brasil tinha uma vantagem estratégica em relação a muitos países: a possibilidade de construir uma matriz energética diversificada. Além da eletromobilidade, havia espaço para o Euro 6 com alto padrão tecnológico, o uso de gás e biometano em regiões com forte produção de resíduos e biogás, o desenvolvimento de combustíveis como diesel verde e, potencialmente, o aproveitamento do etanol em novas soluções. Segundo ele, o debate excessivamente concentrado apenas na eletricidade podia estar atrasando o uso mais inteligente desse conjunto de possibilidades e, consequentemente, a melhoria concreta da qualidade do ar e do serviço prestado à população.

Programas federais como Caminho da Escola e iniciativas anteriores de renovação de frota intermunicipal foram citados como importantes para manter a indústria ativa e levar veículos novos a diferentes regiões do país. Ainda assim, Carrer ressaltou que o Brasil precisava ir além de ações pontuais e construir políticas permanentes, capazes de atravessar ciclos eleitorais e garantir continuidade nos investimentos. A combinação de marco regulatório estável, fontes de financiamento de longo prazo e planejamento urbano que priorizasse o transporte coletivo era, na sua visão, o caminho para que as cidades brasileiras conseguissem reverter a perda de passageiros e tornar o ônibus uma opção competitiva frente ao automóvel e à motocicleta.

Ao longo da conversa, o executivo voltou à ideia de que “o bom é inimigo do ótimo”, frase lembrada na entrevista em referência às discussões históricas sobre infraestrutura no país. Em vez de esperar soluções perfeitas e integralmente elétricas em contextos sem base financeira e institucional para isso, seria mais eficaz acelerar a renovação com tecnologias já disponíveis, menos poluentes e mais confortáveis, enquanto se construía gradualmente o ambiente necessário para a transição energética em maior escala.

Carrer concluiu que o transporte público precisava, urgentemente, voltar ao centro do debate nacional. Em sua avaliação, tratava-se de um serviço que impactava a vida das pessoas todos os dias, do momento em que saíam de casa até a hora em que retornavam, influenciando tempo de deslocamento, saúde, segurança, acesso ao emprego e qualidade de vida. Recolocar o tema na agenda de políticas públicas, especialmente em anos eleitorais, significava discutir orçamento, prioridades urbanas, marcos legais e modelos de financiamento. Sem isso, afirmou, o setor continuaria reagindo aos problemas, em vez de liderar a construção de cidades mais justas, eficientes e sustentáveis.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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