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Câmara de Ponta Grossa (PR) aprova isenção de tarifa de ônibus para bombeiros militares e policiais civis em primeira votação

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Projeto volta à pauta na próxima segunda-feira (24), quando será analisado em segunda votação. Se aprovado, segue para sanção do prefeito

ALEXANDRE PELEGI

A Câmara Municipal de Ponta Grossa, cidade dos Campos Gerais no Paraná com cerca de 375 mil habitantes, aprovou nesta quarta-feira (18) o Projeto de Lei nº 314/2025. A proposta, de autoria do vereador Pastor Ezequiel (DC), altera a Lei nº 14.585/2023 — que regula o transporte coletivo, o subsídio tarifário e as gratuidades — para incluir bombeiros militares e policiais civis entre os usuários isentos do pagamento da tarifa.

O sistema de transporte urbano é operado pela Viação Campos Gerais (VCG), responsável por uma frota aproximada de 217 veículos, entre convencionais, midbus, articulados e ônibus “sem parar”. A operação segue o modelo tronco-alimentador, estruturado a partir de quatro terminais urbanos: Central, Nova Rússia, Oficinas e Uvaranas.

Pelo texto aprovado, a gratuidade será válida tanto para profissionais fardados quanto à paisana, com regras específicas. Fardados, poderão embarcar pelas portas traseira ou dianteira; à paisana, terão acesso exclusivo pela porta dianteira, mediante apresentação da carteira funcional. Nos terminais, a simples apresentação da identificação garantirá o ingresso.

A aprovação do projeto ocorre em um momento em que o município já destina recursos expressivos para manter o equilíbrio econômico do sistema. Em 2024 e 2025, os subsídios municipais ao transporte coletivo ultrapassaram R$ 76 milhões. O aporte serve para cobrir a diferença entre a tarifa técnica — o custo real do serviço — e a tarifa social, paga pelo passageiro na catraca.

Em março de 2025, a tarifa técnica foi fixada em R$ 7,25, enquanto a tarifa social foi reajustada para R$ 5,00 em agosto do mesmo ano. A diferença entre esses valores é compensada pelo caixa municipal. Apenas em abril de 2025, estima-se que o repasse mensal à VCG tenha chegado a cerca de R$ 4 milhões.

A ampliação de gratuidades, como a proposta agora aprovada em primeira votação, reforça o debate sobre a sustentabilidade financeira do setor. Quanto maior o número de usuários isentos, menor é a receita direta do sistema, exigindo maior participação do poder público para evitar aumentos tarifários. Especialistas ressaltam que, sem equilíbrio entre receita e custo, diminui a capacidade de investimento em renovação de frota, tecnologia, acessibilidade e qualidade do serviço — fatores essenciais para manter o transporte coletivo competitivo.

O Projeto de Lei nº 314/2025 volta à pauta na próxima segunda-feira (24), quando será analisado em segunda votação. Se aprovado novamente, seguirá para sanção do Executivo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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De saída do Flamengo, zagueiro Pablo encaminha acerto com novo clube para disputar o Paulistão 2026

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De saída do Flamengo, com quem tem contrato apenas até dezembro deste ano, Pablo tem uma negociação muito bem encaminhada para reforçar o São Bernardo na próxima temporada.

A ESPN apurou que o acordo do time do ABC Paulista com o experiente zagueiro é inicialmente é válido somente para a disputa do Campeonato Paulista.

Com outras sondagens nacionais nas mãos, o defensor optou pelo projeto do clube paulista, sobretudo pela confiança dos profissionais da casa e também pela visibilidade da competição estadual.

Há meses fora dos planos do Rubro-Negro, onde não joga desde janeiro passado (por opção da comissão técnica), o zagueiro está hoje totalmente recuperação da antiga lesão muscular na coxa esquerda.

Aos 34 anos, Pablo tem duas boas experiências no futebol paulista: Ponte Preta (2015) e Corinthians (2017). Também vale lembrar que já passou pela França (Bordeaux) e Rússia (Lokomotiv de Moscou).

Próximos jogos do Flamengo:

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Aracaju (SE) disponibiliza ônibus gratuitos e climatizados para o Festival de Artes de São Cristóvão

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Serviço especial atenderá o público entre 20 e 23 de novembro com partidas em três pontos da capital

ARTHUR FERRARI

Transporte especial para o Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) será oferecido pela Prefeitura de Aracaju (SE) entre os dias 20 e 23 de novembro, com itinerários definidos, gratuidade confirmada e operação exclusiva com ônibus climatizados. As linhas foram aprovadas pelo Consórcio do Transporte Metropolitano (CTM) após proposta apresentada pela prefeita Emília Corrêa. Um relatório técnico elaborado no dia seguinte validou a viabilidade financeira e operacional da oferta.

Durante o anúncio, a prefeita declarou: “Garantimos as linhas especiais e agora confirmamos que os trajetos serão gratuitos. Não faz sentido criar acesso e colocar barreira no caminho. Cultura é direito, e o direito precisa ser garantido de forma completa. E quando falamos do FASC, estamos falando de muito mais do que um evento. O Festival de Artes de São Cristóvão é um patrimônio cultural do nosso estado e também impacta diretamente a nossa capital. Aracaju sente esse movimento, porque o festival aquece a economia criativa, fortalece o turismo, impulsiona o comércio e gera oportunidades para muita gente. É cultura, mas também é desenvolvimento regional e identidade popular” — Prefeita Emília Corrêa.

Partidas ocorrerão a partir de três endereços: Avenida José Carlos Silva (lateral do Terminal DIA), Avenida Mamede Paes Mendonça (em frente à Rodoviária Velha) e Rua Juiz Moacir Sobral (próximo ao Terminal da Atalaia). Nos dias 20 e 21, os horários serão às 18h, 19h, 20h e 21h. Em 22 e 23 de novembro, as saídas começam ao meio-dia e seguem às 14h, 16h, 18h, 19h30 e 20h30. Em todos os casos, o retorno para Aracaju (SE) será sempre a partir da Rua Vinte e Quatro, em São Cristóvão (SE), com veículos circulando à 0h, 1h, 2h e 3h.

Trajetos e paradas foram definidos para facilitar o acesso ao centro histórico de São Cristóvão (SE), onde o festival será realizado. Os ônibus passarão por pontos estratégicos, como os terminais Zona Oeste e Campus e o Pórtico de São Cristóvão. O percurso será o mesmo na ida e na volta, com cumprimento dos horários divulgados.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Clever Devices mira grande projeto no Chile enquanto amplia papel estratégico no transporte paulistano

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Maurício Corte, à esquerda, foi entrevistado pelo produtor Luiz Romagnoli

Empresa norte-americana de ITS, referência global, aposta em expansão internacional e prevê salto de qualidade na gestão do transporte em São Paulo

ALEXANDRE PELEGI

A Clever Devices, empresa norte-americana considerada uma das principais fornecedoras mundiais de tecnologia para transporte público — com presença em grandes sistemas nos Estados Unidos, Canadá e América Latina — segue ampliando sua atuação no Brasil. Em 2023, a companhia assinou com a SPTrans o contrato para implantar o novo Sistema de Monitoramento da Gestão da Operação (SMGO), plataforma que substituirá sistemas legados e passará a integrar dados operacionais, planejamento e ferramentas de ITS (Intelligent Transportation Systems) para os ônibus da capital paulista.

O SMGO é considerado pela administração municipal um dos projetos mais estratégicos para reorganizar a operação do transporte coletivo. A ferramenta reunirá monitoramento da frota em tempo real, gestão de cumprimento de viagens, análise de desempenho, cálculo de tempos de viagem, acompanhamento da rede e apoio à tomada de decisão. O objetivo é aumentar a eficiência e a confiabilidade do sistema, oferecendo ao passageiro mais previsibilidade e informação acurada sobre intervalos, viagens e circulação.

Maurício Corte, executivo da Clever Devices, foi entrevistado no estúdio do Podcast do Transporte montado dentro da Arena ANTP 2025, evento no qual ele participou de painéis e debates sobre inovação, gestão e futuro da mobilidade urbana. Na conversa, Corte trouxe bastidores tanto do avanço do SMGO em São Paulo quanto da participação da empresa em uma licitação internacional no Chile — um dos maiores projetos de ITS hoje em andamento no continente. “É o sexto maior projeto da América Latina. Três empresas internacionais concorrem. Se ganharmos, teremos três dos maiores projetos das Américas”, afirmou.

Corte destacou que a oferta no Chile envolve um ecossistema completo — hardware, software e serviços — semelhante ao adotado em projetos conduzidos pela empresa no Brasil desde 2015. Mas, antes da tecnologia, o executivo reforça que governança de dados é o principal desafio. “A SPTrans tem décadas de informações armazenadas. Organizar, revisar e preparar essa base para integrar a nova plataforma leva tempo. É preciso preparar a casa. Sem dados estruturados, a melhor tecnologia não funciona”, explicou.

Segundo ele, governos brasileiros vêm evoluindo no processo de contratação de soluções tecnológicas — tarefa mais complexa do que comprar ônibus.

A aquisição de frota é objetiva. Já tecnologia exige especificações sólidas, métricas, clareza de resultados. Vivemos num ambiente de narrativas, em que tudo se diz ser ‘inteligência artificial’. É preciso perguntar: que resultado concreto entrega?, observou.

Ao ser questionado sobre o que o cidadão paulistano pode esperar para os próximos anos, Corte foi direto: o eixo central será previsibilidade. “Ela devolve ao cidadão o poder de planejar seu dia. Informação disciplinada muda comportamento. Saber quando o próximo ônibus vem altera completamente a experiência”, disse. Ele citou exemplos como a Avenida 9 de Julho, onde a falta de informação leva passageiros a embarcar no primeiro ônibus — mesmo cheio — gerando distorções no carregamento.

Para o executivo, o SMGO permitirá à SPTrans dar um salto de qualidade ao migrar do simples monitoramento para a gestão plena da operação, com planejamento mais preciso, ajustes finos na rede, análise de desempenho e redistribuição de oferta.

Transporte público não pode continuar sendo visto como transporte de pobre. Nos países desenvolvidos, é alternativa usada por todos. Isso só acontece quando se entrega confiabilidade.”

Corte também falou sobre a importância da comunicação. Recursos como USB e ar-condicionado, embora valorizados, precisam ser apresentados ao usuário de forma correta. “Não adianta dizer ‘tem USB’. É preciso explicar: ‘você pode carregar seu celular durante a viagem’. A tecnologia só se solidifica quando o cidadão entende seu benefício”, observou, lembrando que os primeiros conectores USB em ônibus brasileiros foram danificados por mau uso. Para ele, educação e narrativa pública fazem diferença.

Durante a entrevista, Corte citou o exemplo histórico do Metrô de São Paulo, que mantinha estações impecáveis nos primeiros dias de operação, gerando orgulho e pertencimento nos passageiros. “Quando o Estado ocupa o espaço público com qualidade, o cidadão se torna parceiro do serviço”, afirmou.

Ao terminar a conversa, o executivo expressou otimismo: a combinação entre gestão, tecnologia, dados organizados e comunicação eficaz deve permitir que o transporte por ônibus em São Paulo avance para um novo patamar.

“A previsibilidade é o coração da mudança. Ela reconstrói a confiança e devolve ao cidadão o domínio sobre seu deslocamento.”

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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SPTrans mostra na Arena ANTP como a virada digital deve reorganizar o transporte por ônibus em São Paulo

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A superintendente de Planejamento e Avaliação de Mobilidade, Jeanete de Lazare Laginhas, iniciou a apresentação explicando que a reorganização da operação parte de uma revisão das dimensões de qualidade: expectativa, oferta, entrega e percepção. Para ela, o transporte público voltou a ser analisado como experiência — e não apenas como serviço técnico.

A experiência do usuário não muda só com tecnologia; muda com planejamento, com padrões claros e, principalmente, com informação confiável no momento em que ele mais precisa, afirmou.

Jeanete destacou que o novo Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional (SMGO) foi concebido para atuar em uma cidade que já não segue padrões fixos de pico. “A dinâmica da cidade muda o tempo inteiro. A gente precisa de flexibilidade — e de tecnologia para isso”, explicou. Ela reforçou que a comunicação passou a ser entendida como parte da infraestrutura: “O passageiro precisa saber se haverá desvio, alagamento ou mudança de ponto. A tecnologia tem que servir para dar essa previsibilidade.

O gerente de Avaliação de Mobilidade e Experiência dos Usuários, Eduardo Castellani Gomes dos Reis, aprofundou o tema central da transformação: a confiabilidade dos dados. Segundo ele, não há sistema avançado capaz de funcionar sem base sólida.

“Nenhuma inteligência artificial salva dado ruim. O passageiro até aceita atraso — o que ele não aceita é informação errada”, afirmou.

Eduardo chamou atenção para a mudança de comportamento dos usuários: “O usuário acha que sabe a hora do ônibus porque sempre fez o mesmo trajeto. Mas hoje a cidade é outra. A ideia é permitir que ele se planeje de verdade.” Ele também ressaltou que integração vai muito além de tarifa: “Integração não é só tarifa ou infraestrutura física. É o passageiro descer do trem já sabendo que o ônibus está chegando — ou que vale pegar outro caminho.

O diretor de Planejamento de Transporte, Caio Vinicius de Moura Luz, apresentou os números que justificam a robustez do sistema tecnológico: São 13 mil veículos, 1.320 linhas, 2,3 milhões de quilômetros rodados por dia — 59 voltas na Terra diariamente — e 7 milhões de passageiros. Não existe nada parecido.” Para ele, a capilaridade do sistema é a tradução mais direta do papel social do transporte público:

96% da população de São Paulo tem um ponto de ônibus a 300 metros de casa. Isso é inclusão social.”

Caio detalhou como a análise de dados tem orientado políticas públicas recentes. O Mamãe Tarifa Zero, por exemplo, surgiu do cruzamento de dados de deslocamento e horários de creches: “O programa tem mais de 99% de aprovação das usuárias e já integra o Plano de Metas da cidade.” Eduardo complementou explicando a criação das linhas temáticas Paulistar, fruto da análise das viagens aos domingos: “Descobrimos que lugares de lazer e centros religiosos eram os grandes polos. Daí nasceram as Paulistar.”

Os impactos diretos da modernização também foram apresentados. O Aquático São Paulo reduziu viagens antes superiores a uma hora para cerca de 20 minutos. A ampliação da frota de ônibus elétricos trouxe ganhos percebidos dentro da operação. “Os motoristas elogiam a redução de ruído. É conforto pra quem dirige — e pra quem viaja”, relatou Caio.

Em resposta à plateia, Eduardo reconheceu que o deslocamento até o ponto tem sido incorporado às análises: “Tecnicamente, deveríamos olhar só pro ônibus. Mas não dá. A experiência começa no caminho até o ponto. Estamos criando indicadores pra medir isso.

O painel mostrou que a virada digital da SPTrans não é apenas tecnológica — é estrutural. Trata-se de reorganizar processos, padronizar critérios, integrar áreas e transformar a operação em uma plataforma que lê a cidade em tempo real. O uso de dados qualificados, a capacidade de monitoramento contínuo e a integração informacional entre modais foram apresentados como bases para aumentar a previsibilidade, reduzir incertezas e melhorar a experiência de quem depende do ônibus todos os dias.

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Greve no transporte coletivo de São Luís (MA) atinge uma semana; Câmara discutirá impactos da paralisação de motoristas em audiência pública na segunda-feira (24)

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Foto: Jackson Antônio Barbosa/Ônibus Brasil

Encontro reunirá gestores, sindicatos e empresas do sistema

ARTHUR FERRARI

A crise no transporte público de São Luís (MA) permanece sem solução e já dura uma semana. A paralisação dos motoristas começou atingindo duas empresas, mas apenas a Expresso Marina retomou a operação após regularizar pagamentos na quarta-feira (19). Funcionários da 1001 Expresso seguem parados, o que mantém bairros inteiros da capital maranhense sem atendimento regular. Linhas operadas pela empresa atendem regiões populosas como Cohatrac, Forquilha, Ribeira, Vila Isabel Cafeteira e Vila Esperança, deixando milhares de passageiros com dificuldade de deslocamento.

Esse cenário motivou a Câmara Municipal a convocar uma audiência pública para o dia 24 de novembro, às 14h, no plenário da Casa. A reunião foi marcada após aprovação do requerimento nº 2217/2025, de iniciativa do Coletivo Nós (PT), e pretende detalhar as causas da paralisação e discutir medidas imediatas para evitar maiores prejuízos aos moradores da Grande Ilha.

Segundo o co-vereador Jhonatan Soares, o movimento tem origem em problemas internos das empresas e envolve trabalhadores da Expresso Marina e da 1001. Ele aponta que a suspensão das atividades decorre de salários atrasados, reclamações trabalhistas e protestos contra demissões. Ao justificar o pedido de audiência, afirmou: “Até hoje nós não temos nenhuma resposta em definitivo sobre essa situação da paralisação” — Jhonatan Soares.

Representantes de diferentes instituições foram convidados para compor a mesa de discussão. Entre eles, o secretário municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), Maurício Itapary; o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), Paulo Pires; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA), Marcelo Brito; além de porta-vozes das empresas envolvidas.

A sessão será transmitida ao vivo no canal oficial da Câmara no YouTube, permitindo que usuários afetados acompanhem o debate sobre o futuro imediato do serviço e possíveis encaminhamentos.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Flamengo: Pedro sentiu e avisou na hora que era algo grave, e abatimento vai até seleção e Copa do Mundo

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A quarta-feira (19) foi para o torcedor do Flamengo esquecer.

Além da derrota no clássico por 2 a 1 para o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, o clube ainda viu o centroavante Pedro sofrer uma grave lesão muscular na coxa esquerda, que tirou o jogador da decisão da CONMEBOL Libertadores, diante do Palmeiras, no dia 29 de novembro, às 18h (de Brasília), com transmissão ao vivo no Disney+.

Além disso, a tendência é que Pedro não volte a entrar em campo no restante da temporada. A ESPN apurou ainda alguns bastidores que envolvem o lado do atleta. Segundo a reportagem, o atacante soube no momento que sentiu a lesão durante o treino da terça-feira (18) que era algo grave.

Por conta disso, o Flamengo agendou exame de imagem para a manhã seguinte, que ficou evidenciado que não era uma lesão simples. Pedro não dormiu bem antes da ida ao hospital, incomodado com o novo problema para lidar além da recuperação da fratura no antebraço direito.

Ainda segundo a ESPN, a nova lesão fez com que Pedro desabasse emocionalmente, uma vez que o atacante acredita que o problema físico faz com que ele seja praticamente descartado de possíveis futuras convocações para a seleção brasileira visando uma vaga na Copa do Mundo de 2026.

O Flamengo tinha expectativa de testar o Pedro contra o Atlético-MG ou contra o Red Bull Bragantino, uma vez que vinha treinando com uma proteção especial no braço e teve uma consolidação da fratura sofrida contra o Racing, pela Libertadores.

Apesar da gravidade do caso, o Mengão fará mistério até o dia da final da Libertadores, o levará para Lima, no Peru, e o integrará, até para ajudá-lo neste momento difícil.

Ainda líder do Campeonato Brasileiro com 71 pontos, dois a mais do que o vice-líder Palmeiras, o Flamengo volta a campo no sábado (22), às 21h30 (de Brasília), diante do Red Bull Bragantino, no Maracanã.

Próximos jogos do Flamengo:

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ABRATI alerta para urgência no cronograma de adaptação à Reforma Tributária

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Setor terá de cumprir etapas obrigatórias já em 2025 para não perder benefícios e evitar inconsistências fiscais na migração para IBS e CBS

ALEXANDRE PELEGI

A Reforma Tributária brasileira — instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 — inaugura uma das maiores transformações do sistema de tributos sobre o consumo nas últimas décadas. O modelo atual, fragmentado entre impostos federais, estaduais e municipais (PIS, Cofins, ICMS e ISS), será substituído por dois tributos: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). A proposta busca simplificar regras, reduzir disputas fiscais e tornar a tributação mais transparente.

Para o transporte rodoviário interestadual de passageiros, os efeitos serão profundos. Um setor regulado, de margens sensíveis e dependente de forte integração tecnológica e fiscal, terá de adaptar sistemas, atualizar o Bilhete de Passagem Eletrônico (BPe), revisar rotinas internas e reorganizar a gestão de créditos tributários. Isso inclui ajustes nos ERPs — sistemas integrados de gestão empresarial que concentram informações fiscais, contábeis e operacionais, fundamentais para o cumprimento das novas exigências.

No caso do TRIIP — Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional de Passageiros — a necessidade de adaptação ganha ainda mais peso, já que o segmento possui regras fiscais específicas e depende fortemente de bilhetagem eletrônica e rastreabilidade tributária.

Embora a legislação preveja alíquota reduzida de 40% para o transporte coletivo interestadual, esse benefício depende do cumprimento rigoroso do cronograma de transição.

É nesse cenário que a ABRATI faz um alerta firme: as empresas precisam acelerar urgentemente seus processos internos, pois o cronograma legal já está em andamento e possui marcos obrigatórios até 2033.

Segundo a entidade que reúne as principais empresas do transporte rodoviário de passageiros, a transição exige atenção imediata a pontos-chave, como:

  • 2025, dedicado à adequação dos sistemas fiscais, ERPs e integrações ao novo layout do BPe (versão 1.10).

  • 03/11/2025, início da validação obrigatória dos campos de IBS e CBS em ambiente de homologação.

  • 05/01/2026, início da validação obrigatória no ambiente de produção.

  • Todo o ano de 2026, fase de testes com alíquotas simbólicas (IBS 0,1% e CBS 0,9%).

  • 2027 a 2032, período de transição plena, quando o novo sistema substituirá gradualmente PIS/Cofins, ICMS e ISS.

  • 2033, consolidação do regime definitivo, com vigência total do IBS.

A entidade reforça que, para o TRIIP, acompanhar cada etapa é essencial para garantir o correto aproveitamento de créditos, evitar inconsistências fiscais e assegurar a aplicação da alíquota reduzida.

Em um setor responsável por milhões de deslocamentos anuais e parte central da mobilidade nacional, o processo de adaptação é inevitável e urgente. A mensagem da ABRATI é direta: a migração para o novo sistema tributário já começou — e as empresas precisam agir agora.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Livoltek avança na transição energética com entrega de motores elétricos sustentáveis a pescadores na Amazônia

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Enquanto o mundo debate o futuro climático na COP30, a Amazônia torna-se exemplo prático de inovação verde com a entrega de 60 motores elétricos a pescadores por meio do Projeto Pixundé

THAÍS TEÓFILO, ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

Enquanto representantes de diversos países se reúnem para discutir caminhos urgentes para o clima na COP30, o Amazonas dá um passo concreto e cheio de significado rumo ao futuro sustentável que o mundo reivindica. Em Manaus, por meio do Projeto Pixundé, criado em parceria entre o Instituto Somar Amazônia e a Livoltek, 60 pescadores do município do Careiro da Várzea foram contemplados com motores elétricos para suas embarcações. A ação marca um novo capítulo na modernização da pesca e no uso de energia limpa na região.

A cerimônia de entrega, realizada na manhã desta sexta-feira (14) no Porto da RONAV, reuniu autoridades locais e representantes da empresa global e do instituto amazonense, que têm atuado de forma integrada para promover tecnologias sustentáveis e ampliar o impacto socioeconômico positivo nas comunidades ribeirinhas.

A iniciativa simboliza uma resposta direta aos compromissos globais discutidos na COP30: reduzir emissões de gases de efeito estufa, incentivar o uso de energia limpa e renovável, fortalecer economias locais e proteger ecossistemas sensíveis, como a Amazônia. Nesse sentido, a substituição de motores a combustão por modelos elétricos reduz significativamente a queima de combustível fóssil, o ruído e os impactos da poluição, contribuindo para um ambiente mais limpo e saudável.

Foto: Thaís Teófilo

Para a Livoltek, esse tipo de projeto já faz parte de seu portfólio de energias renováveis. A empresa, que atua em mais de 90 países, chegou a Manaus em 2024, gerou centenas de empregos e investiu cerca de R$ 70 milhões na construção da fábrica no Polo Industrial da cidade. Esse compromisso reforça a conexão entre população local, geração de emprego e renda, e a transição energética.

Time da Livoltek Manaus na entrega dos motores ou lançamento do projeto (Foto: Thaís Teófilo)

Para os pescadores do Careiro da Várzea, a substituição dos motores convencionais por modelos elétricos representa um verdadeiro marco: Além da a queda drástica de emissões de ruídos e gases poluentes ao meio ambiente, a mudança significa redução de custos com combustível e otimização do tempo de trabalho, fatores que impactam diretamente na renda e na qualidade de vida das famílias ribeirinhas.

O Diretor de Eletromobilidade América Latina Livoltek, Flavio Pimenta, destacou que a iniciativa reforça o papel do Amazonas como referência em inovação sustentável:

“A transição energética não é apenas uma tendência global, é uma necessidade urgente. E ver de perto essa mudança acontecer aqui, na Amazônia, tem um significado enorme. Estamos entregando tecnologia limpa, acessível e eficiente, que melhora vidas, faz a economia crescer e contribui diretamente para os compromissos que o mundo inteiro hoje discute na COP30.”

O Gerente da Planta Livoltek em Manaus, Marcio Sousa, enfatizou o valor da produção local e da parceria entre indústria e comunidades:

“É de grande interesse para todos nós que o produto usado na Amazônia seja produzido no Polo Industrial de Manaus. Hoje contemplamos 60 pescadores locais com motores elétricos e vamos trabalhar para que muitas outras realidades sejam transformadas por meio do uso da energia limpa.”

Com a entrega dos equipamentos, o Projeto Pixundé avança mais uma etapa decisiva e consolida a força das parcerias institucionais que trabalham por um modelo de desenvolvimento que equilibre progresso tecnológico, proteção ambiental e inclusão social na Amazônia.

“Se a BYD e a Tesla têm o carro elétrico, a Livoltek tem o motor elétrico para as embarcações dos pescadores amazonenses.” Finalizou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa.

Thaís Teófilo é jornalista em Manaus (AM), e realizou a cobertura do evento com exclusividade para o Diário do Transporte

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CPTM se torna a primeira operadora de trens urbanos do país a publicar inventário estruturado de emissões

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Relatório inaugura mensuração oficial de gases de efeito estufa e reforça transparência na governança climática

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM divulgou seu primeiro Relatório de Emissões de Gases de Efeito Estufa, referente a 2024, tornando-se a primeira operadora de trens urbanos de passageiros do Brasil a publicar um inventário estruturado de emissões. O documento consolida dados oficiais e insere a empresa de forma mais consistente na agenda de mobilidade de baixo carbono.

O relatório foi elaborado em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e segue o Programa Brasileiro GHG Protocol, metodologia nacional que padroniza inventários corporativos de gases de efeito estufa, além de obedecer à norma ABNT NBR ISO 14064-1:2022, que define critérios internacionais de quantificação, monitoramento e reporte de emissões. Com isso, a CPTM estabelece 2024 como ano-base para acompanhamento contínuo, permitindo comparações ao longo do tempo, ajustes operacionais e futuras metas de redução alinhadas às boas práticas de governança climática.

Segundo o inventário, a CPTM gerou 37.379 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) em 2024. O conceito de CO₂ equivalente permite comparar diferentes gases conforme seu potencial de aquecimento global, unificando os efeitos climáticos em uma mesma unidade de medida.

A distribuição das emissões ficou em 20,3% para o Escopo 1, que inclui emissões fugitivas de SF₆ e gases refrigerantes, caracterizadas como vazamentos acidentais de substâncias com elevado potencial de aquecimento; 56,8% para o Escopo 2, referente ao consumo de energia elétrica; e 23,9% para o Escopo 3, associado a resíduos de obras e operações.

Mesmo sendo um sistema eletrointensivo, a CPTM registrou 3,3 g CO₂e por passageiro/km, índice muito inferior ao de um ônibus urbano a diesel, reforçando a eficiência climática dos trilhos no transporte metropolitano.

A publicação do inventário incorpora de forma mais estruturada as práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) à gestão da companhia e fortalece a transparência sobre seus impactos climáticos. Além disso, cria base técnica para a CPTM buscar oportunidades em mercados de carbono, mecanismos que permitem a compra e venda de créditos de emissões evitadas, e ampliar o acesso a financiamentos voltados à economia verde, que priorizam projetos com benefícios ambientais mensuráveis.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos transporta cerca de 1,5 milhão de passageiros por dia útil. Seus trens percorrem aproximadamente 69,5 mil km por dia, distribuídos em 1.895 viagens programadas. As cinco linhas somam 199 km de extensão, com 57 estações em 18 municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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