Colisão ocorreu entre a Avenida Paraná e a Rua Antônio Lago; coletivo transportava cerca de 70 passageiros
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Na manhã desta terça-feira, 18 de novembro de 2025, um ônibus do transporte público de Curitiba (PR) atingiu um carro no bairro Boa Vista.
Imagens registradas por uma câmera de segurança mostram o veículo de passeio efetuando uma convergência proibida na esquina da Avenida Paraná com a Rua Antônio Lago.
Testemunhas relataram que seria um carro utilizado como transporte por aplicativo.
O coletivo, que transportava cerca de 70 passageiros, atende a Linha Direta Guaraituba–Cabral.
A colisão não deixou nenhum ferido no local, que teve de ser parcialmente interditado para que a Polícia Militar atendesse a ocorrência.
Prazo é o final dado por decisão judicial para prefeitura da capital paulista regulamentar serviço. Gestão Nunes promete tomar medidas
ADAMO BAZANI
As gigantes internacionais de aplicativos, Uber e 99, anunciaram nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, que no dia 11 de dezembro vão retomar os serviços de mototáxis na cidade de São Paulo.
O prazo é um dia depois do limite estipulado por decisão judicial que classificou como inconstitucional o decreto de 2023 da prefeitura de São Paulo que proíbe as atividades.
O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou em setembro que em 90 dias, a prefeitura regulamentasse os serviços em 90 dias após notificação.
Já em outra decisão, em 10 de novembro de 2025, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou a eficácia de uma lei estadual que permitia com que os municípios de São Paulo tivessem liberdade para regulamentar os serviços.
As empresas lançaram um “manual com normas de segurança” próprio para motociclistas e passageiros e falam de autorregulamentação pelo fato de a prefeitura não ter cumprido a determinação ainda que estipulou o prazo final como 10 de dezembro.
A gestão Ricardo Nunes diz que a preocupação para impedir os serviços é com a segurança viária e ainda vai recorrer ao STF para reverter a decisão.
“A Prefeitura de São Paulo informa que vai utilizar todos os instrumentos para proteger a vida dos paulistanos. A proibição do transporte por motocicleta via aplicativo na cidade de SP se baseia em dados concretos sobre o aumento de acidentes e mortes com o uso de motocicletas.
Essa frota teve um salto de 56% nos últimos dez anos (833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024), e o número de óbitos nesses casos cresceu 20% de 2023 (403 óbitos) para 2024 (483 óbitos), superando até mesmo os homicídios”.
Entre as normas autodeclaradas dos aplicativos estão:
Compartilhamento de dados — Transferência de informações agregadas e anonimizadas ao poder público para planejamento de mobilidade, redução de acidentes e ações educativas, respeitando a LGPD.
Certificação de condutores — Exigência de idade mínima de 21 anos e carteira de habilitação com EAR (Exerce Atividade Remunerada).
Treinamento de segurança — Formação contínua em direção defensiva e boas práticas, com treinamentos presenciais periódicos.
Distribuição de equipamentos — Doação de coletes refletivos para motociclistas engajados.
Tecnologias de monitoramento — Uso de telemetria para identificar padrões de risco (como excesso de velocidade e freadas bruscas), gerar alertas e criar incentivos para condutores com comportamento seguro.
VEJA BREVE HISTÓRICO JURÍDICO:
O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, e decidiu que é inconstitucional a lei do Estado de São Paulo, 18.156/2025, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas em 23 de junho de 2025, que dava aos municípios paulistas autonomia para regulamentar serviços de mototáxi por aplicativo.
Como se trata de uma decisão de STF, o entendimento inviabiliza outros estados que eventualmente tentassem fazer leis semelhantes.
Foram alcançados nesta segunda-feira (10) seis votos dos 11 totais.
O relator ministro Alexandre de Moraes atendeu argumentação da Confederação Nacional de Serviços, competência para legislar sobre o tema é da União e Estado invadiu atribuição.
Acompanham o relator outros cinco ministros, apesar de ressalvas nos votos: Dias Toffoli, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 22 de setembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu de forma provisória (liminar) a lei estadual que dava margens para prefeitos, como o da capital paulista, Ricardo Nunes, proibir ou restringir os serviços de mototáxis.
Relembre:
Em outra derrota de Nunes na Justiça na queda de braços contra as gigantes de aplicativos, em 03 de setembro de 2025, o Órgão Especial do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) já havia declarado inconstitucional decreto do prefeito de São Paulo, 62144, de 2023, que proíbe mototáxis na capital paulista.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Projeto de lei na Câmara Municipal prevê subvenção de R$ 500 mil mensais a partir de 2026, buscando manter atual concessionária
ARTHUR FERRARI
Diante do risco de interrupção ou de custos elevados para a manutenção do transporte coletivo, a Prefeitura de Araçatuba (SP) enviou à Câmara Municipal um projeto de lei. O objetivo da cidade é conceder uma subvenção de R$ 500 mil mensais à concessionária do serviço a partir de 2026, uma decisão tomada para evitar que o poder público municipal precise recorrer a um contrato emergencial, que poderia custar mais de R$ 1,6 milhão por mês.
Contexto e Justificativa
De acordo com a prefeitura, a proposta de subvenção representa um reajuste de apenas 11% sobre o valor atual de R$ 450 mil. Em contrapartida, um contrato emergencial – valor levantado após sondagem de preço no setor – custaria quase 273% a mais. A nova proposta prevê correção anual e vigora até 2028, fim do contrato com a concessionária.
“Assim, a proposta da Prefeitura de Araçatuba de conceder, em 2026, subvenção de R$ 500 mil mensais à concessionária do transporte público é uma solução adequada, correta e racional, sem contar que é equilibrada e financeiramente vantajosa para os cofres públicos”, ressalta o secretário de Mobilidade, Júlio César dos Santos.
Cenário Nacional
A decisão em Araçatuba reflete uma tendência nacional. Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado há um ano, já indicava que a manutenção do serviço de transporte público é inviável sem subsídios, atingindo 53% dos municípios e colocando em risco a mobilidade de mais de 28 milhões de habitantes.
Outra pesquisa, realizada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) em 2024, aponta que, no Brasil, apenas 30% dos custos do transporte coletivo são cobertos por subsídios governamentais. O índice brasileiro está bem abaixo da média de cidades europeias, que subsidiam cerca de 55% do custo total. O trabalho da NTU teve como base 67 sistemas de transporte brasileiros e 11 sistemas europeus.
A manutenção dos serviços em Araçatuba (SP), inclusive, tem avaliação positiva do Conselho Municipal dos Usuários de Transporte Público (Comutransp).
Compromisso da Concessionária
A empresa responsável pela operação em Araçatuba tem afirmado o compromisso com o plano de metas, que inclui a modernização da frota. Serão adquiridos novos veículos equipados com wi-fi, ar-condicionado, tecnologia de redução de emissões de poluentes e plataforma de acessibilidade. Dois novos ônibus serão incorporados ao serviço até dezembro, afirma a prefeitura.
Príncipe William entrega premiação do Earthshot Prize e reconhecimento destaca impacto da frota elétrica da BYD na melhora da qualidade do ar da capital colombiana
ALEXANDRE PELEGI
Bogotá, capital da Colômbia, foi reconhecida internacionalmente pelas políticas de redução de emissões e de melhoria da qualidade do ar, conquistando o prêmio The Earthshot Prize, na categoria “Clean Our Air”, durante cerimônia realizada pelo príncipe William no Rio de Janeiro. Esta foi a primeira edição do evento sediada na América Latina.
A capital colombiana, com 7,9 milhões de habitantes, foi premiada por seus avanços na transição para um modelo urbano mais sustentável, que inclui restrições ao tráfego de veículos pesados, recuperação de áreas degradadas e a consolidação de uma das maiores frotas de ônibus elétricos do mundo — hoje com mais de 1.500 veículos em operação, grande parte fabricados pela BYD.
Segundo dados apresentados, desde 2018 a poluição do ar caiu cerca de 24%, resultado de medidas integradas como corredores exclusivos de baixa emissão, ampliação de áreas verdes e investimentos estimados em US$ 19,9 bilhões em mobilidade sustentável. A projeção é evitar, até 2028, mais de 300 mil toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a retirar 65 mil carros das ruas.
Até 2030, Bogotá pretende reduzir em 50% suas emissões de gases de efeito estufa, alcançando neutralidade de carbono até 2050. A implantação da primeira linha de metrô é um dos marcos previstos nesse processo.
Movimento regional pela descarbonização
A premiação ocorreu pouco antes da COP30, na mesma semana em que São Paulo atingiu seu próprio marco ambiental: a entrega do milésimo ônibus elétrico à frota municipal. A capital paulista deve ampliar esse número nos próximos meses, reforçando sua posição como referência nacional na transição para um transporte de baixas emissões.
A BYD, presente tanto em Bogotá quanto em São Paulo, também destacou o avanço latino-americano rumo a sistemas de transporte de emissão zero. Globalmente, a empresa afirma já ter ultrapassado 110 mil ônibus elétricos entregues.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Com contrato apenas até o final deste ano com o Grêmio, o técnico Mano Menezes vive um período de incerteza com relação ao futuro e não tem permanência garantida no Imortal para 2026.
O clube está em processo de transição de poder. Odorico Roman venceu as eleições presidenciais e assumirá o trabalho na vaga de Alberto Guerra a partir do início do próximo ano.
Segundo apuração da ESPN, a nova gestão ainda não conversou com o técnico sobre uma possível permanência e as conversas só deverão acontecer após o fim do Campeonato Brasileiro. Com 40 pontos e no 14° lugar, o Grêmio vê a permanência na Série A como “fundamental” para definir os rumos do clube para 2026.
A gestão de Odorico Roman avalia o trabalho como positivo, e a tendência é que Mano permaneça no cargo. No entanto, neste momento, ainda não é possível cravar uma manutenção do trabalho.
Mano Menezes está no comando do Grêmio desde abril deste ano, em uma temporada marcada por altos e baixos do Imortal. A equipe volta a campo para tentar se distanciar ainda mais da zona da degola nesta quarta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), diante do Vasco, na Arena.
Especialistas apontam que ampliação do uso do transporte já seria medida para reduzir o consumo dos carros e motos e impactaria até mesmo a inclusão social
ADAMO BAZANI
Na reta final da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025) que ocorre até sexta-feira, 21 de novembro de 2025, em Belém (PA) um dos grandes entraves e quedas de braço para que haja um consenso para que as nações firmem um compromisso oficial de reduções de poluições residem justamente sobre a transição do uso de combustíveis fósseis, derivados de petróleo, para fontes mais limpas, como biocombustíveis e energia elétrica com matrizes sustentáveis, como por hidrelétricas e usinas eólicas.
As questões, para a definição de um chamando “mapa de transição”, que especificaria as medidas a serem tomadas pelas diferentes nações, residem em pontos como quais seriam as metas, o ritmo delas e o financiamento de tudo isso.
Nações em desenvolvimento querem que os países mais ricos, que geram mais poluentes, ampliem os financiamentos para a transição energética. Por sua vez, estas nações mais ricas não querem suportar os custos maiores sob o pretexto de que os países em desenvolvimento poderiam se acomodar, contando apenas com a ajuda internacional.
As metas de reduções e das aplicações de recursos também mudam de lado entre as nações mais ricas e desenvolvidas.
Um consenso é que o Petróleo ainda tem sobrevida. No Brasil, inclusive, e se o País abandonar seus investimentos na produção e distribuição mais autônoma, pode ampliar a dependência do mercado internacional e perder recursos, dinheiro, inclusive, que poderia financiar uma transição energética sustentável, não apenas do ponto de vista ambiental, mas econômico.
Nos centros urbanos, um dos maiores emissores são os transportes de cargas e passageiros.
Outro consenso é que medidas para tornar mais eficientes e interessantes os transportes coletivos já existentes diminuiriam o uso do transporte individual que, do ponto de vista energético e ambiental, é pouquíssimo eficiente.
Um estudo de 2024, usado em debates da COP30, mostra que os ônibus, independentemente das fontes de energia, têm alta eficiência energética por passageiro transportado em relação as carros ou motos. Mais ônibus ou, melhor ainda, ônibus mais velozes que com uma frota menor poderiam atender uma quantidade maior de pessoas, poderiam fazer com que o consumo de energia por pessoa que se desloca seja reduzido em oito vezes.
Isso porque, a análise mostra que “um usuário de automóvel consome, em média, cerca de 8 vezes mais energia do que um passageiro de ônibus. Estudos apontam que carros requerem aproximadamente 2,1 vezes mais energia por pkm do que ônibus”.
O trabalho é de responsabilidade da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, que atua no Brasil desde 1993 ,principalmente em nome do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ, sigla em alemão), do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Segurança Nuclear e Defesa do Consumidor (BMUV, sigla em alemão), do Ministério Federal da Economia e Ação Climática (BMWK, sigla em alemão) e do Ministério Federal das Relações Exteriores (AA, sigla em alemão).da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.
Assim, só de deixar os ônibus mais eficientes, os ganhos ambientais e econômicos (com redução de custos relacionados a saúde pública e segurança viária) já seriam medidas de transição, sem, no entanto, deixar de lado a necessidade de ampliar (gradativamente e com os pés no chão) os modelos que não dependem do diesel (como os ônibus elétricos, biodiesel e biometano). Isso, obviamente somando com os esforços para ampliar os atendimentos por trilhos que ainda são mais eficientes, mas têm implantação cara, mais lenta e tecnicamente inviáveis em algumas regiões. Trilhos e ônibus não se excluem.
Ampliar a frota de ônibus elétricos e com combustíveis alternativos de maneira responsável não significa “enrolar” e perder tempo.
Pelo contrário, o Diário do Transporte mostrou em reportagem especial direto da Cop30, em Belém, que a chamada “agenda ambiental” em busca da redução de emissões por veículos, ainda mais os pesados como ônibus e caminhões, pode ser estratégia econômica para o Brasil, que tem potencial desde o aprimoramento e expansão do biodiesel e biocombustíveis, o incentivo à distribuição do biometano (combustível obtido da decomposição de resíduos) e o fortalecimento da indústria nacional de ônibus elétricos.
Relembre:
Mas enquanto (e não antes) se amplia frotas novas, com tecnologias menos poluentes, dar mais eficiência e atratividade aos ônibus é essencial.
Se o ônibus elétrico fica preso no trânsito, quem está no carro, vai continuar no carro. E o objetivo principal não será alcançado: aumentar a eficiência energética dos deslocamentos.
Neste aspecto, segundo o estudo, os BRTs (corredores de ônibus de maiores capacidades e velocidades) são medidas essenciais de relativo baixo custo e mais rápida implantação.
Estes sistemas devem ser concebidos já pensando na integração com outros meios de transportes.
Sistemas BRT são caracterizados por serem corredores de ônibus com pistas exclusivas, altas velocidades de viagem e rápidos sistemas de embarque. Eles são projetados para fornecer transporte público confortável em veículos e estações de boa qualidade bem como excelentes serviços ao usuário e sistemas integrados de tarifas. Sistemas de transporte público já existentes podem ser melhorados com uma série de medidas, tais como ter corredores de ônibus separados ou dar prioridade aos ônibus nos cruzamentos para ajudá-los a trafegar rapidamente e melhora sua confiança. Segurança e elevados padrões de design para os veículos e a estações contribuem bastante para o conforto dos passageiros, o que, por sua vez, ajuda a tornar os transportes públicos atraentes para os cidadãos. Recursos para melhorar o conforto das estações e dos veículos (p. ex., pontos de ônibus, terminais de embarque e melhor iluminação) poderiam ser fornecidos ao menos nas estações principais. Uma importante medida para melhorar os serviços de transporte público é a integração de diferentes infraestruturas de transporte público. A infraestrutura física e as redes de transporte poderiam ser ajustadas e coordenadas de modo que os passageiros possam se transferir facilmente entre diferentes serviços. As divisões de planejamento de transporte deveriam cooperar rigorosamente com os operadores do transporte público, que tem de ajustar seus horários para proporcionar um sistema totalmente integrado (para mais detalhes sobre serviços de transporte público integrado, ver Seção 3.2.1). – diz o estudo.
Os BRTs, por exigirem uma frota proporcionalmente por passageiro menor, por estarem localizados em eixos com maior estrutura e por terem uma área de operação mais controlada (em comparação com vias de periferias e com manobras mais difíceis) seriam também os mais indicados para a aplicação inicial de ônibus de nova tecnologia, com abrangência social também.
Neste aspecto, residem os BRTs Metropolitanos, que ligam diferentes cidades vizinhas numa área conurbada.
Em Belém (PA), o Diário do Transporte conferiu de perto os benefícios de um BRT Metropolitano, que conta inclusive, com parte da frota de ônibus elétricos.
Cidades que eram excluídas de um acesso rápido e com tarifas menores aos passageiros até a capital passaram a contar com ligações mais diretas.
Relembre:
No evento, ao repórter Adamo Bazani, o Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, disse que um dos caminhos para garantir melhor acesso a população em tempo menor de implantação são os BRTs (Bus Rapid Transit), corredores de ônibus de maior capacidade e velocidade que os corredores expressos mais comuns.
Jader Filho citou o exemplo do BRT Metropolitano de Belém, inaugurado recentemente e que, como mostrou o Diário do Transporte ao visitar o sistema, barateou os deslocamentos entre diferentes cidades e fez com que municípios que não tinham nenhum acesso a capital, como Castanhal e Santa Isabel, por uma ligação de ônibus metropolitanos diretos, passassem a oferecer esse serviço.
Segundo o Ministro, os BRTs Metropolitanos estão entre as prioridades da pasta de Cidades.
Relembre:
Na capital paulista, mesmo sendo um sistema estritamente municipal (mas que poderá se conectar a corredores metropolitanos e trilhos), o projeto “Corredores Verdes”, do prefeito Ricardo Nunes, recebeu avaliações positivas de especialistas.
O projeto consiste na requalificação dos atuais corredores de ônibus e criação de novos eixos que contempla operação de modelos somente elétricos e incluem outras medidas ambientais, como paradas e estações com energia solar, sistemas de drenagem e reaproveitamento de água de chuva, tratamento de efluentes e maior área de ajardinamento. O primeiro “Corredor Verde” será a requalificação do atual Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, que liga o centro à zona Sul da capital e é atualmente o eixo mais movimentado de transporte coletivo municipal, com cerca de 700 mil passageiros por dia. A promessa da prefeitura é que o Trecho 1 do Corredor, na região da Avenida 9 de Julho, no centro, esteja já em operação de acordo com a nova modelagem ainda em 2025.
O Diário do Transporte foi a Belém (PA), a convite da Eletra Industrial, empresa 100% brasileira que produz ônibus elétricos em São Bernardo do Campo (SP) e realiza consultorias para implantação de sistemas de transportes eletrificados para gestores públicos e empresas de ônibus, por meio do serviço Eletra Consult.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Quatro decisões publicadas no DOU desta terça-feira (18) tratam de linhas entre Minas Gerais e Goiás; empresa encerra operações em três autorizações e tem um pedido de renúncia indeferido
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, nesta terça-feira (18), quatro decisões referentes à Viação Platina, todas envolvendo linhas interestaduais que conectam cidades de Minas Gerais e Goiás. Três delas homologam renúncias apresentadas pela empresa a Termos de Autorização (TAR), enquanto uma nega o pedido por descumprimento de requisitos da regulamentação vigente.
As decisões foram emitidas pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS) e assinadas pelo superintendente Juliano de Barros Samôr.
Confira as quatro decisões envolvendo a Viação Platina:
1. Renúncia negada — Decisão SUPAS nº 1.617/2025
A ANTT indeferiu a renúncia ao TAR MGGO0203009, referente à linha Ituiutaba/MG – Quirinópolis/GO.
A negativa da ANTT está baseada no artigo 33 da Resolução 6.033/2023, que define as regras para renúncia de Termos de Autorização. Pela norma, a empresa só pode abandonar uma linha se cumprir obrigações como manter o serviço ativo até a decisão da agência, garantir o reembolso e atendimento de todos os passageiros com bilhetes comprados, e estar regular em todas as exigências operacionais e documentais. Como esses requisitos não foram atendidos no processo analisado, a renúncia não pôde ser homologada.
Renúncia ao TAR MGGO0203006 (Ituiutaba/MG – Quirinópolis/GO) aceita pela ANTT. A empresa deve cumprir garantias de reembolso e cancelamento de bilhetes, como determina a Resolução 6.033/2023.
Foi aceita a renúncia ao TAR MGGO0203001, da linha Ituiutaba/MG – Quirinópolis/GO via BR-365. Nos três casos de renúncia homologada, a ANTT determinou:
cumprimento das garantias aos passageiros com viagens futuras;
extinção de todas as operações vinculadas aos respectivos TARs.
Com as decisões publicadas hoje, a Viação Platina reduz significativamente sua atuação nas ligações entre Ituiutaba, Itumbiara, Uberlândia e Quirinópolis, regiões onde mantinha diferentes versões de linhas interestaduais.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Autor de três gols em cinco jogos na Copa do Mundo de 2010, Luis Fabiano não escondeu a preocupação com a falta de um camisa 9 na seleção brasileira.
No último sábado (15), o Brasil teve uma das melhores atuações sob o comando de Carlo Ancelotti na vitória sobre Senegal. Na ocasião, o treinador escalou o ataque com Estêvão, Rodrygo, Matheus Cunha e Vinícius Jr.
A falta de um centroavante preocupa Luis Fabiano. No Resenha da Rodada desta segunda-feira (17), o ex-atacante deixou claro que isso pode ser um problema na Copa do Mundo de 2026.
“Uma coisa que me preocupa é não achar um 9 pra seleção brasileira, porque quando afunilar, chegar em quartas, semis, vai precisar de gol. As coisas ficam mais difíceis, os zagueiros são melhores, e aí sem centroavante fica complicado”, disse Luis Fabiano.
Nesta terça-feira (18), contra a Tunísia, às 16h30 (de Brasília), em Lille, na França, Ancelotti deve escalar o ataque da seleção brasileira mais uma vez sem um centroavante.
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,25 milhões de toneladas em agosto de 2025, registrando um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram comercializadas 5,11 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA).
Apesar do aumento, esse foi o menor ritmo de crescimento mensal do ano, indicando uma desaceleração nas compras do insumo por parte dos produtores rurais, que já haviam antecipado parte das aquisições nos primeiros meses de 2025.
Acumulado do ano mantém tendência positiva
Entre janeiro e agosto, o total entregue alcançou 30,55 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 9,3% frente ao mesmo intervalo de 2024, quando o volume somou 27,96 milhões de toneladas.
O desempenho positivo no acumulado reflete o planejamento antecipado dos agricultores, especialmente diante da volatilidade cambial e da expectativa de manutenção da demanda por fertilizantes na safra 2025/26.
Mato Grosso mantém liderança no consumo nacional
O Estado de Mato Grosso segue na liderança do consumo de fertilizantes, com 22,3% do total nacional, o equivalente a 6,81 milhões de toneladas no período. Em seguida aparecem Paraná (4,12 milhões), São Paulo (3,28 milhões), Goiás (2,93 milhões), Rio Grande do Sul (2,78 milhões), Minas Gerais (2,65 milhões) e Bahia (2,04 milhões).
A predominância mato-grossense está ligada ao peso da cultura da soja e do milho no estado, que concentram parte significativa da demanda por insumos agrícolas no país.
Produção nacional avança mais de 7% em agosto
A produção brasileira de fertilizantes intermediários encerrou agosto com 699 mil toneladas, representando um crescimento de 7,1% frente ao mesmo mês de 2024.
o acumulado de janeiro a agosto, a produção chegou a 4,86 milhões de toneladas, aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando totalizou 4,55 milhões de toneladas.
Importações seguem em alta e consolidam Paranaguá como principal porto
As importações de fertilizantes também cresceram. Em agosto, o Brasil recebeu 4,60 milhões de toneladas, alta de 6,5% na comparação com 2024.
No acumulado de janeiro a agosto, as compras externas somaram 27,58 milhões de toneladas, avanço de 11,1% em relação às 24,83 milhões de toneladas importadas no mesmo período do ano anterior.
O Porto de Paranaguá (PR) consolidou-se como o principal ponto de entrada do insumo no país, com 7 milhões de toneladas importadas até agosto — um crescimento de 11,4% sobre 2024, quando o volume foi de 6,36 milhões de toneladas. O terminal paranaense respondeu por 25,7% de todas as importações nacionais, de acordo com dados do Siacesp/MDIC.
Perspectivas para o mercado de fertilizantes
O setor de fertilizantes segue em trajetória positiva, mas o ritmo mais lento em agosto indica um movimento de ajuste na demanda interna. O mercado agora volta suas atenções para o comportamento dos preços internacionais, do câmbio e das condições climáticas, fatores decisivos para o planejamento da próxima safra.
Satélite Norte, empresa regular que tem parceria com a FlixBus
Como revelou o Diário do Transporte, a cobrança da Justiça acelerou a ação da ANTT e culminou na publicação do maior pacote de liberações da FlixBus até agora
ALEXANDRE PELEGI
A FlixBus obteve, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, um dos maiores pacotes de liberações já concedidos à empresa no Diário Oficial da União, com 12 decisões da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS/ANTT) autorizando a operação de novas linhas interestaduais em diferentes regiões do país — todas em condição sub judice.
As autorizações abrangem eixos estratégicos no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, fortalecendo a presença da marca em mercados de alta demanda, como litoral catarinense, região metropolitana de São Paulo, Espírito Santo, interior do Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul.
As novas linhas autorizadas pela ANTT
Campina Grande do Sul/PR ↔ Campinas/SP
Cariacica/ES ↔ Salvador/BA
Campina Grande do Sul/PR ↔ Florianópolis/SC
Itaboraí/RJ ↔ Vitória/ES
Curitiba/PR ↔ Penha/SC
Penha/SC ↔ Porto Alegre/RS
Porto Real/RJ ↔ Juiz de Fora/MG
Rio de Janeiro/RJ ↔ Cariacica/ES
São Bernardo do Campo/SP ↔ Angra dos Reis/RJ
São Bernardo do Campo/SP ↔ Itaboraí/RJ
São Paulo/SP ↔ Porto Real/RJ
Guarulhos/SP ↔ Florianópolis/SC
Esse conjunto configura a maior expansão operacional já concedida à FlixBus desde sua entrada no mercado brasileiro.
Todas as decisões foram assinadas pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros da ANTT, Juliano de Barros Samôr.
Com isso, a FlixBus passa a dispor de uma malha significativamente ampliada, resultado direto tanto de autorizações administrativas quanto de decisões judiciais que vêm destravando pedidos pendentes.
Justiça cobrou ANTT por descumprimento de decisões
A publicação desta terça-feira ocorre poucos dias após reportagem do Diário do Transporte, que revelou decisão da Justiça Federal determinando que a ANTT liberasse a operação da FlixBus em até cinco dias.
Segundo a decisão, a agência teria apresentado resistência reiterada em cumprir ordens judiciais referentes aos pedidos da empresa — inclusive mantendo exigências já afastadas e demorando quase dois anos para concluir análises.
O processo também levantou suspeita sobre possível supressão interna de nota técnica da própria agência, o que resultou no envio do caso para a Controladoria-Geral da União (CGU) e para o Ministério Público Federal (MPF).
A decisão judicial apontada pelo Diário do Transporte ajuda a explicar por que parte significativa das autorizações publicadas hoje aparece na condição “sub judice”: tratam-se de liberações vinculadas ao cumprimento obrigatório de determinações judiciais já em vigor. Relembre:
Justiça dá cinco dias para ANTT liberar operação da FlixBus e aponta resistência da Agência em cumprir decisões
Com as novas linhas, a FlixBus alcança sua maior expansão desde que iniciou operações no Brasil. Os trechos autorizados reforçam a estratégia da empresa de atuar em corredores de forte demanda, conectando cidades turísticas, polos logísticos e grandes regiões metropolitanas.
A malha publicada hoje também tende a elevar a pressão competitiva sobre operadoras tradicionais e sobre o próprio modelo regulatório em transformação conduzido pela ANTT.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes