[ad_1]
null
[ad_2]
Fonte
Jundiaí (SP) conta com Tarifa Social a R$1 neste domingo (16), para segunda etapa do Enem
[ad_1]
Publicado em: 15 de novembro de 2025

Redução no valor das passagens coincide com dia de prova e manutenção da grade dominical do transporte coletivo
ARTHUR FERRARI
Funcionamento do transporte coletivo de Jundiaí (SP) neste domingo (16) seguirá a programação habitual de domingo, com aplicação da Tarifa Social e passagens a valor reduzido. A medida ocorre sempre nos primeiros e terceiros domingos do mês.
Coincidência da data amplia a oferta de deslocamento para estudantes que farão a segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Portões dos locais de aplicação serão abertos às 12h e fechados às 13h, considerando o horário de Brasília. Início do exame está previsto para 13h30.
Horários das linhas podem ser consultados no site da Prefeitura, incluindo informações sobre os itinerários que atendem ou não os sete terminais de ônibus do município.
“A Tarifa Social vem tendo ótima receptividade por parte da população, por permitir que mais pessoas utilizem o transporte coletivo com tarifa reduzida, seja para o lazer, convivência ou compromissos pessoais. Neste domingo, ela acaba beneficiando também os estudantes que farão o Enem”, destacou Bruno Palhari.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte
[ad_2]
Fonte
Japeri, na Baixada Fluminense, moderniza transporte gratuito e amplia atendimento da tarifa-zero
[ad_1]
Publicado em: 15 de novembro de 2025

Programa passa a contar com novos ônibus acessíveis e entrou em nova fase a partir deste sábado (15) para aproximadamente 96 mil moradores
ALEXANDRE PELEGI
A partir deste sábado (15), o município de Japeri, na Baixada Fluminense (RJ), inicia uma nova fase do programa gratuito de ônibus, o Programa Tarifa Zero, com a entrada em circulação de veículos totalmente renovados — equipados com ar-condicionado, acessibilidade e novo layout — e a promessa de ampliar o atendimento com uma nova linha entre Engenheiro [Pedreira] e Japeri até o final do mês.
Lançado em maio de 2025 de forma emergencial, o programa já havia beneficiado mais de 70 mil usuários até novembro.
Na prática, as linhas mantidas atendem os bairros de Guandu (via Santa Terezinha), Marajoara (via Parque Mucajá e Cosme e Damião) e Nova Belém (via Beira-Rio e Casinhas, passando pela Prefeitura). Segundo a Prefeitura, esse modelo representa uma economia média de R$ 55,50 por semana para quem utiliza transporte público diariamente — o equivalente a cerca de R$ 5,50 por passagem.
No contexto municipal, Japeri tem população estimada em 102.171 habitantes para 2025, com base em dados do IBGE. A densidade demográfica é de aproximadamente 1.178,6 hab/km², com área territorial estimada em cerca de 81,7 km².
Para os gestores de mobilidade, essa ampliação e modernização do Tarifa Zero visam melhorar a qualidade do transporte público, promover inclusão urbana e reduzir custos para os usuários, especialmente trabalhadores e estudantes que realizam deslocamentos diários entre bairros da cidade.
A entrega oficial dos novos ônibus ocorreu na sexta-feira (14), às 17h, em evento aberto ao público no município — abrindo caminho para que as operações com os novos veículos comecem no dia seguinte. Além disso, a Prefeitura informa que uma nova linha — entre o bairro Engenheiro (Pedreira) e o centro de Japeri — entrará em operação até o fim de novembro, ampliando o alcance do programa gratuito.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
[ad_2]
Fonte
Instabilidade na energia na garagem da A2 Transportes gera divergência entre empresa e ENEL sobre causa da queda que afetou saída de ônibus elétricos
[ad_1]
Publicado em: 15 de novembro de 2025

Distribuidora diz que falha foi interna; A2 afirma que defeito ocorreu em equipamento sob responsabilidade da Enel
ALEXANDRE PELEGI
A garagem da A2 Transportes teve sérios problemas de energia na madrugada deste sábado, 15 de novembro de 2025. De acordo com a empresa, a garagem situada na Estrada do Alvarenga, no Jardim Pedreira, zona Sul de São Paulo, vem sofrendo com constantes quedas de energia. Isso tem prejudicado o serviço de recarga dos ônibus elétricos da empresa, que opera no sistema de transporte público municipal gerenciado pela SPTrans e é responsável por diversas linhas que atendem a essa região da cidade.
Da noite de sexta-feira (14) para a madrugada deste sábado a energia passou a oscilar com mais frequência, como se pode conferir no vídeo encaminhado ao Diário do Transporte pelo operacional da empresa.
Por conta do problema, dos 30 ônibus elétricos 20 não carregaram 100%. Em decorrência disso, a empresa precisou remanejar carros a diesel no lugar dos elétricos, e registrou a ocorrência junto à SPTrans, uma vez que algumas linhas terão problemas:

Choque de versões
A instabilidade no fornecimento de energia registrada na garagem da A2 Transportes, na Estrada do Alvarenga, Zona Sul de São Paulo, na noite de sexta-feira (14) e madrugada deste sábado (15), segue gerando consequências operacionais e agora também versões conflitantes sobre a origem do problema. A queda afetou a recarga dos ônibus elétricos da empresa e comprometeu a liberação da frota programada para atender linhas da SPTrans nas primeiras horas do dia.
Em nota enviada ao Diário do Transporte, a Enel Distribuição São Paulo atribuiu a interrupção a um defeito interno nas instalações da própria A2. Segundo a distribuidora, “não foram identificadas ocorrências na rede da Enel que atende a região ou o ramal que supre a garagem da A2 no período citado”. A concessionária afirma ainda que a energia “foi restabelecida no local por volta de 02h40 deste sábado” e que mantém contato com a empresa para esclarecimentos adicionais.
A A2, no entanto, rebateu a versão. O engenheiro responsável da transportadora explicou ao Diário do Transporte que o problema ocorreu em equipamento instalado no poste externo, classificado por ele como parte da responsabilidade da distribuidora.
Segundo o técnico da empresa:
“Olha aí, caiu o fusível e bateu os deles. A parte de fora da calçada é toda da Enel. Do cabo pra baixo é nossa responsabilidade; do fusível pra cima é da Enel. Esse fusível que caiu — chamado fusível Mateus — é parte da Enel. Ela que instala tudo certinho. A gente só deixa os cabos para serem ligados nesses fusíveis. Se o fusível cai, então a responsabilidade é da Enel. Se fosse para dentro, seria nossa.”
A declaração contradiz diretamente a versão oficial da distribuidora, que sustenta não ter havido falha na rede sob sua gestão.
A ocorrência ocorreu entre 22h de sexta e cerca de 4h30 deste sábado, período em que a empresa teve dificuldade para completar a recarga dos veículos elétricos. A A2 informou que registrou o problema junto à SPTrans por causa do impacto no atendimento das linhas.
A reportagem segue acompanhando o caso e solicitou novos esclarecimentos técnicos às duas partes.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
[ad_2]
Fonte
São Carlos (SP) anuncia cinco novos terminais e reestruturação completa do transporte coletivo
[ad_1]
Publicado em: 15 de novembro de 2025

Plano da Prefeitura prevê ampliar integração entre bairros e tornar o serviço mais rápido e atrativo para uma cidade de 254 mil habitantes
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de São Carlos (SP) anunciou que vai promover uma ampla reforma no sistema de transporte coletivo urbano, com a implantação de cinco novos terminais de integração e a revisão completa da rede de linhas. Segundo a gestão do prefeito Netto Donato, a intenção é modernizar o serviço, reorganizar os deslocamentos e oferecer mais opções de conexão entre bairros, reduzindo o tempo de viagem e recuperando a atratividade do transporte público.
O município, com cerca de 254 mil habitantes segundo estimativa do IBGE, enfrenta desafios típicos das cidades de porte médio do interior paulista: forte dependência do automóvel, dispersão urbana e queda de demanda no transporte coletivo. A administração municipal avalia que o atual desenho das linhas já não responde às necessidades da população e que a criação de novos terminais pode reorganizar fluxos e diminuir o tempo de espera para quem utiliza o sistema diariamente.
Pelas informações divulgadas oficialmente, os cinco terminais serão distribuídos em pontos estratégicos da cidade. Eles deverão concentrar as integrações e permitir que os passageiros se desloquem com mais rapidez entre diferentes regiões, com conexões planejadas para reduzir sobreposições de linhas e garantir melhor cobertura territorial. A prefeitura também projeta ajustes operacionais que facilitem a integração tarifária e deixem o ônibus mais competitivo frente ao transporte individual.
A revisão da rede, porém, exige etapas técnicas e administrativas que incluem elaboração de projetos, licitações e possíveis consultas públicas. Mudanças desse porte podem gerar dúvidas e resistência entre usuários, mas a administração aposta que melhorias de frequência, infraestrutura e confiabilidade resultarão em um sistema mais eficiente e com maior adesão.
A expectativa do governo municipal é que, ao final das intervenções, o transporte coletivo volte a cumprir papel central na mobilidade de São Carlos. Um sistema mais integrado, com deslocamentos mais rápidos e terminais estruturados, pode aliviar congestionamentos, reduzir emissões e garantir condições mais equitativas de acesso à cidade, especialmente para moradores de áreas periféricas.
Ao anunciar o pacote, a prefeitura enfatizou que a reestruturação busca alinhar o serviço às demandas reais da população e às tendências de mobilidade adotadas em municípios brasileiros de médio porte. A execução das obras e ajustes operacionais, no entanto, será determinante para que a promessa de um transporte mais moderno e eficiente se concretize.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
[ad_2]
Fonte
Leticia Pineschi reforça importância da integração e da boa experiência do passageiro na Arena ANTP 2025
[ad_1]
Em conversa no Podcast do Transporte, moderadora destaca que qualidade da viagem depende de todo o percurso — do momento em que o passageiro sai de casa até a chegada ao destino
ALEXANDRE PELEGI
No estúdio do Podcast do Transporte, instalado dentro da Arena ANTP 2025, de 28 a 30 de outubro de 2025, a conselheira da ABRATI, Leticia Pineschi, falou sobre o papel estratégico dos terminais rodoviários e sobre a urgência de qualificá-los como verdadeiros hubs de mobilidade. A conversa ocorreu após ela moderar o painel “Terminais, hubs e integração: PPPs para revitalização e gestão, com exemplos nacionais e internacionais”, que reuniu representantes da ABRATI, Socicam, AFD e Metrô de São Paulo.
Leticia explicou que, mesmo em um evento historicamente focado no transporte urbano, o tema dos terminais rodoviários se encaixa de forma natural, porque é justamente nesse ponto que os modais se encontram. “O terminal rodoviário hoje é uma sala de espera da mobilidade. Ele é o ponto de conexão. A pessoa chega ali e precisa ter acesso imediato ao restante da cidade”, afirmou. Para ela, São Paulo é um exemplo claro de como essa integração pode ser bem-sucedida. “Nos terminais Tietê, Barra Funda e Jabaquara, a intermodalidade é vista com materialidade. O passageiro chega e se conecta ao metrô e ao transporte urbano com facilidade. Isso incentiva o uso do coletivo e reduz emissões.”
Leticia destacou que não basta investir em frotas limpas se o restante do caminho reforça o uso do transporte individual. “Se cada passageiro que chega optar por carro, táxi ou aplicativo, não haverá redução de emissões. Um ônibus retira até 60 carros da rua. A intermodalidade é uma peça-chave da mobilidade sustentável”, afirmou.
Ao comentar pesquisas divulgadas pela ABRATI, lembrou que a maior fragilidade da experiência rodoviária está fora do ônibus. “A viagem não começa no embarque nem termina no desembarque. Ela começa quando a pessoa sai de casa e termina quando chega ao destino final. Se algo der errado em qualquer ponto, a percepção será de que a viagem inteira foi ruim”, observou. Para ela, qualificar terminais, acessos e pontos de parada é tão importante quanto modernizar a frota.
Na Arena ANTP, um dos temas que mais chamou atenção do público foi a participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), interessada em financiar projetos de terminais modernos e sustentáveis. Leticia celebrou o interesse. “A AFD trabalha com projetos alinhados aos ODS, com incentivo ao comércio local e ao empreendedorismo feminino. Esse tipo de terminal dialoga com o futuro do setor. Temos a chance de aproximar quem financia de quem precisa transformar essas estruturas.”
Leticia também afirmou que o setor precisa avançar na qualificação dos pontos de parada, tema que considera urgente e que pretende ver nos próximos encontros do transporte. Ela citou como referência o projeto Boa Mesa na Estrada, realizado no Nordeste em parceria com o Senac. “Capacitamos pequenos empreendimentos, melhoramos higiene, alimentação e atendimento. Isso transformou a experiência do passageiro. Hoje vemos redes com dezenas de restaurantes que oferecem comida de qualidade, preços acessíveis e até ar-condicionado nos banheiros. Parece simples, mas muda a viagem.”
A executiva reforçou que essa melhoria é indispensável para revitalizar o turismo doméstico por ônibus. “O Brasil tem mais de cinco mil cidades, e a maior parte só se acessa por ônibus. Chapadas, Pantanal, estâncias hidrominerais, interior de Minas… o potencial é enorme. Com serviços que vão do executivo ao cama, há opções para todos os bolsos. Mas a experiência precisa ser boa do começo ao fim”, afirmou. Na comparação com aeroportos, Leticia destaca a necessidade de manter preços compatíveis com a realidade do transporte rodoviário. “Não dá para cobrar café com pão de queijo a 27 reais. A pessoa não pode ter que escolher entre pagar a passagem e pagar o lanche.”
Para ela, a síntese é simples e precisa ser absorvida por todo o setor: “O passageiro não avalia o trecho dentro do ônibus. Ele avalia a jornada inteira. Se quisermos um transporte rodoviário forte, precisamos cuidar de todos os pontos dessa jornada.”
Assista à entrevista de Leticia Pineschi na íntegra ao Podcast do Transporte… Ela falou também da iniciativa “Elas no Transporte” e dos 30 anos da ABRATI. Confira:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
[ad_2]
Fonte
“COP30 reforça urgência de fortalecer o transporte coletivo”, diz Francisco Christovam
[ad_1]
Em entrevista, dirigente da NTU destaca o baixo impacto dos ônibus nas emissões nacionais e alerta para a necessidade de políticas que ampliem seu uso nas cidades
ALEXANDRE PELEGI
Às vésperas da COP30, que reúne em Belém representantes de 170 países para discutir o futuro climático do planeta, o transporte coletivo urbano volta ao centro do debate sobre sustentabilidade. Embora os ônibus respondam por menos de 1% das emissões nacionais de gases de efeito estufa, segundo dados consolidados pela ANTP e pelo SEEG, especialistas defendem que o setor tem papel decisivo na melhoria da qualidade do ar nas cidades, na saúde pública e na redução da dependência do transporte individual motorizado — responsável pela maior parcela da poluição nos centros urbanos.
Para analisar o que está em jogo na conferência e qual deve ser a contribuição do transporte urbano brasileiro, o Diário do Transporte conversou com Francisco Christovam, CEO da NTU e uma das principais vozes do setor no país. Ele detalha a evolução tecnológica da frota, alerta para os riscos de eletrificações feitas sem planejamento e reforça uma mensagem central: a verdadeira transformação climática nas cidades começa quando mais pessoas deixam o carro e voltam a usar o ônibus.
A seguir, a íntegra da entrevista.
Diário do Transporte — A COP30 reúne representantes de 170 países para discutir mudanças climáticas. Como o transporte urbano brasileiro entra nesse debate?
Francisco Christovam — A COP30 é uma oportunidade decisiva para recolocar o transporte urbano no centro da agenda climática. Embora o Brasil responda por cerca de 3,1% das emissões globais de gases de efeito estufa, grande parte disso vem de mudanças no uso da terra e da agropecuária. No setor de energia — onde está o transporte — a participação é de 20%. E, dentro desse segmento, o transporte coletivo urbano tem um peso relativamente pequeno, mas estratégico do ponto de vista ambiental e social.
Diário do Transporte — Quando falamos especificamente dos ônibus urbanos, qual é o impacto real nas emissões nacionais?
Francisco Christovam — Ele é muito reduzido. Segundo estudo da ANTP, os ônibus urbanos a diesel — somados aos rodoviários e de fretamento — representam menos de 1% das emissões nacionais de GEE, algo em torno de 22 MtCO2eq frente aos 2,4 GtCO2eq do país. É importante reforçar isso: o transporte por ônibus não é o vilão climático que muitos imaginam. Mesmo assim, devemos buscar a redução contínua das emissões e a melhoria da qualidade do ar nas cidades.
Diário do Transporte — Ainda que o impacto percentual seja pequeno, a transição energética tem sido colocada como prioridade. O que fundamenta essa mudança?
Francisco Christovam — As emissões dos ônibus podem ser pequenas no total nacional, mas afetam diretamente a vida urbana — sobretudo em regiões densamente povoadas. Por isso, a descarbonização da frota é fundamental. Trata-se de reduzir poluentes de forma localizada, melhorar a saúde pública e tornar as cidades mais equilibradas ambientalmente. Além disso, o transporte coletivo é o grande indutor de mobilidade sustentável: quando o passageiro migra do carro ou da moto para o ônibus, o impacto positivo é imediato.
Diário do Transporte — Como você avalia a evolução tecnológica da frota ao longo dos anos?
Francisco Christovam — Houve avanços muito significativos. O Proconve foi decisivo para isso, estimulando a indústria e qualificando os combustíveis. O salto mais recente veio com a tecnologia EURO 6 (P8), introduzida em 2023, que reduz drasticamente material particulado e NOx. A simples substituição de veículos EURO 3 ou 5 por modelos EURO 6 já produz uma diferença enorme na qualidade do ar.
Diário do Transporte — E quanto às alternativas ao diesel? Hidrogênio, elétricos a bateria, biometano, HVO… Em que estágio estamos?
Francisco Christovam — Vivemos atualmente um momento de pluralidade tecnológica, mas ainda marcado por muita imaturidade comercial. O setor conta com diferentes alternativas em desenvolvimento, que vão desde ônibus elétricos a bateria e modelos movidos a hidrogênio até motores alimentados por biometano e biocombustíveis avançados, como o HVO e o BeVant. Todos têm potencial, mas demandam investimentos altos e infraestrutura robusta. O HVO, por exemplo, nem é produzido em escala no Brasil. O BeVant ainda está em testes. A tração elétrica é, hoje, a mais viável, mas mesmo ela exige planejamento profundo — e é justamente aí que muitas cidades estão tropeçando.
Diário do Transporte — Você se refere aos desafios enfrentados pelos municípios que estão eletrificando suas frotas?
Francisco Christovam — Exatamente. Hoje cerca de 30 cidades operam mais de mil ônibus elétricos. Mas quase todas enfrentam dificuldades que derivam da falta de projetos completos: infraestrutura elétrica inadequada, modelos de financiamento pouco estruturados, incertezas operacionais e impactos sobre garagens e rotinas. Não se troca uma frota de milhares de veículos apenas comprando ônibus; é preciso redesenhar sistemas.
Diário do Transporte — Muitos especialistas afirmam que, mais importante que trocar o tipo de combustível, é atrair passageiros. Você concorda?
Francisco Christovam — Sem dúvida. O maior impacto ambiental do transporte urbano não vem do tipo de motor — vem da substituição do transporte individual pelo coletivo. Um ônibus emite, por passageiro, cerca de oito vezes menos poluentes que um carro. Portanto, ampliar o uso do transporte coletivo é a ação mais imediata e eficiente para reduzir emissões nos centros urbanos. Para isso, precisamos melhorar o serviço: regularidade, integração, conforto, comunicação com os clientes, infraestrutura de pontos, abrigos, terminais. Sem um serviço de qualidade, nenhuma tecnologia nova garantirá sustentabilidade.
Diário do Transporte — A COP30 pode produzir recomendações importantes nesse sentido?
Francisco Christovam — Eu espero que sim. A COP30 deve reforçar a prioridade absoluta do transporte coletivo sobre o individual. E, além disso, deve apontar para novas formas de financiamento — tanto para custear a operação quanto para investir em frota e infraestrutura. Esse é o grande desafio brasileiro: tornar o sistema sustentável economicamente para que seja ambientalmente transformador.
Diário do Transporte — Para concluir: qual é a principal mensagem que o setor de transporte urbano deve levar à COP30?
Francisco Christovam — Que a descarbonização não é apenas uma questão tecnológica. É uma questão de política pública, de escolhas coletivas. Cidades que fortalecem o transporte coletivo ganham duas vezes: reduzem emissões e melhoram a qualidade de vida. A COP30 é uma oportunidade para o Brasil mostrar que pode liderar esse movimento.
O editor Adamo Bazani cobre presencialmente o evento em Belém, a convite da Eletra.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
[ad_2]
Fonte
Eletra vai entregar 650 ônibus elétricos até abril de 2026. Maioria é para São Paulo
[ad_1]
Publicado em: 15 de novembro de 2025

Diretora-presidente da marca participou de palestra na COP30 e disse que capital paulista, apesar de problemas que enfrentou com falta de infraestrutura, pode ser considerada exemplo
ADAMO BAZANI
A Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), deve entregar até abril de 2026, mais 650 ônibus elétricos de diversos portes para diferentes localidades do Brasil, mas a maioria será mesmo para a capital paulista.
A afirmação é da diretora-presidente da empresa, Milena Romano, em uma das atividades oficiais da Cop-30 (Conferência das Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas).
Milena participou do Painel “Descarbonização nos Transportes”, nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, organizado na Green Zone (área de livre acesso), em Belém, realizado pelo Sistema Transporte, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), a Estação do Desenvolvimento, um espaço oficial da COP30 destinado a debater assuntos ligados ao transportes no contexto da sustentabilidade.
O Diário do Transporte cobre presencialmente o evento em Belém, a convite da Eletra.
Como havia mostrado a reportagem, a empresária projeta que até dezembro de 2026, o Brasil ultrapassará Chile e México e vai se tornar a maior frota de ônibus elétricos da América Latina.
Assista a entrevista neste link:
ENTREVISTA: Brasil vai ter a maior frota de ônibus elétricos da América Latina até dezembro de 2026 e São Paulo superou problemas
Para comprovar sua projeção, Milena relatou justamente essas encomendas de 650 veículos somente com a tecnologia da empresa.
Mais fabricantes também devem realizar entregas para a capital paulista,.em especial, Mercedes-Benz, BYD e Marcopolo.
Outras encomendas para a Eletra já estão em negociação.
Com isso, segundo Milena, a Eletra reforça sua posição de liderança em ônibus elétricos no mercado brasileiro.
“Dos 1.158 ônibus elétricos que operam em todo o Brasil, 62% são 100% brasileiros, da Eletra. O Brasil será líder em ônibus elétricos na América Latina passando Chile e México até dezembro de 2026 e as encomendas para a Eletra serão o ponto chave para esta posição do Brasil” – destacou.
Milena ainda disse que dessa frota total atual, mais de 80% estão na cidade de São Paulo, que em outubro chegou a 1009 unidades.
O milésimo ônibus é um Eletra, de 15 metros, três eixos, capacidade para 100 pessoas e que opera pela empresa Transpass, na zona Oeste de São Paulo.
Milena elogiou a determinação e coragem do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, que segundo a empresária, assumiu a pauta ambiental. Milena disse que os maiores problemas relacionados a falta de infraestrutura de distribuição nas garagens foram solucionados.
“São Paulo é um exemplo para o mundo. O prefeito Ricardo Nunes teve coragem, enfrentou críticas, resistências, suportou as pressões, mas se manteve firme. Hoje a cidade é referência em transportes limpos e agora, com os principais problemas de infraestrutura superados, o ritmo de eletrificação na cidade de São Paulo vai se ampliar”
Milena, ainda no painel, destacou que o Brasil tem de tudo para ser um dos grandes exportadores de ônibus elétricos e conhecimento em eletrificação de frotas, mas que deve incentivar mais a indústria nacional para não perder a oportunidade que pode vir a se a acabar.
“O momento é agora. Na era do diesel, o Brasil foi um dos principais fornecedores de ônibus para o mundo. Com os elétricos, esta posição é ainda dos chineses. Mas temos indústria local, flexibilidade que nenhum outro produto tem de se adaptar a diferentes operações e conhecimento. O mundo já nos procura. Não vamos, enquanto país, perder esta chance”, disse a empresária que ainda citou o exemplo da Eletra Consult, serviço da Eletra de consultoria a empresários de transportes e gestores públicos para implantação, operação e pós-venda de frotas eletrificadas, que orienta desde a preparação das obras civis na garagens e escolhas de linhas de financiamentos até manutenção de veículos e equipamentos e o treinamento de funcionários das operadoras de transportes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
[ad_2]
Fonte


