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Brasil mantém ritmo forte e volta a superar 5 milhões de toneladas em entregas de fertilizantes em agosto, aponta Anda

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,25 milhões de toneladas em agosto de 2025, registrando alta de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume representa o segundo mês seguido acima da marca de 5 milhões de toneladas, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

De acordo com a entidade, o resultado de agosto só fica atrás do recorde histórico de 5,5 milhões de toneladas, alcançado em agosto de 2023 — período tradicionalmente marcado pelo aumento da demanda, impulsionado pela proximidade do plantio da safra de grãos.

Setor acumula alta de 9,3% no ano

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, as entregas de fertilizantes atingiram 30,55 milhões de toneladas, crescimento de 9,3% frente ao mesmo período de 2024.

A Anda, que reúne as principais empresas do setor — entre elas Mosaic e Yara —, destacou que o ritmo de entregas reflete o forte preparo do agronegócio brasileiro para a nova safra, com produtores antecipando compras e logística para o plantio.

Mato Grosso segue como maior consumidor de fertilizantes

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança nacional no consumo, respondendo por 22,3% do total entregue no país. Ao todo, o estado consumiu 6,81 milhões de toneladas de adubos entre janeiro e agosto, segundo o levantamento da Anda.

O desempenho reforça a posição do Mato Grosso como principal produtor de grãos e algodão no Brasil, sendo o estado que mais influencia o volume de vendas do setor.

Importações avançam 6,5% em agosto

As importações de fertilizantes também apresentaram crescimento. Em agosto, o país importou 4,60 milhões de toneladas, alta de 6,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De janeiro a agosto, o volume total importado chegou a 27,58 milhões de toneladas, representando expansão de 11,1% sobre igual período de 2024. O Brasil continua sendo fortemente dependente das compras externas para suprir sua demanda por adubos.

Produção nacional mantém trajetória de crescimento

A produção doméstica de fertilizantes intermediários fechou agosto com 699 mil toneladas, o que representa aumento de 7,1% frente ao mesmo mês de 2024.

No acumulado dos primeiros oito meses de 2025, a produção nacional atingiu 4,86 milhões de toneladas, avanço de 6,7% em comparação ao ano anterior.

O desempenho positivo indica esforços do setor para reduzir a dependência externa e fortalecer a produção interna, ainda que em ritmo mais moderado do que o crescimento das importações.

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Fonte

Viação Novo Horizonte obtém autorização judicial para operar linha Goiânia–Barra com 52 seções

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Deliberação da ANTT publicada nesta terça-feira (11) autoriza, em caráter sub judice, a operação de trajeto interestadual entre Goiás e Bahia, passando pelo Distrito Federal

ALEXANDRE PELEGI

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 11 de novembro de 2025, a Deliberação nº 440 que autoriza a Viação Novo Horizonte a operar, sob condição sub judice, a linha Goiânia (GO) – Barra (BA), com 52 seções intermediárias entre os estados de Bahia, Goiás e o Distrito Federal.

A medida cumpre decisão judicial proferida no Mandado de Segurança nº 1060943-09.2025.4.01.3400, em tramitação na Justiça Federal, e está fundamentada no Voto DLA-162, de 3 de novembro de 2025. A deliberação faz referência aos processos administrativos nº 00424.494812/2025-90 e nº 50500.291466/2023-46, além de observar o disposto nas Resoluções ANTT nº 4.770/2015 e nº 6.013/2023.

Com isso, a Novo Horizonte — empresa tradicional com sede em Vitória da Conquista (BA) — retoma o direito de operar a ligação entre o interior da Bahia e o Centro-Oeste, passando por cidades como Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Paratinga, Ibotirama, Correntina e São Félix do Coribe, com destino a Abadiânia, Alexânia, Formosa, Anápolis e Goiânia, entre outras localidades goianas e o Distrito Federal.

O ato administrativo, assinado pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, tem vigência imediata a partir da publicação no DOU.

A expressão na condição sub judice indica que a operação está amparada por decisão judicial provisória, ou seja, mantida enquanto perdurar a determinação da Justiça Federal.

A autorização contempla um total de 52 pares de seções (veja a seguir):

Seções autorizadas

  1. Barra (BA) – Abadiânia (GO)

  2. Ibotirama (BA) – Abadiânia (GO)

  3. Paratinga (BA) – Abadiânia (GO)

  4. São Félix do Coribe (BA) – Abadiânia (GO)

  5. Barra (BA) – Alexânia (GO)

  6. Ibotirama (BA) – Alexânia (GO)

  7. Paratinga (BA) – Alexânia (GO)

  8. São Félix do Coribe (BA) – Alexânia (GO)

  9. Barra (BA) – Alvorada do Norte (GO)

  10. Paratinga (BA) – Alvorada do Norte (GO)

  11. São Félix do Coribe (BA) – Alvorada do Norte (GO)

  12. Barra (BA) – Anápolis (GO)

  13. Paratinga (BA) – Anápolis (GO)

  14. Barra (BA) – Brasília (DF)

  15. Barra (BA) – Formosa (GO)

  16. Barra (BA) – Goiânia (GO)

  17. Barra (BA) – Posse (GO)

  18. Barra (BA) – Simolândia (GO)

  19. Barra (BA) – Terezópolis de Goiás (GO)

  20. Barra (BA) – Vila Boa (GO)

  21. Bom Jesus da Lapa (BA) – Simolândia (GO)

  22. Bom Jesus da Lapa (BA) – Terezópolis de Goiás (GO)

  23. Bom Jesus da Lapa (BA) – Vila Boa (GO)

  24. Paratinga (BA) – Brasília (DF)

  25. Brasília (DF) – Simolândia (GO)

  26. Brasília (DF) – Vila Boa (GO)

  27. Correntina (BA) – Simolândia (GO)

  28. Correntina (BA) – Terezópolis de Goiás (GO)

  29. Correntina (BA) – Vila Boa (GO)

  30. Paratinga (BA) – Formosa (GO)

  31. São Félix do Coribe (BA) – Formosa (GO)

  32. Ibotirama (BA) – Simolândia (GO)

  33. Ibotirama (BA) – Terezópolis de Goiás (GO)

  34. Ibotirama (BA) – Vila Boa (GO)

  35. Paratinga (BA) – Goiânia (GO)

  36. Paratinga (BA) – Posse (GO)

  37. Paratinga (BA) – Simolândia (GO)

  38. Paratinga (BA) – Terezópolis de Goiás (GO)

  39. Paratinga (BA) – Vila Boa (GO)

  40. São Félix do Coribe (BA) – Posse (GO)

  41. Santa Maria da Vitória (BA) – Simolândia (GO)

  42. Santa Maria da Vitória (BA) – Terezópolis de Goiás (GO)

  43. Santa Maria da Vitória (BA) – Vila Boa (GO)

  44. São Félix do Coribe (BA) – Simolândia (GO)

  45. São Félix do Coribe (BA) – Terezópolis de Goiás (GO)

  46. São Félix do Coribe (BA) – Vila Boa (GO)

  47. Santa Maria da Vitória (BA) – Goiânia (GO)

  48. Santa Maria da Vitória (BA) – Anápolis (GO)

  49. Santa Maria da Vitória (BA) – Brasília (DF)

  50. Santa Maria da Vitória (BA) – Formosa (GO)

  51. Santa Maria da Vitória (BA) – Alvorada do Norte (GO)

  52. Santa Maria da Vitória (BA) – Posse (GO)

PRINT DA DECISÃO ORIGINAL NO DOU:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Fonte

Guanabara tem suspensas pela ANTT centenas de novas seções criadas por decisões judiciais em janeiro de 2025

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Determinação do TRF-1 obriga a Agência a anular 62 autorizações que ampliavam a malha da empresa; linhas como Fortaleza–São Paulo, Brasília–Teresina e Salvador–Fortaleza deixam de valer até novo julgamento

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 11 de novembro de 2025, a Decisão SUPAS nº 1.482, que suspende 62 decisões anteriores que haviam permitido à Expresso Guanabara operar centenas de novas seções e mercados interestaduais entre janeiro e novembro deste ano.

A medida tem efeito imediato e decorre de ordem judicial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que deferiu um efeito suspensivo à apelação da própria ANTT (processo nº 1014084-47.2025.4.01.0000). O tribunal entendeu que as ampliações haviam sido concedidas em desacordo com a Resolução nº 6.033/2023, norma que disciplina o regime de autorização do transporte interestadual regular de passageiros.

O que foi suspenso

Foram anulados os efeitos de todas as decisões SUPAS nºs 41 a 104 e nº 161, publicadas originalmente entre 13 e 22 de janeiro de 2025, que haviam liberado à Guanabara a implantação de novas seções em 62 linhas interestaduais.

Essas decisões, conforme noticiado pelo Diário do Transporte de janeiro de 2025, garantiram à empresa a possibilidade de atuar em centenas de novos mercados – conexões intermediárias entre cidades de grande e médio porte – em rotas que cruzavam todo o país.

Entre os principais itinerários suspensos estão:

  • Fortaleza – São Paulo (TAR CESP0049087)
  • Brasília – Teresina (DFPI0049035)
  • Salvador – Fortaleza (BACE0049046 e BACE0049048)
  • Goiânia – Natal, via João Pessoa, Mossoró e Currais Novos
  • Goiânia – Fortaleza, via Irecê e BR-122
  • Goiânia – Juazeiro do Norte (GOCE0049057 e GOCE0049051)
  • São Paulo – Teresina (SPPI0049065)
  • Belém – João Pessoa / Recife / Natal / Fortaleza
  • Fortaleza – São Luís / Teresina / Recife / Campina Grande / Caruaru
  • Santos – Fortaleza / João Pessoa
  • Mossoró – Recife / Natal / Caruaru

Esses mercados compõem alguns dos eixos mais densos do transporte interestadual, ligando capitais e polos regionais das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

“Na condição sub judice

A decisão da ANTT estabelece que todas as autorizações estão suspensas “na condição sub judice”, até que o mérito do recurso judicial seja analisado. Isso significa que, até segunda ordem, a Guanabara não pode comercializar ou operar as seções criadas pelas decisões de janeiro.

Os Termos de Autorização (TARs) originais, válidos antes das decisões judiciais, permanecem inalterados. Na prática, a empresa volta a operar apenas as linhas originalmente outorgadas pela ANTT, sem as extensões e ramificações liberadas no início do ano.

Impacto operacional e concorrencial

A suspensão representa uma reviravolta importante no mercado regulado, já que a expansão da Guanabara vinha sendo questionada por diversas concorrentes, que alegavam concorrência desleal e insegurança jurídica, uma vez que as seções haviam sido concedidas por força de decisões liminares, e não por processo administrativo regular.

O caso também tem implicações diretas para o modelo de autorização da ANTT, que desde 2022 vem sendo ajustado para compatibilizar a livre iniciativa com a ordem administrativa e a segurança operacional prevista na Resolução nº 6.033/2023.

A ANTT determinou que, caso haja bilhetes já vendidos para trechos afetados, a transportadora deve reembolsar integralmente os valores pagos ou prover acomodação em outra empresa autorizada, sem custo adicional para o passageiro, conforme a Lei nº 11.975/2009 e a própria Resolução nº 6.033.

Histórico da disputa

A Guanabara havia obtido as autorizações suspensas com base em decisões liminares favoráveis de primeira instância, que garantiram à empresa a criação de novas seções em rotas estratégicas. Em resposta, a ANTT recorreu, alegando que a liberação judicial contrariava a política pública definida para o setor.

Com o efeito suspensivo concedido pelo TRF-1, a Agência retoma o controle sobre as linhas, revertendo o cenário aberto em janeiro.

O caso agora aguarda julgamento definitivo da apelação, que deverá definir se as decisões judiciais originais permanecem válidas ou se serão definitivamente anuladas.


Veja a seguir a relação das autorizações que foram agora suspensas:

Pela Decisão 41/2025, a empresa foi autorizada a alterar o (TAR) nº CESP0049087, que opera a linha Fortaleza (CE) – São Paulo (SP). A modificação autoriza a implantação de 141 novas seções na linha, conectando diversas cidades do Nordeste a destinos no Sudeste e Sul do país.

Pela Decisão 42/2025, também na condição sub judice, a Agência autorizou a Guanabara a modificar seu Termo de Autorização (TAR) nº BACE0049046, permitindo a implantação de 100 novas seções na linha Salvador (BA) – Fortaleza (CE) via Aracaju (SE).

Pela Decisão 43/2025 a Guanabara foi autorizada a modificar o Termo de Autorização – TAR nº PBSP0049052, linha João Pessoa (PB) – Santos (SP), com a implantação de mais de 200 seções.

Pela Decisão 44/2025 a empresa foi autorizada a modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOPB0049074, linha Goiânia/GO-João Pessoa/PB, via Guarabira (PB), com a implantação das seções indicadas de 121 a 302 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 45/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GORN0049063, linha Goiânia (GO) – Natal (RN) via João Pessoa (PB), com a implantação das seções indicadas de 23 a 37 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 46/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GORN0049071, linha Goiânia (GO) – Natal (RN) via Mossoró (RN), com a implantação das seções indicadas de 81 a 266 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 47/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GORN0049077, linha Goiânia (GO) – Natal (RN), via Currais Novos (RN), com a implantação das seções indicadas de 111 a 300 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 48/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEMA0049055, linha Fortaleza/CE – São Luís/MA, com a implantação das seções indicadas de 45 a 56 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 49/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº DFPI0049035, linha Brasilia (DF) – Teresina (PI), com a implantação das seções indicadas de 17 a 35 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 50/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PBPE0049014, linha Patos (PB) – Recife (PE), com a implantação das seções indicadas de 3 a 4 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 51/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PAPB0049083, linha Belém (PA) – João Pessoa (PB), com a implantação das seções indicadas de 173 a 478 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 52/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº BAPE0049002, linha Salvador (BA) – Recife (PE), via BR-101, com a implantação da seção Salvador/BA-Cabo de Santo Agostinho/PE.

Pela Decisão 53/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOCE0049051, linha Goiânia (GO) – Juazeiro do Norte (CE) via Araripina (PE), com a implantação das seções indicadas de 29 a 93 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 54/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOCE0049058, linha Goiânia (GO) – Fortaleza (CE), via Irecê (BA) e BR-122, com a implantação das seções indicadas de 39 a 122 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 55/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOCE0049072, linha Goiânia (GO) – Fortaleza (CE), via Irecê (BA) e BR-116 com a implantação das seções indicadas de 106 a 196 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 56/2025: modificar o Termo de Autorização – TTAR nº BAPE0049034, linha Salvador (BA) – Recife (PE), com a implantação das seções indicadas de 14 a 21 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 57/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº MAPI0049018, linha São Luís (MA) – Parnaíba (PI), via BR-402, com a implantação das seções indicadas de 2 a 4 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 58/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOCE0049067, linha Goiânia (GO) – Sobral (CE), com a implantação das seções indicadas de 63 a 264 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 59/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº BACE0049048, linha Salvador (BA) – Fortaleza (CE), com a implantação das seções indicadas de 31 a 51 no anexo da Decisão

Pela Decisão 60/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PBSP0049053, linha João Pessoa (PB) – São Paulo (SP), com a implantação das seções indicadas de 31 a 183 no anexo da Decisão.

SCPela Decisão 61/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PAPB0049073, linha Marabá (PA) – João Pessoa (PB), com a implantação das seções indicadas de 116 a 252 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 62/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPI0049039, linha Fortaleza (CE) – Teresina (PI), com a implantação das seções indicadas de 13 a 14 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 63/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPB0049037 linha Fortaleza (CE) – Patos (PB), com a implantação das seções indicadas de 19 a 28 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 64/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PACE0049070, linha Marabá (PA) – Fortaleza (CE), com a implantação das seções indicadas de 88 a 100 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 65/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PAPB0049078, linha Belém (PA) – João Pessoa (PB), com a implantação das seções indicadas de 153 a 437 no anexo da Decisão

Pela Decisão 66/2025: Deferir o pedido de autorização da Expresso Guanabara para operar a linha Sobral/CE – Rio de Janeiro/RJ, via Varjota/CE com as seções indicadas de 01 a 57, no anexo da Decisão, e a linha João Pessoa/PB – São Paulo/SP, via Solanea/PB, com as seções indicadas de 58 a 228 no anexo da Decisão, ambas na condição sub judice.

Pela Decisão 67/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEAL0049042, linha Fortaleza/CE – Maceio/AL, via Patos/PB, com a implantação das seções indicadas de 22 a 76 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 68/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PAPE0049075, linha Marabá (PA) – Recife (PE), com a implantação das seções indicadas de 93 a 180 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 69/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPI0049006, linha Fortaleza (CE) – Parnaiba (PI), com a implantação da seção indicada de nº 6 no anexo da Decisão, na condição sub judice.

Pela Decisão 70/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPB0049041, linha Crato(CE) – João Pessoa(PB), com a implantação das seções indicadas de 24 a 33 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 71/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PIPB0049062, linha Teresina (PI) – João Pessoa (PB), com a implantação das seções indicadas de 45 a 92 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 72/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PAPE0049079, linha Belém (PA) – Recife (PE), com a implantação das seções indicadas de 142 a 304 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 73/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PIRN0049054, linha Teresina (PI) – Natal (RN), com a implantação das seções indicadas de 27 a 41 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 74/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPI0049007, linha Fortaleza (CE) – Parnaiba (PI), com a implantação das seções indicadas de 08 a 17 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 76/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº RNPE0049022, linha Mossoró (RN) – Recife (PE), com a implantação das seções indicadas de 8 a 9 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 77/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOPI0049060, linha Goiânia/GO-Parnaiba/PI, com a implantação das seções indicadas de 64 a 116 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 78/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CERJ0049045, linha Sobral (CE) – Rio de Janeiro (RJ), com a implantação das seções indicadas de 29 a 129 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 79/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPB0049008, linha Fortaleza/CE – Campina Grande/PB, com a implantação das seções indicadas de 7 a 20 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 80/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº SPPI0049065, linha São Paulo (SP) – Teresina (PI), com a implantação das seções indicadas de 47 a 110 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 81/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOPI0049069, linha Goiania/GO – Luis Correia/PI, via Timon/MA, com a implantação das seções indicadas de 77 a 136 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 82/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº DFCE0049050, linha Brasilia (DF) – Sobral (CE), com a implantação das seções indicadas de 37 a 212 no anexo da Decisão,

Pela Decisão 83/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PACE0049080, linha Belém (PA) – Fortaleza (CE), com a implantação das seções indicadas de 134 a 193 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 84/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOPB0049082, linha Goiania/GO – João Pessoa/PB, via Sousa/PB, com a implantação das seções indicadas de 133 a 307 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 85/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOCE0049057, linha Goiania(GO) – Juazeiro do Norte(CE), via Campos Sales (CE), com a implantação das seções indicadas de 46 a 152 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 86/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº SPCE0049076, linha Santos (SP) – Fortaleza (CE), com a implantação das seções indicadas de 104 a 273 no anexo da Decisão,

Pela Decisão 87/2025: a modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEMA0049040, linha Fortaleza/CE – Sao Luis/MA, com a implantação das seções indicadas de 38 a 57 no anexo da Decisão

Pela Decisão 90/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº PAPI0049064, linha Belém (PA) – Teresina (PI), com a implantação das seções indicadas de 63 a 71 no anexo da Decisão,

Pela Decisão 91/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CERN0049021, linha Fortaleza(CE) – Natal(RN), com a implantação da seção indicada nº 4 no anexo da Decisão;

Pela Decisão 92/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPE0049026, linha Fortaleza (CE) – Caruaru (PE), Via Serra Talhada (PE), com a implantação das seções indicadas de 10 a 25 no anexo da Decisão,

Pela Decisão 93/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº BAPE0049027, linha Feira de Santana (BA) – Recife (PE) Via Salvador (BA), com a implantação da seção 3 indicada no anexo da Decisão

Pela Decisão 94/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº PAAL0049084, linha Belem (PA) – Maceio (AL), com a implantação das seções indicadas de 161 a 332 no anexo da Decisão

Pela Decisão 95/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEMA0049029, linha Fortaleza/CE – Sao Luis/MA via 085, com a implantação das seções indicadas de 9 a 53 no anexo da Decisão

Pela Decisão 97/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOPI0049049, linha Goiania (GO) – Picos (PI), com a implantação das seções indicadas de 38 a 69 no anexo da Decisão

Pela Decisão 98/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº GOPB0049059, linha Goiania (GO) – Cajazeiras (PB), com a implantação das seções indicadas de 56 a 126 no anexo da Decisão,

Pela Decisão 99/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPE0049030, linha Fortaleza (CE) – Caruaru (PE), com a implantação das seções indicadas de 08 a 19 no anexo da Decisão

Pela Decisão 100/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº PARN0049081, linha Belém (PA) – Natal (RN), com a implantação das seções indicadas de 171 a 262 no anexo da Decisão

Pela Decisão 101/2025: modificar o Termo de Autorização – TAR nº CEPE0049038, linha Fortaleza (CE) – Recife (PE), com a implantação das seções indicadas de 13 a 25 no anexo da Decisão

Pela Decisão 102/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº BAPE0049047, linha Salvador/BA – Recife/PE, com a implantação das seções indicadas de 36 a 58 no anexo da Decisão,

Pela Decisão 103/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº CESP0049044, linha Fortaleza (CE) – Santos (SP), com a implantação das seções indicadas de 30 a 196 no anexo da Decisão

Pela Decisão 104/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº CESP0049044, linha Fortaleza (CE) – Santos (SP), com a implantação das seções indicadas de 30 a 196 no anexo da Decisão.

Pela Decisão 161/2025:  modificar o Termo de Autorização – TAR nº SPPI0049066, linha São Paulo (SP) – Floriano (PI), via Goiânia (GO), com a implantação das seções indicadas de 30 a 196 no anexo da Decisão.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Leila Pereira detona STJD, vê Palmeiras prejudicado e dispara: ‘Um atleta condenado joga normalmente por dois meses decidindo jogos’

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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, veio a público se manifestar pelo, segundo ela, injusto julgamento de Bruno Henrique, atacante do Flamengo. O jogador foi julgado pelo Pleno, que é a 2ª instância do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), em relação ao recurso da Procuradoria do tribunal quanto à sua condenação por 12 jogos de suspensão, mais multa de R$ 60 mil, em setembro deste ano.

A sessão, porém, foi interrompida quando o auditor Marco Aurélio Choy pediu vista (mais tempo para analisar o caso) do processo antes de proferir seu voto. Com isso, o julgamento foi adiado. Ele será retomado na próxima quinta-feira (13), às 15h (de Brasília), como pauta única do dia.

De acordo com Leila, isso não é correto. Em comunicado emitido à imprensa, a mandatária alviverde subiu o tom, e ainda comparou com a situação do palmeirense Allan, que foi punido nesta segunda-feira (10) e não poderá enfrentar o Santos, no próximo sábado.

“O Palmeiras sempre respeitou, e seguirá respeitando, as instituições, mas espera o mesmo respeito de volta. O que está acontecendo não é justo. Um atleta é condenado por uma infração grave e joga normalmente por dois meses, inclusive fazendo gols e decidindo jogos. Aí, quando finalmente é marcado o novo julgamento, vota-se pela absolvição deste atleta e a sessão é adiada. Enquanto isso, o Allan, que era réu primário, pega duas partidas de suspensão por um lance de jogo e depois tem a punição ratificada pelo Tribunal em pouco mais de 15 dias. E tudo isso acontece em uma semana decisiva, quando já teríamos vários desfalques por conta da Data Fifa. Não queremos ser beneficiados, mas não aceitamos ser prejudicados.”

Por fim, a presidente pediu isonomia em momento de decisão do Brasileirão, com Palmeiras e Flamengo empatados em pontos, e disputando cabeça a cabeça o título nacional.

“O Palmeiras espera que o STJD adote uma postura equilibrada, para que suas decisões não influenciem o curso de um dos campeonatos mais disputados dos últimos anos. Que o campeão seja decidido dentro de campo.”

Próximos jogos do Palmeiras:

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Micro-ônibus colide contra poste no Pontal da Barra, em Maceió (AL), e deixa feridos na tarde desta segunda-feira (10)

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Foto: Thyeres Medeiros

Dentre as vítimas, um idoso sofreu fratura no fêmur e foi socorrido ao Hospital Geral do Estado

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

No início da tarde desta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, ao menos 12 pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo um micro-ônibus em Maceió (AL).

O condutor do coletivo teria perdido o controle e colidido contra um poste após invadir a contramão de uma via no bairro Pontal da Barra.

O veículo atendia a linha Marechal Deodoro – Maceió do sistema de transporte coletivo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, dentre as vítimas, estavam mulheres, crianças e gestantes.

Das pessoas feridas, duas tiveram ferimentos graves e foram socorridas ao Hospital Geral do Estado, no Trapiche da Barra.

Trata-se de um idoso, que teria sofrido uma fratura no fêmur, e um motociclista, encaminhado a unidade de saúde ainda consciente.

A via em que o acidente ocorreu foi temporariamente interditada para o atendimento por parte das autoridades locais.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Caruaru (PE) recebe 28 novos ônibus Marcopolo para frota do transporte público

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Apresentação desta segunda-feira (10) foi realizada pela operadora Bandeira Mobilidade e contou com a presença do prefeito Rodrigo Pinheiro

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta segunda-feira (10), a Prefeitura de Caruaru (PE) apresentou 28 novos ônibus Marcopolo que irão integrar a frota do transporte público da cidade.

A exibição foi realizada pela empresa Bandeira Mobilidade, que também irá operar os coletivos no município, e contou com a presença do prefeito Rodrigo Pinheiro.

“Estamos muito felizes com esta nova frota de 28 ônibus da Bandeira. Caruaru segue voltado para o desenvolvimento econômico com mobilidade e qualidade no serviço de transporte público que é um dos principais impactos positivos deste cenário. Atender bem a população de Caruaru é prioridade para nós”, destacou o chefe do poder executivo.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Linhas gratuitas do transporte coletivo de Itapetininga (SP) têm alterações aos sábados; confira

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Segundo a prefeitura, mudanças ocorrem para ajustar os horários à rotina de trabalho dos passageiros e melhorar a logística operacional

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, a Prefeitura de Itapetininga (SP) informou que as linhas do transporte coletivo gratuito terão alterações aos sábados.

De acordo com a administração pública, as mudanças ocorrem com o objetivo de ajustar os horários à rotina de trabalho dos passageiros e melhorar a logística operacional.

As mudanças abrangem as seguintes linhas:

Linha 01A

Estância 4 Irmãos → Residencial Cristovão Colombo (Pacaembu 2)

Linha 01B

Residencial Cristovão Colombo (Pacaembu 2) / Mazzei → Estância 4 Irmãos

Linha 02A

Jd. Bela Vista → Taboãozinho

Linha 02B

Bairro Taboãozinho → Jd. Bela Vista

Linha 03A

Jardim Monte Santo → Bairro Chapadinha

Linha 03B

Bairro Chapadinha → Jardim Monte Santo

Linha 04A

Jd. São Camilo → Vida Nova Itapetininga (Vale San Fernando)

Linha 04B

Vida Nova Itapetininga (Vale San Fernando) → Jd. São Camilo

Os novos horários do transporte coletivo já estão disponíveis no site oficial da Prefeitura de Itapetininga, assinalados com asterisco.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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“Não basta ser não poluente, precisa ser sustentável e só a indústria brasileira atende a isso”

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Opinião é da diretora-presidente das Eletra, Milena Romano, que ainda fala das perspectivas da empresa que vai participar das atividades da COP-30 Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025

ADAMO BAZANI

A eletrificação de frotas de ônibus parece ter virado um “mantra” entre gestores públicos quando se fala em reduções de emissões pelo transporte coletivo.

E, neste cenário se vê de tudo. Gestores públicos que planejam uma transição energética de maneira mais responsável, sem “queimar etapas”, pensando antes na infraetrutua e nas possibilidades de os ônibus elétricos conviverem com outras alternativas que também poluem menos, como a renovação por si só de uma parte da frota ainda com o diesel no padrão Euro 6, biometano, biogás, entre outras. Entretanto, há gestores que vão no modismo ou no “oba-oba” e simplesmente “enfiam na canetada” a obrigatoriedade de compras em massa de ônibus elétricos.

O que num primeiro momento pode até parecer bom para a eletrificação e para a indústria nacional, se for malconduzido, pode gerar precipitações, manchar a imagem dos ônibus elétricos e abrir margem para a concorrência aos produtos brasileiros por causa de preços mais competitivos.

O operador, muitas vezes obrigado a comprar o mais rapidamente e o gestor público lançando mão de licitações que têm preço como critério, pode ou não fazer o melhor negócio.

Em entrevista ao Diário do Transporte, a diretora-presidente da Eletra Industrial, a primeira empresa instalada no Brasil que há cerca de 30 anos já fornecia tecnologia para ônibus elétricos, Milena Braga Romano, diz que além de reduzir a poluição, o caminho para adoção de veículos deste tipo é pensar na sustentabilidade da eletrificação.

“Cresci no mundo dos transportes. Minha rotina era ver meus pais, tios e amigos levantando bem cedinho e indo dormir tarde, resolvendo várias coisas ao mesmo tempo. O ambiente dos transportes foi me moldando, e foi nele que aprendi, na prática, o que é ser sustentável. É muito mais que ter um retorno, mais que “simplesmente” se manter. Mas é o pavimento para o caminho do crescimento, da mudança, da evolução. A Eletra nasceu neste berço, neste conceito. Há cerca de 30 anos, quando era loucura pensar em ônibus elétricos circulando no Brasil, minha mãe, Maria Beatriz Setti Braga, meu tio, João Antônio, e um time de sonhadores colocaram as mãos na massa e acreditaram. Buscaram sustentabilidade, sustentaram esse sonho” – disse. (À FRENTE DO TEXTO, VOCÊ PODE LER A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA)

Às vezes, num primeiro momento, o que pode parecer vantajoso nem sempre é o que em médio e longo prazo vai se manter.

A empresária diz que, em sua experiência vendo a família iniciar o negócio, aprendeu que o Brasil e a América Latina têm realidades diferentes, muitas vezes, num mesmo território e que não “bastam ônibus e soluções de prateleiras”. É necessário ter flexibilidade para personalizar configurações, tanto dos veículos como dos modelos de negócios.

“O Brasil, a América Latina como um todo, são territórios imensos. Com realidades diferentes, muitas vezes lado a lado, que necessitam de ações e soluções personalizadas. Realidades operacionais, econômicas, sociais e climáticas. Não adianta vender ônibus de prateleira. É necessário ter um padrão unificado e técnico de segurança, design e engenharia, mas conseguir a partir deste padrão, adaptar os modelos de ônibus de acordo com cada uma destas realidades.”

A empresária conta que a Eletra ampliou um atendimento que já realizava, de orientação a frotistas e gestores públicos justamente para definir quais os melhores modelos personalizados, não só de ônibus, mas de infraestrutura, garagens, financiamento e treinamento de equipes. Chamado de Eletra Consult, este atendimento se tornou uma consultoria e agora agregou novos serviços.

“Com a consultoria única na América Latina, o serviço Eletra Consult, orientamos e desenvolvemos com o operador de transportes, com o gestor público e ouvindo o passageiro de cada região, o modelo de negócio. Desde a implantação, obras civis necessárias nas garagens, a infraestrutura nas redes de distribuição, as melhores linhas de financiamento disponíveis para cada tipo de operação, o ônibus ideal que pode ter configurações personalizadas, o treinamento de mecânicos, eletricistas e motoristas, e até as opções disponíveis para uma segunda vida das baterias. Acreditem, essas baterias que hoje movimentam os ônibus, em 15 anos, 20 anos, vão alimentar casas, hospitais e comércios”.

Milena diz que a Eletra participa ativamente de atividades na Cop-30, que acontece em Belém até 21 de novembro. Além de realizar os transportes oficiais das delegações e equipes de apoio em ônibus elétricos, juntamente com a concessionária BRT Amazônia, a empresa vai exibir o “case” do sistema de corredores local onde todos os ônibus elétricos que operam os serviços regulares de transporte de passageiros são da marca, e, também vai integrar uma mesa de debates da CNT (Confederação Nacional do Transporte), no dia 13, que faz parte da programação oficial.

VEJA ABAIXO A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

Adamo Bazani: Nunca se falou tanto em ônibus elétricos no Brasil. Com a COP-30, os discursos aumentaram. Como você entende no contexto real da mobilidade brasileira a viabilidade e os entraves para a eletrificação dos ônibus? A Eletra se aproxima de 30 anos de atividade. O que deu para aprender neste tempo?

Milena Romano: Cresci no mundo dos transportes. Minha rotina era ver meus pais, tios e amigos levantando bem cedinho e indo dormir tarde, resolvendo várias coisas ao mesmo tempo. Desde as questões mais simples, como um detalhe caprichoso nos grandes e barulhentos ônibus dos anos 1980, 1990, até casos graves como mudanças de linhas forçadas e, infelizmente, até acidentes e disputas acirradas por mercados.

Vi de perto, desde criança, as dificuldades para que a mobilidade fosse um direito social garantido, mesmo antes de estes termos virarem discursos, lei e estarem na Constituição. Dificuldades enfrentadas pelas empresas de transportes, seus trabalhadores, pelos gestores públicos e, principalmente, pelos passageiros, os mais importantes neste elo.

O ambiente dos transportes foi me moldando, e foi nele que aprendi, na prática, o que é ser sustentável. É muito mais que ter um retorno, mais que “simplesmente” se manter. Mas é o pavimento para o caminho do crescimento, da mudança, da evolução.

Ser sustentável é, acima de tudo, continuar a caminhada.

A Eletra nasceu neste berço, neste conceito. Há cerca de 30 anos, quando era loucura pensar em ônibus elétricos circulando no Brasil, minha mãe, Maria Beatriz Setti Braga, meu tio, João Antônio, e um time de sonhadores colocaram as mãos na massa e acreditaram. Buscaram sustentabilidade, sustentaram esse sonho.

Dos fundos de uma garagem de ônibus acanhada, mas aconchegante, hoje a Eletra está no mais importante evento mundial sobre sustentabilidade, a Cop-30 –  Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025.

Adamo Bazani: Como será a participação da Eletra na Cop-30?

Milena Romano:  Estamos na mesa de debates sobre descarbonização dos transportes da CNT (Confederação nacional dos Transportes). Junto com a BRT-Amazônia, atuamos nos transportes oficiais da Cop-30, das delegações e equipes técnicas. E, com a coragem do Governo do Pará, contribuímos para a consolidação de um sonho de décadas, o BRT Metropolitano de Belém, que trouxe dignidade à população de diferentes cidades, oferendo um transporte mais confortável e com tarifas menores devido às integrações. Todos os 40 ônibus elétricos deste sistema são Eletra.

Adamo Bazani: Como o Brasil se posiciona no contexto da eletrificação dos sistemas de ônibus que parece ser irreversível em todo o mundo?

Milena Romano: O Brasil, apesar de todos os desafios, é hoje uma das maiores frotas de ônibus elétricos da América Latina e a Eletra é líder no fornecimento dessa frota.

Nesse ambiente do setor de transportes e vendo a Eletra crescer aprendi que a sustentabilidade depende de um ponto fundamental que só a indústria brasileira consegue atender: a flexibilidade.

O Brasil, a América Latina como um todo, são territórios imensos. Com realidades diferentes, muitas vezes lado a lado, que necessitam de ações e soluções personalizadas. Realidades operacionais, econômicas, sociais e climáticas. Não adianta vender ônibus de prateleira.

É necessário ter um padrão unificado e técnico de segurança, design e engenharia, mas conseguir a partir deste padrão, adaptar os modelos de ônibus de acordo com cada uma destas realidades.

A Eletra sabe que não basta oferecer soluções, é necessário desenvolver soluções.

Por isso, entendemos que a eletrificação dos transportes, que tanto beneficia uma cidade, vai muito além de vender ônibus.

Com a consultoria única na América Latina, o serviço Eletra Consult, orientamos e desenvolvemos com o operador de transportes, com o gestor público e ouvindo o passageiro de cada região, o modelo de negócio. Desde a implantação, obras civis necessárias nas garagens, a infraestrutura nas redes de distribuição, as melhores linhas de financiamento disponíveis para cada tipo de operação, o ônibus ideal que pode ter configurações personalizadas, o treinamento de mecânicos, eletricistas e motoristas, e até as opções disponíveis para uma segunda vida das baterias. Acreditem, essas baterias que hoje movimentam os ônibus, em 15 anos, 20 anos, vão alimentar casas, hospitais e comércios.

Adamo Bazani: Você falou sobre ônibus elétricos serem sustentáveis. Mas, na prática, o que diferencia entre optar por modelos brasileiros e de outros mercados para o País?

Sustentabilidade é atender a três pilares básicos. E a indústria instalada no Brasil é a única capaz de atender a estes pilares com benefícios para todos.

Estes pilares são:

O *Meio Ambiente:* Os ônibus elétricos não poluem em suas operações e em nações com fontes renováveis e limpas de geração de energia, deixam o ciclo ainda mais vantajoso.

O *Econômico*: Operar ônibus elétricos se mostrou vantajoso e vai ser ainda mais, com o barateamento dos veículos e baterias. A manutenção é mais simples, mais barata e gera menos impactos, com menos óleos, lubrificantes e fluidos que deixam de ser descartados no meio ambiente.

O *Social*: Nesse aspecto, a indústria brasileira ganha de lavada. Afinal, com a produção local de ônibus elétricos, geramos emprego aqui. Apoiamos o desenvolvimento social das famílias, que por sua vez, se tornam mais economicamente relevantes, consumindo mais, passeando mais. Geramos arrecadação para o poder público investir no Social…Sim, social não é custo, é investimento. E exportamos, gerando para o Brasil receitas globais, embarcando não apenas produtos brasileiros, mas produtos brasileiros de ponta e de alto valor agregado. Atendemos o que o passageiro precisa…um transporte mais confortável, eficiente e que não só desloque as pessoas, mas faça o cidadão se sentir bem, prestigiado. Onde há ônibus elétricos, sempre que podem, os passageiros fazem questão de deixar os modelos tradicionais a diesel passarem para esperarem os elétricos. Afinal, ônibus modernos, sem poluição, com quase nada de trepidação e barulho, não só conquistam demanda para os transportes, mas conquistam corações.

Tenho a plena certeza, por tudo vi, vivi, vejo e vivo … O ônibus elétrico vai além de não poluir.

DIÁRIO DO TRANSPORTE FARÁ COBERTURA PRESENCIAL NA COP-30 EM BELÉM

O Diário do Transporte faz nesta semana uma cobertura exclusiva e presencial na Cop-30, em Belém (PA).

O evento, que aborda diversos temas ligados ao meio ambiente, entre os quais, mobilidade urbana, pode ser uma oportunidade para o Brasil conhcer novas realidades e experiências, adaptando às realidades locais, mas também para expor potenciais da indústria nacional de veículos menos poluentes e combustíveis alternativos ao Petróleo.

Leia em:

Diário do Transporte presencialmente na Cop-30: Porque o evento mundial pode ser uma boa oportunidade para o Brasil mostrar ao mundo que pode ser protagonista na nova mobilidade

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte

Recurso da Águia Branca contra decisão em prol da Suzantur vai ser julgado por colegiado e pode reverter operação

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Empresa do Espírito Santo quer alterar junto a mais ministros entendimento monocrático que manteve arrendamento para companhia do ABC Paulista

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Sérgio Kukina, aceitou recurso que pode resultar no restabelecimento do arrendamento em favor da Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), das 125 linhas de ônibus interestaduais correspondentes às operações do Grupo Itapemirim.

Kukina é relator do processo e recebeu o pedido de reconsideração da Viação Águia Branca como agravo interno. Agora é um colegiado de ministros que vai apreciar o recurso da empresa capixaba.

Um pedido de reconsideração pode ser recebido como agravo interno quando a decisão monocrática não atende aos requisitos do agravo.

Em outras palavras, um pedido de reconsideração busca a retratação do julgador, enquanto o agravo interno é um recurso direcionado ao colegiado para que reavalie a decisão monocrática, evitando que a questão seja discutida novamente.

Com isso, o ministro determinou a reautuação dos autos e a intimação da parte agravada para impugnar o recurso.,

A reautuação dos autos significa que o processo está recebendo uma nova “capa” ou registro formal no sistema do tribunal, geralmente com uma nova numeração, para refletir sua condição de recurso. Segundo o portal especializado Jus-Brasil, não sobre o caso Itapemirim, mas de maneira geral, a reautuação dos autos ocorre porque o recurso de agravo, em muitos casos, tramita em autos apartados (ou, no sistema eletrônico, recebe uma identificação própria) em uma instância superior (o Tribunal), diferente do processo principal que continua na instância de origem.

A intimação da parte agravada por sua vez, ainda de acordo com o portal, significa que a parte “agravada” é a parte contrária, ou seja, aquela que venceu a decisão que está sendo contestada pelo “agravante” (quem interpôs o recurso). A intimação é o ato formal que a notifica sobre a existência do recurso interposto contra ela.

A parte agravada, neste caso, é a Transportadora Turistica Suzano Ltda (Suzantur), que opera desde março de 2023 as linhas por arrendamento.

Como mostrou o Diário do Transporte, em 09 de setembro de 2025, o ministro-relator, Sérgio Kukina, atendeu a Suzantur na Corte de Brasília e determinou a continuidade das operações por arrendamento por parte da empresa do ABC Paulista, criando assim um entrave jurídico para que a Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), assuma as operações por um novo arrendamento.

O magistrado ainda determinou que a Justiça de São Paulo, responsável pela origem do processo de falência do Grupo Itapemirim, dê prosseguimento com rapidez para que seja marcado o leilão definitivo de 120 linhas interestaduais da Viação Itapemirim/Kaissara, além de marcas, guichês e alguns ônibus antigos com pouca possibilidade de uso.

Relembre:

Ainda como noticiou com exclusividade o Diário do Transporte, em 11 de setembro de 2025, com recurso de pedido de reconsideração no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar reverter a decisão do ministro relator, Sérgio Kukina.

Relembre:

ÁGUIA BRANCA E TRANSIÇÃO:

A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, voltou a enfatizar à Justiça que tem plenas condições, tanto financeiras, estruturais e operacionais, de iniciar de imediato o arrendamento, não tudo de uma vez, mas cumprindo a transição de até 60 dias.

Como mostrou o Diário do Transporte, de maneira exclusiva, no dia 24 de junho de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais , do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendeu recurso das Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da atual arrendatária, Suzantur, companhia de Santo André (SP), que opera desde 04 de março de 2023, após obter o direito de utilizar as linhas, estruturas e marcas do Grupo Itapemirim por dois anos, na mesma decisão em que a Justiça decretou a falência do conglomerado em 21 de setembro de 2022.

Em 30 de junho de 2025, o STJ esclareceu que uma decisão da corte sobre a manutenção da prorrogação do arrendamento em prol da Suzantur perdeu o objeto com a extinção da liminar que favorecia a empresa do ABC e, com isso, se quisesse, a Águia Branca poderia assumir.

O juiz de São Paulo estipulou algumas condicionantes, como o prazo de transição ser obrigatoriamente de 60 dias, não opcionalmente, e o primeiro pagamento ocorrer me 45 dias após o início do arrendamento.

A Águia Branca já manifestou concordância com todas as exigências.

Enquanto isso, a Suzantur tenta reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e restabelecer a prorrogação do arredamento.

O período de dois anos deste contrato da Suzantur passou a ser considerado a partir de 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou as operações, portanto, já venceu. A Suzantur conseguiu prorrogar o arrendamento por mais 180 dias, mas pouco antes do prazo regular vencer, outros grupos empresariais apresentaram novas propostas, em valores superiores, para um novo arrendamento. Enquanto a Suzantur paga um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.

Entre o fim de 2024 e início de 2025, concorrentes da Suzantur apresentaram propostas com valores superiores para um novo arrendamento

As propostas foram:

Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;

Grupo Comporte, pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens

Íntese Empreendimentos, do dono da falida Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos.

A Justiça então desclassificou a proposta da Íntese por não atendimento de critérios técnicos e, homologou da Águia Branca. Se a empresa não aceitasse as novas condições, o Grupo Comporte poderia assumir se quisesse.

A Águia Branca concordou com todas as condições.

As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas de R$ 2,9 bilhões. Após receber autorização da reguladora federal, ANTT (Agência nacional de Transportes Terrestres), em 27 de fevereiro de 2023, a Suzantur colocou o primeiro ônibus para fazer viagem em 04 de março de 2023, no trecho entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O Diário do Transporte acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade.

As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.

A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:

Sala-vip: A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.

O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros

VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis

CCO: Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados  na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –

EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA

Ônibus históricos: Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:

VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim

Ônibus Zero Quilômetro:  De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro.  Relembre um dos lotes:

VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro

Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.

Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS

Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. Diário do Transporte obteve dados e imagens exclusivas

ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA

NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:

A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.

O Diário do Transporte teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.

Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².

Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como “Parque Rodoviário Inédito no Brasil”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.

PARA O PASSAGEIRO: O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.

O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

HOTELARIA PARA MOTORISTAS: Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.

ESTACIONAMENTO TÁTICO: A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.

NOVOS NEGÓCIOS: Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.

LOGÍSTICA E ENCOMENDAS: A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter

TI COM ESPAÇO PRÓPRIO: O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

MANUTENÇÃO: Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.

A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.

MAIS EMPREGOS: A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.

INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:

Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.

“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar”

A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”* – disse

Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.

AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP

Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.

Dimensões do complexo:

Área atual: 5.917 m²

Área da ampliação: 7.839 m²

Área total consolidada: 13.756 m²

Principais melhorias e ampliações previstas:

Ampliação do Centro de Encomendas:

A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.

Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:

Será implementado um ambiente de alto padrão com:

Toaletes acessíveis;

Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;

Área de descanso;

Espaço coworking;

Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

Novo Refeitório Ampliado:

Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.

Expansão Administrativa e Operacional:

Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.

Alojamentos para Colaboradores:

A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.

Infraestrutura de Tecnologia da Informação:

Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

Expansão do Pátio Operacional:

O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.

HISTÓRICO

A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.

À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.

Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.

Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.

– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.

– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.

– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)

– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.

– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.

– 07 de fevereiro de 2025: O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 – noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).

A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:

  • 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),
  • 39 guichês rodoviários;
  • 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);
  • 2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.

Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.

A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.

Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o Diário do Transporte.

Relembre:

EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO

Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.

Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.

O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Relembre:

Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento

A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.

Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.

A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.

Veja o que alegam.

CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR

Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.

EXM PARTNERS

A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.

SUZANTUR

A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.

O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?

A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.

De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.

Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.

Relembre:

EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis

 

Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.

NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:

Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.

A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.

Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.

No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.

Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a perempção, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais

Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.

Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.

Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.

Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar

PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO

Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.

A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.

O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.

Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.

STALKING HORSE

A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.

Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de stalking horse configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.

Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.

De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao Diário do Transporte, o termo “Stalking Horse” teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.

Nesta estratégia se busca um “Stalking Horse”, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”

Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao  “Stalking Horse”. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.

Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.

VENDA EM LOTES:

A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.

Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. – diz a Administradora Judicial.

Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).

Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.

ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):

Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.

Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.

Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 – 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 – 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim

TRIBUS:

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.

“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.

Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:

Ônibus Prefixo 70000:

Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.

Relembre:

Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970

 

Ônibus 0 km com pintura do Tribus – prefixo 60.000:

Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.

O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.

Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.

Relembre:

EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto

 

O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:

Relembre:

EXCLUSIVO – MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ônibus históricos arrematados em leilão:

Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.

Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)

– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;

– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.

– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).

– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.

– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.

– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.

Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte