Concessão prevê contrato de 20 anos, frota elétrica e investimento estimado em R$ 2,5 bilhões
ARTHUR FERRARI
O Governo do Estado de São Paulo realiza nesta quinta-feira (13) o leilão para concessão de 14 trechos que integram o Sistema de Travessias Hídricas paulista. O certame, conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), marca o início de um projeto de modernização que pretende renovar completamente a infraestrutura das ligações fluviais e marítimas utilizadas por milhões de passageiros todos os anos.
Com previsão de investimento de R$ 2,5 bilhões, o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) terá duração de 20 anos e será fiscalizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Entre as principais metas estão a substituição gradual da frota movida a diesel por mais de 40 embarcações 100% elétricas e a construção de novos terminais com banheiros adaptados, áreas de alimentação e espaços climatizados.
A concessão abrange 14 linhas, sendo oito no litoral, três na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e três no Vale do Paraíba. Juntas, essas travessias transportam anualmente cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos. As rotas incluídas no leilão são:
São Sebastião–Ilhabela
Santos–Vicente de Carvalho
Santos–Guarujá
Bertioga–Guarujá
Cananéia–Continente
Cananéia–Ilha Comprida
Cananéia–Ariri
Iguape–Juréia
Bororé–Grajaú
Taquacetuba–Bororé
João Basso–Taquacetuba
Porto Paraitinga
Porto Varginha
Porto Natividade da Serra
O projeto é considerado um dos maiores programas de descarbonização do transporte aquaviário no país, com foco na eficiência energética e na sustentabilidade. A expectativa do governo é que as melhorias beneficiem diretamente cerca de 40 mil pessoas por dia, mantendo a base tarifária atual e os benefícios já existentes.
Órgão apura se paralisação de 22 de outubro foi usada para pressionar o poder público; serviço ficou interrompido por 1h30
ARTHUR FERRARI
O Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT-MS) abriu uma investigação para apurar se o Consórcio Guaicurus e o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano (STTCU) cometeram lockout durante a paralisação do transporte público de Campo Grande (MS) em 22 de outubro. Os ônibus ficaram nas garagens por cerca de uma hora e meia, deixando os passageiros sem atendimento até aproximadamente 6h15, quando os terminais foram reabertos.
De acordo com o MPT, o objetivo da apuração é verificar se houve interrupção deliberada do serviço como forma de pressionar o poder público ou obter vantagem financeira — prática considerada irregular pela legislação trabalhista. “Interromper o serviço para pressionar o poder público ou obter vantagem financeira é ilegal e prejudica a população”, destacou o órgão em nota.
O movimento foi motivado pelo atraso no pagamento do vale, adiantamento correspondente a 40% do salário dos funcionários, que deveria ter sido quitado em 20 de outubro. O presidente do sindicato, Demétrio Freitas, afirmou que a paralisação “foi um protesto contra o Consórcio e não uma greve formal”, reconhecendo que não houve aviso prévio à categoria.
O Consórcio Guaicurus, por sua vez, justificou o atraso no repasse aos trabalhadores por conta de pendências financeiras da Prefeitura de Campo Grande. Inicialmente, o município negou o problema, mas depois confirmou a dívida e realizou o pagamento. Com a regularização, o sindicato cancelou uma assembleia que discutiria uma nova paralisação.
Relatos de ex-funcionários do sistema apontam que o sindicato já realizou mobilizações anteriores sem consulta à categoria, supostamente com o objetivo de pressionar o Executivo municipal nas negociações com o Consórcio.
Com a instauração do procedimento preparatório, o MPT deve ouvir representantes das duas entidades e analisar documentos para determinar se houve infração trabalhista. Até o momento, nem o Consórcio Guaicurus nem o STTCU se manifestaram sobre o caso.
Falha em equipamento de via afetou atendimento entre 10h54 e 11h17
ARTHUR FERRARI
Quem utiliza os trens da linha 5-Lilas de metrô enfrentou dificuldades entre 10h54 e 11h17 nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025.
Segundo os canais oficiais da concessionária ViaMobilidade, os trens circularam em via única na região da Estação Santo Amaro devido a uma falha em equipamento de via.
O Diário do Transporte procurou a concessionária, que disse por meio de nota que as suas equipes de manutenção atuaram prontamente para o restabelecimento do serviço.
Nota da ViaMobilidade na íntegra
A ViaMobilidade informa que a operação da Linha 5-Lilás está normal neste momento. Entre 10h54 e 11h17 desta terça-feira (11), os trens circularam em via única na estação Santo Amaro, devido à falha em um equipamento de via. Equipes de manutenção atuaram prontamente para o restabelecimento do serviço. A falha foi normalizada e a operação está regularizada.
O São Paulo prepara uma grande reformulação no departamento médico para a próxima temporada. A equipe teve um ano “caótico” no setor neste ano, com muitas lesões, recuperações não concluídas e atletas que voltaram a jogar, mas logo retornaram aos tratamentos.
O time fará um estudo para reestruturação e mudanças no DM, no Reffis, na preparação física, fisiologia e fisioterapia. Haverá mudanças de pessoas, equipamentos e do dia a dia.
Não está planejada uma demissão geral, mas devem chegar novos profissionais para criar competição interna e tirar funcionários mais antigos da zona de conforto. Hoje, há pessoas que estão lá há muito tempo, já acostumados com processos antigos, e o entendimento é que isso precisa mudar
O clube quer melhorar equipamentos e também ampliar a cobrança. Um dos objetivos é melhorar a comunicação com comissão técnica e diretoria, com mais relatórios sobre os atletas, por exemplo.
O São Paulo está fazendo um levantamento e, no fim do ano, no organograma para 2026, boa parte será focado nesta questão. Houve recentemente uma reestruturação com equipamentos, que foi considerada satisfatória. Lucas e Oscar inclusive elogiaram estrutura quando voltaram ao time.
A equipe tem hoje nove jogadores do DM, com quatro entrando em transição.
Assista ao Fala a Fonte no Youtube
De segunda a sexta, a partir das 9h (de Brasília) no Youtube da ESPN, você acompanha o Fala a Fonte, programa comandado por André Hernan, Bruno Andrade e Bruno Vicari. Fique ligado!
Evento Rock the Mountain 2025, realizado no Rio de Janeiro, reforçou práticas de economia circular e inclusão, em sintonia com a agenda global da COP30
ALEXANDRE PELEGI
O Rock the Mountain 2025, realizado no último fim de semana em Itaipava (RJ), encerrou-se com o reconhecimento de um feito raro entre grandes eventos: a certificação internacional por ser completamente carbon free e ambientalmente responsável. O festival, patrocinado pela Viação Guanabara, consolidou-se como um exemplo de como grandes produções podem reduzir impacto ambiental e promover inclusão social.
O estande montado pela empresa foi inteiramente construído com materiais reutilizáveis, alinhado a princípios de economia circular e à meta de reduzir o desperdício. A estrutura também contemplou acessibilidade universal, em sintonia com o próprio festival, que ofereceu rampas, plataformas elevadas para melhor visibilidade, banheiros adaptados e serviços de tradução em Libras e audiodescrição para pessoas com deficiência.
Além da infraestrutura, a presença da Guanabara teve foco em educação ambiental e mobilidade sustentável. A ação apresentou ao público o impacto positivo do transporte coletivo: um ônibus rodoviário pode substituir até 60 automóveis nas estradas e cidades, contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A gestora de marketing da empresa, Letícia Pineschi, destacou que o engajamento em eventos desse tipo reforça a missão de conectar cultura e sustentabilidade.
“Esse é um exemplo de como ocupar espaços na atenção do público, especialmente os jovens, unindo música, sustentabilidade e responsabilidade social — utilizando a indústria do entretenimento para deixar um legado positivo para o nosso setor”.
A iniciativa da Guanabara reflete o avanço de práticas ESG no transporte rodoviário de passageiros, em um momento em que o tema da descarbonização ganha centralidade nas discussões da COP30 e em políticas nacionais de mobilidade sustentável.
Relembre a noticia sobre o Rock the Mountain 2025:
Guanabara leva jornada sustentável ao Rock the Mountain 2025
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Trecho entre as avenidas dos Bandeirantes e a Rua Periquito terá obras de drenagem, novas calçadas, pavimento rígido para ônibus e redes subterrâneas; prazo de execução é de 18 meses
ALEXANDRE PELEGI
A São Paulo Obras (SPObras), empresa pública do município, abriu processo de licitação para contratar empresa ou consórcio de empresas de engenharia responsável pela execução das obras de requalificação da Avenida Santo Amaro e reforma do corredor de ônibus no trecho entre a Rua Periquito e a Avenida dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista.
O investimento estimado é de R$ 98,8 milhões (base janeiro/2025), com prazo de 18 meses de execução e 21 meses de vigência contratual. O critério de julgamento será o de maior desconto sobre o valor de referência.
Os envelopes com as propostas e documentos de habilitação deverão ser entregues entre 10h e 10h30 do dia 27 de novembro de 2025, na sede da SPObras (Rua XV de Novembro, 165, Centro Histórico). A abertura está prevista para o mesmo dia, às 10h30. O edital e seus anexos estão disponíveis desde 31 de outubro no site da empresa pública municipal (www.spobras.sp.gov.br).
Projeto e justificativa
Segundo o Termo de Referência, a obra tem como objetivo modernizar a infraestrutura viária da Santo Amaro, priorizando o transporte coletivo, o pedestre e a mobilidade ativa, em consonância com o Plano Diretor Estratégico e as diretrizes da Operação Urbana Consorciada Faria Lima, que financiará os trabalhos.
O corredor Santo Amaro foi implantado em 1985 e é um dos mais antigos da cidade. O documento destaca que, desde então, a via “apresenta passeios estreitos, insuficientes para o fluxo de pedestres e sem acessibilidade, além do intenso tráfego de veículos automotores”.
A requalificação faz parte da segunda fase do projeto. A primeira etapa, entre as avenidas Juscelino Kubitschek e Afonso Braz, foi entregue em abril de 2024, incluindo o enterramento de fios, reforma de calçadas e ampliação de pistas.
Principais intervenções previstas
As obras incluem uma série de melhorias estruturais e urbanísticas:
Implantação de faixas exclusivas à esquerda para ônibus, com pavimento rígido (concreto), faixas de ultrapassagem e paradas acessíveis;
Novo pavimento flexível (asfalto) nas faixas destinadas ao tráfego geral;
Reforma completa do sistema de drenagem pluvial, com novas galerias e bocas de lobo;
Enterramento de redes elétricas e de telecomunicações;
Calçadas alargadas com piso tátil, rampas e acessibilidade universal;
Iluminação pública em LED com foco em travessias e pontos de ônibus;
Paisagismo, arborização e mobiliário urbano, incluindo bancos, lixeiras e bicicletários;
Nova sinalização horizontal, vertical e semafórica adequada à NBR 9050 e às diretrizes da Comissão Permanente de Acessibilidade.
O Termo de Referência ressalta que o projeto pretende reduzir o tempo de viagem, incentivar o transporte coletivo e o uso de modos ativos, além de diminuir as emissões de poluentes e estimular o desenvolvimento econômico da região sul da cidade.
O contrato será do tipo empreitada por preço unitário, e os pagamentos serão realizados com recursos da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL).
A SPObras será responsável pela fiscalização, aprovação e medição dos serviços, que abrangem desde o planejamento e montagem de canteiros de obras até o acompanhamento ambiental, execução de projetos “as built” e manuais de manutenção. O termo “as built” (do inglês, “como construído”) se refere à etapa final das obras em que a empresa contratada deve atualizar e entregar os projetos executivos exatamente conforme a construção foi realizada em campo. Essa documentação inclui plantas, memoriais e registros técnicos que mostram todas as alterações feitas durante a execução — servindo de base para manutenção, operação e futuras intervenções na via ou nos equipamentos instalados.
O edital exige das empresas concorrentes comprovação de patrimônio líquido mínimo de R$ 9,88 milhões, além de experiência prévia em obras de requalificação urbana e infraestrutura de transporte coletivo. A visita técnica ao local é facultativa, mas a SPObras recomenda conhecimento prévio das condições da via para formulação da proposta.
As empresas interessadas devem enviar pedidos de esclarecimento até 18 de novembro, exclusivamente pelo e-mail [email protected]. O resultado do julgamento será divulgado após análise das propostas e documentação de habilitação, com posterior homologação e adjudicação pela diretoria da SPObras.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Colisão aconteceu entre as ruas Pedro Alexandrino Soares, Gabriel de Carvalho e Geraldo Lopes, deixando pelo menos uma vítima
ARTHUR FERRARI
Um ônibus articulado do sistema municipal de São Paulo, que fazia linha até o Terminal Vila Sônia, atingiu dois carros no encontro entre as ruas Pedro Alexandrino Soares, Gabriel de Carvalho e Geraldo Lopes, no Jardim Boa Vista, zona Oeste de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 11 de novembro de 2025.
O acidente, que aconteceu por volta das 6h40 e deixou pelo menos uma pessoa ferida, resultou em um carro prensado contra um muro e outro parcialmente danificado.
O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados e prsstaram atendimento à vítima. Até o momento não há informações sobre em qual veículo a pessoa ferida estava ou se havia passageiros no coletivo.
O Diário do Transporte procurou a SPTrans, responsável pelo gerenciamento das linhas na capital, e aguarda.
Os três tornados que atingiram municípios da região Central do Paraná na última sexta-feira (7/11) deixaram estragos nas áreas rurais de Guarapuava, Turvo e Candói. Esses municípios estão localizados nas proximidades de Rio Bonito do Iguaçu, cidade mais afetada, onde 90% dos imóveis foram destruídos por ventos de até 330 km/h, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
O presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Werneck Botelho, conta que por onde o tornado passou o estrago foi gigantesco. “A passagem dele foi extremamente violenta. Destruiu casas e barracões, arrancou e retorceu silos, levantou maquinário, tratores, caminhonetes”, relata Botelho, em entrevista à Globo Rural. “Há propriedades em que os prejuízos estimados, em infraestrutura, passam de R$ 10 milhões”, calcula.
Plantações de milho ficaram danificadas – “o milho deitou em algumas lavouras”, comenta – e áreas com culturas de inverno que estavam em fase de colheita, como cevada, trigo e aveia, tiveram parte atingida.
O produtor Gabriel Gerster, de Guarapuava, conta que o tornado passou por cima de aproximadamente 10 hectares da lavoura de soja na propriedade dele. “Vamos ter que replantar essa soja porque não sobrou nada”, adverte. Também houve danos em menor proporção na lavoura de milho.
Por outro lado, na mata ciliar do rio Jordão, que faz divisa com a propriedade de Gerster, o estrago foi grande. “Ficou literalmente depenada, árvores quebradas apareceram a 100 metros da mata, no meio da lavoura de soja”, comenta.
Postes e torres de energia elétrica foram derrubados pela força dos ventos e várias áreas ficaram sem eletricidade. “Aqui tudo precisa de energia, bomba de água, bomba de diesel”, comenta o produtor. Ao lado da fazenda dele, três torres foram derrubadas. A concessionária responsável pelo serviço disponibilizou um gerador de energia para a propriedade até que as torres sejam reinstaladas.
O município também registrou perdas em uma das maiores granjas de suínos da região, inclusive com morte de animais. Em Entre Rios, distrito de Guarapuava, o assentamento Nova Geração, que reúne aproximadamente 50 famílias de agricultores, foi atingido. Segundo a Defesa Civil, em torno de 20 casas foram destruídas, além de barracões, maquinários e igrejas.
Um morador – José Neri Jeremias, de 53 anos – morreu vítima do desabamento de sua residência. Oito pessoas ficaram feridas, mas já receberam alta hospitalar.
Conforme Celso Dias Doliveira, secretário municipal de Agricultura de Guarapuava, equipes da secretaria atuam em conjunto com a Defesa Civil do município para auxiliar os moradores da zona rural da região e também levando apoio para Rio Bonito do Iguaçu.
“Estamos com as equipes a campo, visitando as propriedades, e fazendo o levantamento das perdas materiais. A reconstrução das moradias é o mais urgente e vamos trabalhar para viabilizar os recursos para isso”, afirma o secretário. Ele ainda não tem uma estimativa do prejuízo financeiro causado nas atividades agrícolas, mas ressalta que a maioria das famílias atingidas é de pequenos produtores.
Arrecadação
O Sindicato Rural de Guarapuava está realizando uma campanha de arrecadação de donativos para Rio Bonito do Iguaçu. Estão sendo recebidas doações de mantimentos, colchões e roupas para serem encaminhados ao município. A entidade também viabilizou doações em dinheiro para compra de materiais de construção. Arrecadações para as famílias atingidas estão sendo concentradas nos postos do Corpo de Bombeiros de todo o Estado.
Além do rastro de destruição e da morte registrada no assentamento em Guarapuava, outras cinco pessoas morreram durante a tempestade em Rio Bonito do Iguaçu. De acordo com a Defesa Civil, 2.088 pessoas estão desalojadas e 28 estão desabrigadas.
Clima
O Simepar confirmou nesta segunda-feira (10/11) a ocorrência de mais dois tornados no interior do Paraná durante as tempestades da noite de sexta-feira (07), além de finalizar a classificação do tornado que já havia sido confirmado no município de Rio Bonito do Iguaçu. Os outros tornados aconteceram em Turvo e Guarapuava.
As análises foram feitas, além do trabalho em cima dos radares, com vídeos, sobrevoos e vistorias em solo. A equipe técnica segue realizando estudos e análises de outras ocorrências suspeitas.
De acordo com o Simepar, as condições atmosféricas – com grande aporte de calor e umidade, além da intensificação e mudança na direção dos ventos com a altura – criaram um ambiente favorável à formação de tempestades severas e tornados no Estado.
Ônibus elétrico do BRT- Metropolitano de Belém, qie contou com financiamento do Ministério das Cidades
Número foi destacado na abertura do evento internacional em Belém (PA). Diário do Transporte vai ao Pará a convite da Eletra Industrial, uma das fornecedoras de veículos para o Programa de Aceleração do Crescimento
ADAMO BAZANI
O Brasil terá mais de 10 mil ônibus urbanos zero km, entre elétricos e diesel padrão Euro 6 financiados no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Modalidade, administrado pelo Ministério das Cidades.
A confirmação foi feita pelo ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, em cerimônia de abertura na “Estação do Desenvolvimento”, do Sistema Transporte da CNT (Confederação Nacional do Transporte), nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, como parte da programação oficial da COP-30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), que ocorre em Belém (PA) até 21 de novembro.
Segundo Jader Filho, o Novo PAC investe R$ 31 bilhões em mobilidade urbana, sendo mais da metade (R$ 16,4 milhões) para renovação da frota.
“Com esse volume de investimentos, será possível adquirir mais de 10 mil veículos, em 190 municípios”, explicou na cerimônia
Jader Filho ainda enfatizou que os investimentos devem focar além da compra de ônibus novos, mas também em infraestrutura, citou a importância dos BRTs (Bus Rapid Transit), em especial os metropolitanos que ligam diferentes cidades, para a redução de emissões.
“O setor de transporte responde por cerca de 47% das emissões dos gases do efeito estufa no Brasil, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética.O Brasil está comprometido em trazer as pessoas de volta ao transporte coletivo, mas para isso precisamos renovar as frotas, investir em corredores de BRT, tornar o transporte coletivo mais confortável e com menos tempo de deslocamento”, disse o ministro.
De acordo com dados do Ministério das Cidades, somente a seleção do PAC 2024 disponibilizou recursos para aquisição de 2.296 ônibus elétricos, 3015 ônibus Euro6 – que são menos poluentes – e 39 veículos sobre trilhos.
O Diário do Transporte vai ao Pará a convite da Eletra Industrial, uma das principais fornecedoras de veículos para o Programa de Aceleração do Crescimento.
A empresa também participa da elaboração, concretização e fornecimento de ônibus elétricos para diversos BRTs em todo o País, com destaque parta os metropolitanos, como o BRT-ABC, na Grande São Paulo, que contará com o imodelo E-Trol (que une em um só veículo, as tecnologias de ônibus a bateria e trólebus) e está em implantação, e o BRT da Grande Belém, que já tem servido a moradores de cidades diferentes, agilizando e barateando os deslocamentos da população. Os elétricos fazem também neste momento os transportes oficiais da Cop-30.
Na mesma “Estação do Desenvolvimento”, do Sistema Transporte, na quinta-feira (13), a diretora-presidente da Eletra, Milena Romano, participa das 14h20 ás 15h, do painel “Descarbonização nos modos de transporte”, que tem como objetivo compartilhar as soluções que tem contribuído para a redução de emissões em diversos modos de transporte, mapeando avanços tecnológicos e identificando sinergias entre os modos de transporte e potenciais ações integradas para a redução de emissões.
Milena vai ressaltar a importância da indústria brasileira como estratégica no atual contexto na busca em como reduzir ainda mais as emissões pela mobilidade em todo o mundo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Nesta segunda-feira (10), o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi julgado pelo Pleno, que é a 2ª instância do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), em relação ao recurso da Procuradoria do tribunal quanto à sua condenação por 12 jogos de suspensão, mais multa de R$ 60 mil, em setembro deste ano. A sessão, porém, foi interrompida quando o auditor Marco Aurélio Choy pediu vista (mais tempo para analisar o caso) do processo antes de proferir seu voto.
Com isso, o julgamento foi adiado. Ele será retomado na próxima quinta-feira (13), às 15h (de Brasília), como pauta única do dia.
No momento da interrupção, o único a ter se pronunciado foi o auditor Sérgio Furtado Filho, relator do caso. Ele votou para absolver o atleta no Art. 243-A (atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente) do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) – ou seja, liberando o atleta para voltar a jogar.
No mesmo voto, porém, Furtado aplicou multa maior ao camisa 27, condenando o jogador no Art. 191 (deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de uma obrigação legal, de uma deliberação de uma entidade esportiva ou de um regulamento de competição). O novo valor da punição será de R$ 100 mil, de acordo com o voto.
Na sequência, seria a vez de Marco Aurélio Choy votar, mas ele pediu vista. Dessa forma, a sessão foi encerrada com apenas um voto computado.
Quando a sessão for retomada, ainda em data e horários a serem definidos, Choy prosseguirá com seu voto, que será o segundo de um total de nove.
Como foi o primeiro julgamento
Em 4 de setembro, Bruno Henrique havia sido condenado pelo STJD, sendo punido com 12 jogos de suspensão, além do pagamento de multa de R$ 60 mil. A Procuradoria, então, entrou com recurso, que começou a ser avaliado nesta segunda pelo Pleno do tribunal.
O ídolo rubro-negro foi julgado por supostamente ter forçado cartão amarelo e beneficiado apostadores em 2023, em duelo contra o Santos, elo Brasileirão daquele ano.
Absolvido no Art. 243 (atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende) do Código de Justiça Desportiva, o jogador acabou condenado no Art.243-A (atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente) pelo STJD.
Os auditores Alcino Guedes, William Figueiredo e Carolina Ramos, além do presidente Marcelo Rocha,votarampara suspender o atacante por 12 partidas, além da aplicação da multa de R$ 60mil. Já o auditor Guilherme Martorelli votou por aplicação de multa de R$ 100 mil.
Vale lembrar que Bruno Henrique foi indiciado pela Polícia Federal em abril deste ano, após acusação de fraude esportiva.
Como foi o cartão tomado
Flamengo e Santos se enfrentaram em 2023, com vitória do Peixe por 2 a 1, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
O fato envolvendo Bruno Henrique, que motivou a abertura do inquérito pelas autoridades, ocorreu nos acréscimos do segundo tempo de partida.
Após falta em Soteldo, do Santos, o atacante flamenguista foi amarelado e, já punido, partiu para cima do árbitro Rafael Klein e seguiu reclamando de forma acintosa até ser expulso de campo.
A denúncia
Iniciada em novembro de 2024, a investigação da Polícia Federal contra Bruno Henrique motivou uma operação de busca e apreensão, em que os investigadores extraíram conversas do celular de Wander, irmão do jogador, que embasaram os indiciamentos.
O atacante flamenguista teria informado o irmão que, pendurado com dois cartões, tomaria um terceiro cartão amarelo no jogo contra o Santos.
As apostas feitas por Wander, a esposa do atleta, uma prima e amigos levantaram a suspeita das casas de apostas, que estranharam o volume de apostas pelo cartão de Bruno Henrique especificamente nesse jogo.
Foi justamente a investigação da Polícia Federal que iniciou também um processo na esfera desportiva, levando Bruno Henrique ao julgamento no STJD.
Ele foi julgado com base em dois artigos do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva):
Art. 243: Atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende – inocentado
Art. 243-A: Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente – condenado
Agora, ele aguarda o resultado do julgamento no Pleno para saber se estará 100% liberado para jogar, além do valor da multa que terá que pagar.