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Mogi das Cruzes (SP) capacita motoristas de ônibus para atendimento ao passageiro e acessibilidade nesta quinta (13)

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Foto: Karlos Eduardo/Ônibus Brasil

Treinamento promovido pela prefeitura reúne mais de 100 condutores e inclui atividades teóricas e práticas sobre mobilidade urbana

ARTHUR FERRARI

Mais de 100 motoristas que atuam no transporte público de Mogi das Cruzes (SP) participam, nesta quinta-feira (13), de um treinamento intensivo promovido pela Secretaria Municipal de Mobilidade. A capacitação, que reúne profissionais das empresas Princesa do Norte, Mogi Mob, ATT e Viação Jacareí, integra o conjunto de ações da Prefeitura para aprimorar a qualidade do serviço prestado aos usuários do transporte coletivo.

O curso será dividido em duas etapas: uma teórica, realizada no auditório da Prefeitura, e outra prática, em um ônibus estacionado em frente ao prédio-sede. Durante as simulações, a equipe de educadores para o trânsito apresentará situações comuns nas rotas diárias, como o embarque de pessoas com deficiência, idosos, crianças e passageiros em locais com grande fluxo.

De acordo com o secretário municipal de Mobilidade e Trânsito, Ary Kamiyama, a metodologia busca promover empatia e conscientização entre os profissionais. “Em todos os treinamentos que fazemos com os motoristas, fazemos com que eles, em algum momento, sejam literalmente colocados no lugar dos passageiros. Colocamos pesos nos tornozelos, para que eles sintam na pele a dificuldade de locomoção de um idoso, por exemplo. Ou pedimos para que eles andem de cadeira de rodas, para embarcar ou atravessar a faixa de pedestres, entre outros casos que são rotineiros, mas que, muitas vezes, causam ruídos na relação entre os motoristas e os passageiros”, explicou o secretário.

Na parte teórica, os participantes recebem orientações sobre conduta profissional, segurança, saúde física e mental, além de informações sobre o impacto do comportamento dos condutores na experiência dos usuários e na eficiência do sistema.

Desde janeiro, o município realiza uma série de ações voltadas à modernização do transporte coletivo. Entre as medidas estão a entrega de nova frota de ônibus com tecnologia menos poluente e acessibilidade, revitalização de abrigos e reforço na fiscalização de horários e itinerários. Até o início de novembro, 521 motoristas das concessionárias municipais já haviam participado de capacitações semelhantes.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Novo Hamburgo (RS) retoma operações de linhas de ônibus para praias do sul do Litoral Norte gaúcho após seis anos

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Empresa Unesul será responsável pelo atendimento a partir de 19 de dezembro

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, a Prefeitura de Novo Hamburgo (RS) informou que, após seis anos, serão retomadas as operações das linhas de ônibus da Estação Rodoviária Normélio Stabel para nove praias do sul do Litoral Norte gaúcho.

De acordo com a administração pública, a venda de passagens antecipadas já teve início, focada no fluxo de viajantes do verão.

As duas novas linhas serão gerenciadas pela empresa Unesul e os embarques acontecem a partir de 19 de dezembro.

Uma das linhas, aos sábados, às 8 horas, atende as praias de Tramandaí Sul, Oásis Sul, Jardim do Éden, Salinas, Cidreira, Balneário Pinhal, Magistério, Quintão e Rei do Peixe.

Já o outro itinerário, que funciona às sextas-feiras, 17h30, tem como parada final Cidreira.

A compra de passagens pode ser feita nos guichês da rodoviária, na Rua Três de Outubro, nº 667, bairro Ideal.

O atendimento ocorre de segunda a sábado, das 5h30 às 22h30, e aos domingos e feriados, das 7 horas às 22h30.

Há também um totem de autoatendimento PontoBus no saguão da rodoviária.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Coalizão conclui que “vilão da poluição” nas cidades é o transporte individual e não o ônibus, mas coletivos elétricos e mais BRTs, devem ser implantados o quanto antes

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BRT da Grande Belém mescla ônibus elétricos e a diesel da nova geração menos poluente

As medidas, entretanto, não devem apenas mexer com o “bolso do transporte coletivo”.. *Redução de tarifas de ônibus, trens e metrôs, além de combate ao transporte clandestino também estão entre os caminhos*. Financiamentos para a descarbonização dos deslocamentos devem vir do carro e da moto, que precisam ser mais fiscalizados.

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

Um dos eventos de mobilidade mais importantes da Cop-30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025) ocorreu nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, em Belém (PA). Foi a divulgação do estudo completo da Coalizão dos Transportes, denominado “Como tornar o Setor de Transportes um Contribuidor Ativo para a redução das Emissões Brasileiras”.

Somente nesta terça-feira (11), a Coalizão, liderada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) ganhou mais 121 adesões.

A aliança promete reduzir em até 70% as emissões de gases do efeito estufa até 2050.

As conclusões do estudo parecem óbvias, mas conseguem refletir em números o quadro atual dos impactos ambientais, sociais e econômicos dos transportes, seja de cargas ou passageiros, e com isso, apontar medidas mais adequadas.

Enquanto os discursos e ações políticas midiáticas parecem focar nas emissões geradas pelos ônibus, obrigando trocas de tecnologias de frotas sem planejamento, os técnicos, professores e mestres em áreas como engenharia e meio ambiente, conseguiram quantificar uma realidade conhecida por quem estuda mobilidade: o “vilão da poluição” nas cidades é o transporte individual e não o ônibus, mas investimentos maiores em BRTs (Bus Rapid Transit) e em modelos com tecnologias alternativas ao diesel, como elétricos e a biometano, devem ser implantados e ampliados o quanto antes. Investimentos em ampliação e modernização de transportes metroferrovários e da mobilidade ativa (sem motor, como caminhadas e bicicleta) também são considerados “obrigatórios”.

Redução de tarifas de ônibus, trens e metrôs, além de combate ao transporte clandestino também estão entre os caminhos.

“As emissões relativas ao transporte individual motorizado são muito superiores às do transporte coletivo (127 gCO2 / pkm1 em carros vs 16 gCO2 / pkm em ônibus na cidade de São Paulo), o que reforça que a expansão do transporte coletivo, preservando a inter e multimodalidade, é fundamental para a descarbonização do setor de transportes e para o alcance das emissões líquidas zero em mobilidade urbana” – diz parte da conclusão.

As medidas, entretanto, não devem apenas mexer com o “bolso do transporte coletivo”. Pelo contrário. Financiamentos para a descarbonização dos deslocamentos devem vir do carro e da moto, que precisam ser mais fiscalizados.

Uma das ações propostas é a inspeção veicular obrigatória para veículos, entre as “alavancas” para a descarbonização:

– Adoção de sistemas de inspeção veicular ambiental obrigatória: Implementar inspeções ambientais regulares para que veículos atendam aos padrões de emissões e segurança, garantindo o envolvimento não apenas da esfera federal, mas também da estadual;

– Intensificação de soluções que promovam emissões veiculares próximas do patamar zero: Implementar veículos menos emissores de GEE2 (ex.: elétricos, híbridos, movidos por rotas de hidrogênio de baixo carbono), considerando a capacidade produtiva local e o momento mais adequado para a implementação de cada solução;

– Conversão de motores de ônibus a diesel para gás (ex.: biometano): Adaptar motores existentes para que se tornem aptos ao uso de soluções gasosas menos poluentes como combustível (ex.: biometano).

– Intensificação do uso de biocombustíveis em ônibus urbanos: Substituir combustíveis fósseis por biocombustíveis menos poluentes, desde que sejam: i) constatada a viabilidade técnica, mecânica, operacional e laboratorial do referido insumo energético; ii) respeitada a diversidade de matrizes; e iii) respeitadas as especificidades regionais.

– Substituição da matriz atual com fortalecimento do transporte coletivo sustentável entre os diferentes modos (ex.: metrôs, VLTs, ônibus, BRTs) da mobilidade ativa (ex.: caminhada) e da micromobilidade (ex.: patinetes)

– Condução ecoeficiente e assistida: Agir sobre o comportamento dos motoristas de carros e ônibus para otimização do consumo de combustível (incluindo recursos como Inteligência Artificial);

– Investimento na melhoria da infraestrutura de transporte coletivo: Modernizar e realocar vias, estações e linhas para reduzir congestionamentos e melhorar a experiência dos passageiros;

–  Otimização da rede de trens urbanos e VLTs: Expandir e melhorar linhas de trens urbanos e VLTs para maior cobertura e eficiência.

– Implementação de corredores exclusivos para ônibus: Adotar faixas exclusivas para ônibus/BRTs, reduzindo o tempo de viagem e aumentando a eficiência do transporte coletivo.

– Promoção da modicidade tarifária e de fontes alternativas de receita: Implementar tarifas acessíveis e sustentáveis, combinadas com outras fontes de arrecadação para financiamento do transporte coletivo (ex.: “cobrança por ganho de tempo”, outros).

– Criação de zonas de baixa emissão: Estabelecer áreas onde somente veículos de baixa emissão e/ ou transporte coletivo podem circular, levando em consideração as especificidades de cada região.

– Criação de políticas de restrição para circulação de veículos particulares: Limitar a circulação de veículos particulares em determinados dias ou horários para incentivar o uso de transporte coletivo e/ou da micromobilidade ativa.

– Fiscalização adequada e regras de desincentivo são necessárias para a implementação eficiente, impedindo, por exemplo, a compra de mais de um carro por um mesmo indivíduo.

– Implementação de políticas de gestão de estacionamentos: Adotar práticas de gestão de estacionamentos a fim de limitar a quantidade e o tamanho dos estabelecimentos e vagas disponíveis, fomentando a utilização de modos de transporte mais limpos.

– Promoção de soluções de micromobilidade: Investir e ter metas de implementação de infraestrutura cicloviária incluindo serviços de compartilhamento de patinetes elétricos e bicicletas, assim como Zonas 30 (Zonas de Tráfego Calmo).

– Promoção de soluções de mobilidade ativa (ex.: caminhadas): Investir em infraestrutura segura e acessível para estimular rotas peatonais próximas à infraestrutura cicloviária (ex.: ruas fechadas para automóveis em períodos de menor movimento, incentivando deslocamentos a pé).

– Criação de incentivos para intermodalidade: Investir na integração entre modos de transportes (ex.: integração entre ciclovias e terminais de metrô/ônibus, transportes coletivos com sistemas para carregamento interno de bicicletas, bicicletários seguros dentro de terminais de transporte coletivo).

– Combate ao transporte clandestino: Evitar o uso de meios de transporte ilegais, reduzindo os deslocamentos clandestinos e possibilitando a mudança dos mesmos para meios de transporte coletivos legalizados

Criada em 2024, a Coalizão propõe 90 ações para reduzir as emissões do transporte brasileiro, setor responsável por 11% das emissões nacionais — cerca de 260 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) equivalente.

No evento, o presidente do Sistema Transporte, da CNT, Vander Costa, destacou que o estudo é plural, feito por entidades e técnicos de visões e formações diferentes, o que amplia a credibilidade do trabalho.

Vander Costa defendeu também a adoção do IPVA progressivo, em modelos semelhantes ao que ocorre em parte da Europa.

“Como representante das empresas do setor e de todos os modais, a CNT se vê na obrigação de liderar a transição energética do transporte. Porém, esse é um trabalho feito a muitas mãos”, afirmou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, na abertura do painel. Em sua fala, ele destacou a importância do advento do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), criado em 1986, como um marco para colocar o país no caminho da descarbonização.

Para avançar, há a necessidade de políticas públicas de estímulo à mobilidade urbana em detrimento do uso do transporte individual”, ressaltou o dirigente. Segundo o presidente, essa diretriz precisa estar associada à renovação da frota. “É preciso tirar de circulação o veículo poluidor. Não adianta colocar ônibus elétricos se ônibus velhos continuarem circulando. Para isso, a solução é IPVA progressivo, como já é feito na Europa”, ressaltou. O dirigente reforçou que essas soluções têm impacto imediato, ao contrário da mudança da matriz, que demanda mais tempo.

O Diário do Transporte vai nesta semana a Belém (PA) a convite da Eletra que, apresenta na programação oficial, a primeira linha de chassis de ônibus elétricos de marca com origem 100% nacional, lançada no último mês, e o “case” *Eletra Consult*.

Segundo a companhia, trata-se de “um trabalho único na América Latina que, com parceiros, a Eletra desenvolve junto a operadores, gestores públicos e sociedade civil em geral, como academia e entidades de classe e técnicas, para orientação a respeito de todas as etapas da eletrificação de frotas, muito antes da compra dos ônibus, desde a escolha das obras civis e adequações mais indicadas nas garagens, infraestruturas de carregamento de baterias e redes de distribuição de energia, análise das opções de financiamento disponíveis no mercado para cada tipo de operador ou gestor, até a escolha do modelo de ônibus de acordo com a infraestrutura e demanda de passageiros e o pós-venda, com assistência técnica e treinamentos de motoristas e equipes de manutenção.”

Na “Estação do Desenvolvimento”, do Sistema Transporte, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), na quinta-feira, 13 de novembro de 2025, a diretora-presidente da Eletra, Milena Romano, participa das 14h20 às 15h, do painel “Descarbonização nos modos de transporte”, que tem como objetivo compartilhar as soluções que tem contribuído para a redução de emissões em diversos modos de transporte, mapeando avanços tecnológicos e identificando sinergias entre os modos de transporte e potenciais ações integradas para a redução de emissões.

Veja a parte sobre mobilidade urbana

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Rota Sustentável COP 30 registra redução de 99% nas emissões de gases de efeito estufa nos testes com biocombustível 100% em motores Mercedes-Benz Euro 6

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Quando examinado o ciclo completo do “poço à roda”, que considera da produção do biocombustível até seu uso, os dados preliminares apontaram uma redução de cerca de 65% nas emissões de CO2 equivalente

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Mercedes-Benz do Brasil e a Be8, produtora de biodiesel, coletaram dados expressivos nos testes comparativos para avaliação de biocombustível 100% em motores Euro 6 com tecnologia BlueTec 6. A chamada “Rota Sustentável COP 30” percorreu mais de 4 mil quilômetros por estradas brasileiras, partindo de Passo Fundo (RS) e chegando em Belém (PA), sede da COP30.

O objetivo dessa ação é, em caráter experimental, comparar os níveis de emissões de gases de efeito estufa dos motores Euro 6 com tecnologia BlueTec 6 da Mercedes-Benz, que equipam dois caminhões Actros Evolution 2553 6×2 e dois ônibus O 500 RSDD 8×2 abastecidos com o diesel comercial B15 e com o biocombustível Be8 BeVant.

De acordo com cálculos preliminares realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que realizou as medições de acordo com protocolos técnicos robustos, transparentes e auditáveis, ao final da caravana foram reduzidas em aproximadamente 99% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na avaliação com biocombustível 100% em motores Euro 6 dentro do conceito do “tanque à roda”. Isso acontece porque o biocombustível utilizado, produzido a partir de fontes renováveis como o óleo de soja, já absorveu CO2e da atmosfera durante o seu cultivo. Ou seja, o que foi emitido pelo veículo ao rodar foi praticamente compensado pelo que a planta retirou do ar antes de virar combustível.

Examinando o ciclo completo do “poço à roda”, que considera da produção do combustível até seu uso, os dados preliminares apontaram uma redução de cerca de 65% nas emissões de CO2e.

“É importante ressaltar que o porcentual de redução de cerca de 65% nas emissões de CO2e só não é maior porque o Brasil já utiliza B15 como combustível comercial”, afirma Luiz Carlos Moraes, diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil. “Isso significa que o veículo abastecido com Be8 BeVant® deixará de emitir aproximadamente 532 toneladas de CO2e se rodar os 700 mil quilômetros, conforme previsto na norma Proconve P8 (Euro 6)”.

“Essa avaliação é muito significativa para a Mercedes-Benz e para a Be8 porque promoveu análises em operação real com caminhões e ônibus lastreados percorrendo estradas brasileiras, utilizando um biocombustível alternativo que é uma solução de curto prazo para a descarbonização do nosso setor de transporte de cargas de passageiros”, diz Luiz Carlos Moraes. “Um projeto arrojado, que uniu duas empresas que têm envolvimento e um compromisso sólido com a descarbonização do transporte”.

“Esta foi uma jornada feita com precisão em planejamento e excelência em realização. O objetivo de demonstrar o Be8 BeVant® como solução de descarbonização para o agora foi plenamente atingido, levando reconhecimento e respeito por cada estrada e cada posto que passamos”, destaca Camilo Adas, Diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8.

“Os resultados são muito importantes: o desempenho foi semelhante em consumo e potência, com a diferença de que as emissões do Be8 BeVant® são menores. Isso confirma que o novo biocombustível representa uma solução imediata e acessível para as transportadoras de cargas e de pessoas no Brasil“, diz Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8.

Além dos 4 mil quilômetros dos testes comparativos, a parceria da Mercedes-Benz com a Be8 inclui também a exposição do Actros Evolution 2553 6×2 abastecido com BeVant no estande da Be8 na Green Zone, área de atividades da COP30. Assim, durante os dias do evento, de 10 a 21 de novembro, essa solução será apresentada a autoridades, especialistas, visitantes e mídia internacional.

Instituto Mauá de Tecnologia realizou as medições de CO2e

Durante os testes da “Rota Sustentável COP30”, as medições e comparações de emissões entre o Be8 BeVant® e o diesel B15 dos quatro veículos ficaram a cargo do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), do Estado de São Paulo, entidade que é referência nacional de ensino e pesquisa científica e tecnológica.

Os cálculos comparativos de emissões de CO2e foram suportados por parâmetros técnicos robustos, transparentes e auditáveis, que mensuraram os impactos ambientais da substituição do diesel B15 pelo Be8 BeVant®, alinhado às melhores práticas internacionais de análise de ciclo de vida e inventários corporativos de emissões.

A proposta metodológica seguiu padrões reconhecidos (Protocol GHG, ISO 14064) e utilizou dados certificados por programas como o RenovaBio e o ISCC, o que garantiu rastreabilidade e comparabilidade dos resultados. O RenovaBio é a política nacional brasileira para biocombustíveis, enquanto o ISCC (International Sustainability and Carbon Certification) é uma certificação global voluntária de sustentabilidade para biomassa e bioenergia. Ambos buscam promover a produção e o uso de combustíveis mais sustentáveis.

“A participação do Instituto Mauá de Tecnologia na Rota Sustentável da COP 30 mostra a importância da aplicação prática de nossa expertise em ensaios veiculares e avaliação de combustíveis. A Mauá assegura a credibilidade dos resultados, adotando uma metodologia baseada em medições comparativas em condições reais de uso. Iniciativas como esta reforçam a relevância da pesquisa aplicada para orientar políticas públicas e decisões estratégicas voltadas à eficiência energética e à inovação tecnológica no setor de transportes”, comentou Renato Romio, chefe da divisão de motores e veículos do Instituto Mauá de Tecnologia.

Iniciativa reafirma o compromisso da Daimler Truck e da Mercedes-Benz do Brasil com a sustentabilidade ambiental

“Em parceria com a Be8, nessa caravana, buscamos testar a eficiência operacional e ambiental do biocombustível 100% nos motores Euro 6 de nossos caminhões e ônibus, realizando essa experiência com modelos top de linha da marca num percurso longo pelas estradas do País, do Sul ao Norte”, diz Luiz Calos Moraes.

Como uma empresa do Grupo Daimler Truck, a Mercedes-Benz do Brasil vem trabalhando pela neutralidade de CO2 em seus produtos e em suas operações, visando a redução de emissões e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, conforme princípios do Acordo de Paris. “Iniciativas como a Rota Sustentável COP30 demonstram nosso forte compromisso com a sustentabilidade ambiental. Em todo o mundo, a Daimler Truck – e aqui no Brasil, a Mercedes-Benz – tem trabalhado arduamente para ajudar a transformar o transporte de carga e passageiros. Para nós, sucesso nos negócios e sustentabilidade caminham juntos”, ressalta Moraes.

Potencial de redução de emissão de CO2 equivalente

A Mercedes-Benz está em fase de testes e validações para garantir que o uso comercial do Be8 Bevant® seja seguro para os seus clientes, eficiente e regulamentado. Os frotistas que demonstrarem interesse no uso do Be8 BeVant e que possuam frota com a motorização BlueTec 6 receberão suporte técnico, ferramentas de monitoramento e orientação de manutenção.

Hoje os veículos Mercedes-Benz no Brasil já estão autorizados a usar até B20 – e continuaremos avaliando os testes até o B100, apoiando nossos clientes sob condições de uso experimental autorizadas pela ANP. Importante ressaltar que a Mercedes-Benz não recomenda o uso de um biocombustível 100% sem o acompanhamento das nossas equipes de testes.

Caminhões Actros e ônibus O 500 RSDD na Rota Sustentável COP 30

A Mercedes-Benz do Brasil e a Be8 deram início, no dia 20 de outubro, à “Rota Sustentável COP30”. O ponto de partida dessa viagem aconteceu no dia 21 de outubro, na fábrica da Be8 em Passo Fundo (RS). Após paradas na matriz da Mercedes-Benz do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), no dia 23, e em Brasília (DF) no dia 30, o destino final foi o Pará, passando por Belém, sede da COP30, e seguindo para Santo Antônio do Tauá (PA), na unidade da Be8, totalizando mais de 4 mil quilômetros percorridos por estradas brasileiras.

Toda a concepção da ação tem relação direta com a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o maior evento global e o fórum mais importante para discussão e negociações sobre mudanças climáticas.

Dois caminhões Actros Evolution 2553 6×2 com motor BlueTec 6 OM 471 de 550 cavalos, o mais potente da marca no Brasil, equipados com kit robustez, foram utilizados para comparação de emissões de CO2e (CO2 equivalente). Um deles abastecido com biocombustível Be8 BeVant e o outro com o diesel B15 comercial.

O mesmo comparativo foi efetuado com dois ônibus rodoviários O 500 RSDD 8×2 com motor BlueTec 6 OM 460 de 380 cavalos, também com Be8 BeVant e diesel B15 comercial.

O Diário do Transporte vai nesta semana a Belém (PA) a convite da Eletra, parceira da Mercedes-Benz em diversos projetos de eletrificação, e que apresenta na programação oficial, a primeira linha de chassis de ônibus elétricos de marca com origem 100% nacional, lançada no último mês, e o “case” Eletra Consult.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Exames de Oscar no São Paulo apontam alteração cardíaca; jogador é internado e permanece em observação

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O São Paulo informou na tarde desta terça-feira (11) que exames do meio-campista Oscar apontaram ”alterações cardíacas’.

De acordo com o clube tricolor, o jogador encontra-se clinicamente estável. Ele seguirá em observação no Hospital Albert Einstein, na zona Sul da capital paulista, para a realização de exames complementares.

Oscar se recuperava de uma lesão na panturrilha esquerda sofrida há cerca de um mês e vivia a expectativa de voltar ao time no clássico contra o Corinthians, no dia 20 de novembro, pelo Brasileirão, no primeiro compromisso da equipe após a pausa da Data Fifa.

O meia não entra em campo desde o dia 19 de julho, quando se lesionou exatamente diante do Corinthians, em duelo no Morumbis.

Desde que voltou o São Paulo, Oscar disputou 21 jogos, fez dois gols e deu cinco assistências.

Na atual temporada, teve que lidar com os seguintes problemas físicos: uma lesão muscular na coxa esquerda, um edema na coxa esquerda, uma fratura em três vértebras e uma lesão na panturrilha esquerda.

Veja abaixo a nota oficial divulgada pelo São Paulo:

”Durante exames realizados na manhã desta terça-feira (11), no SuperCT, como parte da preparação visando à pré-temporada de 2026, o atleta Oscar apresentou uma intercorrência com alterações cardiológicas, sendo prontamente atendido pelos profissionais do clube e pela equipe médica do Einstein Hospital Israelita, que estava presente no local.

Em seguida, o jogador foi encaminhado ao hospital, onde se encontra clinicamente estável e permanece em observação para a realização de exames complementares para elucidação diagnóstica.

Conforme procedimento habitual e respeitando a privacidade do jogador, novas informações serão divulgadas assim que houver atualização por parte da equipe médica, em comum acordo com Oscar”.

Próximos jogos do São Paulo:



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Vila Adyana, da Buser, tem novo pedido de autorização negado pela ANTT; outras três empresas também tiveram indeferimentos publicados

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Foto: Divulgação

Órgão indeferiu solicitações de operação regular apresentadas por companhias de fretamento e turismo; decisões citam descumprimento da Resolução 6.033/2023

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS), publicou nesta terça-feira (11) uma série de indeferimentos a pedidos de emissão de Termo de Autorização para transporte rodoviário coletivo interestadual de passageiros.

Entre as empresas afetadas está a Vila Adyana Transporte de Passageiros Ltda., ligada à plataforma Buser, que teve negado o pedido de operação de novos mercados conforme a Decisão SUPAS nº 1.595, de 5 de novembro de 2025.

A ANTT justificou o indeferimento com base nos artigos 230 e 231 da Resolução nº 6.033/2023, que estabelece as regras para o regime de autorização. Segundo o texto, o pedido descumpria requisitos legais para o exercício do serviço regular de transporte interestadual.

Outras empresas atingidas

As decisões publicadas no Diário Oficial da União também negam pedidos semelhantes de outras companhias:

Marcondes AS Transporte – Linhas Xinguara (PA)–Itumbiara (GO), Xinguara–Morrinhos (GO) e Xinguara–Araguari (MG) (Decisões SUPAS nº 1.589, 1.590 e 1.591);

Conexão Brasil – Linha Itarema (CE)–São Paulo (SP) (Decisões SUPAS nº 1.592 e 1.593);

Trans Isaak Turismo – Indeferimento por descumprimento dos artigos 230 e 231 da Resolução 6.033/2023 (Decisão SUPAS nº 1.594).

Em todos os casos, a ANTT apontou que os mercados pleiteados não estavam autorizados às requerentes, o que impossibilita a emissão dos respectivos Termos de Autorização.

As decisões foram assinadas pelo superintendente Juliano de Barros Samôr e entram em vigor na data de sua publicação.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Prefeitura de Campina Grande (PB) lança campanha para alertar motoristas sobre pontos cegos em ônibus

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Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande realiza ação de conscientização no Terminal de Integração do Centro nesta quarta-feira (12) sobre o tema

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Na manhã desta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, às 9h, a Prefeitura de Campina Grande (PB), por meio da STTP (Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande), irá lançar no Terminal de Integração do Centro uma campanha para alertar condutores de veículos, pedestres e ciclistas sobre a importância de atentar para os pontos cegos dos veículos longos, em especial os ônibus que circulam na cidade.

O superintendente da STTP, Vitor Ribeiro estará presente e irá colar adesivos em diversos pontos de alguns ônibus, os quais marcarão os pontos cegos dos veículos.

Os adesivos irão servir para alertar os os condutores dos demais veículos sobre os locais não vistos pelos motoristas dos ônibus.

Além disso, Agentes e Educadores de Trânsito, integrantes do Grupo de Trabalho Pnatrans (Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito) vão entregar panfletos e conversar com condutores nas imediações para alertá-los sobre a problemática do ponto cego. A campanha contará também com ampla divulgação nas mídias sociais.

“A questão do ponto cego é algo, muitas vezes, desprezada pelos condutores. No entanto, é um dos fatores causadores de sinistros de forma bastante significativa. Praticar direção defensiva e manter distância, dentro do possível, de veículos longos, é ação simples que ajudar a salvar vidas no trânsito, principalmente no caso das motociclistas”, disse o superintendente da STTP, Vitor Ribeiro.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Apresentado e-Dutra, “corredor-verde” para caminhões e ônibus elétricos rodoviários

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Caminhão utilizou apenas os carregadores já existentes para todas as recargas em trajeto de 800 km. O Diário do Transporte visita a Cop-30 a convite da Eletra Industrial, que apresenta “case” de consultoria e ônibus brasileiros elétricos

ADAMO BAZANI

Foi apresentado em Belém (PA), na COP-30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, o projeto “corredor rodoviário verde”, sendo o primeiro dos trajetos, na ligação entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, chamado de Laneshift e-Dutra, pela maior parte da extensão abranger a rodovia Presidente Dutra.

O objetivo é até 2030, criar infraestrutura para cerca de quatro mil viagens feitas por veículos pesados  entre os dois estados.

A proposta tem a participação do Governo Federal, intituições como 40 Cities the World Business Council for Sustainable Development, International Council for Clean Transportation e WRI Brasil e fabricantes de veículos como a Volkswagen Caminhões e Ônibus, com o GRUPO TRATON (que inclui também a Scania) em colaboração com a LOTS Group.

Segundo a Volkswagen, o caminhão elétrico e-Delivery percorreu 800 quilômetros entre Resende (RJ) e Sorocaba (SP), majoritariamente pela Rodovia Dutra, “utilizando apenas os carregadores já existentes para todas as recargas, com o objetivo de comprovar a viabilidade e também mapear a infraestrutura atual e seus desafios”.

Ainda de acordo com a fabricante, “ao integrar os aprendizados sobre desempenho dos veículos, otimização de rotas e os requisitos práticos para redes de recarga comerciais em larga escala, a iniciativa estará preparada para negociar e acelerar a implantação de estações de recarga confiáveis e de alta capacidade”

Em agosto, outra fabricante de veículos pesados, a Mercedes-Benz, também anunciou uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro com um caminhão elétrico.

Segundo a fabricante, o caminhão elétrico eActros 400 à bateria, percorreu 442 km sem precisar fazer recarga de baterias. O ponto de partida foi a fábrica da Empresa em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, com chegada no Posto Galápagos em São João do Meriti, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O veículo seguiu numa rota pela Via Dutra.

Um próximo passo aguardado é que a rota seja palco de testes com ônibus rodoviários elétricos, mas ainda são poucas as marcas que oferecem este tipo de veículo no Brasil

TRANSPORTE URBANO:

Na Cop-30, o destaque maior em relação a ônibus elétricos ainda tem sido o transporte urbano e metropolitano.

As delegações, por exemplo, são transportadas com modelos deste tipo da fabricante nacional Eletra, de São Bernardo do Campo.

O Diário do Transporte vai nesta semana a Belém (PA) a convite da Eletra que, apresenta na programação oficial, a primeira linha de chassis de ônibus elétricos de marca com origem 100% nacional, lançada no último mês, e o “case” *Eletra Consult*.

Segundo a companhia, trata-se de “um trabalho único na América Latina que, com parceiros, a Eletra desenvolve junto a operadores, gestores públicos e sociedade civil em geral, como academia e entidades de classe e técnicas, para orientação a respeito de todas as etapas da eletrificação de frotas, muito antes da compra dos ônibus, desde a escolha das obras civis e adequações mais indicadas nas garagens, infraestruturas de carregamento de baterias e redes de distribuição de energia, análise das opções de financiamento disponíveis no mercado para cada tipo de operador ou gestor, até a escolha do modelo de ônibus de acordo com a infraestrutura e demanda de passageiros e o pós-venda, com assistência técnica e treinamentos de motoristas e equipes de manutenção.”

Na “Estação do Desenvolvimento”, do Sistema Transporte, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), na quinta-feira, 13 de novembro de 2025, a diretora-presidente da Eletra, Milena Romano, participa das 14h20 às 15h, do painel “Descarbonização nos modos de transporte”, que tem como objetivo compartilhar as soluções que tem contribuído para a redução de emissões em diversos modos de transporte, mapeando avanços tecnológicos e identificando sinergias entre os modos de transporte e potenciais ações integradas para a redução de emissões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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ANTT autoriza 18 novas empresas para o transporte interestadual e internacional por fretamento

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Decisões publicadas no D.O.U. desta terça-feira (11), ampliam o número de transportadoras habilitadas a operar sob o regime de autorização

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, no Diário Oficial da União, a Decisão SUPAS nº 1.588, de 4 de novembro de 2025, que autoriza 18 empresas a prestar o serviço de transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros em regime de fretamento — modelo voltado a viagens sob demanda, excursões, eventos e contratos exclusivos.

A decisão, assinada pelo superintendente Juliano de Barros Samôr, foi fundamentada na Resolução ANTT nº 4.777/2015, que regulamenta o transporte de fretamento, e na Resolução nº 5.818/2018, que define as competências da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS).

Veja a seguir a relação de empresas contempladas:

Condições normativas

A autorização concedida pela ANTT impõe que as empresas observem as condições estipuladas na Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015, e demais normativos pertinentes à prestação desses serviços. A resolução estabelece regras para o funcionamento do fretamento, incluindo o conceito de “circuito fechado”, que se refere a viagens de ida e volta realizadas pelo mesmo grupo de passageiros no mesmo veículo, retornando ao ponto de origem.

Uma das condições cruciais é a observância do Art. 9º da Resolução 4.777/2015, que determina que o Termo de Autorização (TAF) tem validade condicionada ao recadastramento junto à ANTT. O cadastro da autorizatária possui vigência de três anos a partir da publicação do TAF no Diário Oficial da União (DOU). O descumprimento deste artigo implica a renúncia da autorização delegada pela agência.

A SUPAS também ressalta as consequências em caso de irregularidades. A nulidade do Termo de Autorização pode ser declarada se for verificada ilegalidade no ato, impedindo a produção de efeitos jurídicos ou desconstituindo os já produzidos, sempre respeitando o princípio da ampla defesa e do contraditório. Além disso, a autorização pode ser cassada em caso de perda das condições indispensáveis para o cumprimento do objeto ou diante de infrações graves, apuradas em processo regular. O descumprimento da Decisão implicará ainda na aplicação de sanções previstas em resolução específica.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Neymar exagerou? Resenha da Rodada debate postura do craque em Flamengo x Santos e Luisão dispara: ‘Uma falta de respeito enorme’

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A postura de Neymar durante a derrota do Santos para o Flamengo, por 3 a 2, no último domingo (9), no Maracanã, pelo Brasileirão, foi o principal assunto do Resenha da Rodada desta segunda-feira (10).

Em duas oportunidades durante o jogo, Neymar chamou a atenção do zagueiro Zé Ivaldo. No intervalo, ao analisar o rendimento do time, o craque disse que “no terço final tem que me procurar mais, é a única forma de fazer gol”.

Por fim, ao ser substituído no fim do 2º tempo, Neymar gesticulou em direção ao banco de reservas e foi direto para o vestiário.

As atitudes do craque santista no último domingo (10) foram duramente criticadas pelo ex-zagueiro Luisão durante o Resenha da Rodada.

“Lamentável o comportamento que ele teve em campo. Uma falta de respeito enorme não só com o companheiro, mas também com o treinador quando o substituiu. Lamentável. Foi feio ele sair do meio-campo, ficou ridículo ele ir até o goleiro pegar a bola. É lamentável porque é um ídolo brasileiro, mas infelizmente temos que acabar condenando as atitudes que ele vem tendo”, disparou.

O ex-atacante Luis Fabiano disse que as atitudes de Neymar acabam complicando ainda mais a situação do Santos na luta contra o rebaixamento.

“É complicado falar de um ídolo, um cara que é protegido por muita gente, mas um líder não pode ter essas atitudes. Isso acaba minando o time. Por mais que ele seja ídolo, o pilar do time, o último grande jogador, os próprios companheiros vão ficando de saco cheio das atitudes. Se tudo der errado no Santos, você acha que vai acontecer alguma coisa para o Neymar? Vai sobrar para os outros”, comentou.

“Ele está fazendo coisas ruins para o time. Se ele quer tirar melhor do companheiro não é xingando, é incentivando. Xingando, brigando, desse jeito não vai conseguir”, afirmou Luis Fabiano.

Faltando seis partidas para o fim do Brasileirão, o Santos está na zona de rebaixamento, em 17º lugar, com 33 pontos, a dois do Vitória.

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