O Bola da Vez deste sábado (1º) vai receber Duda Arakaki e Camila Ferezin, campeãs do Mundial de Ginástica Rítmica com a seleção brasileira. Você acompanha às 21h (de Brasília) no Disney+.
Em alta após o título, o Brasil iniciou o primeiro ano do ciclo olímpico dando mostras do que o torcedor pode sonhar para Los Angeles 2028. Segundo a treinadora Ferezin, a seleção vai dar trabalho.
“Já somos cotados entre os melhores times dos últimos anos. Essa briga vem, mas foi a primeira vez que conquistamos no Mundial. É importante, no primeiro ano do ciclo olímpico. Vamos dar trabalho”, prometeu Ferezin.
Ainda no programa, Duda Arakaki comentou como é o seu papel sendo a capitã da equipe. Vale lembrar que ela tem apenas 22 anos, mas já é uma referência na seleção.
“É muito gratificante ser a capitã. Foi desafiador, algo muito novo. Ninguém nasce sabendo. Camila sempre foi uma inspiração para mim. Não era muito brava, só quando precisa. O papel é mais de um vínculo entre as atletas e a treinadora”, finalizou.
Situação foi resolvida em minutos, informou Metrô de SP
ALEXANDRE PELEGI
A circulação dos trens da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo está com velocidade reduzida e maior tempo de parada na manhã deste sábado, 1º de novembro de 2025.
Segundo a companhia, o problema foi causado por falha em um trem na estação Santa Cecília.
A ocorrência teve início às 09h13. As equipes do Metrô estão trabalhando para a normalização da operação.
A Linha 3-Vermelha liga as estações Palmeiras-Barra Funda e Corinthians-Itaquera, transportando diariamente mais de 1 milhão de passageiros, segundo dados da companhia do Metrô de SP.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Motorista do caminhão morreu no local; ônibus transportava funcionários de uma fazenda que retornavam do trabalho
ALEXANDRE PELEGI
Um grave acidente entre um ônibus que transportava trabalhadores e um caminhão deixou uma pessoa morta e pelo menos 15 feridas na noite desta sexta-feira (1º), na rodovia ES-248, entre os municípios de Linhares e Rio Bananal, no norte do Espírito Santo.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o ônibus — que levava funcionários da Fazenda Novelli de volta para casa — seguia em direção a Linhares, enquanto o caminhão trafegava no sentido oposto, para Colatina. A colisão frontal aconteceu no km 1 da via.
Com o impacto, o condutor do caminhão, Wesley da Silva Gonçalves, de 42 anos, morreu no local. O ônibus ficou atravessado na pista, bloqueando os dois sentidos da rodovia, enquanto o caminhão tombou às margens da via.
Equipes de resgate e emergência chegaram rapidamente ao local e iniciaram o atendimento às vítimas. O motorista do ônibus, Edivaldo Lopes de Souza, ficou preso às ferragens, com ferimentos graves, sendo encaminhado em estado crítico ao Hospital Rio Doce, em Linhares, onde veio a falecer.
Outros trabalhadores também sofreram ferimentos e foram socorridos para unidades hospitalares da região — parte deles para o Hospital Rio Doce e os demais para o Hospital Geral de Linhares. No total, 15 pessoas foram encaminhadas para atendimento médico.
A rodovia ficou interditada durante o trabalho das equipes de resgate e da perícia. As causas do acidente ainda serão investigadas pela Polícia Civil do Espírito Santo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Estúdio no Arena ANTP-2025. Niege Chaves foi entrevistada pelo produtor Luiz Romagnoli
Empresária e vice-presidente do Grupo MobiBrasil destaca em entrevista a importância de manter o propósito coletivo, investir em infraestrutura e acreditar no papel transformador da mobilidade urbana
ALEXANDRE PELEGI
Gravada diretamente da Arena ANTP 2025 nesta quinta-feira, 30 de outubro de 2025, a entrevista conduzida pelo produtor Luiz Romagnoli com Niege Chaves, empresária e vice-presidente do Grupo MobiBrasil, sintetiza em bons minutos de conversa a energia e a visão de quem transformou o transporte público em vocação de vida.
“Eu sempre falo que não saio para trabalhar — saio para me divertir”, resume. “Todo dia acordo feliz porque vou fazer alguma coisa nova que vai melhorar a vida de alguém.”
“A indústria brasileira está reagindo muito bem às transformações”
Niege destaca o papel da Arena ANTP como um termômetro do setor.
“É maravilhoso ver a indústria brasileira reagindo tão bem às transformações. Quantos ônibus elétricos, quantos carregadores, quantas empresas nacionais e multinacionais vindo ao Brasil gerar emprego. O importante é manter a linha — sabendo que a gente tem parada. Eu brinco que a gente não é metrô, que anda só expresso: a gente para, faz transbordo e segue por outro caminho.”
“Não existe transporte público bom sem infraestrutura”
Ao relembrar a implantação do BRT de Recife, Niege alterna entre o orgulho e o realismo de quem liderou um dos primeiros projetos integrados de mobilidade do país.
“Não sei se foi pioneirismo ou loucura”, brinca. “Mas eu dizia desde o começo: não dá para melhorar o transporte público só comprando ônibus novos com ar-condicionado e sistema de informação. Se não tiver infraestrutura, se não tiver capilaridade, se não tiver sistema integrado, não adianta.”
O resultado, diz, valeu cada desafio:
“Hoje o BRT transporta quase 100 mil passageiros por dia. É um serviço super bem avaliado, às vezes até mais do que o trilho. Transformou a vida de muita gente. Claro que tem problemas, mas o importante é que está de pé — e continua evoluindo.”
“Nosso DNA é mobilidade”
A executiva descreve a estrutura atual do Grupo MobiBrasil, dividido em três frentes principais — tecnologia, transporte público e infraestrutura urbana —, todas com um propósito comum: a mobilidade coletiva.
“Outro dia me ligaram oferecendo um negócio bom na área de saneamento. Eu disse: ‘Desculpa, eu não nasci pra cuidar de merda’. Nosso DNA é mobilidade, é ser coletivo”, diz com humor.
Entre os projetos tecnológicos, Niege cita o eXploreAI, plataforma de gestão e manutenção de frotas a diesel e elétricas, e o fortalecimento da Primova, empresa de inovação em mobilidade.
“Ônibus não pode quebrar e não pode atrasar. A frota tem que estar disponível. É isso que garante qualidade.”
Já na infraestrutura urbana, o grupo investe em terminais sustentáveis, com recarga elétrica, banheiros limpos e espaços seguros:
“Um terminal limpo e seguro é o que as pessoas merecem. É ali que começa a dignidade do transporte.”
“Dados abertos são fundamentais para planejar uma mobilidade melhor”
Fundadora do Cittamobi, aplicativo que revolucionou a forma como milhões de usuários acompanham seus ônibus em tempo real, Niege defende a integração entre tecnologia e gestão pública.
“O aplicativo nasceu do desejo de dar informação ao passageiro. Hoje ele mostra horário de ônibus, trem, metrô. Mas precisamos ir além — os dados precisam ser abertos, disponíveis para todos, para planejar uma mobilidade melhor.”
E completa:
“Com dados abertos, podemos discutir tarifa zero, tarifa única, sistemas integrados. Já temos muitas radiografias — agora precisamos de uma junta médica com governo, empresas e sociedade para decidir o Brasil que queremos.”
“Eu quero um Brasil coletivo”
Questionada sobre o futuro que deseja, Niege não hesita:
“Eu quero um Brasil coletivo, onde as pessoas tenham orgulho das suas cidades. Onde o carro seja privilégio, mas o transporte público tenha prioridade. O ônibus, o metrô, o VLT e as barcas têm que ser desenvolvidos para facilitar a vida de quem mora longe. O individual não pode travar o coletivo.”
“Cada um no seu papel pode fazer um pouco mais”
Mesmo otimista, ela reconhece os desafios da política e da gestão pública, mas acredita na força do propósito compartilhado:
“É responsabilidade de todos: do motorista que acorda às 3h, do mecânico, do gestor e do empresário. Cada um tem seu papel. E juntos, a gente é muito mais forte.”
Com o novo marco regulatório, Niege diz ver um momento de reconstrução da confiança e dos contratos.
“Entra governo, sai governo, mas o bem que é feito para a cidade tem que ficar. A obra fica, o pagamento fica. É isso que dá segurança para investir.”
“A soma das partes é maior que o todo”
Sobre expansão e novos projetos, a empresária cita os estudos em curso para participar de PPPs de terminais urbanos, e a busca por novas oportunidades no Brasil e na América Latina.
“Estamos estudando os projetos do BNDES para entender onde podemos contribuir. Não dá pra fazer tudo, mas dá pra fazer bem feito, em parceria. A soma das partes é maior que o todo.”
E conclui com o espírito que define sua trajetória:
“Essa energia não é minha. É de um time enorme, um empurrando o outro. Às vezes a gente dá umas cotoveladas (risos), mas tem um propósito comum: deixar um legado. E eu tenho certeza de que a gente tá fazendo o nosso melhor para deixar alguma coisa boa na sociedade.”
PODCAST DO TRANSPORTE
O Podcast do Transporte é um produto do Diário do Transporte em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Para o consultor Ilo Löbel da Luz, especialista em regulação da ANTT, a Resolução 6.033/2023 marcou o fim do balcão nas rodoviárias e inaugurou uma disputa decisiva entre viações e marketplaces pelo domínio do relacionamento com o passageiro.
ALEXANDRE PELEGI
Durante décadas, o guichê da rodoviária foi o coração comercial das empresas de transporte. Era o ponto de contato, o símbolo da marca e o espaço onde se construía confiança com o passageiro. Esse tempo, avalia o consultor Ilo Löbel da Luz, ficou para trás.
“O online já ganhou. A venda digital ultrapassou a física. Isso não é mais o futuro — é o presente. E a inteligência artificial vai acelerar essa mudança de forma brutal”, afirma Löbel.
Segundo ele, a Resolução ANTT nº 6.033/2023 selou o fim do modelo tradicional ao extinguir a obrigatoriedade do guichê físico e reconhecer oficialmente o ponto de venda digital, seja ele próprio ou terceirizado. Para o especialista, a migração das bilheterias para o ambiente online redefiniu o poder no setor: quem controla o canal digital passa a controlar também o cliente.
“Quando o passageiro compra no marketplace, ele não é seu cliente — é cliente do marketplace”, alerta. “A viação vira apenas a transportadora. É o risco máximo da comoditização.”
Löbel defende que o “guichê digital” se tornou o principal ativo estratégico das empresas de transporte rodoviário.
“A disputa por esse canal não é questão de TI ou marketing. É questão de sobrevivência. Ou a viação é dona do seu canal de vendas e do relacionamento com o passageiro, ou será refém de quem é.”
Na visão do consultor, a próxima fase da transformação já começou: o passageiro “pede” e a IA “entrega”.
“O dono do cliente será quem dominar os dados, o algoritmo e a experiência”, conclui.
O balcão físico virou aplicativo — e a corrida pelo controle desse novo território digital está em pleno andamento.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Neymar é a grande novidade na lista de relacionados do Santos para o confronto direto contra o Fortaleza, neste sábado (1), às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A reportagem apurou que houve uma conversa nesta sexta-feira (31) para definir se Neymar seria ou não relacionado. Como vem treinando bem, o craque santista pediu para estar no jogo diante do Fortaleza.
Uma avaliação feita pela comissão técnica junto com o departamento médico e físico definiu por relacionar Neymar, que deve iniciar no banco e ganhar minutos durante a partida na Vila Belmiro.
Por causa de uma lesão no músculo femoral da coxa direita, o camisa 10 do Santos não atua desde o dia 14 de setembro, quando participou do empate com o Atlético-MG, por 1 a 1, pela 23ª rodada do Brasileirão.
Principal reforço do Santos na temporada, Neymar vem tendo dificuldades para emplacar uma sequência de jogos em virtude de problemas físicos. Ao todo, são 21 partidas e seis gols, além de três assistências.
O Santos aposta em Neymar nesta reta final de Brasileirão para escapar do rebaixamento. Em 16º lugar, o Peixe tem 32 pontos.
Prefeituras seguem percentuais próximos: Palhoça adota 9,09%, enquanto São José aplica 8,33%; reajustes entram em vigor no mesmo dia
ALEXANDRE PELEGI
As prefeituras de Palhoça e São José, na Região Metropolitana de Florianópolis, publicaram decretos reajustando as tarifas do transporte coletivo urbano, com vigência a partir deste domingo, 2 de novembro de 2025.
Palhoça
De acordo com o Decreto nº 3.787, de 29 de outubro de 2025, a tarifa das linhas municipais operadas pela Jotur – Auto Ônibus e Turismo Palhocense Ltda. foi reajustada em 9,09%, conforme o índice aprovado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC) por meio da Resolução nº 363/2025.
Com o novo valor, a tarifa digital passa a R$ 6,23, enquanto a tarifa em dinheiro será de R$ 6,50. O último reajuste havia ocorrido em dezembro de 2024.
O município, que possui 175 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE 2024, é atendido por uma frota de aproximadamente 90 ônibus em 26 linhas municipais. O sistema é operado de forma exclusiva pela Jotur, também responsável pelas ligações intermunicipais entre Palhoça, Florianópolis e São José.
São José
Já em São José, o Decreto nº 23.424, de 16 de outubro de 2025, reajustou em 8,33% as tarifas do transporte coletivo municipal, com o valor unificado fixado em R$ 6,50. O documento cita que a atualização segue a defasagem tarifária apontada pela planilha ANTP e o reajuste de 9,09% adotado pelo Estado nas linhas intermunicipais que passam pelo município.
A cidade, com 250 mil habitantes (IBGE 2024), é atendida por cerca de 110 ônibus, operados principalmente pela Empresa Biguaçu e pela própria Jotur, sob regime de concessão. O sistema integra-se ao transporte metropolitano da Grande Florianópolis, atendendo a cerca de 40 mil passageiros por dia útil.
Panorama metropolitano
Com os reajustes, Palhoça e São José passam a ter tarifas alinhadas — ambas no patamar de R$ 6,50 para pagamento em dinheiro.
A atualização ocorre em um contexto de recomposição inflacionária e de adequação contratual, acompanhando os reajustes homologados pela ARESC para o transporte urbano e intermunicipal em Santa Catarina.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
A partir de 3 de novembro, medida padroniza cobrança e busca facilitar o reingresso de usuários ao sistema, reforçando caráter social do transporte público
ALEXANDRE PELEGI
A partir da próxima segunda-feira, 3 de novembro de 2025, a emissão de novas vias de cartões da família Bilhete Único (BU) em Campinas passa a ter valor fixo equivalente a uma tarifa vigente, hoje R$ 6,20. A mudança foi definida pela Secretaria de Transportes (Setransp), em conjunto com a Emdec, e conta com o apoio da Transurc.
Atualmente, o custo de reposição do cartão é progressivo — aumenta conforme o número de emissões. O novo modelo acaba com essa escalada: independentemente de ser segunda, terceira ou quarta via, o valor será o mesmo.
“A adoção desse único valor, que é fixo, reduz barreiras; facilita o uso e o reingresso do usuário ao sistema; e reforça o caráter social, público e indutor da Mobilidade Urbana”, afirma o secretário de Transportes, Fernando de Caires.
O presidente da Emdec, Vinicius Riverete, complementa que a medida “reduz a barreira financeira e está alinhada com os princípios da Política Nacional de Mobilidade Urbana”.
Regras e prazos
A emissão do primeiro cartão continua gratuita. Também não haverá cobrança em caso de defeito de fabricação. A nova via será entregue em até dois dias úteis, e o saldo remanescente será transferido automaticamente. Se o cartão anterior tiver sido emitido há mais de cinco anos, a nova via também será gratuita.
Tipos de Bilhete Único
Campinas possui sete modelos: Comum (vermelho), Vale-Transporte (verde), Escolar (azul), Gratuito e Gratuito Idoso (roxo), Especial (laranja) e Universitário (cinza). Todos são pessoais e intransferíveis.
A Transurc é responsável pela emissão dos cartões. Dúvidas podem ser esclarecidas em www.transurc.com.br.
Tarifa e integração
O Bilhete Único permite integração entre linhas dentro de duas horas, oferecendo agilidade, economia e segurança.
A tabela de tarifas vigentes pode ser consultada no site da Emdec, em www.emdec.com.br, seção “Transporte → Tarifas vigentes”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Sessão pública será no dia 26 de novembro; projeto contempla valorização arquitetônica e luminotécnica de um dos principais marcos históricos de São Paulo
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) publicou no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (31) o Aviso de Licitação LC01125, que trata da contratação de serviços técnicos especializados de engenharia para a implantação de iluminação cênica na Estação da Luz, em São Paulo.
A sessão pública ocorrerá no dia 26 de novembro de 2025, às 10h, na Rua Boa Vista, nº 162, Edifício Cidade IV, 4º andar, Centro da capital paulista, sede da companhia.
Segundo o documento, a licitação será presencial, no modo aberto, com critério de julgamento pelo maior desconto sobre o valor orçado pela CPTM. O contrato terá prazo de 12 meses a partir da emissão da Ordem de Serviço (O.S.) e da aprovação do plano de trabalho.
Intervenção em patrimônio tombado nas três esferas
A Estação da Luz é uma das edificações mais emblemáticas da capital paulista. Localizada na Praça da Luz, região central de São Paulo, foi inaugurada em 1865 e construída com materiais importados da Inglaterra, França e Escócia.
Desde 1994, a estação é administrada pela CPTM e integra o conjunto ferroviário que conecta as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 13-Expresso Aeroporto, além de se integrar ao Metrô (linhas 1-Azul e 4-Amarela).
Com 22.169,86 m² de área construída, o complexo é tombado pelos três principais órgãos de preservação do patrimônio: CONDEPHAAT (estadual), IPHAN (federal) e CONPRESP (municipal). Por se tratar de uma intervenção em bem tombado, os projetos de iluminação foram previamente aprovados por todas as instâncias:
IPHAN – Processo nº 01506.003574/2019-20
CONDEPHAAT – Processo nº 010.00005912/2024-16 (DOE de 31/10/2024)
CONPRESP – Processo nº 6025.2024/0024110-4 (DOC de 27/03/2025)
Detalhes do projeto de iluminação cênica
O escopo do contrato prevê a implantação de um sistema de iluminação cênica de alta eficiência e precisão arquitetônica, com o objetivo de destacar os arcos em alvenaria do mezanino, os arabescos metálicos e as estruturas que sustentam a cobertura da gare da estação.
Serão instalados projetores lineares e circulares com tecnologia LED RGBW, todos dimerizáveis e com controle de intensidade luminosa. Isso significa que as luminárias utilizam LEDs capazes de emitir luz nas cores vermelho (R), verde (G), azul (B) e branco (W), permitindo criar diferentes tonalidades e efeitos de iluminação com alta precisão e baixo consumo de energia. Já o termo “dimerizáveis” indica que a intensidade da luz pode ser ajustada, ou seja, o brilho pode ser aumentado ou reduzido conforme a necessidade, garantindo controle visual, economia e valorização estética do ambiente iluminado.
As luminárias terão acabamento na cor marrom cortem, harmonizada com a estrutura metálica original, enquanto as demais infraestruturas seguirão o padrão cromático do plano de fundo. Para as cores diferentes do branco e do âmbar, o edital estabelece limite de 50% da potência máxima, a fim de preservar o equilíbrio visual e evitar saturação luminosa.
Execução técnica e responsabilidades
A empresa vencedora deverá realizar, sem custo adicional, uma inspeção preliminar antes do início das atividades, com o objetivo de reconhecer as condições locais, mapear estruturas e planejar as intervenções.
Entre as atribuições estão:
fornecimento, transporte, fabricação, instalação e montagem dos equipamentos;
elaboração de projetos “As built”, que consiste em atualizar os desenhos e documentos técnicos da obra para refletir exatamente como ela foi executada — incluindo eventuais ajustes feitos durante a construção. Em outras palavras, é o registro fiel da obra pronta, servindo como referência técnica para futuras manutenções, ampliações ou auditorias.
montagem e desmobilização de canteiro;
execução completa das obras e intervenções necessárias;
apresentação prévia de laudos técnicos e ensaios laboratoriais que comprovem a conformidade dos materiais e equipamentos.
A CPTM exige ainda que todos os materiais e luminárias sejam certificados por laboratórios reconhecidos e idôneos, com garantias técnicas e compatibilidade com as normas internas da companhia.
Patrimônio, tecnologia e valorização urbana
O projeto integra o conjunto de ações da CPTM voltadas à modernização de suas estações históricas, conciliando preservação patrimonial e eficiência energética.
A nova iluminação da Estação da Luz busca realçar o valor simbólico do edifício, aumentar a segurança noturna e ressignificar o espaço urbano, reforçando o protagonismo da ferrovia na memória paulistana.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O executivo de futebol Frontini não segurou as lágrimas ao falar do rebaixamento do Paysandu na Série B do Brasileirão.
A queda do Papão para a Série C foi sacramentada na noite desta sexta-feira (31), com a derrota para o Atlético-GO, por 2 a 1, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, pela 35ª rodada.
Na lanterna, com apenas 27 pontos, o Paysandu tem mais três partidas e está a 10 pontos do Athletic, que é o primeiro time fora da zona de rebaixamento.
Anunciado em maio como executivo de futebol do Paysandu, Frontini foi o responsável por conceder a entrevista coletiva depois da queda. E não conteve a emoção.
“É difícil falar, porque chega em um momento como esse que a gente não tem nem cabeça. Eu estou com meus meninos aqui, que vieram no jogo, eles reclamaram uma vez que nunca me viram chorar e estão vendo eu chorar de tristeza”, desabafou o dirigente.
“Primeiro é pedir desculpas. Matematicamente estamos rebaixados. É um momento delicado para uma instituição tão grande como é o Paysandu. A gente não conseguiu deixar o time na Série B, mas a gente tem que ter coragem e vim aqui, continuar se comunicando, o torcedor merece esse respeito. A gente precisa seguir, o clube é grande, precisa se reorganizar, para voltar o ano que vem forte”, afirmou.
“O cara que nesse momento aqui não sentir nada, vai pra outra profissão, vai fazer outra coisa da vida dele, porque pode ter certeza que ele está no lugar errado. Não pode passar de uma forma normal assim. Isso aqui é muito grande, muito importante, vale muito, vocês não sabem como os funcionários dependem disso aqui, pessoas simples. Quem ficar vai ter que reconstruir o clube, essa é a verdade”, completou Frontini.
O dirigente citou Corinthians, Palmeiras e Vasco como exemplos de clubes que se reconstruíram após caírem no Brasileirão. Frontini, porém, alertou para as dificuldades que o Paysandu vai encontrar na Série C de 2026.
“Grandes clubes já passaram por isso, Corinthians, Palmeiras hoje que é um exemplo de gestão, Vasco, o próprio Atlético-GO da A para a B, Vila Nova, Goiás… Grandes equipes se reconstruíram, dói, é difícil, mas tem que seguir”, comentou.
“Tem que começar urgentemente planejar ano que vem, futebol não é brincadeira. A Série C de hoje não é a Série C de cinco anos atrás, é totalmente diferente. Vimos o quadrangular final, grandes campeões ficaram pra trás. Não adianta ficar atirando em ninguém agora, porque não vai resolver a situação. A situação é se reorganizar e vim forte ano que vem. O Paysandu sempre será grande, mas nós conseguimos manchar a história desse clube”, finalizou o dirigente.
Apenas cumprindo tabela nas rodadas finais, o Paysandu vai enfrentar Coritiba (casa), Amazonas (casa) e Athletic-MG (fora).