Medida busca proteger a população em situação de rua com acolhimento, alimentação e suporte até quarta-feira (22)
YURI SENA
Com a previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, o Governo de São Paulo iniciou neste domingo, 19 de outubro de 2025, a partir das 19h, uma ação emergencial de acolhimento à população em situação de rua. O abrigo solidário funcionará na Estação Pedro II, da Linha 3–Vermelha do Metrô, e seguirá aberto até a manhã de quarta-feira (22).
A iniciativa é coordenada pela Defesa Civil do Estado, em parceria com o Metrô de São Paulo, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a Secretaria de Desenvolvimento Social e o Fundo Social de São Paulo. O objetivo é garantir proteção e abrigo durante o período de frio intenso previsto para diversas regiões do estado.
De acordo com o Boletim Meteorológico Especial da Defesa Civil, as mínimas podem chegar a 8°C na Grande São Paulo, 5°C na Serra da Mantiqueira, 9°C no Vale do Ribeira e nas regiões de São José dos Campos e Itapeva, e 10°C em Sorocaba e Campinas. Em outras localidades, como Bauru, Araraquara, Franca e Ribeirão Preto, as temperaturas devem variar entre 11°C e 12°C, enquanto o litoral terá mínimas próximas de 14°C.
Durante o período de funcionamento, o abrigo oferecerá alimentação, colchões, cobertores e atendimento humanizado, além de permitir a entrada de animais de estimação, que também recebem cuidados adequados. A ação reforça o compromisso do governo com a proteção das populações mais vulneráveis diante de eventos climáticos extremos.
Na saída pela manhã, os acolhidos receberão tickets para café da manhã no restaurante Bom Prato da Rua 25 de Março, ampliando a rede de apoio social durante os dias de frio.
Grupo português construirá e operará a ligação submersa entre as duas margens do estuário, com faixas para ônibus, VLT, pedestres e ciclistas
ALEXANDRE PELEGI
A Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo oficializou a vitória definitiva da Mota-Engil Latam Portugal S.A. na Concorrência Internacional referente à concessão patrocinada para construção, operação e manutenção do Túnel Imerso Santos–Guarujá. O ato foi publicado no Diario Oficial, edição de 16 de outubro de 2025.
O comunicado informa que, esgotado o prazo recursal previsto no edital e não havendo interposição de recursos, a Mota-Engil foi declarada vencedora do certame, por ter atendido “plena e satisfatoriamente a todas as condições e exigências de habilitação”.
A licitação, conduzida pela Comissão de Contratação designada pela Resolução Conjunta SPI/ARTESP/CPP nº 002/2025, foi um dos marcos do programa de concessões do governo paulista.
Leilão na B3 e proposta vencedora
O leilão da PPP foi realizado em 5 de setembro de 2025, na sede da B3, em São Paulo. Duas concorrentes apresentaram propostas: a espanhola Acciona Concesiones S.L. e o grupo português Mota-Engil Latam Portugal S.A., que venceu com desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública anual máxima, fixada em R$ 438,3 milhões.
De acordo com o edital, o investimento total estimado é de cerca de R$ 6,8 bilhões, sendo aproximadamente R$ 5,1 bilhões provenientes de recursos públicos (Estado e União). O prazo de concessão será de 30 anos, no modelo de Parceria Público-Privada (PPP) patrocinada, em que o parceiro privado realiza os investimentos e recebe parte da remuneração do poder público. Relembre:
Grupo Português Mota-Engil Latam Portugal S.A. vai construir e operar túnel imerso entre Santos e Guarujá que terá vias para ônibus e um VLT
Estrutura do túnel e integração com o transporte coletivo
Com 1,5 km de extensão total — sendo 870 m de trecho submerso e 630 m de acesso em superfície e elevado —, o túnel ligará as regiões de Santos e Guarujá através do estuário, permitindo uma travessia em poucos minutos, substituindo a atual balsa, que leva cerca de 20 minutos.
O projeto prevê três faixas por sentido para veículos, vias exclusivas para ônibus, um eixo central para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), além de passagens para pedestres e ciclistas.
A estimativa é que o túnel atenda até 80 mil pessoas por dia, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento e aumentando a integração entre os sistemas de transporte urbano e portuário da Baixada Santista.
Engenharia inédita no Brasil
O túnel será o primeiro do tipo imerso da América do Sul. A tecnologia consiste na fabricação de módulos de concreto pré-moldados em um estaleiro, posteriormente flutuados, posicionados e submersos no canal até serem encaixados no leito do estuário.
O método, amplamente usado em países europeus e asiáticos, permite menor interferência na navegação e maior durabilidade da estrutura. A previsão é que as obras tenham início em 2026, após assinatura do contrato e liberação das licenças ambientais.
Marco histórico para a Baixada Santista
O Túnel Santos–Guarujá é uma reivindicação de mais de um século, tendo sido proposto em diferentes governos e formatos desde o início do século XX. A atual modelagem, elaborada pela SPI e pela ARTESP, foi estruturada para garantir viabilidade técnica e financeira e tornar o empreendimento uma referência em mobilidade urbana e integração logística portuária.
Com a definição da Mota-Engil como vencedora definitiva, o projeto entra em sua fase final de formalização contratual e deve ser o maior investimento em mobilidade urbana do litoral paulista nas próximas décadas.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em Transportes
Órgão gestor da malha rodoviária deve manter posicionamento de ser contra tese de que linhas são ativos da empresa. Já Conselho vinculado ao Ministério da Justiça analisa possibilidades de concentração de mercado
ADAMO BAZANI
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que regula, entre outros serviços, a malha de ônibus rodoviários interestaduais no País, e o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), vinculado ao Ministério da Justiça, preparam as manifestações para a Justiça destravar o leilão da chamada UPI (Unidade de Produção Individual) da falência do Grupo Itapemirim. Esta UPI contempla 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), 39 guichês rodoviários; 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor); e duas marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.
Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 09 de outubro de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu o leilão destes ativos do Grupo Itapemirim, que tinha sido remarcado pela administradora judicial da falência, a EXM Partners. A concorrência começaria em 10 de novembro de 2025.
A agência reguladora da malha rodoviária deve manter o posicionamento de ser contra tese de que linhas são ativos da empresa.
Para a ANTT, linhas de ônibus pertencem à União e não a entes particulares. Por isso mesmo não devem ser leiloadas. Além disso, para a agência, estas linhas tiveram as autorizações invalidadas, ou seja, não poderiam mais estar em execução.
Já Conselho vinculado ao Ministério da Justiça analisa possibilidades de concentração de mercado.
Grandes empresas que atuam no mercado rodoviário e que já demonstraram interesse na malha da Itapemirim, como a Viação Águia Branca e companhias que integram o Grupo Comporte, liderado pela família do fundador da GOL Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira, a exemplo da Expresso União e Nossa Senhora da Penha, também operam em trechos atendidos pela Itapemirim, como rotas entre Rio de Janeiro e São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, Paraná e São Paulo, que estão entre as mais movimentadas do País e entre as mais concorridas.
Caberá ao CADE analisar quais as linhas onde pode haver maior concentração de mercado e quais os grupos econômicos potenciais arrematantes atuam nestas rotas rodoviárias.
Além de esperar estas manifestações para destravar o leilão, que já deveria ter ocorrido entre 2023 e 2024, o juiz na decisão que suspendeu a concorrência destacou que, apesar de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ter recomendado o leilão o mais rapidamente possível, há ao menos cinco decisões judiciais em São Paulo que liminarmente (de forma provisória, até o julgamento final) suspenderam a disputa. – Relembre:
O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.
Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.
Leilão Itapemirim: Após determinação judicial, leiloeira informa sobre suspensão da concorrência
ata para publicação de novo edital ainda não foi marcada. EXM deve recorrer
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A leiloeira MegaLeilões, responsável por fazer as sessões para disputa entre possíveis empresas interessadas em assumir definitivamente 125 linhas de ônibus interestaduais, veículos usados, guichês e marcas do Grupo Itapemirim, que teve falência decretada em 21 de setembro de 2022, mudou o status da concorrência, que havia sido marcada para a partir de 10 de novembro de 2025, para Leilão Sustado.
A empresa de Leilão teve de seguir ordem judicial. Como, em primeira mão e de forma exclusiva, mostrou o Diário do Transporte, na última quinta-feira, 09 de outubro de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu o leilão destes ativos do Grupo Itapemirim.
Segundo fundamentou o magistrado, responsável pelo processo de falência, na primeira instância, há liminares que impedem a realização da concorrência e que a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que pediu brevidade na realização do leilão não anula estas liminares.
Relembre
SUSPENSO leilão da Itapemirim que tinha sido marcado para 10 de novembro de 2025 – EM PRIMEIRA MÃO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE:
O edital tinha uma atualização do valor.
A avaliação anterior fixou como lance mínimo na primeira praça (primeira data de sessão), R$ 97, 2 milhões. Desta vez, o edital, que vai ser revisto, previa o valor de R$ 101,1 milhões, considerado baixo também pelo mercado.
O magistrado ainda destacou que devem se manifestar no processo o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça, o Ministério Público e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que regula o setor, sobre o novo edital sugerido pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners.
O leilão, previsto em lei para angariar recursos aos credores (hoje as dívidas das antigas administrações do Grupo Itapemirim chegam a R$ 2,9 bilhões), ainda deve dar muita polêmica na Justiça.
A EXM Partners deve recorrer para valer seu edital sugerido.
A Suzantur, empresa de ônibus de Santo André (SP), que desde 04 de março de 2023 opera as linhas por arrendamento, quer que seja mantida as vantagens no leilão previstas no contrato original das operações, como usar 50% dos valores investidos para o arrendamento ou ser ressarcida integralmente caso perca o leilão.
A dúvida é que o contrato é de dois anos e, levando em conta que passou a valer desde 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT autorizou as operações, já teria vencido. Porém, o contrato foi prorrogado por 180 dias (o que também já expirou) ou até a finalização do leilão (o que ocorrer primeiro).
A Suzantur tem de pagar por mês, de acordo com o contrato, R$ 200 mil pelo arrendamento ou 1,5% sobre as receitas líquidas das vendas físicas de passagens, o que render mais dinheiro para os credores.
Não bastasse isso, a Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), conseguiu um novo contrato de arrendamento em primeira instância na Justiça Paulista sob o argumento que o prazo da Suzantur acabou.
A empresa capixaba teve homologada na Justiça de São Paulo a proposta de R$ 3,02 milhões por mês por dois anos (com correções monetárias) ou até o fim do leilão definitivo também. Porém, a Suzantur conseguiu no STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspender essa decisão.
ÁGUIA BRANCA E TRANSIÇÃO:
A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, voltou a enfatizar à Justiça que tem plenas condições, tanto financeiras, estruturais e operacionais, de iniciar de imediato o arrendamento, não tudo de uma vez, mas cumprindo a transição de até 60 dias.
Como mostrou o Diário do Transporte, de maneira exclusiva, no dia 24 de junho de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais , do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendeu recurso das Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da atual arrendatária, Suzantur, companhia de Santo André (SP), que opera desde 04 de março de 2023, após obter o direito de utilizar as linhas, estruturas e marcas do Grupo Itapemirim por dois anos, na mesma decisão em que a Justiça decretou a falência do conglomerado em 21 de setembro de 2022.
Em 30 de junho de 2025, o STJ esclareceu que uma decisão da corte sobre a manutenção da prorrogação do arrendamento em prol da Suzantur perdeu o objeto com a extinção da liminar que favorecia a empresa do ABC e, com isso, se quisesse, a Águia Branca poderia assumir.
O juiz de São Paulo estipulou algumas condicionantes, como o prazo de transição ser obrigatoriamente de 60 dias, não opcionalmente, e o primeiro pagamento ocorrer me 45 dias após o início do arrendamento.
A Águia Branca já manifestou concordância com todas as exigências.
Enquanto isso, a Suzantur tenta reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e restabelecer a prorrogação do arredamento.
O período de dois anos deste contrato da Suzantur passou a ser considerado a partir de 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou as operações, portanto, já venceu. A Suzantur conseguiu prorrogar o arrendamento por mais 180 dias, mas pouco antes do prazo regular vencer, outros grupos empresariais apresentaram novas propostas, em valores superiores, para um novo arrendamento. Enquanto a Suzantur paga um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.
Entre o fim de 2024 e início de 2025, concorrentes da Suzantur apresentaram propostas com valores superiores para um novo arrendamento
As propostas foram:
– Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;
– Grupo Comporte, pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens
– Íntese Empreendimentos, do dono da falida Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos.
A Justiça então desclassificou a proposta da Íntese por não atendimento de critérios técnicos e, homologou da Águia Branca. Se a empresa não aceitasse as novas condições, o Grupo Comporte poderia assumir se quisesse.
A Águia Branca concordou com todas as condições.
As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas de R$ 2,9 bilhões. Após receber autorização da reguladora federal, ANTT (Agência nacional de Transportes Terrestres), em 27 de fevereiro de 2023, a Suzantur colocou o primeiro ônibus para fazer viagem em 04 de março de 2023, no trecho entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O Diário do Transporte acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade.
LEILÃO NÃO VAI NEM “ARRANHAR A SUPERFÍCIE” DE DÍVIDAS DO GRUPO ITAPEMIRIM
O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.
Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.
As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.
A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:
Sala-vip: A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.
O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros
VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis
CCO: Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –
EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA
Ônibus históricos: Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:
VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim
Ônibus Zero Quilômetro: De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro. Relembre um dos lotes:
VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro
Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.
Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS
Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. Diário do Transporte obteve dados e imagens exclusivas
ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA
NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:
A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.
O Diário do Transporte teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.
Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².
Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como “Parque Rodoviário Inédito no Brasil”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.
PARA O PASSAGEIRO: O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.
O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.
HOTELARIA PARA MOTORISTAS: Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.
ESTACIONAMENTO TÁTICO: A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.
NOVOS NEGÓCIOS: Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.
LOGÍSTICA E ENCOMENDAS: A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter
TI COM ESPAÇO PRÓPRIO: O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.
MANUTENÇÃO: Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.
A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.
MAIS EMPREGOS: A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.
INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:
Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.
“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar”
A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva
*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”* – disse
Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.
AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP
Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva
A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.
Dimensões do complexo:
Área atual: 5.917 m²
Área da ampliação: 7.839 m²
Área total consolidada: 13.756 m²
Principais melhorias e ampliações previstas:
Ampliação do Centro de Encomendas:
A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.
Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:
Será implementado um ambiente de alto padrão com:
Toaletes acessíveis;
Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;
Área de descanso;
Espaço coworking;
Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.
Novo Refeitório Ampliado:
Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.
Expansão Administrativa e Operacional:
Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.
Alojamentos para Colaboradores:
A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.
Infraestrutura de Tecnologia da Informação:
Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.
Expansão do Pátio Operacional:
O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.
HISTÓRICO
A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.
À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.
Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.
Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.
– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.
– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.
– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)
– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.
– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.
– 07 de fevereiro de 2025: O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.
Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 – noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).
A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:
125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),
39 guichês rodoviários;
32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);
2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.
Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.
A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.
Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre:
EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO
Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.
Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.
O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.
Relembre:
Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento
A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.
Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.
A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.
As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.
Veja o que alegam.
CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR
Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.
EXM PARTNERS
A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.
SUZANTUR
A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.
O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?
A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.
De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.
Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.
Relembre:
EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis
Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.
NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:
Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.
A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.
Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.
No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.
Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a perempção, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais
Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.
Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.
Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.
Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar
PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO
Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.
A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.
A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.
O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.
Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.
STALKING HORSE
A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.
Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de stalking horse configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.
Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.
De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao Diário do Transporte, o termo “Stalking Horse” teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.
Nesta estratégia se busca um “Stalking Horse”, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”
Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).
No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao “Stalking Horse”. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.
Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.
VENDA EM LOTES:
A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.
Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. – diz a Administradora Judicial.
Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).
Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.
ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:
O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).
Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.
Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.
O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.
Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.
A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.
O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.
A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.
Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.
Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).
Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.
Detalhes da tecnologia BlueTec 6:
DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):
Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.
DPF (Filtro de Partículas Diesel):
Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.
SCR (Redução Catalítica Seletiva):
Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.
LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):
Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.
Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.
Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.
Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 – 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 – 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim
TRIBUS:
No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.
Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.
A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.
O ÔNIBUS:
O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).
O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.
Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.
O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.
Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.
A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.
O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.
Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.
Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).
Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.
Detalhes da tecnologia BlueTec 6:
DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):
Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.
DPF (Filtro de Partículas Diesel):
Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.
SCR (Redução Catalítica Seletiva):
Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.
A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.
Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.
“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.
Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:
Ônibus Prefixo 70000:
Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.
Relembre:
Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970
Ônibus 0 km com pintura do Tribus – prefixo 60.000:
Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.
O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.
Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.
Relembre:
EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto
O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:
Relembre:
EXCLUSIVO – MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)
No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.
Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.
A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.
O ÔNIBUS:
O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).
O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.
Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.
O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.
Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.
A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.
A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.
Ônibus históricos arrematados em leilão:
Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.
Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)
– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;
– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.
– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).
– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.
– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.
– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.
Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colina Tur, com sede em São Lourenço do Oeste (SC), está entre as autorizadas
Duas Decisões SUPAS, publicadas nesta segunda-feira (20), incluem operadoras de turismo e transporte de vários estados
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 20 de outubro de 2025, as Decisões SUPAS nº 1.489 e nº 1.490, ambas de 13 de outubro, autorizando 21 empresas a prestarem o serviço de transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros em regime de fretamento.
Os atos, assinados pelo superintendente Juliano de Barros Samôr, contemplam empresas de diferentes regiões do país, entre operadoras de turismo, agências de viagens e transportadoras de pequeno e médio porte.
Empresas atendidas:
Decisão SUPAS nº 1.489/2025:
Razão Social
TAF
CNPJ
Abencoado Serviços de Transporte Ltda
010686
13.164.687/0001-42
Bel Transportes Ltda
006783
34.729.204/0001-80
Bela Serra Agência de Viagens e Receptivo Turístico Ltda
010687
62.288.373/0001-67
Cláudio Dias Ferreira Nova Turismo Ltda
319896
24.437.275/0001-55
Colina Tur Transportes Ltda
426365
07.592.349/0001-09
Dom Expresso Transportes Ltda
010688
37.080.575/0001-71
F. V. Transporte Viana Ltda
010689
35.062.325/0001-83
Fabiano Tavares de Albuquerque Ltda
010690
61.318.779/0001-82
GM Comércio e Serviços Ltda
010691
41.112.838/0001-54
Iginio e Alves Transportes Ltda
006252
41.045.275/0001-29
Decisão SUPAS nº 1.490/2025
Razão Social
TAF
CNPJ
Expresso Arco Íris Transportes e Turismo Ltda
005644
28.272.017/0001-17
Infinity Logística de Transporte e Turismo Ltda
010692
62.828.483/0001-74
Jesus Transportes Lara Ltda
004592
39.501.984/0001-20
JSW Transportes de Passageiros e Turismo Ltda
010693
55.529.225/0001-21
L G N Transportes Ltda
010694
05.342.026/0001-31
Loff Transportes Ltda
006769
06.277.422/0001-95
Lubripeças Comércio de Lubrificantes e Peças Ltda
010695
20.777.790/0001-23
Marcos Roberto da Rocha Ltda
000824
29.100.390/0001-53
Roda Brasil Turismo Ltda
010696
45.973.883/0001-54
TLF Transportes Ltda
006722
18.250.476/0001-46
Túlio e Tayná Turismo Ltda
004919
05.014.710/0001-94
Condições normativas
A autorização concedida pela ANTT impõe que as empresas observem as condições estipuladas na Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015, e demais normativos pertinentes à prestação desses serviços. A resolução estabelece regras para o funcionamento do fretamento, incluindo o conceito de “circuito fechado”, que se refere a viagens de ida e volta realizadas pelo mesmo grupo de passageiros no mesmo veículo, retornando ao ponto de origem.
Uma das condições cruciais é a observância do Art. 9º da Resolução 4.777/2015, que determina que o Termo de Autorização (TAF) tem validade condicionada ao recadastramento junto à ANTT. O cadastro da autorizatária possui vigência de três anos a partir da publicação do TAF no Diário Oficial da União (DOU). O descumprimento deste artigo implica a renúncia da autorização delegada pela agência.
A SUPAS também ressalta as consequências em caso de irregularidades. A nulidade do Termo de Autorização pode ser declarada se for verificada ilegalidade no ato, impedindo a produção de efeitos jurídicos ou desconstituindo os já produzidos, sempre respeitando o princípio da ampla defesa e do contraditório. Além disso, a autorização pode ser cassada em caso de perda das condições indispensáveis para o cumprimento do objeto ou diante de infrações graves, apuradas em processo regular. O descumprimento da Decisão implicará ainda na aplicação de sanções previstas em resolução específica.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
A coletiva de Hernán Crespo depois da derrota do São Paulo para o Mirassol, por 3 a 0, neste domingo (19), no interior paulista, pela 28ª rodada do Brasileirão, foi em tom de cobrança.
Afinal, essa foi a sétima derrota tricolor nos últimos oito jogos. A sequência ruim fez o São Paulo ser eliminado nas quartas de final da CONMEBOL Libertadores e cair para o oitavo lugar no Brasileirão.
Hernán Crespo admitiu que o momento do São Paulo na temporada é “delicado” e cobrou uma autocrítica dos jogadores, embora tenha demonstrado confiança que o elenco pode reverter a decisão.
“É fazer autocrítica, todos, comissão e todos. Estamos fazendo tudo como antes? Ou todos estamos dando um pouco menos? Não muito, mas um pouco menos”, discursou o argentino.
“É um momento delicado para nós. Momento que as coisas não dão certo. Temos que fazer mea culpa e autocritica, mas é confiar neste grupo. Talvez estamos perdendo esses centímetros que antes tínhamos para ser mais agressivo. Hoje, não pode conceder gol depois de um minuto. E depois dois pênaltis que concedemos. Não estamos falando nem de tática, nem de estratégia. Temos de nos comprometer a voltar a ser esse time antipático, perigoso, agressivo, respeitando a identidade”, cobrou o treinador.
“Continuo a acreditar, e confio plenamente nestes jogadores. São os mesmos que me fizeram acreditar na possibilidade de jogar a Libertadores quando cheguei e falavam só em rebaixamento. É acreditar e voltar a fazer o que fazíamos. Somos as mesmas pessoas, os mesmos atletas, a mesma comissão que voltou na temporada quando o pensamento era ruim”, continuou.
“O argumento é que a gente tem que melhorar. Continuo a acreditar no grupo? Sim! No São Paulo? Sim! Somos os mesmos que chegaram a esse ponto com a esperança de chegar na Libertadores. Quando a gente chegou se falava só de rebaixamento. E depois do jogo contra o Flamengo, se falava de lutar até dezembro. Fizemos uma sequência incrível jogando um grande futebol. As expectativas eram altas. E quem fez crescer essas expectativas? Os mesmos atletas, a mesma comissão. Por que agora não podemos acreditar? Vamos fazer o máximo. Nesse momento temos que recuperar o centímetro que falta. Em todas as pontas. Temos que voltar a fazer o que estávamos fazendo antes”, encerrou Crespo.
Em busca da reabilitação, o São Paulo volta a campo no próximo sábado (25), contra o Bahia, às 21h30 (de Brasília), no Morumbis.
Após um fim de semana com uma virada no clima, a segunda-feira tem previsão de céu nublado para grande parte do país. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas para chuvas intensas, que vão desde o norte de Minas e Espírito Santo, passando por Mato Grosso, Goiás, Bahia, Piauí e Maranhão, e atingindo toda a região Norte (exceto o Amapá).
Iniciado na manhã deste domingo, o alerta de chuvas intensas durará até a manhã de terça, trazendo até 60 mm de chuva para estas regiões, além de ventos de até 60 km/h. O mesmo volume é esperado para todo o estado do Rio e o litoral paulista, mas perdendo força já na manhã desta segunda.
Nas regiões sob alerta, há a expectativa de que o volume de chuva seja maior na faixa central da área afetada, principalmente no norte de Minas, de Goiás e do Mato Grosso, no Tocantins, no sul do Pará e em grande parte do Amazonas. Nestas regiões, o volume de chuvas pode chegar a 100 mm, além de ventos de até 100 km/h.
Segundo o portal Climatempo, as demais regiões terão tempo firme, resultado da influência de uma área de alta pressão no oceano. Na região Sul, a estabilidade é resultado circulação de ventos associada à alta pressão. As máximas não passam de 23ºC em Porto Alegre, 21ºC em Florianópolis e 18ºC em Curitiba, todas com céu nublado, mas sem previsão de chuva.
No Sudeste, o interior de Minas e de São Paulo terão tempo firme, com sol e baixa umidade, de acordo com o Climatempo. Uma chuva fraca pode atingir o litoral dos dois estados, e um volume pouco maior é esperado para o Espírito Santo e o norte e o leste de Minas Gerais. Na capital paulista, a temperatura não passa dos 20ºC, enquanto que a máxima para a cidade do Rio é de 25ºC.
No Nordeste, há a expectativa da chegada de uma frente fria, que, segundo o Climatempo, pode trazer temporais e volumes elevados de chuva, “especialmente ao longo do litoral”. Pancadas de chuva durante a tarde também podem cair sobre Maranhão e Piauí, resultado do chamado fluxo de umidade. No restante da região Nordeste, o sol predomina, sem chances de chuva.
Temporais isolados podem atingir Amazonas, Rondônia, Pará e Tocantins, inclusive com possibilidade de raios e rajadas de vento. Uma chuva de forma mais isolada pode cair no Amapá e em Roraima.
A recomendação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a população evite enfrentar o mau tempo, observe a alteração nas encostas e, se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. O Instituto ainda deixa uma série de instruções para os moradores de áreas que possam ser mais afetadas pelas chuvas. Veja:
Desligue aparelhos elétricos, quadro geral de energia;
Observe alteração nas encostas;
Permaneça em local abrigado, e em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, devido a leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos;
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Decisão da SUPAS permite que a empresa possa integrar a linha Vilhena–Rio Branco com o trecho intermunicipal Vilhena–Porto Velho
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a Eucatur, através da razão social Solimões Transportes de Passageiros e Cargas Ltda, a operar de forma conjunta as linhas Vilhena/RO–Rio Branco/AC e Vilhena/RO–Porto Velho/RO. A medida consta da Decisão SUPAS nº 1.508, de 14 de outubro de 2025, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20).
De acordo com o ato assinado pelo superintendente Juliano de Barros Samôr, a empresa poderá integrar a linha interestadual Vilhena/RO – Rio Branco/AC, de prefixo ROAC0018015, com a linha intermunicipal Vilhena/RO – Porto Velho/RO, no trecho compreendido entre as duas cidades rondonienses.
A decisão define ainda que a autorizatária deve manter os quadros de horários compatíveis e atualizados entre as linhas que passarão a operar de forma conjunta. O descumprimento dessa exigência poderá acarretar sanções e medidas administrativas previstas na regulamentação vigente da ANTT.
A Eucatur, fundada em 1964 e sediada em Cascavel (PR), é uma das maiores empresas de transporte rodoviário do país, com atuação em linhas regulares e fretamento, além de serviços de cargas e turismo.
Na região Norte, a companhia mantém forte presença nos estados de Rondônia e Acre, atendendo capitais e municípios de menor porte.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em Transportes
O mercado de fertilizantes inicia 2025 com mudanças significativas no comportamento dos produtores brasileiros. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o superfosfato simples (SSP) é o destaque do momento, enquanto o Cloreto de potássio (KCl), que dominou 2024, perdeu relevância.
No ano passado, os produtores já adquiriam KCl para a safra 2025/26 com quase um ano de antecedência, atraídos por preços competitivos e relação de troca favorável. Atualmente, porém, a situação se inverteu: poucas operações com cloreto são registradas, enquanto o SSP ganhou força, com volumes expressivos negociados nas últimas quatro semanas e movimentações que chamam atenção no mercado.
De acordo com o especialista, embora a procura pelo KCl tenha diminuído, seus preços seguem estáveis, cerca de US$ 80 por tonelada acima do mesmo período de 2024. Esse aumento impacta diretamente a relação de troca, tornando menos vantajosa a antecipação de compras e fazendo com que os produtores adotem uma postura mais cautelosa na gestão de insumos.
O comportamento observado demonstra uma estratégia conservadora do agricultor, que busca otimizar o manejo e garantir eficiência nas lavouras. Com o SSP assumindo o protagonismo, o mercado seguirá atento às negociações, consolidando o superfosfato simples como o fertilizante mais relevante da temporada, refletindo uma mudança clara no padrão de compras do setor.
A expectativa para o restante de 2025 é que o superfosfato simples continue ditando o ritmo do mercado, enquanto o cloreto de potássio mantém uma demanda mais contida. Essa mudança evidencia a adaptação dos produtores às condições de preços e à relação de troca, reforçando a importância de acompanhamento constante das tendências de fertilizantes para decisões estratégicas mais assertivas.
Áreas em Campinas, Jundiaí e São Paulo são declaradas de utilidade pública para obras sob responsabilidade das concessionárias TIC Trens e Linha Universidade (Acciona)
ALEXANDRE PELEGI
O Governo do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial desta segunda-feira, 20 de outubro de 2025, duas novas resoluções da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) que autorizam desapropriações voltadas a dois dos principais projetos de mobilidade sob concessão estadual: o Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, entre São Paulo e Campinas, operado pela TIC Trens S.A., e a Linha 6-Laranja do Metrô, sob responsabilidade da Acciona Concessões (Linha Universidade S.A.).
Trem Intercidades – SP–Campinas
A Resolução SPI nº 062/2025 declara de utilidade pública áreas que totalizam 77 mil m², distribuídas entre os municípios de Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas.
Os terrenos serão destinados à implantação da via permanente do Trecho 3 – Lote 1, etapa crucial para o avanço físico da ferrovia.
As desapropriações poderão ocorrer por via amigável ou judicial, conduzidas pela concessionária TIC Trens S.A.. As plantas cadastrais e memoriais descritivos definem a ocupação em pontos estratégicos da linha férrea, em áreas que somam mais de 14 glebas registradas em diferentes cartórios da região.
O Trem Intercidades Eixo Norte, com cerca de 101 km de extensão, ligará São Paulo a Campinas com paradas em Jundiaí, Louveira e Vinhedo, integrando-se ao Trem Intermetropolitano (TIM) e à Linha 7-Rubi da CPTM.
O contrato foi assinado em fevereiro de 2024 com o Consórcio TIC Trens, formado por Comporte, CCR e RuasInvest, com investimentos previstos de R$ 14,2 bilhões ao longo de 30 anos de concessão.
Linha 6-Laranja do Metrô
Já a Resolução SPI nº 061/2025 trata das áreas necessárias à construção do Poço SE Rio Pajeú, componente do sistema de ventilação e acesso de emergência da Linha 6-Laranja. A medida abrange 2.871 m², situados na região da Rua Fátima do Sul, Rua Porto Nacional e Rua Rio Pajeú, na zona norte da capital.
As desapropriações serão realizadas pela Concessionária Linha Universidade S.A., controlada pela espanhola Acciona, responsável pela implantação e operação da linha por 19 anos. O trecho descrito faz parte das obras subterrâneas que avançam entre Brasilândia e São Joaquim, com 15 km de extensão e 15 estações.
Segundo o Governo do Estado, o avanço das desapropriações é essencial para a conclusão do último trecho de poços de ventilação e ligação entre túneis, além de preparar o cronograma de operações assistidas em 2027. A Linha 6 deverá transportar até 630 mil passageiros por dia, conectando regiões densamente povoadas da zona norte ao centro expandido.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em Transportes
A CBF divulgou, na noite deste domingo (19), o áudio do VAR de lances polêmicos no jogo entre Flamengo e Palmeiras, no Maracanã, pela 28ª rodada do Brasileirão.
Em confronto direto pela liderança, o time dirigido por Filipe Luís ganhou por 3 a 2 e chegou aos mesmos 61 pontos do Palmeiras, que está na ponta por causa do número de vitórias (19 a 18).
Os jogadores do Palmeiras reclamaram bastante da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, tanto que o lateral-esquerdo Piquerez foi expulso após a partida.
Logo aos três minutos do primeiro tempo, os palmeirenses pediram pênalti de Jorginho em Gustavo Gómez. O VAR, liderado por Caio Max Augusto Vieira, não viu impacto para empurrão.
“Pra mim essa mão aqui é só uma mão de referência, não tem impacto. Wilton, pode seguir. Os dois braços dele estão estendidos e não fazem a flexão com impacto para o empurrão”, disse o árbitro de vídeo.
Outra análise feita pelo VAR foi o pênalti cometido por Bruno Fuchs em Pedro aos 40 minutos do primeiro tempo. Os palmeirenses reclamaram de uma falta de Danilo em Vitor Roque na origem do lance e de um empurrão do atacante no zagueiro.
“Wilton, foi checado duas possíveis faltas. Na origem da jogada não faz parte da fase de ataque e depois o Pedro tem um encontrão junto com o defensor. O pênalti está confirmado. O jogador defensor se coloca na frente do atacante, que vai se desvencilhar dele, acabam trombando e deixa o corpo cai. Depois ele comete o pênalti pisando no pé dentro da área. O pênalti está confirmado”, comentou Caio Max.
De acordo com Carlos Eugênio Simon, comentarista de arbitragem dos canais Disney, houve erros de Wilton Pereira Sampaio nos dois lances.
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Veja como foi a análise do VAR em lance que o árbitro deu pênalti em Pedro durante Flamengo x Palmeiras
Os jogadores do Palmeiras ficaram pedindo duas faltas antes do pênalti marcado em Pedro