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Intouro alcança mais de 20 mil unidades vendidas na Europa, se torna “caso” de sucesso e entra para a era da eletrificação

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Tivemos a oportunidade de ver (e viajar) na primeira unidade que introduziu o tão bem sicedido modelo na era da eletrificação

Reportagem cobriu lançamento da unidade elétrica número 1 da Mercedes-Benz para transporte intermunicipal e não apenas isso: fez uma das primeiras viagens. Confira a história  do modelo

ADAMO BAZANI

Na Buswolrd 2025, presencialmente, em Bruxelas na Bélgica, o Diário do Transporte teve a oportunidade de ser testemunha de um momento histórico da mobilidade por ônibus na Europa: um dos modelos mais bem sucedidos do Velho Continente entrou para a era da eletrificação e completa um marco de vendas considerado memorável para a categoria que atende.

Trata-se do Intouro, chamado de eIntouro, da Mercedes-Benz, da Daimler Buses, na versão elétrica. A primeira da marca movida integralmente a baterias para transporte intermunicipal, rodoviário de curta distância, escolar e fretamento.

O lançamento em 03 de outubro de 2025 teve a cobertura do Diário do Transporte, mas não somente isso. Foi possível viajar em um trecho urbano e de rodovia em Bruxelas na unidade 1 de demonstração. Veja o vídeo clicando neste link:

Ou veja no Youtube  

Segundo a Mercedes-Benz, o modelo possui baterias com autonomia que pode chegar a cerca de 500 km com uma carga apenas, o que permite que o eIntouro atenda a aplicação para o qual foi criado ainda na versão a diesel: também transporte intermunicipal, fretamento, escolar diferenciado e rodoviário regular de curta ou média distância.

O Diário do Transporte foi a Europa a convite da Mercedes-Benz do Brasil. A Busworld é o evento mais importante de ônibus de todo o Planeta. Pela feira e por meio dos painéis de debates são apresentados modelos e temas que vão ditar tendências de mobilidade em todo o mundo. O repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, foi um dos poucos jornalistas brasileiros a estar presente no evento de 2025.

Segundo a Daimler Buses, que congrega as marcas Mercedes-Benz e Setra, o segredo da autonomia de 500 km das baterias é que são feitas de fosfato de ferro e lítio (LFP), materiais que garantem maior vida útil e capacidade de aproveitamento energético na ordem de 95%.  O veículo que esteve em exposição e que o Diário do Transporte fez uma das primeiras viagens da história é equipado com dois conjuntos de baterias, um localizado diretamente atrás do eixo dianteiro e outro no antigo compartimento do motor.

Mas a era da eletrificação não foi o único marco do Intouro.

No mesmo ano que se tornou não poluente nas operações, o modelo, que continua também com a versão a diesel, apresentado em 1997 e lançado oficialmente em 1999, completou 20 mil unidades vendidas, um número expressivo para o tamanho do mercado de ônibus nesta categoria na Europa, onde grande parte das ligações entre cidades diferentes é feita por trens.

As linhas de design sempre se mantiveram sóbrias em todo este tempo, atendendo ao propósito pelo qual foi lançado: aliar simplicidade e robustez, com conforto e um toque até de requinte para a categoria.

O que muitos não sabem é que o Intouro, que está na terceira geração (sem contar com o elétrico) foi lançado pela fábrica de Hoşdere, na Turquia, perto de Istambul, para inicialmente ser oferecido apenas na Europa Oriental e no Oriente Médio.

O sucesso por aliar praticidade e simplicidade com conforto e ares mais sofisticados que os modelos para as mesmas aplicações até então foi tão grande que operadores de transportes de toda a Europa começaram a pedir que o modelo fosse disponibilizado para mais países no continente.

A Mercedes-Benz teve de atender.

A marca alemã enviou ao Diário do Transporte, em português, um resumo sobre as três gerações do Intouro que conta a evolução do modelo.

Veja abaixo na íntegra, abaixo das imagens de uma das primeiras versões na Turquia:

Aniversário importante:
Mais de 20.000 veículos Mercedes-Benz Intouro entregues

  • Primeira geração: Robusto, simples, confiável
  • Segunda geração: Maior conforto e quatro variantes de comprimento
  • Terceira geração: Conforto de ônibus rodoviário para uso intermunicipal

A Daimler Buses está comemorando um aniversário significativo na Busworld Europe 2025: desde a introdução em série em 1999, o fabricante produziu mais de 20.000 unidades do ônibus intermunicipal Mercedes-Benz Intouro e as entregou aos clientes. Isso torna o Intouro um dos modelos de ônibus intermunicipais mais bem-sucedidos da Europa.

Primeira geração: Robusto, simples, confiável

A primeira geração do Mercedes-Benz Intouro estreou em 1999 como um ônibus de doze metros de comprimento, nas versões de piso alto e piso elevado. Produzido na fábrica de Hoşdere, na Turquia, perto de Istambul, o Intouro foi inicialmente oferecido apenas na Europa Oriental e no Oriente Médio. Seu sucesso se baseava em tecnologia sólida e qualidade confiável, com custos operacionais atrativos.

Segunda geração: Maior conforto e quatro variantes de comprimento

Versão de três eixos, o Intouro L, com 14,88 metros de comprimento

Com a segunda geração, produzida a partir de 2006, o Intouro tornou-se mais versátil e confortável. A partir de então, foi projetado como um ônibus multifuncional, adequado tanto para serviços regulares quanto para excursões e traslados.

As diferentes variantes de comprimento, como Intouro K, M e L, abriram novas possibilidades de aplicação. Ao mesmo tempo, a tecnologia de propulsão foi adaptada aos padrões mais rigorosos Euro IV e Euro V, com suporte da tecnologia diesel Bluetec.

Terceira geração: Conforto de ônibus rodoviário para uso intermunicipal

Outro marco foi alcançado em 2020 com o lançamento da terceira geração do Intouro. Tecnicamente, lembra bastante o ônibus rodoviário Tourismo, sendo modernizado externamente e revisado tecnicamente.

O cockpit foi redesenhado e a arquitetura do veículo passou a ser altamente modular.

Na versão atual, o Intouro conta com os mais modernos sistemas de assistência ao motorista, como:

  • Active Brake Assist 6
  • Sideguard Assist 2
  • Frontguard Assist
  • Lane Keeping Assist

O Intouro é equipado com o potente motor diesel Mercedes-Benz OM 936. Desde 2022, também está disponível com propulsão híbrida leve, visando maior rentabilidade.

Além do Intouro de 12,18 metros com dois eixos, a Daimler Buses oferece variantes com dois eixos, como o Intouro K (10,75 metros) e o Intouro M (13,09 metros), além do modelo de três eixos Intouro L, com 14,88 metros de comprimento.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Viena inaugura nova linha de bonde, Mumbai ativa metrô subterrâneo, Londres digitaliza operação ferroviária e Manila investe em eficiência energética

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Nova linha do VLT de Viena é amplamente independente do tráfego de carros

Expansões urbanas e inovações tecnológicas consolidam outubro de 2025 como uma das semanas mais movimentadas do transporte sobre trilhos na Europa e na Ásia

ALEXANDRE PELEGI

A última semana foi marcada por uma sequência de anúncios e inaugurações que reforçam o protagonismo do transporte ferroviário e metroviário no cenário global.

Cidades como Viena, Mumbai, Londres e Manila deram novos passos em direção a sistemas mais eficientes, conectados e sustentáveis, enquanto corredores internacionais, como Belgrado–Budapeste e China–Laos, consolidaram seu papel na integração econômica entre países e continentes.

Esse movimento reflete três tendências complementares que definem o momento atual do setor. A integração modal avança com redes que unem VLTs, metrôs e trens suburbanos em sistemas cada vez mais interligados, como ocorre em Viena e Londres.

A sustentabilidade e a inovação tecnológica despontam como pilares da modernização, impulsionadas pela adoção de sistemas digitais como o ETCS 3.6.0 e por investimentos em eficiência energética, caso do projeto implementado em Manila.

Por fim, a expansão estratégica das ferrovias internacionais, exemplificada pelas ligações Belgrado–Budapeste e China–Laos, redefine a geografia econômica da mobilidade e fortalece o papel do transporte sobre trilhos como eixo de integração regional e competitividade global.

Expansão de bondes e VLT: mobilidade de superfície ganha espaço

Viena (Áustria), cidade com cerca de 1,95 milhão de habitantes, inaugurou em 6 de outubro a nova linha de bonde 27, com 13,5 km e 28 paradas. O trajeto conecta bairros do norte e leste da capital e integra-se às linhas de metrô U1, U2 e U6, além do S-Bahn — rede metropolitana de trens suburbanos que complementa o transporte urbano vienense.

O sistema de bondes (Straßenbahn) de Viena é um dos mais antigos e extensos do mundo, com cerca de 30 linhas e 170 km de trilhos. Operado pela Wiener Linien, utiliza o mesmo bilhete do metrô e dos ônibus, e é reconhecido pela alta frequência (intervalos de 4 a 8 minutos) e prioridade semafórica, garantindo eficiência no tráfego urbano.
Combinando veículos modernos de piso baixo com composições históricas preservadas, os bondes transportam mais de 200 mil passageiros por dia. A ampliação da linha 27 reforça o papel do modal como eixo intermediário de média capacidade, ampliando a cobertura em áreas residenciais e industriais emergentes.

Metrôs ganham tração: inaugurados e projetados

Na Índia, duas capitais regionais se destacaram.

Em Patna, capital do estado de Bihar, com 2,1 milhões de habitantes, foi inaugurada a fase 1 do metrô, primeiro sistema metroviário da cidade. O trecho inicial liga o terminal rodoviário interestadual (ISBT) ao bairro de Bhoothnath, em um eixo de cerca de 6,5 km, com cinco estações elevadas e uma subterrânea.

O projeto integra o Plano de Mobilidade Urbana Integrada de Patna, que prevê duas linhas totalizando 32 km. A operação começou em 7 de outubro, com tarifa inicial de ₹15 (cerca de R$ 0,93) e funcionamento das 8h às 22h. O sistema deve aliviar o trânsito intenso e oferecer uma alternativa rápida e previsível para a população local.

Já em Mumbai, metrópole de 21 milhões de habitantes, entrou em plena operação a Linha 3 – Aqua (Colaba–Bandra–SEEPZ), totalmente subterrânea e com 33,5 km de extensão. A nova linha — a primeira 100% sob o solo — reduz o tempo de viagem entre o extremo sul e o aeroporto para cerca de 45 minutos, conectando zonas densas e polos financeiros como Worli e Bandra-Kurla.

Na Polônia, Cracóvia, segunda maior cidade do país, com cerca de 800 mil habitantes, apresentou o traçado final de seu futuro metrô, considerado o maior investimento urbano em transporte público da história local. O plano, elaborado pela prefeitura em parceria com o Ministério da Infraestrutura e o Banco Europeu de Investimentos (BEI), prevê duas linhas com 29 km e 29 estações.

A primeira deve ligar Nowa Huta ao centro histórico e à estação Kraków Główny, conectando-se à rede de bondes e à ferrovia nacional. As obras devem começar em 2030, após licitação do projeto executivo prevista para 2026. O investimento estimado é de €2,5 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões), com expectativa de atendimento diário de 350 mil passageiros.

Trem e ferrovias de alta performance

Na Sérvia, país de 6,6 milhões de habitantes, foi inaugurado o trecho Novi Sad–Subotica, parte da futura linha de alta velocidade Belgrado–Budapeste, que permitirá trens a até 200 km/h. O projeto, realizado em parceria com empresas chinesas e europeias, reduzirá o tempo de viagem entre as capitais Belgrado (1,4 milhão) e Budapeste (1,7 milhão) de 8 horas para 3 horas, reforçando o corredor ferroviário dos Bálcãs.

Na Ásia, a China–Laos Railway, ferrovia internacional de 414 km que liga Kunming (China) a Vientiane (Laos), consolidou-se como um dos eixos logísticos mais estratégicos do Sudeste Asiático.

Inaugurada em 2021 dentro da iniciativa Belt and Road (Nova Rota da Seda) — programa global lançado pela China em 2013 para financiar e construir ferrovias, portos e corredores logísticos conectando Ásia, Europa e África —, a linha é eletrificada, permite velocidades de até 160 km/h e já movimentou mais de 4,18 milhões de toneladas de cargas até outubro de 2025.

O corredor reduziu o tempo de transporte entre o sul da China e o norte do Laos, ampliando a integração econômica entre os dois países e consolidando o papel da região na rede ferroviária asiática.

Durante o feriado nacional chinês, o sistema ferroviário doméstico também bateu recordes: mais de 23 milhões de viagens em um único dia, segundo a operadora China Railway.

Tecnologia e eficiência em foco

No Reino Unido, a operadora Govia Thameslink Railway, responsável por linhas suburbanas de Londres (9,7 milhões de habitantes), concluiu, em parceria com a Siemens Mobility, a atualização tecnológica da frota Class 717, que opera na Northern City Line, corredor ferroviário de 6,5 km que liga Finsbury Park — importante entroncamento da Great Northern Railway — à estação Moorgate, no coração do distrito financeiro londrino.

A linha, inaugurada em 1904, foi originalmente concebida para permitir que trens da malha principal chegassem diretamente ao centro da capital. Hoje integrada à rede Great Northern/Thameslink, é usada por milhares de passageiros que se deslocam diariamente do norte para o centro de Londres.

A modernização introduziu o ETCS 3.6.0 (European Train Control System), sistema digital de controle automático de trens que substitui os sinais físicos laterais por comunicação contínua via rádio entre as composições e o centro de controle. O sistema calcula em tempo real velocidade, distância de frenagem e autorização de movimento, aumentando a segurança e permitindo intervalos menores entre trens.

A versão 3.6.0, aplicada no âmbito do East Coast Digital Programme, traz avanços em interoperabilidade, estabilidade de software e integração com sistemas automáticos de condução (ATO over ETCS), preparando a rede britânica para operações mais seguras, eficientes e sustentáveis. O investimento total é de £ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 8,64 bilhões).

Em Manila (Filipinas), no Sudeste Asiático, cidade de 1,9 milhão de habitantes na região metropolitana de Metro Manila (13 milhões), um consórcio formado por Mitsubishi Electric, a agência japonesa JICA (Japan International Cooperation Agency) e a operadora Hankyu iniciou um projeto de eficiência energética na linha LRT-1, principal VLT elevado da capital.

O investimento de ¥ 4 bilhões (cerca de R$ 130 milhões) prevê a substituição dos sistemas de propulsão e climatização por modelos mais eficientes, com apoio técnico e financeiro do governo japonês.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Mongaguá (SP) anuncia reajuste de R$ 0,50 na tarifa do transporte coletivo após seis anos sem alterações

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Valor passará de R$ 3,80 para R$ 4,30 a partir de 3 de novembro; Prefeitura alega necessidade de reequilíbrio contratual com a Ação Transportes, atual concessionária do sistema municipal

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura de Mongaguá, cidade localizada no litoral sul do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista, anunciou que a tarifa do transporte coletivo municipal será reajustada em R$ 0,50 a partir do dia 3 de novembro de 2025, passando de R$ 3,80 para R$ 4,30. O aumento, correspondente a cerca de 13%, ocorre após seis anos sem qualquer atualização tarifária.

Com pouco mais de 61,9 mil habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE, e uma área de 142,7 km², Mongaguá é um dos nove municípios que compõem a Baixada Santista, região de forte vocação turística e populacionalmente dependente dos sistemas de transporte público para os deslocamentos diários.

O serviço municipal de transporte coletivo é operado pela Ação Transportes Urbanos, empresa que assumiu o sistema em 2018 após o encerramento do contrato com a antiga Viação Beira Mar, que havia operado o transporte local por cerca de 30 anos. A Ação começou de forma emergencial, com uma frota composta por 13 ônibus, dois micro-ônibus e dois veículos reservas, e é atualmente a concessionária responsável por todas as linhas que conectam os bairros da cidade, além de integrar rotas que se conectam a Itanhaém e Praia Grande.

De acordo com a administração municipal, o reajuste foi necessário para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, já que as gestões anteriores deixaram de aplicar as revisões previstas anualmente. Esse atraso acumulado teria causado desequilíbrio nas contas da concessionária e poderia gerar passivos para os cofres públicos.

Outro fator destacado pela Prefeitura é que Mongaguá não concede subsídios ao transporte público — ao contrário de outras cidades da região —, o que faz com que a operação dependa exclusivamente da arrecadação tarifária para cobrir custos de combustível, manutenção e pessoal.

Apesar da necessidade de correção, o município afirma que continuará exigindo da empresa melhorias na qualidade do serviço, com atenção à frequência das viagens, ao estado de conservação da frota e ao cumprimento das gratuidades legais e benefícios a estudantes, idosos e gestantes em acompanhamento pré-natal.

A decisão foi acompanhada da criação de uma comissão para apurar eventuais irregularidades no contrato de concessão, especialmente relacionadas à falta de reajustes em períodos anteriores. Segundo o procurador-geral do município, Sandro Abreu, o aumento é “uma medida legal e contratualmente obrigatória”, e a omissão de revisões tarifárias por parte de administrações passadas agravou a situação, tornando inevitável o reajuste atual.

Mesmo com a nova tarifa, Mongaguá ainda permanecerá entre as cidades com o menor valor de passagem da Baixada Santista. Atualmente, as tarifas em municípios vizinhos variam entre R$ 4,20 em Itanhaém e R$ 5,50 em Bertioga, passando por R$ 5,25 em Santos e Praia Grande.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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balanço da semana revela tensões no transporte interestadual

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Cassação de linhas da Catedral, reabertura da janela extraordinária e decisão do TRF3 sobre fretamento expõem a disputa entre controle regulatório e liberdade de mercado

ALEXANDRE PELEGI

Entre os dias 6 e 10 de outubro de 2025, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) protagonizou uma das semanas mais movimentadas do ano.

O órgão federal publicou dezenas de decisões envolvendo autorizações, indeferimentos, cassações e revalidações de linhas, além de reabrir a janela extraordinária para novos pedidos sob o regime de autorização.

No mesmo período, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) derrubou a exigência de circuito fechado para uma empresa de fretamento — decisão pontual, mas com potencial de abrir precedente para outras operadoras recorrerem à Justiça com base no mesmo argumento.

Janela extraordinária reaberta com novas exigências

Na terça-feira (07), a ANTT anunciou a reabertura da janela extraordinária, que permite às empresas solicitarem novas linhas interestaduais.

A nova fase veio acompanhada de critérios mais rigorosos, como comprovação de frota, histórico de regularidade e detalhamento técnico das rotas.

Segundo a agência, as medidas visam filtrar propostas inconsistentes e evitar que empresas sem capacidade operacional ingressem no mercado.

Cassação da Catedral: 27 linhas extintas e recado ao mercado

Na quinta-feira (09), a ANTT publicou decisão ampliando a cassação de mercados da Viação Catedral, atingindo 27 linhas interestaduais.

A agência apontou reiteradas infrações e descumprimentos regulatórios, determinando a perda definitiva das autorizações.

O caso teve ampla repercussão e foi interpretado como um sinal de endurecimento na fiscalização e de que o regime de autorização exige responsabilidade contínua das operadoras.

TRF3 derruba circuito fechado em caso individual, mas impacto pode se expandir

A decisão do TRF3 – Tribunal Regional Federal da 3ª Região, um dos cinco tribunais regionais federais do Brasil. suspendeu a exigência de circuito fechado apenas para uma empresa específica do setor de fretamento interestadual.

Apesar do alcance restrito, a medida abre precedente jurídico para que outras operadoras apresentem ações semelhantes, argumentando contra a obrigatoriedade imposta pela ANTT.

Com a liminar, a empresa beneficiada poderá realizar viagens com embarques e desembarques em locais diferentes, ampliando a flexibilidade operacional — algo que vinha sendo questionado judicialmente desde 2023.

A decisão reacende o debate sobre o equilíbrio entre liberdade empresarial e regulação pública, em um momento de crescente judicialização no transporte de passageiros.

Autorizações, indeferimentos e suspensões: o balanço da semana

Durante a semana, as Decisões SUPAS publicadas pela ANTT movimentaram todo o setor:

  • Cassações e suspensões: além da Catedral, a Expresso Guanabara teve linhas suspensas entre Ceará, Rio e São Paulo; e a 4Bus/Buscoop perdeu autorização na rota Fortaleza–Goiânia.

  • Novas autorizações: Águia Branca, Expresso Maia e Expresso Adamantina receberam novas linhas e seções.

  • Fretamento: foram 35 novas empresas autorizadas em diferentes decisões (06 e 09/10), ampliando o mercado.

  • Indeferimentos: Andorinha, Nobre, Lopesul, JTI Turismo e Gontijo tiveram pedidos negados, inclusive tentativas de operação simultânea em rotas existentes.

Outras deliberações e temas complementares

A Dantas Transportes teve convalidada sua licença internacional para operar entre Boa Vista (RR) e Lethem, na Guiana, ampliando a integração rodoviária na fronteira Norte.

Já a Riosp apresentou à ANTT proposta para trajeto seguro de romeiros na Via Dutra, em parceria com concessionárias e órgãos públicos.

Leia todas as matérias publicadas na semana:

ANTT autoriza 18 empresas de fretamento interestadual

ANTT indefere pedidos de operação simultânea e novas linhas interestaduais de ônibus

RioSP e ANTT analisam proposta para criação de trajeto seguro a romeiros na Via Dutra

Gontijo tem negado pela ANTT pedido para operar linhas simultâneas entre Rio e Nordeste

Fretamento interestadual: ANTT autoriza 17 novas empresas a prestar serviço

ANTT autoriza Viação Águia Branca a incluir novas seções na linha Salvador/BA–Vitória/ES

Expresso Adamantina tem quatro linhas deferidas pela ANTT ligando Campo Grande/MS a Brasília/DF e Goiânia/GO

ANTT amplia cassação de mercados operados pela Catedral e estende sanção a 27 linhas interestaduais

Expresso Maia é autorizada pela ANTT a operar duas novas ligações a partir de Trindade (GO)

ANTT reabre Janela Extraordinária e endurece regras para novas linhas de ônibus interestaduais

Águia Branca recebe novo Termo de Autorização da ANTT para operar linha entre São Paulo e Rio de Janeiro

JTI Turismo tem pedido negado pela ANTT para operar linha entre Aparecida de Goiânia (GO) e Imperatriz (MA)

Lopesul tem pedidos de oito novas linhas interestaduais indeferidos pela ANTT

Dantas Transportes tem licença internacional entre Boa Vista (RR) e Lethem (Guiana) convalidada pela ANTT

Andorinha e Nobre têm pedidos de novas linhas interestaduais indeferidos pela ANTT, além de outras três empresas

TRF3 derruba exigência da ANTT de circuito fechado no fretamento interestadual

ANTT autoriza novas empresas de fretamento interestadual em duas decisões nesta segunda (06)

4Bus (Buscoop) tem termo de autorização extinto pela ANTT para linha Fortaleza (CE) – Goiânia (GO)

Expresso Guanabara tem linhas suspensas entre Ceará, Rio e São Paulo por decisão da ANTT


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Arrascaeta comenta renovação com Flamengo e mostra otimismo: ‘Quase tudo certo’

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Arrascaeta está bem próximo de renovar contrato com o Flamengo. Ao menos foi o que ele mesmo revelou em entrevista exclusiva à ESPN.

O meia uruguaio conversa com o Rubro-Negro para estender o atual vínculo, válido até o fim de 2026, para um novo acordo até o fim de 2028, com possibilidade de renovar automaticamente por mais um ano caso o atleta atinja metas estipuladas.

“Estamos aí, conversando, quase tudo certo”, revelou Arrasca à ESPN.

Arrascaeta já manifestou publicamente em algumas oportunidades a prioridade de renovar com o Flamengo. As partes chegaram a abrir conversas no início do ano, mas o Rubro-Negro interrompeu após entender que não era uma prioridade no momento. Porém, a situação foi repensada nos bastidores do clube carioca.

O meia uruguaio vive a sua segunda melhor temporada em números pelo Flamengo, atrás apenas de 2019.

Até agora, ele soma 19 gols e 13 assistências em 49 jogos até aqui, sendo peça fundamental no time de Filipe Luís

Próximos jogos do Flamengo:

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SIT Macaé inicia testes com ônibus elétrico da ANKAI na próxima semana

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Modelo urbano de 12 metros terá autonomia de até 300 km e será avaliado por 30 dias nas linhas do sistema integrado da cidade fluminense

ALEXANDRE PELEGI

A SIT Macaé, empresa responsável pela operação do transporte público por ônibus na cidade de Macaé (RJ), iniciará na próxima semana os testes com um ônibus 100% elétrico da fabricante ANKAI, modelo OE-12-G9 Urbano. A ação marca o início de uma nova etapa na estratégia da operadora de avaliar tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade no transporte coletivo.

Com 12 metros de comprimento, 2,55 metros de largura e 3,40 metros de altura, o veículo é um modelo urbano padrão, com capacidade para 71 passageiros — sendo 32 sentados e 39 em pé. O motor elétrico oferece potência de 245 kW (equivalente a 333 cv), e o conjunto de baterias CATL de 388 kWh garante autonomia estimada entre 250 e 300 quilômetros. O tempo médio de recarga é de três horas.

Durante o período de 30 dias de testes, prorrogáveis por igual período, o ônibus deverá rodar cerca de 200 quilômetros diários nas linhas do sistema integrado, operando em horários regulares ao longo do dia. A avaliação será baseada em critérios de eficiência energética, conforto, desempenho e autonomia, com coleta de dados contínua para subsidiar futuras decisões sobre eletrificação da frota.

“Buscamos eficiência, conforto, inovação e, principalmente, reforçar nosso compromisso com o meio ambiente”, destacou o diretor executivo da SIT Macaé, Carlos Eduardo Gomes Rocha.

A empresa conta atualmente com 250 ônibus em operação distribuídos em 40 linhas urbanas. O teste com o modelo ANKAI é o primeiro com veículo elétrico realizado pela operadora, que pretende ampliar as avaliações com outras marcas, como BYD, Mercedes-Benz (MBB) e ATIV (Marcopolo).

A infraestrutura de recarga será instalada na garagem da concessionária, utilizando carregadores padrão DC alimentados pela rede elétrica convencional. A implantação será feita em parceria com a fabricante ANKAI, que também apoiará a operação e manutenção dos equipamentos.

Com 264.439 habitantes, segundo estimativa do IBGE (1º de julho de 2025), Macaé é um dos principais polos econômicos do estado do Rio de Janeiro. Conhecida como a “Capital Nacional do Petróleo”, a cidade é sede da principal base de apoio às operações offshore da Bacia de Campos, concentrando investimentos da Petrobras e de diversas empresas do setor de óleo, gás e energia.

A busca por soluções de mobilidade urbana sustentável ocorre em um momento em que o município amplia seus esforços para diversificar sua matriz econômica e reduzir emissões, alinhando-se a compromissos ambientais de transição energética.

A SIT Macaé integra o Grupo JCA, um dos maiores conglomerados de transporte rodoviário de passageiros do país, com atuação em diferentes segmentos — urbano, intermunicipal e interestadual — por meio de empresas como Cometa, 1001, Catarinense e Expresso do Sul.

O teste com o ônibus elétrico da ANKAI representa, portanto, não apenas um avanço tecnológico para o transporte público local, mas também um marco simbólico na integração entre a mobilidade e a transição energética em uma cidade historicamente associada à indústria do petróleo.

A Ankai acredita em parcerias inteligentes, eficiência verde. Unimos tecnologia e consciência ecológica para resultados sustentáveis e duradouros” – João Renato Martins Cesar, Gerente da Ankai

 


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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MoveON mostra que o futuro da manutenção passa por dados e gestão

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Evento gratuito da empresa reuniu mais de 230 profissionais do transporte em São Paulo; idealizado por Erbeson Freire dos Santos, encontro destacou como tecnologia, método e constância estão redefinindo a manutenção de frotas

FATIMA MESQUITA, ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

Defina o processo, treine o time e cobre constância“ é o que prega Erbeson Freire dos Santos, fundador e CEO da MoveON, empresa de gestão estratégica de manutenção de frotas pesadas que organizou um curso-evento em São Paulo que durou o dia todo no último sábado, 04 de outubro, e movimentou o mercado.

Santos é um reconhecido consultor da área que segue a ferro e fogo o seu lema e que, talvez por isso mesmo, reuniu 236 participantes de 87 empresas para uma grande sessão de aprendizado e networking, com direito até mesmo a espaço para a exposição de produtos e serviços.

Erbeson Freire dos Santos, fundador e CEO da MoveON, quer modernizar e padronizar a gestão de manutenção das frotas de ônibus através da eficiência. Foto: Matheus Henrique Duarte Silva

Além da palestra do próprio Erbeson, outros cinco especialistas da área compartilharam seus conhecimentos no decorrer do dia. Sandro Rogério, que formou mais de 300 motoristas em sua passagem por sete empresas de transporte coletivo – em quatro delas, em posições de gerência – e que falou sobre Operação e Gestão de Pessoas, com destaque para a aplicação do direito no cotidiano das empresas.

Em seus 30 anos de experiência no sistema de transportes, Sandro Rogério teve passagem em praticamente todas as áreas da operação. Foto: Matheus Henrique Duarte Silva

A convite da MoveOn, Julian Monteiro, abordou o uso do deep learning (aprendizado profundo) e da inteligência artificial aplicada ao setor do transporte. Monteiro é o CTO da eXploreAI, a plataforma de manutenção preditiva baseada em Inteligência Artificial da Primova que oferece previsão de falhas semanais; comparação do rendimento da frota por motorista, linha, tecnologia da frota e IPK para um uso eficiente de combustível; gestão de peças com a identificação das peças trocadas antes da hora e muito mais.

Julian Monteiro é formado em Ciência da Computação pela USP com doutorado na Université de Nice Sophia Antipolis, na França, na mesma área. Foto: Matheus Henrique Duarte Silva

Ainda do time da Primova, Valter Luiz da Silva, que soma mais de 30 anos de experiência no setor de transporte de passageiros e cargas, expôs a sua visão sobre soluções de gestão de manutenção e controle de custos, com ênfase para sistemas de ponto eletrônico aplicados à frota e às operações logísticas para ampliar a previsibilidade e, ao mesmo tempo, reduzir despesas e aumentar a vida útil dos ativos das empresas de transporte.

Valter Luiz da Silva, gerente comercial da Primova, e um entusiasta da tecnologia usada de modo inteligente e prático. Foto: Matheus Henrique Duarte Silva

Outro palestrante desta jornada única foi Rodrigo Clausen, conselheiro da RAVEX, empresa de tecnologia para logística de alta performance. Clausen falou sobre logística, supply chain management e manutenção, além da solução de telemetria da Ravex, mas ampliou o escopo da discussão ao colocar em pauta reflexões sobre o futuro da mobilidade e da sustentabilidade no setor.

Rodrigo Clausen, conselheiro da Ravex, empresa dedicada à tecnologia aplicada à produtividade, eficiência e segurança na gestão de frotas.  Foto: Matheus Henrique Duarte Silva

Por fim, o diretor e sócio fundador da Kontrow Tecnologia, David Faiguenboim, discorreu sobre telemetria avançada. Faiguenboim lidera o time que desenvolveu um sistema 100% brasileiro e proprietário, planejado e construído para os desafios do país, e capaz de gerar insights preventivos e preditivos para manutenção.

David Faiguenboim, diretor e sócio fundador da Kontrow Tecnologia. Foto: Divulgação

Além da imersão no conhecimento, o evento da MoveOn também abriu espaço para muito networking e confraternização. Para Igor Cardoso, Supervisor CMI da Viação Santa Brígida – tradicional prestadora de serviços de transporte urbano de passageiros na cidade de São Paulo e com cerca de 750 veículos em sua frota – o evento foi um marco: “Foi superimportante porque deu para aprender muito e conseguimos também nos conectar com vários fornecedores. Isto ajuda a verificar se a gente está sendo bem atendido e até a descobrir novas oportunidades”.

Igor Cardoso, Supervisor CMI da Viação Santa Brígida. Foto: Divulgação.

Dentre os vários profissionais presentes ao evento-curso, Lael Cavalcante de Oliveira, Diretor de Operações Viação Metrópole Paulista, Saulo Sabino de Magalhães, Gerente de TI da Viação Gato Preto, e Roberto Umada, diretor da Radial Transporte Coletivo, e ainda o Manolo Almeida, que agora faz parte do time MoveOn. Da SPTrans, estiveram presentes o analista Roberto Carlos Garcia, o técnico auditor Luís Claudio de Azevedo e ainda o engenheiro Hélio da Fonseca Cardoso.

Fátima Mesquita, especial para o Diário do Transporte

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São Paulo inaugura laboratório de hidrogênio de R$ 50 milhões para movimentar ônibus e caminhões limpos

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GWM Hydrogen Truck ao lado de equipamento do IPT para produção de hidrogênio

Laboratório do IPT reforça trajetória iniciada com produção de hidrogênio verde e testes com ônibus da EMTU e USP; gás desponta como alternativa estratégica para a futura frota de ônibus sustentáveis da capital.

ALEXANDRE PELEGI

O Estado de São Paulo deu mais um passo concreto na transição energética ao inaugurar nesta quinta-feira, 09 de outubro de 2025, o Laboratório de Hidrogênio – LabH2, vinculado ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O investimento de R$ 50 milhões também compreende a criação do Centro de Energias do Futuro, infraestrutura dedicada ao desenvolvimento do hidrogênio como vetor limpo.

O IPT, órgão estatal, está vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo. Ele é referência nacional em pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e apoio à indústria nas áreas de materiais, mobilidade, energia e sustentabilidade.

GWM mostra primeiro caminhão a hidrogênio do país

A GWM participou da inauguração do LabH2 exibindo o primeiro caminhão a célula de combustível a hidrogênio (FCEV) trazido ao Brasil, o GWM Hydrogen powered by FTXT, reafirmando seu pioneirismo no desenvolvimento e aplicação dessa tecnologia no país.

A FTXT é a subsidiária da GWM na China responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de célula a combustível e componentes para veículos movidos a hidrogênio. Fora do país asiático, ela adota a marca GWM Hydrogen, reforçando o posicionamento global da empresa nesse segmento.

Durante a cerimônia, também foram apresentados os veículos Toyota Mirai e Hyundai Nexo, que simbolizam o avanço da mobilidade limpa baseada em hidrogênio.

“Foi um investimento da ordem de R$ 50 milhões na construção do laboratório e do Centro de Energias do Futuro, com recursos do Governo do Estado, Fapesp, Finep e parcerias com a USP, a indústria e a Alemanha”, afirmou Anderson Correia, diretor-presidente do IPT.

Potencial e aplicação: por que o hidrogênio é estratégico

O hidrogênio é considerado um vetor energético estratégico porque, quando produzido via fontes renováveis ou processos de baixo carbono, pode substituir combustíveis fósseis com emissões muito mais reduzidas.

Sua aplicação vai além da mobilidade: pode atender setores como cerâmica, siderurgia, vidro, química e produzir combustíveis sintéticos, como o SAF (Combustível Sustentável de Aviação). No transporte, destaca-se para ônibus e caminhões, especialmente em rotas de média e longa distância, onde as baterias elétricas enfrentam limitações de autonomia.

Para João Carlos Cordeiro, diretor da unidade de Energia do IPT, o novo laboratório amplia a capacidade de inovação:

“Temos uma estrutura ímpar para produção, compressão, armazenamento e fornecimento de hidrogênio com segurança. Todo o laboratório estará disponível para apoiar a indústria nacional, a cadeia do hidrogênio e a sociedade.”

Mobilidade limpa e metas de descarbonização

A inserção do hidrogênio na matriz energética paulista tem apelo claro no transporte público. Humberto de Alencar, secretário-adjunto de Inovação e Ciência da Prefeitura de São Paulo, afirmou que o gás desponta como alternativa estratégica para a futura frota de ônibus sustentáveis da capital.

O vice-governador Felício Ramuth destacou que o tema é parte central do Plano Estadual de Energia 2050, que integra pesquisa, inovação e políticas públicas para acelerar a transição energética paulista.

Com a combinação de projetos históricos, testes em frotas reais e agora uma infraestrutura robusta de pesquisa, São Paulo avança com consistência rumo a uma mobilidade baseada em hidrogênio — com foco especial no transporte público e nos veículos de carga de grande porte.

Trajetória já consolidada: hidrogênio em ônibus, produção e testes

A inauguração do LabH2 consolida uma série de iniciativas já divulgadas pelo Diário do Transporte ao longo de 2025:

  • Em 19 de fevereiro, o IPT voltou a produzir hidrogênio de baixo carbono ao recolocar em operação uma planta de eletrólise pertencente à EMTU. Foram produzidos os primeiros 2 kg de H₂, como parte da retomada do projeto de ônibus movidos a hidrogênio. Relembre:

IPT produz primeiros dois quilos de hidrogênio de baixo carbono em retomada de projeto da EMTU

  • A planta, localizada em São Bernardo do Campo (SP), estava ociosa desde meados da década de 2000 e foi reacondicionada pela equipe técnica do IPT, que assumiu a operação, compressão, armazenamento e disponibilização do gás.
  • O projeto visa avaliar o desempenho real de ônibus a hidrogênio em operação, estimando-se que a substituição de 18 ônibus a diesel por modelos a hidrogênio poderia evitar quase 3 mil toneladas de CO₂ por ano.
  • Outras reportagens e podcasts do Diário do Transporte mostraram como o IPT e a EMTU preparam novos testes com frotas reais, além de debates sobre o papel do hidrogênio na descarbonização do transporte público paulista. Relembre:

USP realiza testes para produção de hidrogênio renovável a partir do etanol

Podcast do Transporte: Hidrogênio avança em São Paulo e vai disputar espaço na descarbonização; ouça entrevista com diretor do IPT

Podcast do Transporte: Hidrogênio em dose dupla nos testes de ônibus da EMTU terminal

Como já havia adiantado para o Diário do Transporte, Nunes conhece produção de biometano e hidrogênio que gera eletricidade na China e deve utilizar nos ônibus de São Paulo – OUÇA

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Arrascaeta rebate críticas ao momento do Flamengo no ano: ‘Sempre tentam criar crise de fora para dentro’

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Em entrevista à ESPN nesta sexta-feira (10), o meia Arrascaeta foi direto sobre o momento de turbulência do Flamengo na temporada.

Nos últimos dias, o Rubro-Negro levou um susto daqueles contra o Estudiantes, nas quartas da CONMEBOL Libertadores, conquistando a classificação à semifinal apenas nos pênaltis.

Já no Brasileirão, o time comandado por Filipe Luís perdeu a liderança para o Palmeiras no último final de semana.

O uruguaio, porém, mostrou tranquilidade e disse que segue tudo normal na Gávea, apesar de “tentarem criar crise de fora para dentro”, segundo ele.

Arrasca pediu que o grupo rubro-negro siga tranquilo na reta final da temporada e pediu apoio da torcida para buscar os títulos da Série A e da Libertadores.

“É contra todos? Com certeza! A gente sabe, estou há muito tempo nesse clube e sempre tentam criar uma crise de fora pra dentro que a gente tenta sustentar da melhor forma possível aqui”, afirmou.

“Uma derrota não pode nos desestabilizar como grupo e equipe. Por isso que eu falo para o nosso torcedor: é o momento de acreditar, é o momento de apoiar mais do que nunca esse clube e esses jogadores”, seguiu.

“Eu acredito muito neles, e a gente está trabalhando da melhor forma possível para que o resultado dentro de campo possa acontecer da melhor forma possível”, complementou.

Na Libertadores, o Fla vai enfrentar o Racing, da Argentina, na semifinal.

Já no Brasileirão, a equipe rubro-negra está na posição, empatado em 55 pontos com o Verdão, mas com menos vitórias.

Próximos jogos do Flamengo:

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Cidade de São Paulo entra em estado de atenção para alagamentos na tarde desta sexta-feira (10) 

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo indicam chuvas moderadas e fortes 

YURI SENA

Na tarde desta sexta-feira, 10 de outubro de 2025, toda a cidade de São Paulo se encontra em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas.

De acordo com o radar meteorológico do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, uma grande área de chuva moderada que se deslocou do interior, formada por uma área de baixa pressão, já atua na capital paulista. 

A intensidade das chuvas varia entre moderada e forte e se espalharam pela cidade. Algumas regiões registraram alagamentos, causando transtornos para motoristas e pedestres. 

Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo mostram chuva forte na Zona Leste, principalmente nas subprefeituras da Mooca, Penha, Aricanduva Formosa e Vila Prudente. 

O mesmo quadro de chuva forte é observado na Zona Norte, na subprefeitura de Jaçanã/Tremembé. Nas outras regiões da cidade chove leve. Nas próximas horas essa condição de chuva forte diminui na cidade.

Essa condição meteorológica deixa o tempo instável e chuvoso com a ocorrência de trovoadas, raios, rajadas de vento o que poderá causar queda de árvores durante as precipitações

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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