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Mercedes-Benz e Setra anunciam serviço de reaproveitamento de baterias de ônibus elétricos que não servem mais para os veículos

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Equipamentos podem ser utilizados em estações de armazenamento de energia nas garagens para recarga dos coletivos ou mesmo para geração complementar para usinas ou imóveis residenciais

ADAMO BAZANI

Enquanto no Brasil a eletrificação de frotas de ônibus ainda está em fases iniciais, na Europa, na Ásia e em parte da América do Norte, o fenômeno já é realidade há mais tempo e estas localidades já começam a enfrentar na prática o dilema: o que fazer com as baterias que já não servem mais para os veículos? Reutilização para outros fins é a resposta mais racional.

E, mais uma vez, parte da indústria de ônibus tem tomado iniciativas.

A vida útil nos veículos das primeiras gerações das baterias é de cerca de oito anos.

As baterias mais modernas já possuem durabilidade maior.

Se não servem mais para alimentar os coletivos, estas baterias, cujas matérias-primas têm um grande impacto ambiental e não podem ser descartadas de qualquer jeito, ainda servem para outras aplicações.

Na Busworld 2025, que ocorreu em Bruxelas, na Béligica, entre os dias 04 e 09 de outubro de 2025, a Daimler Buses, que congrega as marcas Mercedes-Benz e Setra, anunciou um serviço de reaproveitamento de baterias de ônibus elétricos que não servem mais para os veículos.

Busworld é o maior evento de ônibus do Planeta. O repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, foi a Europa fazer a cobertura presencial, a convite da Mercedes-Benz. O Diário do Transporte foi um dos poucos veículos de comunicação do Brasil a estar no local.

Os equipamentos podem ser utilizados em estações de armazenamento de energia nas garagens para recarga dos coletivos ou mesmo para geração complementar para usinas ou imóveis residenciais.

Em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes anunciou um sistema de armazenamento de energia nas garagens que promete reduzir a dependência de adaptação de infraestrutura da rede de distribuição pela concessionária ENEL.

Chamada de BESS (Battery Energy Storage System), a tecnologia conta com espécies de “no-brake” gigantes que, entre os diferenciais dos atuais sistemas de recarga, vão captando energia da rede, mesmo em baixa tensão, durante o dia, de forma gradual e lenta, para quando os ônibus chegarem à garagem, no final da noite, início da madrugada, carregarem como se estivessem conectados à rede de distribuição, mas a eletricidade já vai estar guardada na garagem.

Na Europa, guardadas as devidas proporções e sem comparações diretas, o sistema BESS pode ser formado pelas baterias dos próprios ônibus que já não teriam mais capacidade para gerar força de tração e autonomia suficiente aos veículos.

Segundo a Daimler Buses, a prática de reaproveitamento das baterias em outras aplicações ´é chamada de “repurpose”.

A gigante que reúne Mercedes-Benz e Setra ainda anunciou que também participa de projetos na Alemanha.

Veja abaixo:

A vida das baterias após o uso no veículo

Após a primeira vida útil das baterias no veículo, a Daimler Buses oferece soluções para aplicações chamadas de “repurpose”. Aqui, as antigas baterias de alta voltagem são utilizadas, por exemplo, em unidades de armazenamento de energia para compensar picos de carga na rede elétrica ou como unidades de armazenamento intermediário em usinas solares e eólicas. Posteriormente, ao final do ciclo de vida, a empresa trabalha com parceiros para oferecer opções de reciclagem a fim de recuperar o máximo possível de matérias-primas contidas. Com o objetivo de possibilitar métodos de reciclagem ainda mais eficientes e um ciclo de vida de produto fechado, a Daimler Buses também participa de projetos na Alemanha que são apoiados em conjunto com a Daimler Truck.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Linha 4-Amarela da ViaQuatro comemora 15 anos com visita especial de crianças ao Centro de Controle Operacional

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Grupo de pequenos entusiastas de trens participa de experiência educativa no Pátio Vila Sônia, com presença de influenciadores voltados à inclusão

YURI SENA

No mês em que completa 15 anos de operação, a ViaQuatro, concessionária responsável pela Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, preparou uma ação especial para celebrar a data com o público. Nesta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, cerca de dez crianças apaixonadas por trens visitarão o Centro de Controle Operacional (CCO), localizado no Pátio Vila Sônia, em uma experiência imersiva e educativa.

Durante a atividade, os participantes poderão acompanhar o funcionamento do sistema metroviário, observar o monitoramento em tempo real das composições e ainda conhecer de perto a cabine de um dos trens que circulam na linha.

A visita faz parte da programação de aniversário da ViaQuatro, que inclui ações voltadas à comunidade, colaboradores e clientes, reforçando o compromisso da empresa com a aproximação e o engajamento social.

O encontro contará também com a presença dos irmãos Chiquinho e Charles, influenciadores conhecidos nas redes sociais por abordarem temas ligados à inclusão e ao cotidiano de pessoas no espectro autista.

“Nosso compromisso é transformar vidas por meio da mobilidade. É sempre um prazer promover a integração da ViaQuatro com seus clientes. Celebrar o aniversário da operação com crianças que têm uma conexão genuína com o transporte sobre trilhos torna esta data ainda mais especial”, destacou Antonio Marcio Barros Silva, diretor de Operações da ViaQuatro.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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A ‘porrada’ de Kroos em geração da Alemanha que luta por vaga na Copa e o que assistir no Disney+

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Tetracampeã do mundo e em busca de uma vaga na Copa do Mundo de 2026, a Alemanha enfrentará a seleção de Luxemburgo nesta sexta-feira (10), a partir das 15h45 (horário de Brasília), pelas eliminatórias europeias, com transmissão ao vivo no Disney+.

Após um início ruim com uma derrota e uma vitória nas duas primeiras partidas, a seleção germânica tenta engrenar de vez não só para se aproximar do Mundial, mas também para superar a desconfiança, externada por ninguém menos do que Toni Kroos.

Em setembro deste ano, durante participação no podcast Einfach mal Luppen, que tem com seu irmão, o ex-astro do Real Madrid e da seleção criticou a atual geração alemã e comemorou o fato dos tetracampeões do mundo terem caído em um grupo fácil nas eliminatórias.

“É verdade que estamos a anos-luz de poder falar sobre a Copa do Mundo. Mas ela não será disputada neste verão e sim no próximo. No momento, não estamos em boa forma. Mas vamos esperar que os jogadores certos se recuperem no verão”, disse Kroos.

A chave da Alemanha conta com Luxemburgo, Irlanda do Norte e Eslováquia, esta líder com duas vitórias em duas partidas.

“Atualmente, não temos um grupo de 50 jogadores de nível internacional. É assim que as coisas são. Somos coesos. Mas o elenco também não importa. Com as partidas que eles têm, o que temos deve ser suficiente”, seguiu Kroos, que amenizou em sequência e lembrou os “pontos fortes”.

“Não podemos esquecer que atualmente não estamos entre aqueles que podem ter grandes ambições. Há outros que são simplesmente melhores. No entanto, acho que se todos estiverem em forma, ainda temos pontos fortes”, finalizou.

Kroos, vale lembrar, se aposentou dos gramados após a Eurocopa de 2024, disputada na própria Alemanha. Pela seleção, o astro fez parte do time campeão do mundo em 2014, com direito a goleada por 7 a 1 sobre o Brasil.

CLIQUE E ASSISTA ALEMANHA x LUXEMBURGO


Tênis, Palmeiras em campo e eliminatórias europeias

A madrugada de quinta para sexta-feira (10) terá muito tênis na tela do Disney+.

A partir da meia-noite de quinta começam as quartas de final do WTA 1000 de Wuhan, na China. Pouco depois, a partir de 1h30 (horário de Brasília) tem as quartas de final do ATP 1000 de Xangai.

Às 13h30 (de Brasília), é a vez dos garotos do Palmeiras entrarem em campo pela LALIGA FC Futures sub-12 contra o Orlando City.

E, às 15h45 (de Brasília), tem rodada cheia de eliminatórias europeias da Copa do Mundo de 2026 com as seguintes partidas: Bélgica x Macedônia do Norte, Islândia x Ucrânia, e Irlanda do Norte x Eslováquia.

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Julgamento sobre descumprimento pela Buser de ordem judicial a respeito de circuito fechado é suspenso após pedido de vistas

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Desembargadora quer analisar melhor recurso movido por aplicativo que havia sido multado em até R$ 50 mil por dia junto com empresas de fretamento

ADAMO BAZANI

Foi suspenso nesta quarta-feira, 08 de outubro de 2025, o julgamento pelo TRF 1 (Tribunal Regional Federal da Primeira Região), correspondente a Brasília, de um recurso de agravo de instrumento pelo qual o aplicativo de ônibus rodoviário Buser e empresas de fretamento tentam se livrar de uma condenação por descumprimento de decisão que considerou ilegal que estes serviços atuem em regine de “circuito aberto”, com embarques e desembarques ao longo dos trajetos e vendas individuais de passagem, como empresas regulares.

A suspensão ocorreu após pedido de vistas (mais tempo para analisar) por parte da desembargadora federal Kátia Balbino, da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A magistrada, que é presidente da turma, abriu divergência do voto do desembargador-relator, Flávio Jardim, que foi favorável ao recurso do aplicativo e das fretadoras.

“Vou abrir uma divergência, considerando os limites do agravo de instrumento e por ser um pouco mais conservadora em relação às questões do transporte público. Eu até costumo pressionar a ANTT a fazer cumprir os prazos de análise dos processos de autorização, porém não consigo avançar, por entender que nós apenas poderíamos decidir no sentido de manter ou cassar a liminar”, destacou a desembargadora.

CIRCUITO FECHADO X CIRCUITO ABERTO

De acordo com as normas atuais, são formas diferentes de prestação de serviços de ônibus rodoviários.

O circuito fechado é para o fretamento. Nele, o mesmo grupo de pessoas na ida da viagem tem de ser o da volta. Não pode haver venda individual de passagem (seja por bilhetes ou sob o nome de rateio). Ou seja, para o fretamento, não pode haver um guichê físico, um aplicativo ou por site pelo qual a pessoa entra e faz uma compra individual de passagem. O fretamento deve ser contratado por um grupo. Por exemplo, frequentadores de uma igreja, grupos de estudantes, executivos, grupos de turismo, etc. O fretamento não pode ter embarque e desembarque individual no meio da viagem, como as seções de uma linha.

Já o circuito aberto é para as linhas regulares rodoviárias, que são aquelas operadas por empresas autorizadas. O passageiro pode comprar individualmente o bilhete por guichês, sites de vendas de passagens ou nos sites e aplicativos das empresas de ônibus. Os passageiros não precisam se conhecer e não é necessário que o mesmo grupo da ida seja o da volta.

As empresas de linhas regulares operam em rodoviárias ou pontos de embarque e desembarque oficiais. Estas companhias têm uma série de obrigações a cumprir que os fretados não têm e, aparentemente, não querem. Por exemplo:

– Devem transportar vários passageiros sem cobrar tarifa, como idosos, pessoas com deficiência e pessoas de baixa renda;

– Devem fazer a viagem com o ônibus lotado ou com pouca gente. Alguns aplicativos que trabalham com ônibus fretados não fazem a viagem se não houver, por exemplo, 40% de ocupação do veículo;

– Devem atender em rodoviárias regulares ou em pontos de apoio e de embarque e desembarque oficiais, com licenças de prefeituras e governos estaduais;

– Devem cumprir horários e itinerários fixos estipulados pelo poder público.

– Devem operar linhas de alta e baixa demanda

Um dos pontos das discussões é que todas estas obrigações que as empresas regulares têm representam custos.

Se deixar os ônibus fretados por aplicativos venderem as viagens, vouchers e passagens de forma individual, mas sem estas obrigações, a concorrência seria desleal. Isso porque os fretados teriam os direitos dos ônibus regulares, mas sem os custos e obrigações dos ônibus regulares.

Logo, poderiam fazer um preço menor, mas sem seguir as mesmas regras.

MISCELÂNIA DE DECISÕES:

O Diário do Transporte tem mostrado que há uma miscelânia de decisões sobre o tema, ora favorável às gigantes dos aplicativos, como a Buser, e às empresas de fretamento; ora favoráveis às empresas regulares (algumas de grupos gigantes, mas muitas pequenas também) e às agências reguladoras.

O STF (Supremo Tribunal Federal) parece ter “sentado em cima” do tema e não julga ações que poderiam dar um entendimento unificado.

Em nível federal, o TCU (Tribunal de Contas da União) e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) mantiveram as normas que proíbem a atuação dos aplicativos e das empresas de fretamento na venda individuais de passagens em modelo semelhante ao que só é permitido às empresas regulares.

O mercado aguarda uma posição definitiva do STF (Supremo Tribunal Federal) para criar uma jurisprudência.

De um lado, empresas de fretamento e gigantes de aplicativos, que até contam com recursos internacionais e fazem caras propagandas em emissoras de TV, dizem que a regra do circuito fechado restringe a competitividade do mercado, que poderia baixar o valor das tarifas e ampliar as opções para os passageiros.

De outro lado, empresas que operam linhas regulares, muitas controladas por gigantescos grupos que atuam há décadas no setor, mas também existem empresários pequenos, alegam que o que os aplicativos e as empresas de fretamento querem é “vida fácil”, ocasionando uma concorrência desleal.

Isso porque, de acordo com a associações de empresas de linhas regulares, como a Abrati, os aplicativos e fretados querem o “bom” das regulares, que é o circuito aberto, podendo vender passagens individuais. Mas não querem o “osso”, que é seguir regras como conceder sem subsídio gratuidades obrigatórias por lei (idosos, pessoas com deficiência, jovens de baixa renda), fazer a viagem independentemente de o ônibus estar cheio ou vazio, cumprir quadro de tarifas, itinerários e horários estabelecidos pelos órgãos reguladores e oferecer embarque e desembarque em terminais rodoviários oficiais.

HISTÓRICO:

Em 2020, uma decisão judicial determinou que as empresas de fretamento e as Buser não deveriam operar o transporte coletivo de passageiros como viações de linhas regulares.

As fretadas e a Buser deveria obedecer a circuito fechado, especialmente com chegada, saída ou parada no Distrito Federal. A determinação também estabeleceu multa diária de R$ 10.000,00 à plataforma e às fretadoras.

Na época, a 2ª Vara Federal Cível do DF atendeu a um pedido da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), que reúne as empresas de linhas interestaduais regulares.

A Abrati alegou que a partir da autodenominação de “fretamento colaborativo” a Buser e empresas de fretamento estavam operando transporte coletivo aberto ao público em geral de modo manifestamente irregular e ilegal, em concorrência desleal com as delegatárias, em prejuízo da prestação do serviço público. Dois anos depois, em 2022, uma decisão do juiz substituto Anderson Santos elevou a multa diária de R$ 10 mil para R$ 50 mil.

GUERRA DE ARGUMENTOS:

Na sessão desta quarta-feira, 08 de outubro de 2025, a Abrati foi representada pelo advogado Alde Santos Júnior, que defendeu a rejeição do agravo de instrumento, alertando para o risco de se criar um ambiente de insegurança regulatória e jurídica.

 “O transporte de fretamento sempre foi complementar ao serviço público e com ele não pode ser confundido, nem pode instaurar uma concorrência prejudicial a esse serviço. Nesse sentido, revogar ou cassar a decisão agravada que está alinhada à majoritária jurisprudência de todos os tribunais regionais federais — inclusive deste tribunal e do Superior Tribunal de Justiça — para atender interesses de empresas que não observam a regulação e que descumprem decisões judiciais acintosamente poderá resultar em um ambiente de insegurança regulatória e jurídica”, argumentou o advogado.

Pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a sustentação oral ficou a cargo do procurador federal Frederico Jorge Magalhães Pereira de Lira, que destacou que a regra do circuito fechado possui pleno amparo legal.

A ANTT entende que existe suficiente base normativa para a manutenção da decisão recorrida e que a distinção rigorosa entre o serviço de fretamento operado no circuito fechado e o serviço regular operado sob o circuito aberto é uma exigência fundamental para a própria sustentabilidade, equilíbrio e justa competição no setor de transporte terrestre”, afirmou o representante da agência do Governo Federal.

Apesar dos argumentos, o relator do agravo de instrumento, desembargador Flávio Jardim, votou pelo provimento do recurso, demonstrando, inclusive, discordar da ampla jurisprudência, inclusive do precedente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em que se que decidiu que o “serviço oferecido pela Buser de fretamento em circuito aberto implica, na realidade, a prestação irregular de serviço de transporte rodoviário de passageiros” – diz a Abrati.

Na sequência, a desembargadora Kátia Balbino pediu vista, mas adiantou que diverge do colega.

“Vou abrir uma divergência, considerando os limites do agravo de instrumento e por ser um pouco mais conservadora em relação às questões do transporte público. Eu até costumo pressionar a ANTT a fazer cumprir os prazos de análise dos processos de autorização, porém não consigo avançar, por entender que nós apenas poderíamos decidir no sentido de manter ou cassar a liminar”, destacou a desembargadora.

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) reforçou a confiança de que o TRF1 vai acompanhar o precedente do STJ em relação às normas do setor, o que considera essencial “para a ampliação de uma concorrência leal entre as empresas autorizatárias do serviço público, sem o comprometimento da segurança dos passageiros.

Veja abaixo na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) acompanha atentamente o desenrolar do processo em curso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que trata do cumprimento de decisão judicial referente às atividades da plataforma Buser e de fretadoras parceiras.

A entidade reitera sua confiança na Justiça e no devido processo legal, certos de que o Tribunal prestigiará as normas que regulam o transporte coletivo interestadual e o precedente do STJ que examinou a matéria, elementos essenciais para a ampliação de uma concorrência leal entre as empresas autorizatárias do serviço público, sem o comprometimento da segurança dos passageiros.

O Diário do Transporte aguarda um posicionamento da Buser.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Eventos na Pampulha (MG) terão linha especial de ônibus neste sábado (11)

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Foto: Divulgação / BHTrans.

Operação especial vai atender o público dos shows de Thiaguinho e Belo, no Mineirinho, e do Desafio de Gigantes, no Mineirão; estações do Move funcionarão até 4h de domingo

YURI SENA

A Prefeitura de Belo Horizonte preparou uma operação especial de trânsito e transporte para atender o público que participará de dois grandes eventos neste sábado, 11 de outubro de 2025, na região da Pampulha: o show de Thiaguinho e Belo, no Mineirinho, e o Desafio de Gigantes, no Mineirão.

Para facilitar o deslocamento dos participantes, a prefeitura disponibilizará a linha especial 55 (Mineirão/Savassi – Via Centro), que fará o trajeto entre os dois locais de evento, o Centro e a Savassi. A abertura dos portões está prevista para às 14h, e os embarques acontecerão em pontos estratégicos próximos aos estádios.

Pontos de embarque e horários

Os embarques ocorrerão nos seguintes locais:

Mineirão (Esplanada Norte) – Avenida Rei Pelé;

Mineirão (Esplanada Sul) – Avenida Carlos Luz (Catalão), nº 4.806;

Mineirinho – Avenida Coronel Oscar Paschoal, nº 1.

As viagens terão intervalos de 15 minutos, com partidas entre 20h45 e 22h, no Mineirão, e das 23h45 até 1h, no Mineirinho. O embarque será acompanhado por agentes da Sumob, e as viagens ocorrerão conforme a demanda de passageiros.

A linha fará desembarques na Avenida Catalão (Shopping Del Rey), Praça Sete e Savassi (Avenida Cristóvão Colombo, entre a Rua Alagoas e a Avenida Getúlio Vargas). O pagamento poderá ser feito com Cartão BHBUS, QR Code do aplicativo BHBUS+ ou dinheiro.

Operação do transporte coletivo

As estações Move UFMG e Mineirão terão funcionamento estendido até as 4h da madrugada de domingo (12) para atender o retorno dos participantes.

A região da Pampulha será atendida por diversas linhas do sistema Move e convencionais, incluindo:

Move: 64 (Estação Venda Nova/Assembleia), 67 (Estação Vilarinho/Santo Agostinho), 5106 (Bandeirantes/BH Shopping) e 5401 (São Luiz/Dom Cabral);

Convencionais: 503, 504, 506 e 5102;

Suplementares: S53, S54A, S54B e S56.

Agentes da Unidade Integrada de Trânsito — formada pela BHTrans, Guarda Civil Municipal e Polícia Militar — farão o monitoramento do tráfego e auxiliarão pedestres e motoristas durante toda a operação.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Ônibus é furtado durante troca de turno de motorista em Santo André (SP)

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Criminoso levou painel, tacógrafo e módulo eletrônico; prejuízo estimado é de R$ 12 mil

YURI SENA

Um ônibus que fazia o trajeto da linha B-49 Palmares teve os equipamentos furtados na tarde de quarta-feira, 8 de outubro de 2025, na Rua Hermínia Lopes Lobo, em Santo André. 

O crime ocorreu enquanto os motoristas da Viação Vaz, empresa responsável pela operação, realizavam a troca de turno.

O coletivo estava estacionado no ponto final quando um suspeito teria invadido o veículo e retirado componentes eletrônicos, incluindo o painel de controle, o tacógrafo e o módulo do sistema.

De acordo com a empresa, o prejuízo estimado ultrapassa R$12 mil. 

A Polícia Civil registrou a ocorrência e deu início às investigações para identificar o responsável pelo furto.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Racing perde destaque da equipe para duelo contra o Flamengo na Libertadores e acumula segundo desfalque

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Adversário do Flamengo na semifinal da CONMEBOL Libertadores, o Racing perdeu mais um jogador importante para o confronto. Após lesão de Elias Torres, desta vez é Franco Pardo quem foi confirmado como desfalque pelo clube argentino.

Titular absoluto, o segundo desfalque foi oficializado pelo Racing nesta quinta-feira (9). Zagueiro, Franco Pardo está descartado para os dois jogos contra o Rubro-Negro após lesão grau 3 no adutor da coxa esquerda.

Tanto o atacante Elias Torres quanto Franco Pardo se machucaram na segunda-feira (6), em jogo com time misto do Racing contra o modesto Independiente Rivadavia, pela 11ª rodada do Campeonato Argentino. O atacante rompeu o ligamento do joelho em lesão que o tira de todo o restante da temporada.

Enquanto Torres era recém chegado e ainda não tinha status de titular, Pardo é um dos destaques do setor defensivo e titular absoluto do time de Gustavo Costas.

Sem os dois jogadores, o Racing encara o Fla praticamente completo, a princípio. O jogo de ida, no Maracanã, será disputado no dia 22 de outubro, enquanto a volta, no Estádio Presidente Perón, em Buenos Aires, será no dia 29.

A única baixa certa para Filipe Luís é Pulgar, que ainda se recupera de uma cirurgia no pé direito após lesão sofrida contra o Bayern de Munique no Mundial de Clubes.

Próximos jogos do Flamengo:

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SUSPENSO leilão da Itapemirim que tinha sido marcado para 10 de novembro de 2025 – EM PRIMEIRA MÃO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE:

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Juiz paulista destacou que há liminares que impedem a realização da concorrência e afasta alegação de má-fé da Suzantur

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu há pouco, no início da noite desta quinta-feira, 09 de outubro de 2025, o leilão de 125 linhas de ônibus interestaduais, marcas, guichês e ônibus usados do falido Grupo Itapemirim. O DIÁRIO DO TRANSPORTE TRAZ A NOTÍCIA DE FORMA EXCLUSIVA E EM PRIMEIRA MÃO.

Como havia mostrado do Diário do Transporte, tinha sido marcado para começar no dia 10 de novembro de 2025 o tão esperado leilão

Seriam três dias de leilão (praças) com o valor inicial de R$ 101,1 milhões, caindo para 50% se não houver interessados no primeiro dia, e com lances livres na terceira oportunidade (VEJA MAIS ABAIXO EM MATÉRIA ANTERIOR).

Para fundamentar a decisão noticiada em primeira mão pelo Diário do Transporte, o juiz paulista destacou que há liminares que impedem a realização da concorrência e que a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que pediu brevidade na realização do leilão não anula estas liminares.

Desse modo, ainda que a r. decisão do C. Superior Tribunal de Justiça tenha indicado a possibilidade de prosseguimento do leilão, faz-se necessário aguardar deliberação deste E. Tribunal de Justiça sobre os recursos pendentes de julgamento e que possuem objeto distinto daquele que foi objeto da tutela cautelar antecedente

A interessada Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha S.A. manifestou-se contrariamente ao pedido de retomada do leilão (fls. 979/983). A companhia do Grupo Comporte, da família do fundador da GOL Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira, argumentou que a interpretação dada pela Transportadora Turística Suzano Ltda. , Suzantur, atual arrendatária, à decisão do Superior Tribunal de Justiça é equivocada e de má-fé.

A Penha sustenta que a referida decisão limitou-se a suspender os efeitos de um acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo relacionado ao contrato de arrendamento, não versando sobre as condições para a realização do leilão em sie afasta alegação de má-fé da Suzantur.

Mas o juiz negou o argumento da Penha.

Por fim, observo que não há demonstração de má-fé por parte da TransportadoraTurística Suzano Ltda., considerando que apenas apresentou nos autos a sua interpretação acercada decisão proferida pelo C. Superior Tribunal de Justiça, sem qualquer intenção dolosa – escreveu o magistrado, que ainda destacou que CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça, que o Ministério Público e que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que regula o setor, não se manifestaram sobre o novo edital sugerido pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners.

Em que pese a louvável iniciativa da administradora judicial em apresentar novo edital de leilão já com as devidas retificações quanto à matéria que foi objeto dos recursos, verifica- se que, ainda assim, é necessário aguardar definição do E. Tribunal de Justiça sobre a própria modelagem do leilão e avaliação dos ativos (fragmentação dos ativos ou alienação em bloco),submissão ao CADE e possibilidade jurídica de alienação das linhas de ônibus (ou de seus direitos de exploração) ante a titularidade do serviço público de transporte rodoviário pela União. Ademais, a apresentação de novo edital de leilão e nova avaliação do ativo pela administradora judicial exige a prévia manifestação de todos os interessados e do Ministério Público. Desse modo, a indicação de data próxima para possível realização do leilão (24/10/2025)se mostra açodada e não condiz com a complexidade do ato, pois sequer seria possível a realização do contraditório .Assim, INDEFIRO a realização do leilão nas datas indicadas no novo edital de fls.993/996. Por ora, aguarde-se o julgamento dos recursos de agravo de instrumento pelo E. Tribunal de Justiça em que houve determinação de suspensão do leilão. Por fim, observo que não há demonstração de má-fé por parte da Transportadora Turística Suzano Ltda., considerando que apenas apresentou nos autos a sua interpretação acercada decisão proferida pelo C. Superior Tribunal de Justiça, sem qualquer intenção dolosa. Intime-se. São Paulo, 09 de outubro de 2025.

MATÉRIA ANTERIOR:

Leilão de linhas e marcas da Itapemirim é marcado para começar em 10 de novembro de 2025

Patrimônio foi cotado em R$ 101 milhões e serão três praças

ADAMO BAZANI

Foi marcado para começar no dia 10 de novembro de 2025 o tão esperado leilão de linhas, guichês e ônibus usados do Grupo Itapemirim.

Serão três dias de leilão (praças) com o valor inicial de R$ 101,1 milhões, caindo para 50% se não houver interessados no primeiro dia, e com lances livres na terceira oportunidade.

Os valores e datas foram publicados no site MegaLeilões. Não haverá as vantagens previstas no primeiro contrato de arrendamento a atual operadora Suzantur.

A leiloeira explica no portal que a administradora judicial EXM Partners atualizou os valores, que antes eram de R$ 97,2 milhões.

UNIDADE PRODUTIVA ISOLADA (UPI) COMPOSTA PELOS SEGUINTES ATIVOS: I – Marcas do Grupo Itapemirim pertinentes à operação de ônibus; II – Ônibus; III – Direito de exploração dos guichês; IV – Direitos de exploração das linhas.

A Administradora Judicial providenciou a atualização da avaliação da ‘UPI Operação Itapemirim’, com base no valor da variação do faturamento bruto projetado pela empresa especializada, Setape Assessoria Econômica, a qual realizou a avaliação inicial, com o valor realizado do período de 01/2024 até 07/2025 pela Transportadora Turística Suzano Ltda inerente ao contrato de arrendamento.

A UPI (Unidade de Produção Isolada) Opoeração do Grupo Itapemirim engloba em um lote os seguintes bens:

I – Marcas do Grupo Itapemirim pertinentes à operação de ônibus;

II – Ônibus;

III – Direito de exploração dos guichês;

IV – Direitos de exploração das linhas. Valor de avaliação deste lote atualizado:

1ª Praça: 10/11/2025 às 15:00

Horário de Brasília

R$ 101.111.000,00

2ª Praça: 25/11/2025 às 15:00

Horário de Brasília

R$ 50.555.500,00

3ª Praça: 10/12/2025 às 15:00

Horário de Brasília

R$ 1,00 – simbóilico, livre

ÁGUIA BRANCA E TRANSIÇÃO:

A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, voltou a enfatizar à Justiça que tem plenas condições, tanto financeiras, estruturais e operacionais, de iniciar de imediato o arrendamento, não tudo de uma vez, mas cumprindo a transição de até 60 dias.

Como mostrou o Diário do Transporte, de maneira exclusiva, no dia 24 de junho de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais , do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendeu recurso das Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da atual arrendatária, Suzantur, companhia de Santo André (SP), que opera desde 04 de março de 2023, após obter o direito de utilizar as linhas, estruturas e marcas do Grupo Itapemirim por dois anos, na mesma decisão em que a Justiça decretou a falência do conglomerado em 21 de setembro de 2022.

Em 30 de junho de 2025, o STJ esclareceu que uma decisão da corte sobre a manutenção da prorrogação do arrendamento em prol da Suzantur perdeu o objeto com a extinção da liminar que favorecia a empresa do ABC e, com isso, se quisesse, a Águia Branca poderia assumir.

O juiz de São Paulo estipulou algumas condicionantes, como o prazo de transição ser obrigatoriamente de 60 dias, não opcionalmente, e o primeiro pagamento ocorrer me 45 dias após o início do arrendamento.

A Águia Branca já manifestou concordância com todas as exigências.

Enquanto isso, a Suzantur tenta reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e restabelecer a prorrogação do arredamento.

O período de dois anos deste contrato da Suzantur passou a ser considerado a partir de 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou as operações, portanto, já venceu. A Suzantur conseguiu prorrogar o arrendamento por mais 180 dias, mas pouco antes do prazo regular vencer, outros grupos empresariais apresentaram novas propostas, em valores superiores, para um novo arrendamento. Enquanto a Suzantur paga um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.

Entre o fim de 2024 e início de 2025, concorrentes da Suzantur apresentaram propostas com valores superiores para um novo arrendamento

As propostas foram:

Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;

Grupo Comporte, pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens

Íntese Empreendimentos, do dono da falida Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos.

A Justiça então desclassificou a proposta da Íntese por não atendimento de critérios técnicos e, homologou da Águia Branca. Se a empresa não aceitasse as novas condições, o Grupo Comporte poderia assumir se quisesse.

A Águia Branca concordou com todas as condições.

As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas de R$ 2,9 bilhões. Após receber autorização da reguladora federal, ANTT (Agência nacional de Transportes Terrestres), em 27 de fevereiro de 2023, a Suzantur colocou o primeiro ônibus para fazer viagem em 04 de março de 2023, no trecho entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O Diário do Transporte acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade.

As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.

A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:

Sala-vip: A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.

O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros

VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis

CCO: Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –

EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA

Ônibus históricos: Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:

VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim

Ônibus Zero Quilômetro: De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro. Relembre um dos lotes:

VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro

Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.

Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS

Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. Diário do Transporte obteve dados e imagens exclusivas

ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA

NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:

A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.

O Diário do Transporte teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.

Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².

Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como “Parque Rodoviário Inédito no Brasil”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.

PARA O PASSAGEIRO: O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.

O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

HOTELARIA PARA MOTORISTAS: Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.

ESTACIONAMENTO TÁTICO: A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.

NOVOS NEGÓCIOS: Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.

LOGÍSTICA E ENCOMENDAS: A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter

TI COM ESPAÇO PRÓPRIO: O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

MANUTENÇÃO: Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.

A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.

MAIS EMPREGOS: A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.

INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:

Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.

“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar”

A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”* – disse

Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.

AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP

Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.

Dimensões do complexo:

Área atual: 5.917 m²

Área da ampliação: 7.839 m²

Área total consolidada: 13.756 m²

Principais melhorias e ampliações previstas:

Ampliação do Centro de Encomendas:

A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.

Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:

Será implementado um ambiente de alto padrão com:

Toaletes acessíveis;

Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;

Área de descanso;

Espaço coworking;

Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

Novo Refeitório Ampliado:

Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.

Expansão Administrativa e Operacional:

Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.

Alojamentos para Colaboradores:

A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.

Infraestrutura de Tecnologia da Informação:

Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

Expansão do Pátio Operacional:

O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.

HISTÓRICO

A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.

À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.

Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.

Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.

– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.

– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.

– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)

– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.

– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.

– 07 de fevereiro de 2025: O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 – noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).

A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:

  • 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),
  • 39 guichês rodoviários;
  • 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);
  • 2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.

Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.

A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.

Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o Diário do Transporte.

Relembre:

EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO

Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.

Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.

O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Relembre:

Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento

A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.

Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.

A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.

Veja o que alegam.

CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR

Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.

EXM PARTNERS

A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.

SUZANTUR

A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.

O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?

A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.

De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.

Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.

Relembre:

EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis

Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.

NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:

Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.

A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.

Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.

No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.

Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a perempção, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais

Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.

Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.

Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.

Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar

PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO

Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.

A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.

O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.

Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.

STALKING HORSE

A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.

Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de stalking horse configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.

Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.

De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao Diário do Transporte, o termo “Stalking Horse” teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.

Nesta estratégia se busca um “Stalking Horse”, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”

Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao “Stalking Horse”. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.

Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.

VENDA EM LOTES:

A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.

Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. – diz a Administradora Judicial.

Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).

Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.

ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):

Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.

Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.

Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 – 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 – 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim

TRIBUS:

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.

“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.

Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:

Ônibus Prefixo 70000:

Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.

Relembre:

Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970

Ônibus 0 km com pintura do Tribus – prefixo 60.000:

Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.

O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.

Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.

Relembre:

EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto

O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:

Relembre:

EXCLUSIVO – MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ônibus históricos arrematados em leilão:

Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.

Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)

– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;

– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.

– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).

– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.

– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.

– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.

Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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Feira de Santana (BA) reforça transporte coletivo na região da Artêmia Pires com cinco novos ônibus

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Foto: Divulgação

Veículos climatizados e acessíveis foram entregues pelo prefeito José Ronaldo; investimento inclui renovação de frota e novos abrigos para pontos de parada

YURI SENA

A Prefeitura de Feira de Santana ampliou o atendimento do transporte coletivo urbano na região da Artêmia Pires com a entrega de cinco novos ônibus climatizados, todos equipados com rampa de acessibilidade para cadeirantes. Os veículos, que integram a frota da empresa São João, foram entregues na manhã desta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, durante solenidade em frente ao Paço Municipal Maria Quitéria.

Segundo o prefeito, três dos novos ônibus irão operar no sistema do BRT Feira, enquanto outros dois atenderão o bairro Parque Getúlio Vargas e o Corredor dos Araçás. Ele destacou ainda que a administração municipal está investindo na melhoria da infraestrutura do transporte público, com a abertura de licitação para aquisição de cerca de 80 novos abrigos de pontos de ônibus, ampliando o conforto e a segurança dos usuários.

O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Sérgio Barradas Carneiro, ressaltou que a linha que atende a Artêmia Pires é atualmente a mais extensa da cidade, com 27 quilômetros de trajeto entre a Estação de Transbordo Centro e o bairro Jardim Brasil.

De acordo com o diretor da empresa São João, Abel Soares, cada novo veículo tem capacidade para transportar cerca de 70 passageiros. “Estamos realizando investimentos constantes para renovação da frota e melhoria da qualidade do serviço prestado à população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença dos secretários Joilton Freitas (Comunicação), Luziel Andrade (Prevenção à Violência), do chefe de Gabinete Mário Borges, do deputado estadual José de Arimatéia, do vereador Juraci Carvalho e da ex-deputada Dayane Pimentel.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Fonte

Linha 7-Rubi tem trecho interrompido por problema de energia elétrica. Ônibus PAESE acionados

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Defeito ocorre bem no horário de pico na volta para casa nesta quinta-feira (09)

ADAMO BAZANI

A linha 7-Rubi de trens metropolitanos de São Paulo teve um trecho interrompido no início da noite desta quinta-feira, 09 de outubro de 2025, por causa de um problema de energia elétrica, informa a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Segundo a estatal, “por motivo de Problemas Técnicos no Sistema de Energia , os trens não estão circulando entre as Estações Francisco Morato e Campo Limpo Paulista” .

A operação da linha 7 está em transição entre a CPTM e a concessionária TIC Trens, vencedora do leilão do trem intercidades entre São Paulo e Campinas.

A estatal ainda responde pela linha.

Em nota, a CPTM diz que acionou ônibus de emergência.

Na tarde desta quinta-feira (09/10), por volta das 18h20, foi identificada uma falha no Sistema de Energia entre as estações de Francisco Morato e Campo Limpo, Linha 7-Rubi. Para atuação da equipe de manutenção, a circulação dos trens foi interrompida no local e o sistema PAESE foi acionado para atender os passageiros no trecho. A CPTM pede desculpas pelos transtornos causados aos passageiros.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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