Informação foi confirmada nesta semana durante anúncio de corredor e prosseguimento de obras em terminal
ADAMO BAZANI
Os moradores de regiões adensadas de Mauá, na Grande São Paulo, como o Jardim Itapark, região do Zaíra, centro e bairros próximos, vão ter se se preparar para mudanças nos transportes municipais nos próximos meses.
A prefeitura confirmou que haverá seccionamento (corte) de linhas dos bairros, que hoje vão até o centro, no Terminal Itapark, que está sendo remodelado.
Trata-se de um modelo chamado “sistema tronco-alimentador”, pelo qual, linhas dos bairros não vão mais até o centro. Os ônibus menores param em terminais locais, como o Itapark, onde o passageiro é obrigado a descer e seguir em ônibus maiores, sem pagamento de tarifa.
A prefeitura argumenta que o esquema dinamiza os transportes, pode ampliar a oferta nos bairros já que os ônibus locais não precisam ficar presos em trânsito de grandes vias, além de reduzir custos do sistema, sobrando recursos para outros investimentos.
Por outro lado, passageiros de locais onde há este sistema reclamam do desconforto da troca de veículos, espera longa entre o ônibus menor (alimentador) e o maior (troncal) e superlotação nas linhas troncais.
Além de coordenação operacional, para dar certo, este sistema depende de infraestrutura adequada: corredores exclusivos para os ônibus troncais não atrasarem no trânsito e terminas com espaço suficiente tanto para os coletivos como para a circulação dos passageiros.
Mauá mesmo foi um exemplo de frustração sobre este modelo, que foi o que se tentou no Jardim Zaíra, em 2011, mas pela falta de infraestrutura do terminal local, que já foi desmontado, o esquema deixou de existir dois anos depois.
O anúncio do sistema tronco-alimentado Itapark – Barão de Mauá – Centro foi confirmado na semana em notícia sobre obras de mobilidade divulgada pela gestão municipal.
O Governo Federal e a prefeitura de Mauá, no ABC Paulista, assinaram um contrato de liberação de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de R$ 92,8 milhões para a construção do corredor de ônibus da Avenida Barão de Mauá, entre o Terminal Itapark e o Centro, um dos principais eixos de mobilidade da cidade. A estrutura vai atender a áreas adensadas da cidade, como o Jardim Itapark, região do Zaíra, centro e bairros próximos.
Deste total, R$ 76,1 milhões virão de repasses pela CEF (Caixa Econômica Federal) e R$ 16,7 milhões como contrapartida dos cofres públicos do município.
A obra prevê a construção de seis quilômetros de vias exclusivas para ônibus e de um viaduto de 300 metros de extensão, 10 metros de largura e 45 metros de altura, que vai permitir o acesso direto à Avenida Rosa Fioravanti, eliminando o semáforo no cruzamento com a Avenida Presidente Castelo Branco, considerado um dos principais gargalos de trânsito de Mauá.
A prefeitura diz que quase metade dos serviços de ônibus municipais, operadsos pela empresa Suzantuir, o que significa aproximadamente 20 das 49 linhas da cidade passarão pelo novo eixo estrutural.
Enquanto isso, a restruturação do Terminal Itapark, orçada em R$ 12,7 milhões, está em obras para implantação do sistema tronco-alimentador. Nesse modelo, linhas de bairro levarão passageiros até o terminal, onde veículos articulados seguirão até o Centro, com possibilidade de integração gratuita entre coletivos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Prefeitura propõe repasse de R$ 1,66 milhão à concessionária do sistema urbano para garantir equilíbrio financeiro e continuidade do serviço
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de Erechim, no norte do Rio Grande do Sul, encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 022/2026, que autoriza o repasse de subsídio financeiro ao sistema de transporte coletivo urbano da cidade. A proposta prevê o aporte de R$ 1,66 milhão, dividido em dez parcelas mensais de R$ 166 mil, com o objetivo de manter o equilíbrio econômico da operação e evitar reajustes na tarifa aos usuários.
Localizada na região do Alto Uruguai gaúcho, Erechim possui cerca de 107 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE, e funciona como polo regional de serviços e comércio. O transporte coletivo urbano é operado no município pela Viação Gaurama Ltda.
De acordo com a prefeitura, o repasse tem como base relatórios de fluxo financeiro apresentados pela concessionária e busca assegurar a continuidade do serviço público diante das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos anos.
A matéria deve ser analisada pelos vereadores em sessão prevista para a próxima terça-feira (17).
Queda de passageiros e aumento de custos
Segundo o secretário municipal de Gestão e Governança, Edgar Marmentini, o sistema de transporte coletivo tem sido impactado por mudanças estruturais na demanda e pela elevação dos custos operacionais.
“Nos últimos anos houve uma queda significativa no número de passageiros e um aumento expressivo dos custos de operação. O projeto de compensação tarifária é uma medida necessária para garantir a continuidade do transporte coletivo e evitar impactos maiores para quem depende do serviço diariamente”, afirmou.
Dados apresentados pela administração municipal mostram que idosos e pessoas com deficiência, que possuem gratuidade no sistema, somaram mais de 368 mil utilizações em 2025, com média mensal superior a 30 mil embarques. Já os estudantes, que têm direito à meia tarifa, registraram mais de 283 mil viagens no ano, com média de 23 mil por mês.
Mudança no perfil de mobilidade
A prefeitura também aponta que a pandemia de covid-19 provocou uma queda expressiva na demanda pelo transporte coletivo. Mesmo com a retomada das atividades econômicas, parte dos usuários passou a adotar outros meios de deslocamento, como motocicletas, bicicletas, aplicativos de mobilidade ou regimes de trabalho remoto e híbrido.
Segundo a secretária municipal de Administração, Aline da Costa, o subsídio busca preservar a sustentabilidade do sistema sem transferir o impacto diretamente à população.
“O transporte coletivo é um direito social e um serviço essencial para garantir o acesso ao trabalho, à educação e à saúde. Com essa medida, buscamos assegurar a continuidade e a qualidade do serviço, evitando que a população seja penalizada com aumentos expressivos na tarifa”, afirmou.
Financiamento do transporte nas cidades
A administração municipal destaca ainda que a Constituição Federal reconhece o transporte coletivo como direito social, reforçando a responsabilidade do poder público em garantir a oferta do serviço com qualidade e tarifas acessíveis.
Estudos do setor indicam que o modelo baseado exclusivamente na tarifa paga pelos passageiros tem se mostrado insuficiente em diversas cidades brasileiras. Por isso, o uso de subsídios públicos vem sendo adotado como alternativa para manter o equilíbrio econômico do sistema e evitar redução de linhas, diminuição da frota ou interrupção do serviço.
Caso seja aprovado pela Câmara de Vereadores, o projeto permitirá ao município manter a operação do transporte coletivo enquanto busca alternativas estruturais para fortalecer e tornar o sistema mais sustentável no longo prazo.
Alexandre Pelegi, joernalista especializado em transportes
A Prefeitura de Paranaguá, no litoral do Paraná, anunciou a renovação de grande parte da frota do transporte coletivo urbano. Segundo a administração municipal, 40 novos ônibus devem entrar em operação a partir de julho de 2026, o que representará a substituição de cerca de 82% dos veículos atualmente em circulação no sistema.
Hoje, o transporte coletivo da cidade conta com 49 ônibus, operados pela Viação Rocio, concessionária responsável pelo serviço municipal. O sistema passou por mudanças significativas com a implementação do programa Tarifa Zero, que garante a gratuidade das passagens para os moradores cadastrados. O programa Tarifa Zero está em vigor desde março de 2022, e a cidade foi a primeira do Paraná a oferecer transporte coletivo totalmente gratuito para toda a população.
De acordo com a prefeitura, a aquisição dos veículos foi estabelecida como condição para continuidade da concessão, por meio de um aditivo contratual firmado com a empresa operadora.
Os novos ônibus estão sendo produzidos com chassis Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP), e devem receber carrocerias da Caio Induscar, em Botucatu (SP). A administração municipal informou que os veículos terão ar-condicionado, Wi-Fi, tomadas USB e sistema de câmeras de segurança.
A prefeitura afirmou ainda que representantes do município realizaram visita técnica à fábrica para acompanhar o andamento da produção.
Regras contratuais e fiscalização
A renovação da frota ocorre paralelamente a medidas de reforço na fiscalização do sistema. Segundo a administração municipal, foi publicado um decreto que estabelece regras mais rigorosas e penalidades em caso de descumprimento das obrigações contratuais no transporte coletivo.
Entre os pontos previstos estão prazos para a entrega dos novos veículos, além da possibilidade de encerramento do contrato caso as exigências não sejam cumpridas pela concessionária.
A prefeitura informou também que a remuneração dos novos ônibus seguirá os critérios de custos previstos na planilha do contrato original do sistema.
Cidade portuária do litoral do Paraná
Paranaguá é um dos principais municípios do litoral do Paraná e abriga um dos maiores portos do Brasil, responsável por grande parte da movimentação de grãos do país. A cidade tem cerca de 160 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE, e está localizada a aproximadamente 90 quilômetros de Curitiba.
O transporte coletivo municipal conecta bairros urbanos e áreas próximas ao complexo portuário, atendendo trabalhadores, estudantes e moradores da região.
A renovação da frota, segundo a prefeitura, integra um conjunto de ações voltadas à modernização do sistema de transporte urbano da cidade.
Novo valor foi estabelecido por decreto municipal; serviço na cidade é operado pela empresa Toda Hora
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, estabeleceu em R$ 6,50 o valor da tarifa do transporte coletivo urbano no município. O novo preço foi definido por meio do Decreto nº 29, de 11 de março de 2026, publicado no Diário Oficial eletrônico municipal, e passa a valer a partir de 16 de março de 2026 em todo o território da cidade.
De acordo com o decreto, o reajuste fixa oficialmente o valor da passagem para os serviços de concessão do transporte coletivo municipal e revoga o Decreto nº 08, de 9 de janeiro de 2025, que tratava da tarifa anteriormente vigente.
O texto também determina que cópias do decreto devem ser afixadas em local visível dentro dos veículos, garantindo que os usuários tenham acesso às informações sobre o novo valor da tarifa.
O sistema de transporte coletivo urbano de Santa Rosa é operado pela empresa Toda Hora, responsável pelas linhas municipais que atendem os bairros e a área central da cidade.
Santa Rosa está localizada na região Noroeste do Rio Grande do Sul e é conhecida nacionalmente como o Berço Nacional da Soja, em razão de sua forte tradição na produção agrícola e no desenvolvimento da cultura da oleaginosa no país.
Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, o município possui 76.963 habitantes e exerce papel regional importante na economia e nos serviços do noroeste gaúcho.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O confronto entre West Ham e Manchester City, neste sábado (14), às 17h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Londres, pela 30ª rodada da Premier League, terá um personagem com uma história curiosa envolvendo os dois lados.
Uma das opções ofensivas dos donos da casa, Adama Traoré carrega uma ligação especial com Pep Guardiola, técnico do time adversário.
O atacante espanhol, hoje com 30 anos, recebeu conselhos do treinador do City após uma partida em 2024, quando ainda defendia o Fulham. Na ocasião, Traoré teve boas oportunidades, mas não conseguiu converter em gol na derrota para o clube de Manchester por 3 a 2.
Depois da partida, Guardiola o chamou para uma conversa e deu algumas orientações sobre como aproveitar melhor as chances criadas.
“Ele é o melhor treinador do mundo, sem dúvida. Depois do jogo, veio falar comigo para dizer que eu tinha feito uma boa partida e me deu algumas dicas de como aproveitar melhor as chances que tive contra eles. Conheci-o no Barça. Quando cheguei ao Aston Villa, também conversei com ele por telefone e ele sempre foi muito simpático”, revelou o atacante na época.
Agora defendendo o West Ham, Traoré tenta colocar em prática os conselhos recebidos justamente contra o Manchester City. Contratado com expectativa para reforçar o setor ofensivo da equipe londrina, o jogador ainda busca seu primeiro gol com a nova camisa.
Até aqui, o atacante participou de sete partidas, mas apenas duas como titular. A última delas foi no empate por 2 a 2 com o Brentford, em duelo válido pela Copa da Inglaterra. O West Ham conseguiu avançar de fase após vencer nos pênaltis.
A situação no Campeonato Inglês, porém, é delicada. O time ocupa a 18ª colocação, com 28 pontos, dentro da zona de rebaixamento e pressionado por resultados nas rodadas finais da competição.
Do outro lado, o City segue firme na briga pelo título. A equipe comandada por Guardiola aparece na segunda posição da tabela, com 60 pontos, sete atrás do líder Arsenal. Em caso de derrota par o West Ham, a equipe de Manchester ficaria praticamente fora da disputa pela taça.
Ônibus que era a diesel, mas hoje roda com eletricidade, entre o ABC Paulista e a cidade de São Paulo
Documento foi disponibilizado nesta sexta-feira (13) e traz metas de reduções de impactos ambientais por diversos setores
ADAMO BAZANI
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Governo Federal, divulgou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, os documentos que compõem o Plano Clima 2024–2035, com metas de reduções de impactos ambientais por diversos setores.
No caso de ônibus urbanos-metropolitanos e micro-ônibus, a meta é de redução de poluição de até 42% de MTCO2e – Tonelada Métrica de Dióxido de Carbono Equivalente.
No Plano Setorial Cidades, entre as medidas propostas está a ampliação da frota dos ônibus menos poluentes nos sistemas de transportes urbanos e metropolitanos, com foco para os modelos elétricos e movidos a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos.
Transformar ônibus a diesel que estão em operação em elétricos pode ser um dos caminhos, de acordo com o documento, que também sugere a criação de linhas de financiamento específicas para estimular este tipo de conversão.
Descarbonizar veículos tipicamente utilizados em áreas urbanas: prioriza a eletrificação e a substituição de combustíveis fósseis em ônibus, veículos de serviços públicos e logística urbana, com destaque para biometano, hidrogênio verde e veículos elétricos – diz trecho do documento ao qual o Diário do Transporte teve acesso.
No transporte urbano, a descarbonização do transporte privado tende a avançar com a maior penetração de veículos elétricos, híbridos e movidos a biocombustíveis, impulsionada por regulações ambientais, restrições à circulação de veículos a combustão e incentivos à eletromobilidade (IEA, 2022). No transporte público, espera-se a substituição progressiva das frotas movidas a diesel por tecnologias de baixa ou zero emissão, a exemplo de ônibus elétricos e movidos a biometano, hidrogênio verde e outras fontes renováveis, como já demonstrado por iniciativas em São Paulo, Salvador e Brasília (C40 Cities, 2023). – relata outro trecho
Na página 19 do Setorial Cidades chama a atenção uma das propostas de ações.
Até 2028, concluir estudos para a viabilidade de transformar ônibus a diesel já em operação em elétricos
Ação estruturante – CID.E.14 Converter ônibus a diesel para ônibus elétricos (retrofit elétrico)
Resultado Esperado: Até 2028, um estudo para avaliar viabilidade de retrofit de modelos de ônibus a diesel desenvolvido
Prazo para conclusão: 2028
Nas páginas 77 e 115, o documento volta a relacionar meta:
A ação consiste na adaptação tecnológica de ônibus urbanos originalmente movidos a diesel, por meio da substituição do motor a combustão por sistemas de tração elétrica. O retrofit elétrico representa uma rota de descarbonização mais rápida e potencialmente mais econômica para a renovação da frota existente, contribuindo para a redução imediata de emissões e de ruídos urbanos. Além disso, promove a valorização de ativos existentes e a extensão da vida útil de veículos, em consonância com os princípios da economia circular.
Na página 116, o documento sugere, com a conclusão dos estudos em 2028, a criação de linhas de financiamento somente para este retrofit, além de capacitação profissional para este tipo de trabalho.
Definir critérios técnicos de segurança, eficiência energética e homologação para veículos convertidos; Criar linhas de crédito específicas para retrofit de ônibus em operação; Capacitar oficinas e operadores locais para execução e manutenção de retrofits; Incentivar projetos-piloto em frotas municipais ou consorciadas
Este procedimento é conhecido como retrofit elétrico ou retrofit ecológico e já tem exemplo prático no Brasil desde 2011.
A Eletra Industrial, de São Bernardo do Campo (SP), desenvolveu uma tecnologia nacional que deu sobrevida a veículos a combustão, transformando em modelos não poluentes na operação.
Na primeira geração, em 2011, seis ônibus articulados a diesel, fabricados em 2001, foram transformados em trólebus e rodam até hoje no corredor que liga São Paulo ao ABC Paulista.
Na mais recente geração, dez ônibus articulados a diesel, ano 2008, cujo padrão de motor era o Euro 3, que é até 20 vezes mais poluente que os atuais ônibus a diesel Euro 6, dependendo do material a ser analisado, estão sendo convertidos.
O Diário do Transporte andou em um deles.
Relembre:
A fabricante diz que os custos de aquisição e de operação destes veículos podem ser cerca de 30% menores que um modelo 0 km.
INFRAESTRUTURA E TRILHOS:
Além dos veículos em si, integra o Setorial Cidades do Plano do Clima até 2035, um conjunto de investimentos para melhorar a infraestrutura destinada ao transporte coletivo, com a construção de BRTs e corredores expressos comuns, além da ampliação de redes de trilhos, em especial, metrôs e VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos).
Um dos instrumentos para isso, diz o documento, é o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Modalidade Grandes e Médias Cidades: Contempla investimentos em infraestrutura de transportes de alta e média capacidade (metrôs, trens urbanos, VLTs, BRTs, corredores de ônibus) para reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a qualidade de vida. O programa promove inovações em gestão, regulação e tecnologia, incluindo o uso de energias renováveis para reduzir emissões de CO2 . A carteira de mobilidade urbana do PAC inclui investimentos públicos, privados e PPPs. O projeto “Acelerando o acesso a soluções de mobilidade urbana de baixo carbono através da digitalização” visa reduzir emissões de gases de efeito estufa em áreas urbanas de seis países da América Latina.
Modalidade Renovação da Frota: Contempla investimentos na aquisição de ônibus elétricos e veículos sobre trilhos para renovar a frota e equipamentos do transporte urbano brasileiro. A modalidade Renovação de Frota integra eficiência energética e baixo consumo de combustível para melhorar o atendimento à opulação, contribuindo com a redução das emissões de CO2 e com a qualidade de vida nas cidades brasileiras
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Treinamento técnico sobre o Sistema de Bilhetagem Eletrônica prepara equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana para administrar diretamente o sistema, hoje operado por consórcio
ALEXANDRE PELEGI
Servidores da Secretaria de Mobilidade Urbana da Prefeitura de São José dos Campos participaram nesta semana de uma capacitação técnica sobre o Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE), ferramenta utilizada para controle tarifário e gestão da operação do transporte coletivo urbano.
A formação ocorre em um momento de transição administrativa do sistema. Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura decidiu municipalizar a bilhetagem eletrônica após sucessivas licitações fracassadas para concessão do serviço, transferindo a responsabilidade da gestão para o poder público municipal, por meio da Urbanizadora Municipal (Urbam).
A medida foi prevista em decreto publicado em fevereiro de 2022 e integrou o processo de reformulação do modelo do transporte coletivo da cidade, denominado Novo Transporte Público.
Capacitação técnica
Atualmente, a administração da bilhetagem ainda é realizada pelo Consórcio 123, entidade composta por empresas operadoras do transporte da cidade, mas a gestão deverá ser assumida integralmente pela prefeitura.
Para preparar as equipes técnicas para essa mudança, foi realizado um treinamento promovido pelo consórcio com apoio da empresa Dataprom, responsável pelo sistema de bilhetagem utilizado na cidade desde a implantação da tecnologia.
A capacitação teve 40 horas de duração, distribuídas ao longo de cinco dias, reunindo 16 participantes das divisões de Gestão Tarifária, Gestão de Modais, Transportes Coletivos e Transporte Adaptado.
Durante o curso, os servidores tiveram contato com diferentes aspectos operacionais do sistema, entre eles:
cadastro e gestão de usuários
uso de biometria facial para validação de benefícios
controle financeiro da arrecadação tarifária
supervisão da frota em operação
mecanismos de fiscalização e auditoria do sistema
Ferramenta central de gestão
De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana, o Sistema de Bilhetagem Eletrônica é considerado uma ferramenta estratégica para o gerenciamento do transporte coletivo, pois permite acompanhar a arrecadação, monitorar a demanda de passageiros e gerar dados operacionais para planejamento do serviço.
Segundo o chefe da Divisão de Gestão Tarifária da pasta, João Moraes, a capacitação das equipes técnicas é parte do processo de modernização da gestão do sistema.
“O Sistema de Bilhetagem Eletrônica é uma ferramenta estratégica para a gestão do transporte público coletivo. Investir na capacitação das nossas equipes técnicas garante maior eficiência na operação, mais transparência na gestão dos recursos e melhores condições para aprimorar o serviço prestado à população”, afirmou.
Preparação para mudanças no sistema
Participantes do treinamento também destacaram que o curso ocorre em um momento de mudanças na estrutura do transporte municipal.
A escriturária da Urbam Kessy Rodrigues afirmou que a capacitação contribui para compreender melhor o funcionamento da bilhetagem eletrônica dentro do sistema de transporte.
“A capacitação veio em um bom momento, principalmente agora com as mudanças previstas e a chegada de mais ônibus elétricos. Como essa área é nova para mim, está sendo uma oportunidade de aprendizado e de entender melhor como funciona todo o sistema de bilhetagem.”
A prefeitura avalia que a formação contínua das equipes é essencial para acompanhar a evolução tecnológica aplicada ao transporte público e para melhorar a gestão operacional do sistema.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Alegação é de aumentar concorrência, reduzindo preço e evitando risco de desabastecimento de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Cidades já anunciam redução de frota e até suspensão de serviços de ônibus urbanos
ADAMO BAZANI
Já está valendo o reajuste R$ 0,38 por litro de diesel nas distribuidoras neste sábado, 14 de março de 2026.
O reajuste, como mostrou o Diário do Transporte, foi anunciado nesta sexta-feira (13).
De acordo com a Petrobras, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos.
Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.
Além de desonerações, o mercado procura formas de reduzir os impactos da guerra no Irã no diesel, principal fonte de energia de ônibus, caminhões e máquinas agrícolas, considerado um dos vetores da inflação dos preços de praticamente todos os produtos da economia brasileira devido ao rodoviarismo nos deslocamentos de bens e pessoas
Em reunião ocorrida nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, representantes das principais distribuidoras privadas, que reúnem ao menos 70% do setor, pediram ao Governo Federal que autorize a Petrobrás a aumentar a importação do óleo diesel.
A informação foi confirmada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Participaram da reunião o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, representando o ministro Fernando Haddad, e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, representando o ministro Rui Costa.
A alegação é de aumentar concorrência, reduzindo preço e evitando risco de desabastecimento de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.
Segundo Alckmin, o governo avalia a proposta, mas deve esperar os efeitos da desoneração do combustível anunciada antes da reunião.
Como mostrou o Diário do Transporte, o Governo Federal zerou a alíquota do PIS-Confins sobre óleo diesel. Além disso, vai subsidiar R$ 0,32 por litro.
Relembre:
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como o PIS-Cofins tem um peso de R$ 0,32 por litro, somando R$ 0,32 de subvenção, o alívio no preço será de R$ 0,64 por litro nas refinarias.
Tomada diante da continuidade do conflito no Irã, medida tenta reduzir escalada de aumentos que afeta operadoras de ônibus, caminhões e maquinários agrícolas.
Haddad disse que o ato não mexe com a política de preços da Petrobrás e que é temporária.
Também serão criados mecanismos para impedir abusos por parte de distribuidores de combustíveis.
Ao todo, a media deve custar aos cofres públicos R$ 30 bilhões, sendo R$ 20 bilhões de renúncia de PIS-Cofins e R$ 10 bilhões de subvenção.
Haddad também anunciou aumento do imposto de exportação para 12% como forma de equilibrar esta renúncia e desestimular as vendas de óleo bruto e desabastecer o mercado brasileiro.
A estimativa é de que o imposto ampliado sobre as exportações gere R$ 30 bilhões, não havendo assim, impactos na responsabilidade fiscal.
REAJUSTE:
Mal se passaram 24 horas de o presidente Luís Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, determinarem uma desoneração do PIS/Cofins sobre o óleo diesel, a Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, aumento no valor do litro do combustível, que passa a vigorar já nas refinarias a partir deste sábado (14).
O combustível, principal fonte de energia de ônibus, caminhões e máquinas agrícolas, considerado um dos vetores da inflação dos preços de praticamente todos os produtos da economia brasileira devido ao rodoviarismo nos deslocamentos de bens e pessoas, fica em R$ 0,38 por litro.
De acordo com a Petrobras, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos.
Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse, que, em decorrência da desoneração, adotada pelo Governo Federal por causa da escala de preços do diesel com o prolongamento da Guerra no Irã, para as distribuidoras, o combustível ficará R$ 0,06 (seis centavos) mais caro, o que classificou como “irrisório”.
REDUÇÃO E ATÉ SUSPENSÃO DE SERVIÇOS DE ÔNIBUS
O Diário do Transporte mostrou que o conflito entre Estados Unidos-Israel e Irã já começa a refletir mais diretamente no transporte coletivo brasileiro, por causa da falta de diesel e alta nos preços deste combustível e cidades anunciam redução na oferta de ônibus para os passageiros.
Nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, municípios como Teresina (PI) e São Leopoldo (RS) informaram que vão adotar medidas para não haver paralisação total dos coletivos.
Na cidade gaúcha, a prefeitura disse que vai reduzir a frota neste sábado (14) e suspender os serviços no domingo (15).
Segundo nota da administração municipal, a entrega de combustível que ocorreria nesta sexta-feira (13), acabou não se realizando.
A Prefeitura de São Leopoldo foi comunicada pelo Consórcio Operacional São Leopoldo (COLEO), responsável pelo transporte público da cidade, de que, devido ao desabastecimento de combustível em nível mundial, os horários do transporte público municipal precisarão ser reajustados para atender a população nos períodos de maior movimento.
No sábado, dia 14 de março de 2026, os horários do transporte público municipal operarão em regime emergencial. Já no domingo, dia 15 de março de 2026, não haverá circulação de ônibus no sistema de transporte público.
A COLEO informou ainda que aguardava abastecimento para o dia de hoje (13/03), o que não ocorreu. Por esse motivo, e buscando manter a normalidade durante a semana, foi organizada uma redução da operação no sábado e a suspensão do serviço no domingo.
O município já se reuniu com a COLEO e com a Secretaria de Mobilidade Urbana e Obras para acompanhar a situação e buscar soluções conjuntas.
A Prefeitura de São Leopoldo foi comunicada pelo Consórcio Operacional São Leopoldo (COLEO), responsável pelo transporte público da cidade, de que, devido ao desabastecimento de combustível em nível mundial, os horários do transporte público municipal precisarão ser reajustados para atender a população nos períodos de maior movimento.
No sábado, dia 14 de março de 2026, os horários do transporte público municipal operarão em regime emergencial. Já no domingo, dia 15 de março de 2026, não haverá circulação de ônibus no sistema de transporte público.
A COLEO informou ainda que aguardava abastecimento para o dia de hoje (13/03), o que não ocorreu. Por esse motivo, e buscando manter a normalidade durante a semana, foi organizada uma redução da operação no sábado e a suspensão do serviço no domingo.
O município já se reuniu com a COLEO e com a Secretaria de Mobilidade Urbana e Obras para acompanhar a situação e buscar soluções conjuntas.
Já em Teresina (PI), a Strans – Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito confirmou nesta sexta-feira (13) a redução da frota de ônibus de Teresina em 30% em razão aumento de quase 50% no valor do combustível pode comprometer o abastecimento dos veículos que circulam na capital.
Uma reunião foi realizada nesta quinta-feira (12), com as viações.
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informa que a operação do transporte público em Teresina enfrenta dificuldades pontuais em razão do aumento de quase 50% no preço do óleo diesel, impactado pelo cenário internacional e pela guerra no Oriente Médio.
A situação tem provocado dificuldades no fornecimento de combustível pelas refinadoras às empresas que operam o sistema de ônibus da capital, o que pode ocasionar ajustes momentâneos na frota em circulação.
O Diário do Transporte apurou que outras cidades e empresas de ônibus espalhadas pelo País estudam adotar medidas semelhantes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Antes mesmo de começar, o grande GP da China já entra para a história da Fórmula 1. Com apenas 19 anos, 6 meses e 17 dias, Kimi Antonelli puxará a fila e será o mais jovem piloto a larga na pole na categoria mais rápida do automobilismo mundial.
O italiano fez 1m32s064 em sua melhor volta na classificação, seguido por George Russell, que completará a ‘dobradinha’ da Mercedes no Circuito Internacional de Xangai.
Desde 2009, com Giancarlo Fisichella, então piltoto da Force India, no GP da Bélgica, a Itália não via um piloto de seu país largar na frente em um GP de Fórmula 1. Desta vez, nem as altas temperaturas roubaram o protagonismo de Antonelli, que incendiou o público do início ao fim da classificação.
Aos 19 anos, o italiano repete o feito de Oscar Piastri, que também sentiu o sabor da pole position pela primeira vez no GP da Austrália, que inaugurou a temporada.
Único representante do Brasil na elite do automobilismo, Gabriel Bortoleto bem que tentou reeditar o feito de Melbourne, quando chegou no Q3 da classificação, mas ficou pelo caminho. O motivo foi um erro que fez com que o brasileiro passasse reto e escapasse de bater, mas acabando eliminado no fim do Q2, amargandoo 16º lugar.
Heptacampeão da categoria, Lewis Hamilton largará na terceira colocação, enquanto Max Verstappen, tetracampeão mundial, partirá apenas da oitava posição/
O grid de largada do GP da China:
Kimi Antonelli (Mercedes) – 1m32s064
George Russell (Mercedes) +0s222
Lewis Hamilton (Ferrari) +0s351
Charles Lecrec (Ferrari) +0s364
Oscar Piastri (McLaren) +0s486
Lando Norris (McLaren) +0s544
Pierre Gasly (Alpine) +0s809
Max Verstappen (Red Bull) +0s938
Isack Hadjar (Red Bull) +0s785
Oliver Bearman (Haas) +1s228
Nico Hulkenberg (Audi)
Franco Colapinto (Alpine)
Esteban Ocon (Haas)
Liam Lawson (Racing Bulls)
Arvid Lindblad (Racing Bulls)
Gabriel Bortoleto (Audi)
Carlos Sainz (Williams)
Alexander Albon (Williams)
Fernando Alonso (Aston Martin)
Valtteri Bottas (Cadillac)
Lance Stroll (Aston Martin)
Sergio Pérez (Cadillac)
Programação do GP da China:
Corrida: 4h (de Brasília)
Onde assistir ao GP da China de Fórmula 1?
O Grande Prêmio da China, disputado no Circuito Internacional de Xangai, terá transmissão do SporTV (TV fechada), do Globoplay (streaming) e da F1TV (streaming).
Paralisação do transporte coletivo urbano continua após impasse entre trabalhadores e empresas; milhares de passageiros enfrentam dificuldades para se deslocar
ALEXANDRE PELEGI
A greve dos rodoviários que afeta o sistema de transporte coletivo de São Luís (MA) entrou no segundo dia neste sábado, 14 de março de 2026, mantendo a capital maranhense sem circulação de ônibus do sistema urbano nas primeiras horas da manhã. A paralisação tem provocado transtornos para milhares de passageiros que dependem do transporte público para suas atividades diárias.
A paralisação foi iniciada após trabalhadores do setor denunciarem atrasos no pagamento de reajustes salariais e outras obrigações trabalhistas por parte das empresas operadoras do sistema. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema), que afirma que a categoria decidiu suspender as atividades até que os valores sejam regularizados.
De acordo com informações divulgadas pela entidade sindical, cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores atuam no sistema de transporte da Grande São Luís, entre motoristas, cobradores e outros profissionais ligados à operação do serviço. Com a paralisação, nenhum ônibus do sistema urbano deixou as garagens, afetando diretamente o deslocamento da população.
Enquanto o transporte urbano permanece paralisado, parte das linhas do sistema semiurbano — que atendem municípios da região metropolitana, como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar — segue operando quase normalmente. Entretanto, alguns coletivos não estão acessando determinados terminais, o que também gera dificuldades para integração e deslocamento dos passageiros.
Na quinta-feira (12), representantes do sindicato e das empresas participaram de reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) para discutir a situação. Houve avanços nas tratativas relacionadas ao pagamento do reajuste salarial, mas ainda não houve solução definitiva para o sistema urbano, o que mantém a paralisação.
O impasse ocorre em um momento de instabilidade no transporte coletivo da capital maranhense, que tem registrado paralisações recorrentes nos últimos anos, geralmente relacionadas a questões salariais e financeiras do sistema.
São Luís é a capital do Maranhão e possui cerca de 1,1 milhão de habitantes, sendo o principal centro urbano e econômico do estado. O transporte coletivo urbano é operado por consórcios de empresas concessionárias que atendem tanto a capital quanto municípios da região metropolitana.
Alexandre Pelegi, jornalistas especializado em transportes