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Gestão Nunes firma cooperação com a Fipe para avançar no projeto de implantação de teleférico para transportes coletivos na Vila Brasilândia

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Contrato é de R$ 1,9 milhão. Sistema deve aceitar Bilhete Único e se conectar a ônibus e trilhos. Assim como Aquático-SP e bonde (VLT), objetivo é variar tipos de transportes

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo firmou um contrato com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para avançar na proposta de implantação de um sistema de teleférico para transportes coletivos de passageiros na região da Vila Brasilândia, na zona Noroeste da cidade. O sistema deve aceitar Bilhete Único e ser integrado aos ônibus municipais gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte) e com os trilhos (trem e metrô). Assim como Aquático-SP, com barcos-ônibus na represa Billings, na zona Zonal e o projeto bonde de São Paulo (VLT – Veículo Leve sobre Trilhos), o objetivo é variar tipos de transportes dentro de uma mesma rede municipal.

A contratação é no valor de R$ 1,9 milhão –  R$ 1.919.936,00 (um milhão, novecentos e dezenove mil novecentos e trinta e seis reais) e tem a vigência de 14 meses.

O aviso do contrato foi publicado nesta terça-feira, 10 de março de 2026, no Diário Oficial do Município e é noticiado em primeira-mão pelo Diário do Transporte do Transporte.

A Fipe, de acordo com o documento oficial, vai fazer a avaliação Econômico-Financeira de Alternativas de Modelagem e Apoio à Estruturação Financeira da Implantação e Operação do Projeto do Veículo Elétrico (VLE) e Projeto do Teleférico Brasilândia, voltados à Prestação do Serviço Público de Transporte Coletivo de Passageiros no Município da Cidade de São Paulo.

O Diário do Transporte já havia mostrado na última semana, que a prefeitura remanejou R$ 1,8 milhão de ciclovias para estudos do teleférico e do VLT. Deste total, R$ 1,12 milhão (R$ 1.128.922,36) serão para o bonde e R$ 752 mil (R$     752.614,92) para o teleférico.

Relembre:

Como mostrou o Diário do Transporte, o prefeito Ricardo Nunes confirmou no dia 27 de março de 2025, em entrevista durante uma agenda, que a capital paulista terá mais esta alternativa.

Os estudos, segundo Nunes, já existem desde 2022, e contemplam a região da Vila Brasilândia, na zona Noroeste da capital paulista. O custo estimado de implantação é da ordem de R$ 1 bilhão, com integração com a futura linha 6-Laranja de metrô e a rede de ônibus, extensão de 4,6 km, cabines com capacidade para cerca de 10 a 15 passageiros, velocidade média de 15 km/h a 20 km/h e trajeto entre as imediações do Metrô da linha 6-Laranja, na Avenida Cantídio Sampaio, com parada perto do Terminal de Ônibus Vila Nova Cachoeirinha e o CEU (Centro Educacional Unificado) Paz. A demanda atendida pode chegar a 3,3 mil passageiros por hora/sentido nos horários de pico.

Relembre:

Na América Latina existem diversos sistema de teleféricos inseridos no transporte urbano com conexão com os ônibus e metrô, como

TransMiCable (Bogotá, Colômbia): Sistema de teleférico urbano integrado ao TransMilenio em Bogotá, Colômbia, projetado para melhorar a mobilidade nas áreas de colinas íngremes e de difícil acesso, principalmente no sul da cidade. É um componente fundamental da rede de transporte público, permitindo a conexão rápida com os ônibus articulados (BRT)

Mi Teleférico (La Paz/El Alto, Bolívia): Com mais de 30 km de extensão, conecta a capital boliviana a El Alto, funcionando como um “metrô aéreo” que vence desníveis de até 400 metros. Possui 10 linhas operacionais (vermelha, amarela, roxa, etc.) e é fundamental para a mobilidade urbana, operando cerca de 17 horas por dia.

Mexicable (Estado do México, México): Importante sistema de transporte que conecta áreas periféricas e montanhosas ao centro da cidade, melhorando a conectividade.

Metrocable (Medellín/Caracas): Medellín foi pioneira em integrar teleféricos ao sistema de transporte público para comunidades em encostas, modelo seguido em Caracas, Venezuela.

Guayaquil (Equador): Inaugurado como o primeiro teleférico de transporte coletivo que cruza um rio na América Latina.

VLT E POLÊMICA DOS TRÓLEBUS:

Já sobre o VLT (Bonde de São Paulo), serão duas linhas de trilhos com 26 estações em 16 trechos espalhados em 12 km. Haverá impactos em 260 linhas de ônibus e o custo aproximado de implantação deve ser de R$ 4 bilhões. O projeto deve ser licitado neste ano de 2026 e inauguração é esperada para entre 2029 e 2030. Deste total, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal), deve financiar R$ 1,3 bilhão. A demanda estimada é de 134 mil passageiros por dia. o “Bonde de São Paulo” será integrado a cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas estações de trens já existentes. O trabalho também considera integração com o corredor de ônibus de alta capacidade BRT (Bus Rapid Transit) da Radial Leste e a futura linha 19-Celeste do Metrô: São Paulo (Anhangabaú) X Guarulhos (Bosque Maia).

A prefeitura estuda desativar os serviços de trólebus com a efetivação do VLT, o que gerou críticas por parte de especialistas que sustentam que em diversas partes do mundo, trólebus e VLTs dividem o mesmo espaço e até mesmo aproveitam infraestruturas e tensões de eletricidade.

Confira:

Desativar trólebus por causa de VLT (Bonde de São Paulo) é um desperdício e vai na contramão do que mundo pratica, aponta estudo (ENTREVISTA e VÍDEO)

Segundo o trabalho, possibilidade anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes para a capital paulista, pode ser uma precipitação diante de avanços tecnológicos de redes de distribuição de veículos como E-Trol

ADAMO BAZANI

Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira

ÁUDIO

VÍDEO

Em vez de aproveitar uma disponibilidade maior de energia elétrica existente na região central de São Paulo, ainda mais diante dos problemas de falta de infraestrutura encontrados para cumprir as metas previstas em lei para reduzir as emissões de poluentes pelo transporte coletivo, desativar a rede de trólebus da cidade por causa da implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o Bonde de São Paulo, pode ser um desperdício e ir na contramão do que fazem as cidades sustentáveis e modernas.

É o que procura mostrar um estudo da Rede Respira São Paulo, uma ONG (Organização Não Governamental) formada por técnicos, membros de universidades e profissionais ligados à mobilidade e redes de energia elétrica.

A possibilidade da desativação foi anunciada ao Diário do Transporte pelo prefeito Ricardo Nunes em 23 de julho de 2025, na apresentação de mais ônibus elétricos com baterias para a cidade de São Paulo.

Relembre e ouça a entrevista:

Serão duas linhas de trilhos com 26 estações em 16 trechos espalhados em 12 km. Haverá impactos em 260 linhas de ônibus e o custo aproximado de implantação deve ser de R$ 4 bilhões. O projeto deve ser licitado neste ano de 2026 e inauguração é esperada para entre 2029 e 2030. Deste total, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal), deve financiar R$ 1,3 bilhão. A demanda estimada é de 134 mil passageiros por dia. o “Bonde de São Paulo” será integrado a cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas estações de trens já existentes. O trabalho também considera integração com o corredor de ônibus de alta capacidade BRT (Bus Rapid Transit) da Radial Leste e a futura linha 19-Celeste do Metrô: São Paulo (Anhangabaú) X Guarulhos (Bosque Maia).

Nunes citou, para justificar a intenção de acabar com os trólebus enquanto VLT entraria em operação, a sobreposições de linhas no centro, conflitos de estruturas e o custo de manutenção da rede de trólebus que, segundo o prefeito, hoje é de cerca de R$ 30 milhões por ano.

O ano de 2029 previsto para a inauguração do Bonde de São Paulo coincide com o limite de idade permitida para os trólebus atuais. Pelo contrato com a empresa operadora Ambiental Transportes, é necessário trocar por modelos de ônibus novos, que podem ou não ser trólebus. A única exigência é que não emitam poluição, podendo, inclusive serem com baterias.

Relembre:

De acordo com o projetista de infraestrutura de redes de energia de alta tensão para transportes, coordenador do estudo, Jorge Françoso de Moraes, o VLT e os trólebus não se rivalizam. Pelo contrário, para o especialista, ambos juntos transformariam o centro numa espécie de “hub de mobilidade limpa”, com a vantagem de aproveitarem uma mesma estrutura de fornecimento de energia.

O projetista citou alguns exemplos pelo mundo e alertou ainda que, mesmo que haja sobreposições de linhas no centro, a abrangência da rede de trólebus na cidade é maior, indo até a zona leste e parte da zona oeste, com cerca de 150 km.

Françoso ainda destaca que a atual rede de trólebus já é subaproveitada, “sobrando” energia que, inclusive, poderia ajudar na recarga de modelos de ônibus com baterias.

Para o profissional, não haveria conflito entre as fiações dos dois meios de transportes, que, inclusive, poderiam ser compartilhadas em cruzamentos, com trocas automáticas por meio de chaves em equipamentos simples e que já nem são tanta novidade assim.

O prefeito Ricardo Nunes comentou que a implantação do VLT no centro de São Paulo será mais um motivo para a desativação dos trólebus na cidade. Primeiramente, a abrangência das linhas de trólebus é bem maior do que somente na rótula central, e no passado, aqui na cidade de São Paulo, os dois sistemas coexistiram, desde 1949 até 1968. Principalmente na área central, onde em algumas avenidas as redes dos dois sistemas se cruzavam. E no exterior, há muitas cidades com os dois sistemas operando normalmente, como por exemplo em Zurique, Roma, Milão, Gênova, Vancouver no Canadá, e em São Francisco, onde existe uma vasta rede de bondes e trólebus, os bondes compartilham a mesma rede dos trólebus em uma das principais avenidas. E ainda no projeto do VLT em São Paulo, não haverá a rede aérea. A previsão é que os veículos serão acionados por baterias ou pelo terceiro trilho. Portanto, não há nenhum empecilho na convivência dos dois sistemas, seja compartilhando a mesma via ou existindo os cruzamentos das respectivas redes. – disse.

O especialista também lembrou de um veículo que mundo emprega largamente, e que no Brasil já existe: trata-se deum modelo de ônibus que, no mercado brasileiro, é denominado comercialmente de E-Trol. É um veículo que funciona como trólebus e tem baterias, rodando longos trechos sem estar conectado à fiação aérea.

Foto: Ônibus que funcionam com baterias por longo trechos e conectados à rede área por outros já são realidade no mercado brasileiro e a opção mais comum entre diversos países que mantêm redes de trólebus

Além de poder ser até 30% mais barato que os modelos só com baterias, este tipo de ônibus dispensa qualquer adaptação da rede, podendo rodar só com bateria onde passa o VLT e depois seguir o caminho conectado para o restante das linhas.

Este modelo, inclusive, vai compor a frota do BRT-ABC, um novo corredor de alta capacidade entre o ABC Paulista e a capital. Serão 96 unidades de 21,5 metros cada, que podem transportar de uma só vez quase 200 pessoas. O BRT-ABC vai chegar até a estação Sacomã e a estrutura também poderia ser aproveitada e ter conexão com a rede de trólebus da capital.

ABAIXO DAS IMAGENS, O ESTUDO COMPLETO DA REDE RESPIRA SÃO PAULO

Em São Francisco, nos EUA, os tradicionais bondes e os não menos cheios de tradição trólebus andam lado a lado, junto com outros meios de transporte, inclusive, como ônibus a diesel comuns e bicicletas.

Em São Francisco, nos EUA, os tradicionais bondes e os não menos cheios de tradição trólebus andam lado a lado, junto com outros meios de transporte, inclusive, como ônibus a diesel comuns e bicicletas.

Foto: Em Budapeste, VLT e trólebus têm cruzamentos e não há conflitos

ESTUDO COMPLETO:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Campinas abre licitação para estudos e sondagens para construção de estações do BRT Central

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Objetivo é padronizar modelos de estações e encontrar melhores modelos construtivos

ADAMO BAZANI

A prefeitura de Campinas, no interior paulista, abriu uma licitação destinada a estudos e sondagens que vão permitir a expansão da capacidade e modernização do BRT-Central (corredor de ônibus de alta demanda).

A publicação comunicando a concorrência é desta terça-feira, 10 de março de 2026.

O edital estará disponível a partir de 11 de março e a abertura de propostas foi marcada para 06 de maio de 2026.

A contratação engloba os seguintes trabalhos, conforme a publicação: ealização de levantamento planialtimétrico e cadastral, execução de sondagens e elaboração, em modelagem da informação da construção – BIM (Building Information Modeling), de projetos executivos de arquitetura e engenharia, incluindo memorial descritivo e planilha orçamentária, destinados à construção de estações padrão BRT para o corredor central de ônibus em Campinas/SP.

Ainda em novembro de 2024, foi publicado em Diário Oficia da União o Termo de Compromisso entre a Caixa Econômica Federal e o município de Campinas, para a execução das obras de infraestrutura do BRT (Bus Rapid Transit – Ônibus de Trânsito Rápido) no Corredor Central e no Terminal Central. Os recursos, que somam R$ 54,7 milhões, fazem parte do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2 Mobilidade Grandes Cidades; e foram anunciados pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva, ainda em julho daquele ano
O termo tem vigência de 14 de novembro de 2024, dia em que foi assinado, até 01 de abril de 2029.
As obras vão ser conduzidas pela Secretaria de Infraestrutura, desde a elaboração do projeto até a execução. Os trabalhos complementam a operação do BRT na região central e permitem um melhor deslocamento das pessoas, nesse perímetro.
Entre as obras previstas na ocasião para os valores disponibilizados pelo Orçamento Geral da União (OGU), está a implantação de piso rígido (concreto) em todos os 4,1 km de extensão do Corredor Central, antigo Rótula. O projeto ainda contempla a construção de quatro estações de transferência, com piso alto, para a parada das linhas BRT, que circulam por ali.
As estações ficarão na avenida Dr. Moraes Salles, avenida Anchieta (uma na altura da Prefeitura e outra na altura da rua Dona Libânia), e uma quarta estação na avenida Orosimbo Maia. Tem também a adequação do Terminal Central, com a implantação de cinco plataformas com piso alto, para a operação das linhas BRT.
Campinas tem uma série de linhas BRT em circulação como BRT10, BRT11, BRT12, BRT20, BRT21, BRT25 e BRT26. Dessas, apenas as linhas BRT21 e BRT26, não circulam pelo Corredor Central.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Em última entrevista como técnico do São Paulo, Crespo admitiu: ‘Talvez chegue outro para ser campeão’

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A notícia da demissão de Hernán Crespo do cargo de técnico do São Paulo nesta segunda-feira (9) pegou muitos torcedores de surpresa. Na última entrevista como treinador do Tricolor, porém, o argentino havia admitido que “talvez chegue outro para ser campeão”.

A declaração aconteceu em um contexto de explicação sobre o momento do clube. O então técnico disse que a equipe paulista precisa de tempo para conseguir atingir uma sequência de títulos e que queria ajudar o time a ter serenidade.

“Quando o São Paulo chamou, a gente sabia que tinha um momento de dificuldade, não sabia que era tanta dificuldade, mas acho que a gente já atravessou a pior parte. Espero que chegue um pouco de serenidade. Mas ainda não estamos nem perto do que o São Paulo merece. Precisará de muito tempo. A ideia é ajudar o São Paulo a ter serenidade. Talvez vai chegar outro treinador que vai alcançar taças, como o São Paulo merece”, disse, na sexta-feira (6), à ESPN.

“Falta muito tempo… vamos tentar sempre ser competitivos, mas é muito difícil. Os outros têm muito investimento, infraestrutura, muitas coisas. A gente ainda está tentando arrumar politicamente, economicamente o São Paulo, enquanto os outros estão construindo. É muito difícil. O São Paulo, neste momento, chega atrás. Atrás, fazendo o seu caminho, tentando ser competitivos até onde pode, sabendo que tudo pode acontecer”, seguiu.

“A minha ideia é conseguir que o São Paulo tenha sequência de vitórias em competições. Pode acontecer uma Copa do Brasil? Sim. Um Paulistão? Sim. Pode acontecer. Aconteceu. Mas o São Paulo é tão grande que merece uma sequência de títulos”, completou, antes de reiterar.

“Podem acontecer [títulos], é futebol, mas acho que o São Paulo merece essa serenidade, saber que cada ano vai ter a possibilidade de competir ao limite. Ganhar é difícil, mas estar lá, perto de ganhar títulos. Para isso, o São Paulo vai precisar de muito tempo”.

Crespo estava no São Paulo desde julho de 2025 e, em 46 jogos, acumulava 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas.

Essa era a segunda passagem do argentino pelo clube. Na primeira, ele foi campeão paulista de 2021.

Próximos jogos do São Paulo:

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Guanabara investe R$ 160 milhões e adquire 80 ônibus rodoviários de alto padrão para 2026

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Deste total, 60 são de dois andares e 20 com piso único. Compra amplia oferta de ônibus em diferentes classes de serviço

ADAMO BAZANI

A Guanabara anunciou em primeira mão nesta terça-feira, 10 de março de 2026, ao Diário do Transporte, investimentos na ordem de R$ 160 milhões na compra 80 ônibus rodoviários de alto padrão para este ano de 2026.

Deste total, 60 são de dois andares e 20 de piso único.

Segundo a companhia, que opera linhas intermunicipais e interestaduais em diferentes regiões, além de representar a atualização tecnológica da frota, a compra vai resultar na ampliação da oferta de ônibus aos passageiros em variadas classes de serviço.

Os modelos oferecem categorias executiva, semileito e leito.

Entre os principais itens de conforto e segurança estão vidros escurecidos e colados, iluminação interna em led com graduações para relaxamento visual, ar-condicionado com controle de saída individual pelos passageiros, porta-copos, cinto de segurança e entradas USB para recarga de celulares em cada poltrona, piso com tom amadeirado para ampliar a sensação de requinte interno, câmeras de monitoramento, sanitários pressurizados com sistema de higienização, sistemas de frenagens com dispositivos que ampliam a eficiência e segurança antitombamento.

A Guanabara diz que os novos veículos serão distribuídos de forma gradual e atenderão rotas que conectam as cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, reforçando a capacidade operacional e a cobertura da malha rodoviária da empresa.

Ao Diário do Transporte, o gerente de marketing da Guanabara, Rodrigo Mont’Alverne, explica que a compra vai além da troca de ônibus e redução da idade média da frota, mas vai ampliar a qualidade do atendimento aos passageiros, com mais conforto e segurança.

“Essa aquisição integra nosso programa anual de modernização da frota, com foco em ampliar os níveis de conforto e segurança nas viagens. A iniciativa também reforça o compromisso da Guanabara em manter um padrão elevado de qualidade no transporte rodoviário de passageiros”, disse.

Rodrigo Mont’Alverne ainda complementa dizendo que com a chegada dos novos ônibus, a Guanabara reforça sua posição como uma das principais empresas de transporte rodoviário do país, apostando em tecnologia, modernização da frota e qualidade operacional para atender a crescente demanda por viagens rodoviárias no Brasil.

Os ônibus de dois andares são do modelo Marcopolo Paradiso 1800 DD e o os de piso único são Marcopolo Paradiso 1200, todos G8 (Geração 8, a mais atual da fabricante gaúcha de carrocerias).

A Expresso Guanabara nasceu em agosto de 1992. Com sede em Fortaleza e atuação de Norte a Sul, a empresa interliga as principais capitais e cidades do país, chegando a mais de duas mil opções de destinos para seus passageiros. A busca pela excelência técnica, o elevado grau de comprometimento com seus funcionários e a qualidade dos serviços oferecidos aos clientes renderam a Guanabara por quatro vezes o título de melhor empresa de ônibus do Brasil, em 2013, 2022, 2024 e 2025, no Prêmio Maiores & Melhores do Transporte.

Em 2023, a Guanabara deu um grande passo rumo à expansão da operação pelo país. As empresas do setor rodoviário Real Expresso, Rápido Federal, UTIL, Viação Sampaio e Brisa passaram a adotar uma única identidade corporativa e hoje também fazem parte da marca Guanabara. São mais de 400 veículos de última geração, sintonizados com tecnologias de ponta em mecânica, design e conforto. Saiba mais em .

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Blumenau (SC) aumenta para R$ 7  valor da passagem paga em dinheiro nos ônibus municipais

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Mudança passa a valer em 23 de março e ocorre após prefeitura ter indicado no início do ano que não haveria reajuste ao usuário; demais meios de pagamento seguem sem alterações

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Blumenau (SC) anunciou que a tarifa do transporte coletivo paga em dinheiro dentro dos ônibus terá reajuste a partir do dia 23 de março. O valor passará de R$ 6,80 para R$ 7,00, segundo informou a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) nesta segunda-feira (9).

O aumento atinge apenas a chamada tarifa embarcada, utilizada por passageiros que realizam o pagamento diretamente ao motorista com cédulas ou moedas. As demais modalidades permanecem com os valores definidos no início de 2026, sendo R$ 5,50 para usuários que utilizam cartão antecipado, como vale-transporte e Passe Fácil, e R$ 2,75 para a tarifa escolar.

A decisão ocorre pouco tempo depois de a administração municipal ter informado que não haveria aumento para os passageiros ao longo deste ano. Em janeiro de 2026, quando foi atualizada a tarifa técnica do sistema, a prefeitura afirmou que ampliaria o subsídio repassado à concessionária Blumob para cobrir a diferença entre o custo real da operação e o valor pago pelos usuários.

Com o novo modelo anunciado, a gestão municipal afirma que pretende reduzir a utilização de dinheiro no interior dos veículos. De acordo com a SMTT, a diminuição da circulação de numerário pode tornar o embarque mais rápido e contribuir para a segurança no sistema, ao reduzir o risco de assaltos.

Dados da administração municipal indicam que cerca de 8% dos passageiros ainda utilizam dinheiro para pagar a passagem em Blumenau (SC).

A estratégia segue uma tendência observada em outros sistemas de transporte coletivo no país, que têm adotado medidas para incentivar o uso de meios eletrônicos de pagamento, como cartões, aplicativos e recargas digitais.

Como mostrou o Diário do Transporte, também no estado de Santa Catarina, Chapecó iniciou um processo de eliminação gradual do pagamento em espécie nos ônibus urbanos. A medida foi formalizada por meio da Instrução Normativa 01/2025, assinada em dezembro de 2025 pelo secretário de Segurança Pública do município, Clóvis Ari Leuze.

Relembre

Chapecó (SC) deixa de aceitar pagamentos em dinheiro no transporte coletivo a partir de março

A regulamentação estabelece novos formatos para aquisição de passagens no Sistema de Transporte Coletivo Urbano Integrado da cidade. A previsão é que o pagamento em dinheiro deixe de ser aceito na segunda quinzena de março, após campanha de comunicação com antecedência mínima de 45 dias.

Segundo a administração municipal de Chapecó (SC), a mudança busca reduzir o tempo de parada dos ônibus nos pontos e aumentar a segurança no sistema. A proposta de retirada do dinheiro partiu da concessionária Auto Viação Chapecó, que apontou diminuição no número de usuários que utilizam cédulas e dificuldades operacionais relacionadas à necessidade de troco.

Enquanto a transição não é concluída, continuam sendo aceitos no sistema chapecoense o cartão Passe Cidadão, vale-transporte, cartão estudante, pagamento por aplicativo e dinheiro. A compra de créditos pode ser feita em postos de atendimento, pela internet ou por aplicativo, com opções de pagamento por pix, boleto ou cartão.

A adoção crescente de meios eletrônicos no transporte coletivo tem sido apontada por gestores públicos e operadores como forma de tornar as operações mais rápidas e reduzir custos associados à manipulação de dinheiro dentro dos veículos.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Ônibus da Eucatur tomba na Régis Bittencourt, em Campina Grande do Sul (PR), deixando feridos nesta terça-feira (10)

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Veículo com 49 passageiros saiu da pista após manobra para evitar colisão

ARTHUR FERRARI

Um ônibus da empresa Eucatur que transportava 49 passageiros tombou na manhã desta terça-feira, 10 de março de 2026, na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), no município de Campina Grande do Sul (PR), na Região Metropolitana de Curitiba (PR). O acidente deixou duas pessoas com ferimentos leves e provocou bloqueios no tráfego da rodovia.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo saiu da pista na altura do km 5 no sentido São Paulo (SP). O tombamento ocorreu por volta das 5h30 e mobilizou equipes de atendimento da concessionária responsável pela rodovia.

Segundo dados iniciais, o motorista teria direcionado o ônibus para o canteiro central da pista para evitar uma colisão com um caminhão. Após a manobra, o coletivo acabou tombando na área central da rodovia.

As duas vítimas que sofreram ferimentos leves foram encaminhadas para atendimento no Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul (PR).

Durante o atendimento da ocorrência, a rodovia chegou a ser totalmente interditada no trecho para permitir o trabalho das equipes de resgate e garantir a segurança no local. Ao longo da manhã, o tráfego foi parcialmente liberado para reduzir o congestionamento formado na via.

Mesmo com a liberação gradual das pistas, uma faixa no sentido São Paulo (SP) permanecia interditada na altura do km 6 enquanto os procedimentos de atendimento e remoção do veículo eram realizados.

O veículo, modelo Busscar Vista Buss DD com chassi Volvo B510R 8×2, de prefixo 6009 foi fabricado em 2023. A pintura é comemorativa dos 60 anos da empresa.

Foto: Vanderlei da Costa Silva Filho/Ônibus Brasil

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Viação Piracicabana, do Grupo Comporte, tem renovado registro pela Artesp por mais cinco anos para fretamento – VEJA HISTÓRICO DE COMPRAS E INCORPORAÇÕES

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Empresa tem planos de assumir outras grandes contas como fez recentemente com a Volkswagen no lugar da Cometa

ADAMO BAZANI

A Viação Piracicabana, do Grupo Comporte, teve o registo na Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) renovado por mais cinco anos.

A publicação oficial foi feita nesta terça-feira, 09 de março de 2026, e este registro tem validade de cinco anos.

Enquanto cresce por sistemas de transportes urbanos em diversas regiões do País, como recentemente no Rio de Janeiro, e em outros ramos que não são de ônibus, como concessões metroferroviárias e energia, o Grupo Comporte tem investido alto também em ampliar participação em fretamento.

No início de 2026, chamou a atenção do mercado ao assumir as operações de transportes de funcionários da Volkswagen no lugar da Viação Cometa, do poderoso Grupo JCA.

A aposta em ampliação no fretamento não é de hoje e parece ter sido elaborada com base em um plano estruturado e tem se sobressaído em algumas operações até mesmo sobre concorrentes tradicionais, como o Grupo JSL (da Júlio Simões, outro poderoso do segmento).

O Diário do Transporte tem mostrado operações assumidas e até mesmo empresas compradas pela Viação Pirarcicabana, cuja marca incorporou o tradicional nome Breda Transportes, que já pertencia ao Grupo Comporte, na ocasião. A oficialização ocorreu em 1º de julho de 2021 – Relembre:

A série mais ferrenha e recente de incorporações e compras teve um marco inicial, quando em junho de 2020 assumiu, de “porteira fechada”, o braço de fretamento da Suzantur, que era tradicional neste segmento e passou, desde então, a se dedicar a ônibus urbanos.

O Diário do Transporte mostrou à época:

Pouco mais de um ano depois foi a vez da tradicional Firenze, empresa de fretamento de Santo André ser comprada pela Piracicabana, como noticiou o Diário do Transporte em novembro de 2021.

Relembre:

A extinção “natural” pela dinâmica de mercado, de empresas de fretamento menores também beneficiou a Piracicabana, como o fim de outra companhia tradicional, a Galo de Ouro, de Santo André, a partir de 2019, como também noticiou o Diário do Transporte, na ocasião.

Relembre:

Outra tradicional empresa que deixou o setor de fretamento contínuo, abrindo brecha para mercado foi a Bonini, de São Bernardo do Campo (SP).

A Planetatur, de Santo André, conhecida por atender indústrias de grande porte (como a antiga Pirelli, hoje Prometeon) também parou de trabalhar. A empresa que assumiu a conta? Piracicabana.

A Tursan (Turismo Santo André) vendo a situação saiu do ABC e foi para o Vale do Paraíba, no interior paulista, e parte do Rio de Janeiro. Fez a aposta certa e se deu bem.

A chamada desindustrialização do ABC, com a saída de parques fabris da região que já reuniu a maior parte de montadoras e plantas de autopeças, ajuda a explicar, em parte, a derrocada do fim destas viações de fretados.

Mas, na contramão, há empresas de fretamento menores que estão conseguindo crescer, não somente em frota, mas em operação.

É o caso da Opinião Turismo, de Rio Grande da Serra, considerada, dentro das proporções, fenômeno do setor.

Além de ampliar as contas de fretamento contínuo, a empresa que atuava com uma frota mais antiga passou a fazer compras de ônibus 0 km e modernos.

Uma das apostas é a condição dos veículos que, mesmo alguns mais antigos, se apresentam impecáveis com detalhes como até “pretinho” nos pneus.

A Turismo Santa Maria, de São Bernardo do Campo, é outra viação que se destaca pela frota considerada impecável e que é até tida como viação premium em serviços e veículos. A companhia tem mais de 50 anos de atuação.

*(Adamo Bazani)*

Resumo: O Grupo Comporte é liderado pela família do fundador da GOL, Constantino de Oliveira, detém mais de 7 mil ônibus em todo o País, com empresas como Viação Piracicabana, Penha e Expresso União; venceu os leilões do TIC (Trem Intercidades), incluindo a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), em São Paulo, das linhas 11,12 e 13  também da CPTM, e detém, concessões de trilhos, como o Metrô da Grande Belo Horizonte e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Santos e São Vicente, no Litoral Paulista.

O Grupo Comporte, liderado pela família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, é gigante em ônibus. Tem mais de sete mil coletivos, entre urbanos e rodoviários em todo o País.

Na área de trilhos, o Grupo de Constantino cresceu em mercados importantes com concessões.

O Grupo Comporte foi também declarado vencedor do leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) realizado em 28 de março de 2025, na B3, na capital paulista.

Relembre:

O Grupo Comporte obteve a concessão da malha do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista, região de Franco da Rocha, Francisco Morato, passando por Jundiaí, no interior paulista, até Americana e Campinas, também no interior.

A concessão, que envolve também a operação e modernização da linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foi obtida por meio de leilão n 29 de fevereiro de 2024, na sede da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), na região central da capital paulista, pelo Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos (liderado pelo Grupo Comporte com participação da chinesa CRRC Hong Kong).

Relembre:

Esta parceria rendeu outro fruto: a importação de cerca de 90 ônibus elétricos da chinesa CRRC, com uma unidade apresentada em Santos, no litoral paulista, e a maioria indo para o sistema de transportes do Distrito Federal, todos operados pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.

Relembre:

Ainda pela BR Mobilidade opera o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e em 22 de dezembro de 2022, arrematou a concessão do Metrô da Grande Belo Horizonte, também sendo a única a participar.

Relembre:

Entre as empresas de ônibus do Grupo Comporte e com participação estão Expresso União – Patrocínio/MG; Viação Piracicabana – Piracicaba/SP; Empresa Cruz – Araraquara/SP; Princesa do Norte – Santo Antônio da Platina/PR; Penha – Curitiba/PR; Expresso Maringá – Maringá/PR; Expresso Itamarati – São José do Rio Preto/SP; Expresso de Prata – Bauru/SP; Expresso Caxiense – Caxias do Sul/RS; e urbanos, suburbanos e metropolitanos como Viação Piracicabana – Santos/SP; Viação Piracicabana – Praia Grande/SP; BR Mobilidade Baixada Santista – Ônibus Intermunicipais e VLT – São Vicente/SP; Expresso Maringá do Vale – São José dos Campos/SP; Joseense Transportes – São José dos Campos/SP; Princesa do Norte Mogi das Cruzes – Mogi das Cruzes/SP; Empresa Cruz – Araraquara/SP; Viação Luwasa – Catanduva/SP; Expresso Itamarati – São José do Rio Preto/SP; Expresso Itamarati – Votuporanga/SP; Expresso de Prata – Bauru/SP; TCGB – Transporte Coletivo Grande Bauru – Bauru/SP; Cidade Verde Transporte Rodoviário – Sarandi/PR; TCCC – Transporte Coletivo Cidade Canção – Maringá/PR; VAL – Viação Apucarana – Apucarana/PR; BluMob – Blumenau/SC; Viação Piracicabana – Brasília/DF;  Empresa de Transportes Líder – Uberaba/MG; Viação São Geraldo Sacramento – Uberaba/MG, entre outras em sociedade ou de controle único.

Em primeira mão no jornalismo profissional, o Diário do Transporte noticiou na última semana de janeiro de 2026 mais duas aquisições/incorporações anunciadas pela Viação Piracicabana, integrante do Grupo Comporte, fundado por Constantino de Oliveira, pendentes de aprovação final do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça: Da Reunidas Paulista, tradicional companhia de ônibus da região de Araçatuba, no interior de São Paulo, que já tinha parte da família Constantino no comando, mas não a ligada diretamente ao núcleo de negócios dos futuros herdeiros do fundador, e também do braço rodoviário da Expresso Fênix com atuação em cerca de 50 cidades do interior e litoral de São Paulo e Sul de Minas Gerais, de um braço da família Chedid.

Relembre:

Fundada formalmente em 10 de junho de 2002, a Comporte Participações S. A., teve origem nos negócios de transportes rodoviários fundados por Constantino de Oliveira, conhecido como Nenê Constantino, natural da cidade mineira de Patrocínio, nascido em 08 de agosto de 1931.

Os braços do Grupo Comporte estão indo além dos transportes e focam setores estratégicos, como de energia.

O próprio pedido ao CADE sobre a Reunidas e Fênix cita esta estratégia.

A Comporte Participações S.A, com a Illian Energias Renováveis adquiriu o controle indireto das companhias pré-operacionais das cinco empresas que formam a Usina Eólica Vitória S.A. do Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, um empreendimento de geração de energia renovável localizado em Santa Vitória do Palmar (RS) com capacidade para abastecer cerca de 400 mil residências. Atuando desde 2015, o complexo utiliza aerogeradores de grande porte (120m de altura) e torres de concreto produzidas localmente.

Tudo tem sido fruto de uma estratégia que, no mundo dos negócios, é considerada um risco: a mescla entre o caráter familiar do núcleo e controle dos negócios com a profissionalização dos processos e a ampliação de sociedades, parceiros e alianças.

A diversificação da atuação em diferentes ramos na família não é de hoje. Um dos maiores marcos foi o início das operações em 2001 da Gol Linhas Aéreas, que “revolucionou” a aviação no Brasil, trazendo o conceito de “low cost” (baixo custo) para o mercado nacional, hoje não tão mais baixo como ocorre em outros países.

O Diário do Transporte tem mostrado no seu noticiário factual essa diversificação: na área de mobilidade, a operação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, da concessão do Metrô da Grande Belo Horizonte e, mais recentemente, da concessão da construção e operação do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo, que engloba a linha 7-Rubi de trens metropolitanos, em parceria com a fornecedora de trens CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation). O Grupo Comporte é o sócio majoritário.

Esta parceria rendeu outro fruto: a importação de cerca de 90 ônibus elétricos da chinesa CRRC, com uma unidade apresentada em Santos, no litoral paulista, e a maioria indo para o sistema de transportes do Distrito Federal, todos operados pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.

Na área de tecnologia, mas ainda com vistas para os transportes de passageiros, a Mobifácil, do ponto de vista de negócios, é uma empresa de vendas de passagens (marketplace) com vida própria, ofertando até mesmo bilhetes de empresas que não são do grupo empresarial.

No relatório de administração (2024) obtido pelo Diário do Transporte, a Mobifácil é destaque. Foram quase 1,5 milhão de clientes e associações com buscadores como “Quero Passagens” e “De Ônibus”.

A área de tecnologia para fretamento, por meio da plataforma Mobiuse, também foi outro destaque do relatório:

A plataforma Mobiuse dedicada ao fretamento corporativo alcançou novos patamares, dobrando sua base de passageiros ativos de 18.578 em 2023 para 35.106 em 2024. Com 2.158 novas linhas otimizadas via roteirização inteligente e o uso de calculadoras de emissões de carbono, a plataforma reduziu emissões e otimizou custos operacionais, consolidando-se como referência em fretamento corporativo sustentável.

No segmento rodoviário, a Viação Piracicabana tem se tornado a marca maior dos novos negócios, entre aquisições externas e incorporações dentro do próprio Grupo Comporte, como tem ocorrido.

É o que tem mostrado o Diário do Transporte nos últimos anos.

Marcas tradicionais que já pertenciam ao Grupo foram incorporadas por outras do mesmo conglomerado, como ocorreu com a incorporação da Breda pela Piracicabana e da Manoel Rodrigues pela Princesa do Norte.

Piracicabana assumirá Reunidas Paulista e a Fênix – CADE torna público ato: VEJA A PETIÇÃO – relembre reportagem de 28 de janeiro de 2026

– A Empresa Cruz foi incorporada à Viação Piracicabana. As duas empresas já pertenciam ao Grupo Comporte e o ato foi oficializado em março de 2024 – relembre matéria de 1° de abril de 2024

Relembre:

– Em 23 de junho de 2021, por exemplo, o Grupo confirmou ao Diário do Transporte que a Breda Serviços se tornara Viação Piracicabana.

Relembre:

– Manoel Rodrigues pela Princesa do Norte – relembre matéria de 09 de fevereiro de 2021

O Grupo também já vinha adquirindo empresas e operações, como na área de fretamento e rodoviários.

– Em 22 de dezembro de 2020, o Diário do Transporte noticiou que a diretoria Colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT concedeu anuência prévia para a operação de transferência de controle societário da VCB Transportes Ltda (Viação Campo Belo) para a Expresso União Ltda, do Grupo Comporte.

– A tradicional Firenze, de fretamento de Santo André, no ABC Paulista, comprada pela Piracicabana, como noticiou o Diário do Transporte em 22 de novembro de 2021

Relembre:

– Em 29 de junho de 2020, o Diário do Transporte noticiava que a Suzantur de fretamento era adquirida pelo Grupo Comporte, que ainda mantinha a marca Breda, na ocasião. A Suzantur passou a se dedicar apenas ao transporte urbano, com operações em Santo André (SP), Mauá (SP), Diadema (SP), Ribeirão Pires (SP) e São Carlos (SP).

Relembre:

– Também em fevereiro de 2020, o Grupo anunciou a incorporação da Viação São Paulo-São Pedro pela Viação Piracicabana

Breve História de Constantino de Oliveira (Nenê Constantino):

Constantino de Oliveira nasceu na cidade de Patrocínio (MG), em 08 de agosto de 1931.

Sem ter concluído o primário e sendo obrigado a trabalhar desde muito novo, começou no ramo dos transportes efetivamente aos 18 anos, quando foi levar uma carga de manteiga da cidade de Paracatu (MG) para Recife (PE) e recebeu a sugestão de, na viagem de volta, trazer passageiros. Na época, longas viagens de pessoas em carrocerias de caminhão eram comuns num Brasil que se desenvolvia de forma desigual, com crescimento econômico e mais oportunidades de emprego e renda no Sul e Sudeste.

Do caminhão “pau de arara” a um império de transportes, hoje denominado Grupo Comporte, que reúne em torno de sete mil ônibus em todo País, entre urbanos e rodoviários, Constantino tem a trajetória marcada por conquistas e também polêmicas.

O Grupo Comporte reúne empresas de ônibus como Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Empresa Nossa Senhora da Penha, Expresso União, entre tantas outras.

A família de “Nenê Constantino”, como é conhecido o empresário, não se limitou aos transportes por ônibus.

Em 2001, traz uma inovação ao setor aéreo brasileiro com a consolidação do conceito de preços menores para viagens de avião ao fundar a GOL Linhas Aéreas. O primeiro voo ocorreu no dia 15 de janeiro, às 6h56, quando um Boeing 737-700 decolou do Aeroporto de Brasília em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Dos pneus, para o ar até entrar para os trilhos.

Atualmente, o Grupo Comporte opera o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Santos e São Vicente, no litoral paulista. Em 22 de dezembro de 2022, o Grupo Comporte arrematou a concessão do Metrô da Grande BH, na região metropolitana de Belo Horizonte. Já no dia 29 de fevereiro de 2024, na sede da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), na região central da capital paulista, o Grupo Comporte, juntamente com a chinesa CRRC Hong Kong, venceu o leilão para a construção e operação do TIC (Trem Intercidades), entre a capital paulista, e a região de Campinas, no interior.

Em 28 de março de 2025, o Grupo Comporte foi declarado vencedor do leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Condenação por homicídios e julgamentos anulados:

Em 2017, o Tribunal do Júri do DF (Distrito Federal) Nenê Constantino a 28 anos de prisão pela morte de um líder comunitário e de um motorista de ônibus que trabalhava na antiga Viação Planeta, que também pertencia ao empresário.

Mas, em 22 de março de 2022, a 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou os dois julgamentos.

Três ministros acolheram o recurso da defesa, que alegou falta de isenção do juiz do Tribunal do Júri na elaboração das perguntas para o Conselho de Sentença, “o que implicaria em nulidade absoluta dos julgamentos”.

O primeiro julgamento ocorreu no mês de maio de 2017. Constantino de Oliveira foi condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato do líder comunitário Márcio Brito, em 2001, durante a invasão de uma área da empresa de ônibus Viação Planeta.

Em novembro de 2017 foi realizado o segundo julgamento sobre a morte do motorista Tarcísio Gomes Ferreira. Segundo o Ministério Público, Ferreira foi vítima de uma emboscada dentro de um trailer estacionado no terreno onde funcionava a garagem da Pioneira, no Setor Industrial de Taguatinga.

HOMENAGEM E APARIÇÃO EM PÚBLICO AOS 93 ANOS:

Em novembro de 2024, o patriarca do Grupo, Constantino de Oliveira, aos 93 anos, fez uma aparição em público na BBF (BusBrasil Fest), exposição de ônibus antigos e novos. Na oportunidade, recebeu uma homenagem dos organizadores

Relembre:

Cecílio Souza (com microfone na mão); funcionário há mais de 70 anos; ao meio, Joaquim Constantino (filho de Constantino de Oliveira) e o empresário de 93 anos, Constantino de Oliveira (Nenê Constantino), homenageado desta edição.

Recentemente, a BBF tem homenageado empresários de ônibus que formaram conglomerados do setor de transportes e se tornaram fortes e influentes na economia e até na política.

No ano de 2024, a homenagem foi a Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e do Grupo Comporte, que hoje reúne mais de sete mil ônibus distribuídos em diferentes empresas como Viação Piracicabana, Nossa Senhora da Penha, Expresso União, Expresso de Prata, Itamarati, entre tantas outras e que marca presença no segmento de trilhos, com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Baixada Santista, no Metrô da Grande Belo Horizonte e na concessão para construção e operação do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e as cidades de Jundiaí e Campinas, no interior, englobando a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e, em março de 2025, o Grupo Comporte venceu o leilão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.

O empresário recebeu um troféu e uma placa. Nenê Constantino de 93 anos, nascido em 08 de agosto de 1931, em Patrocínio (MG), agradeceu e, ao final, brincou com um funcionário Cecílio Souza, que atua no grupo há mais de 70 anos e é responsável pelo Museu dos Transportes da família, que possui ônibus e trólebus de várias décadas.

“Só tenho de agradecer, agradecer e agradecer. Desejo a todos, muita saúde. Um abração” – agradeceu no meio da homenagem.

Ao final da apresentação, Nenê brincou.

“Aos colegas motoristas, muito obrigado pela boa vontade de todos. Aguentar os motoristas é fácil, o duro é aguentar o Cecílio … 70 anos já” – se divertiu com o funcionário e amigo.

Familiares e amigos também discursaram.

OUÇA:

Mesmo com a diversificação de negócios, o Grupo Comporte continua querendo crescer no segmento de ônibus e o fretamento também é um dos focos.

No início de 2026, chamou a atenção do mercado ao assumir as operações de transportes de funcionários da Volkswagen no lugar da Viação Cometa, do poderoso Grupo JCA.

A aposta em ampliação no fretamento não é de hoje e parece ter sido elaborada com base em um plano estruturado e tem se sobressaído em algumas operações até mesmo sobre concorrentes tradicionais, como o Grupo JSL (da Júlio Simões, outro poderoso do segmento).

O Diário do Transporte tem mostrado operações assumidas e até mesmo empresas compradas pela Viação Pirarcicabana, cuja marca incorporou o tradicional nome Breda Transportes, que já pertencia ao Grupo Comporte, na ocasião. A oficialização ocorreu em 1º de julho de 2021 – Relembre:

A série mais ferrenha e recente de incorporações e compras teve um marco inicial, quando em junho de 2020 assumiu, de “porteira fechada”, o braço de fretamento da Suzantur, que era tradicional neste segmento e passou, desde então, a se dedicar a ônibus urbanos.

O Diário do Transporte mostrou à época:

Pouco mais de um ano depois foi a vez da tradicional Firenze, empresa de fretamento de Santo André ser comprada pela Piracicabana, como noticiou o Diário do Transporte em novembro de 2021.

Relembre:

A extinção “natural” pela dinâmica de mercado, de empresas de fretamento menores também beneficiou a Piracicabana, como o fim de outra companhia tradicional, a Galo de Ouro, de Santo André, a partir de 2019, como também noticiou o Diário do Transporte, na ocasião.

Relembre:

Outra tradicional empresa que deixou o setor de fretamento contínuo, abrindo brecha para mercado foi a Bonini, de São Bernardo do Campo (SP).

A Planetatur, de Santo André, conhecida por atender indústrias de grande porte (como a antiga Pirelli, hoje Prometeon) também parou de trabalhar. A empresa que assumiu a conta? Piracicabana.

A Tursan (Turismo Santo André) vendo a situação saiu do ABC e foi para o Vale do Paraíba, no interior paulista, e parte do Rio de Janeiro. Fez a aposta certa e se deu bem.

A chamada desindustrialização do ABC, com a saída de parques fabris da região que já reuniu a maior parte de montadoras e plantas de autopeças, ajuda a explicar, em parte, a derrocada do fim destas viações de fretados.

Mas, na contramão, há empresas de fretamento menores que estão conseguindo crescer, não somente em frota, mas em operação.

É o caso da Opinião Turismo, de Rio Grande da Serra, considerada, dentro das proporções, fenômeno do setor.

Além de ampliar as contas de fretamento contínuo, a empresa que atuava com uma frota mais antiga passou a fazer compras de ônibus 0 km e modernos.

Uma das apostas é a condição dos veículos que, mesmo alguns mais antigos, se apresentam impecáveis com detalhes como até “pretinho” nos pneus.

A Turismo Santa Maria, de São Bernardo do Campo, é outra viação que se destaca pela frota considerada impecável e que é até tida como viação premium em serviços e veículos. A companhia tem mais de 50 anos de atuação.

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Seleção do Paulistão tem seis do Palmeiras e Flaco López como craque; veja como ficou

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O Palmeiras dominou a premiação do Campeonato Paulista de 2026, em cerimônia realizada na noite desta segunda-feira, em São Paulo. Foram XX troféus para o Alviverde durante o evento.

Campeão do estadual ao vencer o Novorizontino na decisão realizada no último domingo, o Verdão teve o melhor jogador (Flaco López), o melhor técnico (Abel Ferreira), além de seis membros da seleção.

Confira o time ideal do Paulistão: Carlos Miguel (Palmeiras); João Vitor (Portuguesa), Dantas (Novorizontino), Gustavo Gómez (Palmeiras) e Mayk (Novorizontino); Marlon Freitas (Palmeiras), Andreas Pereira (Palmeiras) e Rômulo (Novorizontino); Vitor Roque (Palmeiras), Flaco López (Palmeiras) e Robson (Novorizontino). Técnico: Abel Ferreira (Palmeiras).

Robson, do Novorizontino, terminou como artilheiro da competição. O atacante fez sete gols na competição e venceu a disputa com Flaco López.

A revelação do Paulistão foi o volante André, do Corinthians.

Veja como ficou a seleção do Campeonato Paulista de 2026:

  • Melhor goleiro: Carlos Miguel (Palmeiras)

  • Melhor lateral-direito: João Vitor (Portuguesa)

  • Melhores zagueiros: Dantas (Novorizontino) e Gustavo Gómez (Palmeiras)

  • Melhor lateral-esquerdo: Mayk (Novorizontino

  • Melhores volantes: Marlon Freitas (Palmeiras) e Andreas Pereira (Palmeiras)

  • Melhor meia: Rômulo (Novorizontino)

  • Melhores atacantes: Vitor Roque (Palmeiras), Flaco López (Palmeiras) e Robson (Novorizontino)

  • Melhor técnico: Abel Ferreira (Palmeiras)

  • Melhor drible do campeonato: Ligger (Primavera)

  • Revelação: André (Corinthians)

  • Gol mais bonito: André Ramalho (Corinthians)

  • Craque da galera: Flaco López (Palmeiras)

  • Craque do Interior: Robson (Novorizontino)

  • Craque do campeonato: Flaco López (Palmeiras)

  • Artilheiro: Robson (Novorizontino)

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Ônibus do Caminho Escola é apreendido fazendo transporte para velório e desvio de finalidade vai ser apurado. Diário do Transporte recebeu denúncias e problema tem ocorrido em todo o País

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É velório de familiar de prefeito, ida a cultos e missas, servidores de prefeituras para obras e canteiros e, até mesmo, transportes urbanos de linhas ou mesmo, pasmem, até de cargas

ADAMO BAZANI

Enquanto o “Caminho da Escola”, programa do Governo Federal criado em 2007, comprovadamente garante transporte mais digno e seguro a estudantes, principalmente em áreas de difícil acesso, e o relançamento do edital para mais 7.470 veículos é aguardado ansiosamente por gestores públicos e fabricantes, o mau uso e a aplicação indevida dos ônibus escolares não apenas continuam ocorrendo, como também se intensificam.

Não bastassem a precária manutenção dada pelas prefeituras e governos estaduais, levando ao sucateamento dos veículos de forma prematura, o uso indevido dos ônibus em transportes que não são escolares também é frequente: é velório de familiar de prefeito, ida a cultos e missas, servidores de prefeituras para obras e canteiros e, até mesmo, transportes urbanos de linhas ou mesmo, pasmem, até de cargas.

O Diário do Transporte tem recebido denúncias constantes.

Um dos casos resultou na apreensão de um dos ônibus escolares aparentemente usado de forma indevida no município de São Sebastião do Passé (BA).

De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o coletivo era utilizado para transporte de adultos em evento particular. No Escolar, estavam cerca de 50 adultos. Conforme determinam as regras do Caminho da Escola, os bancos dos veículos são projetados para as medidas de crianças.

O evento particular deste caso, de acordo com a PRF? Um velório na região central da cidade.

Durante fiscalização de rotina no quilômetro 402 da BR-110, a equipe de policiamento interceptou o ônibus amarelo, padronizado pelo Governo Federal. Ao realizarem a abordagem, os agentes constataram que o público transportado não era composto por estudantes, mas sim por moradores de uma comunidade local que seguiam para uma cerimônia fúnebre.

Além do desvio de finalidade do veículo público, a inspeção documental revelou que o ônibus estava com o licenciamento anual atrasado. Para garantir a segurança dos passageiros e evitar riscos no transbordo em rodovia, os policiais acompanharam o veículo até o destino final antes de efetuar a apreensão e o recolhimento ao pátio.

A utilização de bens públicos para fins particulares ou alheios à sua destinação legal configura, em tese, Improbidade Administrativa que causa prejuízo ao Erário. O uso de recursos federais (Programa Caminho da Escola) fora das normas estabelecidas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) agrava a situação jurídica dos envolvidos.

O veículo permanece apreendido até a regularização das infrações de trânsito. Quanto à conduta administrativa, o caso foi formalmente comunicado ao Ministério Público Federal (MPF), que deverá abrir investigação para apurar a responsabilidade dos agentes públicos que autorizaram o uso indevido do transporte escolar.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Rio de Janeiro cria sistema de patinetes elétricos compartilhados com estações e possibilidade de pagamento pelo Jaé

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Foto: Divulgação

Decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes estabelece regras para operação, circulação, cobrança de preço público e credenciamento de empresas; modelo privilegia estações fixas e integração com transporte público

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura do Rio de Janeiro criou oficialmente o Sistema de Compartilhamento de Patinetes Elétricas no município. O modelo foi instituído pelo Decreto nº 57.657, de 9 de março de 2026, assinado pelo prefeito Eduardo Paes, e estabelece regras para a operação do serviço, credenciamento de empresas, circulação dos equipamentos e uso do espaço público.

A nova regulamentação também prevê integração com o sistema de mobilidade da cidade, incluindo a possibilidade de pagamento por meio do Jaé, sistema municipal de bilhetagem do transporte público.

Segundo o decreto, o objetivo é organizar o uso do espaço urbano, garantir segurança viária e incentivar alternativas de deslocamento sustentáveis, alinhadas ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro (PMUS-Rio).

Operação será baseada em estações

Uma das principais mudanças do modelo carioca é a adoção de um sistema baseado em estações.

Na prática, isso significa que a retirada e a devolução dos patinetes ocorrerão apenas em áreas previamente autorizadas pela prefeitura, que poderão ser:

  • estações físicas, com instalação de docas para travamento dos equipamentos
  • estações virtuais, delimitadas por georreferenciamento via GPS ou mapeamento 3D

As operadoras só poderão atuar em áreas autorizadas pelo município, que serão definidas no edital de credenciamento e classificadas como áreas consolidadas ou áreas de expansão.

O decreto também permite que o município estabeleça zonas de devolução livre, dependendo das condições operacionais e do interesse público.

Integração com transporte público e ciclovias

O novo sistema foi concebido para funcionar como modal complementar de mobilidade urbana, com integração a outras formas de deslocamento.

Entre as diretrizes previstas estão:

  • integração com ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas
  • articulação com outros serviços de micromobilidade
  • proximidade de estações de transporte público
  • possibilidade de pagamento pelo sistema Jaé

A prefeitura também prevê que as estações sejam implantadas preferencialmente próximas à infraestrutura cicloviária existente.

Onde os patinetes poderão circular

O decreto autoriza a circulação dos equipamentos em:

  • ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas
  • vias urbanas com limite de velocidade de até 40 km/h
  • parques e áreas de lazer
  • faixas compartilhadas em calçadas sinalizadas

Por outro lado, a circulação é proibida:

  • em calçadas comuns
  • nas vias exclusivas do BRT
  • nas vias do VLT

Também não será permitido:

  • transportar passageiros ou cargas
  • conduzir usando celular
  • utilizar fone de ouvido
  • dirigir sob efeito de álcool ou drogas

Limite de velocidade

Os patinetes deverão obedecer limites máximos de velocidade definidos no decreto.

Nas ciclovias e vias urbanas autorizadas, o limite será de: até 20 km/h

Já em áreas com maior presença de pedestres, como parques e espaços compartilhados, a velocidade será reduzida para: até 6 km/h

O município poderá ainda estabelecer zonas de velocidade reduzida ou áreas de proibição de circulação, com controle por georreferenciamento.

Usuários terão cadastro e capacitação obrigatória

Para utilizar o serviço, o usuário deverá:

  • ter idade mínima de 18 anos
  • realizar cadastro na plataforma digital da operadora
  • aceitar os termos de uso
  • realizar capacitação obrigatória, que poderá ser presencial ou online

A norma também cria a categoria de usuário iniciante, aplicada às primeiras nove viagens ou até o total de 45 minutos de utilização.

Empresas pagarão taxa pelo uso do espaço público

As operadoras credenciadas terão de pagar preço público ao município pela exploração do serviço.

A cobrança terá duas partes:

Taxa anual pelas estações – Calculada com base no valor do metro quadrado do terreno onde a estação estiver localizada.

Encargo operacional – 

Nos primeiros 90 dias de operação, será cobrado: R$ 30 por patinete por mês

Após esse período, a cobrança passa a ser de: R$ 0,20 por viagem realizada

Parte da receita irá para fundo de mobilidade

O decreto determina que 20% das receitas geradas pelo sistema serão destinadas ao Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável (FMUS).

Os recursos deverão financiar:

  • estudos de mobilidade
  • melhoria da infraestrutura viária
  • sinalização para micromobilidade
  • projetos de acessibilidade

Credenciamento das operadoras

As empresas interessadas em operar o serviço deverão participar de edital de credenciamento público.

O processo será conduzido pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), com análise técnica da:

  • Secretaria Municipal de Transportes (SMTR)
  • Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio)

O credenciamento terá prazo máximo de 36 meses, podendo ser prorrogado conforme regras do edital.

Operadoras terão obrigações operacionais

Entre as obrigações das empresas estão:

  • manter estrutura operacional na cidade
  • garantir manutenção permanente dos equipamentos
  • contratar seguro de responsabilidade civil
  • compartilhar dados operacionais com o município
  • realizar campanhas educativas de segurança
  • recolher patinetes estacionados irregularmente

As operadoras também deverão remover ou reorganizar equipamentos estacionados de forma inadequada em até uma hora após notificação ou denúncia.

Regulamentação anterior continua temporariamente

O decreto estabelece que a regulamentação anterior sobre patinetes, de 2019, continuará em vigor até a assinatura do primeiro termo de credenciamento das novas operadoras.

Após essa etapa, a norma anterior será automaticamente revogada.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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