Frota é a maior do País, mas, mesmo assim, está abaixo das metas da gestão municipal
ADAMO BAZANI
O Diário do Transporte antecipou na terça-feira passada, 03 de março de 2026, e a prefeitura de São Paulo confirma oficialmente nesta terça-feira (10):
A gestão municipal e as viações apresentam nesta quarta-feira,11 de março de 2026, às 11h, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona Oeste, 110 ônibus elétricos, dos mais novos, que chegaram recentemente para o sistema gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte). Um dos mais recentes modelos a integrarem a frota está o inédito é o superarticulado elétrico, com tecnologia nacional Eletra – VEJA MAIS ABAIXO OS DETALHES.
Relembre a matéria em primeira-mão, do Diário do Transporte:
O evento foi incluído em agenda oficial do prefeito Ricardo Nunes. Agora, serão 1259 coletivos deste tipo
Apresentação de 110 Ônibus Elétricos para a Cidade de São Paulo, com Secretário de Mobilidade Urbana e Transporte – Celso Caldeira e Diretor-Presidente da SPTrans – Victor Hugo Borges
Local: Praça Charles Miller, s/nº – Pacaembu
Horário início: 11:00
MAIOR FROTA, MAS NÃO ALCANÇOU A META:
Os veículos vão se somar aos 1.189 contabilizados oficialmente pela gestão municipal, considerando 189 trólebus (ônibus elétricos conectados à rede de fiação aérea).
A capital paulista possui a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, reunindo mais de 80% deste tipo de veículo em todo o território nacional. Mesmo assim, está com as metas de troca de coletivos atrasadas. Com a nova entrega, em março de 2026, serão 1.289 elétricos e a meta era de ter em circulação 2,6 mil coletivos eletrificados em dezembro de 2024. A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.
SUPERARTICULADO BRASILEIRO:
Um dos mais recentes modelos a integrarem a frota está o inédito é o superarticulado elétrico, com tecnologia nacional Eletra.
As primeiras três unidades, de um lote de 27 coletivos, comprados pela Viação Metrópole Paulista, para a Zona Leste.
Três veículos deste modelo entraram já em operação na linha 2678-10 (Oliveirinha – Terminal Parque Dom Pedro II), entre a zona Leste e a região central.
O modelo tem 21,5 metros de comprimento, capacidade para 146 passageiros cada um, sendo 50 sentados, 94 em pé e duas cadeiras de rodas ou espaços para cão-guia.
Até então, os superarticulados da Eletra rodavam como testes na capital. Agora, o inédito veículo chega para ficar, inclusive, com mais unidades em negociações para outras empresas.
Ao todo, são 40 ônibus elétricos que chegarão gradativamente à unidade da Itaim Paulista, da Viação Metrópole Paulista, entre março e abril de 2026.
Além dos 27 superarticulados de 21,5 m com tecnologia Eletra, foram comprados mais 13 ônibus elétricos padrons, de 13,2 m, com capacidade para 82 pessoas cada, modelo eO500U, com tecnologia Mercedes-Benz. A empresa já possui este modelo na frota.
Os ônibus deste tipo são considerados high tech (alta tecnologia) e têm até um sistema de aproveitamento de energia desenvolvido na Fórmula 1.
Trata-se do KERS (Kinetic Energy Recovery System), que é uma funcionalidade de regeneração de energia que gera eletricidade nas frenagens e desacelerações carregando uma parte das baterias em movimento.
A diferença é que nos carros da Fórmula 1, o KERS é eletromecânico, guardando a energia num “volante” de inércia que é capaz de maneira rápida “jogar” essa energia de volta ao motor, o que proporciona aumento de potência adicional. Já num ônibus ou o carro elétrico ou híbrido que roda nas ruas, o KERS é eletrônico e armazena a bateria das frenagens em baterias.
Os modelos de ônibus da Eletra possuem ar-condicionado com saídas individuais; piso baixo com rampa para acessibilidade de pessoas com restrições de locomoção, tomada USB para recarga de celulares e outros dispositivos móveis; vidros colados com tratamento de proteção contra raios ultravioleta do sol; letreiros eletrônicos e luzes de led em faróis, lanternas e na iluminação interna.
Ainda integram a tecnologia brasileira funcionalidades e itens como controle de tração; controle dos sistemas auxiliares e do ar-condicionado; sistema de regeneração de energia que gera eletricidade nas frenagens e desacelerações carregando uma parte das baterias em movimento; programa computadorizado que regula, gerencia e monitora todos os sistemas elétricos; e módulo de refrigeração geral de água.
Os veículos possuem tecnologia Eletra, plataformas Mercedes-Benz, baterias WEG e carrocerias Caio, todos estes itens feitos no Brasil.
Planilhas oficiais da SPTrans mostram que a operação de ônibus elétricos pode ser 65% mais barata por quilômetro que o óleo diesel. Como os elétricos duram mais que os modelos a combustão, ao longo de toda a vida útil, estes modelos são financeiramente mais vantajosos, mostram as planilhas.
Relembre:
Este tipo de modelo de grande porte pode ser mais vantajoso ainda. Isso porque, mesmo sendo mais caro, o preço é compensado pelo maior rendimento das baterias e maior capacidade de transportes de cada veículo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Contrato de quase R$ 2 milhões havia sido noticiado em primeira-mão pelo Diário do Transporte. Mas, no início da noite desta terça-feira, em edição extra do Diário Oficial, a gestão municipal publicou a rescisão.
ADAMO BAZANI
Não se passaram nem 24 horas da publicação do contrato de quase R$ 2 milhões da prefeitura de São Paulo com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para avançar na proposta de implantação de um sistema de teleférico para transportes coletivos de passageiros na região da Vila Brasilândia, na zona Noroeste da cidade, e a gestão Ricardo Nunes rompeu a contratação.
Nas primeiras horas desta terça-feira, 10 de março de 2026, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte publicou o acordo, avaliado em R$ 1,9 milhão – R$ 1.919.936,00 (um milhão, novecentos e dezenove mil novecentos e trinta e seis reais), com vigência de 14 meses.
Mas, no início da noite desta terça-feira, em edição extra do Diário Oficial, a gestão municipal publicou a rescisão.
O motivo não está na publicação e o Diário do Transporte questionou a administração, aguardando a resposta.
A Fipe, pelo contrato, deveria fazer a avaliação Econômico-Financeira de Alternativas de Modelagem e Apoio à Estruturação Financeira da Implantação e Operação do Projeto do Veículo Elétrico (VLE) e Projeto do Teleférico Brasilândia, voltados à Prestação do Serviço Público de Transporte Coletivo de Passageiros no Município da Cidade de São Paulo.
A proposta da gestão Nunes é que o sistema de teleférico urbano aceite Bilhete Único e seja integrado aos ônibus municipais gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte) e com os trilhos (trem e metrô). Assim como Aquático-SP, com barcos-ônibus na represa Billings, na zona Zonal e o projeto bonde de São Paulo (VLT – Veículo Leve sobre Trilhos), o objetivo é variar tipos de transportes dentro de uma mesma rede municipal.
O Diário do Transporte já havia mostrado na última semana, que a prefeitura remanejou R$ 1,8 milhão de ciclovias para estudos do teleférico e do VLT. Deste total, R$ 1,12 milhão (R$ 1.128.922,36) serão para o bonde e R$ 752 mil (R$ 752.614,92) para o teleférico.
Relembre:
Como mostrou o Diário do Transporte, o prefeito Ricardo Nunes confirmou no dia 27 de março de 2025, em entrevista durante uma agenda, que a capital paulista terá mais esta alternativa.
Os estudos, segundo Nunes, já existem desde 2022, e contemplam a região da Vila Brasilândia, na zona Noroeste da capital paulista. O custo estimado de implantação é da ordem de R$ 1 bilhão, com integração com a futura linha 6-Laranja de metrô e a rede de ônibus, extensão de 4,6 km, cabines com capacidade para cerca de 10 a 15 passageiros, velocidade média de 15 km/h a 20 km/h e trajeto entre as imediações do Metrô da linha 6-Laranja, na Avenida Cantídio Sampaio, com parada perto do Terminal de Ônibus Vila Nova Cachoeirinha e o CEU (Centro Educacional Unificado) Paz. A demanda atendida pode chegar a 3,3 mil passageiros por hora/sentido nos horários de pico.
Relembre:
Na América Latina existem diversos sistema de teleféricos inseridos no transporte urbano com conexão com os ônibus e metrô, como
TransMiCable (Bogotá, Colômbia): Sistema de teleférico urbano integrado ao TransMilenio em Bogotá, Colômbia, projetado para melhorar a mobilidade nas áreas de colinas íngremes e de difícil acesso, principalmente no sul da cidade. É um componente fundamental da rede de transporte público, permitindo a conexão rápida com os ônibus articulados (BRT)
Mi Teleférico (La Paz/El Alto, Bolívia): Com mais de 30 km de extensão, conecta a capital boliviana a El Alto, funcionando como um “metrô aéreo” que vence desníveis de até 400 metros. Possui 10 linhas operacionais (vermelha, amarela, roxa, etc.) e é fundamental para a mobilidade urbana, operando cerca de 17 horas por dia.
Mexicable (Estado do México, México): Importante sistema de transporte que conecta áreas periféricas e montanhosas ao centro da cidade, melhorando a conectividade.
Metrocable (Medellín/Caracas): Medellín foi pioneira em integrar teleféricos ao sistema de transporte público para comunidades em encostas, modelo seguido em Caracas, Venezuela.
Guayaquil (Equador): Inaugurado como o primeiro teleférico de transporte coletivo que cruza um rio na América Latina.
VLT E POLÊMICA DOS TRÓLEBUS:
Já sobre o VLT (Bonde de São Paulo), serão duas linhas de trilhos com 26 estações em 16 trechos espalhados em 12 km. Haverá impactos em 260 linhas de ônibus e o custo aproximado de implantação deve ser de R$ 4 bilhões. O projeto deve ser licitado neste ano de 2026 e inauguração é esperada para entre 2029 e 2030. Deste total, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal), deve financiar R$ 1,3 bilhão. A demanda estimada é de 134 mil passageiros por dia. o “Bonde de São Paulo” será integrado a cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas estações de trens já existentes. O trabalho também considera integração com o corredor de ônibus de alta capacidade BRT (Bus Rapid Transit) da Radial Leste e a futura linha 19-Celeste do Metrô: São Paulo (Anhangabaú) X Guarulhos (Bosque Maia).
A prefeitura estuda desativar os serviços de trólebus com a efetivação do VLT, o que gerou críticas por parte de especialistas que sustentam que em diversas partes do mundo, trólebus e VLTs dividem o mesmo espaço e até mesmo aproveitam infraestruturas e tensões de eletricidade.
Confira:
Desativar trólebus por causa de VLT (Bonde de São Paulo) é um desperdício e vai na contramão do que mundo pratica, aponta estudo (ENTREVISTA e VÍDEO)
Segundo o trabalho, possibilidade anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes para a capital paulista, pode ser uma precipitação diante de avanços tecnológicos de redes de distribuição de veículos como E-Trol
ADAMO BAZANI
Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira
ÁUDIO
VÍDEO
Em vez de aproveitar uma disponibilidade maior de energia elétrica existente na região central de São Paulo, ainda mais diante dos problemas de falta de infraestrutura encontrados para cumprir as metas previstas em lei para reduzir as emissões de poluentes pelo transporte coletivo, desativar a rede de trólebus da cidade por causa da implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o Bonde de São Paulo, pode ser um desperdício e ir na contramão do que fazem as cidades sustentáveis e modernas.
É o que procura mostrar um estudo da Rede Respira São Paulo, uma ONG (Organização Não Governamental) formada por técnicos, membros de universidades e profissionais ligados à mobilidade e redes de energia elétrica.
A possibilidade da desativação foi anunciada ao Diário do Transporte pelo prefeito Ricardo Nunes em 23 de julho de 2025, na apresentação de mais ônibus elétricos com baterias para a cidade de São Paulo.
Relembre e ouça a entrevista:
Serão duas linhas de trilhos com 26 estações em 16 trechos espalhados em 12 km. Haverá impactos em 260 linhas de ônibus e o custo aproximado de implantação deve ser de R$ 4 bilhões. O projeto deve ser licitado neste ano de 2026 e inauguração é esperada para entre 2029 e 2030. Deste total, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal), deve financiar R$ 1,3 bilhão. A demanda estimada é de 134 mil passageiros por dia. o “Bonde de São Paulo” será integrado a cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas estações de trens já existentes. O trabalho também considera integração com o corredor de ônibus de alta capacidade BRT (Bus Rapid Transit) da Radial Leste e a futura linha 19-Celeste do Metrô: São Paulo (Anhangabaú) X Guarulhos (Bosque Maia).
Nunes citou, para justificar a intenção de acabar com os trólebus enquanto VLT entraria em operação, a sobreposições de linhas no centro, conflitos de estruturas e o custo de manutenção da rede de trólebus que, segundo o prefeito, hoje é de cerca de R$ 30 milhões por ano.
O ano de 2029 previsto para a inauguração do Bonde de São Paulo coincide com o limite de idade permitida para os trólebus atuais. Pelo contrato com a empresa operadora Ambiental Transportes, é necessário trocar por modelos de ônibus novos, que podem ou não ser trólebus. A única exigência é que não emitam poluição, podendo, inclusive serem com baterias.
Relembre:
De acordo com o projetista de infraestrutura de redes de energia de alta tensão para transportes, coordenador do estudo, Jorge Françoso de Moraes, o VLT e os trólebus não se rivalizam. Pelo contrário, para o especialista, ambos juntos transformariam o centro numa espécie de “hub de mobilidade limpa”, com a vantagem de aproveitarem uma mesma estrutura de fornecimento de energia.
O projetista citou alguns exemplos pelo mundo e alertou ainda que, mesmo que haja sobreposições de linhas no centro, a abrangência da rede de trólebus na cidade é maior, indo até a zona leste e parte da zona oeste, com cerca de 150 km.
Françoso ainda destaca que a atual rede de trólebus já é subaproveitada, “sobrando” energia que, inclusive, poderia ajudar na recarga de modelos de ônibus com baterias.
Para o profissional, não haveria conflito entre as fiações dos dois meios de transportes, que, inclusive, poderiam ser compartilhadas em cruzamentos, com trocas automáticas por meio de chaves em equipamentos simples e que já nem são tanta novidade assim.
O prefeito Ricardo Nunes comentou que a implantação do VLT no centro de São Paulo será mais um motivo para a desativação dos trólebus na cidade. Primeiramente, a abrangência das linhas de trólebus é bem maior do que somente na rótula central, e no passado, aqui na cidade de São Paulo, os dois sistemas coexistiram, desde 1949 até 1968. Principalmente na área central, onde em algumas avenidas as redes dos dois sistemas se cruzavam. E no exterior, há muitas cidades com os dois sistemas operando normalmente, como por exemplo em Zurique, Roma, Milão, Gênova, Vancouver no Canadá, e em São Francisco, onde existe uma vasta rede de bondes e trólebus, os bondes compartilham a mesma rede dos trólebus em uma das principais avenidas. E ainda no projeto do VLT em São Paulo, não haverá a rede aérea. A previsão é que os veículos serão acionados por baterias ou pelo terceiro trilho. Portanto, não há nenhum empecilho na convivência dos dois sistemas, seja compartilhando a mesma via ou existindo os cruzamentos das respectivas redes. – disse.
O especialista também lembrou de um veículo que mundo emprega largamente, e que no Brasil já existe: trata-se deum modelo de ônibus que, no mercado brasileiro, é denominado comercialmente de E-Trol. É um veículo que funciona como trólebus e tem baterias, rodando longos trechos sem estar conectado à fiação aérea.
Foto: Ônibus que funcionam com baterias por longo trechos e conectados à rede área por outros já são realidade no mercado brasileiro e a opção mais comum entre diversos países que mantêm redes de trólebus
Além de poder ser até 30% mais barato que os modelos só com baterias, este tipo de ônibus dispensa qualquer adaptação da rede, podendo rodar só com bateria onde passa o VLT e depois seguir o caminho conectado para o restante das linhas.
Este modelo, inclusive, vai compor a frota do BRT-ABC, um novo corredor de alta capacidade entre o ABC Paulista e a capital. Serão 96 unidades de 21,5 metros cada, que podem transportar de uma só vez quase 200 pessoas. O BRT-ABC vai chegar até a estação Sacomã e a estrutura também poderia ser aproveitada e ter conexão com a rede de trólebus da capital.
ABAIXO DAS IMAGENS, O ESTUDO COMPLETO DA REDE RESPIRA SÃO PAULO
Em São Francisco, nos EUA, os tradicionais bondes e os não menos cheios de tradição trólebus andam lado a lado, junto com outros meios de transporte, inclusive, como ônibus a diesel comuns e bicicletas.
Foto: Em Budapeste, VLT e trólebus têm cruzamentos e não há conflitos
ESTUDO COMPLETO:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Iniciativa da empresa reúne exames clínicos, cronotipagem e monitoramento operacional para reduzir riscos associados à fadiga na condução dos veículos
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Dirigir com sono é hoje um dos principais motivos de acidentes no trânsito. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), cerca de 40% dos sinistros estão de alguma forma relacionados à sonolência. O cansaço, a falta de atenção e o ritmo mais lento causados por uma noite mal dormida podem ser o cenário perfeito para uma tragédia nas estradas.
Diante desse cenário, a Viação Águia Branca utiliza o Dia Mundial do Sono, celebrado na próxima sexta-feira (13), para ampliar o debate sobre a relação entre descanso adequado e segurança viária. Há 25 anos, a empresa mantém o Programa “Medicina do Sono”, que reúne acompanhamento médico contínuo, exames clínicos, protocolos de avaliação pré-viagem e tecnologias operacionais voltadas à redução de riscos associados à fadiga e à sonolência ao volante.
“A segurança sempre foi um valor inegociável para a gente. Ao longo dos anos, entendemos que proteger vidas nas estradas começa com quem está ao volante. O descanso adequado recebe a mesma atenção que a manutenção dos veículos, o treinamento das equipes e o monitoramento das viagens. Cuidar da saúde do motorista é uma forma concreta de reduzir riscos e tornar o transporte rodoviário mais seguro”, afirma Paula Barcellos, CEO da Viação Águia Branca.
Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que as rodovias federais registraram 13.228 sinistros, sendo 394 deles com veículos de transporte de passageiros entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, incluindo 64 vítimas fatais.
Programa Medicina do Sono
Um dos diferenciais do programa é a cronotipagem, método que identifica o perfil biológico de cada motorista. A análise permite compreender se o profissional apresenta maior disposição para atividades pela manhã, à tarde ou à noite. Com base nessas informações, as escalas de trabalho são organizadas de forma mais compatível com o relógio biológico de cada condutor.
De acordo com o médico especialista em sono, Sérgio Barros, coordenador técnico do programa, compreender os ciclos naturais do organismo humano é fundamental em atividades que exigem alto nível de atenção, como o transporte rodoviário de passageiros. “O corpo humano possui ritmos biológicos que influenciam diretamente o estado de alerta. Quando identificamos o perfil de sono de cada motorista, criamos condições para estruturar jornadas de trabalho mais compatíveis e naturais. Esse cuidado reduz a probabilidade de fadiga, melhora a qualidade do descanso e contribui para elevar o nível de segurança nas operações de transporte”, explica.
O programa também inclui exames especializados, como a polissonografia, considerada o principal método diagnóstico para distúrbios do sono. Os motoristas passam por acompanhamento clínico periódico e, quando necessário, recebem tratamento para condições como apneia do sono, insônia e outros distúrbios. A empresa também subsidia o uso do CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), garantindo condições adequadas de repouso e vigilância para os profissionais que necessitam do equipamento.
Quem está dormindo melhor pelo uso contínuo do CPAP é o motorista Inorvarino Braga, que atua na Águia Branca há mais de duas décadas. Foi após um exame na clínica que funciona dentro da empresa que descobriu que estava com apneia do sono e começou o tratamento. “Há sete anos sou um novo homem, consigo dormir bem, acordar e me sentir descansado. Para mim, que trabalho nas estradas, é essencial estar atento a tudo e a todo instante, pois com sono a concentração diminui e a gente fica irritado. Quando o sono está em dia, a família sai ganhando, o trabalho flui melhor e o trânsito fica mais seguro”, destaca o motorista.
Segundo estudo publicado na revista Public Health,realizado com 438 caminhoneiros brasileiros, 22% relataram já ter adormecido ao volante. Entre os participantes, 39% disseram já ter se envolvido em acidentes, e, em 16,4% desses casos, a sonolência foi apontada como possível fator contribuinte.
Estrutura operacional e cultura de prevenção
O programa inclui ainda as chamadas “salas do Alerta”, ambientes criados para estimular a vigília durante as rotas. Os espaços contam com iluminação intensa, lanches leves e bicicletas ergométricas, recursos que ajudam a reduzir a sonolência em viagens noturnas. Antes de cada viagem, os motoristas também passam por um checklist que inclui entrevista individual, teste do bafômetro, avaliação de atenção e verificação do estado emocional. Caso qualquer alteração seja identificada, o profissional é substituído sem aplicação de penalidades.
Outro diferencial do programa é a estrutura dos dormitórios disponibilizados pela empresa, projetados de acordo com recomendações da Medicina do Sono. Cada quarto possui apenas duas camas de solteiro, o que favorece silêncio, privacidade e repouso adequado. As paredes em tom bordô auxiliam no processo de adormecimento, a temperatura ambiente é mantida em 21 °C e o espaço permanece totalmente escurecido e livre de ruídos.
Para o médico especialista da Viação Águia Branca, o Dia Mundial do Sono representa uma oportunidade importante para evidenciar os impactos da privação de descanso na saúde e na segurança viária. “O sono é uma necessidade biológica essencial, tão importante quanto alimentação e respiração. Quando falamos de transporte rodoviário, tratamos da segurança de passageiros, motoristas e de todos que utilizam as rodovias. Respeitar o descanso adequado é uma medida que protege vidas”, afirma Sérgio Barros.
Serviços são operados pela empresa Norte Buss e alterações ocorrem após solicitações de passageiros
ADAMO BAZANI
A partir do sábado, 21 de março de 2026, linhas de ônibus gerenciadas pela SPTrans (São Paulo Transporte), na zona Noroeste da capital paulista, terão ampliação no número de partidas.
Segundo a gestora da prefeitura, em informativo operacional, o motivo é melhorar o conforto e pontualidade das viagens.
As alterações ocorrem após solicitações dos passageiros, que reclamavam de longos intervalos em algumas destas linhas.
Pelo site da SPTrans e aplicativos de celular de transporte coletivo, é possível ter acesso aos novos horários quando entrarem em vigor.
A linha 9015-31 Vl. Zatt – Term. Pitituba, operada pela Norte Buss, terá mais viagens aos dias úteis, atendendo das 5h25 às 19h30, a partir de 21 de março de 2026.
Fabricante brasileiro detém 25% de participação com produtos exportados
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A Luminator Technology Group Brasil, líder no fornecimento de sistemas de informação para passageiros, ampliou a sua participação no mercado mexicano nos últimos anos e já detém 25% de participação no fornecimento de equipamentos para a indústria de ônibus, como painéis eletrônicos e unidades de controle. O objetivo é crescer ainda mais com a introdução de novos produtos, como painéis Multilinhas de LED, e tela TFT 21” para o Sistema Próxima Parada.
“O México tem sido um importante mercado para a Luminator Brasil. Exportamos para fabricantes, como Marcopolo México, Volvo, Irizar e Ayco, e fornecemos para os operadores de transporte Metrobus, RTP, Mexibus, ADO, Estrella Blanca e Transpais, entre outros. Agora, estaremos buscando introduzir ao mercado nosso Sistema Multiplex, Painéis Multilinhas de maior resolução e tela TFT 21” para o Sistema Próxima Parada, que já comercializamos com sucesso no Brasil e Chile há alguns anos”, destaca Rafael Rossi, gerente comercial da Luminator Technology Group Brasil.
A Luminator acabou de apresentar essas novidades tecnológicas na Expo Foro Movilidad 2026, encerrada no último dia 6 de março, na Cidade do México. Segundo Rafael Rossi, a receptividade foi excelente e despertou o interesse das montadoras de ônibus e dos operadores de transporte rodoviário urbano e rodoviário. “No primeiro bimestre, segundo a Anfavea, as exportações da indústria automobilística brasileira para o México cresceram 4%. Nosso objetivo é participar quer via veículos completos e SKD exportados, como também via venda direta para os nossos clientes locais”, finaliza o executivo.
Operação especial prevê viagens diretas e reforço na circulação para atender torcedores antes e após partidas
ARTHUR FERRARI
A SuperVia, responsável pelos trens urbanos no Rio de Janeiro, anunciou uma operação especial para atender torcedores que irão aos jogos de futebol nesta semana. O esquema envolve reforço na circulação ferroviária e viagens diretas para facilitar o deslocamento do público aos estádios Nilton Santos, conhecido como Engenhão, e Maracanã.
Nesta terça-feira (10), haverá programação diferenciada para a partida entre Botafogo e Barcelona de Guayaquil, do Equador, válida pela Copa Libertadores da América, no estádio Nilton Santos. Para a ida ao jogo, estão previstas duas viagens diretas partindo da estação Central do Brasil com destino à estação Olímpica de Engenho de Dentro.
Os trens sairão às 19h50 e às 20h10, levando os torcedores diretamente ao entorno do estádio, onde ocorre a partida.
Após o término do jogo, a concessionária disponibilizará viagens extras a partir da estação Olímpica de Engenho de Dentro para diferentes ramais da rede ferroviária. Para Santa Cruz, os horários previstos são 23h55, 00h10, 00h25 e 00h40.
No ramal Japeri, as partidas estão programadas para 23h54, 00h09, 00h24 e 00h39. Já no sentido Central do Brasil haverá saídas às 23h55 e 00h25 em viagens diretas, além de trens paradores às 00h10 e 00h40.
A SuperVia informou que a estação Olímpica de Engenho de Dentro permanecerá aberta para embarque até 00h20. As demais estações do sistema ferroviário estarão disponíveis apenas para desembarque após esse horário.
No dia seguinte, quarta-feira (11), a concessionária também prevê reforço na circulação para atender ao público que irá acompanhar o jogo entre Flamengo e Cruzeiro, no estádio do Maracanã, válido pelo Campeonato Brasileiro.
No período de ida ao evento esportivo, os trens com destino à estação Central do Brasil terão intervalos reduzidos. As composições provenientes dos ramais Santa Cruz, Japeri e Saracuruna circularão com frequência entre 15 e 20 minutos no horário entre 18h e 20h.
Depois da partida, a estação Maracanã contará com viagens para Santa Cruz, Japeri e Saracuruna. O intervalo previsto entre os trens também ficará entre 15 e 20 minutos para facilitar a saída dos torcedores.
Sistema digital substitui cartas enviadas pelos Correios e permite pagamento antecipado com redução no valor das penalidades; sistema vale para infrações tanto no transporte rodoviário de cargas quanto no transporte interestadual de passageiros
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passou a oferecer um novo incentivo para transportadores e empresas regularizarem multas e débitos administrativos: quem aderir ao sistema de notificação eletrônica da Agência poderá obter desconto de até 40% no valor das multas, desde que opte pelo pagamento antecipado e renuncie à apresentação de defesa ou recurso administrativo.
O serviço está disponível na Área do Autuado da ANTT, integrada ao ambiente digital do Gov.br, e permite que as comunicações oficiais deixem de ser enviadas por correspondência física, passando a ser recebidas diretamente em ambiente eletrônico.
Segundo a ANTT, a medida faz parte do processo de digitalização dos serviços da Agência e busca reduzir burocracia, custos operacionais e o tempo de comunicação com o setor regulado.
Comunicação mais rápida e digital
No modelo tradicional, as notificações de infração são enviadas pelos Correios, o que pode gerar atrasos no recebimento ou até extravio das correspondências.
Com a adesão à notificação eletrônica, as comunicações passam a ser disponibilizadas imediatamente na Área do Autuado, permitindo que transportadores acompanhem processos administrativos e pendências em tempo real.
O ambiente digital reúne diversos serviços, entre eles:
• consulta de multas e débitos;
• acesso à íntegra de processos administrativos;
• emissão de boletos atualizados;
• acompanhamento de solicitações;
• relatórios completos de autuações.
Desconto vale para transporte de cargas e passageiros
O desconto de até 40% no valor da multa é aplicável às infrações relacionadas aos serviços regulados pela ANTT, tanto no transporte rodoviário de cargas quanto no transporte interestadual de passageiros.
Para obter o benefício, o autuado precisa:
• aderir ao sistema de notificação eletrônica;
• optar pelo pagamento antecipado da multa;
• renunciar ao direito de defesa ou recurso administrativo.
A ANTT esclarece que o desconto não se aplica às infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A adesão ao sistema também é voluntária e reversível, permitindo que o usuário cancele a opção e volte a receber notificações físicas pelos Correios a qualquer momento.
Como aderir à notificação eletrônica
O cadastro pode ser feito em poucos minutos pela internet:
1. Acessar a Área do Autuado da ANTT
2. Realizar cadastro com CPF ou CNPJ e e-mail válido
3. Entrar no sistema com login e senha
4. Ativar a opção “Notificação Eletrônica” no menu principal
Após a adesão, as notificações ficam disponíveis em dois canais:
• Caixa Postal do Gov.br
• Área do Autuado da ANTT
Estratégia de digitalização
De acordo com a Agência, a iniciativa integra o processo de transformação digital da regulação do transporte terrestre, buscando tornar a comunicação com transportadores e empresas mais rápida, segura e transparente.
Além de reduzir custos administrativos com correspondência física, o modelo também pretende estimular a regularização mais rápida de pendências, com benefícios financeiros para os transportadores que optarem pelo pagamento antecipado.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Acabou nesta segunda-feira (9) a passagem de Hernán Crespo pelo São Paulo. O técnico argentino foi demitido nesta tarde, após reunião com a diretoria tricolor no Centro de Treinamento na Barra Funda, e nem comanda a equipe contra a Chapecoense, na próxima quinta-feira (12), no Canindé, pela volta do Brasileirão.
Os motivos da saída de Crespo não foram divulgados pelo clube, mas a ESPN apurou vários dos temas que levaram a alta cúpula a optar pela saída do argentino.
Pela rescisão antecipada de contrato, o time do Morumbis terá que pagar três salários ao comandante.
A reportagem da ESPNapurou que Roger Machado tem conversas adiantadas para assumir o São Paulo na sequência da temporada.
Crespo vivia a segunda passagem pelo São Paulo. A primeira, em 2021, rendeu o fim da fila, com a conquista do título paulista sobre o Palmeiras, já dirigido por Abel Ferreira, mas ficou marcada também pela campanha irregular no Campeonato Brasileiro e a queda na CONMEBOL Libertadores para o mesmo rival.
Quatro anos depois, o argentino topou retornar ao Morumbis para substituir LuisZubeldía e ajudou a equipe paulista a arrancar no Brasileirão, em meio ao risco de rebaixamento.
Nas copas, porém, Crespo deixou a desejar, com as eliminações na Copa do Brasil para o Athletico-PR, então na Série B, e na Libertadores para a LDU.
Em 2026, o argentino dirigiu o São Paulo em apenas duas competições no momento: foi eliminado na semifinal do Paulistão, novamente para o Palmeiras, mas começou o Brasileirão em grande estilo, somando 10 dos 12 pontos possíveis.
Leia a nota do São Paulo:
São Paulo comunica saída de Hernán Crespo
O São Paulo Futebol Clube definiu nesta segunda-feira (09) a saída do técnico Hernán Crespo. Também deixam o clube os auxiliares Juan Branda e Victor López, os preparadores físicos Federico Martinetti e Leandro Paz e o preparador de goleiros Gustavo Nepote.
Campeão paulista em 2021, Crespo iniciou sua segunda passagem pelo MorumBIS em julho de 2025. Desde então, dirigiu o time em 46 jogos, acumulando 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas.
Somadas as duas passagens, foram 99 jogos sob o comando do treinador argentino, com 45 vitórias, 26 empates e 28 derrotas. Houve ainda quatro jogos em que Crespo se ausentou por questões de saúde e foi representado por Juan Branda, todos em 2021 (dois empates e duas derrotas).
O São Paulo deseja sucesso para Hernán Crespo e sua comissão técnica na sequência de suas carreiras.
Local será utilizado para coordenar o funcionamento de quatro linhas do sistema metroviário
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, às 15h, o governador Tarcísio de Freitas inaugura o novo Centro de Controle Operacional do Metrô em São Paulo (SP).
No CCOx é coordenado o funcionamento de quatro linhas por onde circulam três milhões de pessoas por dia.
De acordo com o Governo do Estado, o local passou por um processo de modernização da infraestrutura tecnológica.
Presente na Vila Mariana, na capital paulista, o centro conta com equipamentos que permitem visualização integrada das linhas e mais estabilidade, segurança da informação e eficiência energética.