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Campinas (SP) terá ônibus de apoio em terminais durante pré-Carnaval

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Emdec organiza frota reserva e ajusta linhas para atender aumento de demanda no fim de semana

ARTHUR FERRARI

Os terminais Central, Barão Geraldo e Mercado, em Campinas (SP), contarão com ônibus reserva neste sábado (07/02) e domingo (08/02) para atender o público que vai participar dos blocos do chamado Esquenta Carnaval. A medida foi determinada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e prevê a disponibilização de veículos extras conforme a movimentação de passageiros ao longo do dia.

No Terminal Central, a fiscalização poderá acionar cinco ônibus no sábado, entre 11h e 21h30, e oito veículos no domingo, das 12h até 0h. Já no Terminal Mercado, estarão disponíveis dois ônibus reserva no sábado, também entre 11h e 21h30, para suprir eventuais picos de procura. No Terminal Barão Geraldo, onde historicamente há maior concentração de foliões, poderão ser colocados em circulação até 14 veículos no domingo, no período das 19h às 23h.

Agentes da mobilidade urbana irão acompanhar a demanda em tempo real nos terminais e liberar os ônibus extras sempre que necessário. Segundo o planejamento operacional, a frota reserva costuma ser mais acionada nos horários próximos ao encerramento dos eventos, quando há maior concentração de passageiros retornando aos bairros.

Durante a madrugada, os usuários também poderão utilizar as linhas do serviço Corujão, que funcionam diariamente das 0h às 5h, ligando o Terminal Mercado a diferentes regiões da cidade. Estão previstas as seguintes linhas: 179 (Jardim São Domingos / Terminal Mercado I – Eixo Santos Dumont), 199 (Vida Nova / Terminal Mercado I – Eixo Ouro Verde), 289 (Itajaí IV / Terminal Mercado I – Eixo Campo Grande), 299 (Nova Aparecida – Eixo Lix da Cunha), 309 (Parque Cidade / Terminal Mercado I – Eixo Amarais), 339 (Cidade Universitária / Terminal Mercado I – Eixo Barão Geraldo), 399 (Joaquim Egídio / Terminal Mercado I – Eixo Sousas) e 489 (Parque Jambeiro / Terminal Mercado I – Eixo Washington Luís).

A Emdec reforça o uso do transporte coletivo como alternativa para quem pretende consumir bebida alcoólica durante a folia. Dados do órgão indicam que, entre as 76 mortes registradas em vias urbanas de Campinas (SP) em 2025, 43 casos foram analisados e, em 15 deles — o equivalente a 35% — o álcool associado à direção foi apontado como fator de risco, superando o excesso de velocidade.

Além do esquema especial para o fim de semana, a empresa municipal também programou alterações em linhas regulares. A partir deste sábado (07/02), a linha 246 (Bela Aliança) deixa de operar aos finais de semana. Já as linhas 351 e 357, que atendem a região da PUCC, terão reforço de frota em dias úteis a partir de segunda-feira (09/02). A 351 passará de três para quatro veículos em operação, enquanto a 357 terá a frota ampliada de dois para três ônibus.

Os usuários podem consultar horários, itinerários e a previsão de chegada dos coletivos por meio dos aplicativos Cittamobi, Moovit, Kim e Bus2, além do portal oficial da Emdec. Canais de atendimento como o telefone 118, aplicativo “Emdec”, chatbot e WhatsApp também seguem disponíveis para esclarecimento de dúvidas sobre trânsito e transporte.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Fonte

Grupo Comporte oferece proposta para concessão de ônibus municipais do Rio de Janeiro e um dos lotes não tem interessados

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Foto: Luiz Felipe de Mendonça Nascimento/Ônibus
Brasil

Área Operada pela Sancetur não recebeu lances

Prefeitura deve lançar nova concorrência para a área fracassada. Como ANTICIPOU O DIÁRIO DO TRANSPORTE, o Grupo de Constantino planeja para 2026 expansão.

ADAMO BAZANI

O Grupo Comporte, do empresário Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, apresentou nesta sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026, proposta para operar lotes do sistema de transportes municipais da capital do Rio de Janeiro.

A proposta será analisada pela comissão de licitação.

Como ANTICIPOU O DIÁRIO DO TRANSPORTE, o Grupo de Constantino planeja para 2026 expansão.

Relembre:

Trata-se dos lotes de linhas locais das regiões de Campo Grande e Santa Cruz (A2 e B2).

Já para as linhas estruturais do lote B1 não houve interessados e a prefeitura deve relançar a concorrência. O lote B1 é operado pela Sancetur, da família Chedid, emergencialmente.

As áreas operacionais da cidade do Rio de Janeiro serão licitadas gradativamente, segundo cronograma da gestão do prefeito Eduardo Paes.

Os contratos destes três lotes somam R$ 577 milhões.

Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura reviu os valores dos lotes no final ano passado.

Lote A2:

ANTES: contrato de R$ 221,28 milhões, tarifa de referência R$ 10,53/km e mínima R$ 8,04/km.

REVISADO: R$220.098.824,87 (duzentos e vinte milhões, noventa e oito mil, oitocentos  e vinte e quatro reais e oitenta e sete centavos).TARIFA DE REFERÊNCIA: R$ 10,55 por Km TARIFA MÍNIMA: R$ 8,05 por Km

Lote B1:

ANTES: contrato de R$ 223,03 milhões, tarifa de referência R$ 11,64/km e mínima R$ 8,57/km.

REVISADO: R$221.956.023,87 (duzentos e vinte e um milhões, novecentos e cinquenta  e seis mil, vinte e três reais e oitenta e sete centavos).TARIFA DE REFERÊNCIA: R$ 11,65 por Km TARIFA  MÍNIMA: R$ 8,58 por Km

Lote B2:

ANTES: contrato de R$ 132,39 milhões, tarifa de referência R$ 11,91/km e mínima R$ 9,32/km.

REVISADO: VALOR DO CONTRATO: R$131.154.647,59 (cento e trinta e um milhões, cento e cinquenta e quatro mil, seiscentos e quarenta e sete reais e cinquenta e nove centavos). TARIFA DE REFERÊNCIA: R$ 11,91 por KM TARIFA MÍNIMA: R$ 9,32 por Km

Segundo o novo edital, a concessão compreenderá 3 LOTES (A2; B1 e B2), incluindo a implantação de garagem e fornecimento de frota.

Os lotes se referem às linhas de Campo Grande e Santa Cruz.

Na primeira etapa da concessão são previstos investimentos de R$577 milhões.

Atualmente, opera, nestas áreas199 ônibus. A estimativa é que com a conclusão de todas as etapas previstas na licitação, estejam em operação 528 coletivos.

APRESENTAÇÃO DO NOVO SISTEMA:

(Relembre reportagem)

Licitação dos transportes do Rio de Janeiro: Pintura padronizada retorna, todos os ônibus padrons vão ter piso baixo e motor traseiro. Serão comprados cinco mil novos veículos

Sistema será dividido em 31 lotes e não mais quatro como agora. Concorrência será gradativa

ADAMO BAZANI E ARTHUR FERRARI

Os ônibus da cidade do Rio de Janeiro voltarão a ter pintura padronizada em todo o sistema, mas não será uma padronização com “layout” apagado, mas haverá uma “cafonice de leve” para o passageiro, principalmente o que tem dificuldade na visão identificar melhor.

Os termos foram usados pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ao apresentar a licitação que vai remodelar o sistema de transportes municipais, na manhã desta quarta-feira, 28 de maio de 2025.

Além disso, todos os veículos serão gradativamente trocados, alcançando a marca de cerca de cinco mil ônibus zero km. Todos os veículos deverão ter piso baixo com motor traseiro, no caso dos padrons. Micros e mídis continuam com piso alto e motor dianteiro, mas todos, independentemente do porte terão de contar com ar-condicionado e mostrador de velocidade para os passageiros verem, entre outros itens.

Ao longo da concessão devem ser comprados cinco mil ônibus zero quilômetro e não foi falado de exigência para serem elétricos. A frota deve ser ampliada em 25%.

A bilhetagem não volta para as empresas.

A divisão do sistema vai passar dos atuais quatro lotes para 31, sendo 22 estruturais e nove locais.

Serão na verdade diversas licitações separadas por lotes, segundo a secretária de transportes e mobilidade, Maína Celidonio de Campos, começando pelas áreas mais problemáticas.

O projeto estabelece a substituição do atual sistema, hoje operado por quatro grandes consórcios (Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz), por 31 áreas com diferentes operadores, em um modelo que pretende aumentar a concorrência, padronizar o serviço e melhorar o atendimento à população.

Campo Grande e Santa Cruz serão as primeiras áreas contempladas. A previsão é de que o lote estrutural de Campo Grande Norte aumente de 95 para 150 ônibus, enquanto o lote local salte de 37 para 200 veículos. Já Santa Cruz terá a frota ampliada de 67 para 330 ônibus. No total, a Zona Oeste receberá um reforço de 481 veículos.

De acordo com Maína, a seleção das regiões segue critérios técnicos. “A gente vai avançando na cidade, sempre indo para as áreas onde temos a pior qualidade de serviço e deixando para o final as que têm qualidade maior”, explicou. O prefeito Eduardo Paes classificou o cronograma como “ousado”, ressaltando que os impactos não serão imediatos.

A frota nova deverá contar com responsabilidade de investimento atribuída às empresas vencedoras das licitações. A prefeitura também determinou que os últimos 200 ônibus sem climatização sejam retirados de circulação até 1º de novembro de 2025.

A segunda fase do processo deve atingir a Ilha do Governador no início de 2026. Segundo a prefeitura, a Paranapuan, operadora local, tem a pior avaliação no IQT (Índice de Qualidade de Transportes). As demais fases seguirão até 2028, acompanhando o encerramento dos contratos atuais.

Além de melhorias na frota, a proposta prevê maior transparência na operação e fiscalização mais rigorosa. Uma das metas é o combate às chamadas linhas fantasmas e o cumprimento rigoroso de horários, garantindo maior confiabilidade ao sistema.

*(Adamo Bazani)*

Resumo: O Grupo Comporte é liderado pela família do fundador da GOL, Constantino de Oliveira, detém mais de 7 mil ônibus em todo o País, com empresas como Viação Piracicabana, Penha e Expresso União; venceu os leilões do TIC (Trem Intercidades), incluindo a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), em São Paulo, das linhas 11,12 e 13  também da CPTM, e detém, concessões de trilhos, como o Metrô da Grande Belo Horizonte e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Santos e São Vicente, no Litoral Paulista.

O Grupo Comporte, liderado pela família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, é gigante em ônibus. Tem mais de sete mil coletivos, entre urbanos e rodoviários em todo o País.

Na área de trilhos, o Grupo de Constantino cresceu em mercados importantes com concessões.

O Grupo Comporte foi também declarado vencedor do leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) realizado em 28 de março de 2025, na B3, na capital paulista.

Relembre:

O Grupo Comporte obteve a concessão da malha do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista, região de Franco da Rocha, Francisco Morato, passando por Jundiaí, no interior paulista, até Americana e Campinas, também no interior.

A concessão, que envolve também a operação e modernização da linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foi obtida por meio de leilão n 29 de fevereiro de 2024, na sede da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), na região central da capital paulista, pelo Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos (liderado pelo Grupo Comporte com participação da chinesa CRRC Hong Kong).

Relembre:

Esta parceria rendeu outro fruto: a importação de cerca de 90 ônibus elétricos da chinesa CRRC, com uma unidade apresentada em Santos, no litoral paulista, e a maioria indo para o sistema de transportes do Distrito Federal, todos operados pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.

Relembre:

Ainda pela BR Mobilidade opera o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e em 22 de dezembro de 2022, arrematou a concessão do Metrô da Grande Belo Horizonte, também sendo a única a participar.

Relembre:

Entre as empresas de ônibus do Grupo Comporte e com participação estão Expresso União – Patrocínio/MG; Viação Piracicabana – Piracicaba/SP; Empresa Cruz – Araraquara/SP; Princesa do Norte – Santo Antônio da Platina/PR; Penha – Curitiba/PR; Expresso Maringá – Maringá/PR; Expresso Itamarati – São José do Rio Preto/SP; Expresso de Prata – Bauru/SP; Expresso Caxiense – Caxias do Sul/RS; e urbanos, suburbanos e metropolitanos como Viação Piracicabana – Santos/SP; Viação Piracicabana – Praia Grande/SP; BR Mobilidade Baixada Santista – Ônibus Intermunicipais e VLT – São Vicente/SP; Expresso Maringá do Vale – São José dos Campos/SP; Joseense Transportes – São José dos Campos/SP; Princesa do Norte Mogi das Cruzes – Mogi das Cruzes/SP; Empresa Cruz – Araraquara/SP; Viação Luwasa – Catanduva/SP; Expresso Itamarati – São José do Rio Preto/SP; Expresso Itamarati – Votuporanga/SP; Expresso de Prata – Bauru/SP; TCGB – Transporte Coletivo Grande Bauru – Bauru/SP; Cidade Verde Transporte Rodoviário – Sarandi/PR; TCCC – Transporte Coletivo Cidade Canção – Maringá/PR; VAL – Viação Apucarana – Apucarana/PR; BluMob – Blumenau/SC; Viação Piracicabana – Brasília/DF;  Empresa de Transportes Líder – Uberaba/MG; Viação São Geraldo Sacramento – Uberaba/MG, entre outras em sociedade ou de controle único.

Em primeira mão no jornalismo profissional, o Diário do Transporte noticiou na última semana de janeiro de 2026 mais duas aquisições/incorporações anunciadas pela Viação Piracicabana, integrante do Grupo Comporte, fundado por Constantino de Oliveira, pendentes de aprovação final do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça: Da Reunidas Paulista, tradicional companhia de ônibus da região de Araçatuba, no interior de São Paulo, que já tinha parte da família Constantino no comando, mas não a ligada diretamente ao núcleo de negócios dos futuros herdeiros do fundador, e também do braço rodoviário da Expresso Fênix com atuação em cerca de 50 cidades do interior e litoral de São Paulo e Sul de Minas Gerais, de um braço da família Chedid.

Relembre:

Fundada formalmente em 10 de junho de 2002, a Comporte Participações S. A., teve origem nos negócios de transportes rodoviários fundados por Constantino de Oliveira, conhecido como Nenê Constantino, natural da cidade mineira de Patrocínio, nascido em 08 de agosto de 1931.

Os braços do Grupo Comporte estão indo além dos transportes e focam setores estratégicos, como de energia.

O próprio pedido ao CADE sobre a Reunidas e Fênix cita esta estratégia.

A Comporte Participações S.A, com a Illian Energias Renováveis adquiriu o controle indireto das companhias pré-operacionais das cinco empresas que formam a Usina Eólica Vitória S.A. do Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, um empreendimento de geração de energia renovável localizado em Santa Vitória do Palmar (RS) com capacidade para abastecer cerca de 400 mil residências. Atuando desde 2015, o complexo utiliza aerogeradores de grande porte (120m de altura) e torres de concreto produzidas localmente.

Tudo tem sido fruto de uma estratégia que, no mundo dos negócios, é considerada um risco: a mescla entre o caráter familiar do núcleo e controle dos negócios com a profissionalização dos processos e a ampliação de sociedades, parceiros e alianças.

A diversificação da atuação em diferentes ramos na família não é de hoje. Um dos maiores marcos foi o início das operações em 2001 da Gol Linhas Aéreas, que “revolucionou” a aviação no Brasil, trazendo o conceito de “low cost” (baixo custo) para o mercado nacional, hoje não tão mais baixo como ocorre em outros países.

O Diário do Transporte tem mostrado no seu noticiário factual essa diversificação: na área de mobilidade, a operação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, da concessão do Metrô da Grande Belo Horizonte e, mais recentemente, da concessão da construção e operação do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo, que engloba a linha 7-Rubi de trens metropolitanos, em parceria com a fornecedora de trens CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation). O Grupo Comporte é o sócio majoritário.

Esta parceria rendeu outro fruto: a importação de cerca de 90 ônibus elétricos da chinesa CRRC, com uma unidade apresentada em Santos, no litoral paulista, e a maioria indo para o sistema de transportes do Distrito Federal, todos operados pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.

Na área de tecnologia, mas ainda com vistas para os transportes de passageiros, a Mobifácil, do ponto de vista de negócios, é uma empresa de vendas de passagens (marketplace) com vida própria, ofertando até mesmo bilhetes de empresas que não são do grupo empresarial.

No relatório de administração (2024) obtido pelo Diário do Transporte, a Mobifácil é destaque. Foram quase 1,5 milhão de clientes e associações com buscadores como “Quero Passagens” e “De Ônibus”.

A área de tecnologia para fretamento, por meio da plataforma Mobiuse, também foi outro destaque do relatório:

A plataforma Mobiuse dedicada ao fretamento corporativo alcançou novos patamares, dobrando sua base de passageiros ativos de 18.578 em 2023 para 35.106 em 2024. Com 2.158 novas linhas otimizadas via roteirização inteligente e o uso de calculadoras de emissões de carbono, a plataforma reduziu emissões e otimizou custos operacionais, consolidando-se como referência em fretamento corporativo sustentável.

No segmento rodoviário, a Viação Piracicabana tem se tornado a marca maior dos novos negócios, entre aquisições externas e incorporações dentro do próprio Grupo Comporte, como tem ocorrido.

É o que tem mostrado o Diário do Transporte nos últimos anos.

Marcas tradicionais que já pertenciam ao Grupo foram incorporadas por outras do mesmo conglomerado, como ocorreu com a incorporação da Breda pela Piracicabana e da Manoel Rodrigues pela Princesa do Norte.

Piracicabana assumirá Reunidas Paulista e a Fênix – CADE torna público ato: VEJA A PETIÇÃO – relembre reportagem de 28 de janeiro de 2026

– A Empresa Cruz foi incorporada à Viação Piracicabana. As duas empresas já pertenciam ao Grupo Comporte e o ato foi oficializado em março de 2024 – relembre matéria de 1° de abril de 2024

Relembre:

– Em 23 de junho de 2021, por exemplo, o Grupo confirmou ao Diário do Transporte que a Breda Serviços se tornara Viação Piracicabana.

Relembre:

– Manoel Rodrigues pela Princesa do Norte – relembre matéria de 09 de fevereiro de 2021

O Grupo também já vinha adquirindo empresas e operações, como na área de fretamento e rodoviários.

– Em 22 de dezembro de 2020, o Diário do Transporte noticiou que a diretoria Colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT concedeu anuência prévia para a operação de transferência de controle societário da VCB Transportes Ltda (Viação Campo Belo) para a Expresso União Ltda, do Grupo Comporte.

– A tradicional Firenze, de fretamento de Santo André, no ABC Paulista, comprada pela Piracicabana, como noticiou o Diário do Transporte em 22 de novembro de 2021

Relembre:

– Em 29 de junho de 2020, o Diário do Transporte noticiava que a Suzantur de fretamento era adquirida pelo Grupo Comporte, que ainda mantinha a marca Breda, na ocasião. A Suzantur passou a se dedicar apenas ao transporte urbano, com operações em Santo André (SP), Mauá (SP), Diadema (SP), Ribeirão Pires (SP) e São Carlos (SP).

Relembre:

– Também em fevereiro de 2020, o Grupo anunciou a incorporação da Viação São Paulo-São Pedro pela Viação Piracicabana

Breve História de Constantino de Oliveira (Nenê Constantino):

Constantino de Oliveira nasceu na cidade de Patrocínio (MG), em 08 de agosto de 1931.

Sem ter concluído o primário e sendo obrigado a trabalhar desde muito novo, começou no ramo dos transportes efetivamente aos 18 anos, quando foi levar uma carga de manteiga da cidade de Paracatu (MG) para Recife (PE) e recebeu a sugestão de, na viagem de volta, trazer passageiros. Na época, longas viagens de pessoas em carrocerias de caminhão eram comuns num Brasil que se desenvolvia de forma desigual, com crescimento econômico e mais oportunidades de emprego e renda no Sul e Sudeste.

Do caminhão “pau de arara” a um império de transportes, hoje denominado Grupo Comporte, que reúne em torno de sete mil ônibus em todo País, entre urbanos e rodoviários, Constantino tem a trajetória marcada por conquistas e também polêmicas.

O Grupo Comporte reúne empresas de ônibus como Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Empresa Nossa Senhora da Penha, Expresso União, entre tantas outras.

A família de “Nenê Constantino”, como é conhecido o empresário, não se limitou aos transportes por ônibus.

Em 2001, traz uma inovação ao setor aéreo brasileiro com a consolidação do conceito de preços menores para viagens de avião ao fundar a GOL Linhas Aéreas. O primeiro voo ocorreu no dia 15 de janeiro, às 6h56, quando um Boeing 737-700 decolou do Aeroporto de Brasília em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Dos pneus, para o ar até entrar para os trilhos.

Atualmente, o Grupo Comporte opera o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Santos e São Vicente, no litoral paulista. Em 22 de dezembro de 2022, o Grupo Comporte arrematou a concessão do Metrô da Grande BH, na região metropolitana de Belo Horizonte. Já no dia 29 de fevereiro de 2024, na sede da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), na região central da capital paulista, o Grupo Comporte, juntamente com a chinesa CRRC Hong Kong, venceu o leilão para a construção e operação do TIC (Trem Intercidades), entre a capital paulista, e a região de Campinas, no interior.

Em 28 de março de 2025, o Grupo Comporte foi declarado vencedor do leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Condenação por homicídios e julgamentos anulados:

Em 2017, o Tribunal do Júri do DF (Distrito Federal) Nenê Constantino a 28 anos de prisão pela morte de um líder comunitário e de um motorista de ônibus que trabalhava na antiga Viação Planeta, que também pertencia ao empresário.

Mas, em 22 de março de 2022, a 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou os dois julgamentos.

Três ministros acolheram o recurso da defesa, que alegou falta de isenção do juiz do Tribunal do Júri na elaboração das perguntas para o Conselho de Sentença, “o que implicaria em nulidade absoluta dos julgamentos”.

O primeiro julgamento ocorreu no mês de maio de 2017. Constantino de Oliveira foi condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato do líder comunitário Márcio Brito, em 2001, durante a invasão de uma área da empresa de ônibus Viação Planeta.

Em novembro de 2017 foi realizado o segundo julgamento sobre a morte do motorista Tarcísio Gomes Ferreira. Segundo o Ministério Público, Ferreira foi vítima de uma emboscada dentro de um trailer estacionado no terreno onde funcionava a garagem da Pioneira, no Setor Industrial de Taguatinga.

HOMENAGEM E APARIÇÃO EM PÚBLICO AOS 93 ANOS:

Em novembro de 2024, o patriarca do Grupo, Constantino de Oliveira, aos 93 anos, fez uma aparição em público na BBF (BusBrasil Fest), exposição de ônibus antigos e novos. Na oportunidade, recebeu uma homenagem dos organizadores

Relembre:

Cecílio Souza (com microfone na mão); funcionário há mais de 70 anos; ao meio, Joaquim Constantino (filho de Constantino de Oliveira) e o empresário de 93 anos, Constantino de Oliveira (Nenê Constantino), homenageado desta edição.

Recentemente, a BBF tem homenageado empresários de ônibus que formaram conglomerados do setor de transportes e se tornaram fortes e influentes na economia e até na política.

No ano de 2024, a homenagem foi a Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e do Grupo Comporte, que hoje reúne mais de sete mil ônibus distribuídos em diferentes empresas como Viação Piracicabana, Nossa Senhora da Penha, Expresso União, Expresso de Prata, Itamarati, entre tantas outras e que marca presença no segmento de trilhos, com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Baixada Santista, no Metrô da Grande Belo Horizonte e na concessão para construção e operação do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e as cidades de Jundiaí e Campinas, no interior, englobando a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e, em março de 2025, o Grupo Comporte venceu o leilão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.

O empresário recebeu um troféu e uma placa. Nenê Constantino de 93 anos, nascido em 08 de agosto de 1931, em Patrocínio (MG), agradeceu e, ao final, brincou com um funcionário Cecílio Souza, que atua no grupo há mais de 70 anos e é responsável pelo Museu dos Transportes da família, que possui ônibus e trólebus de várias décadas.

“Só tenho de agradecer, agradecer e agradecer. Desejo a todos, muita saúde. Um abração” – agradeceu no meio da homenagem.

Ao final da apresentação, Nenê brincou.

“Aos colegas motoristas, muito obrigado pela boa vontade de todos. Aguentar os motoristas é fácil, o duro é aguentar o Cecílio … 70 anos já” – se divertiu com o funcionário e amigo.

Familiares e amigos também discursaram.

OUÇA:

Mesmo com a diversificação de negócios, o Grupo Comporte continua querendo crescer no segmento de ônibus e o fretamento também é um dos focos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

 

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Lenda do Chelsea diz o que Ancelotti tem de diferente de outros técnicos e projeta sucesso na seleção brasileira

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Lenda do Chelsea, o ex-goleiro Petr Cech falou em entrevista exclusiva à ESPN e lembrou da passagem de Carlo Ancelotti, hoje técnico da seleção brasileira, pelo Stamford Bridge.

Apesar da curta experiência pelos Blues, que durou apenas duas temporadas (entre 2009 e 2011), Carletto conquistou três taças no clube londrino, incluindo uma Premier League e uma Copa da Inglaterra.

Para Cech, que era um dos líderes do Chelsea na época, o italiano tem algo que difere dos demais treinadores: o trabalho humano feito com os jogadores ao mesmo tem que tem um estilo de jogo bem definido.

Inclusive, o ex-goleiro acredita que esta será uma das chaves para Ancelotti realizar um trabalho de sucesso à frente da seleção, visando a Copa do Mundo de 2026.

“Com Carlo, é o toque humano. Ele sabe exatamente como gerenciar pessoas e sempre tem um feeling com a equipe, com as pessoas, sobre como gerenciá-las. Mas ele tem seus princípios sobre o futebol que ele quer. Ele tem princípios. Ele sabe exatamente o que quer da equipe e isso também é importante”, disse.

“Assim, você sabe exatamente o que deve fazer em campo. Mas, ao mesmo tempo, você sabe que existe esse elemento humano em tudo que você faz e acho que as pessoas gostam disso e isso também é importante”, prosseguiu.

“Quando você gosta do que está fazendo, você geralmente tem mais motivação para trabalhar mais e fazer as coisas acontecerem. E acho que Carlo é muito bom nisso, então acho que ele será de grande ajuda para a seleção nacional”, finalizou.

O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. Em março, a seleção volta a campo para amistosos contra França e Croácia, em Data Fifa que marcará a última lista de Ancelotti antes da convocação final para o Mundial.

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Evelia, de Buenos Aires, na Argentina, amplia frota com aquisição de um ônibus Busscar Vissta Buss DD

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Veículo encarroçado sobre chassi Volvo 6×2 possui poltronas leito, acessibilidade ampliada e sistema multimídia embarcado

ARTHUR FERRARI

A encarroçadora Busscar realizou a entrega de uma unidade do modelo Vissta Buss DD à empresa Evelia, com sede em Buenos Aires, na Argentina. O veículo foi montado sobre chassi Volvo B450R 6×2 e é destinado a operações de turismo e trajetos de longas distâncias.

O ônibus possui dois andares e recebeu configuração interna com 43 poltronas leito, sendo 31 instaladas no salão superior e 12 no inferior. Os assentos contam com, no mínimo, quatro posições de ajuste. O sistema de climatização é composto por ar-condicionado traseiro equipado com filtro antipólen, atendendo os dois ambientes do veículo.

Em relação à acessibilidade, a unidade dispõe de identificação adicional das poltronas em Braille. O posto de condução foi equipado com poltrona dotada de amortecedor pneumático, cinto de segurança retrátil de três pontos integrado, apoios de braço escamoteáveis em ambos os lados e revestimento com capa seriada.

As poltronas Leito Classe A instaladas nos dois salões possuem assentos em viscoelástico, apoio de cabeça ampliado, braços laterais fixos, cintos retráteis de três pontos, além de apoio de pés com plataforma e apoio de pernas. Também contam com porta-revista em formato de rede e porta-copos individuais.

O projeto interno inclui iluminação com cromoterapia nos dois pisos, luzes no porta-pacotes e nos dutos junto às janelas, iluminação penumbra no porta-pacotes do salão superior e nos dutos do inferior, além de LEDs azuis no corredor, abaixo das poltronas. O veículo dispõe ainda de dois tetos solares.

O sistema audiovisual reúne cinco monitores fornecidos pela encarroçadora: um de 21 polegadas fixo no painel superior, três telas de 15 polegadas rebatíveis manualmente no teto do salão superior — posicionadas lateralmente junto ao porta-pacotes — e outro monitor de 21 polegadas instalado no salão inferior. Há também um armário para equipamentos eletrônicos próximo à escada de acesso ao piso superior.

Segundo o Diretor Comercial da BUSSCAR, Paulo Corso, o projeto reflete a essência do modelo.

“O Vissta Buss DD é um veículo que traduz o compromisso da BUSSCAR com conforto, segurança e sofisticação. Cada detalhe foi pensado para proporcionar uma experiência diferenciada aos passageiros e uma operação eficiente ao cliente. ” — Paulo Corso, Diretor Comercial da BUSSCAR

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Financiamento da descarbonização exige projetos estruturados e planejamento integrado, apontam Banco Mundial e Ministério das Cidades

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Bernardo Serra, Consultor em transportes do Banco Mundial, e Ana Paula Moraes, coordenadora-geral de Projetos Especiais, Ministério das Cidades

Painel do Fórum do DETRO-RJ reuniu visões convergentes sobre a necessidade de bons projetos, assistência técnica e integração entre planejamento urbano, mobilidade e financiamento para viabilizar a transição energética das frotas

ALEXANDRE PELEGI

A viabilização financeira de projetos de descarbonização das frotas do transporte público passa menos pela falta de recursos e mais pela ausência de projetos tecnicamente maduros, com segurança institucional e capacidade de execução ao longo do tempo. Esse foi o diagnóstico comum apresentado por representantes do Banco Mundial e do Ministério das Cidades durante o painel “Financiamentos: como captar recursos para implantação de projetos de descarbonização de frotas”, realizado nesta quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026, no Fórum promovido pelo DETRO-RJ, no Rio de Janeiro.

Consultor em transportes do Banco Mundial, Bernardo Serra sintetizou um mantra recorrente no debate internacional: “dinheiro existe, o que falta são projetos estruturados”. Segundo ele, do ponto de vista dos financiadores, o elemento central é a confiança de que o projeto “para em pé” técnica, institucional e financeiramente.

“Quando a gente trabalha na parte do financiamento, vê que há recurso disponível, mas falta algo estruturado, que dê confiança ao financiador de que o projeto pode ser financiado ao longo do tempo. No caso dos ônibus elétricos, há muitas novidades sendo implementadas, mas que precisam estar bem equacionadas para o projeto se sustentar”, afirmou.

Bernardo ressaltou que a eletrificação envolve, em muitos casos, revisões contratuais complexas, com sensibilidades locais e sem soluções padronizadas. Nesse cenário, a atuação do Banco Mundial tem se concentrado na oferta de assistência técnica para estruturar projetos, em articulação com iniciativas do governo federal e de outras instituições multilaterais.

“A gente tem visto movimentos importantes do Ministério das Cidades, com parcerias com GIZ, C40, e também do próprio BNDES, que conta com um fundo de estruturação de projetos. Muitas vezes, o problema é o desencontro de ciclos, especialmente o ciclo político, porque estruturar projetos leva tempo”, explicou.

De acordo com o consultor, se prefeitos ou governadores não iniciam a estruturação logo no início do mandato, dificilmente conseguem acessar financiamentos dentro do período de governo. Por isso, o apoio técnico prévio se torna decisivo para transformar intenção política em projetos financiáveis, inclusive em parcerias com a Caixa Econômica Federal.

Eletrificação como tecnologia mais madura no momento

Questionado sobre o foco dos grandes financiamentos na eletrificação, Bernardo Serra avaliou que, no estágio atual, os ônibus elétricos apresentam vantagens comparativas relevantes, sobretudo na redução do custo operacional ao longo do tempo.

“A tecnologia elétrica tem hoje um benefício maior, principalmente na redução do custo operacional do sistema, quando se consegue equacionar o investimento inicial, que ainda é um desafio no Brasil. Além disso, tem a emissão zero, com impactos positivos na saúde pública e no enfrentamento das mudanças climáticas.”

Segundo ele, trata-se de uma tecnologia já testada em diversos países e também no Brasil, com resultados consistentes. Isso não significa, porém, que outras alternativas estejam descartadas no futuro, mas que, no atual nível de maturidade, o elétrico se mostra mais promissor do ponto de vista financeiro e operacional.

Planejamento e realidade local no centro da política pública

Pelo lado do governo federal, Ana Paula Moraes, coordenadora-geral de Projetos Especiais da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, destacou que a estruturação de projetos passa, antes de tudo, por planejamento integrado e compreensão da realidade local.

“Essa é uma coordenação nova dentro do ministério, pensada para ter uma visão transversal, mais próxima dos municípios e da realidade. Quanto mais a gente está na ponta, entendendo os problemas de cada cidade, mais conseguimos formular políticas públicas efetivas.”

Ana Paula lembrou as dificuldades enfrentadas pelos municípios brasileiros, especialmente os de menor porte, para cumprir exigências básicas como a elaboração dos planos de mobilidade urbana.

“A gente acompanhou o encerramento dos prazos para envio dos planos de mobilidade e, na prática, torcia para passar de 20% de adesão. Muitos municípios sequer têm um técnico especializado na área, o que mostra o tamanho do desafio.”

Para ela, o plano de mobilidade deve funcionar como um instrumento de convergência entre políticas hoje fragmentadas.

“Você tem plano diretor desconectado do orçamento, que é desconectado da mobilidade. Planejamento urbano, habitação, trânsito, transporte coletivo e meio ambiente precisam conversar. Se a cidade cresce de forma espalhada ou constrói habitação longe do centro, o transporte coletivo paga essa conta.”

Descarbonização não tem solução única

No debate sobre tecnologias, Ana Paula reforçou que a eletrificação não deve ser encarada como solução única para todos os contextos.

“Se um lugar tem gás, por que não utilizar? Se tem vocação para uma tecnologia menos poluente, como o Euro 6, por que não pensar nisso como etapa inicial? O elétrico tem desafios claros, como a garantia de abastecimento de energia, que variam muito de cidade para cidade.”

Segundo ela, a chave está em reconhecer as particularidades locais e trabalhar com diferentes rotas tecnológicas de forma planejada e progressiva.

Operadores como parte central do processo

Outro ponto destacado pela representante do ministério foi o papel crescente dos operadores de transporte na transição energética.

“Os operadores deixaram de ser passivos. Eles compram veículos, indicam especificações, planejam a operação. Não há como fazer qualquer mudança sem ouvir quem está operando e conhece a realidade local.”

Ana Paula lembrou que existem instrumentos de financiamento também voltados ao setor privado, como linhas com recursos do FGTS, a exemplo do Refrota, e que a convergência entre poder público, operadores e usuários é essencial.

“Se município, operador e usuário não convergirem para oferecer um transporte coletivo confiável, confortável e atrativo, todo mundo perde. Sem passageiro, não há sustentabilidade, independentemente da tecnologia.”

Integração e próximos passos

Ao final do painel, tanto Banco Mundial quanto Ministério das Cidades reforçaram que a descarbonização das frotas depende menos de anúncios isolados e mais de planejamento consistente, projetos bem estruturados e articulação entre os diferentes níveis de governo e agentes do sistema.

Ana Paula indicou ainda que novas iniciativas federais estão em discussão para apoiar os municípios, embora sem detalhar prazos ou formatos, e reconheceu a importância de fóruns e eventos técnicos como espaços de troca e amadurecimento das políticas públicas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Richele Cabral, da SEMOVE, diz que volta dos passageiros ao transporte público no RJ pode gerar impacto climático igual ao da eletrificação de toda a frota de ônibus do país

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Richele Cabral, Diretora de Mobilidade Urbana da SEMOVE

Diretora de Mobilidade Urbana da Federação das Empresas de ônibus do Estado do Rio ressaltou que a eletrificação só gera ganhos ambientais plenos com passageiros de volta ao transporte público

ALEXANDRE PELEGI

A diretora de Mobilidade Urbana da SEMOVE (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro), Richele Cabral, defendeu que a requalificação do serviço de transporte público coletivo é condição central para qualquer política efetiva de sustentabilidade ambiental. A avaliação foi apresentada durante o painel “Soluções para a requalificação do serviço de transporte público coletivo”, no segundo dia do Fórum de Transição Energética do DETRO-RJ, realizado nesta quarta-feira, 04 de janeiro de 2026.

Segundo Richele, recuperar a demanda perdida no estado do Rio de Janeiro teria impacto equivalente, em termos de redução de emissões de CO₂, ao da eletrificação de toda a frota de ônibus do país, o que evidencia que a agenda climática no transporte vai além da troca tecnológica dos veículos .

“Sem passageiro, não existe sustentabilidade. O transporte público, por si só, já é mais eficiente, mais seguro e mais limpo do que o transporte individual”, afirmou.

Transporte público é estruturalmente mais eficiente

Dados apresentados no painel mostram que o transporte público por ônibus é mais de oito vezes mais eficiente energeticamente que o automóvel e mais de 20 vezes mais eficiente no uso do espaço viário. Além disso, apenas 0,32% das vítimas de acidentes de trânsito estavam em ônibus, reforçando o papel do modo coletivo na segurança viária e na redução dos custos com saúde pública.

Colapso da demanda na última década

Richele apresentou números que evidenciam a dimensão da crise do modelo atual. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, entre 2014 e 2025, o sistema de ônibus registrou:

  • Queda de 48% na frota em operação, de 19.574 para 10.142 veículos;
  • Redução de 49% no número de passageiros pagantes, de cerca de 160 milhões para 81,5 milhões (média mensal);
  • Diminuição de 52% nos quilômetros rodados;
  • Queda de 53% no número de viagens realizadas.

Isso significa menos oferta nas ruas e mais pessoas migrando para modos individuais, que ocupam mais espaço e poluem mais”, destacou.

Migração para carro, moto e aplicativos

Pesquisas da COPPE/UFRJ e da CNT/NTU indicam mudanças profundas no padrão de deslocamento. Em nível nacional, a participação do ônibus caiu de 45% em 2017 para 31% em 2024, enquanto o uso do automóvel subiu de 22% para 30%. Os serviços por aplicativo passaram de 1% para 11%, um crescimento de cerca de 1.000%, e o uso de motocicletas também avançou de forma expressiva .

Em 2024, 30% dos entrevistados afirmaram ter abandonado totalmente o ônibus, quase o dobro do registrado em 2017. Desses usuários, 72% migraram para o transporte individual motorizado, seja carro ou moto, próprios ou por aplicativo.

Tempo de viagem é o principal fator de rejeição

As pesquisas apresentadas mostram que tempo de viagem e tempo de espera no ponto são os principais motivos para o abandono do ônibus, superando inclusive o custo da tarifa. No pós-pandemia, mais de 30% das respostas apontaram o tempo como o fator determinante para não usar o transporte público .

Além disso, estudos da COPPE indicam que 73,2% das pessoas percebem impactos negativos do tempo de deslocamento na qualidade de vida, com reflexos no humor, no bem-estar mental e físico e na produtividade no trabalho.

Richele destacou que há espaço real para recuperação da demanda. Pesquisa específica sobre usuários de motocicleta mostrou que 78% estariam dispostos a migrar para o ônibus caso houvesse redução significativa no tempo de viagem. Se o ônibus fosse até cinco minutos mais rápido, a taxa de disposição para retorno ultrapassaria 40% .

“Isso mostra que priorização viária não é detalhe técnico, é política pública central”, afirmou.

Caso Goiânia como referência

Como exemplo de reversão da tendência de queda, Richele citou Goiânia, que já recuperou 100% da demanda pré-pandemia. Entre as medidas adotadas estão subsídio tarifário compartilhado, governança metropolitana, expansão de corredores, priorização semafórica e investimentos em informação ao passageiro.

Na capital goiana, a velocidade média dos ônibus em corredores prioritários aumentou de 16 km/h para até 22 km/h, com ganhos diretos de confiabilidade e atratividade do sistema.

Ao final, Richele reforçou que tecnologia é parte da solução, mas não suficiente isoladamente.

“Ônibus elétrico parado no congestionamento não transforma a cidade. Sustentabilidade também passa por planejamento, eficiência e pessoas usando o sistema”, concluiu.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Matthew Stafford desbanca Drake Maye e é eleito MVP da NFL

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Matthew Stafford, quarterback do Los Angeles Rams, foi eleito o Jogador Mais Valioso (MVP) da temporada de 2025 da NFL. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira (5), em evento realizado no Palace of Fine Arts, em San Francisco, sede do Super Bowl LX entre New England Patriots e Seattle Seahawks no próximo domingo (8).

Ao longo da temporada, Stafford liderou os Rams em uma ótima campanha que levou sua equipe até a final de conferência da NFC. Sua experiência e liderança em campo foram fundamentais para o sucesso da equipe, que teve o melhor ataque da liga em jardas totais e pontos.

Em 17 jogos, o camisa 9 acumulou 4.707 jardas aéreas, lançou 46 touchdowns, liderando a NFL nessas métricas, e sofreu apenas oito interceptações.

Com esse prêmio, Matthew Stafford consolida-se ainda mais entre os principais quarterbacks de sua geração na NFL. O veterano de 37 anos, campeão do Super Bowl LVI em 2022, se junta a Aaron Rodgers, Patrick Mahomes, Lamar Jackson e Josh Allen como os únicos atletas ainda em atividade que receberam a honraria.

Para conquistar a honraria, o quarterback dos Rams superou nomes como Drake Maye, quarterback dos Patriots que está no próximo Super Bowl, Josh Allen, quarterback do Buffalo Bills que buscava o bicampeonato, Trevor Lawrence, quarterback do Jacksonville Jaguars, e Christian McCaffrey, running back do San Francisco 49ers.

Onde assistir ao Super Bowl LX entre Patriots x Seahawks?

O Super Bowl LX, disputado entre New England Patriots e Seattle Seahawks, terá transmissão ao vivo pela ESPN no Plano Premium do Disney+, no domingo, dia 8 de fevereiro, às 20h30 (de Brasília), no Levi’s Stadium, casa do San Francisco 49ers, em Santa Clara (Califórnia).

Veja demais prêmios anunciados pela NFL:

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Rodoviária do Rio de Janeiro prevê mais de meio milhão de viajantes no Carnaval 2026

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Operação especial entre 12 e 23 de fevereiro inclui reforço de frota, ações de recepção aos turistas, vacinação e eventos gratuitos no terminal

ALEXANDRE PELEGI

A Rodoviária do Rio projeta movimentar 536.350 viajantes entre embarques e desembarques durante o Carnaval de 2026, no período de 12 a 23 de fevereiro. O volume representa crescimento de 2% em relação a 2025, quando circularam pelo terminal 500.404 passageiros .

Os dias de maior fluxo já estão mapeados pela concessionária. A sexta-feira, 13 de fevereiro, deve concentrar a maior saída de passageiros do Rio de Janeiro, com 34.765 embarques e 28.900 desembarques. Já o sábado, 14 de fevereiro, será o dia de maior chegada de turistas, com cerca de 35 mil desembarques e 28.704 embarques .

Para atender à demanda do período, as 39 viações que operam no terminal disponibilizaram uma frota total de 16.661 ônibus, incluindo 4.419 veículos extras, reforçando a capacidade operacional do segundo maior terminal rodoviário da América Latina .

Destinos mais procurados e impacto no turismo

Entre os passageiros que deixam o Rio de Janeiro de ônibus durante o Carnaval, os destinos mais buscados são as cidades da Costa do Sol, Costa Verde, Serra Fluminense e o interior do estado, além de viagens para São Paulo e Minas Gerais. No sentido inverso, o terminal deve receber 269.250 passageiros desembarcando, principalmente desses mesmos estados, número superior ao de moradores que deixam a capital fluminense no período .

Esse movimento intenso se reflete diretamente na hotelaria. De acordo com a 2ª prévia do HotéisRIO, divulgada em 30 de janeiro, a ocupação média da rede hoteleira do Rio já alcança 83,7% no período principal do Carnaval, entre 14 e 17 de fevereiro, com destaque para a região do Centro, que registra 90,9% de ocupação .

“O Carnaval é um motor importante da nossa economia. Os números reforçam a força do turismo fluminense e o papel estratégico da Rodoviária do Rio nesse processo”, destacou o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca, em nota divulgada pela concessionária .

Operação especial e ações no terminal

Segundo a diretora-geral da Rodoviária do Rio, Roberta Faria, o esquema operacional inclui reforço de equipes, ações integradas com órgãos públicos e investimentos recentes em tecnologia e segurança. O terminal conta atualmente com câmeras com sistema de reconhecimento facial, conectadas ao Comando Geral da Polícia Militar, com o objetivo de ampliar a segurança dos passageiros durante o período de maior movimento .

Além da operação logística, a concessionária preparou uma agenda de ações receptivas para turistas e passageiros, com atividades gratuitas no terminal:

  • Abertura simbólica do Carnaval com o Rei Momo, Corte Real e banda da Guarda Municipal, em parceria com a RioTur, no dia 10 de fevereiro, às 11h30;
  • Recepção especial na sexta-feira de Carnaval (13/02), no embarque superior, com maquiagem temática, painel instagramável e distribuição de tererê;
  • Apresentações do grupo de ritmistas “Chegando de Surpresa”, formado por garis da Comlurb, com participação de Renato Sorriso;
  • Campanha de vacinação em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, com aplicação das vacinas tríplice viral e febre amarela nos dias 13, 19 e 20 de fevereiro, além de ações de orientação em saúde pública .

Promoções para os passageiros

Como parte da estratégia para incentivar o turismo rodoviário, a Rodoviária do Rio lançou uma promoção de Carnaval com 10% de desconto para compras antecipadas de passagens pelo site oficial, utilizando cupom promocional, além de benefícios em eventos culturais no mês de março para quem adquirir bilhetes online.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Ônibus urbanos de São Luís (MA) seguem parados mesmo após decisão judicial e acordo que colocaria fim a paralisação

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Foto: Levi Gabriel/Ônibus Brasil

Serviço semiurbano opera parcialmente e coletivos não acessam terminais; usuários enfrentam dificuldades pelo oitavo dia

ARTHUR FERRARI

Mesmo após a determinação judicial que pôs fim oficialmente à greve dos rodoviários, o sistema de transporte urbano de São Luís (MA) não retomou a circulação na manhã desta sexta-feira (6). Já as linhas do sistema semiurbano estão em operação, porém sem acessar os terminais de integração da capital maranhense.

A expectativa era de restabelecimento do serviço depois do anúncio do encerramento da paralisação. A decisão definiu a aplicação de reajuste salarial de 5,5% aos trabalhadores do sistema urbano, índice idêntico ao concedido anteriormente aos profissionais que atuam no semiurbano. Com o percentual, o aumento corresponde a R$ 151 nos vencimentos e pouco mais de R$ 40 no tíquete-alimentação.

Sem a entrada dos veículos semiurbanos nos terminais, passageiros encontram obstáculos para realizar integrações e enfrentam incertezas quanto à conclusão dos deslocamentos diários.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre horários ou condições para a normalização completa das operações do transporte coletivo urbano da capital.

A decisão foi proferida na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, no Maranhão, estabelecendo o novo reajuste de 5,5% aos rodoviários do sistema urbano, nos mesmos moldes do definido para os profissionais da Região Metropolitana.

As tratativas envolveram o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Estado do Maranhão (STTREMA), o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e a Prefeitura de São Luís.

Com a definição judicial, a entidade sindical da capital deverá submeter a proposta à categoria em assembleia, etapa necessária para deliberação sobre o encerramento da greve, que chegou ao sétimo dia, caso os termos sejam aceitos.

Na quarta-feira (4), os trabalhadores do sistema semiurbano já haviam finalizado a paralisação e retomado o atendimento nas cidades de São José de Ribamar (MA), Paço do Lumiar (MA) e Raposa (MA).

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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“financiamento estável, segurança jurídica e transparência para fortalecer o transporte público”, diz prefeito da FNP

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Prefeito de Santo André (SP), Gilvan Ferreira, esteve entre o grupo de prefeitos que cobrou de Hugo Motta a aprovação do  ‘SUS do transporte coletivo’. Circular da Saúde é exemplo de resultados positivos com modernização de contratos

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

Dirigentes municipais de diversas partes do País, que integram a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), cobraram do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, rapidez na aprovação de um projeto de lei que cria uma espécie de “SUS do Transporte Coletivo”.

O encontro ocorreu na última quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026, em Brasília.

Conhecido como PL do Novo Marco Legal ou Marco Regulatório dos Transportes Urbanos”, o Projeto de Lei 3.278/21, patina no Congresso desde 2021, e se propõe a trazer novas regras para as concessões de transportes coletivos, flexibilizando e modernizando os contratos com as empresas de ônibus para adotar inovações de forma mais rápida, além de buscar formas de financiamento para baratear as tarifas pagas pelos passageiros e pressionar menos os cofres públicos.

Em 2024, o PL foi aprovado no Senado e foi para a Câmara, permanecendo inerte depois.

Atualmente, a maior parte dos sistemas de transportes é custeada pelos passageiros pagantes nas catracas e alguns possuem subsídios que saem diretamente dos cofres públicos: dinheiro que divide com as necessidades de recursos para saneamento, educação, saúde, zeladoria, habitação e combate às enchentes.

O resultado é que as tarifas são altas para os passageiros, mas insuficientes para custear os sistemas e melhorar os serviços.

Um destes prefeitos que estiveram no encontro, Gilvan Ferreira, de Santo André (SP), município do ABC Paulista, é vice-presidente de Precatórios da FNP, e sabe de perto o apuro dos colegas para manter os cofres públicos saudáveis.

Para Ferreira, muito mais que financiamento, um novo conjunto de leis pode trazer transparência e unificação no custeio dos serviços de ônibus, além de maior segurança jurídica para as viações e para os prefeitos e secretários de mobilidade e transportes

“A pauta é clara: financiamento estável, segurança jurídica e transparência para fortalecer o transporte público nas cidades” – disse.

Recentemente, a cidade de Santo André teve uma iniciativa de serviços regulares e diários de ônibus, que recebeu a maior aprovação em todo o País, de acordo com o Instituto Paraná Pesquisas, chamada Circular da Saúde.

Trata-se de trazer o conceito de transporte sob demanda para o transporte público coletivo comum. O itinerário de uma das ligações, denominada B45 (Hospital Mário Covas – Bairro Paraíso/Vila Luzita – Represa), passou por uma roteirização que mescla solicitações de viagens por aplicativo, reivindicações da população sobre novas linhas e dados de embarque e reembarque (desembarque) gerados automaticamente pela bilhetagem eletrônica.

A linha, de acordo com a pesquisa, recebeu aprovação de 91% dos usuários, como média de diversos quesitos, conforme mostrou o Diário do Transporte.

Relembre:

Se com os atuais contratos engessados do transporte coletivo, foi possível trazer uma inovação com a linha B-45, que liga mais de 10 unidades de saúde, além de estabelecimentos de educação, com contratos que permitem alterações mais rápidas de acordo com a demanda da população podem atrair mais pessoas para o transporte coletivo.

“E uma das lógicas de financiamento do transporte público é essa: em vez só de depender de injeção de recursos externos, quanto maior a utilização, melhor será a equação do custeio.”

Assim, tornar ônibus, trens e metrôs mais atraentes, é a melhor forma de financiar os transportes coletivos. Isso vem pelo barateamento das tarifas, ampliação da infraestrutura, como corredores, mas, acima de tudo, atender ao que a população precisa.

A linha B45 Circular da Saúde não trafega em corredores, pelo contrário, enfrenta trânsito severo e vias estreitas e complicadas de bairros, em especial na Vila Luzita e Represa. O Circular não é de graça e nem tem tarifa menor. Pelo contrário, a passagem em Santo André é alta: R$ 5,90.

Mesmo assim, a linha agrada e tem o número crescente de passageiros. Isso porque, atendeu a uma demanda.

Em nota da FNP, o prefeito de Porto Alegre e presidente interino da entidade, Sebastião Melo, diz que a nova legislação tem como objetivo dar segurança jurídica aos contratos de concessão de transporte coletivo no país, além de criar mecanismos de financiamento público por meio de transferência da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), ampliando a transparência nos dados do setor.

Para Sebastião Melo, a nova legislação representa uma mudança de paradigma na gestão pública.

“Tratamos com o presidente Hugo Motta do ‘SUS do transporte coletivo’. É um marco regulatório, uma lei geral, que permitirá que estados e a União participem do financiamento e da organização de um processo que, hoje, os municípios coordenam sozinhos”, explicou o prefeito.

Na mesma nota, o prefeito de Goiânia e presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da FNP, Sandro Mabel, defendeu a votação em regime de urgência da proposta.

“A medida traz previsibilidade para todos os atores envolvidos. Esperamos a votação da urgência. Esta lei ordena o setor e dá segurança jurídica para o passageiro, para o operador e para os entes federados.”  – disse.

Segundo Melo, o pedido foi bem recebido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

A FNP trouxe ainda um resumo do “SUS dos Transportes” e as principais linhas propostas.

O que muda com o Marco Legal (PL 3278/2021)

A proposta visa dar robustez jurídica aos contratos e garantir novas fontes de custeio para baixar o preço das passagens e melhorar a qualidade dos serviços:

  • Apoio Federal: Viabiliza legalmente o repasse de recursos da União para o custeio da mobilidade urbana.
  • Recursos da CIDE: Define que pelo menos 60% da arrecadação da CIDE-Combustíveis seja obrigatoriamente destinada ao transporte público.
  • Transparência Total: Divulgação obrigatória de custos, receitas, subsídios, gratuidades e indicadores de qualidade.
  • Segurança Jurídica: Regras claras para concessões, reduzindo riscos de interrupção de serviços e instabilidade nos contratos.

União do Setor

Uma carta assinada por oito entidades representativas do setor de transporte coletivo, solicitando a aprovação de um requerimento de urgência, foi entregue ao presidente da Câmara.

A proposta é fruto de uma ampla discussão no Fórum Consultivo de Mobilidade Urbana e, de forma consensuada, é apoiada pelas:

  • Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU)
  • Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP)
  • Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos)
  • Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS)
  • Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana
  • Conselho Nacional de Secretários de Estado de Transporte e Mobilidade (Consetrans)
  • Instituto Movimento pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade (MDT)
  • Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (ANEINFRA).

QUEM PARTICIPOU:

Participaram do almoço as/os prefeitas/os Sebastião Melo, presidente interino da FNP (Porto Alegre/RS); Sandro Mabel, presidente da Comissão de Mobilidade Urbana (Goiânia/GO); Margarida Salomão, secretária-geral da FNP (Juiz de Fora/MG); Eduardo Pimentel, presidente da Comissão de Cidades Inteligentes (Curitiba/PR); Kayo Amado, vice-presidente de Territórios Subfinanciados (São Vicente/SP); Gilvan Ferreira, vice-presidente de Precatórios (Santo André/SP); Rodolfo Mota, vice-presidente de Assuntos Jurídicos (Apucarana/PR); Dário Saadi, presidente da Comissão de Saúde (Campinas/SP); Saulo Souza, prefeito de Poá/SP; Topázio, presidente da Comissão de Cultura (Florianópolis/SC), e Leandra Guedes, prefeita de Ituiutaba; além do secretário-executivo da FNP, Gilberto Perre.  Também estiveram presentes os deputados federais Baleia Rossi (MDB-SP); José Priante (MDB-PA), relator do PL; Alex Manente (Cidadania/SP); e Jilmar Tatto (PT-SP).

Secretário de Lula diz que novas regras do transporte público (marco regulatório) vão se tornar realidade em 2026, promete tarifas mais baixas e anuncia R$ 2,5 bi

Recursos irão para renovação de frota, inclusive da vitrine do Tarifa-Zero para Lula, Maricá (RJ), corredores e terminas de ônibus, além de VLT

ADAMO BAZANI

Em meio aos debates relacionados aos transportes públicos, que devem também marcar as eleições de 2026, tanto nos níveis estaduais e federal, o secretário nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades – MCid, Denis Andia, pasta considerada estratégica para o Governo Federal, anunciou que novas regras sobre os contratos do transporte público no País, o chamando marco regulatório, devem finalmente se tornar realidade neste ano de 2026 no Brasil.

A pauta, como tem mostrado o Diário do Transporte, se arrasta desde 2021 no Congresso Nacional. Em 2024, foi aprovado no Senado e foi para a Câmara.

Segundo Andia, deste ano não passa. Uma das promessas é deixar as passagens mais baratas.

“Quase lá. Ao se tornar lei, as prefeituras e estados podem organizar melhor o transporte público para funcionar com mais qualidade, mais frequência e com tarifas mais baixas que podem caber no bolso” – disse Andia.

A busca pela redução de tarifas neste momento, em vez de  gratuidades totais é considerada por Andia um caminho mais lógico para um tarifa-zero nacional, como cogita o presidente Luís Inácio Lula da Silva.

O novo marco legal ou marco regulatório dos transportes públicos devem possibilitar que os sistemas de ônibus tenham outras fontes de recursos, além das tarifas e subsídios diretos dos cofres públicos.

Além disso, deve permitir novos modelos contratuais mais flexíveis e que podem acompanhar mudanças nas necessidades dos passageiros e incorporação de atendimentos extras, mas dentro do transporte de pessoas.

O Ministério das Cidades anunciou também nesta terça-feira, 03 de fevereiro de 2026, a liberação de mais R$ 2,5 bilhões pelo Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)

Deste total, R$ 459 milhões serão para obras de infraestrutura, incluindo corredores e terminas de ônibus, além de VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) e R$ 2,06 bilhões parta financiar a compra de ônibus 0 km, entre modelos diesel Euro 6 e elétricos.

Entre os sistemas de transportes beneficiados com esta renovação está Maricá, no Rio de Janeiro, uma das vitrines do “Tarifa-Zero” para Lula.

O Diário do Transporte mostrou que a prefeitura, que também opera o sistema por meio da EPT (Empresa Pública de Transportes), anunciou a compra de 30 ônibus elétricos e 15 carregadores.

Relembre:

OS DESTINOS PARA OS RECURSOS

Por meio de nota, o Ministério das Cidades detalhou a destinação dos recursos.

OBRAS DE INFRAESTRUTURA — Quatro propostas foram habilitadas para receber investimentos de mais de R$ 459 milhões em obras de infraestrutura voltadas à mobilidade urbana. As iniciativas vão impactar diretamente a fluidez e a eficiência do transporte coletivo, beneficiando os municípios de Anápolis (GO), Imperatriz (MA), Campina Grande (PB) e Nossa Senhora do Socorro (SE).

As obras incluem a construção e requalificação de terminais, implantação de corredores exclusivos para o transporte coletivo, expansão de ciclovias, modernização de abrigos de passageiros e a implantação de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).

RENOVAÇÃO DE FROTA — Já na frente de renovação de frota, foram habilitadas 14 propostas, com investimento aproximado de R$ 2,06 bilhões. A iniciativa prevê a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, eficientes e menos poluentes, reforçando a agenda de descarbonização do transporte público no Brasil. 

Entre os entes beneficiados estão Ilhéus (BA), Estado da Bahia, Anápolis (GO), Duque de Caxias (RJ), Angra dos Reis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Teresópolis (RJ), Estado do Maranhão, João Pessoa (PB), Guarulhos (SP), Porto Seguro (BA), Jequié (BA) e Maricá (RJ). As cidades vão receber ônibus elétricos e veículos com tecnologia Euro 6, que reduzem significativamente a emissão de gases poluentes. – informou a pasta.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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