Proposta busca modernizar o atendimento aos usuários e adequar normas à legislação federal e às novas tecnologias
YURI SENA
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a abertura de uma audiência pública para receber contribuições sobre a modernização do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas sob sua regulação.
A iniciativa tem como objetivo revisar e atualizar a Resolução nº 3.535/2010, em vigor há 15 anos, alinhando-a às diretrizes do Decreto Federal nº 11.034/2022, que estabelece novos padrões de qualidade, acessibilidade e uso de tecnologia no atendimento ao consumidor.
A audiência pública abre espaço para a participação de usuários do transporte rodoviário interestadual, ferroviário de passageiros e das rodovias federais concedidas, além de entidades de defesa do consumidor e representantes do setor regulado. A proposta é substituir um modelo considerado defasado por um sistema compatível com a evolução digital e com as demandas atuais da sociedade.
Entre as principais mudanças previstas na minuta que será submetida à consulta pública está a obrigatoriedade de atendimento multicanal, integrando telefone e meios eletrônicos, com funcionamento contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana. O texto também garante a manutenção do atendimento humano, que deverá estar disponível logo no primeiro menu do atendimento eletrônico.
Outro ponto destacado é a fixação do tempo máximo de espera em 60 segundos para o contato com um atendente, período no qual fica proibida a veiculação de mensagens publicitárias. A proposta reforça ainda as regras de acessibilidade, assegurando atendimento pleno e preferencial às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Segundo a ANTT, a abertura da audiência pública reforça o compromisso da agência com a transparência e com a melhoria contínua dos serviços prestados à população.
As contribuições recebidas servirão de base para a elaboração da versão final da nova resolução, que deverá refletir as necessidades dos usuários do sistema de transportes terrestres em todo o país.
Presidente do Grupo HP, Edmundo Pinheiro, fala ao repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, como a Região Metropolitana de Goiânia encontrou uma forma mais segura do ponto de vista econômico e de modelagem contratual para transição energética. Ouça também o Governador de Goiás, Ronaldo Caiado; André Marques (Volvo) e Juscelino Monteiro e Ciro Lima (NANSEN)
ADAMO BAZANI com ARTHUR FERRARI, VINICIUS DE OLIVEIRA e YURI SENA
O vídeo você acessa ao fim do texto, mas interessante ler antes (por limitações técnicas, alguns áudios saíram baixo, mas possível de entender)
Não somente a eletrificação de sistemas de transportes por ônibus, mas investimentos em outras tecnologias menos poluentes que o diesel, esbarram ainda no Brasil em diversos problemas, entre eles, como garantir a sustentabilidade econômica da implantação e da operação e quais formas de financiamento mais condizentes com a realidade local.
Na região metropolitana de Goiânia, um caminho foi encontrado pelos empresários de ônibus, Governo do Estado, prefeituras, agentes bancários, fabricantes de ônibus e fornecedores de tecnologias, equipamentos e infraestrutura. É um modelo pelo qual os próprios contratos do sistema são garantidores do financiamento da transição energética, sem onerar os cofres públicos e nem comprometer os recursos dos operadores de transportes.
Quem explicou para o repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, foi o presidente do Grupo HP, Edmundo de Carvalho Pinheiro.
O Grupo HP é um dos operadores do sistema metropolitano de Goiânia e entregou na última sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, 16 ônibus elétricos articulados e cinco biarticulados da Volvo com carrocerias da Marcopolo. A frota será carregada no hoje maior eletroposto da América Latina que conta com equipamentos da Nansen.
De acordo com Edmundo Pinheiro, explica que pelo modelo, o projeto se torna autofinanciado.
O Grupo HP constituiu um veículo de investimento específico, chamado GreenMob, e é o GreenMob que foi responsável por toda a modelagem e estruturação. É um aspecto importante que nós estamos aqui nessa operação, plantando um project finance non-recursive. O que significa isso? É um projeto que ele é autofinanciado e que a própria operação, os próprios contratos garantem os financiadores. Então, isso também traz para a operação de transporte público algo que era comum em infraestrutura, mas não aplicada a operação de transporte. – explicou Edmundo Pinheiro a Adamo Bazani.
Nessa modalidade, as garantias para o financiamento são somente os direitos emergentes da concessão. Project Finance é uma modalidade de estruturação financeira para a realização de projetos de grande porte, onde a principal fonte de receita para o pagamento do serviço da dívida de seu financiamento e do produto ou serviço resultante vem do fluxo de caixa gerado pela sua própria operação. Quando 100% dos recursos para o pagamento da dívida vem do fluxo do projeto, é chamado project finance non recourse, ou project finance puro. Esta característica de autofinanciamento permite a realização de projetos cujo porte seja superior ao de seu patrocinador.
Segundo o empresário, diferentemente de outros municípios, o poder público, ou seja, dinheiro público, não é submetido a nenhum risco no financiamento.
Quando nós iniciamos a discussão com o Poder Público, liderada pelo governador do estado, Ronaldo Caiado, o governador nos disse que ele gostaria que todos os investimentos na transformação do transporte público de Goiânia fossem feitos pelo privado, e ele não gostaria que o Poder Público participasse e tomasse risco nos investimentos da operação entendendo que isso caberia aos operadores. Mas ele nos perguntou, na época, o que o privado necessitava para que fizesse o investimento. E nós respondemos, basicamente, que a nossa necessidade era de ter contratos bem desenhados, que oferecessem segurança jurídica e que, nesse sentido, pudessem melhorar a financiabilidade do projeto. E foi isso que o Poder Público está assegurando. Ele participa assegurando contratos que minimizam os riscos associados à operação dos serviços e isso possibilitou que o privado tivesse que tomar os investimentos, atendendo o interesse público no sentido de promover a melhoria e a transformação dos serviços aqui em Goiânia. – continuou o presidente do Grupo HP, Edmundo Pinheiro, ao editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani.
O repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, conversou também com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que disse que o desenho permitiu trazer um investimento privado em todo o processo, abrindo oportunidades para a transição energética que até então não foram aproveitadas, mesmo a lei permitindo. Parte da modelagem foi desenvolvida em parceria entre fornecedores, fabricantes e operadores diretamente com o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
Olha, foi exatamente aquilo que foi desenhado pelo meu secretário-geral de governo, Adriano da Rocha Lima e realmente determinei a ele que sentasse para que nós pudéssemos ter um outro momento, uma outra frota e, ao mesmo tempo, um ponto a mais. Ou seja, é a única frota verde sustentável nas capitais do país. Então, você vê esse fato de trazer investimento, renovação de frota e todos eles aqui com, ou Euro 6, ou elétrico, e agora, o nosso combustível aqui que vai ser gerado em Goiás, o biometano.
Mas esta modelagem de financiamento com os próprios contratos sendo garantias, só foi possível porque os contratos foram prorrogados também de uma forma inovadora nos transportes sobre pneus, mas que já é usada em sistemas de trilhos: a relicitação ou prorrogação antecipada e patrocinada.
Trata-se de pegar uma atual contratação e prorrogá-la em troca de investimentos, ampliações e modernizações dentro do mesmo objeto contratual.
No Brasil, por enquanto, somente dois sistemas de ônibus adotaram o novo modelo: o BRT-ABC, com a SPE (Sociedade de Propósito Específico) NEXT Mobilidade, do ABC Paulista (o primeiro) e Goiânia (posteriormente).
A constitucionalidade chegou a ser questionada do modelo, mas o STF (Supremo Tribunal Federal), em agosto de 2024, confirmou a legalidade, como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre:
A decisão traz entendimentos que devem servir para outros contratos públicos que podem ser prorrogados sem licitação não somente no estado de São Paulo, mas em todo o país.
Entre estes entendimentos estão:
Só podem ter a prorrogação antecipada em troca de investimentos os contratos que já tenham sido licitados originalmente e que estejam ainda em vigor;
As prorrogações antecipadas não podem se confundir com prorrogação emergencial para que um serviço continue sendo prestado ou com prorrogação para manter o equilíbrio econômico-financeiro de um contrato. Ou seja, tem de trazer investimentos novos;
Os contratos originais devem ter a previsão de prorrogação;
O poder público deve justificar a prorrogação; e
A prorrogação deve trazer vantagens para a população e o poder público.
As definições dos ônibus e infraestrutura no sistema da Região Metropolitana de Goiânia nasceram concomitantes à modelagem de contratos e financiamentos.
Não se trata de marcas em si, mas de modelos operacionais.
O presidente da área de ônibus da Volvo na América Latina, André Marques, disse ao editor chefe e repórter do Diário do Transporte, que os veículos entregues, do modelo BZRT foram desenvolvidos depois de anos de estudos e experiências, sendo indicados para operações como justamente as da Região Metropolitana de Goiânia.
Nosso foco, realmente, para o sistema BRT é aproveitar tudo que o sistema pode oferecer, ou seja, embarque em nível, então a plataforma de piso alto é a nossa principal para os sistemas BRT. um veículo de piso alto que incorpora toda a nossa experiência de mais de 30 anos desenvolvendo biarticulados, 50 anos de Brasil entendendo as realidades do nosso mercado. Então, nós aproveitamos tudo que nós já conhecemos, sistemas de suspensão, direção, o próprio chassi e articulações. Agora, eletrificado com o que nós temos de mais avançado no grupo Volvo. Esse veículo conta com dois motores elétricos acoplados a uma transmissão de duas velocidades que permite atender e entrega até 540 cavalos de potência.
Já o diretor de operações da Nansen, Juscelino Monteiro, explicou a Adamo Bazani, que tudo ocorreu em tempo recorde
A estruturação de todo esse empreendimento foi bastante complexa, mas a Nansen, com sua estrutura e tecnologia de implantação e fornecimento de produtos, conseguiu, com a parceria com o BRT, transformar o sonho em realidade. Hoje, nós temos 23 carregadores elétricos de 245 kW, atendendo toda a demanda do eletroposto. É um projeto que foi implementado em tempo recorde, juntamente com todo esse desafio do sistema elétrico. Nós estamos falando não somente do eletroposto, mas também do sistema elétrico de subestação, tanto de média quanto de baixa tensão, que permite que esse sistema perdure por muito tempo, trazendo uma conquista para o estado de Goiás, não só para Goiânia, no que se refere à mobilidade eletrônica.
O diretor comercial da Nansen, Ciro Lima, disse que foi necessário desenvolvimento em parceria com os operadores do BRT.
A estrutura que a gente trouxe para Goiânia visa robustez, qualidade, e essa parceria com o BRT e com o governo do estado, ele procurou, realmente, a maior especialista em eletro terminais do país, e a Nansen hoje se coloca nessa posição. A gente começou um trabalho em 2021, trazendo toda a nossa robustez global, nacionalizando todos os equipamentos, uma empresa quase centenária, somos uma empresa de 95 anos, e a estrutura daqui, para vocês terem uma noção, a potência instalada, a gente consegue carregar 46 ônibus simultaneamente, mesmo esse aqui antes, olha o tamanho desse ônibus, é uma inovação, e mais do que isso, a gente tem uma potência instalada de 6 megawatts. Então, para o leitor ter uma noção do que isso representa, a gente está falando de 6 mil chuveiros elétricos ligados simultaneamente, ou 1 milhão de lâmpadas. Então, para vocês terem noção da grandiosidade desse projeto. Isso se deu e conseguimos chegar a esse sucesso, atualmente, com o esforço do governo do Estado, do BRT, da Nansen, e juntamente com a concessionária.
Como mostrou o Diário do Transporte, além de eletrificação, o Estado de Goiás aposta em outras tecnologias para redução da poluição pelo transporte coletivo.
Uma delas é o biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos) e GNV (Gás Natural Veicular).
O governo fez um ajuste contratual com as empresas de ônibus para a compra de 501 unidades de diferentes tamanhos.
No evento, também em resposta ao Diário do Transporte, o secretário-geral do Governo de Goiás, Adriana da Rocha Lima, revelou que em dois meses deve chegar o primeiro ônibus biometano/GNV para o sistema
Relembre
O Diário do Transporte mostrou em primeira-mão a publicação oficial e os termos do aditivo de contrato com as empresas.
Relembre:
Serão modelos de diversos portes, todos com ar-condicionado, desde padrons (dois eixos entre 12,1 m e 13,2 m e três eixos de 15 m) até articulados de 19,2 metros.
Configurações:
79 ônibus articulados, de 19,2 metros, com piso alto e ar-condicionado, destinados ao BRT (4º lote);
22 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (4º lote);
110 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (5º lote);
168 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (6º lote);
122 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (7º lote).
Cronograma de entregas
8 ônibus articulados até 31 de março de 2026;
71 ônibus articulados até 30 de setembro de 2026;
22 ônibus padron do 4º lote até 30 de setembro de 2026;
110 ônibus padron do 5º lote até 30 de junho de 2027;
168 ônibus padron do 6º lote até 31 de dezembro de 2027;
122 ônibus padron do 7º lote até 31 de dezembro de 2027.
ACESSE O VÍDEO:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Esta matéria só foi possível graças ao trabalho e afinco da equipe de jornalistas do Diário do Transporte que colaborou em toda a parte técnica, de apoio de apuração e de transcrição de entrevistas: Arthur Ferrari, Vinicius de Oliveira e Yuri Sena
Decreto assinado por Eduardo Paes prevê áreas em Bangu, Realengo e na Ilha do Governador para reforçar a operação do sistema municipal
YURI SENA
A Prefeitura do Rio de Janeiro determinou a desapropriação de 25 imóveis e terrenos nas zonas Oeste e Norte da cidade para a implantação de novas garagens de ônibus.
A medida foi oficializada por meio de decreto publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).
De acordo com o decreto, as áreas são consideradas estratégicas para garantir e reorganizar a operação do sistema de transporte por ônibus que atende essas regiões. A desapropriação é total e atinge imóveis localizados em três bairros: Bangu, Realengo e Ilha do Governador.
Em Bangu, os terrenos destinados às futuras garagens estão situados na Avenida de Santa Cruz e na Rua Boiobi. Já em Realengo, as áreas desapropriadas ficam na Rua Engenheiro Paula Lopes. Na Ilha do Governador, a medida envolve diversos lotes localizados na Estrada do Galeão e na Rua Mileto Maciel.
Até o momento, a Prefeitura não divulgou detalhes sobre o porte das novas garagens, nem prazos para o início das obras ou a entrada em operação das estruturas.
Serviços de todas as três ligações não vão funcionar em três domingos consecutivos
ADAMO BAZANI
Todas as linhas de ônibus elétricos do serviço Paulistar, que gratuitamente ligam aos domingos os principais pontos de atrações turísticas, de lazer e culturais da cidade de São Paulo serão paralisadas nos próximos dias 08, 15 e 22 de fevereiro de 2026.
Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), a suspensão ocorre por causa da passagem de blocos de carnaval e o atendimento só vai voltar em 01º de março de 2026.
Aos domingos, dia 08, 15 e 22/02/2026 as linhas Paulistar não prestarão serviço.
Paulistar 1 – Term. Pq. Pedro II – Pinacoteca Paulistar 2 – Museu do Ipiranga – Pq. Ibirapuera Paulistar 3 – Paraíso – Pacaembu A partir de domingo, 01/03/2026 as linhas retornarão ao atendimento normal.
As gratuidades nas demais linhas de ônibus permanecem, mas os passageiros devem estar atentos porque haverá uma série de desvios na cidade em decorrência destes blocos carnavalescos.
Linha Paulistar 1 – Circuito Cultura: parte do Terminal Parque D. Pedro II em direção ao Parque da Luz, passando por pontos centrais como Museu da Língua Portuguesa, Theatro Municipal, Pinacoteca, Pateo do Collegio, Mercadão, Praça da República e bairros da Liberdade e Bixiga.
Linha Paulistar 2 – Circuito Parques: liga o Parque da Independência, onde se encontra o Museu do Ipiranga, ao Parque Ibirapuera, com passagem pelo Parque da Aclimação. O trajeto inclui ainda referências como o Museu de Zoologia da USP e o Sesc Vila Mariana.
Linha Paulistar 3 – Circuito Lazer: tem ponto de partida no Pacaembu e destino no Paraíso, atendendo também o Parque Ibirapuera. A rota conecta a região da Avenida Paulista, com paradas próximas ao MASP, Casa das Rosas e Japan House, integrando áreas de esporte, cultura e lazer da cidade.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Energização integral marca nova fase do projeto e conclui a migração do sistema elétrico das estações
YURI SENA
A Linha 17-Ouro passou a ser alimentada integralmente pela Subestação Primária Bandeirantes, consolidando um marco importante na implantação do ramal. A mudança é resultado de uma sequência de manobras técnicas coordenadas pelo Metrô, por meio da Ágis, em parceria com a Enel, e contou com interfaces operacionais junto à concessionária ViaMobilidade.
A energização e a migração do sistema ocorreram de forma gradual, com protocolos de segurança e alinhamento prévio entre as equipes. O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) já foi emitido, liberando a estrutura para operação.
No dia 10 de janeiro, foi realizada a manobra de fechamento da primeira seccionadora de entrada em 88 kV. Dois dias depois, em 12 de janeiro, ocorreu o mesmo procedimento para a segunda linha de entrada de energia. Entre os dias 17 e 18 de janeiro, teve início a transferência dos cabos do circuito de tração da estação Vereador José Diniz, que anteriormente era alimentada pela subestação primária da Linha 5-Lilás, para a Subestação Primária Bandeirantes. No último fim de semana, os circuitos de tração das demais estações também foram totalmente transferidos.
Com área construída de 1.334,38 m², a Subestação Primária Bandeirantes foi projetada para garantir a alimentação elétrica da Linha 17-Ouro com maior autonomia e segurança. A unidade conta com seis para-raios, seis seccionadoras de entrada, um sistema GIS (Subestação Isolada a Gás), dois transformadores de alta tensão de 88 kV, três barramentos, quatro painéis de alta tensão, 12 painéis de média tensão, além de banco de baterias, carregadores, inversor, gerador a diesel, ponte rolante e sistemas de baixa tensão, ventilação, bombas, detecção e combate a incêndio, nebulização e telecomunicações.
Segundo o Metrô, a conclusão dessa etapa reforça a confiabilidade do sistema elétrico e representa um avanço significativo no cronograma de implantação da Linha 17-Ouro.
Cerca de 600 rodoviários foram dispensados sem o pagamento das indenizações, de acordo com o sindicato, após a interdição das empresas pela prefeitura no sábado (31)
YURI SENA
Motoristas das empresas de ônibus Real e Vila Isabel realizam uma manifestação na manhã desta segunda-feira, 2 de fevereiro, para cobrar o pagamento de indenizações trabalhistas após a Prefeitura do Rio de Janeiro lacrar as garagens das viações no último sábado (31).
Como noticiou o Diário do Transporte, a ação contou com a presença do prefeito Eduardo Paes, do vice-prefeito Eduardo Cavaliere e da secretária municipal de Transportes, Maína Celidônio.
Relembre:
Prefeitura do Rio de Janeiro lacra garagem das viações Real e Vila Isabel por irregularidades neste sábado (31)
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, mais de 600 trabalhadores foram dispensados sem receber as verbas rescisórias. Os profissionais foram surpreendidos com o encerramento das atividades e a entidade já ingressou com medidas judiciais para garantir os direitos dos trabalhadores.
“Entramos com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho pedindo antecipação de tutela para que as empresas Real e Vila Isabel, além dos consórcios, sejam responsabilizados pelo pagamento das verbas rescisórias. São trabalhadores com 20, 30 e até 40 anos de serviço prestado à população que ficaram sem qualquer garantia”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) informou que a questão trabalhista é de responsabilidade exclusiva das empresas. Já o Rio Ônibus declarou que o consórcio está cumprindo as determinações da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana (SMTR).
Diante das paralisações recorrentes, a SMTR informou que vem promovendo ajustes no sistema municipal de transporte, com a criação de novas linhas, revisão do plano operacional e adequações de itinerários.
Relembre:
Consórcio assume 60% das linhas após interdição das viações Real e Vila Isabel; Mobi-Rio pode assumir operação remanescente
Cinco novos serviços já haviam sido criados:
162 (Terminal Gentileza – Leblon), 319 (Terminal Alvorada – Central do Brasil), 160 (Terminal Gentileza – Leblon, via Túnel Rebouças), 475 (Metrô São Cristóvão – Leblon) e 111 (Central do Brasil – Leblon), além de ajustes nas linhas 109 e 456.
Nesta segunda-feira (2), entraram em operação mais duas linhas:
164 (Terminal Gentileza – Leme) e SV319 (Central do Brasil – Terminal Alvorada). A prefeitura informou ainda que, nas próximas semanas, será criada a linha 536 (Rocinha – Leme).
Plano operacional
Linha 164 – Terminal Gentileza / Leme
Itinerário: Terminal Gentileza, Estação Leopoldina, Elevado Paulo de Frontin, Humaitá, Túnel Velho, Lido e Leme.
Previsão: 40 viagens em dias úteis.
Linha SV319 – Central do Brasil / Terminal Alvorada
Itinerário: Castelo, Praia do Flamengo, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, Rocinha, São Conrado e Avenida das Américas.
Previsão: 80 viagens em dias úteis.
A SMTR orienta os passageiros a utilizarem as linhas alternativas divulgadas e acompanhar as atualizações operacionais enquanto o sistema passa por readequações.
Carlo Ancelotti marcou presença em três jogos nesta semana (Grêmio x Fluminense mais Botafogo x Cruzeiro, no Brasileirão, além de Flamengo x Corinthians, pela Supercopa do Brasil). Sua comissão técnica, espalhada pela Europa, também acompanhou várias partidas in loco. Todos eles puderam ver coisas boas no fim de semana.
A briga pela camisa 9 continua intensa. Endrick passou em branco na França e viu concorrentes como Gabriel Jesus, João Pedro e também Matheus Cunha fazerem a diferença. Mesmo que não atacantes, outros também foram as redes, casos de Bremer, zagueiro da Juventus, e de novo Casemiro, em sua “turnê de despedida” no Manchester United.
Mas também há aqueles que perderam um pouco de espaço na lista de observados de Ancelotti. O início conturbado de ano do Flamengo, por exemplo, atrapalha alguns convocáveis. Na Europa, há aqueles que se prejudicaram por sequer estarem em campo.
De olho no Mundial de 2026, o ESPN.com.br monitora os brasileiros selecionáveis por Ancelotti e publica semanalmente um conteúdo sobre quem aparece em destaque e os que mostram-se mais abaixo na luta por um lugar na convocação final.
Bremer (Z, Juventus)
Enquanto no ataque a disputa parece cada vez mais acirrada, até um zagueiro resolveu aparecer entre os destaques pelos gols. Bremer marcou duas vezes na vitória por 4 a 1 da Juventus sobre o Parma, no domingo, e ganhou olhares mais atentos de quem já o descartava na lista para a Copa. O ex-atleticano não é chamado desde a Copa América, mas tem condições de voltar à briga nos meses que restam.
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Bremer brilha com dois gols e Juventus vence o Parma pelo Campeonato Italiano; VEJA os melhores momentos
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Casemiro (V, Manchester United)
É missão das mais duras apontar um brasileiro que jogue tão bem e com tamanha regularidade nesta temporada europeia como Casemiro. Em seus últimos meses em Old Trafford, o volante desfila categoria, como a que ajudou o Manchester United a bater o Fulham. O provável capitão do Brasil na Copa não só marcou um de cabeça, como também deu assistência sem olhar para Matheus Cunha.
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João Pedro (A, Chelsea)
Quem não o coloca na forte concorrência pela 9 da seleção na Copa está bem enganado. Em sua temporada de estreia no Chelsea, o centroavante vive talvez seu melhor momento. São cinco gols e uma assistência nos últimos cinco jogos, curiosamente todos com vitória. Dois desses tentos foram no triunfo sobre o Napoli, na Champions League, o que ajudou a garantir vaga direta nas oitavas de final.
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Gabriel Jesus (A, Arsenal)
O titular do Brasil na Copa de 2018 parece cada vez mais à vontade no retorno aos campos. No sábado, contra o Leeds, precisou de poucos minutos em campo para deixar a sua marca, como autêntico centroavante, e garimpar mais atenção da comissão técnica de Ancelotti. O italiano está de olho no progresso do 9 do Arsenal, que, se continuar assim, tem boas chances de aparecer na lista de março.
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Vinicius Jr. (A, Real Madrid)
“Vinicius é intocável”. A manchete do Marca, principal jornal esportivo da Espanha, diz muito sobre o momento do camisa 7. De vaiado e por vezes até desprestigiado com Xabi Alonso, Vini virou imprescindível com a troca de comando do Real Madrid, a ponto de jogar todos os minutos nos seis últimos jogos. Contra o Rayo Vallecano, fez uma pintura que ajudou a equipe em uma importante e difícil vitória.
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Léo Ortiz (Z, Flamengo)
Há alguns meses, muitos apostariam que estaria na Copa do Mundo, ainda mais com a fase maravilhosa do Flamengo. Mas a realidade agora é outra. Esteve na primeira lista de Ancelotti, em junho do ano passado, mas nunca mais voltou. O início de 2026 no clube também, com derrotas, perda de título e até risco de rebaixamento no estadual, não é nada bom e acende o alerta antes do Mundial.
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Yuri Alberto recebe em velocidade e marca uma pintura para decretar o título do Corinthians contra o Flamengo
O Corinthians venceu o Flamengo e faturou a Supercopa do Brasil
Caio Henrique (L, Monaco)
Assistir ao jogo do Monaco com o Rennes estava no roteiro de viagem de um dos analistas da seleção, que viajou para ver de perto Vanderson e Caio Henrique. Pois bem, o Monaco venceu por 4 a 0, Vanderson entrou no segundo tempo, mas Caio sequer saiu do banco de reservas. Ainda briga forte por vaga na carente lateral-esquerda do Brasil, mas viu uma chance de impressionar os “chefes” passar.
João Gomes (V, Wolverhampton)
No jogo que apresentou Rayan para a Premier League e a torcida do vitorioso Bournemouth, o volante que chegou a ser figurinha carimbada nas listas de Dorival Júnior deu mais um passo longe da próxima Copa. O Wolverhampton caminha a passos largos para cair na Inglaterra, e o ex-Flamengo, longe de ser o maior culpado, deve pagar o pato com a perda definitiva de espaço na seleção.
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Lucas Paquetá (M, Flamengo)
Foi só o primeiro jogo, poucos minutos em campo, mas, diante da expectativa que sua volta ao Flamengo causou na torcida, ninguém esperava que ele jogasse fora uma chance tão clara quanto a que caiu nos seus pés contra o Corinthians. Paquetá isolou a oportunidade do empate rubro-negro na Supercopa do Brasil e, ainda que de leve, ganhou uma pressão extra para desempenhar melhor nas próximas semanas.
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O que é isso Paquetá? Em sua volta ao Flamengo, jogador perde chence incrível de empatar o jogo para o Flamengo
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Richarlison (A, Tottenham)
São cinco jogos sem atuar devido a uma lesão muscular na coxa, um tempo precioso para quem é visto como questionável na seleção e que tem concorrentes em grande fase. Enquanto Gabriel Jesus, Matheus Cunha, João Pedro e Endrick empilham gols e boas atuações, o Pombo perde oportunidades de seguir no radar de Ancelotti e vê a chance de disputar mais uma Copa escapar aos poucos.
No ano passado houve um total de 212 unidades foram emplacadas; coletivos em negociação marcam nova etapa de expansão da eletromobilidade na cidade de São Paulo
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A Mercedes Benz do Brasil encerrou o ano de 2025 com o modelo eO500U, 100% elétrico à bateria, como o chassi de ônibus elétrico mais vendido do Brasil. Ao todo, foram 222 unidades emplacadas ao longo do ano passado (segundo dados da Fenabrave).
Totalmente desenvolvido e produzido no Brasil, na fábrica 4.0 da empresa em São Bernardo do Campo (SP), o eO500U foi projetado para atender às condições reais de operação das cidades brasileiras e da América Latina, combinando zero emissão local de CO2, operação silenciosa, sem ruído e vibração e alta eficiência energética.
Além das vendas consolidadas em 2025, a Mercedes-Benz do Brasil conta com mais de 200 unidades do eO500U em negociação, destinadas a empresas que operam linhas e corredores da cidade de São Paulo; as entregas estão previstas para o primeiro semestre.
Além do veículo, a fabricante oferece um ecossistema completo de eletromobilidade, que inclui serviços especializados, telemetria FleetBus, treinamentos, parcerias para infraestrutura de recarga, suporte técnico dedicado e soluções de financiamento por meio do Banco Mercedes-Benz.
eO500U – Eficiência tecnológica e econômica
Chassi da linha O 500, o eO500U é um modelo Padron 4×2 de piso baixo, para carroçarias de até 13,2 metros. Entre seus diferenciais está a autonomia de até 270 km, a maior entre os ônibus elétricos no Brasil. E também a maior capacidade de transporte de passageiros do segmento.
O sistema de recarga de baterias é do tipo plug-in CCS2, mesmo padrão tecnológico utilizado pela Daimler Buses em seus ônibus elétricos, levando até três horas para a recarga completa.
O conceito eletroeletrônico do veículo brasileiro segue parâmetros do ônibus integral eCitaro da Daimler Buses. Isso engloba baterias de alta tensão, inversores, direção elétrica, motores elétricos, eixos e outros itens.
Um dos coletivos envolvido é operado pela empresa Metropolitana e atende a linha 312 – Mustardinha/Imip
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Na manhã desta segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026, um acidente entre dois ônibus deixou ao menos seis feridos na Rua São Gonçalo, no bairro da Boa Vista, localizado no Centro de Recife (PE).
Um dos coletivos envolvidos é operado pela empresa Metropolitana e atende sistema de transporte coletivo pela linha 312 – Mustardinha/Imip.
Além dos veículos citados, foram atingidos também motocicletas e um automóvel no local.
A CTTU (Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife) informou que o motorista da Metropolitana estava sob efeito de bebidas alcoólicas. Pelo teste do bafômetro foi confirmada uma taxa de 0,52 mg de álcool por litro de ar expelido, valor acima do limite estabelecido pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o que configura crime de trânsito.
O condutor foi então encaminhado à Central de Flagrantes, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte de Recife, para esclarecimento.
A ocorrência contou com atendimento do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que transportou quatro mulheres feridas.
Dentre as vítimas, uma foi levada para a UPA de Nova Descoberta, duas para a UPA do Curado, e uma para um hospital particular.