Coletivo se movimentou após motorista esquecer de acionar freio de mão; ninguém se feriu, mas casa ficou parcialmente destruída
ARTHUR FERRARI
Um ônibus do sistema BRT do Rio de Janeiro atingiu uma casa na manhã deste sábado, 24 de janeiro de 2026, no bairro de Deodoro, Zona Oeste da capital. Apesar do impacto e dos grandes danos causados ao imóvel, não houve registro de feridos.
O coletivo, que era preparado para o início da operação pela manhã, colidiu com a parte frontal da residência, localizada ao lado da garagem onde estava o coletivo. A casa ficou parcialmente destruída.
Segundo a Mobi-Rio, empresa municipal responsável pela gestão do sistema, o motorista se preparava para iniciar seu trabalho, quando e desceu do ônibus para realizar uma verificação, esquecendo de acionar o freio de estacionamento. O coletivo acabou se deslocando sem controle e atingindo a residência.
Equipes da empresa foram encaminhadas ao local para atender a ocorrência e prestar assistência aos moradores. A recuperação da estrutura danificada do imóvel atingido também será auxiliada.
Companhia tem na sociedade as empresas Miracatiba e Pirajuçara, que operam na Grande São Paulo
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
Já está pronto o primeiro ônibus com o novo design em nome da Viação Cidade das Artes, da Grande São Paulo. O veículo foi fotografado ainda na encarroçadora Caio, em Botucatu, no interior paulista. É comum o vazamento de imagens do pátio da fabricante.
O modelo, um Caio Apache VIP da atual geração, tem ar-condicionado e está encarroçado sobre chassi da Mercedes-Benz, com a atual tecnologia Euro 6, que reduz em 75% as emissões de poluição. O veículo, na cor escura, já tem em seu design o logotipo semelhante ao utilizado pela Prefeitura de Embu das Artes, que leva as cores da bandeira da cidade, tradicional por reunir artesãos e sempre contar com feiras e eventos voltados para arte local e artesanato.
A estimativa é que a companhia assuma o lugar, no município, cujas operações, desde 2019, são de responsabilidade da JTP Transportes, de outro grupo empresarial que também atua fora do estado de São Paulo, como em Porto Velho (RO).
A companhia foi formalizada no dia 3 de setembro de 2025 com este propósito, nas operações municipais, e constituída no endereço correspondente a onde funciona a Viação Miracatiba. Não há autorização, por parte da Artesp e do Governo do Estado de São Paulo, para que a Cidade das Artes opere linhas metropolitanas intermunicipais, que devem continuar, habitualmente, com Pirajussara e Miracatiba, cada uma de forma independente, ao menos neste momento.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Indeferimentos reforçam rigor da agência com regras do mercado autorizado no transporte interestadual
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou quatro decisões da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS) que tratam de pedidos de autorização para operação de linhas interestaduais. Os atos, de números 113, 114, 115 e 116, resultam no indeferimento de três solicitações da CS VIP Logtur Transportes e Turismo, conhecida comercialmente como Vip Brasil, e no arquivamento de um processo da Expresso Maia.
Pelas decisões SUPAS nº 113, 114 e 115, a ANTT indeferiu pedidos da Vip Brasil (CS VIP Logtur Transportes e Turismo Ltda) para emissão de Termos de Autorização no serviço regular interestadual de passageiros. Segundo a agência, os mercados pleiteados não estavam autorizados à empresa, em desacordo com as regras do novo marco regulatório do transporte rodoviário interestadual, estabelecido pela Resolução ANTT nº 6.033/2023.
Esse tipo de indeferimento não é um fato isolado no histórico recente da empresa. Ao longo do segundo semestre de 2025 e início de 2026, a Vip Brasil acumulou uma sequência de decisões negativas da ANTT para pedidos de linhas interestaduais, sempre com fundamento semelhante: ausência de enquadramento nos mercados autorizados ou descumprimento das regras do regime de autorização. O Diário do Transporte noticiou, nesse período, sucessivos indeferimentos envolvendo a empresa, incluindo pleitos para operar rotas entre Goiás, Pará e Ceará, além de outros mercados interestaduais requeridos de forma reiterada.
As decisões agora publicadas mantêm essa linha regulatória adotada pela agência, que tem reforçado a aplicação estrita das normas do mercado autorizado, especialmente após a entrada em vigor da Resolução nº 6.033/2023. Na prática, a ANTT tem sinalizado que novos pedidos não substituem exigências regulatórias já não atendidas em solicitações anteriores.
Já a decisão SUPAS nº 116 determinou o arquivamento do pedido de autorização da Expresso Maia Ltda. para operar mercados interestaduais. O ato foi adotado em cumprimento a decisão judicial proferida em mandado de segurança e considerou o disposto na Resolução ANTT nº 4.770/2015, que trata das hipóteses de arquivamento de processos administrativos no setor.
As quatro decisões entraram em vigor na data de publicação no Diário Oficial da União.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Alterações serão nas proximidades do Parque Ibirapuera, na Zona Sul
ADAMO BAZANI
Por causa do XXVIII Troféu Cidade de São Paulo, que comemora os 472 anos do aniversário da capital paulista, 29 linhas de ônibus municipais terão mudanças nos arredores do Parque Ibirapuera, na Zona Sul, neste domingo, 25 de janeiro de 2026.
De acordo com a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de ônibus da cidade, as alterações são previstas para ocorrer das 3h às 10h30. Destas 29 linhas alteradas, duas delas são do Paulistar, serviço de ônibus elétricos que atende a rotas de turismo e cultura sempre aos domingos.
A gestora da prefeitura relembra que aos domingos os passageiros contam com o “Domingão Tarifa Zero” e a utilização das linhas municipais é gratuita durante todo o dia, somente utilizando o Bilhete Único para passar pela catraca. Quem estiver sem um Bilhete também terá a gratuidade garantida, com sua passagem sendo liberada diretamente na catraca.
Confira como será o funcionamento das linhas durante o evento:
175T/10 Metrô Santana – Metrô Jabaquara
Ida: normal até a Av. 23 de Maio, acesso, Av. Ibirapuera, Rua Leopoldo de Bulhões, Rua Ipê, Av. Profº Ascendino Reis, prosseguindo normal.
Sentido Único: normal até R. Manoel da Nóbrega, Av. Sarg. Mário Kozel Filho, R. Abílio Soares, R. Tutóia, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, R. Pelotas, prosseguindo normal.
5362/10 Pq. Res. Cocaia – Pça. da Sé
5370/10 Term. Varginha – Lgo. São Francisco
Ida: sem alteração.
Volta: normal até a Av. 23 de Maio, acesso para a Av. Pedro Álvares Cabral, acesso e Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
5630/10 Term. Grajaú – Metrô Brás
N601/11 Term. Grajaú – Term. Pq. D. Pedro II
Ida: sem alteração.
Volta: normal até a Av. 23 de Maio, acesso para Av. Pedro Álvares Cabral, acesso e Av. Ibirapuera, Rua Leopoldo de Bulhões, Rua Ipê, Av. Prof. Ascendino Reis, prosseguindo normal.
509J/21 Jd. Selma – Pq. Ibirapuera
Sentido Único: normal até a Av. Juriti, Al. Jauaperi, Av. República do Líbano, Al. Dos Arapanés, Av. Lavandisca, prosseguindo normal.
509M/10 Jd. Miriam – Term. Princ. Isabel
Ida: sem alteração.
Volta: normal até Av. Vinte e Três de Maio, R. Dr. Amâncio de Carvalho, Av. Cons. Rodrigues Alves, Av. Ibirapuera, C. V. João Jorge Saad, Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
5164/10 Vl. St. Catarina – Pq. Ibirapuera
5164/21 Cid. Leonor – Pq. Ibirapuera
6338/10 Jd. Miriam – Pq. Ibirapuera
Sentido Único: normal até a Av. Prof. Ascendino Reis, Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Dr. Dante Pazzanese, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, Av. Ibirapuera, Complexo Viário João Jorge Saad, Av. Ibirapuera, R. Borges Lagoa, prosseguindo normal.
5614/21 Eldorado – Pq. Ibirapuera
5652/22 Jd. IV Centenário – Pq. Ibirapuera
Sentido Único: normal até a Av. Prof. Ascendino Reis, Av. Pedro Álvares Cabral, R. Dr. Dante Pazzanese, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, Av. Ibirapuera, Complexo Viário João Jorge Saad, Av. Ibirapuera, R. Borges Lagoa, Av. Prof. Ascendino Reis, prosseguindo normal.
5175/10 Baln. São Francisco – Pça. da Sé
5178/10 Jd. Miriam – Pça. João Mendes
Ida: normal até a Av. Prof. Ascendino Reis, Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Dr. Dante Pazzanese, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Viad. Tutóia, Rua Tutóia, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Av. Brig. Luís Antônio, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Av. Brig. Luís Antônio, Rua Jundiaí, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Rua Abílio Soares, Rua Tutóia, Viad. Tutóia, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, Av. Ibirapuera, Complexo Viário João Jorge Saad, Av. Ibirapuera, Rua Borges Lagoa, Av. Profº Ascendino Reis, prosseguindo normal.
6358/10 Jd. Luso – Term. Bandeira
Ida: normal até a Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Dr. Dante Pazzanese, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Viad. Tutóia, Rua Tutóia, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Av. Brig. Luís Antônio, Av. Brasil, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Av. Brasil, Pça. Armando Sales de Oliveira, Av. Brig. Luís Antônio, Rua Jundiaí, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Rua Abílio Soares, Rua Tutóia, Viad. Tutóia, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, Av. Ibirapuera, Complexo Viário João Jorge Saad, Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
5611/10 Eldorado – Pça. João Mendes
Ida: sem alteração.
Volta: normal até a Av. 23 de Maio, acesso para Av. Pedro Álvares Cabral, acesso e Av. Ibirapuera, Rua Leopoldo de Bulhões, Rua Ipê, Av. Prof. Ascendino Reis, prosseguindo normal.
PAULISTAR 3: Circuito Lazer Paraíso – Pacaembu
Sentido Único: normal até R. Manoel da Nóbrega, Av. Sarg. Mário Kozel Filho, R. Abílio Soares, R. Tutoia, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Rua Pelotas, R. Humberto I, Av. Cons. Rodrigues Alves prosseguindo normal.
5154/10 Term. Sto. Amaro – Term. Princ. Isabel
Ida: normal até a Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Dr. Dante Pazzanese, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Viad. Tutóia, Rua Tutóia, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Av. Brig. Luís Antônio, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Av. Brig. Luís Antônio, Rua Jundiaí, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Rua Abílio Soares, Rua Tutóia, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Av. Cons. Rodrigues Alves, Av. Ibirapuera, Complexo Viário João Jorge Saad, Acesso, Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
5300/10 Term. Sto. Amaro – Term. Pq. Dom Pedro II
N702/11 Term. Sto. Amaro – Term. Pq. D. Pedro II
Ida: sem alteração.
Volta: normal até a Av. 23 de Maio, acesso para Av. Pedro Álvares Cabral, acesso e Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
5318/10 Chác. Santana – Pça. da Sé
6455/10 Term. Capelinha – Lgo. São Francisco
Ida: sem alteração.
Volta: normal até a Av. 23 de Maio, acesso para Av. Pedro Álvares Cabral, acesso e Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
5391/10 Jd. Ângela – Lgo. São Francisco
Ida: sem alteração.
Volta: normal até a Av. 23 de Maio, acesso para Av. Pedro Álvares Cabral, acesso e Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
709A/10 Term. Água Espraiada – Metrô Ana Rosa
Ida: normal até a Av. Brig. Luis Antonio, R. Jundiaí, R. Manoel da Nóbrega, R. Mal. Estênio de Albuquerque Lima, Rua Abílio Soares, R. Tutóia, Viad. Tutóia, R. Dr. Amâncio de Carvalho, Av. Cons. Rodrigues Alves, Rua Tangará, R. França Pinto, Rua Rio Grande, Av. Cons. Rodrigues Alves, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Rua Sena Madureira, Lgo. Senador Raul Cardoso, R. Tangará, Av. Cons. Rodrigues Alves, R. Dr. Amâncio de Carvalho, Viad. Tutóia, R. Tutóia, Av. Brig. Luis Antônio, prosseguindo normal.
5185/10 Term. Guarapiranga – Term. Pq. D. Pedro II
Ida: normal até a Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Dr. Dante Pazzanese, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Viad. Tutóia, Rua Tutóia, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Av. Brig. Luís Antônio, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Av. Brig. Luís Antônio, Rua Jundiaí, Rua Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Rua Abílio Soares, Rua Tutóia, Viad. Tutóia, Rua Dr. Amâncio de Carvalho, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, Av. Ibirapuera, Complexo Viário João Jorge Saad, Av. Ibirapuera, prosseguindo normal.
857A/10 Term. Campo Limpo – Metrô Sta. Cruz
Ida: normal até a Av. Brigadeiro Luís Antônio, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, R. Abílio Soares, R. Tutóia, Av. 23 de Maio, acesso à Av. Ibirapuera, R. Leopoldo de Bulhões, R. Ipê, Av. Prof. Ascendino Reis, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Av. Pedro Álvares Cabral, R. Dr. Dante Pazzanese, R. Dr. Amâncio de Carvalho, Viaduto Tutóia, R. Tutóia, R. Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Av. Brig. Luís Antônio, prosseguindo normal.
N802/11 Term. Pinheiros – Term. Pq. D. Pedro II
Ida: normal até Av. Brasil, Av. Brig. Luís Antônio, Viad. Da. Paulina, prosseguindo normalmente.
Volta: sem alteração.
N839/11 Metrô Butantã – Metrô Vl. Mariana
Sentido Único: normal até a Av. Brig. Luís Antônio, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, R. Abílio Soares, Rua Tutóia, Viad. Tutóia, R. Dr. Amâncio de Carvalho, Av. Cons. Rodrigues Alves, Rua Tangará, R. França Pinto, Rua Rio Grande, Av. Cons. Rodrigues Alves, prosseguindo normal até a Av. Pedro Álvares Cabral, R. Dr. Dante Pazzanese, R. Dr. Amâncio de Carvalho, Viaduto Tutóia, R. Tutóia, R. Manoel da Nóbrega, Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, Av. Brig. Luís Antônio, prosseguindo normal.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Com 2,13m de altura e quase 2,20m de envergadura, Vinicius da Silva vem tendo espaço no início da temporada G-League pelo Westchester Knicks, equipe afiliada ao New York Knicks, da NBA.
O pivô brasileiro chegou à equipe em outubro, e busca se destacar para, quem sabe, ganhar uma chance na principal liga de basquete do mundo.
Com 24 anos, Vinicius da Silva, ou Vinicius Lúcio, como também é conhecido, é um dos três atletas brasileiros na G-League atualmente, ao lado de Nathan Mariano (Valley Suns) e Reynan Gabriel (Capitanes). Além deles, o técnico Vitor Galvani comanda o Capitanes, da Cidade do México.
Mas Vinicius é o que mais tem aparecido na liga de desenvolvimento da NBA. É bem verdade que a temporada acabou de começar. Foram apenas três partidas disputadas até então. Nelas, o brasileiro teve 16 minutos de média, com 1,3 pontos, 4,3 rebotes e 1 assistência por jogo. Considerando os torneios de pré-temporada, em que jogou nove jogos, da Silva jogou 15,6 minutos por partida, com 3,3 pontos e 4,6 rebotes de média.
“A adaptação vem sendo maravilhosa. É algo que eu desejava muito poder dar esse passo, esse salto, esse esse passo a mais na sua carreira, esse sonho que vem se realizando a cada dia que passa. E vem sendo uma adaptação maravilhosa poder ser do Knicks, poder treinar com os Knicks, poder ver os jogadores do Knicks treinar, estar com eles ali, poder pegar algo”, disse Vinicius, em entrevista exclusiva à ESPN.
Em Sumaré, na região de Campinas, o pivô se destacou desde cedo pela altura. Os 2,13m logo chegaram e o levaram diretamente para a Espanha, ainda aos 16 anos. Por lá, teve sucesso nas categorias de base, até subir para o profissional e rodar pela segunda e terceira divisão do país, além de uma curta passagem pela Chéquia. Nesse meio tempo, também fez alguns jogos na Liga de Desenvolvimento (LDB) pelo Paulistano, e foi convocado para a seleção brasileira no início de 2021, para uma das janelas das eliminatórias da AmeriCup.
Pelo Westchester Knicks, Vinicius tem a oportunidade de treinar e jogar ao lado de nomes que são parte efetiva da rotação do New York Knicks nessa temporada, as vezes até como titulares, como Ariel Hukporti, Pacôme Dadiet, Mohamed Diawara, Kevin McCullar e Trey Jemison III.
“Sempre vem seis, sete caras da NBA treinar com a gente. É aquilo, a gente tem aquela oportunidade de poder pegar um conselho, poder observar um pouco melhor como que ele faz, como que ele chegou no nível que está, é algo maravilhoso”, explica o pivô.
O objetivo, é claro, é conseguir um espaço na NBA. Foi o que aconteceu há duas temporadas com Mãozinha Pereira, que após uma temporada de sucesso no Capitanes foi chamado para o Memphis Grizzlies. Em outra situação, Gui Santos, draftado pelo Philadelphia 76ers, também passou boa parte de sua primeira temporada pelo Santa Cruz Warriors.
Mas Vinicius garante que a cabeça está no presente: “eu sou aquele cara que gosta de pensar no dia a dia, entendeu? Acho que você tem que trabalhar o dia a dia tentando ser o melhor que você pode ser. É algo que busco muito, ser o melhor jogador que o Vinicius pode ser. Não sei se será o jogoador da NBA ou se será o jogador da onde seja, mas que eu seja o melhor Vinicius possível”.
Só que sonho é sonho. E para Vinicius, o Madison Square Garden é logo ali: “Isso aí é sonho de qualquer criança, né, poder jogar no New York Knicks, um dos maiores de toda a NBA, é o sonho de todo brasileiro”, finalizou.
O sábado de NBA não será no Madison, mas terá o time principal do pivô brasileiro em quadra. O New York Knicks visita o Philadelphia 76ers às 17h (de Brasília), com transmissão da ESPN e no Plano Premium do Disney+. Além deste clássico da Conferência Leste, outros dois jogos estarão na tela da ESPN e Disney+: Minnesota Timberwolves x Golden State Warriors, às 19h30 (de Brasília), e Dallas Mavericks x Los Angeles Lakers, às 22h30 (de Brasília).
Intervenções ocorrem nas imediações do shopping ABC, da Pereira Barreto
ADAMO BAZANI
Obras de troca de tubulação nas proximidades do ponto final das linhas B45, I07 e B11, na região do shopping ABC, da avenida Pereira Barreto, causam congestionamento e afetam a circulação das linhas de ônibus. Equipes interditam ao menos uma faixa, o que alonga os congestionamentos.
O Departamento de Trânsito de Santo André precisou fazer desvios nas proximidades do Parque Central devido ao volume de veículos acumulados nas proximidades do Hospital Mário Covas.
As intervenções atrapalham a circulação das linhas B11 – Paraíso/Vila Guiomar, B45 – Paraíso/Mário Covas/Vila Luzita/Represa e I07 Paraíso/Lucinda. Há também impactos indiretos por causa do trânsito nas linhas B63, I08 e a Intermunicipal, da NEXT Mobilidade, 196.
Não há previsão para a conclusão dos trabalhos e quem puder deve evitar a região se estiver de carro ou, se precisar de transporte coletivo, acessar o aplicativo de ônibus da cidade para ver a previsão de quando o coletivo passará no ponto.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Canal funcionará 24 horas com uso de inteligência artificial e substituirá número atual a partir de fevereiro
YURI SENA
A RioSP, concessionária responsável pelas rodovias Via Dutra e Rio-Santos, inicia no dia 27 de janeiro de 2026, o atendimento via WhatsApp pelo número 0800 017 3536. O contato é o mesmo já utilizado pelos motoristas para solicitações de serviços médico e mecânico por telefone e passará a concentrar também o atendimento digital.
A transição para o novo número ocorrerá de forma gradual entre os dias 27 e 31 de janeiro. Durante esse período, os usuários ainda poderão utilizar o WhatsApp atual, de número (11) 2795-2238. A partir de 1º de fevereiro, o atendimento via aplicativo será realizado exclusivamente pelo 0800 017 3536.
O serviço funcionará 24 horas por dia e será operado inicialmente por um sistema de inteligência artificial, que orienta o usuário por meio de um menu automático. Entre as opções disponíveis estão informações sobre condições de tráfego, valores de pedágio, solicitação de apoio nas rodovias e acesso à ouvidoria.
Após a escolha da opção desejada, o atendimento pode ser finalizado de forma automática ou encaminhado ao Centro de Controle Operacional (CCO), responsável por dar continuidade ao suporte quando necessário. Em situações de urgência, o atendimento é direcionado imediatamente a um operador humano.
O canal também permite o compartilhamento da localização em tempo real pelo WhatsApp, o que facilita a identificação do ponto exato onde o usuário se encontra nas rodovias administradas pela concessionária.
Segundo a empresa, a mudança busca ampliar os canais de comunicação com os motoristas e tornar o atendimento mais ágil e acessível.
Ao Diário do Transporte, o ministro das Cidades, Jader Filho, disse que uma das prioridades do PAC para 2026 serão os BRTs Metropolitanos em diversas partes do País e usou exemplo de Belém
ADAMO BAZANI
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou semana a compra de mais ônibus 0 km articulados para a Mobi-Rio, empresa pública do sistema municipal. Estes veículos vão se integrar ao projeto BRT (Bus Rapid Transit) Metropolitano entre a Baixada Fluminense e a capital.
A declaração foi feita durante vistoria às obras do Terminal Margaridas, que terá acesso direto pela Rodovia Presidente Dutra e Avenida Brasil, e vai ser o ponto de integração entre os ônibus da Mobi-Rio e os que virão das cidades vizinhas.
Ao todo, serão cerca de 50 ônibus da empresa municipal que vão compor o sistema.
A promessa é de início da operação da primeira fase neste primeiro semestre de 2026. Mas, todo o sistema deve estar em pleno funcionamento somente entre 2028 e 2029.
O BRT Metropolitano do Rio de Janeiro deve servir a capital e os municípios de Belford Roxo, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.
Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, mais de 1 milhão de pessoas se deslocam entre diversos meios de transporte da Baixada Fluminense para a capital todos os dias. Somente de ônibus, são cerca de 200 mil pessoas que vêm para o Centro da cidade do Rio, provenientes da Rodovia Presidente Dutra, em 34 linhas intermunicipais, com cerca de 299 ônibus, pagando tarifas que variam de R$11,15 até R$ 17,95. Muitos gastam até quatro horas do dia no percurso de ida e volta para o trabalho. A promessa é a criação do BUM (Bilhete Único Metropolitano) que vai permitir que o passageiro pague uma só tarifa em diferentes meios de transportes, integrando com um mesmo valor, menor que os atuais, os ônibus que saem das cidades vizinhas da capital e o sistema municipal fluminense, incluindo os outros corredores BRTs locais, os ônibus comuns e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
A criação do BRT Metropolitano dará mais agilidade para o cidadão, com redução de tempo de viagem vai diminuir em cerca de 300 ônibus intermunicipais paradores, que trafegam diariamente na Avenida Brasil, pela proposta. Ou seja, todas as linhas intermunicipais que chegam até o centro do Rio de Janeiro vão ser cortadas no Terminal Margaridas, onde os passageiros terão de descer e seguir nos ônibus de responsabilidade da capital.
O Terminal Margaridas fará a ligação com redução de até 50% no tempo de viagem – entre a Baixada Fluminense e o sistema de BRT, promete a gestão Paes.
Além disso, o Terminal Margaridas terá em sua infraestrutura uma garagem para inspeção e abastecimento dos ônibus, com 1,2 mil metros quadrados, e um galpão de lavagem de 750 metros quadrados.
O planejamento inclui a construção de terminal para desembarque dos ônibus alimentadores e uma plataforma de embarque de 3,2 mil metros quadrados, com acesso exclusivo para o BRT com 478 metros quadrados. Haverá sanitários, passarela de pedestres, estrutura acessível e pátio planejado para organização e eficiência da operação.
BRTs METROPOLITANOS NO RIO DE JANEIRO, PROMESSAS ANTIGAS:
Já em 2015, o Diário do Transporte mostrava que o estado do Rio de Janeiro já tinha planos de estruturas os transportes metropolitanos com eixos para ônibus de maior capacidade e velocidade (BRT – Bus Rapid Transit).
Na ocasião, foram anunciadas perspectivas de nove ligações.
Destes nove BRTs, quatro seriam nas regiões de Niterói e São Gonçalo, com ligações, por exemplo, entre a BR 101 e terminal Manilha, terminal Araribóia e terminal Alcântara, Tiboró e Maricá. Além destes espaços, foi apresentado um BRT cujo percurso compreende a ponte Rio – Niterói.
Para a Baixada Fluminense, foram apresentadas quatro propostas que incluem ligações até Petrópolis, entre Belford Roxo e Duque de Caxias, pela Via Light e rodovia Presidente Dutra.
Relembre:
BRTs METROPOLITANOS: CAMINHOS PARA MOBILIDADE E PARA GOVERNADORES CONSEGUIREM VERBAS FEDERAIS:
Ao Diário do Transporte, em novembro de 2025, o ministro das Cidades, Jader Filho, disse que uma das prioridades do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para 2026 serão os BRTs Metropolitanos em diversas partes do País e usou exemplo do sistema recém-implantado em Belém e cidades vizinhas.
Organismos de financiamento internacionais como a JICA, Agência de Cooperação Internacional do Governo Japonês, que coordena Assistência Oficial ao Desenvolvimento, inclusive em outros Países.
O então embaixador japonês, Teiji Hayashi, que esteve em Belém (PA), no dia 19 de novembro de 2025, disse que a JICA deve financiar mais sistemas de corredores de ônibus rápidos que ligam diferentes cidades no Brasil, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit) Metropolitanos, devido a inclusão econômica e social que este tipo de infraestrutura de transportes pode proporcionar, além de melhorar os deslocamentos em si.
Relembre:
Em cobertura à COP30, em Belém, o Diário do Transporte visitou o sistema de ônibus e conversou com o diretor-geral da Arcon (Agência de Regulação de Serviços Públicos do Governo do Pará), Eduardo de Castro Ribeiro, que disse que a inclusão social com o BRT Metropolitano da região se deu porque das cidades de Santa Isabel, Santa Bárbara do Pará e Castanhal não havia ligação metropolitana alguma com a capital. As pessoas gastavam quase R$ 40 para se deslocar em vans inseguras para terem acessos a emprego, renda, lazer, educação e serviços de saúde mais aprimorados, disponíveis apenas em Belém.
Além disso, segundo Ribeiro, as obras do BRT Metropolitano de Belém permitiram uma readequação da BR-316, por onde passa, eliminando cruzamentos perigosos com passagens subterrâneas e passarelas. O trecho chegou a ser considerado um dos mais letais em rodovias do Brasil.
Relembre:
Ainda na cobertura do Diário do Transporte à COP30, o Ministro das Cidades, Jader Filho, disse que justamente pela carência de mobilidade com mais qualidade em ligações entre diferentes cidades numa mesma região e pelo caráter de integração e inclusão que estes sistemas podem ter, os BRTs Metropolitanos estão entre os focos de financiamento, estudos e planejamentos da pasta e que modelo de Belém deve ser replicado pelo país.
Relembre:
A presidente da Eletra Industrial, Milena Romano, que forneceu os veículos elétricos do sistema, os mesmos que foram usados para os transportes oficiais de delegações na COP30, afirmou que a empresa não somente vendeu os ônibus, mas auxiliou em todo o projeto de eletrificação dos transportes metropolitanos do Pará, que começou do zero.
“Por ter origem em um grupo operador de transportes de 115 anos, com forte atuação em corredores metropolitanos, inclusive no Corredor ABD, que foi ‘case’ também na COP30, a Eletra tem todo o conhecimento, não apenas dos veículos, mas técnico de implantação e como melhor operar os BRTs elétricos Brasil afora” – disse
A empresária completou também que o fato de os ônibus serem elétricos contribuem ainda mais para o cidadão se sentir incluído.
“A ligação por ônibus rápidos, por si só, já traz vantagens enormes e dá acesso ao cidadão a serviços básicos. Os modelos elétricos ampliam o bem-estar do cidadão. São veículos não poluentes, que trepidam bem menos, quase não geram ruídos, têm ar-condicionado. O cidadão precisa se sentir valorizado nos transportes públicos. Quando os ônibus elétricos são feitos no Brasil, como os da Eletra, há outros ganhos essenciais: é emprego, renda, oportunidade e arrecadação gerados aqui no Brasil” – complementa Milena Romano.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Downgrade: o consumidor compra um serviço e acaba recebendo outro de padrão inferior
Resolução da ANTT define prazos, assistência e reembolso quando o serviço prestado é inferior ao contratado no transporte rodoviário; confira seus direitos
ALEXANDRE PELEGI
Casos recentes voltaram a jogar luz sobre um problema antigo do transporte de passageiros: o downgrade, quando o consumidor compra um serviço e acaba recebendo outro de padrão inferior. Um dos exemplos mais comentados foi o relato da atriz Ingrid Guimarães, que afirmou ter sido obrigada, em um voo internacional, a trocar um assento em cabine premium por um lugar na classe econômica para acomodar um terceiro passageiro. Situações semelhantes também envolveram famílias brasileiras em viagens aéreas ao exterior, reacendendo o debate sobre direitos do consumidor.
Na aviação, o downgrade costuma estar associado a problemas técnicos na aeronave ou ao overbooking — prática em que companhias vendem mais passagens do que a capacidade do voo. Embora não exista uma “lei do downgrade” específica, o Código de Defesa do Consumidor garante o reembolso da diferença quando o serviço contratado não é entregue.
Mas e no transporte rodoviário interestadual? O que acontece quando o passageiro compra uma categoria de ônibus e, por força de um imprevisto, acaba viajando em outra inferior?
Segundo o advogado e consultor Ilo Löbel da Luz, a lógica no transporte rodoviário é distinta da observada no transporte aéreo.
“No transporte rodoviário não existe overbooking como prática comercial. O downgrade pode ocorrer por imprevistos operacionais, como uma quebra mecânica, um acidente ou até a interdição de uma rodovia, que obrigam a troca do veículo no meio da viagem”, explica.
Essas situações passaram a ser tratadas de forma mais objetiva com a Resolução ANTT nº 6.033/2023 – Novo Marco Legal do TRIP, que consolidou direitos dos passageiros e deveres das empresas. De acordo com Ilo, um dos pontos centrais da norma é o prazo máximo para a resposta da operadora. “A partir da interrupção da viagem, a empresa tem até três horas para garantir a continuidade do transporte. Esse é o marco regulatório da responsabilidade”, afirma.
Ultrapassado esse limite, as obrigações aumentam. “Se passar das três horas, a empresa passa a ser obrigada a fornecer alimentação e, se a viagem não puder seguir no mesmo dia, também hospedagem e traslado”, detalha o consultor.
A resolução também trata diretamente das situações em que o veículo de socorro não corresponde ao padrão originalmente contratado. Segundo Ilo Löbel da Luz, a prioridade da norma é evitar que o passageiro fique retido na estrada. “Por isso, ela admite a troca de classe do veículo, tanto para melhor quanto para pior.”
Quando a substituição resulta em um serviço superior, não há impacto financeiro para o usuário. “Se o passageiro comprou um serviço Convencional e o ônibus de resgate é um Leito, por exemplo, ele segue viagem com mais conforto, sem pagar nada a mais”, explica.
Já nos casos de downgrade, a regra é objetiva. “Se o veículo de apoio for inferior ao contratado, como a troca de um Leito por um Convencional, a viagem segue para não interromper o deslocamento, mas a empresa deve devolver a diferença do valor pago pela passagem”, afirma.
Além de reforçar as obrigações das operadoras, a Resolução 6.033/2023 também trouxe instrumentos operacionais para lidar com situações emergenciais. Um dos pontos destacados por Ilo é o Artigo 180, que autorizou expressamente o uso de veículos de fretamento no apoio ao serviço regular. “Isso mudou completamente a dinâmica. Antes, a empresa precisava deslocar um ônibus próprio, muitas vezes vindo de longe, o que fazia o prazo de três horas estourar e gerava custos elevados com hotel e logística”, observa.
Com a nova regra, o cenário se tornou mais flexível.
“Agora, a empresa pode ter parceiros de fretamento cadastrados ao longo da rota. Deu problema? Aciona um parceiro local, resolve a situação rapidamente e reduz o impacto para o passageiro.”
Na avaliação do consultor, a norma criou um equilíbrio mais claro entre direitos e deveres. “Para o passageiro, o downgrade continua sendo um incômodo, mas acontece dentro de regras objetivas, com direito a reembolso e assistência. Para as empresas, a resolução apertou a cobrança, mas também ofereceu ferramentas inteligentes para quem planeja bem a operação.”
E conclui: “No fim das contas, mobilidade inteligente não é só ter frota nova. É saber reagir quando tudo sai do planejado.”
Em tempo: Ilo Löbel da Luz é advogado e consultor no setor de Transporte Rodoviário de Passageiros ([email protected])
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes