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Prefeitura de Rio das Ostras (RJ) reforça controle sobre veículos de turismo na alta temporada

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Fiscalização intensificada nos fins de semana busca impedir circulação e estacionamento irregulares no município

YURI SENA

A Prefeitura de Rio das Ostras ampliou as ações de fiscalização voltadas a veículos de turismo durante os fins de semana do período de alta temporada. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Transporte Público, Acessibilidade e Mobilidade Urbana, em conjunto com a Coordenadoria Municipal de Fiscalização (Comfis), e tem como foco coibir a entrada e a permanência de ônibus, micro-ônibus e vans sem autorização na cidade.

No último fim de semana, dois veículos foram autuados por descumprimento das normas municipais.

No sábado (17), um ônibus foi identificado circulando de forma irregular na região de Costazul e acabou multado. No domingo (18), outra fiscalização no Centro resultou na aplicação de penalidades e na retirada de um segundo veículo do município. As infrações renderam multas superiores a R$ 6 mil, além de outras sanções previstas em lei.

De acordo com a administração municipal, o reforço da fiscalização tem como objetivo manter a organização do trânsito, garantir a segurança de moradores e turistas e assegurar o cumprimento da legislação local. O secretário de Transporte Público, Alexandre Pitombo, ressaltou que a atuação é contínua e ganha ainda mais relevância nos períodos de maior movimento. Segundo ele, a fiscalização também tem caráter preventivo e educativo, buscando ordenar o fluxo de veículos e preservar a mobilidade urbana.

A Prefeitura também destaca que a divulgação das operações serve para alertar empresas e condutores de que o controle é permanente, reduzindo a reincidência de irregularidades.

Para circular em Rio das Ostras, veículos de turismo devem atender às exigências do Decreto Municipal nº 4.557, que estabelece critérios como vistoria prévia, documentação regular, condições adequadas de segurança e autorização emitida pelos órgãos municipais.

Após a liberação, a circulação é restrita a locais específicos para embarque, desembarque e estacionamento, respeitando o tempo máximo permitido. O não cumprimento das regras pode resultar em multas elevadas e na retirada do veículo da cidade.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Gabigol marca no fim com falha de Hugo Souza, e Santos busca o empate com o Corinthians

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Em clássico realizado na Vila Belmiro, Santos e Corinthians ficaram no empate por 1 a 1, na noite desta quinta-feira (22), pela quarta rodada do Campeonato Paulista.

O Corinthians saiu na frente com Yuri Alberto ainda no primeiro tempo, mas não segurou a vitória por causa de Hugo Souza, que aceitou a falta cobrada por Gabigol já nos acréscimos.

Os dois times chegaram ao terceiro jogo sem vitória no Paulistão e estão empatados com cinco pontos. O Corinthians está em oitavo lugar e o Santos é o décimo por número de gols marcados (5 a 4).

Como foi

O primeiro tempo na Vila Belmiro teve Yuri Alberto como protagonista. Pouco depois de Gabigol ter o gol anulado por impedimento, o atacante do Corinthians foi derrubado por Zé Ivaldo na área e o árbitro assinalou pênalti. Aos dez minutos, o centroavante tirou muito de Gabriel Brazão e mandou para fora.

Mas não demorou para ele se redimir. No lance em que Brazão fez duas defesas, Yuri Alberto ficou com o rebote e chutou rasteiro para colocar o Corinthians na frente, aos 17 minutos. Diante de um Santos pouco eficiente, o Timão valorizou a posse de bola na sequência do primeiro tempo e garantiu a vitória parcial.

O panorama não mudou depois do intervalo. O Santos continuou com dificuldades para criar lances de perigo e levou dois sustos. Yuri Alberto cruzou rasteiro na pequena área e Raniele por muito pouco não completou. Na sequência, André arriscou de fora e a bola saiu pela linha de fundo.

O Peixe esboçou uma pressão na reta final e foi recompensado nos acréscimos. Aos 47, Gabigol soltou o pé em uma falta perto da área e contou com falha de Hugo Souza para deixar tudo igual.

Classificação no Paulistão:

  • Santos: 10º colocado, com 5 pontos

  • Corinthians: 8º colocado, com 5 pontos

Próximos jogos do Santos:

Próximos jogos do Corinthians:

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SuperVia define esquema de trens para ensaios no Sambódromo e grandes blocos

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Foto: Supervia/Divulgação

Horários especiais incluem viagens extras de madrugada e reforço nos ramais para eventos do fim de semana

ARTHUR FERRARI

A SuperVia anunciou uma programação diferenciada de trens para atender o público que vai participar dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro (RJ), e dos megablocos previstos para este fim de semana. A operação especial começa na sexta-feira (23) e segue até domingo (25), com reforço principalmente no retorno dos eventos.

Para os ensaios técnicos no Sambódromo, a concessionária disponibilizará trens extras durante a madrugada, partindo da estação Central do Brasil em direção aos ramais Santa Cruz, Japeri, Saracuruna e Belford Roxo. As últimas viagens estão programadas para ocorrer cerca de uma hora após o término das atividades na Sapucaí.

Na madrugada de sexta-feira (23) para sábado (24), os trens sairão da Central do Brasil nos seguintes horários:
– Santa Cruz: 0h, 1h45 e 3h30
– Japeri: 0h20, 2h e 3h40
– Saracuruna: 0h, 1h45 e 3h30
– Belford Roxo: 3h40

No sábado (24), as partidas programadas da Central do Brasil serão:
– Santa Cruz: 22h30 e 1h
– Japeri: 22h50 e 1h10
– Saracuruna: 22h30 e 1h

Já no domingo (25), os horários definidos são:
– Santa Cruz: 22h30 e 1h
– Japeri: 22h50 e 1h10
– Saracuruna: 22h30 e 1h
– Belford Roxo: 1h10

Durante os ensaios técnicos, a estação Central do Brasil permanecerá aberta para embarque e desembarque ao fim dos eventos. As demais estações do sistema ferroviário funcionarão apenas para desembarque de passageiros.

Além da operação voltada aos ensaios na Sapucaí, a SuperVia também vai reforçar a circulação de trens por conta dos megablocos. No sábado (24), durante a ida para o Chá da Alice, entre 6h e 8h, os ramais Japeri e Santa Cruz terão intervalos reduzidos para 15 minutos. No retorno, entre 15h e 20h, as composições sairão da Central do Brasil com intervalo médio de 20 minutos para esses dois destinos.

No domingo (25), o esquema será semelhante para o Bloco da Lexa, com intervalos de 15 minutos na ida, das 6h às 8h, e de aproximadamente 20 minutos na volta, entre 15h e 20h, nos ramais Japeri e Santa Cruz. Para atender o público do bloco Caxias Water Planet, haverá um trem extra com saída da Central do Brasil às 7h30, realizando parada exclusiva na estação Duque de Caxias (RJ).

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Piracicabana apresenta ônibus elétrico chinês da CRRC para Santos (SP) e prefeitura anuncia congelamento de tarifa até 2028

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Aquisição foi facilitada pela parceria firmada entre o Grupo Comporte e a fabricante por causa da concessão da linha 7-Rubi e do TIC – Trem Intercidades. Distrito Federal terá a maior parte da frota

ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena

A Viação Piracicabana, do Grupo Comporte, liderado pela família do fundador da GOL Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira (Nenê Constantino), apresentou nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, um ônibus 100% elétrico fabricado pela empresa chinesa especializada em ferrovias, a CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation).

Na ocasião, o prefeito Rogério Santos, anunciou o congelamento da tarifa do sistema de linhas municipais em R$ 5,25 até 2028.

“Desde agosto de 2021, a Prefeitura destina verba para o subsídio financeiro da tarifa. O valor pago pelo usuário, de R$ 5,25, permanece inalterado desde fevereiro de 2023 e seguirá congelado até o final de 2028, conforme já anunciado pela Administração Municipal”. – disse

A aquisição de ônibus da CRRC foi facilitada pela parceria firmada entre o Grupo Comporte e a fabricante por causa da concessão da linha 7-Rubi e do TIC – Trem Intercidades entre a capital paulista e o interior de São Paulo, que formaram o Consórcio TIC-Trens.

Para o sistema do Distrito Federal, a Piracicabana, segundo o governo, vai disponibilizar 90 ônibus do mesmo modelo.

Ônibus com a pintura do Distrito Federal

A frota deve ser entregue ao longo deste ano de 2026 e uma unidade circulou em testes em Brasília.

No caso de Santos (SP), o novo elétrico começou a circular nesta quinta-feira (22). Durante a semana, funciona na linha 20, que liga o Centro (Praça Mauá) ao Gonzaga (Praça da Independência). Já aos finais de semana, circulará nas linhas 25/52, no trajeto José Menino/ferry boat/Centro/Av. Pinheiro Machado. O carregamento total da bateria leva entre duas e três horas.

O veículo, de origem chinesa, tem baterias com autonomia de 220 quilômetros, capacidade padrão, com 28 assentos, além de espaço reservado para cadeiras de rodas e até 62 passageiros em pé. No quesito acessibilidade, conta com piso baixo (low-entrance), rampa manual na porta central e sistema de ajoelhamento da suspensão (ECAS). O modelo também é equipado com ar-condicionado elétrico.

Durante a apresentação do modelo, na manhã desta quinta-feira, na Praça Mauá, o prefeito Rogério Santos destacou que, ainda este ano, serão realizados estudos com base no novo ônibus elétrico, visando ampliar a opção no sistema de transporte coletivo. “Para avaliar sua eficiência, a redução do consumo de energia e também a questão da mobilidade, pois ele não produz ruído, é muito menos poluente e oferece conforto”. – disse, de acordo com nota à reportagem do Diário do Transporte.

Ainda de acordo com a prefeitura, o primeiro ônibus 100% elétrico do sistema municipal de Santos entrou em operação em agosto de 2017. Com a incorporação do novo veículo, a frota geral passa a contar com 224 coletivos e apresenta idade média de 3,49 anos, índice entre os mais baixos do País — a média nacional varia entre sete e oito anos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Yuri Sena

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Furtos de cabos e equipamentos no Metrô de São Paulo aumentam em janeiro, preocupam funcionários e afetam serviços para os passageiros

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Flagrante homem pulando a grade do Metrô, perto da Estação Penha após furto. Trilhos com equipamento do sistema de controle (cor amarela) e já sem, depois do furto

Maior parte das ações ocorreu no trecho leste da linha 3-Vermelha. Flagrantes mostram invasão aos trilhos e danos no sistema. Estatal diz que vai investir em “barreira eletrônica” e que viaturas de Polícia Militar vão ser distribuídas nos pontos mais críticos. No último sábado (17), houve até paralisação de parte da linha

ADAMO BAZANI

Colaboraram Vinícius de Oliveira, Yuri Sena e Arthur Ferrari

OUÇA AS ENTREVISTAS NA ÍNTEGRA

FÁBIO SIQUEIRA NETTO – DIR.OPERAÇÕES METRÔ

ALEX SANTANA FENAMETRO

Um aumento de furtos de cabos e equipamentos do Metrô de São Paulo neste mês de janeiro de 2026 em relação à média habitual tem preocupado funcionários e afeta a prestação de serviços aos passageiros.

A própria estatal admite, diz que vai intensificar as ações de segurança, inclusive com investimentos em novas tecnologias, e que viaturas da Polícia Militar vão ser distribuídas nos pontos mais críticos, do lado externo da rede.

O Diário do Transporte recebeu imagens de flagrantes que mostram invasão aos trilhos e danos no sistema. No último sábado, 17 de janeiro de 2026, houve até paralisação de parte da linha entre as estações Itaquera e Carrão desde 19h até a madrugada.

De acordo com os funcionários e o diretor de Operações do Metrô São Paulo, Fabio Siqueira Netto, a maior parte das ações, até agora, ocorreu no trecho leste da linha 3-Vermelha e realmente houve aumento do total de ocorrências.: 17 no período de um ano, mas em janeiro de 2026 fugiu da média, mais que dobrando.

“A gente às vezes tem um caso por mês, dois casos por mês, mas de novo, de tentativas de furtos que muitas vezes são frustradas pela nossa ação, mas nós tivemos recentemente, agora nessas duas últimas semanas, um aumento, cerca de quatro, cinco ocorrências, sendo que uma delas foi essa que causou esse transtorno para gente na linha 3”. – disse

Uma relação feita pela comissão de funcionários mostra casos seguidos, praticamente diários – VEJA MAIS ABAIXO

Entre as imagens recebidas pelo *Diário do Transporte,* uma delas, a primeira na edição feita pela reportagem, mostra um homem saindo dos trilhos e pulando da grade já para a fora. O caso ocorreu no último dia 07 de janeiro de 2026 na região da Estação Penha.

O outro trecho do vídeo mostra os operadores e a equipe de segurança procurando homens que também invadiram o sistema para levar os cabos e equipamentos. O caso ocorreu na última segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, após as 5h.

Em seguida, é possível ouvir um outro diálogo, entre equipes de segurança e condutores do Metrô relatando a busca por suspeitos. É que no mesmo dia, às 13h50, entre Penha e Carrão, ocorreu uma nova tentativa de furto. Um homem foi detido. Foi necessário até desligar a energia da via por alguns momentos.

Em outras imagens é possível ver que, nos mesmos trechos, também na zona Leste, os trilhos aparecem sem uns equipamentos no meio de cor amarela. São chamados de “scanners”, que integram o chamado CBTC, que é o sistema responsável pelo controle do trem e comunicação eletrônica entre as composições e a Central de Controle. O CBTC ainda está em implantação em toda a extensão da linha 3. O scanner “corrige” a localização do trem fazendo uma leitura de outro equipamento que fica embaixo do trem (por isso que se chama scanner) e identifica a posição exata da composição e manda para a central a correção, se necessário.

O vice-presidente da Fernametro (Federação Nacional dos Metroferroviários), Alex Santana Vieira, conversou com o Diário do Transporte e classificou a situação como preocupante, e disse que faltam mais funcionários no Metrô.

“Essa sequência de furtos escancara a falta grave de funcionários do metrô. Faltam agentes de segurança para viaturas e abordagens, operadores para drones e monitoramento da via, equipes suficientes de manutenção para reduzir vulnerabilidade do sistema e trabalhadores nas estações para garantir o atendimento enquanto as ocorrências são geridas. Ao invés de abertura de concurso público, a empresa insiste em contratos precarizados de vigilância e PMs em horas extras, que não atendem nem as demandas operacionais internas nem as ocorrências criminosas” – disse.

Segundo o diretor do Metrô, equipes são essenciais, mas atualmente, investir em mais tecnologia tem resultados melhores. Fábio Siqueira detalhou uma espécie de “barreira eletrônica” que está sendo implantada, como câmeras, sensores e outros itens de alerta e monitoramento. – VEJA MAIS ABAIXO FOTOS DOS EQUIPAMENTOS:

Existem várias tecnologias que podem implementar isso, não existe uma única isolada, consegue fazer até por fibras óticas que estão instaladas na nossa extensão e se há uma vibração diferente, por exemplo no muro ou em qualquer barreira, ela consegue detectar em que momento que essa vibração aconteceu e ela indica precisamente o ponto onde aconteceu e a gente consegue chegar lá. Toda vez que a gente é acionado porque ou alguém viu uma intrusão ou nosso sistema percebeu a intrusão, a gente consegue chegar em até cinco minutos no local e evitar que aquele furto aconteça

Para Alex Santana, da Fenametro, a situação piorou com a terceirização da segurança.

“Essa situação é consequência direta da política da direção do metrô e do governo do estado de Tarcísio de Freitas, que aposta em privatizações, terceirizações e redução de quadro, sucateando o serviço público, fragilizando a segurança operacional e colocando em risco passageiros, trabalhadores e toda a operação”.

RELAÇÃO DE CASOS:

7/1 – 18h próximo de Penha (vídeo indivíduo na grade)

9/1 – 17h trecho de Penha (queda de rede, comunicação etc – ficou assim até dia 13/1) – conta como três ocorrências notáveis

10/1 – 14h próximo da Estação Carrão;

12/1 – 11h próximo da Estação Vila Matilde;

13/1 – 5:30h (30min após conserto, novo furto entre Penha e Carrão e queda do sistema de novo)  – CONTAM DUAS OCORRÊNCIAS NOTÁVEIS

14/1 – entre 6 e 7h, novo furto próximo da Estação Carrão;

17/1 – 19h – Tatuapé a Itaquera sem circulação – roubo entre Carrão e Penha; – O CASO MAIS GRAVE ATÉ AGORA

18/1 – 4h40 – com a manutenção ainda na via, entraram pra roubar – segurança foi acionada e fugiram;

18/1 – 20h, entre Penha e Carrão, novo furto, encontraram faca e cabos soltos;

19/1 – 5h25 – entre Penha e Carrão, novo furto;

19/1 – 13h50, entre Penha e Carrão, nova tentativa de furto, indivíduo capturado;

20/1 – 12h30h- indivíduo mexendo em cabos próximo à estação Artur Alvim

Os casos na linha 3 se concentram principalmente nos trechos descobertos, na zona Leste, que formam 12 km dos cerca de 23 km de toda a extensão.

FOTOS DOS EQUIPAMENTOS DA BARREIRA ELETRÔNICA

TRANSCRIÇÕES NA ÍNTEGRA:

ALEX SANTANA FENAMETRO

Essa sequência de furtos escancara a falta grave de funcionários do metrô. Faltam agentes de segurança para viaturas e abordagens, operadores para drones e monitoramento de CFTV da via, equipes suficientes de manutenção para reduzir vulnerabilidade do sistema e trabalhadores nas estações para garantir o atendimento enquanto as ocorrências são geridas. Essa situação é consequência direta da política da direção do metrô e do governo do estado de Tarcísio de Freitas, que aposta em privatizações, terceirizações e redução de quadro, sucateando o serviço público, fragilizando a segurança operacional e colocando em risco passageiros, trabalhadores e toda a operação. Ao invés de abertura de concurso público, a empresa insiste em contratos precarizados de vigilância e PMs em horas extras, que não atendem nem as demandas operacionais internas nem as ocorrências criminosas. E agora, com essa situação, o metrô mandou seguranças contrariarem os próprios procedimentos e fazerem rondas com patinete eletrônico na rua, o que já gerou acidentes. A companhia precisa de investimentos tanto para contratações, melhores condições e tecnologia, aperfeiçoamento da infraestrutura do cabeamento e parceria com a polícia civil para investigar essa situação.

FÁBIO SIQUEIRA NETTO – DIR.OPERAÇÕES METRÔ

ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte recebeu uma série de relatos sobre roubos e furtos de cabos e equipamentos no metrô de São Paulo, principalmente agora entre a primeira quinzena agora desse mês, também nessa segunda quinzena deste mês de janeiro, foram relatos praticamente quase quase todos os dias de tentativas ou mesmo furtos e roubos consumados. A pior situação que a gente recebeu é do trecho leste da linha 3 vermelha. Em reuniões periódicas, ontem, nesta quarta-feira, dia 21, o tema também foi abordado pela direção do metrô e bate um papo aqui com a gente o diretor de operações do metrô de São Paulo, Fábio Siqueira Netto, que vai comentar com a gente essas ocorrências, o que está sendo feito, o que a população também pode fazer para ajudar a evitar. Fábio, realmente nesse mês de janeiro em comparação a outras ocasiões, vocês notaram aumento das ocorrências na linha 3 vermelha ou nas demais linhas também do metrô?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Primeiro boa tarde, você e todos os seus espectadores, seus ouvintes, a resposta é sim, de fato no mês de janeiro a gente percebeu um acréscimo dessas ocorrências, fugindo de uma curva conhecida de números mas a gente tem tomado todas as providências para minimizar que essas ocorrências continuem acontecendo.

ADAMO BAZANI: Esse acréscimo foi mais ou menos de quantas ocorrências, quantos por cento, já tem algum levantamento, mesmo que seja parcial?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: A gente tem essa percepção, a gente tem um histórico de um ano de 17 ocorrências nesse período, todas elas não causaram impacto na operação comercial, apenas essa última recente, que acho que o foco e provocou esse bate-papo com a gente, mas assim, a gente tem uma atuação muito efetiva quando a gente fala de ocorrências de furtos de cabo. Só para você ter uma ideia, mais de 50% das tentativas de furtos elas são frustradas pelas nossas ações, das nossas seguranças, nossos sistemas que monitoram, e pequena parcela delas é que de fato se transforma em algum tipo de transtorno, tanto é que foi apenas essa do sábado que vocês presenciaram.

ADAMO BAZANI: Certo, o senhor falou em ocorrências, isso só no trecho leste da linha 3 ou em toda a rede?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Não. É o alvo dessas pessoas que fazem furto e é bom a gente distinguir que é o que acontece em nosso ambiente não é um roubo, porque o roubo seria alguma coisa um pouco mais agressiva, são casos de tentativas de furtos, mas esses números se referem de fato ao trecho da linha 3 leste, principalmente aquela área onde a nossa via fica no nível da rua, que de certa forma favorece um pouco a intrusão nessa região. Também acho que é interessante a gente falar que nós estamos dizendo um trecho de 12 quilômetros de via, e são 12 quilômetros sendo que se a gente considerar que os dois lados podem ser usados para intrusão, nós estamos falando de um perímetro total de 24 quilômetros de extensão de via onde essas situações acontecem, nunca se repetiram nos mesmos locais, mas elas aconteceram nesses 24 quilômetros de perímetros de via desde a estação Tatuapé até a estação Itaquera.

ADAMO BAZANI: Aproximadamente a linha 3 vermelha na extensão tem quantos quilômetros? Contando não ida e volta, não os dois lados, contando só um tiro digamos assim.

FÁBIO SIQUEIRA NETO: A linha 3 de Barra Funda a Itaquera tem entre 22 e 23 quilômetros na extensão total e esse trecho de céu aberto é metade da linha.

ADAMO BAZANI: 2025, 17 ocorrências foi a média ou é o total?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Foram 17 ocorrências entre 2025 até janeiro de 2026, até este momento que nós estamos conversando, foram 17 ocorrências naquela região que nós estamos falando que é da estação Tatuapé a estação Itaquera.

ADAMO BAZANI: A média é mais ou menos de quantas ocorrências? Sei que pode variar um pouquinho mas só para a gente ter uma noção desse aumento, a média normalmente é de quanto?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: A gente às vezes tem um caso por mês, dois casos por mês, mas de novo, de tentativas de furtos que muitas vezes são frustradas pela nossa ação, mas nós tivemos recentemente, agora nessas duas últimas semanas, um aumento, cerca de quatro, cinco ocorrências, sendo que uma delas foi essa que causou esse transtorno para gente na linha 3.

ADAMO BAZANI: Como prevenir? A gente sabe que sim, existem equipes de segurança do metrô, a gente sabe que há um monitoramento tanto por agentes de segurança tanto por videomonitoramento, enfim, toda uma tecnologia também que ajuda nesse monitoramento, mas os casos estão acontecendo e houve esse aumento. Já se sabe, mesmo que de uma maneira prematura ou parcial, o porquê de ter aumentado de maneira expressiva justamente esse mês e o que fazer para remediar esse aumento e reforçar as ações para evitar novas?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Acho que o que é importante assim, a questão de furtos de cabo é um problema que já tem na cidade há muitos anos e quando isso começou a ficar um pouco mais intenso, antes até da pandemia, a gente fez investimentos muito pesados para poder segregar a nossa via e dificultar esse tipo de acesso. Então só para você ter uma ideia, nos últimos cinco anos nós fizemos toda uma instalação de muros novos daquela região Tatuapé até Itaquera na divisão com a CPTM e elevamos o muro na interface com a Radial Leste, isso tudo praticamente, como falei são 24 quilômetros em que a gente levantou esses muros para dificultar o acesso. Fora isso também a gente tem essa questão das câmeras, a tecnologia como você falou. Nós temos também drones que fazem sobrevoos em todo esse trecho, nós temos três drones que sobrevoam essa região com frequência com câmeras de sensibilidade térmica para perceber uma invasão, então existe uma série de ações que são feitas com relação ao furto, dá até para a gente distribuir essas ações em dimensões. Como a tipificação do crime era uma tipificação bem simples, as pessoas logo voltavam para as ruas. No ano passado nós trabalhamos fortemente com todas as operadoras de metrô por meio da ANPTrilhos, que é a nossa agência nacional de empresas que transportam pessoas sobre trilhos e a gente conseguiu mudar no código penal a tipificação desse crime de furto ou roubo de cabos. Então hoje uma pessoa que for flagrada, que for detida, ela tem uma pena que pode variar de 2 a 15 anos de prisão, então nós não atuamos só na tecnologia, não atuamos só no processo, atuamos também no ambiente legal nesse tempo todo, mas evidentemente, da mesma forma que encontram-se novas formas de se furtar, a gente também caminha para novas formas de evitar, então o que a gente está trabalhando agora para melhorar ainda mais a segurança é uma espécie de barreira eletrônica nessa extensão toda, nesses 24 quilômetros, para que a gente possa 24 horas por dia, sete dias por semana, conseguir identificar qualquer tipo de intrusão que aconteça no nosso sistema.

ADAMO BAZANI: Essa barreira eletrônica funcionaria como?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Existem várias tecnologias que podem implementar isso, não existe uma única isolada, consegue fazer até por fibras óticas que estão instaladas na nossa extensão e se há uma vibração diferente, por exemplo no muro ou em qualquer barreira, ela consegue detectar em que momento que essa vibração aconteceu e ela indica precisamente o ponto onde aconteceu e a gente consegue chegar lá. Toda vez que a gente é acionado porque ou alguém viu uma intrusão ou nosso sistema percebeu a intrusão, a gente consegue chegar em até cinco minutos no local e evitar que aquele furto aconteça. Nós temos vários casos, mais da metade dos casos de tentativa de furtos, eles são frustrados com a ajuda dos agentes de segurança que chegam no local muito rapidamente, evitando que o dano aconteça.

ADAMO BAZANI: Esses contratos de segurança, o senhor acha que podem ser melhorados? Porque uma parte é de segurança do próprio metrô e outra parte é de segurança privada, segurança terceirizada. Há possibilidade de criar aditivos a esses contratos, enfim, também melhorar o que já tem em relação a contratual?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Melhorar você consegue melhorar em todas as dimensões, não só nessa parte, mas o que a gente vê principalmente hoje é que não é uma questão mais de empenhar esforço humano no monitoramento ou no combate, porque esse esforço humano, de novo, estamos falando de 24 quilômetros de perímetro, imagina a quantidade de pessoas que nós precisaríamos aplicar para poder monitorar 24 horas por dia, sete horas por semana, 24 quilômetros de extensão, então essa é uma linha que nos dias de hoje, na forma como está hoje, o acesso ou a vontade dos indivíduos de entrar no nosso sistema, não dá para pensar em recursos dedicados humanos, a gente precisa realmente lançar mão daquilo que tem de tecnologia que nos proporciona uma efetividade, uma rapidez nessa detecção e aí sim, com esse sistema detectando a gente desloca estrategicamente as pessoas para aquele ponto para evitar que o cabo seja furtado.

ADAMO BAZANI: E a integração com forças policiais, quer dizer, não só evitar que a pessoa já esteja dentro da rede mas evitar que ele se aproxime. Troca de informações, inteligência investigativa, como é esse contato com a PM e com a Polícia Civil?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Excelente pergunta. É um contato que acontece constantemente, vamos pegar o exemplo mais recente. Em decorrência dessa questão que aconteceu recentemente, a gente já está trabalhando com a Polícia Civil num processo de inteligência para atuar em cima dos receptadores que estão na região. No lado da Polícia Militar, a gente também fechou um acordo e ela vai posicionar estrategicamente algumas viaturas principalmente nesse trecho da Zona Leste, que são os trechos mais sensíveis aos furtos, para que eles nos apoiem também nesse processo de segurança dos cabos.

ADAMO BAZANI: Para a gente finalizar nosso bate-papo também, a gente sabe que existem quadrilhas. O senhor falou da receptação, tudo começa mesmo por quem compra, se não tiver quem compre não tem quem vai roubar. A gente sabe que existem quadrilhas especializadas nisso, algumas quadrilhas são inclusive de atuação nacional, ao mesmo tempo que o que acontece no metrô de São Paulo acontece na CPTM, acontece nas linhas concessionárias de trem metropolitano, teve até alguns casos de trólebus que tiveram equipamentos roubados de rede aérea, e acontece em metrôs e trens de outras cidades e outros estados, SuperVia no Rio de Janeiro, na Metroplan acontece, em BH acontece com a CBTU e em tantos outros locais. Tem uma troca de experiências, de diálogo, entre os metrôs, entre os governos ou está faltando mais isso?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Existe essa troca de informações, é o exemplo que citei para você da ANPTrilhos, é um dos mais claros disso. Quando a gente fez esse movimento para poder tipificar o crime de furto de cabos com uma severidade maior do que existia, isso foi um trabalho feito por N mãos, com todas as operadoras do Brasil indo em Brasília e de alguma maneira se organizando para que isso acontecesse, isso é um exemplo recente de como a gente troca informação, de como a gente está alinhado nessa questão. No que diz respeito da inteligência, o que o metrô consegue fazer e está dentro do papel do metrô fazer é fornecer todas as informações para o pessoal da polícia, da segurança, da inteligência, e aí sim dentro dessa parte o pessoal da polícia sempre tem prestado um grande suporte, feito um grande trabalho nesse sentido para nós, mas a gente de fato compete poder compartilhar essas informações com as autoridades públicas.

ADAMO BAZANI: Inclusive informações de tecnologia, o senhor falou da barreira tecnológica, alguma tecnologia que a CBTU pode estar usando. Aliás isso é algo mais brasileiro ou, por exemplo, a experiência que o senhor tem, essa troca de figurinha que o senhor faz também, o senhor e os outros diretores do metrô, fora do Brasil isso acontece?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: Acontece, a gente sabe que tem históricos, não sei te avaliar se nas mesmas proporções que a gente enfrenta aqui, isso talvez precisaria pedir um estudo um pouco mais aprofundado para fora do Brasil, mas a gente sabe que acontece. Vou dar um exemplo, recentemente nós tivemos em Barcelona, na Espanha, e eles tiveram que cercar todo o pátio de manobra deles justamente para evitar intrusão de pessoas, não só para questão do cabo, mas para outras questões também, então isso não é uma exclusividade do Brasil mas em termos de intensidade talvez seja diferente de um lugar para o outro. Acho que é importante também destacar, mesmo que exista a responsabilidade do poder público, da segurança pública, de ir atrás e a gente colabora com eles, o próprio metrô tem o seu sistema de inteligência que consegue também muitas vezes identificar o ponto onde essa receptação está acontecendo, e junto com o poder de polícia ir lá e fazer a apreensão ou dos cabos ou dos indivíduos, ou ou inclusive fechamento do local como já aconteceu no passado, então esse realmente é um processo que precisa caminhar com muitas mãos, com muita integração de informação, para que a gente possa ter resultados bem efetivos com relação ao furto de cabos.

ADAMO BAZANI: Fábio Siqueira Neto, mais alguma coisa que o senhor queira acrescentar para o ouvinte e leitor do Diário do Transporte e do Podcast do Transporte?

FÁBIO SIQUEIRA NETO: O que eu quero acrescentar é que o nosso passageiro, o seu ouvinte, ele pode ter a segurança que a gente está sempre aqui muito preocupado em fazer o melhor e prestar o melhor serviço para ele. Tudo aquilo que já foi feito, o que está sendo feito, e o que será feito é para que a gente possa sempre oferecer o melhor serviço para o cidadão paulista.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaboraram Vinícius de Oliveira, Yuri Sena e Arthur Ferrari

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Casos de furto em estações e terminais dos Corredores BRT de Campinas (SP) caem 47%, informa levantamento da EMDEC

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Número de casos de vandalismo teve redução de 19%, de 145 ocorrências em 2024 para 117 no ano passado

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) publicou um levantamento em que apresenta uma queda de 47% no número de furtos nas estações e terminais dos Corredores BRT (Bus Rapid Transit – Ônibus de Trânsito Rápido) em Campinas (SP).

A pesquisa também mostra que a quantidade de casos de vandalismo nos mesmos locais reduziu em 19%.

Conforme informado pela prefeitura, foram registradas 66 ocorrências de furtos em 2024 e 35 em 2025. Já o balanço de atos de vandalismo indica 145 ocorrências em 2024 e 117 em 2025. A somatória das ocorrências aponta 211 casos em 2024 e 152 em 2025 – queda geral de quase 28%.

As estações e terminais do BRT contam com sistema de videomonitoramento de segurança, que identifica ocorrências de vandalismo, furto ou evasão da tarifa.

Para reforçar a fiscalização, as câmeras instaladas estão integradas a uma central de monitoramento instalada na sede da EMDEC e ao CCO (Centro de Controle Operacional de Trânsito e Transporte).

O levantamento destaca que, entre os casos de furtos, o alvo principal são os sanitários (portas e torneiras), cabos e fiação. Já em relação aos atos de vandalismo, são diversas as situações envolvendo pichações, vidros quebrados, dentre outras ocorrências.

Confira o número de ocorrências registrado, por corredor:

Corredor BRT Campo Grande

Vandalismo: 88 ocorrências em 2024 / 62 ocorrências em 2025.

Furto: 39 ocorrências em 2024 / 9 ocorrências em 2025.

Total: 198 ocorrências

Corredor BRT Perimetral

Vandalismo: 16 ocorrências em 2024 / 18 ocorrências em 2025.

Furto: 9 ocorrências em 2024 / 3 ocorrências em 2025.

Total: 46 ocorrências

Corredor BRT Ouro Verde

Vandalismo: 41 ocorrências em 2024 / 37 ocorrências em 2025.

Furto: 18 ocorrências em 2024 / 23 ocorrências em 2025.

Total: 119 ocorrências

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Volta ao Brasil? O que sabemos sobre a saída de Casemiro do United e os planos do jogador para o futuro

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Casemiro anunciou nesta quinta-feira (22), que deixará o Manchester United ao final da temporada, quando acaba o seu contrato. Com a notícia de que vai ficar livre no mercado, muitos torcedores se animaram com a possibilidade de um possível retorno ao Brasil.

Porém, apesar dessa expectativa, a ESPN apurou que isso não deve acontecer. Segundo pessoas próximas ao jogador, a chance dele atuar no Brasil neste momento é “quase zero”. Elas não trataram a possibilidade como impossível, mas indicaram ser “pouquíssimo provável”.

Recentemente, o volante, provável titular da seleção brasileira na próxima Copa do Mundo, recebeu ofertas da Arábia Saudita, mas optou por permanecer na Inglaterra.

Para daqui alguns meses, esse destino deve ser novamente descartado, já que os clubes sauditas estão cortando custos e o próprio não se mostrava interessado em atuar no país.

Além disso, Casemiro já foi alvo também de clubes de outras ligas europeias, sua preferência, e também da MLS.

Com o anúncio que ficará livre, a tendência é que mais equipes se interessem pelo atleta, multicampeão pelo Real Madrid e que também teve sucesso durante a passagem pelo United, com os títulos da Copa da Liga Inglesa 2022/23, fazendo inclusive o gol do título, e a Copa da Inglaterra 2023/24.

Os motivos da saída:

A ESPN apurou ainda que a decisão de Casemiro de sair do Manchester United foi tomada em consenso com o clube.

Na nova filosofia da diretoria, o clube não quer ter jogadores veteranos no elenco e com salários altos, caso do volante brasileiro.

Ele também acredita que passa por um fim de ciclo, e já tinha decidido deixar o United depois de quatro anos.

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Casemiro de saída do Manchester United! Brasileiro anunciou que deixará o clube após o final da temporada

Meia divulgou a decisão através das redes sociais nesta quinta-feira (22)

Próximos jogos do Manchester United:

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Agência de Regulação de Pernambuco homologa reajuste de 4,46% nas tarifas de ônibus do Grande Recife

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Foto: Rafael Fernandes/Divulgação

Bilhete Único passa a custar R$ 4,50 a partir de 1º de fevereiro; aumento ocorre enquanto MPPE investiga possíveis irregularidades na aprovação

YURI SENA

O Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), homologou nesta quinta-feira (22) o reajuste de 4,46% nas tarifas de ônibus do Grande Recife. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e estabelece que os novos valores entram em vigor a partir do dia 1º de fevereiro.

Com o reajuste, o Bilhete Único do Anel A, utilizado pela maioria dos passageiros da Região Metropolitana, passa de R$ 4,30 para R$ 4,50. A atualização tarifária também atinge o Anel G e linhas do serviço Opcional, incluindo trajetos de maior distância e linhas intermunicipais.

A homologação ocorre em meio a uma investigação aberta pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que apura possíveis irregularidades na reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), realizada em 15 de janeiro, responsável por fixar o novo valor das passagens. Entre os pontos analisados estão o suposto descumprimento de prazos regimentais para análise de documentos, o indeferimento de pedidos de vista e a participação de conselheiros com vínculos a cargos comissionados no governo estadual e em prefeituras, o que pode caracterizar conflito de interesses.

Confira os novos valores das tarifas:

Bilhete Único (Anel A): de R$ 4,30 para R$ 4,50

Anel G: de R$ 2,90 para R$ 3,00

Opcional – Linha 041 Setúbal: de R$ 5,55 para R$ 5,80

Opcional – Linhas 064 Piedade, 072 Candeias, 160 Gaibú/Barra de Jangada, 214 UR-02/Ibura, 224 UR-11 e 229 Marcos Freire: de R$ 8,30 para R$ 8,70

Recife/Porto de Galinhas – Linha 191 (sem ar-condicionado): de R$ 14,80 para R$ 15,40

Recife/Porto de Galinhas – Linha 191 (com ar-condicionado): de R$ 21,60 para R$ 22,50

O MPPE informou que o procedimento segue em andamento para avaliar a legalidade do processo de aprovação do reajuste. Enquanto isso, a nova tabela tarifária permanece mantida conforme homologação da Arpe.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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CPTM paralisa operação da Linha 13-Jade na tarde desta quinta-feira (22)

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Foto: Diário do Transporte

Suspensão temporária dos serviços do Expresso Aeroporto ocorrem em razão de “problemas técnicos”; Diário do Transporte apura situação nos trilhos

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Linha 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) encontra-se com a operação completamente paralisada na tarde desta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026.

De acordo com a empresa, o atendimento foi suspenso por conta de “problemas técnicos”.

Dessa forma, os trens do Serviço Expresso Aeroporto estão temporariamente fora de circulação.

O Diário do Transporte contatou a CPTM para mais informações.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Hitachi Energy e Trivia Trens assinam contrato que prevê melhorias no sistema de alimentação elétrica das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade

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Foto meramente ilustrativa (Wesley Rocha)

Escopo da empresa especializada em eletrificação inclui conexões de rede de alta tensão e soluções de infraestrutura elétrica em corrente contínua, como retificadores e cubículos de tração

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Hitachi Energy, empresa especializada em tecnologia para eletrificação, assinou contrato com a concessionaria Trivia Trens (Grupo Comporte) para fornecer soluções de alimentação elétrica nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de Trens Metropolitanos, concessão patrocinada pelo Governo do Estado de São Paulo voltada à mobilidade urbana. As melhorias previstas devem garantir um sistema de energia estável e confiável para os trens, permitindo intervalos menores e um serviço mais consistente, beneficiando cerca de 1,3 milhão de passageiros diariamente.

Com investimentos de R$ 14,3 bilhões e duração de 25 anos, a concessão contempla a modernização e expansão de mais de 120 km de trilhos nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade que compõem o Lote Alto Tietê. O plano inclui ainda a construção de oito novas estações, e a modernização completa de 27 estações.

“A implantação das novas subestações representa mais um passo importante na modernização da nossa infraestrutura. Essa parceria reforça nosso compromisso com a eficiência operacional e a qualidade do serviço prestado, assegurando mais estabilidade e confiabilidade para o transporte de milhares de passageiros diariamente,” afirma Tiago Augusto Alves, Diretor de Implantação da Trivia.

“É uma grande satisfação contribuir com a Trivia Trens em um projeto que representa um avanço significativo para a mobilidade urbana na Região Metropolitana de São Paulo,” afirma Glauco Freitas, Presidente da Hitachi Energy no Brasil. “O que tornou essa jornada possível foi a construção de uma parceria sólida entre nossas empresas, baseada na confiança mútua e no trabalho colaborativo. Com nossa expertise em soluções de rede e infraestrutura elétrica, vamos apoiar a construção de um sistema mais eficiente, seguro e sustentável, com potencial de transformar a experiência de deslocamento diário de 1,3 milhão de pessoas.”

O escopo da Hitachi Energy inclui conexões de rede de alta tensão e uma gama de soluções de infraestrutura elétrica em corrente contínua, como retificadores e cubículos de tração, com base na recente aquisição da COET, empresa referência em design e fabricação de soluções de energia para os segmentos ferroviário e de mobilidade elétrica.

Com a implementação dessas tecnologias, o projeto contará com um desempenho robusto que atende aos exigentes requisitos de confiabilidade, eficiência e escalabilidade — essenciais para operações ferroviárias contínuas durante todo o período da concessão.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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