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Presidente afastado da UPBus e sócio vão ser soltos da prisão após decisão judicial

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MP deve recorrer. Ambos foram presos em investigação sobre suposta ligação da empresa de ônibus com o PCC (Primeiro Comando da Capital)

ADAMO BAZANI

O juiz Antonio Carlos Costa Pessoa Martins, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) atendeu nesta quinta-feira, 08 de janeiro de 2026, os pedidos das defesas do presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antonio da Cunha, e do sócio, Alexandre Salles Brito, o Buiú, e determinou a soltura de ambos.

Os dois estavam presos desde abril de 2025 no âmbito das investigações do Ministério Público de São Paulo sobre a suposta ligação da UPBus, companhia de ônibus do transporte urbano da capital paulista, que atua na zona Leste, com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

O MP vai recorrer.

Ambos vão responder em liberdade e, de acordo com a decisão, foram determinadas medidas cautelares, como não entrar em contato com testemunhas e outros investigados e também não se aproximar da sede da companhia de ônibus.

No entendimento do magistrado, as prisões se alongaram demais sem que houvesse uma resolução do caso.

Permanecem com a prisão decretada os réus foragidos e também sócios da UPBus, ilvio Luís Pereira, o Cebola, e de Décio Gouveia Luiz, o Decio Português, também apontados como sócios da companhia de ônibus.

O Diário do Transporte mostrou que Ubiratan se entregou em 07 de abril de 2025, no Distrito Policial de número 50, na região de Itaim Paulista, na zona Leste de São Paulo.

Relembre:

Foi a terceira vez que Ubiratan é preso no âmbito da Operação Fim da Linha. O presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, de 54 anos, foi preso no dia 09 de abril de 2024 quando a operação foi deflagrada, mas foi solto em 04 de junho de 2024, alegando problemas de saúde. Foi preso novamente em 20 de dezembro de 2024 e solto em 02 de janeiro de 2025. Em 07 de abril de 2025, foi preso de novo ao se entregar à Polícia, após ter o direito de responder em liberdade suspenso pela Justiça sob a alegação que descumpriu medidas cautelares, como ter entrado na garagem de ônibus, o que ele negou.

Relembre:

UPBUS DEIXARÁ O SISTEMA DE TRANSPORTES DA CIDADE DE SÃO PAULO:

A UPBus, na zona Leste de São Paulo, e a Transwolff, que opera na zona Sul,

foram alvos de operação do Ministério Público que investiga a atuação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) nos transportes paulistanos.

A prefeitura iniciou uma intervenção na UPBus e na Transwolff e, após julgar que não tinham condições de prosseguirem mais no sistema de transportes, iniciou o processo de transferência dos contratos para outras viações: Da UPBus para a Alfa Rodobus (que já atua na cidade de São Paulo) e da Transwolff para a Sancetur (da família Chedid, do interior paulista).

Como relevou o Diário do Transporte, com base nas investigações sobre a onda de ataques contra ônibus em São Paulo, a estrutura organizacional da Transwolff (sendo na prática várias empresas em uma só, com diferentes núcleos e divisões), gerou entraves à transição.

Um dia depois da revelação do Diário do Transporte, em 03 de dezembro de 2025, no dia 04, a prefeitura decreta a caducidade dos contratos.

Relembre:

Apesar de a UPBus contestar judicialmente o ato de prefeitura, a situação está mais tranquila da que estava na Transwolff.

Além disso, há uma enorme diferença de tamanho entre as duas empresas.

Enquanto a UPBus é responsável pela operação de 13 linhas que transportam 60 mil passageiros por dia em 138 ônibus, a Transwolff era responsável por 133 linhas, com uma frota de 1.206 ônibus (a terceira maior da cidade), que transportam 555 mil pessoas diariamente.

Na nota ao Diário do Transporte, a SMT e SPTrans dizem ainda que o Grupo de Trabalho que trata da transferência dos contratos da UpBus para a Alfa RodoBus continua ativo.

Veja na íntegra:

A Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que a UPBus está em intervenção, conforme decisão judicial. O Grupo de Trabalho que trata da transferência dos contratos da UpBus para a Alfa RodoBus continua ativo e o processo segue em curso. A concessionária Alfa RodoBus já opera no sistema de transporte municipal de São Paulo e tem uma das maiores notas do Índice de Qualidade do Transporte (IQT) no Grupo Local de Distribuição. A UpBus opera na zona Leste da cidade com uma frota programada de 138 ônibus em 13 linhas, que transportam 60 mil passageiros por dia.

POR ADAMO BAZANI

RESUMO:

Justamente com a UPBus (na zona Leste), a Transwolff (zona Sul) foi em 09 de abril de 2025, alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público, que apontou que integrantes das duas companhias lavavam dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) –  crime organizado – e tiveram envolvimento em homicídios e tráfico de drogas e de armas. No mesmo dia, foi decretada a intervenção da prefeitura nas empresas por meio da gerenciadora pública de transportes (SPTrans – São Paulo Transporte). Após alegar que a equipe de intervenção e uma verificadora externa (Ernst & Young) constaram a incapacidade de a UPBus e a Transwolff permanecerem no sistema, no fim de janeiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou a transferência dos contratos das duas empresas para outras viações. Da Transwolff para a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista; e da UPBus para a Alfa Rodobus, que surgiu de cooperativa de transportes e já atua na capital paulista. Em 12 de junho de 2025, a prefeitura de São Paulo publicou documento oficial que viabilizaria a transferência definitiva, mesmo dia em que começaram os ataques em massa contra ônibus, com 1,5 mil coletivos danificados e dezenas de pessoas feridas, sendo a principal linha de investigação da Polícia Civil. Em 04 de dezembro de 2025, a prefeitura anunciou a extinção dos contratos da Transwolff, um dia depois de o Diário do Transporte revelar que estava empacada a transição dos contratos da Transwolff para a Sancetur, que assumiria as 133 linhas na zona Sul de São Paulo, e que um organograma traçou a real estrutura da companhia, formada por forças conflitantes e vário núcleos, identificado durante as apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado, que entre junho e agosto resultou em mais de 1,5 mil coletivos e diversas pessoas feridas.

Relembre:

Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos

ADAMO BAZANI

Colaboraram Alexandre Pelegi e Arthur Ferrari

Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam.

Relembre:

A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.

A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.

A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.

Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista.

ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:

Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:

A transição, porém, não ocorreu.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

O DECRETO:

Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas

A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.

O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:

– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.

– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;

– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;

– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;

– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização

– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);

– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;

– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;

– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;

– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;

– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;

TRANSWOLFF NÃO ACEITA:

O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.

Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda
São Paulo, 4 de dezembro de 2025

 

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, a publicação no Diário Oficial de sexta-feira (5/12) o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff. Assim, a Sancetur, empresa que assumiria os serviços não vai atender às linhas que a operação se torna uma espécie de “empresa pública”.

A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabiliza transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

O Diário do Transporte noticiou nesta semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.

Relembre:

Em nota, a prefeitura de São Paulo disse que assumiria integralmente a Transwolff e garante ainda que honraria compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

Matéria original em:

Direção da Transwolff é investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Polícia Civil vai apurar, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. Pode ser também, segundo uma das linhas de apuração, um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar. Prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em *12 de julho de 2025*

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

– 12 de junho de 2025, às 19h32 – O secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte da capital paulista, Celso Jorge Caldeira, assina despacho dando prosseguimento à transferência do contrato da Transwolff, empresa que opera na zona Sul, para a Sancetur, companhia da família Chedid, que atua em parte do interior e do litoral de São Paulo.

– Horas depois, no mesmo dia 12 de junho de 2025 – Começava uma onda de ataques a ônibus jamais vista em todo o Estado de São Paulo e na América Latina, que foi responsável já por mais de 600 coletivos depredados, quase 350 destes somente na capital.

A Transwolff é a terceira maior frota da cidade: 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Juntamente com a UPBus, na zona Leste, a Transwolff foi alvo em 09 de abril de 2024, da Operação Fim da Linha, do Ministério Público do Estado de São Paulo que investiga uma suposta ligação entre diretores destas companhias de transportes com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Desde então, ambas empresas passaram a ser alvos de uma intervenção da SPTrans (São Paulo Transporte) e, após verificações por uma consultoria externa de técnicos do poder público, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais a Transwolff e a Upbus no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações.

Levantamentos de fontes diferentes, um da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora das linhas municipais de São Paulo, e outro do SPUrbanuss, sindicato das empresas de transportes da cidade, os quais o Diário do Transporte teve acesso mostram que, até 12 de junho de 2025, a média de depredações a ônibus não passava de cinco casos por dia. Mas na noite de 12 de junho de 2025, o número de casos explodiu para cerca de 40, ou seja, no mesmo dia em que o secretário de transportes assinou o despacho, começou a ocorrer a explosão de casos.

A Polícia Civil vai passar a investigar se há ligação entre os fatos.

O documento, pelo qual, o secretário Celso Caldeira diz: “determino o prosseguimento do feito para as providências necessárias à transferência dos Contratos”, foi publicado em Diário Oficial no dia 13 de junho de 2025, mas já no dia 12 de junho de 2025 poderia ser consultado na página de processos da Prefeitura, por qualquer cidadão, bastando apenas clicar em “Visualizar”

O Diário do Transporte no dia 14 de junho de 2025 publicou a notícia sobre o despacho que determinou a instauração de um Grupo de Trabalho, que deve contar com a participação da SPTrans e das empresas interessadas: a Transwolff e a Sancetur. Este grupo deveria em 30 dias a partir da publicação definir as regras finais desta transição. Ou seja, o prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em 12 de julho de 2025.

Relembre:

A Polícia Civil de São Paulo investiga se há alguma relação entre os fatos, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. O ABC Paulista, por exemplo, é um dos principais palcos dos ataques e não têm ligação direta com esta transferência.

Os policiais não descartam que esta sim pode ser uma das motivações entre várias, já que, regionalmente, oportunistas podem ter aproveitado o início da “onda” para fazer os seus acertos locais. Ou pior; um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar.

A apuração sobre a o documento, a Transwolff, Sancetur, PCC e a possível ligação com os ataques, entre as linhas de investigação foi feita entre os repórteres Adamo Bazani, do Diário do Transporte, e Filipe Peixoto, do Jornal da BAND.

RESPOSTA TRANSWOLFF

Em nota, ao Diário do Transporte, a Transwolf diz que não há possui ligação com atividades ilícitas e que o processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda. esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas. A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas.

A Transwolff permanece se defendendo nas esferas adequadas, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes. O processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.

A empresa segue comprometida com a transparência e com a regularidade de suas atividades, em respeito à população e aos seus colaboradores.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda.
São Paulo, 10 de julho de 2025

VEJA OS DOCUMENTOS

POR ADAMO BAZANI

– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)

Prefeitura de São Paulo decreta caducidade da Transwolff, que vira “empresa pública”. Diário do Transporte noticiou entraves para Sacentur assumir

Gestão municipal assume serviço de transporte da empresa que foi investigada por suposta ligação com o PCC e mantém empregos e operação regular de todas as linhas

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de 04 de dezembro de 2025, o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff.

A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

O Diário do Transporte noticiou na mesma semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.

Relembre:

Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

PLANO INICIAL

Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.

Relembre:

SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.

ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.

EMPRESAS QUE SAEM:

TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.

UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.

O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).

Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), ⁠Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), ⁠Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Sócio da UpBus, Alexandre Salles Brito, foi preso em 16 de abril de 2024

Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido. Também teve a prisão decretada, outro sócio da UpBus, Decio Gouveia Luiz, apelidado de Décio Português.

Desdobramento em 25 de junho de 2024: O Ministério Público de São Paulo realizou EM 25 d122e junho de 2024, a apreensão de 23 armas de fogo atribuídas ao presidente afastado da empresa de transportes UpBus, Ubiratan Antônio da Cunha.

Foi um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga a possível relação de diretores da UpBus, e da Transwolff, que opera na zona Sul da capital paulista, com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios.

Ubiratan Antônio da Cunha é um dos réus no processo que apura as supostas ligações entre parte dos transportes da cidade de São Paulo e o crime organizado.

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ), do Ministério Público, a Polícia Civil havia sido procurada por integrantes da cooperativa Aliança Paulistana, que deu origem à UpBus por terem sido expulsos, com emprego de força física e intimidação verbal, da sede da empresa.

Ainda de acordo com a promotoria, a expulsão e a ameaça ocorreram no dia 05 de junho de 2024, por Ubiratan, mesmo sendo impedido por ordem da Justiça de frequentar a garagem.

Desdobramento em 16 de julho de 2024: Atendendo a pedido do MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Justiça decretou a prisão preventiva do presidente afastado da empresa de transportes Upbus, Ubiratan Antônio da Cunha. Um dos alvos da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, se tornou réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O mandado foi cumprido nesta terça-feira (16/7) pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC), da Polícia Civil.

No dia 5 de junho, a Polícia Civil foi procurada por integrantes da cooperativa sucedida pela Upbus em razão de terem sido expulsos da sede da empresa pelo dirigente da sociedade, atualmente impedido por ordem da Justiça de frequentar o local. Os fatos foram comunicados ao Ministério Público.

Posteriormente, o MPSP descobriu que, na mesma semana, o interventor nomeado pelo município foi atraído por funcionários da Upbus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial.

02 de agosto de 2024: Em primeira mão, no dia 02 de agosto de 2024, o Diário do Transporte mostrou que a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), contratou por R$ 1,54 milhão a Fundação Carlos Alberto Vanzolini para fazer uma avaliação externa independente nas empresas Transwolff e UPBus

31 de outubro de 2024: Em 31 de outubro de 2024, a prefeitura enviou notificação à Transwolff e UPBus, que desde 09 de abril de 2024 passaram a estar sob intervenção do poder público. Foi o primeiro passo para uma eventual (até então) possibilidade de extinção dos contratos com estas viações. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, confirmou em 07 de novembro de 2024, que os contratos tinham o risco de fato de ser extintos. Nas palavras do prefeito, uma auditoria (avaliação externa) mostrou incapacidade financeira de a UpBus e a Transwolff continuarem operando na capital paulista.

“Ela (auditoria) demonstrou algumas inconsistências do ponto de vista de gestão, a incapacidade financeira delas continuarem avançando”.

20 de dezembro de 2024: Policiais militares da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam na sexta-feira 20 de dezembro de 2024, o presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, que estava foragido da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril e que investiga suposta ligação de empresas de ônibus de São Paulo com o PCC (Primero Comando da Capital). O homem foi encaminhado ao 30° Distrito Policial (Tatuapé).

23 de dezembro de 2024: A prefeitura de São Paulo decidiu em 23 de dezembro de 2024 abrir processo de caducidade dos contratos Transwolff, da zona Sul, e a UPBus, da zona Leste.

A decisão foi tomada pelo prefeito Ricardo Nunes nesta segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, após reunião com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Gilmar Pereira Miranda; o presidente da gerenciadora das linhas municipais, SPTrans (São Paulo Transporte), Levi Santos; e os interventores pela SPTrans, sendo eles, o diretor de Planejamento de Transporte da SPTrans, Valdemar Gomes de Melo, e o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas.

Também participaram da decisão a Secretaria da Fazenda, a CGM (Controladoria Geral do Município) e a PGM (Procuradoria Geral do Município).

27 de dezembro de 2024: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou em 27 de dezembro de 2024, a assinatura do decreto que dá início oficial ao procedimento que foi o primeiro passo legal o rompimento definitivo dos contratos das empresas de ônibus Transwolff, da zona Sul da capital paulista, e UPBus, da zona Leste. Do ponto de vista criminal, o Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, apontou que diretores, sócios e contadores da Transwolff e da UpBus atuavam para lavar o dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e de roubos a bancos e de cargas. Há até apurações de que estariam ligados a homicídios. Além disso, alguns destes diretores, de acordo com o MP, não só têm envolvimento como pertencem diretamente ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Na mesma noite houve a publicação.

A prefeitura muito pouco tem a fazer sobre a questão criminal, mas tem a obrigação de atuar administrativamente. Tanto as análises da Fundação Carlos Alberto Vanzolini como das equipes de intervenção mostraram que Transwolff e UPBus possuem problemas financeiros, administrativos e operacionais que as impedem de continuar prestando serviços.

27 de janeiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que era quase certo o rompimento dos contratos das empresas Transwolff e UPBus, que estão sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2025, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação entre as diretorias destas duas companhias do sistema de ônibus da cidade e a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O dia 27 de janeiro de 2025 foi o prazo final para a

Proprietários de ônibus que integram ou integraram a frota da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, fizeram um protesto e conversaram com o prefeito Ricardo Nunes e o secretário de transportes, Celso Caldeira. Estes donos de ônibus se dizem preocupados com o descredenciamento.

O prefeito disse que é muito difícil não ter o rompimento de contratos e que neste processo, os veículos destes proprietários devem ser absorvidos.

“Da defesa deles [diretorias da Transwolff e UPBUs] é que vamos decidir se vai ser decretada caducidade ou não [rompimento dos contratos]. Pelo que a gente tá vendo, é muito difícil não ter. Não tô querendo me antecipar, mas é um sentimento que estamos tendo. Pode ser que os técnicos achem uma justificativa para não ter a caducidade. Eu acho muito difícil. Com relação a Transwolff: boa parte de sua frota é formada por pessoas que têm CPF e fazem uma locação de seus ônibus. Como a gente vai conduzir esse processo? Como de 1200 ônibus, tem praticamente mil dentro deste cenário, vamos dialogar. O que a gente não pode é interromper o transporte. Se houver uma nova empresa, vamos tentar que estes ônibus sejam absorvidos. Tentar fazer com que não prejudique transportes e meu foco principal, não faltar transportes”

28 de janeiro de 2025: Ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus na cidade de São Paulo, confirmou EM 28 de janeiro de 2025, que foi iniciada a análise das defesas que as diretorias da Transwolff, que atua na zona Sul, e da UPBus, da zona Leste, entregaram nos processos de caducidade (rompimento) dos contratos de operação.

O prefeito Ricardo Nunes voltou a falar, no mesmo dia, sobre a possibilidade de nesta semana ainda já anunciar o possível descredenciamento das duas companhias.

Nunes disse ainda que os serviços à população não serão interrompidos e que a gestão está atenta à movimentação de “pessoas inescrupulosas” que podem tentar tumultuar o procedimento e a transição.

“A gente sabe como, às vezes, algumas pessoas inescrupulosas agem e nós vamos estar muito atentos se houver alguma tentativa de alguém que queira fazer com que o transporte municipal aqui na cidade de São Paulo sofra algum problema, para que a gente possa agir rapidamente junto com aquilo que é necessário, de fazer as ações, para poder reestabelecer rapidamente, aliás nem para reestabelecer, para poder fazer com que não ocorram os problemas. O foco agora, nesse momento mais delicado, é de manter uma atenção especial para que não tenha descontinuidade do transporte na cidade, em especial com essas duas empresas” disse Nunes.

A administração confirmou ainda ao Diário do Transporte, em nota, que analisa as reivindicações de membros da Cooperam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo) apresentadas nesta segunda-feira (27). A CooperPam deu origem à Transwolff. Parte da frota atual pertence diretamente à empresa, como os ônibus maiores e os elétricos, e a maioria é de ex-cooperados que se tornaram sócios e atuam, principalmente com os coletivos de menor porte.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que as concessionárias UPBus e Transwolff apresentaram defesa dentro do prazo estipulado. As equipes técnicas analisarão os materiais para decidir sobre a continuidade do processo de caducidade iniciado em dezembro de 2024. Nesta segunda-feira (27/01), a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) recebeu representantes da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo (CooperPam) que fizeram considerações sobre a prestação do serviço. A gestão municipal reafirma o compromisso com a qualidade do atendimento aos passageiros e a preservação dos empregos dos funcionários. – diz a nota.

29 de janeiro de 2025:

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), da SPTrans e dos interventores, informou na tarde desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, que decidiu subsituir definitivamente a Transwolff e UPBus, empresas suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC. O DIÁRIO DO TRANSPORTE TROUXE A INFORMAÇÃO EM PRIMEIRA MÃO.

Segundo a prefeitura, as defesas apresentadas pelas concessionárias Transwolff e UPBus não foram acolhidas, o que ensejará na substituição dessas empresas no sistema de transporte público da cidade de São Paulo”. A contratação deve ser feita por meio de licitação. O procedimento ainda será definido com a formalização de todos os trâmites. Não há rompimento dos contratos. As empresas serão substituídas respeitando o contrato em vigor. – diz

A Prefeitura esclareceu ainda que permanecerão as intervenções já em curso nas concessionárias.

Dessa forma, estão garantidos os serviços prestados à população, bem como os pagamentos dos funcionários e fornecedores. A equipe técnica e jurídica dará prosseguimento à substituição da Transwolff e da UPBus, apresentando providências necessárias à manutenção do atendimento integral da população. – diz a nota.

A Transwolff tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A UpBus, empresa da zona Leste tem 13 linhas e 159 ônibus, chegou a se chamar Qualibus, e é originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

Ambas companhias estão sob intervenção desde 09 de abril de 2024, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação dos diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. A prefeitura não faz a análise do ponto de vista criminal, mas administrativo e operacional e relatórios elaborados pelas equipes da SPTrans e de uma verificadora externa independente mostraram, segundo a prefeitura, graves sinais de inviabilidade da manutenção destas duas viações no sistema.

Em nota, a Transwolff diz que vai contestar a decisão judicialmente A Transwolff recebe com indignação a decisão arbitrária da Prefeitura de São Paulo de decretar a caducidade de seus contratos públicos, medida tomada em total descompromisso com os princípios fundamentais do Direito.

Mesmo sem nenhuma comprovação da existência de qualquer vínculo da empresa e de seus dirigentes com organizações criminosas no processo judicial sigiloso em curso, a Prefeitura instaurou um procedimento administrativo repleto de inconstitucionalidades e desprovido de qualquer fundamento jurídico, utilizado como pretexto para justificar uma decisão administrativa injusta e ilegal.

Confiamos na Justiça e no Estado Democrático de Direito. A decisão ilegal da Prefeitura será contestada judicialmente. Confia-se no Poder Judiciário para restabelecer a legalidade e verdade dos fatos.

NUNES CONFIRMA INFORMAÇÕES DO DIÁRIO DO TRANSPORTE

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, que as empresas de ônibus que já atuam na cidade devem primeiro ter oportunidade de se manifestar se querem ficar com as linhas até então operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, na zona Leste. A declaração vai justamente na linha dos bastidores que foram divulgados pelo Diário do Transporte bem antes, no início da manhã. Relembre:

Como tinha adiantado o Diário do Transporte, o prefeito disse que primeiro será dada oportunidade para as viações que já operam as outras linhas se manifestarem. Isso é previsto nos contratos do sistema de ônibus municipais geridos pela SPTrans (São Paulo Transporte). Somente depois, se não houver interesse, empresas de outros sistemas de transportes também podem tentar as linhas.

“Para seguir todo o trâmite com relação à defesa das empresas, agora a gente faz um processo seguindo toda a legislação e o que foi feito: Qual é?: De que as empresas que operam o sistema possam se manifestar sobre o interesse de assumir esses ônibus da Transwolff e UpBus. Se houver interesse, e a gente vai fazer uma análise sobre a capacidade financeira e técnica para assumir, é uma possibilidade. Uma vez ofertado a eles [as empresas que já operam o sistema] e não havendo interesse, ai a gente abre a licitação para abrir para outras empresas de qualquer lugar do Brasil virem assumir essas linhas.” – disse Nunes.

EMPRESAS – PERUEIROS E DIVISÃO DE LINHAS:

O Diário do Transporte já havia mostrado que entre os cenários possíveis está a possibilidade de haver uma espécie de reorganização e nova divisão das mais de 120 linhas destas duas empresas que atendem a quase 700 mil passageiros por dia em 1300 coletivos.

As maiores preocupações são em relação a Transwolff. Tanto pelo tamanho da frota (mais de 1200 ônibus e de 100 linhas) quanto pelas caraterísticas não uniformes da operação

Há um braço formado pelos “ex perueiros” da CooperPam, que engloba entre 800 e 900 ônibus e representa as linhas mais periféricas. A prefeitura estuda uma maneira de manter os coletivos deste grupo prestando serviços.

Há também as operações com ônibus maiores em linhas que, apesar de serem de distribuição local, têm características de articulação regional. Estas linhas podem despertar interesse de viações que operam nas mesmas regiões.

A Transwolff opera as áreas 6 (Sul – Azul Claro) e 7 (Sudoeste – Vinho), que têm os seguintes atendimentos:

Área 6 – Sul – Azul Claro: Viação Grajaú, Mobibrasil (ônibus maiores) e A2 (local).

Área 7 – Sudoeste – Vinho (Bordô): Viação Campo Belo, Viação Metrópole Paulista, Gatusa, e KBPX (ônibus maiores) e Transcap (local).

Já a UPBus opera a área 3.

Área 3 – Nordeste – Amarela: Viação Metrópole Paulista (ônibus maiores) e Transunião (local).

Não significa que necessariamente as linhas devem ser assumidas apenas pelas viações que já atuam nas áreas operacionais. Empresas que já prestam serviços na cidade, mas em outras áreas, também poderão se apresentar como interessadas no processo aberto pela prefeitura.

11 de fevereiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário de mobilidade e transportes, Celso Caldeira, revelaram, que, além de empresas da capital paulista, companhias de ônibus que atuam foram da cidade, mas dentro do Estado de São Paulo, estão no páreo para assumirem as linhas atualmente operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, zona Leste. Ambas empresas, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), serão substituídas. A intenção era de que até dia 28 houvesse a definição da forma de troca.

As declarações deste dia 11 de fevereiro de 2025, confirmam matéria do Diário do Transporte de 30 de janeiro de 2025, que já adiantava que a preferência é de viações que já atuam no sistema SPTrans (São Paulo Transporte), mas que surpresas poderiam surgir.

Relembre:

Também em 11 de fevereiro de 2025, um grupo de cerca de 300 proprietários de ônibus e micro-ônibus que operam nas linhas sob responsabilidade da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, entregou um abaixo assinado à prefeitura da capital paulista demonstrando interesse na contratação direta pela administração municipal para continuarem os serviços.

O documento é assinado por donos de veículos que formavam a CooperPam, cooperativa que deu origem às operações da Transwolff no sistema de transportes da cidade de São Paulo.

Apesar de ser formalmente uma empresa, com mais de 1,2 mil coletivos e reunindo a terceira maior frota da cidade, parte da Transwolff ainda com características semelhantes a uma cooperativa. Cerca de 400 veículos, como os ônibus maiores e os elétricos, integram a propriedade de diretores que são investigados, entre os quais, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, um dos presos pela operação do Ministério Público, que depois foi solto para responder em liberdade.

Mas em torno de 800 ônibus, os de menor porte, são destes proprietários.

Estes donos de ônibus formalmente atuam como contratados da Transwolff e continuam na mesma posição desde a intervenção pela prefeitura.

O advogado Rogério Dias Avelar, que representa o grupo de 300 proprietários que entregou o documento manifestando interesse na contratação direta pela prefeitura, diz que na visão destes donos de ônibus, bastando a prefeitura organizar o procedimento, estão prontos para continuar operando e se comprometem até a melhorar os serviços.

19 de fevereiro de 2025: A prefeitura de São Paulo negou em 19 de fevereiro de 2025, os últimos recursos administrativos possíveis das defesas da Transwolff e da UpBus no processo de rompimento de contratos com as duas companhias de ônibus, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O Diário do Transporte trouxe a notícia em primeira mão, com documentos, ainda no dia 19. Com isso, foi dado mais um passo para a contratação de outras viações no lugar.

20 de fevereiro de 2025: Nesta quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025, o Diário do Transporte traz com exclusividade os documentos com os pareceres na íntegra assinados pelos procuradores do município responsáveis pelos processos, César Santos Borlina e Rodrigo Vieira Farias.

Para recomendar a transferência dos contratos da Transwolff e UPBus para outras companhias, antes de uma eventual caducidade (anulação) das contratações, os procuradores que integram a área jurídica da prefeitura, citam as dificuldades para conseguir nova frota (juntas, as empresas somam mais de 1,3 mil, sendo 1,2 mil somente da Transwolff), instalações, equipamentos e contratação de mão de obra. Os ônibus não são bem reversíveis ao poder público, por exemplo. Assim, eventuais indenizações que seriam cobradas pela Transwolff e UPBus e investimentos para a compra de outros ônibus representariam, além de um movimento complexo, um custo muito alto para os cofres do município e ainda um desestímulo para outras empresas assumirem.

Os procuradores ainda citaram o caso específico da Transwolff, cuja dificuldade maior seria a realocação de frota e mão de obra referentes a 714 ônibus que são operados por terceiros. Estes veículos representam o patrimônio de integrantes da CooperPam, iniciada por “ex-perueiros clandestinos” que, na gestão da prefeita Marta Suplicy e do secretário de transportes, Jilmar Tatto, foram legalizados na licitação de 2001/2002, formando cooperativas de transportes: Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição. diz o trecho do parecer ao qual o Diário do Transporte teve acesso.

No parecer, os procuradores dizem que a caducidade, o que depois levaria a uma licitação, por exemplo, não seria a alternativa mais viável. Por isso, a defesa que a Transwolff e UPBUs sejam sim retiradas do sistema, mas substituídas, isto é, que os seus contratos sejam assumidos por outras empresas. A Procuradoria do Município dá as recomendações. Quem decide mesmo é o prefeito. Ou seja, Ricardo Nunes não é obrigado a seguir, porém, neste processo, até para respeitar todas as tecnicidades e complexidades, tem observado todos os pareceres de áreas técnicas, sejam ligadas à jurídica, financeira e operacional.

Sem prejuízo, em nome do mesmo princípio, afigura-se alternativa à declaração pura e simples de caducidade, qual seja, a transferência da concessão. Com previsão no art. 16 da Lei Municipal nº 13.241/2001 e art. 27 da Lei Federal nº 8.987/1995, a transferência da concessão é uma espécie de cessão da posição contratual, em que a concessionária transfere sua posição no polo do contrato de concessão para outra pessoa jurídica, que demonstre atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço.

Tal proposta encontra guarida também no art. 21, Parágrafo Único, da LINDB, segundo o qual a decretação de invalidade de contrato administrativo deve indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses gerais. Em que pese a referência textual à declaração de invalidade, é possível estender sua aplicação ao caso em exame, diante do evidente interesse público na manutenção da adequada prestação do serviço de transporte intramunicipal via ônibus.

Afinal, ainda que viável a ocupação temporária das instalações e a utilização de bens reversíveis, nos moldes do art. 35, § 3º, da Lei Federal nº 8.987/1995, dada a magnitude do serviço prestado, é evidente que a prestação do serviço poderá ser prejudicada, com efeitos deletérios para a coletividade.

Destaque-se que os veículos, a garagem e frota de ônibus não são considerados bens reversíveis pelo art. 17, § 4º, I, da Lei Municipal nº 13.241/2001, o que faria com que sua utilização no período compreendido entre a declaração de caducidade e o ingresso de novo prestador de serviço, quer via contratação emergencial, quer via nova concessão, dependesse de requisição administrativa, medida drástica e difícil execução prática pelo poder concedente.

A título de exemplo, seria necessária a contratação de motoristas, pagamento a fornecedores, com imprescindível disponibilidade imediata de caixa, gestão da empresa, enfim, diversas providências se afigurariam necessárias para que o Município, de forma direta, preservasse a prestação do serviço.

Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição.

Em primeira mão, o Diário do Transporte noticiou que o prefeito Ricardo Nunes, após manifestações de interesse apresentada pela Sancetur, empresa ligada a família Cheddid, que atua no transporte de passageiros em parte do interior paulista, e da Alfa RodoBus, que já atua na cidade de São Paulo, aprovou a entrada destas companhias no lugar, respectivamente, da Transwolff, na zona Sul, e da UPBus, na zona Leste. A transição foi prevista para iniciar em 15 de março de 2025.

QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?

Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.

Relembre:

SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.

ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.

EMPRESAS QUE SAEM:

TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.

UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

03 de abril de 2025: O secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em evento de entrega de 115 ônibus elétricos no Anhembi, garantiu na ocasião (03 de abril de 2025) que em cerca de 90 dias, da data da declaração, a transição seria finalizada e que haveria a assinatura final da transferência de contratos da UPBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur., Caldeira ainda reiterou que os pagamentos a fornecedores, funcionários e prestadores de serviços estariam assegurados.

ELETRIFICAÇÃO:

Outro aspecto é a eletrificação. A Transwolff é considerada empresa piloto para implantação e ampliação dos ônibus elétricos na cidade.

Todas as fabricantes de ônibus elétricos, ainda mais no início das operações, testavam seus modelos na Transwolff para homologação (na verdade, o termo correto é aprovação, mas homologação é muito usado no mercado) pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema.

Empresas ligadas a tecnologia e eletrificação que não atuam na operação direta dos ônibus da cidade de São Paulo, mas que têm experiência operacional, se interessam de perto pelo processo de substituição de companhias.

Entre as maiores fornecedoras de ônibus elétricos estão a chinesa BYD e a brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo, do Grupo ABC, cujos sócios atuam na operação de linhas de transporte há mais de 100 anos e prestam serviços metropolitanos gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), pela NEXT Mobilidade, ligando o ABC à Capital, e municipais em São Bernardo do Campo, pela BR 7 Mobilidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte

Iveco Group é reconhecido entre as empresas líderes em ação contra as mudanças climáticas

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Avaliação internacional destaca governança ambiental, redução de emissões e avanços em gestão hídrica nas operações globais e na América Latina

ALEXANDRE PELEGI

O Iveco Group foi reconhecido entre as empresas líderes em ação contra as mudanças climáticas ao alcançar a nota máxima na avaliação de Mudança do Clima do CDP 2025. O resultado posiciona a companhia entre as organizações com maior grau de transparência e consistência na gestão de riscos climáticos e na divulgação de informações ambientais em escala global.

Além do desempenho em clima, o grupo obteve nota “A-” em Segurança Hídrica, classificação superior à registrada no ciclo anterior. As avaliações consideram critérios como governança, definição de metas, mensuração de resultados e integração dos temas ambientais às decisões estratégicas do negócio.

O reconhecimento ganha relevância porque o CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que opera um dos principais sistemas globais de avaliação ambiental corporativa. A entidade analisa como empresas lidam, na prática, com temas como emissões de gases de efeito estufa, uso da água e riscos climáticos, atribuindo notas que permitem comparar o grau de maturidade ambiental entre companhias de diferentes setores e países. Por isso, suas classificações são amplamente utilizadas por investidores, instituições financeiras e agentes públicos como referência para decisões econômicas e regulatórias.

Segundo a metodologia do CDP, a nota máxima em clima indica que a empresa demonstra liderança na identificação e mitigação de riscos, na definição de metas verificáveis e na transparência dos dados divulgados ao mercado.

América Latina contribui para os indicadores ESG

Na América Latina, o desempenho do Iveco Group foi impulsionado por iniciativas voltadas à eficiência energética, otimização de processos industriais e redução da pegada de carbono, além do avanço em projetos de economia circular e gestão responsável da água.

No Brasil, o complexo industrial de Sete Lagoas (MG) — o maior do grupo no mundo — passou a reciclar cerca de 10,6 mil metros cúbicos de água por ano. O reaproveitamento ocorre principalmente nos processos de pintura, por meio de sistemas de tratamento e osmose reversa, reduzindo tanto a captação de água potável quanto a geração de efluentes.

Na Argentina, a unidade de Córdoba ampliou o reaproveitamento de sucata metálica e alumínio, reincorporados ao processo produtivo. A medida reduz o consumo de matérias-primas virgens e as emissões indiretas associadas à produção industrial.

De acordo com a avaliação, iniciativas desse tipo fortalecem a resiliência operacional, mitigam riscos ambientais e elevam a qualidade das informações ambientais divulgadas, fatores que contribuíram para as classificações obtidas pelo grupo em 2025.

Estrutura e metas de sustentabilidade

A agenda ESG do Iveco Group está organizada em quatro pilares: neutralidade de carbono, segurança no trabalho e nos produtos, pensamento de ciclo de vida e inclusão e engajamento. As diretrizes abrangem desde a descarbonização das operações industriais até o desenvolvimento de soluções de menor impacto ambiental para o transporte de cargas e passageiros.

Com presença global, o grupo reúne marcas voltadas a caminhões, ônibus, motores, veículos especiais e serviços financeiros, mantendo unidades industriais e centros de pesquisa em diferentes regiões. A avaliação internacional reforça a posição da empresa entre aquelas com maior grau de maturidade em gestão climática no setor industrial.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Teresópolis (RJ) terá ônibus com tarifa zero na linha Água Quente x Rodoviária a partir de segunda-feira (12)

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Coletivos da Viação Dedo de Deus atenderão o itinerário, serão personalizados nas cores amarelo e verde e identificados como “Tarifa Zero”

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A partir da próxima segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, Teresópolis (RJ) passa a contar com ônibus tarifa zero na linha que liga o bairro de Água Quente, no 2º Distrito, à Rodoviária da cidade, no Centro. A gratuidade na passagem será válida todos os dias da semana e vai atender, além de Água Quente, os moradores de Serra do Capim e de Ponte Nova, na área rural.

Esta é a primeira vez que o município terá uma linha de ônibus totalmente gratuita diariamente.

O Decreto 6.573/2025, que implanta a gratuidade, foi assinado pelo Prefeito Leonardo Vasconcellos no dia 30 de dezembro.

A Tarifa Zero na linha Água Quente x Rodoviária integra as ações do Programa Vai de Ônibus, da Prefeitura de Teresópolis

No ano passado, o projeto possibilitou a redução da tarifa de R$ 5,30 para R$ 4,90 e implantou o Domingão Tarifa Zero, com gratuidade no transporte público em toda a cidade aos domingos.

Identidade visual: Os ônibus serão operados pela Viação Dedo de Deus (VDDL), mas contarão com uma identidade visual específica, com predominância das cores amarelo e verde e a identificação “Tarifa Zero”, facilitando o reconhecimento do serviço pelos passageiros.

Modelo de embarque: A operação da Tarifa Zero seguirá um modelo específico. No sentido Água Quente–Rodoviária, o embarque gratuito será permitido até o km 61,5 da BR-116, em Ponte Nova. A partir desse ponto, o ônibus passa a operar como expresso, sem novos embarques, realizando apenas o desembarque final na Rodoviária de Teresópolis.

Já no sentido inverso, saindo da Rodoviária, os passageiros poderão embarcar normalmente ao longo do trajeto, porém o desembarque será permitido somente a partir do km 61,5, em Ponte Nova, até Água Quente.

Novos horários: Além da gratuidade, a linha ganhou dois novos horários, ampliando a oferta de transporte para a população da região. Em dias úteis, as saídas de Água Quente ocorrem às 5h45, 9h30, 12h45, 13h50, 16h45 e 18h40. Nos finais de semana, os horários são 5h45, 9h30, 12h45, 13h50 e 18h15. Já as saídas da Rodoviária, em dias úteis, acontecem às 8h, 11h, 11h55, 14h45, 16h45 e 19h30. Nos finais de semana, os horários são 8h, 11h, 11h55, 16h40 e 19h40.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Simeone explica provocação a Vinicius Jr. e recebe resposta de Xabi Alonso: ‘Não gostei do que vi’

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Diego Simeone minimizou a confusão com Vinicius Jr. durante o clássico entre Atlético de Madrid e Real Madrid, nesta quinta-feira (8), pela semifinal da Supercopa da Espanha.

Os dois se estranharam pelo menos duas vezes na partida realizada em Jeddah, na Arábia Saudita. Em uma delas, o treinador do Atlético de Madrid disse “Florentino (presidente do Real Madrid) vai fazer você ser demitido” para o camisa 7 merengue.

Na entrevista depois do jogo, Diego Simeone foi questionado sobre a confusão com Vini Jr. e minimizou dizendo que são coisas que ficam dentro de campo.

“Não tenho nada a dizer. Sempre digo, desde a época em que eu jogava, que as coisas de campo terminam dentro de campo e não há nada a declarar. Respeito muito o Carvajal, todos os jogadores do Real Madrid”, afirmou o treinador argentino.

A atitude de Simeone, porém, foi duramente criticada por Xabi Alonso. O treinador do Real Madrid chegou a cobrar o argentino após um novo desentendimento com Vini Jr., quando o camisa 7 foi substituído na reta final do segundo tempo.

“Não gostei do momento. Vi que o Cholo disse algo ao Vinícius e, para mim, esse tipo de coisa ultrapassa o respeito que se deve ter pelo companheiro. Depois vi o que foi dito e não gosto que se dirijam dessa forma aos meus jogadores. Eu não me dirijo assim aos rivais. Nem tudo vale”, disparou Xabi Alonso.

Em campo, o Real Madrid ganhou por 2 a 1 e vai fazer a final da Supercopa da Espanha com o Barcelona, neste domingo (11), às 16h (de Brasília), em Jeddah, na Arábia Saudita, com transmissão ao vivo do Disney+ Premium.

Próximos jogos do Atlético de Madrid:

Próximos jogos do Real Madrid:

  • Barcelona (N) – 11/01, 16h (de Brasília) – Supercopa da Espanha, com transmissão do Disney+

  • Albacete (F) – 14/01, 17h (de Brasília) – Copa do Rei, com transmissão do Disney+

  • Levante (C) – 17/01, 10h (de Brasília) – LALIGA, com transmissão do Disney+

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Ônibus da Pêssego Transportes derruba muro de imóvel em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, nesta quinta-feira (08)

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Local é o mesmo em que passageiros ficaram ilhados no teto de um coletivo da empresa Transunião nesta tarde durante alagamento na região

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta quinta-feira, 08 de janeiro de 2026, por volta das 16h, um ônibus municipal da Pêssego Transportes derrubou o muro de um imóvel após perder o controle na Rua Inácio Monteiro, em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo.

O veículo atende a linha 3751/10 COHAB Prestes Maia – Metrô Itaquera: não há informações de feridos.

A via em questão e o entorno foram afetados pela chuva que atingiu a capital paulista nesta tarde. No mesmo local, passageiros ficaram ilhados no teto de um ônibus da empresa Transunião por conta de um alagamento.

Em nota ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte) comunicou que a ocorrência segue em apuração pelo Programa de Redução de Acidentes de Transporte.

“A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que uma equipe do Programa de Redução de Acidentes de Transporte (PRAT) irá apurar a ocorrência da tarde desta quinta-feira (8), por volta das 16h, na R. Inácio Monteiro, em Guaianases. O caso envolveu um ônibus da Pêssego Transportes que operava pela linha 3751/10 COHAB Prestes Maia – Metrô Itaquera. O Resgate foi acionado. 

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) informa que até o momento a defesa civil não foi acionada.”

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Ônibus elétricos das três linhas especiais “Paulistar”, de lazer e cultura de São Paulo, transportam 24 mil passageiros em três meses de serviço gratuito

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Linha 2 (Circuito Parques) foi a mais procurada, o que indica a preferência dos passageiros

ADAMO BAZANI

Desde o lançamento, em setembro de 2025, até 04 de janeiro de 2026 (balanço consolidado mais recente da SPTrans – São Paulo Transporte e da prefeitura de São Paulo), as três linhas especiais de ônibus elétricos voltadas para o lazer e cultura na cidade já transportaram 23,9 mil passageiros.

Operando sempre aos domingos, são três trajetos específicos com partidas a cada 20 minutos entre 8h e 19h.

A escolha por modelos elétricos teve aprovação unânime dos passageiros, de acordo com uma pesquisa de satisfação da gerenciadora de transportes (Veja mais abaixo todos os resultados ao longo da reportagem).

Como todos os outros serviços do sistema de transportes da cidade de São Paulo, não há cobrança de tarifa aos domingos.

Segundo a gestão municipal, a Linha 2 (Circuito Parques) foi a mais procurada, com 8.938 usuários, seguida pela Linha 3 (Circuito Lazer), com 7.527 , e pela Linha 1 (Circuito Cultura), que contabiliza 7.424 registros até o momento.

No décimo quinto domingo de funcionamento, o último do ano, em 28 de dezembro, 2,4 mil pessoas utilizaram o serviço, um recorde desde que as linhas iniciaram as operações.

Um dos objetivos do uso de ônibus elétricos nestas linhas é que os veículos deste tipo não poluem, vibram menos e são silenciosos, permitindo uma melhor apreciação das atrações turísticas, de lazer, culturais e históricas abrangidas pelos itinerários.

SATISFAÇÃO:

A Prefeitura ainda destacou que o índice de satisfação com os serviços foi considerado alto.

De acordo com a gestão municipal, uma pesquisa de opinião conduzida pela SPTrans, apontou que o Paulistar recebeu 100% de aprovação dos usuários entrevistados, em todas as três linhas. O levantamento, realizado entre 9 e 16 de novembro de 2025 com 252 entrevistados, mostrou alto índice de satisfação em vários atributos:

Conforto / Lotação da viagem: 98,8% de satisfação.

Atendimento do motorista / cobrador: 97,6% de satisfação.

Segurança pessoal: 97,2% de satisfação.

O uso da tecnologia de ônibus elétricos também teve aprovação quase unânime, atingindo 100% nas Linhas Parques e Lazer e 97,32% na Linha Cultura.

O perfil de quem utiliza o serviço é predominantemente feminino (55,1%), com alta escolaridade (61,1% com superior completo) e idade média de 41 anos. A maioria dos entrevistados (74,6%) mora na cidade de São Paulo, mas foi registrada a presença de passageiros do interior de SP, de outros 16 estados brasileiros e de outros países, como Argentina, Chile, Portugal e Coreia do Sul.

ELÉTRICOS PODEM ABRIR NOVAS OPORTUNIDADES EM SISTEMA REGULARES DE TRANSPORTES URBANOS:

A presidente da Eletra Industrial, Milena Braga Romano, uma das fabricantes de ônibus elétricos no Brasil, em entrevista ao Diário do Transporte em dezembro de 2025, disse que este tipo de veículo gerar novas opções de deslocamentos e oportunidades de rentabilidade e negócios dentro do próprio sistema regular de transporte público, tanto para os operadores privados como para os gestores públicos: *turismo urbano e atendimentos especiais*.

De acordo com Milena, justamente pelo fato de os ônibus elétricos serem mais confortáveis, se tornam ideais para passeios, linhas especiais e atendimentos nos quais, a menor geração de ruído e trepidação se torna um fator essencial.

*“É necessário agregar mais serviços aos transportes públicos como forma de ampliar as opções para os passageiros, melhorar a imagem dos serviços junto a sociedade e reverter as perdas acumuladas ao longo de décadas de usuários e de atratividade dos sistemas. Os ônibus elétricos são perfeitamente um dos caminhos para isso. Não emitem poluição e por serem silenciosos permitem com que as pessoas que estejam nos ônibus contemplem melhor as atrações e pontos turísticos ao longo dos trajetos”* – disse Milena, que cita alguns exemplos de serviços especiais com ônibus elétricos bem-sucedidos.

Além do Paulistar, Milena citou a linha especial Natalina de São Paulo, que ligou as principais atrações de Natal e o comércio do centro da cidade,  e o transporte, em Belém, durante a COP30 [Conferência nas Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas], autoridades e pessoas credenciadas do evento foram transportadas em 15 trajetos especiais para a Blue Zone – área de tomada de decisões.

Relembre:

LINHAS DO PAULISTAR:

Linha Paulistar 1 – Circuito Cultura: parte do Terminal Parque D. Pedro II em direção ao Parque da Luz, passando por pontos centrais como Museu da Língua Portuguesa, Theatro Municipal, Pinacoteca, Pateo do Collegio, Mercadão, Praça da República e bairros da Liberdade e Bixiga.

Linha Paulistar 2 – Circuito Parques: liga o Parque da Independência, onde se encontra o Museu do Ipiranga, ao Parque Ibirapuera, com passagem pelo Parque da Aclimação. O trajeto inclui ainda referências como o Museu de Zoologia da USP e o Sesc Vila Mariana.

Linha Paulistar 3 – Circuito Lazer: tem ponto de partida no Pacaembu e destino no Paraíso, atendendo também o Parque Ibirapuera. A rota conecta a região da Avenida Paulista, com paradas próximas ao MASP, Casa das Rosas e Japan House, integrando áreas de esporte, cultura e lazer da cidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Testes com novo trem alteram a operação da Linha 15-Prata de monotrilho no domingo (11)

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Circulação ficará interrompida até às 10hs para testes com nova frota; passageiros serão atendidos por ônibus do sistema Paese

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Neste domingo, 11 de janeiro de 2026, serão retomados, na Linha 15-Prata de monotrilho, os testes da nova frota que entrará em operação até o final deste primeiro semestre.

Em razão desta atividade, todas as estações da linha ficarão fechadas da meia-noite do sábado (10) até às 10hs do domingo (11).

Durante toda a madrugada e até as estações serem abertas novamente, os passageiros serão atendidos, de Vila Prudente a Jardim Colonial, por ônibus gratuitos do sistema Paese.

Atualmente, estão em andamento os testes dinâmicos. Alguns já foram concluídos como, por exemplo, os de propulsão e freio. No momento, estão em execução os relacionados com o carregamento dos trens e a sinalização.

Também já foram concluídos todos os testes estáticos, como por exemplo, ar condicionado, iluminação e funcionalidades dos trens.

Circulação ininterrupta do sábado para o domingo

Além da circulação ininterrupta na Linha 15-Prata, que será atendida pelos ônibus do Paese, as demais linhas operadas pelo Metrô (1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha) também funcionarão durante toda a madrugada do sábado (10) para o domingo (11), para embarque e desembarque.

Em caso de dúvidas, a Central de Informações do Metrô atende diariamente, das 5h à meia-noite, pelo telefone 0800-770-7722.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Com gol de Rodrygo, Real bate o Atlético e fará final da Supercopa com o Barcelona

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O Real Madrid fará a final da Supercopa da Espanha com o Barcelona. O confronto entre os dois gigantes foi confirmado nesta quinta-feira (8), após a vitória do time da capital para cima do Atlético de Madrid por 2 a 1, em duelo disputado em Jeddah, na Arábia Saudita.

O Real abriu o placar logo no primeiro minuto, com Valverde, em bela cobrança de falta. No início da segunda etapa, Rodrygo recebeu lindo passe do uruguaio e ampliou o marcador, enquanto Sorloth, de cabeça, diminuiu para o Atleti.

Vinicius Jr., titular mais uma vez, foi substituído em meio a vaias e aplausos, e chegou a se desentender com Diego Simeone em duas oportunidades.

Com isso, os dois maiores times espanhóis duelarão valendo a taça pelo segundo ano consecutivo. Em janeiro de 2025, o Barça dominou o rival e venceu por 5 a 2. Já no primeiro confronto entre eles na atual temporada, deu Real, que venceu por 2 a 1, dentro do Santiago Bernabéu.

Se para chegar à final o time da capital teve que bater o rival local nesta quinta, o Barcelona, um dia antes, massacrou o Athletic Bilbao, ao vencer por 5 a 0, com grande atuação do brasileiro Raphinha.

O duelo entre Real e Barça acontece no domingo (11), e terá transmissão do Disney+ Premium a partir das 16h (de Brasília).

Próximos jogos do Atlético de Madrid:

Próximos jogos do Real Madrid:

  • Barcelona (N) – 11/01, 16h (de Brasília) – Supercopa da Espanha, com transmissão do Disney+

  • Albacete (F) – 14/01, 17h (de Brasília) – Copa do Rei, com transmissão do Disney+

  • Levante (C) – 17/01, 10h (de Brasília) – LALIGA, com transmissão do Disney+

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Lirabus (VB Transportes) começa a operar linha direta entre Holambra (SP) e a capital paulista a partir de segunda (12)

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Segundo prefeitura do interior paulista, serão quatro partidas por dia, duas em cada sentido

ADAMO BAZANI

A partir de segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, a cidade de Holambra, na região metropolitana de Campinas, no interior paulista, vai contar com uma linha direta de ônibus rodoviários para a capital paulista.

Os serviços são operados pela VB Transportes, com ônibus da empresa Lirabus, ambas do Grupo Belarmino, e, segundo a prefeitura de Holambra, foram programadas quatro partidas diárias, sendo duas em cada sentido.

LOCAIS E HORÁRIOS:

Em Holambra, os ônibus partem da Praça dos Pioneiros, na região central, às 05h50 e às 15h30.

Já na capital paulista, os coletivos saem do Terminal Rodoviário do Tietê, na zona Norte, às 7h30 e às 16h.

VALORES DAS PASSAGENS:

O valor da passagem é de R$ 74,05 para o trecho Holambra–São Paulo e de R$ 85,30 para o trecho São Paulo–Holambra (o valor maior é porque no Terminal Tietê, a administração da rodoviária cobra taxa de embarque.

PARADAS:

Durante o trajeto, a linha realiza paradas nas cidades de Artur Nogueira, Cosmópolis e Paulínia.

CIDADE DAS FLORES:

Distante a cerca de 130 km da capital, Holambra é conhecida como “Cidade das Flores” e tem cerca de 18 mil habitantes.

Famosa pela forte influência holandesa, arquitetura, gastronomia e, principalmente, seus campos floridos, a cidade sedia anualmente a Expoflora, considerado o maior evento de flores da América Latina, habitualmente em todo o mês de setembro.

Entre os pontos turísticos estão:

Atrações e pontos turísticos

Moinho dos Povos Unidos: Réplica fiel de moinho holandês, cartão-postal.

Campos de Flores: Campos de girassóis e outras flores para fotos, como Macena Flores.

Parque Van Gogh: Homenagem ao pintor, com campos de flores e arte.

Rua dos Guarda-Chuvas: Túnel de guarda-chuvas coloridos no Boulevard.

Deck do Amor: No Lago Vitória Régia, para colocar cadeados.

Museu Histórico de Holambra: Detalhes da imigração.

Gastronomia: Restaurantes com comida típica e sorvetes de flores.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Passageiros ficam ilhados em teto de ônibus municipal em Guaianases durante temporal na capital paulista

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Defesa Civil emitiu estado de alerta severo e Itaim Paulista registrou transbordamento no Córrego Três Pontes, na Avenida Marechal Tito

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Na tarde desta quinta-feira, 08 de janeiro de 2026, passageiros ficaram ilhados no teto de um ônibus municipal em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo (SP).

Toda a cidade se encontra em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas.

A região do Itaim Paulista permanece em estado de alerta, com registro de transbordamento do Córrego Três Pontes, na altura da Avenida Marechal Tito nº7557.

A Defesa Civil também emitiu alerta severo para chuva forte na Zona Sul da capital paulista e nas cidades de Santo André e São Caetano do Sul, com raios, rajadas de vento e granizo.

Confira o comunicado do CGE sobre a situação do clima nesta quinta-feira (08):

“Áreas de chuva vindas do interior começam continuam atuando de forma isolada com forte intensidade na capital paulista. Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo, mostram chuva com lento deslocamento e forte intensidade nas Zonas Leste, Sul e Sudeste, principalmente nas subprefeituras de Itaim paulista, Guaianases, Cidade Tiradentes, São Mateus, Itaquera, Mooca, Aricanduva/Formosa, Vila Mariana, Ipiranga, Jabaquara, Santo Amaro e Cidade Ademar. Essas chuvas devem atingir também o Centro e a Zona Oeste.

Há potencial para queda de granizo, rajadas de vento, formação de alagamentos, e queda de árvore na cidade. O tempo segue instável com chuvas variando de intensidade, atuando de forma lenta e isolada até o fim da tarde desta quinta-feira (08)”.

O órgão da prefeitura aponta as seguintes recomendações para amenizar os efeitos dos alagamentos:

– Evite transitar em ruas alagadas;

– Se a chuva causou inundações, não se aventure a enfrentar correntezas;

– Fique em lugar seguro. Se precisar, peça ajuda;

– Mantenha-se longe da rede elétrica e não pare debaixo de árvores. Abrigue-se em casas e prédios;

– Planeje suas viagens, para que haja menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas;

– Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através do número 156 ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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