Novo marco energético é apontado como base para a descarbonização do transporte público e da mobilidade coletiva no continente
ALEXANDRE PELEGI
A União Europeia deu um passo central para a descarbonização do transporte público ao consolidar um novo marco regulatório para o hidrogênio e os gases de baixo carbono, alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. As diretrizes, apresentadas pela Comissão Europeia, reorganizam o mercado energético do bloco com o objetivo de criar condições estruturais para substituir combustíveis fósseis em setores intensivos em emissões, entre eles ônibus urbanos, sistemas metropolitanos, ferrovias e transporte coletivo de média e longa distância.
Logo na apresentação do pacote, a Comissão Europeia afirma que “a descarbonização do setor de gás da União Europeia e a criação de um mercado de hidrogênio darão uma contribuição fundamental para alcançar a neutralidade climática até 2050”, deixando claro que a política energética é tratada como vetor indispensável para a transição da mobilidade.
Novo marco regula gás e cria ambiente específico para o hidrogênio
O novo arcabouço atualiza as regras do mercado de gás natural e cria, pela primeira vez, um regime regulatório específico para o hidrogênio. Segundo o documento, o objetivo é “atualizar as regras do mercado de gás natural da União Europeia… e, ao mesmo tempo, introduzir um novo marco regulatório para uma infraestrutura dedicada ao hidrogênio”, abrangendo produção, transporte, armazenamento e acesso às redes.
Na prática, a iniciativa busca resolver um dos principais gargalos da descarbonização do transporte público: a ausência de oferta estável, certificada e economicamente viável de combustíveis alternativos ao diesel. Sem um mercado estruturado de hidrogênio e gases de baixo carbono, tecnologias como ônibus a célula a combustível, trens movidos a hidrogênio em trechos não eletrificados e frotas operacionais de apoio permanecem restritas a projetos-piloto. O novo marco europeu pretende transformar essas soluções em opções escaláveis.
Regras comuns para viabilizar infraestrutura integrada
Outro eixo central da regulamentação é a criação de um ambiente integrado e competitivo. O texto estabelece como diretriz “criar um ambiente regulatório equilibrado, baseado em regras válidas em toda a União Europeia, para o mercado e a infraestrutura de hidrogênio, removendo barreiras que dificultam o seu desenvolvimento”. Essa padronização é considerada fundamental para viabilizar corredores energéticos transfronteiriços que possam abastecer sistemas de transporte coletivo em diferentes países.
O pacote também amplia o acesso às infraestruturas para gases renováveis e de baixo carbono, permitindo o reaproveitamento parcial da malha existente de gás. Para o transporte público, isso representa a possibilidade de reduzir custos sistêmicos da transição energética, um fator sensível em um setor historicamente pressionado por tarifas, subsídios e limites orçamentários dos entes públicos.
Segurança jurídica para operadores e poder público
Outro ponto relevante é a introdução de critérios de certificação para o hidrogênio de baixo carbono e combustíveis correlatos, criando previsibilidade regulatória. Para operadores de transporte, autoridades concedentes e fabricantes de veículos, essa segurança jurídica é decisiva para investimentos de longo prazo, compatíveis com contratos de concessão, renovação de frota e planejamento urbano.
As novas regras também reforçam a segurança do suprimento energético durante a transição e estabelecem limites claros para a permanência de combustíveis fósseis não mitigados. O texto prevê que contratos de longo prazo para gás fóssil sem abatimento de emissões não ultrapassem 2049, sinalizando ao setor de transporte que a substituição energética deixará de ser opcional e passará a integrar o planejamento estrutural.
Governança integrada entre energia e mobilidade
Como parte da governança, a União Europeia trabalha na criação de uma rede paneuropeia de operadores de hidrogênio, responsável por coordenar o desenvolvimento das infraestruturas e garantir integração técnica entre os países. Isso significa uma rede conectada entre vários países, planejada e operada de forma coordenada. Em linha com o pacote regulatório de hidrogênio e gases descarbonizados, essa iniciativa deve se concretizar na criação da European Network of Network Operators for Hydrogen (ENNOH), uma associação sem fins lucrativos prevista para ser estabelecida em 2025 que reunirá os operadores de redes de transmissão de hidrogênio de toda a UE.
A missão da ENNOH será promover o desenvolvimento e o funcionamento adequado do mercado interno de hidrogênio e do comércio transfronteiriço, bem como garantir a gestão, operação coordenada e evolução técnica da futura rede europeia de transmissão de hidrogênio.
Entre as tarefas atribuídas ao organismo estão o desenvolvimento de códigos de rede e recomendações técnicas, a elaboração de planos de desenvolvimento da rede de hidrogênio de longo prazo e a promoção da transparência e cooperação regional entre os países membros, em consonância com os objetivos climáticos e energéticos do pacote de descarbonização da UE. A ENNOH também trabalhará em estreita cooperação com outras redes de operadores de sistemas de energia — como as de eletricidade e de gás — para identificar sinergias e fomentar a integração dos diferentes vetores energéticos, reforçando a eficiência global do sistema energético europeu.
NEUTRALIDADE CLIMÁTICA
Ao integrar o Acordo Verde Europeu e o plano REPowerEU, o novo marco regulatório consolida a leitura de que a neutralidade climática até 2050 passa, necessariamente, pela transformação do transporte coletivo. Mais do que uma política energética, trata-se de criar as bases para que ônibus, trens e sistemas urbanos deixem de ser dependentes de combustíveis fósseis sem transferir integralmente os custos da transição para usuários e operadores.
O que são o Acordo Verde Europeu e o plano REPowerEU
O Acordo Verde Europeu é a estratégia de longo prazo da União Europeia para transformar sua economia em um modelo climaticamente neutro até 2050. Lançado em 2019, o plano estabelece diretrizes para reduzir emissões de gases de efeito estufa, ampliar o uso de energias limpas, estimular inovação tecnológica e reorganizar setores intensivos em carbono, como energia, indústria e transporte.
No campo da mobilidade, o Acordo Verde Europeu parte do princípio de que a descarbonização do transporte público é essencial para atingir as metas climáticas, incentivando a substituição gradual de combustíveis fósseis por alternativas de baixo carbono, como eletrificação, hidrogênio e gases renováveis, além da priorização de sistemas coletivos nas cidades.
Já o REPowerEU é um plano complementar, lançado em 2022, com foco na segurança energética do bloco. A iniciativa ganhou força após a crise geopolítica e energética na Europa e tem como objetivo reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, diversificar fontes de energia e acelerar investimentos em infraestrutura energética limpa.
No contexto do transporte público, o REPowerEU reforça a necessidade de cadeias de suprimento energéticas mais resilientes, capazes de garantir abastecimento estável para ônibus, trens e sistemas urbanos durante a transição energética. O plano conecta política climática e segurança de suprimento, evitando que a mudança de matriz recaia sobre tarifas, operadores ou usuários.
Em conjunto, o Acordo Verde Europeu e o REPowerEU formam a base estratégica que sustenta o novo marco regulatório para hidrogênio e gases de baixo carbono, integrando energia, transporte público e planejamento urbano na trajetória da União Europeia rumo à neutralidade climática.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Aumento varia entre 3,5% e 4,5% e atinge linhas que ligam diferentes cidades do interior paulista
YURI SENA
As passagens dos ônibus intermunicipais que atendem a região de Itapetininga, no interior de São Paulo, passam por reajuste a partir desta terça-feira, 6 de janeiro de 2025.
A atualização dos valores foi confirmada pelo Governo do Estado e envolve linhas que conectam municípios como Itapetininga, São Miguel Arcanjo, Tapiraí, Sorocaba, Tatuí, Boituva e outras cidades da região.
Segundo o governo estadual, o aumento nas tarifas, que varia entre 3,5% e 4,5%, leva em consideração a elevação dos custos operacionais do sistema, como combustível, manutenção dos veículos e tarifas de pedágio.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) divulgou a lista completa com os novos valores das passagens, que já entram em vigor nesta terça-feira. Entre os trechos reajustados estão linhas curtas, como Alambari–Itapetininga, e trajetos mais longos, como São Miguel Arcanjo–Sorocaba e Itapetininga–Sorocaba.
Confira a lista completa das linhas com tarifas reajustadas:
Linha 6106 (Tietê – Cerquilho): R$ 5,80
Linha 6116 (Sarapuí – Itapetininga): R$ 8,00
Linha 6339 (São Miguel Arcanjo – Itapetininga): R$ 10,00
Linha 6340 (São Miguel Arcanjo – Itapetininga): R$ 10,95
Linha 6101 (Boituva – Sorocaba): R$ 10,35
Linha 6113 (Itapetininga – Sorocaba): R$ 23,80
Linha 6114 (Itapetininga – Sorocaba): R$ 23,75
Linhas 6118, 6119 e 6120 (Alambari – Itapetininga): R$ 5,10
Linha 6320 (Tapiraí – Piedade): R$ 7,20
Linhas 6333 e 6334 (São Miguel Arcanjo – Sorocaba): R$ 32,75
Linha 6105 (Sarapuí – Sorocaba): R$ 23,50
Linha 6108 (Tatuí – Sorocaba): R$ 22,45
Linhas 6108EX1 e 6108EX2 (Tatuí – Sorocaba): R$ 33,40
Linha 6108EX3 (Tatuí – Sorocaba): R$ 29,80
Linha 6110 (Tatuí – Sorocaba): R$ 22,45
Linhas 6115 e 6115EX1 (Itapetininga – Tatuí): R$ 16,00
SUPAS indefere seis solicitações de operação regular por descumprimento das regras de mercado da Resolução nº 6.033/2023
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indeferiu, entre os dias 24 e 26 de dezembro de 2025, seis pedidos de emissão de Termo de Autorização apresentados por três empresas para a prestação do serviço regular de transporte rodoviário coletivo interestadual de passageiros. As decisões foram publicadas pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS) e têm como fundamento o fato de os mercados solicitados não estarem autorizados às requerentes, em desacordo com a Resolução nº 6.033, de 21 de dezembro de 2023.
As negativas atingem pedidos feitos pelas empresas Elite Vitória 7000 Transportadora Turística Ltda, CS Vip Logtur Transportes e Turismo Ltda e Viação Sete Ltda, em processos administrativos distintos, mas com fundamentação regulatória idêntica.
Como ficaram os pedidos de autorização
A Elite Vitória 7000 Transportadora Turística Ltda, que opera sob o nome fantasia Elitebus Viagens, teve três pedidos indeferidos nos processos nº 50505.075217/2025-27, 50505.075220/2025-41 e 50505.075218/2025-71. A empresa foi fundada em 3 de julho de 2015 e está sediada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Segundo a ANTT, os mercados solicitados não constavam como autorizados à empresa no regime vigente.
Já a CS Vip Logtur Transportes e Turismo Ltda – EPP, nome fantasia Viação Vip Brasil, teve negado o pedido referente ao processo nº 50505.076735/2025-68. A empresa foi fundada em 16 de setembro de 2020 e tem sede em Goiânia, Goiás. Assim como nos demais casos, a SUPAS concluiu que os mercados pretendidos não estavam formalmente autorizados, o que impede a emissão do Termo de Autorização.
A Viação Sete Ltda teve dois pedidos indeferidos, nos processos nº 50505.077620/2025-91 e 50505.077619/2025-66, ambos publicados em 26 de dezembro. A empresa foi fundada em 4 de maio de 2012 e está localizada no município de Timon, no estado do Maranhão. A ANTT apontou que a operadora também não atende aos requisitos de autorização de mercado previstos na regulamentação atual.
O que é “mercado autorizado” na ANTT
No transporte rodoviário coletivo interestadual de passageiros, a ANTT não autoriza as empresas a operarem livremente qualquer linha. Cada operadora só pode atuar nos mercados autorizados, que são pares de cidades ou trechos específicos previamente aprovados pela agência.
Na prática, isso significa que:
a empresa precisa solicitar autorização para cada mercado que pretende operar;
a ANTT avalia se aquele mercado já está autorizado à empresa, conforme regras técnicas e regulatórias;
se o mercado não constar entre os autorizados, o pedido é indeferido, mesmo que a empresa esteja regular em outros aspectos.
Esse modelo, previsto na Resolução nº 6.033/2023, busca organizar a oferta do transporte interestadual por ônibus, evitar sobreposição de serviços e garantir concorrência regulada entre as operadoras, informa a ANTT.
Todas as decisões foram assinadas pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr, e entraram em vigor na data de suas respectivas publicações.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O Corinthians encaminhou um acordo para romper o contrato do lateral-direito Fagner. O jogador deve assinar a rescisão ainda nesta segunda-feira (5) e ficar livre para se transferir definitivamente ao Cruzeiro, clube ao qual ele estava emprestado.
O contrato de empréstimo com a Raposa terminou ao fim da última temporada. Fagner, porém, não estava nos planos do técnico Dorival Júnior. O ala nem chegou a se reapresentar com o restante do elenco no último sábado, assim como o volante Alex Santana e outros dois atletas.
Economia milionária
A iminente rescisão contratual com Fagner irá ajudar os cofres do Corinthians. A diretoria alvinegra prevê uma economia de aproximadamente R$ 8 milhões com a saída do jogador de 36 anos. A informação foi antecipada pela CNN e confirmada pela ESPN.
Fagner deve trabalhar novamente ao lado de Tite, desta vez no Cruzeiro. O jogador foi treinado pelo comandante no Corinthians e também na Seleção Brasileira.
Com a camisa celeste, Fagner disputou 17 partidas na temporada passada, sendo 14 como titular, e contribuiu com uma assistência. Ele chegou a revezar posição com William, mas sofreu uma fratura na fíbula e perdeu praticamente todo o restante do ano.
Redução de gastos
Do lado do Corinthians, o que pesou para a saída de Fagner é o alto custo do atleta. Um dos principais planos da gestão de Osmar Stabile é realizar uma redução de gastos severa para 2026.
No orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo, o clube projetou fechar o próximo ano com um superávit de R$ 12 milhões. O resultado operacional esperado é um lucro de R$ 320 milhões.
Para atingir esse objetivo, o Timão pretende diminuir os custos com salários de funcionários e jogadores, categoria na qual Fagner estaria incluso. De acordo com o orçamento, os custos com “Pessoal”, categoria que engloba este tipo de gasto, irão sofrer um corte de 19% – de R$ 505 milhões para R$ 410 milhões anuais.
Posição carente
Com a saída de Fagner, o Corinthians ficará apenas com Matheuzinho como lateral direito de origem, assim como aconteceu na última temporada. Em 2025, o Timão sofreu com a carência na posição e precisou improvisar atletas, como Charles, José Martínez e Félix Torres.
Uma opção para a função pode ser o lateral Renzo Saravia, de saída do Atlético-MG. O argentino foi oferecido ao clube alvinegro que, liderado pelo executivo de futebol Marcelo Paz, avalia a contratação.
Decreto municipal garante viagens gratuitas no sistema de ônibus a partir de janeiro
YURI SENA
A Prefeitura de Alagoinhas, no interior da Bahia, oficializou a adoção da Tarifa Zero no transporte coletivo municipal aos domingos e feriados. A medida foi instituída por decreto assinado na última terça-feira (30) e passa a vigorar a partir do dia 5 de janeiro, garantindo gratuidade nas viagens de ônibus nessas datas.
Com a nova política, moradores e visitantes poderão utilizar o sistema de transporte público sem custo em dias tradicionalmente destinados ao lazer, visitas familiares e atividades culturais, ampliando o acesso à mobilidade urbana e estimulando a circulação pela cidade.
Segundo o prefeito Gustavo Carmo, a iniciativa representa um avanço nas políticas de inclusão social do município. De acordo com ele, a gratuidade contribui para fortalecer a convivência comunitária, facilitar o acesso a espaços públicos e melhorar a qualidade de vida da população, além de tornar a cidade mais acessível também para turistas.
O secretário municipal de Mobilidade Urbana e Ordem Pública, Hilton Ribeiro, destacou que a Tarifa Zero nesses dias é um marco para a mobilidade local, ao permitir deslocamentos com mais liberdade e facilidade, beneficiando tanto moradores quanto visitantes.
A Prefeitura informou que a gratuidade será válida apenas aos domingos e feriados, mantendo-se a cobrança normal das passagens nos demais dias da semana. A expectativa é que a medida incentive o uso do transporte coletivo e amplie o acesso da população aos serviços e atividades oferecidos no município.
Agência aprova garantias, salvaguardas regulatórias e uso exclusivo dos recursos na concessão; valor estimado da captação, divulgado anteriormente pela concessionária, é de R$ 650 milhões
ALEXANDRE PELEGI
A ARTESP autorizou a Concessionária Rodoanel Norte SPE S.A. a realizar sua primeira emissão de debêntures simples, estabelecendo as condições, garantias e travas regulatórias para a captação de recursos destinada à continuidade das obras do Rodoanel Norte, trecho final do Rodoanel Mário Covas (SP-021), na Região Metropolitana de São Paulo.
As debêntures são um instrumento de financiamento de longo prazo usado em projetos de infraestrutura para captar recursos no mercado de capitais, reduzindo a dependência de crédito bancário e adequando o perfil da dívida ao ciclo de obras. No caso do Rodoanel Norte, a estrutura aprovada busca viabilizar a conclusão do trecho, com garantias suficientes aos investidores e fiscalização regulatória.
A deliberação da ARTESP não fixa o valor da captação. Em informações divulgadas anteriormente pela concessionária ao mercado, a primeira emissão foi estruturada no montante estimado de R$ 650 milhões, como parte do financiamento necessário para a conclusão das obras. A operação foi registrada na CVM.
O Rodoanel Norte é o último segmento do anel viário metropolitano de São Paulo. O traçado conecta rodovias estratégicas, como a Fernão Dias e a Presidente Dutra, com o objetivo de desviar o tráfego pesado da malha urbana, reduzir congestionamentos, melhorar a logística regional e integrar corredores rodoviários estaduais e federais.
Concessão, grupo controlador e prazo
A concessão do trecho norte é operada pela Concessionária Rodoanel Norte SPE, controlada pelo grupo Via Appia Concessões. O contrato foi assinado em 2023, com prazo de 30 anos, prevendo a conclusão das obras, operação e manutenção do sistema. O projeto envolve investimentos bilionários ao longo do período concessório, segundo parâmetros contratuais e planos de financiamento.
A Deliberação nº 1082 da ARTESP aprovou a anuência para a 1ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única e distribuição pública, registrada sob rito automático. A Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. atuará como agente fiduciário, representando os investidores. O grupo Via Appia participa da operação como fiador.
A agência também autorizou a constituição de garantias robustas, entre elas:
Alienação fiduciária de 100% das ações da concessionária;
Significa que todas as ações da concessionária foram dadas em garantia da operação financeira. Se a empresa não cumprir suas obrigações com os investidores, o controle da concessionária pode ser transferido para assegurar o pagamento da dívida, sempre mediante aprovação prévia da ARTESP.
Cessão fiduciária de direitos creditórios depositados em conta vinculada de movimentação restrita;
Isso quer dizer que a concessionária vincula parte de suas receitas futuras (direitos de recebimento) a uma conta específica, que só pode ser movimentada conforme regras previamente definidas. Esses recursos servem como garantia do pagamento das debêntures, sem comprometer a operação e a continuidade do serviço público.
Garantia fidejussória adicional do controlador.
Além das garantias da própria concessão, o grupo controlador assume responsabilidade direta pela dívida. Na prática, se a concessionária não pagar, o controlador é obrigado a honrar os compromissos, reduzindo o risco para os investidores.
Salvaguardas regulatórias
A autorização veio acompanhada de condicionantes para preservar a continuidade do serviço público e o controle regulatório, incluindo:
Uso exclusivo dos recursos nas atividades da concessão; estes não podem ser emprestados nem transferidos para empresas do mesmo grupo econômico sem aval prévio da ARTESP;
Aprovação prévia da agência para qualquer transferência de concessão ou mudança de controle societário;
Possibilidade de a ARTESP alterar percentuais de garantias se necessário para assegurar o cumprimento do contrato;
Risco de caducidade caso haja alteração de controle sem autorização;
Obrigação de apresentação dos contratos assinados e registrados em até 30 dias.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Valores foram para R$ 5,00 e R$ 5,90, respectivamente. São Paulo aumenta nesta terça-feira (06) para R$ 5,30
ADAMO BAZANI e YURI SENA
As tarifas de transportes municipais estão mais altas em mais duas capitais: Rio de Janeiro, onde o valor foi para R$ 5,00 no dia 04; e Salvador, com passagem a R$ 5,90, nesta segunda-feira, 05 de janeiro de 2026,.
Nesta terça-feira, 06 de janeiro de 2026, é a vez de São Paulo reajustar a tarifa básica dos ônibus, que irá para R$ 5,30.
Os transportes metropolitanos também têm reajuste em São Paulo a partir desta terça-feira.
Veja todos os valores:
RIO DE JANEIRO:
A tarifa básica dos transportes da capital do Rio de Janeiro publicou nesta terça-feira, 30 de dezembro de 2025 foi de R$ 4,70 para R$ 5, incluindo ônibus municipais (comuns e BRT – Bus Rapid Transit) e do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) .
O reajuste foi aplicado em 04 de janeiro de 2026
O mesmo valor é para as vans e aos chamados “cabritinhos”, que operam em áreas periféricas.
O decreto do prefeito Eduardo Paes também reajusta os valores de remunerações e subsídios pagos às empresas de ônibus.
A remuneração por passageiro transportado passa a ser de R$ 6,60.
O Indicador de Receita por Quilômetro – IRK, a vigorar a partir do dia 1º de janeiro de 2026, sendo que o valor da remuneração por quilômetro correspondente ao subsídio tarifário a ser pago às concessionárias de ônibus passa a ser de R$ 3,06.
SALVADOR
Passa a valer a partir desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2025, o novo valor da tarifa do transporte coletivo urbano de Salvador. A passagem foi reajustada de R$ 5,60 para R$ 5,90, o que representa um aumento de 5,3%, conforme anunciado pela Prefeitura da capital baiana.
O reajuste se aplica aos ônibus convencionais, além dos veículos que operam nos sistemas BRT e STEC, conhecidos como “amarelinhos”. Segundo a administração municipal, o valor permanecerá em vigor ao longo de todo o ano de 2026.
Como noticiou o Diário do Transporte, este é o segundo aumento registrado em um intervalo de um ano. Em janeiro de 2025, a tarifa já havia sido reajustada em R$ 0,40, passando a custar R$ 5,60, com alta de 7,69% naquele período.
Relembre:
Tarifa de ônibus em Salvador (BA) é reajustada para R$ 5,90 a partir de segunda-feira (5)
Em nota, a Prefeitura informou que os usuários do Salvador Card seguem contando com o sistema de integração tarifária, que permite o uso de até três modais, incluindo o metrô, mediante o pagamento de uma única tarifa.
Com a atualização que começa a valer hoje, a passagem de Salvador passa a superar a de outras capitais brasileiras, como São Paulo, onde as tarifas de ônibus municipais serão de R$ 5,30 e do sistema metroferroviário R$ 5,40 a partir de 6 de janeiro, e o Rio de Janeiro, que reajusta sua tarifa para R$ 5,00 no dia 4 de janeiro.
A gestão municipal justificou o reajuste citando investimentos feitos no sistema de transporte ao longo do último ano, incluindo ampliação de modais e renovação da frota. Nesta semana, a Prefeitura também firmou um contrato de R$ 264 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de 300 novos ônibus.
SÃO PAULO E GRANDE SÃO PAULO:
Nesta segunda-feira (5), subiram as tarifas de R$ 5,80 para R$ 6,10 as cidades de Osasco (SP), Barueri (SP), Carapicuíba (SP), Jandira (SP) e Itapevi (SP)
Vai até 23h59 desta segunda-feira, 05 de janeiro de 2026, a possibilidade de comprar créditos para o Bilhete Único dos ônibus da cidade de São Paulo com o valor de R$ 5 para adiar um pouco os efeitos no bolso do aumento da tarifa que vai para R$ 5,30 na terça-feira, dia 06. O Bilhete Único é usado também no sistema de trens e metrô na Grande São Paulo que também terão aumento em 06 de janeiro de 2026 e passam de R$ 5,20 para R$ 5,40.
No caso da integração entre ônibus municipais de São Paulo e trilhos, o valor passa para R$ 9,38.
Os créditos comprados nesta segunda-feira têm validade de seis meses e serão descontados pelo valor de R$ 5, neste período, porque foram comprados antes do reajuste.
Esta dica só vale para o Bilhete Único.
O Cartão TOP, nos ônibus intermunicipais, desconta o saldo não pela quantidade de viagens compradas, mas pelos valores do momento em que o passageiro roda as catracas. Assim, mesmo comprando antes, o desconto já vai ser pelo valor do aumento.
E nessa terça-feira, 06 de janeiro de 2026, também sobem as tarifas dos ônibus metropolitanos no Estado de São Paulo.
Os valores variam de acordo com a extensão de cada linha e se são comuns ou seletivas.
Na Grande São Paulo, as comuns terão preços entre R$ 4,15 e R$ 12 e as seletivas entre R$ 9,05 e R$ 30,65.
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, que liga cidades do ABC Paulista às zonas Sul e Leste da capital, a tarifa fica R$ 0,30 mais cara e passa de R$ 6,05 para R$ 6,35. A integração entre este corredor e os ônibus municipais nos terminais São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema) passa de R$ 1,35 para R$ 1,40.
As tarifas dos ônibus dos serviços para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas aumentam também.
As linhas seletivas vão para R$ 68,05.
A linha comum também tem reajuste e passa para R$ 8,35, é a ligação Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Estação Tatuapé do Metrô).
Têm reajustes as integrações entre ônibus metropolitanos e sistemas de trilhos, como nas estações Grajaú, Campo Limpo e Capão Redondo da linha 5-Lilás, em Rio Grande da Serra com a linha 10-Turquesa da CPTM e no Terminal Sacomã entre Linhas do ABC e o Expresso Tiradentes da SPTrans.
Nesta terça-feira (06), também ficam mais altas as tarifas de algumas cidades vizinhas da capital, como Mauá e Ribeirão Pires, no ABC Paulista.
Mauá:
Aumenta a tarifa a partir de 06 de janeiro de 2026
Operadora de Transportes: Suzantur
Valores:
Cartão SIM (do transporte da cidade) – De R$ 4,60 para R$ 4,90
Dinheiro: De R$ 5,50 para R$ 5,90
Vale-Transporte dos trabalhadores: De R$ 7,00 para R$ 7,50
Ribeirão Pires:
Aumenta a tarifa a partir de 06 de janeiro de 2026
Operadora de Transportes: Suzantur
Valores:
Bilhetagem Eletrônica: De R$ 5,40 para 5,70
Dinheiro: R$ 6,00 para R$ 6,40
Vale-Transporte (Empresas): R$ 7,00 para R$ 7,50
Aumentaram já no dia 1º de janeiro de 2026, as tarifas as cidades de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Rio Grande da Serra e Arujá.
INTERMUNICIPAIS DO ABC
TRÓLEBUS (CORREDOR ABD)
De R$ 6,00 para R$ 6,35
Integração em São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema)
De R$ 1,35 para R$ 1,40
LINHAS FORA DO CORREDOR (COMUNS E SELETIVAS)
De R$ 4,35 para R$ 4,55
De R$ 5,65 para R$ 5,90
De R$ 5,70 para R$ 5,95
De R$ 6,15 para R$ 6,45
De R$ 6,75 para R$ 7,05
De R$ 6,80 para R$ 7,10
De R$ 7,35 para R$ 7,70
De R$ 7,95 para R$ 8,30
De R$ 8,05 para R$ 8,40
De R$ 8,75 para R$ 9,15
De R$ 8,80 para R$ 9,20
De R$ 9,00 para R$ 9,40
COMUNS INTEGRADAS AO TREM OU NO TERNIMAL SACOMÃ
Rio Grande da Serra
Bilhete Integrado Metropolitano (Linha 10 Turquesa) x Ônibus Intermunicipal na Estação de Rio Grande da Serra – R$ 9,05
Terminal Sacomã- Expresso Tiradentes x Linhas do ABC
As passagens de ônibus intermunicipais do ABC que se integram com o Expresso Tiradentes no Terminal Sacomã também ficam mais caras a partir de 06 de janeiro de 2026 e ficam entre R$ 6,45; R$ 7,10; R$ 7,70; R$ 9,20 e R$ 9,40, dependendo da linha
ÔNIBUS DA CAPITAL PAULISTA (SPTRANS); TRANSPORTES METROPOLITANOS EM TRILHOS E ÔNIBUS INTERMUNICIPAIS METROPOLITANOS (logo depois das tabelas)
A partir de 06 de janeiro de 2026, andar de metrô, trem, monotrilho e ônibus intermunicipais metropolitanos fica mais caro na Grande São Paulo. Também aumenta o valor da passagem dos ônibus municipais da capital paulista.
No caso da tarifa básica do sistema de trilhos, o valor passa de R$ 5,20 para R$ 5,40 e dos ônibus municipais gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte) passa de R$ 5 para R$ 5,30.
Carregar antes do aumento garante valor sem reajuste por seis meses
Mas atenção, também haverá reajuste nas tarifas integradas entre ônibus municipais da capital paulista e o sistema de trilhos, no vale-transporte pago aos trabalhadores pelos empregadores e as modalidades temporais do Bilhete Único, como “Mensal”, por exemplo.
No caso da integração entre ônibus e trilhos, o valor passa para R$ 9,38.
O Vale-Transporte dos trabalhadores vai de R$ 5,49 para R$ 5,82 no caso de uso somente nos ônibus do sistema da SPTrans.
Já o Vale-Transporte Integrado entre Trilhos e Ônibus passa a ser de R$ 11,32.
O Bilhete Único Mensal com uso somente nos ônibus passa de R$ 242,95 para R$ 257,53. Com uso somente nos trilhos o valor irá para R$ 262,43 e, no caso da integração Ônibus e Trilhos, vai para R$ 411,13
Também há aumentos no valor básico e integrado nas modalidades 24 h e semanal dos bilhetes.
O Bilhete do Madrugador, que é para quem usa trens das 4h às 5h35; e o metrô e monotrilho de 4h40 às 6h15, passa para R$ 4,78 na modalidade comum; R$ 5,30 para o vale-transporte e R$ 120,18, integrado.
Os bilhetes fidelidades de oito, 20 e 50 viagens ficam mais caros também, indo para R$ 40; R$ 97,20 e R$ 234.
VEJA AS TABELAS:
ÔNIBUS INTERMUNICIPAS METROPOLITANOS
GRANDE SÃO PAULO:
Todas as linhas metropolitanas de ônibus terão aumento.
As comuns terão preços entre R$ 4,15 e R$ 12 e as seletivas entre R$ 9,05 e R$ 30,65, dependendo da extensão do trajeto e da área operacional.
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, que liga cidades do ABC Paulista às zonas Sul e Leste da capital, a tarifa fica R$ 0,30 mais cara e passa de R$ 6,05 para R$ 6,35. A integração entre este corredor e os ônibus municipais nos terminais São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema) passa de R$ 1,35 para R$ 1,40.
As tarifas dos ônibus dos serviços para ao aeroportos de Guarulhos e Congonhas aumentam também.
As linhas seletivas vão para R$ 68,05.
A linha comum também tem reajuste e passa para R$ 8,35, é a ligação Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Estação Tatuapé do Metrô).
Têm reajustes as integrações entre ônibus metropolitanos e sistemas de trilhos, como nas estações Grajaú, Campo Limpo e Capão Redondo da linha 5-Lilás, em Rio Grande da Serra com a linha 10-Turquesa da CPTM e no Terminal Sacomã entre Linhas do ABC e o Expresso Tiradentes da SPTrans.
INTERMUNICIPAIS DO ABC
TRÓLEBUS (CORREDOR ABD)
De R$ 6,00 para R$ 6,35
Integração em São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema)
De R$ 1,35 para R$ 1,40
LINHAS FORA DO CORREDOR (COMUNS E SELETIVAS)
De R$ 4,35 para R$ 4,55
De R$ 5,65 para R$ 5,90
De R$ 5,70 para R$ 5,95
De R$ 6,15 para R$ 6,45
De R$ 6,75 para R$ 7,05
De R$ 6,80 para R$ 7,10
De R$ 7,35 para R$ 7,70
De R$ 7,95 para R$ 8,30
De R$ 8,05 para R$ 8,40
De R$ 8,75 para R$ 9,15
De R$ 8,80 para R$ 9,20
De R$ 9,00 para R$ 9,40
COMUNS INTEGRADAS AO TREM OU NO TERNIMAL SACOMÃ
Rio Grande da Serra
Bilhete Integrado Metropolitano (Linha 10 Turquesa) x Ônibus Intermunicipal na Estação de Rio Grande da Serra – R$ 9,05
Terminal Sacomã- Expresso Tiradentes x Linhas do ABC
As passagens de ônibus intermunicipais do ABC que se integram com o Expresso Tiradentes no Terminal Sacomã também ficam mais caras a partir de 06 de janeiro de 2026 e ficam entre R$ 6,45; R$ 7,10; R$ 7,70; R$ 9,20 e R$ 9,40, dependendo da linha
BAIXADA SANTISTA
Na Baixada Santista, as tarifas do sistema de ônibus metropolitanos operado pela BR Mobilidade ficam, a partir de 06 de janeiro de 2026, entre R$ 4,20 e R$ 16,80 entre as linhas comuns e entre R$ 8,25 e R$ 35,80, nos seletivos, dependendo da extensão dos itinerários.
A tarifa do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) vai para R$ 5,60 e a tarifa integrada do VLT com o Sistema Municipal de Ônibus de Santos para R$ 6,00.
REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS:
Na Região Metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo, as tarifas de ônibus intermunicipais metropolitanos ficam, a partir de 06 de janeiro de 2026, entre R$ 5,85 e R$ 13,20 nas linhas comuns, e entre R$ 5,85 e R$ 24,90 nas linhas seletivas, dependendo da extensão dos trajetos.
No corredor Metropolitano de ônibus da região, as tarifas mudam de acordo com os eixos percorridos e a partir de 06 de janeiro de 2026 foram estipuladas da seguinte maneira:
Hortolândia / Campinas – R$ 6,50
Valinhos / Vinhedo / Campinas – R$ 6,50
Jaguariúna / Campinas – R$ 8,10
Monte Mor / Hortolândia / Campinas – R$ 6,70
Paulínia / Sumaré / Campinas –R$ 6,70
Americana / Nova Odessa / Sumaré – R$ 6,15
VALE DO PARAÍBA/LITORAL NORTE
As tarifas de ônibus intermunicipais metropolitanos ficam, a partir de 06 de janeiro de 2026, no Vale do Paraíba e Litoral Norte da seguinte forma:
Linhas Comuns: Variam entre R$ 4,55 e R$ 15,00
Linhas Comuns Litorâneas: Variam entre R$ 4,80 e R$ 16,25
Linhas Seletivas: Variam entre R$ 8,15 e R$ 60,25
Linhas Seletivas Litorâneas: Variam entre R$ 10,25 e R$ 71,85
REGIÃO METROPOLITANA DE SOROCABA:
Na Região Metropolitana de Sorocaba, no interior paulista, as tarifas de ônibus, a partir de 06 de janeiro de 2026, ficam entre R$ 5,55 e R$ 27,35 para as linhas comuns, dependendo da extensão dos trajetos.
Já para as linhas seletivas (ônibus com características de rodoviários), os valores variam entre R$ 7,90 e R$ 34,40.
VEJA TODOS OS ANEXOS E FAIXAS TARIFÁRIAS:
BAIXADA SANTISTA
CAMPINAS
VALE DO PARAÍBA
SOROCABA
MATÉRIAS ANTERIORES SOBRE GRANDE SÃO PAULO, CAPITAL, TRILHOS, INTEGRAÇÕES E ALGUNS MUNICIPAIS:
Tarifa dos trólebus e ônibus (Corredor ABD) vai para R$ 6,35, a partir de 06 de janeiro de 2026. Valores de mais linhas intermunicipais foram divulgados, como os executivos para os aeroportos e os integrados
Segundo Governo do Estado, índice de reajuste é de 3,85%. No dia 06 também aumentam tarifas dos ônibus municipais da capital Paulista (SPTrans), metrô, trem, monotrilho e ônibus em Mauá e Ribeirão Pires
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A Artesp, agência que regula os transportes no Estado de São Paulo e que assumiu as atribuições da EMTU, divulgou nesta sexta-feira, 02 de janeiro de 2026, as novas tarifas dos ônibus intermunicipais metropolitanos, que têm reajuste no dia 06 de janeiro de 2026.
Todas as linhas metropolitanas de ônibus terão aumento.
As comuns terão preços entre R$ 4,15 e R$ 12 e as seletivas entre R$ 9,05 e R$ 30,65, dependendo da extensão do trajeto e da área operacional.
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, a passagem vai de R$ 6,05 para R$ 6,35. As tarifas dos ônibus dos serviços para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas. aumentam também, assim como as integrações entre ônibus metropolitanos e sistemas de trilhos, como nas estações Grajaú, Campo Limpo e Capão Redondo da linha 5-Lilás, em Rio Grande da Serra com a linha 10-Turquesa da CPTM e no Terminal Sacomã entre Linhas do ABC e o Expresso Tiradentes da SPTrans.
As linhas circulares intermunicipais que ligam as cidades de Cotia, Osasco, Itapevi e Jandira e as que vão para R$ 7,05; R$ 7,70; R$ 8,10 e R$ 8,75, dependendo do itinerário.
VEJA TODAS AS PRINCIPAIS:
CORREDOR METROPOLITANO ABD:
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, que liga cidades do ABC Paulista às zonas Sul e Leste da capital, a tarifa fica R$ 0,30 mais cara e passa de R$ 6,05 para R$ 6,35. A integração entre este corredor e os ônibus municipais nos terminais São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema) passa de R$ 1,35 para R$ 1,40.
O Corredor Metropolitano ABD é operado pela empresa NEXT Mobilidade, transporta 290 mil passageiros por dia e tem 45 km, sendo 12 km entre a cidade de Diadema e a região do Brooklin, na zona Sul da capital paulista, e 33 km entre o bairro de São Mateus, na zona Leste da capital, ao Jabaquara, na zona Sul, passando pelas cidades de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
AEROPORTOS:
As tarifas dos ônibus dos serviços para ao aeroportos de Guarulhos e Congonhas aumentam também.
As linhas seletivas vão para R$ 68,05. São elas:
Linhas Seletivas
Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) -São Paulo (Aeroporto de Congonhas);
Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Circuito dos Hotéis); e
Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) via Terminal Rodoviário Tietê.
A linha comum também tem reajuste e passa para R$ 8,35, é a ligação Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Estação Tatuapé do Metrô).
Os vouchers comprados antes do aumento têm validade pelo preço sem reajuste por 30 dias
INTEGRADAS:
As tarifas integradas dos ônibus metropolitanos de São Paulo também sofrem reajustes a partir de 06 de janeiro de 2026.
Veja os novos valores:
Rio Grande da Serra
Bilhete Integrado Metropolitano (Linha 10 Turquesa) x Ônibus Intermunicipal na Estação de Rio Grande da Serra – R$ 9,05
Nas estações Capão Redondo e Campo Limpo (Linha 5 Lilás).
As Tarifas no sentido Ônibus x Metrô vão para R$ 5,40, R$ 6,40 ou R$ 7,20 dependendo da linha.
Há também integrações em Campo Limpo que ficam mais caras no sentido Ônibus X Metrô, valendo entre R$ 1 e R$ 1,80.
Grajaú
No Terminal Grajaú, sobem para R$ 6,30 as tarifas integradas entre a SPTrans, da capital paulista; e as linhas metropolitanas 12 – Embu-Guaçu (Cipó) – São Paulo (Terminal Grajaú) e– Embu-Guaçu (Chácara Flórida) – São Paulo (Terminal Grajaú), via Embu-Guaçu (Cipó e Granjinha), operadas pelo Consórcio Intervias
Terminal Sacomã- Expresso Tiradentes x Linhas do ABC
As passagens de ônibus intermunicipais do ABC que se integram com o Expresso Tiradentes no Terminal Sacomã também ficam mais caras a partir de 06 de janeiro de 2026 e ficam entre R$ 6,45; R$ 7,10; R$ 7,70; R$ 9,20 e R$ 9,40, dependendo da linha
Circulares na região de Osasco
As linhas circulares intermunicipais que ligam as cidades de Cotia, Osasco, Itapevi e Jandira e as que vão para R$ 7,05; R$ 7,70; R$ 8,10 e R$ 8,75, dependendo do itinerário
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes e Yuri Sena, para o Diário do Transporte
Ruben Amorim não é mais comandante do Manchester United. O técnico foi demitido no clube nesta segunda-feira (05).
“Ruben Amorim deixou o cargo de treinador do Manchester United. Com o Manchester United ocupando a sexta posição na Premier League, a diretoria do clube, embora com relutância, tomou a decisão de que é o momento certo para fazer uma mudança. Isso dará ao time a melhor oportunidade de alcançar a melhor colocação possível na Premier League”, citou o clube em comunicado.
“O clube gostaria de agradecer a Ruben por sua contribuição e lhe deseja tudo de bom para o futuro”.
O português deixa Old Trafford após um racha na relação com a direção dos Red Devils, mas principalmente com Jason Wilcox, diretor de futebol.
O treinador tornou pública sua frustração com a falta de progressos no elenco em relação aos reforços para o mercado de janeiro durante coletiva de imprensa na sexta-feira, ainda antes da viagem para enfrentar o Leeds United.
Depois do empate em 1 a 1 em Elland Road, no domingo, Amorim deu um passo além dizendo aos dirigentes que “havia sido contratado para ser manager, não apenas treinador”. Tudo isso ao mesmo tempo em que alfinetava Wilcox, dizendo para o cartola “fazer o seu trabalho”.
Amorim comandou o United durante 14 meses turbulentos, após suceder a Erik ten Hag como treinador em novembro de 2024. O treinador venceu 24 dos seus 63 jogos no comando dos Red Devils, mas apenas 15 vitórias na Premier League.
O português deixa o United na sexta posição da tabela após oito vitórias em 20 jogos nesta temporada.
O atual treinador da equipe sub-18, Darren Fletcher, deverá assumir o comando antes da viagem para enfrentar o Burnley, na quarta-feira.
Comparação é entre os veículos do tipo “padron”, que respondem por grande parte da frota, mas o documento revela vantagens entre todos os modelos. Economia geral pode chegar a cinco vezes. Segundo trabalho da SPTrans com base no que já ocorre de fato na cidade, modelos a bateria são mais vantajosos que diesel, GNV/Biometano e até que os trólebus da geração anterior
ADAMO BAZANI
Se comprar ônibus elétricos é cerca de três vezes mais caro que os modelos dos mesmos portes a diesel, rodar com estes veículos pode representar uma economia por quilômetro significativa.
E quem mostra isso não são fabricantes de ônibus elétricos, que obviamente têm o interesse em vender. É um estudo da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de transportes da capital paulista, que foi mostrado para o CMTT (Conselho Municipal de Transporte e Trânsito), na qual a autarquia deve explicar os custos de operação e manutenção e as justificativas para o aumento da tarifa, que passa de R$ 5 para 5,30 em 06 de janeiro de 2026. Para a Integração entre ônibus e trilhos, o valor passa para R$ 9,38. O Vale-Transporte dos trabalhadores vai de R$ 5,49 para R$ 5,82 no caso de uso somente nos ônibus do sistema da SPTrans. Já o Vale-Transporte Integrado entre Trilhos e Ônibus passa a ser de R$ 11,32.
Relembre:
Segundo o documento, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, o custo em energia de ônibus elétrico em São Paulo é mais de três vezes menor que o diesel por km, na comparação feita entre o tipo padron, um dos mais usados na cidade, que possui entre 12,5 metros e 13,5 metros de comprimento, possui piso baixo e ar-condicionado.
De acordo com o levantamento, na seção “CUSTOS VARIÁVEIS: DIESEL / ENERGIA E RODAGEM”, a SPTrans revela que o custo do padron a diesel é de R$ 3.1895950279 por km. Já o elétrico padron, teve um custo de R$ 1.0283720827 por km.
Por mês, o custo de consumo energético de um ônibus elétrico é de R$ 1119616.8872, também do tipo padron. Já no diesel, esse custo, segundo os dados, é de R$ 7710668.25861 por km.
Claro que a quantidade de quilômetros rodados nos ônibus a diesel é maior na cidade de São Paulo porque a frota é maior. São cerca de 1,2 mil ônibus elétricos e os ônibus a diesel somam cerca de 11 mil unidades no sistema da SPTrans.
Por isso, pelo menos até o momento, a comparação mais confiável é por quilômetro rodado.
Há vantagens entre todos os tipos de ônibus, nos custos por quilômetro rodado, para o elétrico na comparação com o diesel.
Padron 15 m diesel – R$ 3.387641778/km x Padron Elétrico – R$ 1.156918593/km
Segundo o estudo, por quilômetro rodado, o Padron Elétrico a bateria está com um custo menor que do trólebus em consumo.
No trólebus, ônibus elétricos conectados à fiação da rede aérea, segundo a SPTrans, o custo de consumo energético por km operado é de R$ 2.3483. O elétrico a bateria Padron teve custo de R$ 1.0283720827 e o elétrico a bateria de 15 metros foi de R$ 1.156918593/km.
No caso da comparação entre elétrico e diesel, segundo os discursos do prefeito Ricardo Nunes em entregas de frotas novas, a economia com os modelos a bateria pode chegar a cinco vezes mais na operação.
Isso porque, de acordo com Nunes, além do consumo energético em si, os modelos elétricos dispensam uma série de insumos usados pelos ônibus do tipo a óleo diesel, como alguns lubrificantes e o Arla 32, que é um Agente Redutor Líquido Automotivo, a base de 32% de ureia industrial, usado na maior parte dos modelos a combustão, para gerar a reação química necessária na queima com o objetivo de reduzir as emissões de poluentes e cumprir as normas federais previstas nas fases do Proncove (Programa de Controle das Emissões Veiculares) 7 e 8 (padrões Euro V e Euro VI), para veículos pesados a diesel produzidos desde 2012.
Segundo os dados, o custo mensal no sistema SPTrans com Arla 32 é de R$ 1.188.095,23, que se soma ao custo do diesel em si.
A tabela da SPTrans leva em conta o Diesel S10 com base Pesquisa ANP – preço médio para distribuidoras na cidade de São Paulo de out/25 (R$5,28).
Para trólebus e elétrico a unidade é kwatt/hora
Total de custo mensal com combustível, já incluindo Arla 32, em São Paulo, é de R$ 201.907.119,09
A falta de infraestrutura adequada, sem a elevação necessária da tensão da rede de São Paulo de baixa para média ou alta para dar conta da potência exigida pelas baterias dos ônibus é a principal justificativa da prefeitura para o não cumprimento da meta de 2,6 mil ônibus elétricos (2,4 mil a bateria) que foi anunciada para dezembro de 2024.
A gestão Ricardo Nunes culpa a distribuidora ENEL por não fazer as ligações nas garagens e por não adequar a tensão das redes da cidade.
A ENEL diz que não recebeu a tempo os projetos completos de várias viações e que segue se reunindo com as empresas de ônibus e prefeitura.
Agora, a meta nova é de mais 2,2 mil ônibus menos poluentes na cidade até 2.028, incluindo também a tecnologia GNV (Gás Natural Veicular)/biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos).
A prefeitura sustenta que uma vez avançado a eletrificação, os custos gerais do sistema devem cair em médio e longo prazo, reduzindo os impactos nas tarifas e subsídios.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações não podem comprar modelos a diesel.
Mas com os entraves, a renovação da frota tem atrasado. Os ônibus em geral estão mais velhos e a SPTrans elevou o limite de idade de 10 anos para 13 anos.
VEJA A TABELA OFICIAL DA SPTRANS, A QUAL O DIÁRIO DO TRANSPORTE TEVE ACESSO:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
A média diária de passageiros transportados nos ônibus municipais caiu desde 2019, na comparação com 2025, um total de 27%
Em 2019, eram transportados por dia, 9,65 milhões de passageiros diariamente. O ano de 2025, os ônibus municipais tiveram média de 7,05 milhões de pessoas por dia.
Isso gera a necessidade de tarifas e subsídios maiores, segundo técnicos da prefeitura de São Paulo.
Os dados foram apresentados nesta sexta-feira, 02 de janeiro de 2026, ao CMTT – Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, na qual a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de ônibus da capital paulista explicou os custos de operação e manutenção e as justificativas para o aumento da tarifa, que passa de R$ 5 para 5,30 em 06 de janeiro de 2026.
O DIÁRIO DO TRANSPORTE ANTECIPOU ESTUDOS NA ÚLTIMA SEMANA.
Relembre:
Não bastasse essa queda do total de passageiros, desde 2019, nunca foi tão baixo o número de passageiros pagantes, que em 2025 foi de 50%. Ou seja, 50% das passagens pelas catracas contam com gratuidade total ou alguma forma de desconto, de acordo com a SPTrans.
A maior parte desta fatia que precisa ser subsidiada é para as transferências sem cobrança ao passageiro nas integrações pelo Bilhete Único: 45%
A segunda maior fatia das gratuidades é para o Domingão Tarifa Zero, que soma 12% e concede passagem livre para todos usuários aos domingos, Natal, Ano Novo e Aniversário da cidade.
Se a demanda de passageiros caiu 27% desde 2019, a frota foi reduzida também, mas em proporções menores. Os dados da SPTrans mostram que naquele ano, o total dos ônibus em operação era de 12.813 coletivos e hoje está em 12.094.
As apresentações consideram os efeitos da pandemia de covid-19, mas abrangem períodos maiores para verificar as tendências não somente com a influência da crise sanitária que teve naturalmente resultados atípicos.
A ampliação da rede metroferroviária está entre os fatores que justificam a perda de demanda de passageiros pelos ônibus, mas relativamente em proporções pequenas. A migração para modais de transporte individual, como aplicativos, carro próprio e, futuramente, mototáxi é o que mais preocupa.
– O DOCUMENTO COMPLETO VOCÊ VÊ AO FIM DA REPORTAGEM:
Entre alguns dados, se destacam:
TARIFA DE R$ 13,55 (sem subsídios)
Atualizando os números, a gestão do prefeito Ricardo Nunes diz que, sem subsídios, o custo por passageiro, que seria a tarifa cheia, chegaria a R$ 13,55.
O valor alto se explica pelas gratuidades que são embutidas nos custos, as integrações pelo Bilhete Único e ao tamanho em si do sistema paulistano, que conta 12 mil 090 ônibus operacionais, com ocupação de 569 passageiros por veículo por dia.
SUBSÍDIOS SÓ CRESCEM:
Os subsídios hoje bancam quase 60% dos custos de operação e manutenção do sistema de ônibus da cidade: R$ 7,72 de R$ 13,55, ou 56,9%, dos quais, R$ 6,91 ou 51% para a utilização direta dos coletivos por parte dos passageiros, que se somam a R$ 0,80 ou 5,9%.
Segundo o estudo, “desde 2020, as verbas orçamentárias denominadas Compensações Tarifárias, que respondem por grande parte dos subsídios municipais ao sistema de transporte, evoluíram de R$ 3,3 bilhões naquele ano para estimados R$ 7,3 bilhões em 2025”.
Estes valores não consideram o custeio da implantação de ônibus elétricos, que possuem outras fontes e são subsidiados pela prefeitura também, mas não nesta conta. O poder público paga a diferença entre o preço de um ônibus a diesel, que é cerca de três vezes mais barato, e o ônibus elétrico – três vezes mais caro. É como se fosse a proporção 1:2 – de um elétrico de R$ 3 milhões, a empresa paga R$ 1 milhão (que seria o preço do modelo a diesel) e a prefeitura banca os outros R$ 2 milhões – valores aproximados para exemplificar.
QUEM PAGA QUANTO:
Segundo o estudo que vai ser apresentado ao qual o Diário do Transporte teve acesso, destes R$ 13,55 de custo por passageiro; R$ 12,55 são para operação e manutenção direta dos ônibus, o que inclui salários dos trabalhadores e lucro dos empresários, e, R$ 1 para infraestrutura do Sistema de Transporte, o que inclui Terminais, Comercialização Créditos e Gestão.
Sobre a cobertura deste valor, segundo os dados, os passageiros pagantes (ou seja, o que é arrecadado de fato pelos créditos do Bilhete Único Comum e em dinheiro) custeiam R$ 4,21, ou 31,6% dos R$ 13,55.
Os empregadores, pelo Vale-Transporte, que na capital têm uma tarifa maior que a comum, cobrem R$ 1,42, ou apenas 10,5%.
Mudanças no Vale-Transporte, com a obrigatoriedade de que os empregadores com mais de nove funcionários obedeçam a uma arrecadação obrigatória e destinem uma verba a um fundo, são apontadas como caminho para uma tarifa-zero nacional. Mas a fórmula ainda sofre contestações e gera dúvidas.
As chamadas receitas acessórias, como com publicidade ou explorações comerciais, contribuem muito pouco com o sistema: R$ 0,21 ou 1,6% dos R$ 13,55 de custo de transporte por passageiro.
Os subsídios hoje bancam quase 60% dos custos de operação e manutenção do sistema de ônibus da cidade: R$ 7,72 de R$ 13,55, ou 56,9%, dos quais, R$ 6,91 ou 51% para a utilização direta dos coletivos por parte dos passageiros, que se somam a R$ 0,80 ou 5,9%
QUEM LUCRA COM OS TRANSPORTES POR ÔNIBUS EM SÃO PAULO:
Operar ônibus em São Paulo dá um “lucro” mensal de R$ 60,7 milhões, mas cobrar impostos (em todos os níveis de governo) sobre as atividades relacionadas com os transportes públicos na capital paulista “dá mais dinheiro”: R$ 161,3 milhões.
É o que revela o estudo da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de transportes da capital paulista, ao qual o Diário do Transporte teve acesso
Na seção QUEM GANHA COM A OPERAÇÃO DE TRANSPORTE, os dados mostrados pela SPTrans revelam que a carga tributária de R$ 161,3 milhões sobre todos os bens adquiridos e produtos relacionados ao sistema de ônibus tem peso de aproximadamente 14% sobre o custo médio mensal dos serviços que é de R$ 1,11 bilhão todos os meses.
O lucro de R$ 60,7 milhões das empresas corresponde a aproximadamente 5% de todo o custo mensal.
A maior fatia vai para pagamento de salários, de acordo com a planilha: R$ 468, 19 milhões, ou 41% do custo mensal.
Os fornecedores de insumos, como veículos, diesel, pneus, peças, além de serviços administrativos, representam o segundo maior peso: R$ 366.46 milhões, ou 32%.
Com a operação de infraestrutura, como de terminais, por exemplo, ainda de acordo com o levantamento, o custo mensal é de R$ 84 milhões, ou 7,3%.
QUEDA DE PASSAGEIROS AUMENTA TARIFA E SUBSÍDIOS:
segundo os dados aos quais o Diário do Transporte teve acesso, o número de passageiros caiu na projeção de 2025, em média, 19,5%, comparando com que foi transportado em 2019. Foram 2,6 bilhões (2 bilhões 638 milhões 190 mil 764) registros de passagens em 2019. Em 2025, a projeção é de 2,1 bilhões (2.122.261.193), sendo que o pior cenário, por causa dos reflexos da pandemia, foi em 2020, com 1,5 bilhão; e 202, com 1,6 bilhão de registros de passagens.
Além dos custos operacionais aumentarem e haver a necessidade de repensar a malha de linhas para deixa a rede mais eficiente, o número de passageiros também influencia.
Quanto mais cai o total de usuários, mais sobe o custo unitário por usuário.
É como um bolo, quanto menos gente, maiores os pedaços.
REAJUSTE
A tarifa básica dos ônibus do sistema SPTrans passa de R$ 5 para 5,30 em 06 de janeiro de 2026
Para a Integração entre ônibus e trilhos, o valor passa para R$ 9,38. O Vale-Transporte dos trabalhadores vai de R$ 5,49 para R$ 5,82 no caso de uso somente nos ônibus do sistema da SPTrans. Já o Vale-Transporte Integrado entre Trilhos e Ônibus passa a ser de R$ 11,32.
Relembre:
Confira o documento completo a seguir:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Sobem os valores das passagens dos ônibus municipais da capital paulista, dos ônibus metropolitanos intermunicipais, trem, metrô e ônibus de algumas cidades, como Mauá e Ribeirão Pires
ADAMO BAZANI
Nesta segunda-feira (5), subiram as tarifas de R$ 5,80 para R$ 6,10 as cidades de Osasco (SP), Barueri (SP), Carapicuíba (SP), Jandira (SP) e Itapevi (SP)
Vai até 23h59 desta segunda-feira, 05 de janeiro de 2026, a possibilidade de comprar créditos para o Bilhete Único dos ônibus da cidade de São Paulo com o valor de R$ 5 para adiar um pouco os efeitos no bolso do aumento da tarifa que vai para R$ 5,30 na terça-feira, dia 06. O Bilhete Único é usado também no sistema de trens e metrô na Grande São Paulo que também terão aumento em 06 de janeiro de 2026 e passam de R$ 5,20 para R$ 5,40.
No caso da integração entre ônibus municipais de São Paulo e trilhos, o valor passa para R$ 9,38.
Os créditos comprados nesta segunda-feira têm validade de seis meses e serão descontados pelo valor de R$ 5, neste período, porque foram comprados antes do reajuste.
Esta dica só vale para o Bilhete Único.
O Cartão TOP, nos ônibus intermunicipais, desconta o saldo não pela quantidade de viagens compradas, mas pelos valores do momento em que o passageiro roda as catracas. Assim, mesmo comprando antes, o desconto já vai ser pelo valor do aumento.
E nessa terça-feira, 06 de janeiro de 2026, também sobem as tarifas dos ônibus metropolitanos no Estado de São Paulo.
Os valores variam de acordo com a extensão de cada linha e se são comuns ou seletivas.
Na Grande São Paulo, as comuns terão preços entre R$ 4,15 e R$ 12 e as seletivas entre R$ 9,05 e R$ 30,65.
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, que liga cidades do ABC Paulista às zonas Sul e Leste da capital, a tarifa fica R$ 0,30 mais cara e passa de R$ 6,05 para R$ 6,35. A integração entre este corredor e os ônibus municipais nos terminais São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema) passa de R$ 1,35 para R$ 1,40.
As tarifas dos ônibus dos serviços para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas aumentam também.
As linhas seletivas vão para R$ 68,05.
A linha comum também tem reajuste e passa para R$ 8,35, é a ligação Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Estação Tatuapé do Metrô).
Têm reajustes as integrações entre ônibus metropolitanos e sistemas de trilhos, como nas estações Grajaú, Campo Limpo e Capão Redondo da linha 5-Lilás, em Rio Grande da Serra com a linha 10-Turquesa da CPTM e no Terminal Sacomã entre Linhas do ABC e o Expresso Tiradentes da SPTrans.
Nesta terça-feira (06), também ficam mais altas as tarifas de algumas cidades vizinhas da capital, como Mauá e Ribeirão Pires, no ABC Paulista.
Mauá:
Aumenta a tarifa a partir de 06 de janeiro de 2026
Operadora de Transportes: Suzantur
Valores:
Cartão SIM (do transporte da cidade) – De R$ 4,60 para R$ 4,90
Dinheiro: De R$ 5,50 para R$ 5,90
Vale-Transporte dos trabalhadores: De R$ 7,00 para R$ 7,50
Ribeirão Pires:
Aumenta a tarifa a partir de 06 de janeiro de 2026
Operadora de Transportes: Suzantur
Valores:
Bilhetagem Eletrônica: De R$ 5,40 para 5,70
Dinheiro: R$ 6,00 para R$ 6,40
Vale-Transporte (Empresas): R$ 7,00 para R$ 7,50
Aumentaram já no dia 1º de janeiro de 2026, as tarifas as cidades de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Rio Grande da Serra e Arujá.
INTERMUNICIPAIS DO ABC
TRÓLEBUS (CORREDOR ABD)
De R$ 6,00 para R$ 6,35
Integração em São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema)
De R$ 1,35 para R$ 1,40
LINHAS FORA DO CORREDOR (COMUNS E SELETIVAS)
De R$ 4,35 para R$ 4,55
De R$ 5,65 para R$ 5,90
De R$ 5,70 para R$ 5,95
De R$ 6,15 para R$ 6,45
De R$ 6,75 para R$ 7,05
De R$ 6,80 para R$ 7,10
De R$ 7,35 para R$ 7,70
De R$ 7,95 para R$ 8,30
De R$ 8,05 para R$ 8,40
De R$ 8,75 para R$ 9,15
De R$ 8,80 para R$ 9,20
De R$ 9,00 para R$ 9,40
COMUNS INTEGRADAS AO TREM OU NO TERNIMAL SACOMÃ
Rio Grande da Serra
Bilhete Integrado Metropolitano (Linha 10 Turquesa) x Ônibus Intermunicipal na Estação de Rio Grande da Serra – R$ 9,05
Terminal Sacomã- Expresso Tiradentes x Linhas do ABC
As passagens de ônibus intermunicipais do ABC que se integram com o Expresso Tiradentes no Terminal Sacomã também ficam mais caras a partir de 06 de janeiro de 2026 e ficam entre R$ 6,45; R$ 7,10; R$ 7,70; R$ 9,20 e R$ 9,40, dependendo da linha
ÔNIBUS DA CAPITAL PAULISTA (SPTRANS); TRANSPORTES METROPOLITANOS EM TRILHOS E ÔNIBUS INTERMUNICIPAIS METROPOLITANOS (logo depois das tabelas)
A partir de 06 de janeiro de 2026, andar de metrô, trem, monotrilho e ônibus intermunicipais metropolitanos fica mais caro na Grande São Paulo. Também aumenta o valor da passagem dos ônibus municipais da capital paulista.
No caso da tarifa básica do sistema de trilhos, o valor passa de R$ 5,20 para R$ 5,40 e dos ônibus municipais gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte) passa de R$ 5 para R$ 5,30.
Carregar antes do aumento garante valor sem reajuste por seis meses
Mas atenção, também haverá reajuste nas tarifas integradas entre ônibus municipais da capital paulista e o sistema de trilhos, no vale-transporte pago aos trabalhadores pelos empregadores e as modalidades temporais do Bilhete Único, como “Mensal”, por exemplo.
No caso da integração entre ônibus e trilhos, o valor passa para R$ 9,38.
O Vale-Transporte dos trabalhadores vai de R$ 5,49 para R$ 5,82 no caso de uso somente nos ônibus do sistema da SPTrans.
Já o Vale-Transporte Integrado entre Trilhos e Ônibus passa a ser de R$ 11,32.
O Bilhete Único Mensal com uso somente nos ônibus passa de R$ 242,95 para R$ 257,53. Com uso somente nos trilhos o valor irá para R$ 262,43 e, no caso da integração Ônibus e Trilhos, vai para R$ 411,13
Também há aumentos no valor básico e integrado nas modalidades 24 h e semanal dos bilhetes.
O Bilhete do Madrugador, que é para quem usa trens das 4h às 5h35; e o metrô e monotrilho de 4h40 às 6h15, passa para R$ 4,78 na modalidade comum; R$ 5,30 para o vale-transporte e R$ 120,18, integrado.
Os bilhetes fidelidades de oito, 20 e 50 viagens ficam mais caros também, indo para R$ 40; R$ 97,20 e R$ 234.
VEJA AS TABELAS:
ÔNIBUS INTERMUNICIPAS METROPOLITANOS
GRANDE SÃO PAULO:
Todas as linhas metropolitanas de ônibus terão aumento.
As comuns terão preços entre R$ 4,15 e R$ 12 e as seletivas entre R$ 9,05 e R$ 30,65, dependendo da extensão do trajeto e da área operacional.
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, que liga cidades do ABC Paulista às zonas Sul e Leste da capital, a tarifa fica R$ 0,30 mais cara e passa de R$ 6,05 para R$ 6,35. A integração entre este corredor e os ônibus municipais nos terminais São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema) passa de R$ 1,35 para R$ 1,40.
As tarifas dos ônibus dos serviços para ao aeroportos de Guarulhos e Congonhas aumentam também.
As linhas seletivas vão para R$ 68,05.
A linha comum também tem reajuste e passa para R$ 8,35, é a ligação Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Estação Tatuapé do Metrô).
Têm reajustes as integrações entre ônibus metropolitanos e sistemas de trilhos, como nas estações Grajaú, Campo Limpo e Capão Redondo da linha 5-Lilás, em Rio Grande da Serra com a linha 10-Turquesa da CPTM e no Terminal Sacomã entre Linhas do ABC e o Expresso Tiradentes da SPTrans.
INTERMUNICIPAIS DO ABC
TRÓLEBUS (CORREDOR ABD)
De R$ 6,00 para R$ 6,35
Integração em São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema)
De R$ 1,35 para R$ 1,40
LINHAS FORA DO CORREDOR (COMUNS E SELETIVAS)
De R$ 4,35 para R$ 4,55
De R$ 5,65 para R$ 5,90
De R$ 5,70 para R$ 5,95
De R$ 6,15 para R$ 6,45
De R$ 6,75 para R$ 7,05
De R$ 6,80 para R$ 7,10
De R$ 7,35 para R$ 7,70
De R$ 7,95 para R$ 8,30
De R$ 8,05 para R$ 8,40
De R$ 8,75 para R$ 9,15
De R$ 8,80 para R$ 9,20
De R$ 9,00 para R$ 9,40
COMUNS INTEGRADAS AO TREM OU NO TERNIMAL SACOMÃ
Rio Grande da Serra
Bilhete Integrado Metropolitano (Linha 10 Turquesa) x Ônibus Intermunicipal na Estação de Rio Grande da Serra – R$ 9,05
Terminal Sacomã- Expresso Tiradentes x Linhas do ABC
As passagens de ônibus intermunicipais do ABC que se integram com o Expresso Tiradentes no Terminal Sacomã também ficam mais caras a partir de 06 de janeiro de 2026 e ficam entre R$ 6,45; R$ 7,10; R$ 7,70; R$ 9,20 e R$ 9,40, dependendo da linha
BAIXADA SANTISTA
Na Baixada Santista, as tarifas do sistema de ônibus metropolitanos operado pela BR Mobilidade ficam, a partir de 06 de janeiro de 2026, entre R$ 4,20 e R$ 16,80 entre as linhas comuns e entre R$ 8,25 e R$ 35,80, nos seletivos, dependendo da extensão dos itinerários.
A tarifa do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) vai para R$ 5,60 e a tarifa integrada do VLT com o Sistema Municipal de Ônibus de Santos para R$ 6,00.
REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS:
Na Região Metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo, as tarifas de ônibus intermunicipais metropolitanos ficam, a partir de 06 de janeiro de 2026, entre R$ 5,85 e R$ 13,20 nas linhas comuns, e entre R$ 5,85 e R$ 24,90 nas linhas seletivas, dependendo da extensão dos trajetos.
No corredor Metropolitano de ônibus da região, as tarifas mudam de acordo com os eixos percorridos e a partir de 06 de janeiro de 2026 foram estipuladas da seguinte maneira:
Hortolândia / Campinas – R$ 6,50
Valinhos / Vinhedo / Campinas – R$ 6,50
Jaguariúna / Campinas – R$ 8,10
Monte Mor / Hortolândia / Campinas – R$ 6,70
Paulínia / Sumaré / Campinas –R$ 6,70
Americana / Nova Odessa / Sumaré – R$ 6,15
VALE DO PARAÍBA/LITORAL NORTE
As tarifas de ônibus intermunicipais metropolitanos ficam, a partir de 06 de janeiro de 2026, no Vale do Paraíba e Litoral Norte da seguinte forma:
Linhas Comuns: Variam entre R$ 4,55 e R$ 15,00
Linhas Comuns Litorâneas: Variam entre R$ 4,80 e R$ 16,25
Linhas Seletivas: Variam entre R$ 8,15 e R$ 60,25
Linhas Seletivas Litorâneas: Variam entre R$ 10,25 e R$ 71,85
REGIÃO METROPOLITANA DE SOROCABA:
Na Região Metropolitana de Sorocaba, no interior paulista, as tarifas de ônibus, a partir de 06 de janeiro de 2026, ficam entre R$ 5,55 e R$ 27,35 para as linhas comuns, dependendo da extensão dos trajetos.
Já para as linhas seletivas (ônibus com características de rodoviários), os valores variam entre R$ 7,90 e R$ 34,40.
VEJA TODOS OS ANEXOS E FAIXAS TARIFÁRIAS:
BAIXADA SANTISTA
CAMPINAS
VALE DO PARAÍBA
SOROCABA
MATÉRIAS ANTERIORES SOBRE GRANDE SÃO PAULO, CAPITAL, TRILHOS, INTEGRAÇÕES E ALGUNS MUNICIPAIS:
Tarifa dos trólebus e ônibus (Corredor ABD) vai para R$ 6,35, a partir de 06 de janeiro de 2026. Valores de mais linhas intermunicipais foram divulgados, como os executivos para os aeroportos e os integrados
Segundo Governo do Estado, índice de reajuste é de 3,85%. No dia 06 também aumentam tarifas dos ônibus municipais da capital Paulista (SPTrans), metrô, trem, monotrilho e ônibus em Mauá e Ribeirão Pires
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A Artesp, agência que regula os transportes no Estado de São Paulo e que assumiu as atribuições da EMTU, divulgou nesta sexta-feira, 02 de janeiro de 2026, as novas tarifas dos ônibus intermunicipais metropolitanos, que têm reajuste no dia 06 de janeiro de 2026.
Todas as linhas metropolitanas de ônibus terão aumento.
As comuns terão preços entre R$ 4,15 e R$ 12 e as seletivas entre R$ 9,05 e R$ 30,65, dependendo da extensão do trajeto e da área operacional.
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, a passagem vai de R$ 6,05 para R$ 6,35. As tarifas dos ônibus dos serviços para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas. aumentam também, assim como as integrações entre ônibus metropolitanos e sistemas de trilhos, como nas estações Grajaú, Campo Limpo e Capão Redondo da linha 5-Lilás, em Rio Grande da Serra com a linha 10-Turquesa da CPTM e no Terminal Sacomã entre Linhas do ABC e o Expresso Tiradentes da SPTrans.
As linhas circulares intermunicipais que ligam as cidades de Cotia, Osasco, Itapevi e Jandira e as que vão para R$ 7,05; R$ 7,70; R$ 8,10 e R$ 8,75, dependendo do itinerário.
VEJA TODAS AS PRINCIPAIS:
CORREDOR METROPOLITANO ABD:
Nos ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD, que liga cidades do ABC Paulista às zonas Sul e Leste da capital, a tarifa fica R$ 0,30 mais cara e passa de R$ 6,05 para R$ 6,35. A integração entre este corredor e os ônibus municipais nos terminais São Mateus (São Paulo), Piraporinha e Diadema (Diadema) passa de R$ 1,35 para R$ 1,40.
O Corredor Metropolitano ABD é operado pela empresa NEXT Mobilidade, transporta 290 mil passageiros por dia e tem 45 km, sendo 12 km entre a cidade de Diadema e a região do Brooklin, na zona Sul da capital paulista, e 33 km entre o bairro de São Mateus, na zona Leste da capital, ao Jabaquara, na zona Sul, passando pelas cidades de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
AEROPORTOS:
As tarifas dos ônibus dos serviços para ao aeroportos de Guarulhos e Congonhas aumentam também.
As linhas seletivas vão para R$ 68,05. São elas:
Linhas Seletivas
Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) -São Paulo (Aeroporto de Congonhas);
Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Circuito dos Hotéis); e
Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) via Terminal Rodoviário Tietê.
A linha comum também tem reajuste e passa para R$ 8,35, é a ligação Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Estação Tatuapé do Metrô).
Os vouchers comprados antes do aumento têm validade pelo preço sem reajuste por 30 dias
INTEGRADAS:
As tarifas integradas dos ônibus metropolitanos de São Paulo também sofrem reajustes a partir de 06 de janeiro de 2026.
Veja os novos valores:
Rio Grande da Serra
Bilhete Integrado Metropolitano (Linha 10 Turquesa) x Ônibus Intermunicipal na Estação de Rio Grande da Serra – R$ 9,05
Nas estações Capão Redondo e Campo Limpo (Linha 5 Lilás).
As Tarifas no sentido Ônibus x Metrô vão para R$ 5,40, R$ 6,40 ou R$ 7,20 dependendo da linha.
Há também integrações em Campo Limpo que ficam mais caras no sentido Ônibus X Metrô, valendo entre R$ 1 e R$ 1,80.
Grajaú
No Terminal Grajaú, sobem para R$ 6,30 as tarifas integradas entre a SPTrans, da capital paulista; e as linhas metropolitanas 12 – Embu-Guaçu (Cipó) – São Paulo (Terminal Grajaú) e– Embu-Guaçu (Chácara Flórida) – São Paulo (Terminal Grajaú), via Embu-Guaçu (Cipó e Granjinha), operadas pelo Consórcio Intervias
Terminal Sacomã- Expresso Tiradentes x Linhas do ABC
As passagens de ônibus intermunicipais do ABC que se integram com o Expresso Tiradentes no Terminal Sacomã também ficam mais caras a partir de 06 de janeiro de 2026 e ficam entre R$ 6,45; R$ 7,10; R$ 7,70; R$ 9,20 e R$ 9,40, dependendo da linha
Circulares na região de Osasco
As linhas circulares intermunicipais que ligam as cidades de Cotia, Osasco, Itapevi e Jandira e as que vão para R$ 7,05; R$ 7,70; R$ 8,10 e R$ 8,75, dependendo do itinerário