35.1 C
Rondonópolis
quarta-feira, 1 julho - 17:36
Publicidade
Home Blog Page 311

Justiça nega pedido de Suzantur e Águia Branca diz que empresa fez manobra para ter titularidade definitiva de linhas

[ad_1]

Águia Branca é outra interessada e alega também que supostas ilegalidades das versões de editais anteriores foram mantidas. Justiça manda administradora judicial se manifestar MP também analisa

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, em uma nova decisão publicada no sistema de Justiça, trazida de forma exclusiva pelo Diário do Transporte nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, manteve suspenso o leilão que pode definir o futuro de uma das marcas que, no passado, esteve entre as mais relevantes do mercado de ônibus rodoviários da América Latina: a Viação Itapemirim.

O magistrado negou pedido de embargos de declaração da atual arrendatária dos serviços, a Transportadora Turística Suzano (a Suzantur), empresa de ônibus urbanos da região do ABC Paulista, que desde 2023, opera as linhas rodoviárias.

Outra interessada nas linhas, a Viação Águia Branca, apontou no processo uma suposta manobra da Suzantur, para tentar ter a titularidade definitiva das linhas, que teria sido praticada em 22 de outubro de 2025

A administradora judicial da falência da Itapemirim, EXM Partners, apresentou recentemente uma nova versão de um edital de leilão, que sofreu contestações jurídicas, como da Viação Águia Branca, do Espírito Santo, que também está interessada nas linhas da Itapemirim.

Chamado de UPI (Unidade de Produção Individual) Itapemirim, o lote a ser leiloado contempla 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres); 39 guichês rodoviários; 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor); e duas marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.

A “briga” sobre o edital reside em vantagens que a Suzantur teria na concorrência. Por isso, a empresa do ABC quer que seja lançado com estes pontos, como desconto de 50% no lance dos valores já investidos para as operações por arrendamento e ser ressarcida em 100% destes valores caso perca a concorrência.

A Águia Branca, por sua vez, sustenta que estes pontos não deveriam constar na nova versão do edital porque, ainda em sua argumentação, são ilegais e irregulares.

Sustenta, ademais, que o “novo” edital repete as cláusulas ilegais que ensejaram a interposição dos agravos, concedendo benefícios indevidos à Suzano, conforme detalhado em quadro comparativo. Requer o não conhecimento e o não acolhimento dos embargos, com a condenação da Suzano ao pagamento de multa por embargos protelatórios. – diz o magistrado na fundamentação de sua decisão de 10 de dezembro de 2025, publicada no sistema TJ em 11 de dezembro de 2025 e trazida, momentos depois, DE MANEIRA EXCLUSIVA PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE.

Na decisão sobre este ponto, o magistrado repreende a Suzantur, dizendo que o caminho jurídico adotado pela viação do ABC (embargos de declaração) é inadequado.

A fundamentação analisou expressamente e afastou as alegações da embargante, indicando a necessidade de aguardar a deliberação do Tribunal de Justiça sobre os recursos que possuem objeto distinto da tutela cautelar antecedente, bem como as questões complexas relativas à modelagem do leilão, avaliação dos ativos, submissão ao CADE e a possibilidade jurídica de alienação das linhas de ônibus (…) Portanto, a insurgência da embargante deve ser manifestada pela via processual adequada, já que os embargos de declaração não se prestam à revisão ou reforma do provimento jurisdicional. Ante o exposto, REJEITO os embargos de declaração, mantendo o decisum tal como lançado, por seus próprios e jurídicos fundamentos

Sobre a suposta tentativa em 22 de outubro de 20225 de a Suzantur obter as linhas definitivamente, a Águia Branca diz que tal pedido junto a ANTT pode esvaziar o leilão porque o que vale mesmo é o conjunto das linhas. Os guichês, os ônibus velhos e até mesmo as duas marcas da Itapemirim seriam menos interessantes ao mercado. A lógica é: o que ainda marca sem linha, sem serviço?

(Viação Águia Branca S.A.): trata-se de manifestação em que informa que a Transportadora Turística Suzano Ltda. REQUEREU JUNTO À AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES (ANTT), EM 22 DE OUTUBRO DE 2025, A REGULARIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DAS LINHAS OUTRORA OPERADAS PELO GRUPO ITAPEMIRIM, BUSCANDO A TITULARIDADE DEFINITIVA DESSES MERCADOS. A VIAÇÃO ÁGUIA BRANCA S.A. ENTENDE QUE TAL MEDIDA PODE PREJUDICAR A FUTURA ALIENAÇÃO DA UPI E ESVAZIAR SEU VALOR ECONÔMICO, CONTRARIANDO O CARÁTER PROVISÓRIO DO ARRENDAMENTO E INTERFERINDO NA JURISDIÇÃO DESTE JUÍZO. Anexou documentos em caráter sigiloso (Doc. 1, fls. 1102/1112 e Doc. 2,fls. 1113/1124), por se tratar de processo administrativo não público, informando a apresentação de impugnação administrativa ao pedido da Suzano perante a ANTT. Requer que este Juízo oficie aANTT, no âmbito do procedimento administrativo nº 50505.062896/2025-74, para informar a situação jurídica das linhas (ativo da massa falida, objeto de arrendamento temporário e precário) e solicitar esclarecimentos sobre o alcance e as consequências do eventual deferimento do pedido da Suzano

O magistrado intimou a administradora judicial para se manifestar sobre o assunto e a análise, posterior, do Ministério Público.

Intime-se a administradora judicial para manifestação., Após, ao Ministério Público.

Como havia mostrado o Diário do Transporte, em 06 de dezembro de 2025, o leilão poderia ir para um desfecho, com o processo entrando na fase “Conclusos para Decisão”. Mas diante do imbróglio, pode demorar mais.

Relembre:

O repórter Adamo Bazani, ao informar sobre o andamento processual, trouxe a notícia da atualização dos débitos do Grupo Itapemirim, deixados pelas antigas administrações da empresa.

NÃO ARRANHA NEM A SUPERFÍCIE:

O novo movimento judicial de dezembro de 2025, trazido com exclusividade pelo Diário do Transporte, aponta avaliação total de R$ 145 milhões (R$ 145.080.895,99), dos quais, a estimativa de arrematação em leilões anteriores que já venderam bens imóveis (como o complexo de Cachoeiro de Itapemirim, que foi a principal sede do grupo), além de ônibus e equipamentos usados, de R$ 67,6 milhões (R$ 67.623.128,38).

As operações por arrendamento pela Suzantur, os leilões já realizados e o principal leilão aguardado, que deve ser decidido nos próximos dias (notícias confiáveis e oficiais você confere no Diário do Transporte – o original) são para arrecadar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, entre trabalhadores, fornecedores, bancos e poder público por meio de impostos não pagos.

Entretanto, somando todos os atos arrecadatórios não seriam suficientes para “arranhar” a superfície do total de débitos do Grupo Itapemirim deixados pela família Cola, por Camila Valdívia e Sidnei Piva.

Trazido com exclusividade pelo Diário do Transporte neste mês de dezembro de 2025, o movimento judicial atualiza o total de dívidas do Grupo até 31 de julho de 2025 (o dado consolidado mais recente), que passou de R$ 2,9 bilhões para mais de R$ 3 bilhões (R$ 3.050.215.080,65).

Entretanto, há diversas contestações judiciais e cobranças que podem elevar este valor para R$ 4,3 bilhões, uma vez que a atualização trazida com exclusividade pelo Diário do Transporte mostra a existência de R$ 1,3 bilhão de novas cobranças que podem ser incorporadas no passivo total.

ÁGUIA BRANCA E TRANSIÇÃO:

A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, voltou a enfatizar à Justiça que tem plenas condições, tanto financeiras, estruturais e operacionais, de iniciar de imediato o arrendamento, não tudo de uma vez, mas cumprindo a transição de até 60 dias.

Como mostrou o Diário do Transporte, de maneira exclusiva, no dia 24 de junho de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais , do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendeu recurso das Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da atual arrendatária, Suzantur, companhia de Santo André (SP), que opera desde 04 de março de 2023, após obter o direito de utilizar as linhas, estruturas e marcas do Grupo Itapemirim por dois anos, na mesma decisão em que a Justiça decretou a falência do conglomerado em 21 de setembro de 2022.

Em 30 de junho de 2025, o STJ esclareceu que uma decisão da corte sobre a manutenção da prorrogação do arrendamento em prol da Suzantur perdeu o objeto com a extinção da liminar que favorecia a empresa do ABC e, com isso, se quisesse, a Águia Branca poderia assumir.

O juiz de São Paulo estipulou algumas condicionantes, como o prazo de transição ser obrigatoriamente de 60 dias, não opcionalmente, e o primeiro pagamento ocorrer me 45 dias após o início do arrendamento.

A Águia Branca já manifestou concordância com todas as exigências.

Enquanto isso, a Suzantur tenta reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e restabelecer a prorrogação do arredamento.

O período de dois anos deste contrato da Suzantur passou a ser considerado a partir de 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou as operações, portanto, já venceu. A Suzantur conseguiu prorrogar o arrendamento por mais 180 dias, mas pouco antes do prazo regular vencer, outros grupos empresariais apresentaram novas propostas, em valores superiores, para um novo arrendamento. Enquanto a Suzantur paga um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.

Entre o fim de 2024 e início de 2025, concorrentes da Suzantur apresentaram propostas com valores superiores para um novo arrendamento

As propostas foram:

Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;

Grupo Comporte, pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens

Íntese Empreendimentos, do dono da falida Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos.

A Justiça então desclassificou a proposta da Íntese por não atendimento de critérios técnicos e, homologou da Águia Branca. Se a empresa não aceitasse as novas condições, o Grupo Comporte poderia assumir se quisesse.

A Águia Branca concordou com todas as condições.

As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas de R$ 2,9 bilhões. Após receber autorização da reguladora federal, ANTT (Agência nacional de Transportes Terrestres), em 27 de fevereiro de 2023, a Suzantur colocou o primeiro ônibus para fazer viagem em 04 de março de 2023, no trecho entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O Diário do Transporte acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade.

LEILÃO NÃO VAI NEM “ARRANHAR A SUPERFÍCIE” DE DÍVIDAS DO GRUPO ITAPEMIRIM

O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.

Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.

As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.

A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:

Sala-vip: A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.

O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros

VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis

CCO: Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –

EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA

Ônibus históricos: Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:

VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim

Ônibus Zero Quilômetro: De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro. Relembre um dos lotes:

VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro

Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.

Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS

Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. Diário do Transporte obteve dados e imagens exclusivas

ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA

NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:

A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.

O Diário do Transporte teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.

Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².

Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como “Parque Rodoviário Inédito no Brasil”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.

PARA O PASSAGEIRO: O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.

O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

HOTELARIA PARA MOTORISTAS: Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.

ESTACIONAMENTO TÁTICO: A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.

NOVOS NEGÓCIOS: Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.

LOGÍSTICA E ENCOMENDAS: A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter

TI COM ESPAÇO PRÓPRIO: O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

MANUTENÇÃO: Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.

A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.

MAIS EMPREGOS: A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.

INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:

Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.

“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar”

A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”* – disse

Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.

AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP

Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.

Dimensões do complexo:

Área atual: 5.917 m²

Área da ampliação: 7.839 m²

Área total consolidada: 13.756 m²

Principais melhorias e ampliações previstas:

Ampliação do Centro de Encomendas:

A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.

Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:

Será implementado um ambiente de alto padrão com:

Toaletes acessíveis;

Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;

Área de descanso;

Espaço coworking;

Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

Novo Refeitório Ampliado:

Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.

Expansão Administrativa e Operacional:

Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.

Alojamentos para Colaboradores:

A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.

Infraestrutura de Tecnologia da Informação:

Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

Expansão do Pátio Operacional:

O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.

HISTÓRICO

A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.

À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.

Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.

Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.

– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.

– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.

– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)

– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.

– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.

– 07 de fevereiro de 2025: O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 – noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).

A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:

  • 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),
  • 39 guichês rodoviários;
  • 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);
  • 2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.

Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.

A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.

Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o Diário do Transporte.

Relembre:

EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO

Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.

Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.

O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Relembre:

Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento

A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.

Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.

A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.

Veja o que alegam.

CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR

Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.

EXM PARTNERS

A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.

SUZANTUR

A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.

O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?

A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.

De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.

Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.

Relembre:

EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis

Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.

NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:

Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.

A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.

Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.

No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.

Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a perempção, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais

Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.

Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.

Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.

Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar

PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO

Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.

A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.

O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.

Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.

STALKING HORSE

A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.

Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de stalking horse configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.

Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.

De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao Diário do Transporte, o termo “Stalking Horse” teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.

Nesta estratégia se busca um “Stalking Horse”, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”

Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao “Stalking Horse”. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.

Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.

VENDA EM LOTES:

A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.

Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. – diz a Administradora Judicial.

Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).

Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.

ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):

Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.

Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.

Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 – 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 – 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim

TRIBUS:

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.

“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.

Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:

Ônibus Prefixo 70000:

Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.

Relembre:

Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970

Ônibus 0 km com pintura do Tribus – prefixo 60.000:

Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.

O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.

Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.

Relembre:

EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto

O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:

Relembre:

EXCLUSIVO – MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ônibus históricos arrematados em leilão:

Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.

Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)

– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;

– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.

– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).

– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.

– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.

– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.

Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

[ad_2]

Fonte

Terminais urbanos e estações do Expresso Tiradentes, em São Paulo (SP), têm programação natalina até 19 de dezembro

[ad_1]

Foto: Reprodução/Prefeitura de São Paulo

Principal atração será no dia 17, às 17h30, no Terminal Sacomã, com a apresentação do Quinteto de Metais, do Instituto Baccarelli

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Até 19 de dezembro, os 13 terminais urbanos e 6 estações do Expresso Tiradentes, administrados pela CS Mobi Leste SP, e que compõem o Bloco Leste do sistema de transporte público de São Paulo, contarão com programação especial para o Natal.

Desde a última quarta-feira (10), Papai e Mamãe Noel são atrações para o público, além de apresentações musicais e a integração com a circulação dos tradicionais ônibus natalinos; o cronograma inclui a presença deles nos Terminais Cidade Tiradentes, Sacomã, e Parque Dom Pedro II.

A principal atração será no dia 17 de dezembro, às 17h30, no Terminal Sacomã, com a apresentação do Quinteto de Metais, do Instituto Baccarelli, organização social voltada à cultura que há três décadas promove aulas de formação musical para jovens de Heliópolis, a maior comunidade da Zona Leste de São Paulo.

A iniciativa apresentará clássicos natalinos em uma intervenção aberta ao público, convidando passageiros e comunidade a vivenciarem um momento de pausa e celebração no fim do dia.

Serviço

Quinteto de Metais/Instituto Baccarelli

Data: quarta-feira, dia 17 de dezembro

Horário: a partir das 17h30

Local:  Terminal Sacomã (Rua Bom Pastor, 3000, Ipiranga)

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

[ad_2]

Fonte

Motiva homenageia ator Grande Otelo na Estação Paulista, da Linha 4-Amarela

[ad_1]

Exposição ocupa todos os andares da estação e possui recursos de acessibilidade, como audiodescrição e vídeos em Libras

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Motiva, empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, conta com a nova edição do Projeto Centenários, que presta homenagem a Grande Otelo, na estação Paulista da Linha 4-Amarela de metrô em São Paulo (SP).

A mostra ocupa todos os andares da estação. O primeiro é dedicado ao cinema, com marcos da carreira de Grande Otelo nas telas. No segundo andar, o público encontra seus trabalhos na televisão, incluindo novelas, programas de humor e teleteatro. O terceiro aborda sua atuação nos palcos. A ambientação reúne pilastras com frases célebres, paredes adesivadas, um vagão temático, totens de acessibilidade e diversos recursos visuais. As escadas ganharam intervenções gráficas que recriam letreiros de cinema com títulos de filmes protagonizados pelo ator, enquanto outra escadaria homenageia o Prêmio Grande Otelo, a principal premiação do cinema brasileiro que leva seu nome.

A exposição também oferece um painel cenográfico com a biografia do artista em quadrinhos, criada pela cartunista Marília Marz, além de um grande mural que retrata um Grande Otelo contemporâneo, assinado pelo artista plástico paulistano No Martins.

A exposição possui recursos de acessibilidade, como audiodescrição e vídeos em Libras, desenvolvidos em parceria com a Escola de Gente.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

[ad_2]

Fonte

Passagem pode ficar mais cara; cálculo vai levar em conta valores de revisão de contratos; MP investiga greve e Nunes multa viações

[ad_1]

Com os novos valores de custos, subsídios também poderão ser mais altos; Promotoria vai apurar possíveis quebras de contratos e danos coletivos; TCM aprova reajustes no pagamento às viações

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Os cálculos para um eventual aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo devem já levar em conta os novos valores da revisão quadrienal das quantias pagas às viações da cidade, aprovadas nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, pelo TCM (Tribunal de Contas do Município de São Paulo). Esta revisão é apontada como estopim para a greve surpresa de motoristas e cobradores na tarde desta terça-feira (09), já que aconteceu minutos depois de o sindicato dos trabalhadores ter recebido uma carta dos empresários de ônibus dizendo que sem a revisão, que estava atrasada e com valores defasados, não seria possível pagar o 13º salário da categoria no dia 12 de dezembro de 2025, como havia sido combinado.

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) investiga a greve.

A decisão sobre se haverá ou não reajuste das tarifas deve ser tomada entre a próxima semana e o fim do ano.

Se não houver reajuste para o passageiro e com os valores dos custos atualizados, os subsídios devem crescer. A expectativa é que somente neste ano se aproximem de R$ 7 bilhões.

Notícia anterior

MP vai investigar greve de ônibus em São Paulo, prefeitura multa 18 viações, mas TCM aprova revisão de valores para remunerar empresários

Promotoria vai analisar eventuais descumprimentos de contratos e danos coletivos. Pressão por esta revisão é tida como real motivador da paralisação

ADAMO BAZANI

O Ministério Público de São Paulo vai investigar a greve surpresa de motoristas e demais funcionários do sistema de ônibus municipais da capital paulista, que pegou de surpresa cerca de 3,3 milhões de pessoas entre a tarde e a noite de terça-feira, 09 de dezembro de 2025.

A confirmação foi feita ao repórter Adamo Bazani, do Diário do Transporte, em primeira mão pelo promotor Silvio Antônio Marques, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social nesta quarta-feira (10), que nesta quinta-feira (11) vai distribuir o caso para definição dos promotores que vão atuar.

O MP vai analisar eventuais descumprimentos de contratos e danos coletivos.

Devem ser ouvidos representantes da prefeitura, da SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte), SPTrans (São Paulo Transporte, gerenciadora da prefeitura), empresários de ônibus e do sindicato que representa os trabalhadores.

Alguns fatos chamam a atenção. Os empresários dizem que estavam com prejuízos porque a revisão quadrienal dos valores dos contratos estava em atraso e queriam logo a votação pelo TCM (Tribunal de Contas do Município). Já corriam ao menos duas semanas antes nos bastidores informações de que o décimo terceiro salário dos transportes não seria pago no dia 12 de dezembro, conforme acordado caso as viações nas soubessem dos valores da revisão.

No dia 09, os empresários mandam uma carta ao sindicato dos trabalhadores dizendo que sem a definição da revisão, o décimo terceiro atrasaria. Ocorreu então a paralisação.

No dia 10, o TCM vota a revisão e aprova a atualização de valores dos contratos para remunerar os empresários.

A prefeitura de São Paulo multou nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, 18 das 32 empresas/garagens de ônibus que prestam serviços nas linhas gerenciadas pela SPTrans (São Paulo Transporte) na cidade por causa da greve surpresa de motoristas e cobradores que ocorreu nesta terça-feira (09).

O anúncio foi feito momentos depois de o TCM (Tribunal de Contas do Município de São Paulo), em sessão plenária, ter aprovado, com alertas, a revisão quadrienal dos valores dos contratos com as empresas de ônibus da cidade.

A pressão por esta revisão e lida como real motivador da paralisação desta terça-feira (09). Uma carta enviada pelas empresas de transportes ao Sindicatos dos Motoristas dizendo que o 13º salário seria atrasado porque não havia definição dos valores da revisão foi estopim para revoltar trabalhadores e provocar a paralisação surpresa.

Relembre:

Entre as viações penalizadas estão: A2 Transportes; Ambiental; Campo Belo; Express; Gato Preto; Gatusa; KBPX; Mobibrasil; Movebuss; Nova Paineira; Pêssego; Sambaíba; Santa Brígida; Transpass; Transunião; Via Sudeste; Viação Grajaú; Viação Metrópole.

Segundo a Secretaria Municipal de Transporte (SMT), em nota, as companhias operadoras serão multadas pela SPTrans (São Paulo Transporte) em 500 tarifas (R$ 2.500) por dia e por veículo que deixou de operar. Todas também serão autuadas em mais 1.500 (R$ 7.500) tarifas por dia pelo descumprimento dos seus deveres contratuais, para cada concessionária, por lote/contrato de sua responsabilidade.

A quantidade exata de veículos paralisados e viagens não realizadas está sendo levantada pelo poder público.

Para a prefeitura, a paralisação não teve aviso prévio, o que fere gravemente a legislação.

Veja a nota na íntegra:

A Prefeitura de São Paulo notificou e autuou nesta quarta-feira (10) as 18 concessionárias de ônibus cujos funcionários interromperam as atividades total ou parcialmente na tarde terça-feira. A paralisação não teve aviso prévio, o que fere gravemente a legislação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transporte (SMT), as operadoras serão multadas pela SPTrans em 500 tarifas (R$ 2.500) por dia e por veículo que deixou de operar. Todas também serão autuadas em mais 1.500 (R$ 7.500) tarifas por dia pelo descumprimento dos seus deveres contratuais, para cada concessionária, por lote/contrato de sua responsabilidade.

As multas são por deixar de pagar salário ou encargo social que ocasione paralisação de seus empregados, bem como por não terem informado ao poder concedente (Prefeitura/SMT) sobre situação não rotineira que ocasionou em paralisação dos serviços contratados.

A greve que paralisou 18 das 32 empresas do sistema de ônibus de São Paulo chegou ao fim após uma reunião de emergência convocada pelo prefeito Ricardo Nunes, que exigiu responsabilidade das concessionárias e a retomada do serviço. No encontro, realizado no gabinete do prefeito, as empresas se comprometeram a pagar o 13º salário dos motoristas e cobradores no dia 12 de dezembro.

Ricardo Nunes classificou o dia como “muito difícil e triste para a população” e afirmou que a Prefeitura não admitirá novas quebras de compromisso. “A empresa que não honrar o pagamento do 13º no dia 12, será notificada no dia 13 para início imediato do processo de caducidade. Ela será retirada do sistema”, declarou. O prefeito reiterou que não há atrasos por parte da Prefeitura nos repasses às concessionárias e que “a remuneração é feita rigorosamente com base no contrato”.

Concessionárias notificadas:

A2 Transportes
Ambiental
Campo Belo
Express
Gato Preto
Gatusa
KBPX
Mobibrasil
Movebuss
Nova Paineira
Pêssego
Sambaíba
Santa Brígida
Transppass
Transunião
Via Sudeste
Viação Grajaú
Viação Metrópole

Apontada como real motivo da greve de ônibus em São Paulo, atualização com revisão dos valores dos contratos com viações é aprovada pelo TCM com alertas

Carta enviada pelas empresas de transportes ao Sindicatos dos Motoristas dizendo que o 13º salário seria atrasado porque não havia definição dos valores da revisão foi estopim para revoltar trabalhadores e motivar paralisação surpresa

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

O TCM (Tribunal de Contas do Município de São Paulo, em sessão plenária nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, incluiu na pauta e aprovou a revisão quadrienal dos valores dos contratos com as empresas de ônibus da cidade. Mas emitiu alertas.

A indefinição foi, na prática, apontada como real motivo da greve de ônibus em São Paulo, que pegou na tarde e noite desta terça-feira (09) mais de 3,3 milhões de pessoas, provocou recorde de congestionamento de 1,5 mil km, a suspensão do rodízio municipal de veículos e a elevação das corridas em aplicativos de transportes, tudo isso em meio a forte chuva e com defeitos em diferentes linhas de trens.

Entre os alertas principais estão:

– Apuração de custos horas não ofertadas entre outubro de 2019 e abril de 2020

– Aprimorar as penalidades por descumprimento de viagens, com penas mais duras em reincidência

– Justificar variações de diesel setembro de 2019 a março de 2020

– Informar estudo de estimativa e variação de demanda

– Exigir manifestação formal dos donos de empresas de ônibus sobre informações contábeis

– O enquadramento do lote AR 0 (Articulação Regional – Zero), que é da área dos trólebus, aos mesmos critérios e índices dos outros lotes da cidade. O AR 0 é concedido ao Consórcio Transvida, formado pelas empresas Ambiental Transportes e Transppass.

Chamada de revisão quadrienal, a atualização deve ser feita a cada quatro anos e é prevista nos contratos assinados com as viações em 2019.

O objetivo é atualizar índices de custos operacionais, consumo e indicadores de desempenho e remuneração que, segundo os empresários de ônibus, estão todos desatualizados.

Uma carta enviada pelas empresas de transportes ao Sindicatos dos Motoristas dizendo que o 13º salário seria atrasado porque não havia definição dos valores da revisão foi estopim para revoltar trabalhadores e motivar paralisação surpresa.

No fim do dia, após reunião entre o prefeito Ricardo Nunes, o sindicato dos trabalhadores e os empresários de ônibus, o discurso dos donos das viações mudou. Representando os demais empresários, um dos donos da Sambaíba Transportes Urbanos, César Augusto da Fonseca, disse que a carta foi um erro e que tudo não passou de um mal-entendido.

O empresário disse em “on” que todos os pagamentos da prefeitura estão em dia, mas em “off”, as viações apontam atrasos e supostos déficits de quase R$ 400 milhões pelo que consideram defasagem.

O relator concluiu que a revisão quadrienal dos 32 contratos de ônibus pode seguir normalmente, mas com uma série de alertas e correções que a Prefeitura de São Paulo deve adotar para garantir legalidade e economicidade.

Ele reuniu no voto cinco recomendações principais:

Apurar custos não incorridos entre 2019 e abril de 2020, quando as concessionárias deixaram de ofertar horas e o fator de cumprimento de frota ainda não era aplicado.

Aprimorar as penalidades para descumprimento de viagens, criando gradações conforme a reincidência.

Justificar as variações do preço do diesel no período de setembro/2019 a março/2020 ou, se não houver justificativa, descontar esse valor do desequilíbrio calculado pela FIPE.

Comunicar ao TCM a contratação do novo estudo de demanda.

Exigir, anualmente, que sócios e administradores das concessionárias se manifestem formalmente sobre as demonstrações contábeis, sobretudo quando houver ressalvas de auditoria.

Além dos alertas, o relator determinou duas ações obrigatórias:

– Antes de assinar os aditivos da revisão quadrienal, a Prefeitura deve comprovar toda a cobertura orçamentária necessária, incluindo eventuais suplementações para as compensações tarifárias.

– Apresentar a planilha de fluxo de caixa do lote AR-0 e aplicar a ele as mesmas condições definidas nos demais lotes.

Com isso, o relator valida o prosseguimento da revisão, mas reforça que todos os pontos levantados devem ser observados e acompanhados pela administração municipal.

O conselheiro Ricardo Torres analisou o trabalho independente da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), contratada por R$ 1,11 milhão em 2024 pela prefeitura para auxiliar na atualização.

Ricardo Torres apontou que são necessários aperfeiçoamentos na fiscalização e nas sanções às empresas por descumprir frota e viagens realizadas.

O TCM recomendou a revisão da análise dos descumprimentos de serviços.

De acordo com a Fipe, em relação aos desequilíbrios econômicos passados, há um saldo de R$ 1 bilhão receber pelo poder concedente, ou seja, pela prefeitura.

O maior impacto nos equilíbrios e reequilíbrios em prol dos cofres públicos veio do Grupo de Distribuição (ex-cooperativas que operam nos bairros) por causa do fato de mão de obra.

Torres indicou que ainda os contratos podem ser considerados em fase de transição porque foi contratado, mas ainda não implantado completamente, o novo conjunto de tecnologia SMGO – Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional, que é um sistema de monitoramento que reúne todos os equipamentos embarcados nos veículos (sensores, GPS, UCP, validadores, VOIP). Como vinha mostrando o Diário do Transporte, o SMGO foi contratado com atrasos.

As viações rodaram menos por causa da redução da demanda e frota em decorrência da pandemia.

Sobre as informações contábeis, o conselheiro apontou que os responsáveis pelas empresas assumam formalmente os dados que repassam à prefeitura.

Em relação às variações de demanda de passageiros, o conselheiro destacou que não é possível esperar um novo levantamento, mas que isso deve ser aperfeiçoado para os cálculos da próxima revisão quadrienal ou ainda uma revisão extraordinária.

Torres disse que quando a prefeitura contratar um novo estudo de estimativa de demanda deve avisar ao TCM.

Sobre as despesas administrativas por veículo, inicialmente estipulada em R$ 3 mil nos contratos, a Fipe atualizou o número para cerca de R$ 4 mil, o que foi contestado pelo TCM, assim como a quantidade de frota referência para os cálculos.

Entretanto, por causa dos efeitos da pandemia, os valores apontados como finais pela Fipe possuem “verossimilhança”.

Já o Fator de Utilização da Frota (ou Taxa de Utilização da Frota) – um indicador chave de desempenho (KPI) que mede o percentual de tempo ou capacidade que os veículos da frota estão realmente em operação, comparado ao potencial total disponível – o TCM se opôs inicialmente à metodologia da Fipe.

A respeito da reserva técnica de frota, a Fipe propôs o crescimento de 6,2% para pouco mais de 8%, porque além de 10 mil km que os ônibus devem encostar para parar, existe a parada para inspeção técnica a cada 5 mil km.

A respeito da atualização dos preços dos ônibus, inicialmente, a Fipe indicou um crescimento de 10,9%.

Sobre a TIR (Taxa Interna de Retorno), o percentual vigente é de 9,1% ao ano. Inicialmente, o estudo da Fipe apontou elevação para mais de 11%, mas depois de revisão baixou para 9,8%.

Utilizando outra metodologia e indicador, o TCM apontou uma TIR para 9,4%, o que foi contestado pela Fipe.

Novos cálculos da secretaria de transportes, porém, apontaram para 9,1%, o que foi concordado pelo TCM.

TI R (Taxa Interna de Retorno) é um indicador financeiro que mede a rentabilidade de um investimento, ou seja, é taxa percentual de retorno esperada do investimento das viações ao longo do contrato, considerando tanto as entradas quanto as saídas de caixa.

Ônibus em São Paulo operam normalmente nesta quarta-feira (10), após fim da greve e promessa de pagamento do 13º salário dos trabalhadores – VÍDEO

Empresários de ônibus chegaram a mandar uma carta ao sindicato dos funcionários pedido mais prazo para depositar benefício porque não sabiam quanto viações receberiam na revisão quadrienal dos contratos. Depois de reunião com Nunes recuaram e admitiram que carta foi um erro

ADAMO BAZANI

Os ônibus na cidade de São Paulo operam normalmente nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, de acordo com a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema pela prefeitura.

Todas as garagens e terminais têm movimento normal para o horário.

Situação bem diferente em relação ao caos vivido por quem depende de transportes na tarde e noite de terça-feira (09), que foi pego de surpresa por uma paralisação de motoristas, cobradores e demais funcionários do sistema de transportes por ônibus municipais.

Como mostrou em primeira mão o Diário do Transporte, a paralisação só terminou no fim da noite, após uma reunião convocada às pressas pelo prefeito Ricardo Nunes chamando donos das viações e representantes do sindicato dos trabalhadores. Nunes chegou a dizer que poderia romper os contratos (caducidade) com as empresas que não pagassem os 13º salários dos funcionários

Os empresários de ônibus chegaram a mandar uma carta ao sindicato dos funcionários pedido mais prazo para depositar benefício porque não sabiam quanto viações receberiam na revisão quadrienal dos contratos. Depois de reunião com Nunes recuaram e admitiram que carta foi um erro.

Veja todo o histórico abaixo:

OUÇA AS ENTREVISTAS NA ÍNTEGRA APERTANDO O PLAY (PREFEITO NUNES, CESÁR AUGUSTO FONSCECA – SAMBAÍBA, WALDEMIR SANTOS – MOLEQUE-SINDICATO – ADAMO BAZANI)

Chegou ao fim a paralisação surpresa de motoristas e demais trabalhadores do sistema de ônibus da cidade de São Paulo.

O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes na noite desta terça-feira, 09 de dezembro de 2025, após reunião que convocou com representantes das empresas de ônibus e do sindicato dos funcionários.

No encontro, os empresários se comprometeram a pagar o 13º no dia 12 de dezembro de 2025.

VEJA NOS VÍDEOS ABAIXO:

Por volta de 16h desta terça-feira (09), a maior parte da frota começou a ser recolhida porque as viações enviaram ao sindicato da categoria trabalhista pedindo mais prazo para pagar os 13º salários dos funcionários. Os depósitos tinham sido anunciados para ocorrer até 12 de dezembro de 2025.

As viações disseram que não teriam certeza de que teriam dinheiro para realizar os pagamentos porque não saberiam o quanto iriam receber na revisão quadrienal para reajustar a remuneração que recebem da prefeitura pelos contratos.

O TCM (Tribunal de Contas do Município) julga nesta quarta-feira (10) o atraso alegado pelas viações em relação a esta revisão que deveria ser feita pela prefeitura.

A tarde e a noite foram de caos, afetando diretamente no período, cerca de 3,3 milhões de passageiros. Para piorar, estava chovendo forte em alguns períodos e as linhas de trens 7-Rubi, 11-Coral e 13-Jade registraram problemas de sinalização, com interrupções parciais (no caso da 13) e velocidade reduzida.

O congestionamento bateu recorde em 2025, beirando a 1,5 mil km, de acordo com a mais recente metodologia da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

O rodízio municipal de veículos, somente para o período de 17h às 20h, foi suspenso nesta terça-feira (09), para os carros de placas com finais 3 ou 4.

A circulação em faixas e corredores de ônibus por parte de veículos comuns continuou proibida.

O preço das corridas por veículos de aplicativos disparou. Viagens que, habitualmente seriam em torno de R$ 30 em dias de chuva saltaram para cerca de R$ 200, devido à alta procura.

Mais cedo, o prefeito Ricardo Nunes disse que as questões relativas à revisão quadrienal da remuneração dos contratos não são motivos de as empesas atrasarem suas obrigações trabalhistas e que o não pagamento do 13º dos trabalhadores era uma forma de os donos das viações tentarem pressionar para receberem dinheiro.

O prefeito disse que foi registrado um boletim de ocorrência contra as empresas e anunciou que iniciaria processos de intervenção e rompimento de contratos contra as empresas que não pagassem seus trabalhadores. Nunes também disse que multaria e acionaria judicialmente as empresas de ônibus.

Em nota, a Prefeitura resumiu o conteúdo da reunião.

A greve que paralisou 15 das 32 empresas do sistema de ônibus de São Paulo nesta terça-feira (9) chegou ao fim após uma reunião de emergência convocada pelo prefeito Ricardo Nunes, que exigiu responsabilidade das concessionárias e a imediata retomada do serviço. No encontro, realizado no gabinete do prefeito, ficou acordado que o transporte coletivo seria restabelecido imediatamente e que todas as empresas pagarão o 13º salário dos motoristas e cobradores no dia 12 de dezembro.

Ricardo Nunes classificou o dia como “muito difícil e triste para a população” e afirmou que a Prefeitura não admitirá novas quebras de compromisso. “A empresa que não honrar o pagamento do 13º no dia 12, será notificada no dia 13 para início imediato do processo de caducidade. Ela será retirada do sistema”, declarou. O prefeito reiterou que não há atrasos por parte da Prefeitura nos repasses às concessionárias e que “a remuneração é feita rigorosamente com base no contrato”.

A paralisação foi provocada pela divulgação de uma carta assinada por alguns empresários solicitando a postergação do pagamento do 13º salário, documento que gerou forte reação da categoria. Na reunião, os representantes do setor reconheceram que o texto foi um erro. “Foi um mal-entendido da nossa parte”, afirmou César Augusto da Fonseca, porta-voz dos empresários. “Nós vamos pagar dia 12, como acordado.”

O presidente do Sindicato dos Motoristas, Valdemir dos Santos Soares, agradeceu a mediação do poder público e disse que a categoria voltaria às garagens ainda na noite desta segunda-feira. “Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes por intermediar essa discussão e garantir os direitos dos trabalhadores. Os passageiros não têm nada a ver com isso e acabaram pagando uma conta cara.”

Ricardo Nunes reforçou que, apesar de a negociação trabalhista não ser uma atribuição direta da Prefeitura, a gravidade da situação exigiu sua intervenção imediata. “Fiz questão de trazer todos para a minha sala. Não deleguei essa conversa porque o sofrimento da população é inaceitável”, afirmou. Ele também destacou que haverá responsabilização pelos áudios e mensagens que convocaram a paralisação sem aviso prévio e que tem obrigação funcional de pedir a responsabilização daquele que causa qualquer tipo de dano à sociedade.

“Nós estamos falando de um serviço essencial, tem a sua legislação específica. Qualquer movimento de greve tem que ser comunicado com 72 horas de antecedência, vai passar pelo juiz trabalhista, o juiz vai designar qual é o percentual de serviço obrigatório a ser mantido, de acordo com as as as questões legais, portanto existem normas, existem leis que devem ser cumpridas. Se eu não fizer isso, estarei prevaricando”, disse o prefeito.

O prefeito também fez um apelo para que episódios como o de hoje não se repitam. “Que isso sirva de lição. O usuário tem que estar sempre em primeiro lugar. Nós estamos sempre abertos ao diálogo, mas há leis que precisam ser cumpridas.”

Ricardo Nunes diz que os atrasos no pagamento do 13º salário dos funcionários são pressão dos empresários

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI/YURI SENA

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse em entrevista que pode entrar em processo de caducidade e intervenção contra as empresas de ônibus e que convocou sindicatos dos trabalhadores e dos donos das viações para resolver a questão.

“A empresa que não pagar em dia o 13º dos funcionários vai sofrer intervenção e caducidade” – disse Nunes ao Brasil Urgente, da TV Bandeirantes

Nunes falou ainda que as empresas que estão sob gestão da prefeitura, a Transwolff, na zona Sul, e a UpBus, na zona Leste, estão com os pagamentos em dia.

Em vídeo enviado há pouco ao Diário do Transporte, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, fez duras críticas aos empresários de ônibus pela paralisação surpresa na tarde desta terça-feira, 09 de dezembro de 2025. A gestão municipal anunciou a suspensão do rodízio municipal de veículos na parte da tarde/noite em razão da greve.

Nunes chamou as empresas de ônibus de irresponsáveis e disse que vai tomar medidas judiciais contra viações.

Segundo o prefeito, os atrasos no pagamento do 13º salário dos funcionários são pressão dos empresários.

A Prefeitura de São Paulo informou há pouco, no fim da tarde desta terça-feira, 09 de dezembro de 2025, que está em dia com os repasses às empresas de ônibus da cidade e que os atrasos do pagamento do 13º salário são de responsabilidade das viações.

Parte da frota de diversas linhas começou a ser recolhida por volta das 16h após as empresas de ônibus de São Paulo enviarem uma carta ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo pedindo mais prazo para pagar o 13º salário, previsto para 12 de dezembro. O motivo, segundo os operadores, é o atraso no processo de revisão quadrienal dos contratos, que está no Tribunal de Contas do Município (TCM) e deve ser julgado nesta quarta-feira (10). (VEJA MAIS ABAIXO OS DETALHES)

Em nota enviada ao Diário do Transporte, a Gestão Municipal diz que registrou Boletim de Ocorrência e chamou movimento de irresponsável

A Prefeitura de São Paulo informa que os repasses às empresas de ônibus estão em dia e o pagamento do 13º salário dos trabalhadores é de responsabilidade exclusiva das concessionárias. A pedido do prefeito Ricardo Nunes, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e SPTrans registraram nesta terça-feira um Boletim de Ocorrência contra as empresas que aderiram a uma paralisação sem aviso prévio, ferindo gravemente a legislação. A gestão se solidariza com todos os usuários que dependem do transporte público e que hoje sofrem com o descaso, irresponsabilidade e falta de compromisso dessas companhias com a população.

As empresas de ônibus de São Paulo enviaram nesta terça-feira (09) uma carta ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo pedindo mais prazo para pagar o 13º salário, previsto para 12 de dezembro. O motivo, segundo os operadores, é o atraso no processo de revisão quadrienal dos contratos, que está no Tribunal de Contas do Município (TCM) e deve ser julgado nesta quarta-feira (10).

Mais cedo, representantes dos três grupos operacionais — Estrutural, Local/Regional (AR) e Distribuidor — se reuniram com o secretário municipal de Transportes, Celso Jorge Caldeira, e com o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.

Durante o encontro, segundo as empresas, o secretário confirmou que a revisão quadrienal sofreu alterações promovidas pela Secretaria Municipal da Fazenda, com redução de cerca de 60% dos valores apontados pela FIPE como necessários ao reequilíbrio dos contratos.

Os operadores afirmam ter solicitado acesso aos estudos que fundamentaram os cortes, mas ouviram que o material só poderá ser disponibilizado após a votação no TCM.

Diante disso, alegam não ter como assinar o termo de aditamento que condicionaria o pagamento do décimo terceiro às novas bases contratuais.

Um representante relatou ao Diário do Transporte:

“Não podemos assinar nada sem saber o que consta no estudo. Precisamos do material. Ele disse que não há mais tempo, que só depois da votação do TCM.”

Sem o aditamento e sem previsibilidade financeira, as empresas decidiram enviar a carta ao sindicato pedindo dilação de prazo, mas sem indicar nova data — já que dependem do julgamento e de uma eventual liberação de recursos pela Prefeitura.

Presidente do sindicato: clima é de rejeição e parte da categoria já recolhe veículos

O presidente do sindicato, Valdemir dos Santos Soares, disse ao Diário do Transporte que não vê condições de aceitar nova prorrogação. Ele relata que o ambiente nas garagens é de forte insatisfação:

“Os trabalhadores já não estão aceitando mais. Já tem uma boa parte recolhendo o carro e dizendo que não vai trabalhar.”

Diante do impasse, o sindicato realizará assembleias na madrugada desta quarta-feira (10) para deliberar sobre o pedido das empresas.
Há risco de paralisação imediata, dependendo da decisão dos trabalhadores.

Operadores citam cláusula contratual que prevê envio prévio de estudos

As empresas afirmam também que, conforme a Cláusula Nona, item 9.11, dos contratos de concessão, quando o reequilíbrio é de iniciativa do poder concedente, os estudos deveriam ser encaminhados previamente às operadoras para análise.

Segundo relatam, isso não ocorreu, impedindo que avaliem o impacto financeiro da revisão quadrienal e, por consequência, que assumam formalmente obrigações condicionadas aos novos parâmetros.

Situação pode evoluir ainda hoje

Com o julgamento marcado para amanhã no TCM, indefinição sobre repasses e assembleias nas garagens nas próximas horas, o risco de paralisação no sistema de ônibus da capital é concreto e iminente.

Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes

[ad_2]

Fonte

Vasco x Fluminense AO VIVO: siga a semifinal da Copa do Brasil em tempo real

0

[ad_1]

Vasco e Fluminense abrem nesta quinta-feira (11) o confronto que define uma vaga na final da Copa do Brasil. A bola rola no Maracanã para o Clássico Vovô às 20h (de Brasília).

O jogo de volta está marcado para domingo (14), às 20h30 (de Brasília), novamente no “Maior do Mundo”.

Quem passar do clássico carioca enfrentará o vencedor de Cruzeiro x Corinthians. Na primeira partida, em Belo Horizonte, vitória paulista por 1 a 0, gol marcado por Memphis Depay.

Acompanhe abaixo o tempo real de Vasco x Fluminense:

[ad_2]

Fonte

SuperVia reforça operação nos trilhos para jogo entre Vasco e Fluminense, no Maracanã, nesta quinta-feira (11)

[ad_1]

Após a partida, o público contará com viagens extras saindo da estação Maracanã para Santa Cruz, Japeri e Saracuruna

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, os torcedores que forem ao jogo entre Vasco e Fluminense, no Maracanã, contarão com programação especial de trens extras.

Para a ida, haverá reforço na operação dos ramais Santa Cruz, Japeri e Saracuruna, entre 17h20 e 18h30, com intervalo médio de 14 minutos.

Na saída do evento, haverá viagens extras saindo da estação Maracanã para Santa Cruz, Japeri e Saracuruna.

Confira os horários previstos abaixo:

Santa Cruz (serviço parador): 22h26; 22h41; 22h54 e 23h09

Japeri (expresso): 22h25; 22h39; 22h55 e 23h10

Saracuruna (parador): 22h30; 22h48 e 23h10

A SuperVia lembra que a programação de trens extras pode sofrer alterações em virtude da dinâmica do evento.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

[ad_2]

Fonte

Linha 15-Prata fecha às 19h neste sábado (13) para testes com novo trem; Linhas 1, 2 e 3 do Metrô operam 24 horas

[ad_1]

Foto: Governo de SP

Monotrilho terá atendimento por ônibus do Paese, enquanto demais linhas funcionam ininterruptamente durante a madrugada

YURI SENA

A Linha 15-Prata de monotrilho funcionará em horário modificado neste sábado (13) para a continuidade dos testes com o novo trem que deve entrar em operação no primeiro semestre de 2026.

Todas as estações do monotrilho fecharão às 19h, e o atendimento aos passageiros será realizado por ônibus gratuitos do sistema Paese, circulando por todo o trajeto entre Vila Prudente e Jardim Colonial durante a madrugada, até o início da operação de domingo.

As linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha terão novamente funcionamento contínuo de sábado para domingo, em fase experimental, com embarque e desembarque liberados durante toda a noite. A medida atende a uma demanda antiga de trabalhadores, turistas e frequentadores da vida noturna da capital, e continuará vigente aos sábados até fevereiro de 2026, enquanto o Metrô monitora demanda, custos e possíveis ajustes operacionais. Integrações com as linhas concedidas e com a CPTM não estarão disponíveis nesse período.

No domingo (14), todas as linhas do Metrô voltam a operar nos horários usuais, das 4h40 à meia-noite.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

[ad_2]

Fonte

Tarcísio vai incentivar motocicletas no Estado de São Paulo e envia projeto à Alesp de isenção de IPVA

[ad_1]

Medida é destinada a modelos de até 150 cilindradas

ADAMO BAZANI

O governador Tarcísio de Freitas quer incentivar a circulação de motocicletas no Estado de São Paulo. Ao menos este será o principal efeito prático de um projeto de lei que o próprio Governo de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa, em regime de urgência.

Pelo projeto de lei, estariam isentas do pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas de propriedade de pessoas físicas.

Segundo nota do Palácio dos Bandeirantes, a medida deve beneficiar diretamente milhões de motociclistas e tem forte impacto no orçamento de quem utiliza a moto como instrumento de trabalho, especialmente entregadores e prestadores de serviço.

O projeto é apresentado bem quando a cidade de São Paulo, por força de decisão judicial, é obrigada a regulamentar e liberar as mototáxis, o que o prefeito Ricardo Nunes se mostrou sempre contrário.

Segundo a proposta, a isenção passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 para veículos em situação regular de registro e licenciamento. O texto altera a Lei nº 13.296/2008, que regulamenta o IPVA no Estado.

Ainda de acordo com o Governo do Estado de São Paulo, a isenção busca evitar que essa parcela de condutores de motocicletas seja onerada de forma desproporcional, garantindo mais mobilidade, economia e oportunidade.

“O uso da moto é crescente nos municípios paulistas, em especial na capital. Para muitas famílias, ela representa o meio de transporte principal e uma ferramenta essencial de geração de renda”, afirmou, em nota enviada pela assessoria ao Diário do Transporte, o governador Tarcísio de Freitas.

Ainda de acordo com o governo estadual, a proposta enviada ao legislativo considera o papel social e econômico das motocicletas no Estado e foi planejada com base nas projeções fiscais, na atualização da Tabela Fipe para 2026, além de atender à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

[ad_2]

Fonte

Linha 10-Turquesa da CPTM tem operação normalizada após mais de cinco horas com problemas nesta quinta-feira (11)

[ad_1]

Companhia informou que houve problemas técnicos em equipamentos de via no trecho entre as estações Rio Grande da Serra e Santo André/Prefeito Celso Daniel

ARTHUR FERRARI / ADAMO BAZANI

Após mais de cinco horas com problemas, a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) teve a operação normalizada na tarde desta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025.

Os trens circularam temporariamente com velocidade reduzida e maior tempo de parada desde às 9h.

De acordo com os canais oficiais da companhia, houve problemas técnicos em equipamentos de via no trecho entre as estações Rio Grande da Serra e Santo André/Prefeito Celso Daniel.

Nota da CPTM na íntegra

Na manhã desta quinta-feira (11/12), desde às 9h, os trens da Linha 10-Turquesa circulam com destinos intercalados partindo da Estação Palmeiras-Barra Funda, sendo que uma composição segue até a Estação Santo André, com intervalo médio de 10 minutos, e outra segue até a estação Rio Grande da Serra, com intervalo médio de 20 minutos. A estratégia operacional é necessária para atuação da equipe de manutenção em um equipamento de via na região da Estação Mauá.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

[ad_2]

Fonte

Se fosse brasileiro, Arrascaeta seria titular da seleção de Ancelotti? Comentaristas ESPN opinam sobre uruguaio

0

[ad_1]

Grande nome do já histórico Flamengo 2025 de Filipe Luís, o uruguaio Giorgian de Arrascaeta chegou nesta quarta-feira (10) a 25 gols na temporada, ao decidir o ‘Derby das Américas’ com duas bolas na rede e levar o Rubro-Negro à semifinal da Copa Intercontinental.

‘Voando’ em campo e com números impressionantes, o agora camisa 10 foi eleito melhor jogador da CONMEBOL Libertadores e do Brasileirão, se consolidando como um dos principais nomes do futebol nacional e sul-americano.

Titular do Uruguai de Marcelo Bielsa e cada vez mais protagonista na seleção celeste, o craque flamenguista caberia na seleção brasileira? O ESPN.com.br ouviu comentaristas da casa, que opinaram se Arrascaeta teria espaço e se seria titular na amarelinha.

Ubiratan Leal

Não, Arrascaeta não seria (titular da seleção brasileira). Ele seria um jogador no radar de Ancelotti, seria convocado e talvez seria uma opção muito interessante para se ter no banco. Um camisa 10 mais clássico. Mas em um time com Estêvão, Vinicius Jr., Raphinha e Rodrygo como opções, que podem também jogar centralizados, fica difícil achar um espaço para ele ser titular. Mas no banco, para ser uma opção diferente, que cadencia mais o jogo, acho que ele teria lugar. Ele seria um jogador com uma carreira na seleção com muito mais jogos do que outros jogadores brasileiros da geração dele e da mesma posição. E seria visto em algum momento como a principal opção e como uma solução. Mas, hoje, o time titular da Copa do Mundo tem opções em um momento ainda melhor do que o dele.

Osvaldo Pascoal

Se ele seria titular… sobraria dentro de campo. Não é à toa que ele é o ‘debochado’. Está fazendo tudo bem esta temporada, tem 25 gols marcados, e não estou contando as assistências, só os gols. Quem faz 25 gols em uma temporada, está preservado fisicamente, se preparou bem. Arrascaeta, para mim, joga com tranquilidade. Ele sobra. Joga de terno, sapato de Cromo alemão e não escorrega no gramado.

Vitor Birner

O Brasil tem algum jogador com a característica do Arrascaeta, esse cara que joga por dentro, se aproxima de atacante, faz tabela, faz pressão na área para finalizar? O Ancelotti usa muito o Matheus Cunha atrás do atacante, entrando muito na área como se fosse um centroavante. Por quê? Pois o Ancelotti não tem esse meia. Algumas pessoas dizem que o Paquetá pode fazer essa função porque ele marca a pressão e algumas vezes entra na área, mas ambos são muito diferentes do Arrascaeta. Para jogar nessa função, o Brasil não tem esse jogador. O Arrascaeta é um cara que desequilibra, que está muito à vontade atuando entre os brasileiros. Por jogar no Flamengo, ser decisivo, tenho certeza que ele seria convocado se fosse brasileiro. Titular, depende do jeito que o treinador quer jogar, mas brigaria pela posição. Em princípio não seria.

Luta pelo Intercontinental

Com a vitória sobre o Cruz Azul, o Flamengo, enfrentará o Pyramids, do Egito, na semifinal da competição. O duelo, marcado para sábado (13), às 14h (de Brasília), definirá o adversário do PSG na grande final.

A decisão da Copa Intercontinental será na próxima quarta-feira, 17 de dezembro.

Onde assistir a Flamengo x Pyramids?

Você assiste à Copa Intercontinental no Disney+, com transmissão ao vivo da Cazé TV e sem custo adicional

[ad_2]

Fonte