Novo edital deverá ser lançado entre novembro de 2025 e abril de 2026; estudo da Fipe aponta possibilidade de melhorias e tarifa mais baixa
YURI SENA
A 18ª Vara Cível de Sergipe anulou integralmente a licitação nº 001/2024, que tratava da concessão do transporte público coletivo na Grande Aracaju. A decisão atende a pedido do Ministério Público, que identificou falhas técnicas, ausência de informações fundamentais, risco de direcionamento e indícios de superfaturamento no processo.
Diante das irregularidades reconhecidas pelo Consórcio do Transporte Metropolitano (CTM) e pelo Município de Aracaju, todas as etapas foram invalidadas, incluindo edital, habilitações, homologação e contratos já firmados.
Desde o início da gestão, em janeiro, a prefeita de Aracaju e presidente do CTM, Emília Corrêa, já vinha defendendo a necessidade de anulação do certame. Ao longo do ano, o município apresentou documentos técnicos, buscou pareceres e articulou reuniões com integrantes do consórcio para reavaliar a modelagem da licitação. O movimento ganhou impulso após a contratação, por unanimidade, de um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável por analisar o sistema e propor uma nova estrutura de concessão.
O estudo da Fipe, apresentado em 28 de novembro, indicou viabilidade para um novo processo licitatório com maior equilíbrio financeiro, transparência e possibilidade de redução tarifária, além de melhorias no serviço. A conclusão reforçou a necessidade de reformular todo o modelo anterior.
Com a decisão judicial, a prefeita afirmou que o município terá base técnica e segurança jurídica para elaborar um novo edital. Em nota, destacou que a revisão permitirá construir uma licitação que priorize qualidade, transparência e uma tarifa mais justa à população.
A sentença determina que o CTM e o Município de Aracaju lancem um novo processo entre 1º de novembro de 2025 e 30 de abril de 2026. A decisão deverá seguir rigorosamente a legislação, apresentar estudos completos e promover nova consulta pública com prazo mínimo de 30 dias, além de corrigir todas as inconsistências apontadas.
Apesar da anulação, o transporte coletivo continuará funcionando normalmente. A Justiça determinou que o CTM e o Município mantenham a operação até a conclusão da nova licitação e assinatura dos futuros contratos.
Imagens vazadas em redes sociais sugeriam que modelo que mescla tecnologias seria descartado, mas concessionária desmentiu. Empresa informou novas quantidades
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
O BRT-ABC, sistema de corredores de ônibus mais rápidos e com maior capacidade que os corredores comuns expressos, vai manter o E-Trol como frota predominante, mas não serão apenas veículos deste tipo que vão operar no sistema previsto para ser inaugurado no primeiro semestre de 2026, ligando em cerca de 18 km as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul até a capital pelos terminais Tamanduateí e Sacomã, na zona Sudeste de São Paulo.
Além do E-Trol, um tipo de ônibus que reúne as tecnologias trólebus (conectados à fiação) e baterias (podendo rodar por trechos maiores sem estar ligado à fiação, o BRT-ABC também vai ter coletivos de 21,5 metros de comprimento somente a baterias, os chamados elétricos plug-in.
A confirmação foi dada oficialmente pela gestão do BRT-ABC ao Diário do Transporte nesta segunda-feira, 08 de dezembro de 2025, de forma exclusiva.
Ambos os modelos são elétricos e não poluem, mas há diferenças de características.
O E-Trol tem os pantógrafos (que conectam à fiação) e as baterias, com um sistema chamado IMC (In Motion Charging) ou Carregamento em Movimento, que permite que os veículos carreguem baterias enquanto estiverem conectados à rede aérea.
Já os elétricos puros possuem o sistema “plug-in” que carrega as baterias plugados, parados em garagens e terminais, por meio de carregadores.
Imagens vazadas em redes sociais sugeriam que modelo que mescla tecnologias seria descartado, mas a concessionária desmentiu.
Ainda de acordo com nota do BRT-ABC, serão 20 unidades com baterias somente por causa da rede de distribuição.
Assim, em vez de 92 E-Trol, a frota será de 72 E-Trol e 20 somente com baterias.
A mudança não altera o cronograma de obras e da entrega e para o passageiro continuam os veículos não poluentes e com baixos níveis de ruído.
Como mostrou o Diário do Transporte ainda nesta segunda-feira (08), para o sistema de São Francisco, nos Estados Unidos, um estudo independente concluiu: que manter os trólebus e modernizar as redes, inclusive com modelos que circulam conectados à rede aérea, mas que têm baterias que deixam a circulação autônoma em alguns trechos, pode ser mais interessante do ponto de vista ambiental e econômico. De acordo com o levantamento, se a infraestrutura elétrica já existente for aproveitada, ou seja, a rede de trólebus, colocando os veículos E-Trol ou IMC, seria possível mais que dobrar a frota de ônibus não poluentes. Para isso, no caso de São Francisco, essa frota cresceria mais de 100%, porém com apenas 33% a mais de rede aérea implantada. Na cidade norte-americana, por exemplo, a rede de ônibus não poluentes somaria 338 km.
Relembre:
Ainda em nota ao Diário do Transporte, o BRT-ABC informou que, para o Corredor ABD, a rede de trólebus também continua e que o sistema possui ampla aprovação pelos passageiros.
Veja na íntegra:
A tecnologia E-Trol, conhecida mundialmente como IMC (In Motion Charging) ou Carregamento em Movimento, permite que os veículos carreguem suas baterias enquanto estiverem conectados à rede aérea. Neste contexto, o BRT-ABC informa que a tecnologia E-Trol será mantida para o corredor que ligará a região do ABC Paulista à capital, com terminais em Tamanduateí e Sacomã.
Devido às características de infraestrutura de fornecimento de energia elétrica, é essencial que parte da frota opere com um sistema elétrico puro (sem fio), garantindo a eficiência do serviço em caso de instabilidades na rede.
Sobre as imagens divulgadas recentemente nas redes sociais, que mostram ônibus com a padronização visual do sistema, esclarecemos que haverá apenas 20 veículos elétricos puros, enquanto o restante da frota utilizará a tecnologia E-Trol.
O trólebus já é um modal consagrado no Corredor ABD, tendo passageiros transportados com segurança, agilidade e conforto desde 1997, conquistando por vários anos a maior nota no IQC – Índice de Satisfação do Cliente, em pesquisa divulgada pela antiga gerenciadora EMTU. Na última pesquisa alcançou a nota de 84%, ficando novamente com a nota mais alta do sistema.
As vantagens econômicas e ambientais proporcionadas pela solução E-Trol, já comprovadas em sistemas na América do Norte e na Europa, serão incorporadas à operação do BRT-ABC, que promete revolucionar o transporte na região, oferecendo conforto, rapidez e qualidade de vida à população, em transporte limpo e sustentável, com a adoção de tecnologias inovadoras que visam reduzir o impacto ambiental
BRT-ABC EM NÚMEROS (segundo a concessionária)
Capacidade de até 600 mil passageiros/dia, com demanda inicial de 173 mil passageiros/dia.
Operação com 92 ônibus totalmente elétricos fabricados no Brasil, com tecnologia nacional, inclusive baterias, por meio de parceria entre empresas como Eletra, Mercedes-Benz, WEG, Caio e outras; (72 E-Trol e 20 com baterias)
Veículos de piso baixo, não poluentes, silenciosos e confortáveis, com wi-fi e ar-condicionado;
Trajeto em via segregada, com 16 paradas fechadas e mais três terminais;
Bilhetagem realizada nas paradas, antes do embarque nos veículos, facilitando o acesso; embarque em nível e ampla acessibilidade;
Custo total estimado em R$ 950 milhões, inteiramente a cargo da empresa privada operadora (Next Mobilidade); – atualizado para R$ 1,2 bilhão;
Trajeto de 18 km, atendendo diretamente três municípios do Grande ABC (São Bernardo, Santo André e São Caetano), mais Diadema e Mauá (via Corredor ABD).
Interligação com três terminais: São Bernardo (Paço Municipal), Tamanduateí (Linha 2-Verde do Metrô e Linha 10 Turquesa da CPTM) e Sacomã (Linha 2-Verde do metrô e Expresso Tiradentes).
Três opções de linhas: Paradora, Semiexpressa (oito estações) e Expressa (só os terminais São Bernardo, Tamanduateí e Sacomã); a linha Expressa fará o trajeto em menos de 35 minutos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Categoria aguarda novas negociações com o governo e empresas antes de decidir pela paralisação
YURI SENA
A greve dos rodoviários da Grande Vitória, prevista para começar às 00h01 desta terça-feira, 9 de dezembro de 2025, foi suspensa pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES).
A decisão foi tomada após a definição de uma nova rodada de negociações com representantes do Governo do Estado e das empresas de ônibus.
De acordo com o diretor do sindicato, Miguel Leite, uma reunião está marcada para esta terça-feira (9) com o objetivo de avançar nas tratativas e tentar um acordo que evite a paralisação. Na quarta-feira (10), os trabalhadores realizarão uma assembleia-geral para avaliar a proposta apresentada.
Segundo o GVBus, entidade que representa as viações do sistema Transcol, foi oferecida uma contraproposta que inclui reajuste salarial de 5% e redução de 10 minutos na carga horária diária.
Os rodoviários reivindicam, além de aumento salarial, redução da jornada de trabalho, plano de saúde integral e outros benefícios que, segundo o sindicato, foram recusados pelas empresas nas negociações anteriores.
Caso a proposta discutida nesta semana não seja aceita pela categoria, a greve será iniciada na quinta-feira (11). “Se a proposta for boa, não terá greve. Se for considerada insuficiente, a paralisação vai ocorrer”, afirmou Miguel Leite.
Atualização do Cittamobi conecta usuários à frota municipal e torna a rotina mais segura e planejada
ALEXANDRE PELEGI
A tecnologia de monitoramento em tempo real passou a integrar o transporte coletivo de Fortaleza, oferecendo ao passageiro uma mudança concreta na forma de acompanhar e planejar suas viagens. A nova atualização do aplicativo Cittamobi permite visualizar a localização exata dos ônibus e o tempo estimado de chegada ao ponto, recurso que deve reduzir o tempo de espera e ampliar a segurança de quem utiliza o sistema diariamente.
Com mais de 530 mil passageiros transportados por dia, Fortaleza é uma das capitais que apostam na combinação entre infraestrutura viária e informação ao usuário para melhorar a eficiência do transporte público. A cidade conta com 132,3 km de faixas exclusivas, que garantem maior velocidade operacional. Agora, com o monitoramento em tempo real, o usuário consegue ajustar sua saída de casa ou do trabalho ao desempenho real das linhas.
Previsibilidade e menor exposição na rua
O principal ganho imediato é a previsibilidade. O passageiro deixa de depender de horários fixos ou estimativas aproximadas e passa a acompanhar, em tempo real, o deslocamento do ônibus. Isso reduz o período de espera no ponto e diminui o tempo de exposição na rua — um dos fatores que mais influenciam a percepção de segurança no transporte coletivo.
Planejamento e escolha do melhor trajeto
Fortaleza opera uma frota de cerca de 1.200 ônibus, dos quais mais de 70% têm ar-condicionado. A nova versão do aplicativo permite identificar quais veículos oferecem essa comodidade, além de indicar acessibilidade e outras características relevantes. Para o usuário, isso se traduz em maior capacidade de planejamento, comparando rotas, conexões e condições do veículo antes mesmo de sair de casa.
O aplicativo reúne ainda:
planejador de rotas;
horários e previsões em tempo real;
identificação de veículos com ar-condicionado e acessibilidade.
Tecnologia como apoio à mobilidade urbana
A atualização também se conecta a objetivos mais amplos da cidade. Maior previsibilidade na operação tende a reduzir deslocamentos desnecessários e otimizar o embarque, contribuindo para um sistema mais ágil e organizado, com reflexos positivos no consumo de combustível e na emissão de poluentes.
Para a Primova, desenvolvedora da solução, a ferramenta reforça o papel da informação como elemento central da mobilidade contemporânea. “O Cittamobi se posiciona como um aplicativo essencial para que as pessoas possam se planejar”, afirma Emanuele Cassimiro, diretora de Relacionamento e Estratégia.
O aplicativo está disponível gratuitamente para Android e iOS.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Serviço que seria encerrado em 30 de novembro segue até 27 de dezembro, com mudanças no horário por causa do fechamento viário na região
ARTHUR FERRARI
A Semob de Salvador (BA) decidiu estender até 27 de dezembro o período de testes da linha E012 — Praça da Sé – Campo Grande, iniciada em 31 de outubro e prevista para terminar no último sábado (30). A operação temporária continuará atendendo o Centro Histórico com ônibus totalmente elétrico, após registrar mais de 5 mil passageiros transportados e quase 500 viagens concluídas no intervalo de um mês.
“Os usuários estão elogiando muito. Com a chegada do verão e o aumento do número de turistas na região, optamos por ampliar a operação por mais 30 dias”, afirmou Pablo Souza, secretário de Mobilidade.
O trajeto definido entre a Praça da Cruz Caída e o Largo do Campo Grande considera o fluxo intenso de moradores, trabalhadores e visitantes que circulam por áreas comerciais, residenciais e pontos de relevância cultural, histórica e religiosa. Veículos utilizados na E012 contam com ar-condicionado elétrico, vidros com proteção UV e portas USB distribuídas em balaústres e bancos.
A programação natalina no Centro Histórico provocará alteração operacional a partir de 5 de dezembro. Com o fechamento da Rua Chile após as 17h, a última viagem da E012 ocorrerá às 16h30. Em seguida, o ônibus passará a operar na linha especial 2512 – Lapa x Natal Salvador. “Desta forma, poderemos testar o equipamento em outra linha sem deixar de atender os usuários da região”, completou o secretário. (Pablo Souza)
Os horários definidos para o serviço permanecem: circulação das 7h às 20h em dias úteis e das 7h às 13h aos sábados, sem operação aos domingos. A tarifa mantém valor vigente de R$ 5,60, com pagamento exclusivo por bilhete eletrônico. Equipe do programa Posso Ajudar segue orientando usuários sobre aquisição do cartão.
Já não chega a ser uma novidade, mas o Corinthians mais uma vez dominou a seleção do Prêmio ESPN Bola de Prata do Brasileirão feminino.
O time alvinegro colocou seis no time ideal dessa vez.
Gabi Zanotti, uma das maiores de todos os tempos do Timão, foi quem levou a Bola de Ouro de melhor jogadora da competição.
Era o único prêmio que faltava para ela! Gabi ganhou praticamente todos os títulos que o Corinthians conquistou na história: 7 Brasileiros, 5 Libertadores, 4 Paulistas e 3 Supercopas do Brasil.
O Cruzeiro, vice-campeão brasileiro, também teve bem representado com quatro jogadoras na seleção Bola de Prata. O Palmeiras completou a equipe com a atacante Amanda Gutierres.
Na avaliação de especialista ouvido pelo Diário do Transporte, cada município tem uma realidade diferente e que devem ser feitos estudos para cada caso, mas trabalho demonstra que a cidade “protege os recursos públicos e o meio ambiente” optando pelo sistema expandido com trólebus dotados de bateria que deixa autônoma a operação em alguns trechos
ADAMO BAZANI
Trólebus modernos ou desativar as redes e substituir por ônibus a bateria?
O dilema que é enfrentado pela cidade de São Paulo, com as recentes baixas de 12 trólebus dos antes 201 da frota e com as declarações do prefeito Ricardo Nunes, sobre uma eventual desativação da rede, teve uma resposta, ao menos para o sistema de São Francisco, nos Estados Unidos, onde estudo independente concluiu: manter os trólebus e modernizar as redes, inclusive com modelos que circulam conectados à rede aérea, mas que têm baterias que deixam a circulação autônoma em alguns trechos, pode ser mais interessante do ponto de vista ambiental e econômico.
No Brasil, esta tecnologia é conhecida como E-Trol e vai integrar um corredor de ônibus na Grande São Paulo, de 18 km, entre a capital e o ABC Paulista, o BRT-ABC.
Tecnicamente, este modelo é denominado de IMC – In Motion Charging, ou Carregamento em Movimento, porque quando estes veículos estão conectados à rede aérea estão carregando as baterias.
Atualmente, São Franscisco possui 278 trólebus, a maior frota atualmente em operação no mundo.
O estudo foi encomendando pelo sindicato dos trabalhadores da agência de transportes de São Francisco, conhecida localmente como “Muni”.
De acordo com o levantamento, se a infraestrutura elétrica já existente for aproveitada, ou seja, a rede de trólebus, colocando os veículos E-Trol ou IMC, seria possível mais que dobrar a frota de ônibus não poluentes. Para isso, no caso de São Francisco, essa frota cresceria mais de 100%, porém com apenas 33% a mais de rede aérea implantada. Na cidade norte-americana, por exemplo, a rede de ônibus não poluentes somaria 338 km.
Em realidades como a de São Paulo, que não conseguiu cumprir as metas de eletrificação de frota por causa da falta de infraestrutura para recarga de baterias, considerar manter e renovar a rede de trólebus, inserindo E-Trol/IMC poderia ser estratégico para cumprir a lei municipal que determina que até 2038 nenhum coletivo da cidade emita CO2.
A meta era de que até dezembro de 2024 seriam 2,6 mil ônibus elétricos. Em dezembro de 2025, são pouco mais de mil.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações da capital paulista são impedidas de comprar ônibus a óleo diesel. Como não há infraestrutura para o ritmo de renovação do total de quase 13 mil coletivos na cidade, a frota está envelhecendo e a gerenciadora do sistema, a SPTrans (São Paulo Transporte) autorizou que as viações rodem com ônibus de até 13 anos em vez de 10 anos, como previsto originalmente nos contratos.
O Diário do Transporte ouviu o membro do Comfrota (comitê da cidade de São Paulo que acompanha a troca de frota), o especialista e engenheiro mecânico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e especialização internacional, Olímpio Alvares, que disse que cada município tem uma realidade diferente e que devem ser feitos estudos para cada caso, mas o trabalho demonstra que a cidade “protege os recursos públicos e o meio ambiente” optando pelo sistema expandido com trólebus dotados de bateria que deixa autônoma a operação em alguns trechos.
“Cada caso deve ser analisado com suas especificidades, com estudos próprios para cada sistema de transportes. O estudo confirma a vantagem competitiva dos sistemas IMC diante das alternativas existentes de eletrificação do transporte público. Ou seja, o estudo demonstra que a cidade ‘protege os recursos públicos e o meio ambiente’ optando pelo sistema expandido com IMC” – explicou.
“Necessário ressaltar, entretanto, que os estudos comparativos de TCO – Custo Total de Propriedade e impacto ambiental no ciclo de vida, são extremamente relevantes – e indispensáveis -, pois cada caso e local é muito distinto de outro” prosseguiu Olímpio ao Diário do Transporte, sugerindo que, antes de decisões mais radicais, todas as possibilidades e tecnologias devem ser estudadas e analisadas e, dependendo dos resultados, um mix de soluções ser considerado.
O especialista ainda apontou ao Diário do Transporte outras vantagens de manter as redes de trólebus com modelos que têm recarga em movimento para a realidade de São Franciso.
“É interessante ressaltar neste caso de São Francisco, que para os ônibus elétricos convencionais a bateria (sem rede aérea), há um alto custo do grande número de subestações, que parece ser ignorado, já que muitas vezes, são fornecidas pela concessionária de energia – além das reformas milionárias da rede para migração para alta tensão. Com os trólebus IMC, a recarga de baixa corrente aumenta a vida útil das baterias, que são muito menores, e permite uma frota menor (com menos motoristas) para o mesmo volume de transporte; além disso, praticamente elimina a necessidade da incômoda infraestrutura de recarga e seus custos gerais na garagem. Lembre-se ainda, que o Poder Público deve necessariamente disponibilizar os merecidos subsídios ambientais ao comprovado e centenário Trólebus” – explicou Olímpio ao repórter Adamo Bazani, do Diário do Transporte.
As conclusões do estudo mostram:
Ao contrário dos trólebus tradicionais, os trólebus da IMC vêm equipados com baterias a bordo e não precisam de fios aéreos em todas as suas rotas, o que lhes permite maior flexibilidade em termos de infraestrutura e trajetos, além de reduzir custos. Um aumento de 33% na fiação aérea permitiria à cidade dobrar sua frota de ônibus elétricos, adicionando 338 quilômetros (210 milhas) de serviço eletrificado.
Os trólebus IMC são mais eficientes em termos energéticos do que os ônibus elétricos a bateria. Eles carregam ao longo do dia através das catenárias aéreas e, portanto, têm uma curva de demanda de eletricidade mais suave do que os ônibus elétricos a bateria.
Os trólebus da IMC possuem baterias significativamente menores do que os ônibus elétricos a bateria. A redução do tamanho das baterias também diminuirá a necessidade de espaço para abrigar os ônibus na cidade e limitará a quantidade de materiais necessários para a fabricação das baterias, como o lítio.
A eficiência dos trólebus da IMC reduziria em 18% o número de veículos de transporte público necessários para a prestação do serviço, em comparação com os ônibus elétricos a bateria, e economizaria dinheiro para São Francisco durante a transição de sua frota.
Em São Francisco, já existe uma força de trabalho experiente e robusta que realiza a manutenção e o reparo de uma geração anterior de trólebus da IMC. A expansão da frota proporcionaria segurança a longo prazo para os trabalhadores sindicalizados, além de criar novas oportunidades de emprego.
Veja o sumário do levantamento de 2023, mas atualizado recentemente, obtido pelo Diário do Transporte:
O Potencial dos Trólebus
Análise de Alternativas para a Eletrificação do Muni de São Francisco
(RESUMO TRAZIDO PELO REPÓRTER ADAMO BAZANI, DO DIÁRIO DO TRANSPROTE)
por Andrés Díez Restrepo, José Valentín Restrepo, Mauricio Restrepo Restrepo, Lina María Parra Hoyos, Matthew Haugen e Alex Lantsberg
em parceria com a Universidad Pontificia Bolivariana, Universidad del Norte, Metro de Medellín, The San Francisco Electrical Construction Industry (SFECI) e IBEW Local 6
A transformação do transporte será uma parte crucial do esforço de descarbonização nos Estados Unidos, onde o transporte de pessoas e mercadorias gera mais emissões de gases de efeito estufa do que qualquer outro setor. O transporte público de massa será um pilar fundamental da transição verde, pois pode deslocar pessoas utilizando muito menos energia e recursos do que veículos particulares – elétricos ou não. A cidade de São Francisco reconhece há muito tempo os inúmeros benefícios do transporte público, incluindo o uso de trólebus por mais de 80 anos como parte de seu sistema de transporte coletivo.
Os trólebus são veículos de transporte público elétricos com pneus de borracha, alimentados por fios aéreos em vez de motores de combustão interna a bordo, e são ideais para o terreno íngreme de São Francisco. Em 2019, a Califórnia aprovou a regra de Transporte Limpo Inovador, que exige que a cidade elimine gradualmente os veículos de transporte público movidos a diesel em favor de alternativas com emissão zero. Embora existam vários caminhos para eletrificar a frota de ônibus de São Francisco, uma nova análise mostra que proteger e expandir o robusto sistema de trólebus da cidade e eletrificar sua frota a diesel por meio da moderna tecnologia de carregamento em movimento (IMC) pode ser mais barato e mais eficiente em termos de recursos para atingir as metas climáticas da cidade.
Ao contrário dos trólebus tradicionais, os trólebus da IMC vêm equipados com baterias a bordo e não precisam de fios aéreos em todas as suas rotas, o que lhes permite maior flexibilidade em termos de infraestrutura e trajetos, além de reduzir custos. Um aumento de 33% na fiação aérea permitiria à cidade dobrar sua frota de ônibus elétricos, adicionando 338 quilômetros (210 milhas) de serviço eletrificado.
Os trólebus IMC são mais eficientes em termos energéticos do que os ônibus elétricos a bateria. Eles carregam ao longo do dia através das catenárias aéreas e, portanto, têm uma curva de demanda de eletricidade mais suave do que os ônibus elétricos a bateria.
Os trólebus da IMC possuem baterias significativamente menores do que os ônibus elétricos a bateria. A redução do tamanho das baterias também diminuirá a necessidade de espaço para abrigar os ônibus na cidade e limitará a quantidade de materiais necessários para a fabricação das baterias, como o lítio.
A eficiência dos trólebus da IMC reduziria em 18% o número de veículos de transporte público necessários para a prestação do serviço, em comparação com os ônibus elétricos a bateria, e economizaria dinheiro para São Francisco durante a transição de sua frota.
Em São Francisco, já existe uma força de trabalho experiente e robusta que realiza a manutenção e o reparo de uma geração anterior de trólebus da IMC. A expansão da frota proporcionaria segurança a longo prazo para os trabalhadores sindicalizados, além de criar novas oportunidades de emprego.
À medida que mais agências de transporte público nos EUA começam a desenvolver seus próprios planos de eletrificação, essas descobertas têm implicações e aplicações muito mais amplas. Os trólebus, um meio de transporte frequentemente negligenciado, podem ser a chave para sistemas de transporte eficientes em termos de recursos, operacionalmente simples e econômicos, essenciais para limitar a crise climática.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Na avaliação de especialista ouvido pelo Diário do Transporte, cada município tem uma realidade diferente e que devem ser feitos estudos para cada caso, mas trabalho demonstra que a cidade “protege os recursos públicos e o meio ambiente” optando pelo sistema expandido com trólebus dotados de bateria que deixa autônoma a operação em alguns trechos
ADAMO BAZANI
Trólebus modernos ou desativar as redes e substituir por ônibus a bateria?
O dilema que é enfrentado pela cidade de São Paulo, com as recentes baixas de 12 trólebus dos antes 201 da frota e com as declarações do prefeito Ricardo Nunes, sobre uma eventual desativação da rede, teve uma resposta, ao menos para o sistema de São Francisco, nos Estados Unidos, onde estudo independente concluiu: manter os trólebus e modernizar as redes, inclusive com modelos que circulam conectados à rede aérea, mas que têm baterias que deixam a circulação autônoma em alguns trechos, pode ser mais interessante do ponto de vista ambiental e econômico.
No Brasil, esta tecnologia é conhecida como E-Trol e vai integrar um corredor de ônibus na Grande São Paulo, de 18 km, entre a capital e o ABC Paulista, o BRT-ABC.
Tecnicamente, este modelo é denominado de IMC – In Motion Charging, ou Carregamento em Movimento, porque quando estes veículos estão conectados à rede aérea estão carregando as baterias.
Atualmente, São Franscisco possui 278 trólebus, a maior frota atualmente em operação no mundo.
O estudo foi encomendando pelo sindicato dos trabalhadores da agência de transportes de São Francisco, conhecida localmente como “Muni”.
De acordo com o levantamento, se a infraestrutura elétrica já existente for aproveitada, ou seja, a rede de trólebus, colocando os veículos E-Trol ou IMC, seria possível mais que dobrar a frota de ônibus não poluentes. Para isso, no caso de São Francisco, essa frota cresceria mais de 100%, porém com apenas 33% a mais de rede aérea implantada. Na cidade norte-americana, por exemplo, a rede de ônibus não poluentes somaria 338 km.
Em realidades como a de São Paulo, que não conseguiu cumprir as metas de eletrificação de frota por causa da falta de infraestrutura para recarga de baterias, considerar manter e renovar a rede de trólebus, inserindo E-Trol/IMC poderia ser estratégico para cumprir a lei municipal que determina que até 2038 nenhum coletivo da cidade emita CO2.
A meta era de que até dezembro de 2024 seriam 2,6 mil ônibus elétricos. Em dezembro de 2025, são pouco mais de mil.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações da capital paulista são impedidas de comprar ônibus a óleo diesel. Como não há infraestrutura para o ritmo de renovação do total de quase 13 mil coletivos na cidade, a frota está envelhecendo e a gerenciadora do sistema, a SPTrans (São Paulo Transporte) autorizou que as viações rodem com ônibus de até 13 anos em vez de 10 anos, como previsto originalmente nos contratos.
O Diário do Transporte ouviu o membro do Comfrota (comitê da cidade de São Paulo que acompanha a troca de frota), o especialista e engenheiro mecânico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e especialização internacional, Olímpio Alvares, que disse que cada município tem uma realidade diferente e que devem ser feitos estudos para cada caso, mas o trabalho demonstra que a cidade “protege os recursos públicos e o meio ambiente” optando pelo sistema expandido com trólebus dotados de bateria que deixa autônoma a operação em alguns trechos.
“Cada caso deve ser analisado com suas especificidades, com estudos próprios para cada sistema de transportes. O estudo confirma a vantagem competitiva dos sistemas IMC diante das alternativas existentes de eletrificação do transporte público. Ou seja, o estudo demonstra que a cidade ‘protege os recursos públicos e o meio ambiente’ optando pelo sistema expandido com IMC” – explicou.
“Necessário ressaltar, entretanto, que os estudos comparativos de TCO – Custo Total de Propriedade e impacto ambiental no ciclo de vida, são extremamente relevantes – e indispensáveis -, pois cada caso e local é muito distinto de outro” prosseguiu Olímpio ao Diário do Transporte, sugerindo que, antes de decisões mais radicais, todas as possibilidades e tecnologias devem ser estudadas e analisadas e, dependendo dos resultados, um mix de soluções ser considerado.
O especialista ainda apontou ao Diário do Transporte outras vantagens de manter as redes de trólebus com modelos que têm recarga em movimento para a realidade de São Franciso.
“É interessante ressaltar neste caso de São Francisco, que para os ônibus elétricos convencionais a bateria (sem rede aérea), há um alto custo do grande número de subestações, que parece ser ignorado, já que muitas vezes, são fornecidas pela concessionária de energia – além das reformas milionárias da rede para migração para alta tensão. Com os trólebus IMC, a recarga de baixa corrente aumenta a vida útil das baterias, que são muito menores, e permite uma frota menor (com menos motoristas) para o mesmo volume de transporte; além disso, praticamente elimina a necessidade da incômoda infraestrutura de recarga e seus custos gerais na garagem. Lembre-se ainda, que o Poder Público deve necessariamente disponibilizar os merecidos subsídios ambientais ao comprovado e centenário Trólebus” – explicou Olímpio ao repórter Adamo Bazani, do Diário do Transporte.
As conclusões do estudo mostram:
Ao contrário dos trólebus tradicionais, os trólebus da IMC vêm equipados com baterias a bordo e não precisam de fios aéreos em todas as suas rotas, o que lhes permite maior flexibilidade em termos de infraestrutura e trajetos, além de reduzir custos. Um aumento de 33% na fiação aérea permitiria à cidade dobrar sua frota de ônibus elétricos, adicionando 338 quilômetros (210 milhas) de serviço eletrificado.
Os trólebus IMC são mais eficientes em termos energéticos do que os ônibus elétricos a bateria. Eles carregam ao longo do dia através das catenárias aéreas e, portanto, têm uma curva de demanda de eletricidade mais suave do que os ônibus elétricos a bateria.
Os trólebus da IMC possuem baterias significativamente menores do que os ônibus elétricos a bateria. A redução do tamanho das baterias também diminuirá a necessidade de espaço para abrigar os ônibus na cidade e limitará a quantidade de materiais necessários para a fabricação das baterias, como o lítio.
A eficiência dos trólebus da IMC reduziria em 18% o número de veículos de transporte público necessários para a prestação do serviço, em comparação com os ônibus elétricos a bateria, e economizaria dinheiro para São Francisco durante a transição de sua frota.
Em São Francisco, já existe uma força de trabalho experiente e robusta que realiza a manutenção e o reparo de uma geração anterior de trólebus da IMC. A expansão da frota proporcionaria segurança a longo prazo para os trabalhadores sindicalizados, além de criar novas oportunidades de emprego.
Veja o sumário do levantamento de 2023, mas atualizado recentemente, obtido pelo Diário do Transporte:
O Potencial dos Trólebus
Análise de Alternativas para a Eletrificação do Muni de São Francisco
(RESUMO TRAZIDO PELO REPÓRTER ADAMO BAZANI, DO DIÁRIO DO TRANSPROTE)
por Andrés Díez Restrepo, José Valentín Restrepo, Mauricio Restrepo Restrepo, Lina María Parra Hoyos, Matthew Haugen e Alex Lantsberg
em parceria com a Universidad Pontificia Bolivariana, Universidad del Norte, Metro de Medellín, The San Francisco Electrical Construction Industry (SFECI) e IBEW Local 6
A transformação do transporte será uma parte crucial do esforço de descarbonização nos Estados Unidos, onde o transporte de pessoas e mercadorias gera mais emissões de gases de efeito estufa do que qualquer outro setor. O transporte público de massa será um pilar fundamental da transição verde, pois pode deslocar pessoas utilizando muito menos energia e recursos do que veículos particulares – elétricos ou não. A cidade de São Francisco reconhece há muito tempo os inúmeros benefícios do transporte público, incluindo o uso de trólebus por mais de 80 anos como parte de seu sistema de transporte coletivo.
Os trólebus são veículos de transporte público elétricos com pneus de borracha, alimentados por fios aéreos em vez de motores de combustão interna a bordo, e são ideais para o terreno íngreme de São Francisco. Em 2019, a Califórnia aprovou a regra de Transporte Limpo Inovador, que exige que a cidade elimine gradualmente os veículos de transporte público movidos a diesel em favor de alternativas com emissão zero. Embora existam vários caminhos para eletrificar a frota de ônibus de São Francisco, uma nova análise mostra que proteger e expandir o robusto sistema de trólebus da cidade e eletrificar sua frota a diesel por meio da moderna tecnologia de carregamento em movimento (IMC) pode ser mais barato e mais eficiente em termos de recursos para atingir as metas climáticas da cidade.
Ao contrário dos trólebus tradicionais, os trólebus da IMC vêm equipados com baterias a bordo e não precisam de fios aéreos em todas as suas rotas, o que lhes permite maior flexibilidade em termos de infraestrutura e trajetos, além de reduzir custos. Um aumento de 33% na fiação aérea permitiria à cidade dobrar sua frota de ônibus elétricos, adicionando 338 quilômetros (210 milhas) de serviço eletrificado.
Os trólebus IMC são mais eficientes em termos energéticos do que os ônibus elétricos a bateria. Eles carregam ao longo do dia através das catenárias aéreas e, portanto, têm uma curva de demanda de eletricidade mais suave do que os ônibus elétricos a bateria.
Os trólebus da IMC possuem baterias significativamente menores do que os ônibus elétricos a bateria. A redução do tamanho das baterias também diminuirá a necessidade de espaço para abrigar os ônibus na cidade e limitará a quantidade de materiais necessários para a fabricação das baterias, como o lítio.
A eficiência dos trólebus da IMC reduziria em 18% o número de veículos de transporte público necessários para a prestação do serviço, em comparação com os ônibus elétricos a bateria, e economizaria dinheiro para São Francisco durante a transição de sua frota.
Em São Francisco, já existe uma força de trabalho experiente e robusta que realiza a manutenção e o reparo de uma geração anterior de trólebus da IMC. A expansão da frota proporcionaria segurança a longo prazo para os trabalhadores sindicalizados, além de criar novas oportunidades de emprego.
À medida que mais agências de transporte público nos EUA começam a desenvolver seus próprios planos de eletrificação, essas descobertas têm implicações e aplicações muito mais amplas. Os trólebus, um meio de transporte frequentemente negligenciado, podem ser a chave para sistemas de transporte eficientes em termos de recursos, operacionalmente simples e econômicos, essenciais para limitar a crise climática.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Propostas devem ser entregues em 22 de dezembro e local deve atender ao menos 160 ônibus com baterias
ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura de São José dos Campos, no interior de São Paulo, lançou nesta segunda-feira, 08 de dezembro de 2025, edital implantar pátio de recarga para a frota de ônibus elétricos da cidade.
Serão 400 coletivos na cidade, que estão chegando gradativamente na cidade.
As propostas devem ser entregues em 22 de dezembro e local deve atender ao menos 160 ônibus com baterias. Os investimentos previstos são de R$ 9,6 milhões, de acordo com nota da prefeitura
A Prefeitura de São José dos Campos publicou, nesta sexta-feira (5), o edital na modalidade pregão eletrônico para contratação da empresa responsável por fornecer e implantar no Pátio Sul a infraestrutura de carregamento dos veículos elétricos da frota operacional do transporte público. O lançamento marca mais um passo decisivo rumo ao novo modelo de mobilidade que a cidade está implementando.
O pátio de carregamento será instalado na região sul e atenderá parte da futura frota de 400 ônibus 100% elétricos que o município está incorporando ao sistema de transporte coletivo, ampliando eficiência, sustentabilidade e qualidade para a população.
Licitação
O edital prevê o recebimento de propostas até às 8h29 do dia 22 de dezembro. A sessão pública para abertura dos envelopes será realizada logo em seguida, às 8h30, no formato de pregão, com participação aberta e lances sucessivos.
Será vencedora a empresa que apresentar o menor valor global. O investimento estimado para a execução do serviço é de até R$ 9,6 milhões.
Estrutura do novo pátio
O Pátio Sul será implantado na Rua Carlos Nunes de Paula, 833, no Jardim Imperial, em frente à Estação Sul da Linha Verde. O local conta com área total de 12.776 m², sendo 10.713 m² destinados à área construída.
O projeto contempla 34 vagas para ônibus, todas com ponto de recarga, possibilitando o abastecimento de aproximadamente 160 veículos por dia.
A empresa contratada ficará responsável por instalar toda a infraestrutura elétrica do espaço, que já está em fase final de construção pela Prefeitura.
O edital prevê prazos claros e encadeados após a assinatura do contrato:
10 dias para apresentação do projeto executivo
20 dias para comprovação da aquisição ou fabricação dos equipamentos
120 dias para conclusão das obras e realização dos testes.
Primeiros veículos já circulam na cidade
Os cinco primeiros ônibus elétricos do contrato firmado em março com a empresa Green Energy S.A., já circulam pela cidade desde setembro. Ao total a empresa irá fornecer 400 veículos ao longo de 15 anos, em um investimento total de R$ 2,7 bilhões.
A entrega dos veículos segue o cronograma geral informado pela empresa. A previsão atual é de que em dezembro de 2025 cheguem mais 15 ônibus. Os demais veículos serão entregues por lotes até setembro de 2026, completando o total contratado.
Mobilidade sustentável
Com o avanço da implantação do pátio de carregamento e a expansão da frota elétrica, São José dos Campos reforça seu compromisso com a sustentabilidade e com a modernização do transporte público, ampliando o conforto dos passageiros e reduzindo as emissões de poluentes na cidade.
Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes