O Palmeiras vive sequência complicada na reta final do Campeonato Brasileiro. A equipe comandada por Abel Ferreira não vence há cinco jogos, mas erros de arbitragem não são considerados os principais responsáveis pelo jejum palmeirense.
Em evento da CBF realizado nesta quarta-feira (26), em São Paulo, a presidente Leila Pereira evitou culpar o apito pela ausência de vitórias do Verdão, alegando se tratar de uma incapacidade do próprio clube nas partidas em questão.
Mais cedo, no mesmo evento, Samir Xaud, presidente da CBF, foi sincero ao comentar sobre as polêmicas de arbitragem no futebol nacional. Na visão do dirigente, as reclamações feitas pelos clubes mudam a cada rodada, conforme convém a cada um deles.
“Eu concordo com o presidente Samir. Eu não acredito que esses cinco últimos jogos do Palmeiras que nós não conseguimos vencer foi em virtude da arbitragem. Eu não posso terceirizar a responsabilidade que é nossa. Nós não vencemos por incapacidade nossa. Isso é muito claro para mim, para o diretor de futebol e para o nosso treinador. Vamos tentar corrigir esses problemas desses últimos cinco jogos. Vocês me veem falar muito pouco sobre arbitragem e polêmica de arbitragem”, disse Leila, que concluiu:
“A realidade que nós temos é essa e temos que lutar para superá-las. Essas dificuldades não só são com o Palmeiras, são com todos os clubes. Todo mundo está consciente que precisamos melhorar a arbitragem e principalmente os critérios adotados por ela. Não acho que haja má fé da arbitragem, é falta de treinamento. São processos que precisam ser melhorados na CBF. Quem está falando aqui é a presidente do Palmeiras e quem fala pelo Palmeiras é somente a presidente: foi por incapacidade nossa. Nós estamos cientes disso. Torcedor, vamos trabalhar para superarmos essas dificuldades”.
O Palmeiras é o atual vice-líder do Brasileirão e está a cinco pontos do rival Flamengo, que soma 75. Na CONMEBOL Libertadores, disputa a decisão contra o próprio Rubro-Negro já no sábado (29), às 18h (de Brasília), em Lima, no Peru.
Decisões publicadas no Diário Oficial tratam de indeferimentos por mercados não autorizados e de habilitação para futura emissão de TAR
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou um conjunto de decisões envolvendo quatro empresas do transporte rodoviário interestadual. Três delas – Fox Transporte e Turismo, Viação Colina e Jamjoy Viação – tiveram pedidos de emissão de Termo de Autorização negados pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS).
As decisões não especificam quais os mercados que foram solicitados pelas três empresas.
Já a Pássaro Branco – Transportes, Locações e Turismos Ltda foi habilitada a solicitar TAR para operar linhas regulares sob o regime de autorização.
Vale lembrar que as negativas para Fox e Colina ocorrem em continuidade a uma série de indeferimentos recentes: conforme noticiado pelo Diário do Transporte, na edição de 25 de novembro a ANTT já havia indeferido pleitos de linhas da Fox e da Colina. No caso das duas empresas, o histórico negativo remonta a julho e agosto, quando outras solicitações de autorização também haviam sido negadas. Essas decisões refletem a restrição, pela agência, de conceder autorizações a requerentes para mercados não autorizados. Relembre:
ANTT indefere pedidos de linhas da Fox e da Viação Colina e homologa renúncia de TAR da Brasil Transporte e Turismo
Conexão Brasil e Fox Turismo têm pedidos de linhas negados pela ANTT
ANTT nega novos mercados para Lopesul, Imperial, Viação Colina, Jotamar, Três Estrelas, Fox e Real Brasília
As decisões citam como fundamento a Resolução ANTT 6.033/2023, que define os critérios para operações regulares interestaduais.
Fox Transporte e Turismo
As Decisões SUPAS nº 1.729/2025 e nº 1.730/2025 publicadas nesta quarta-feira (26) indeferem pedidos de emissão de Termo de Autorização. Nos dois casos, a ANTT aponta que os mercados solicitados não são autorizados à empresa, o que impede o deferimento conforme os critérios previstos na Resolução 6.033/2023.
Viação Colina
A empresa teve três pedidos indeferidos pelas Decisões SUPAS nº 1.731/2025, nº 1.732/2025 e nº 1.733/2025. Em todas as decisões, a justificativa é a mesma: os mercados objeto do pleito não são autorizados à requerente — critério impeditivo para emissão de TAR.
Jamjoy Viação
A Decisão SUPAS nº 1.734/2025 também indeferiu o pedido da Jamjoy para emissão de Termo de Autorização. A ANTT registrou que os mercados pretendidos não são autorizados à transportadora, enquadrando o indeferimento nos critérios da Resolução 6.033/2023.
Pássaro Branco – Transportes, Locações e Turismos – Habilitacão para TAR
Ao contrário das demais, a Pássaro Branco foi habilitada pela Decisão SUPAS nº 1.739/2025 a solicitar Termo de Autorização – TAR para prestação de serviço regular interestadual. A ANTT ressalta que a manutenção das condições de habilitação é obrigatória, sob pena de cassação de todos os TAR eventualmente concedidos.
As publicações reforçam o papel da agência na verificação do enquadramento regulatório dos mercados solicitados e no cumprimento dos requisitos legais por parte das empresas.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Com isso, modelo que teve lançamento oficial no mês passado, já pode ser comercializado e operar com passageiros na cidade. Entre os diferenciais, estão novas tecnologias de motores, controladores e baterias da WEG, que deixam veículo até 400 kg mais leve e ampliam em 10 pessoas a capacidade de passageiros. Autonomia é a maior da categoria: 255 km pelo teste da SPTrans, homologado e comprovado
ADAMO BAZANI
A cidade de São Paulo, que já é a maior frota de ônibus elétricos do Brasil e a terceira da América Latina, com mais de mil unidades em circulação, recebe mais um modelo, apto a operar no sistema municipal e que vem ocupar uma lacuna, em especial nas linhas dos sistemas estruturais e de articulação regional, para grandes e médias demandas, com nível operacional mais severo.
Trata-se de um ônibus do tipo padron, para 82 pessoas, entre sentadas e em pé, com 12,5 m de comprimento em média. O modelo é de produção da Eletra, empresa 100% brasileira fabricante de ônibus elétricos e que, por meio do serviço Eletra Consult, também oferece consultoria e apoio técnico para implantação de sistemas elétricos, desde a escolha das infraestruturas mais adequadas, passando pela análise das linhas de financiamento no mercado até o pós-venda e treinamento de profissionais.
O e-Bus Eleta Padron teve nesta terça-feira, 25 de novembro de 2025, a aprovação total da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora da prefeitura de São Paulo, e já pode ser adquirido pelas viações do sistema, podendo de imediato transportar comercialmente passageiros pelas linhas da cidade.
O veículo teve lançamento oficial no mês passado e conta com novas tecnologias, que são avanços em relação aos modelos que circulam pela capital paulista, como motores elétricos de imã, controladores mais precisos com _softwares_ mais modernos e baterias inéditas da WEG, empresa também 100% brasileira.
Todo este conjunto tecnológico ampliam a autonomia, a capacidade de retenção energética e a durabilidade das baterias e, reduzem o peso total do ônibus entre 350 kg e 400 kg.
Isso proporcionou a ampliação de cerca de 10 passageiros na capacidade total do ônibus, na comparação com a configuração anterior básica de 12,1 metros, que continua também como opção da Eletra para o mercado, em parceria com a WEG. Esse aumento de capacidade e de dimensionamento se dão justamente por causa da redução do peso.
A autonomia das baterias também é ampliada como resultado de todos estes ganhos operacionais e de configuração.
O modelo segue todas as especificações exigidas pela SPTrans, como piso baixo para garantir a acessibilidade a pessoas com dificuldades de movimento, vidros colados e com proteção contra raios UV (ultravioleta do Sol), ar-condicionado, tomadas do tipo USB para os passageiros carregarem celulares e outros dispositivos móveis.
“Sabemos da importância de uma aprovação como esta não só para a cidade de São Paulo, mas para a eletromobilidade em todo o Brasil e na América Latina. Isso porque, os padrões da SPTrans são altamente técnicos, exigentes como devem ser e criteriosos. Estes padrões são seguidos por diversas cidades e baseiam até mesmo normas adotadas por outros países na América Latina. Isso significa que com o modelo, podemos atender a vários sistemas de transportes diferentes e continuar contribuindo para uma mobilidade mais limpa e confortável nas Américas. A Eletra é a empresa brasileira, latino-americana, que lidera a transição energética na região” – disse a presidente da Eletra, Milena Romano.
“Todo o conjunto tecnológico deste novo modelo garante que ele seja adequado para as mais variadas operações, inclusive as exigentes como da cidade de São Paulo, enfrentado aclives e declives com grande ângulo de inclinação, grande carregamento de passageiros, trânsito que requer paradas e retomadas mais constantes, curvas mais fechadas. Com nossas parceiras, conseguimos desenvolver um ônibus que é inédito e sinônimo de uma robustez que não se encontrava no mercado até então” – explica a diretora comercial da Eletra, Ieda Oliveira.
A configuração aprovada pela SPTrans tem plataforma da Mercedes-Benz e carrocerias Caio.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Premiação reconhece desempenho financeiro de 2024 e avanços em produtos e mercados
ARTHUR FERRARI
A fabricante brasileira de carrocerias Marcopolo foi selecionada como vencedora em duas frentes na 38ª edição do Maiores do Transporte & Melhores do Transporte 2025, promovida pelas revistas Transporte Moderno e Technibus, da OTM Editora. A análise considerou os resultados financeiros da companhia referentes a 2024, classificando-a como melhor entre as maiores no segmento Carrocerias para Ônibus e como melhor entre as melhores na categoria Indústria do Transporte.
Indicadores da empresa mostram receita operacional líquida de R$ 8,5 bilhões no período, aumento de 28,6% em relação aos R$ 6,6 bilhões do ano anterior. O total produzido alcançou 15.289 unidades, crescimento de 17,3% somando fábricas no Brasil e no exterior.
O desempenho foi comentado pelo CEO da empresa, André Armaganijan. “O desempenho alcançado em 2024 superou nossas expectativas e nos permite elevar os desafios para os próximos anos. Com uma carteira de pedidos sólida no Brasil, a retomada do segmento de urbanos e perspectivas favoráveis em mercados estratégicos, como América Latina e África, estamos prontos para iniciar um novo ciclo de crescimento”, afirmou o executivo.
Iniciativas implementadas em 2024 reforçaram o foco da fabricante em inovação e sustentabilidade. O portfólio ganhou o Volare Fly 12, o Volare Attack Híbrido e os primeiros veículos elétricos integrais Attivi, já homologados em diferentes cidades brasileiras. A expansão incluiu ainda o motorhome NOMADE e a exportação das primeiras composições metroferroviárias para a Empresa de Ferrocarriles del Estado (EFE), no Chile.
Renovação de frota com investimento total de R$ 126 milhões por parte das concessionárias do sistema reforça serviços em seis municípios
ARTHUR FERRARI
Reforço expressivo chegou ao transporte metropolitano da Grande Curitiba (PR) com a incorporação de 115 ônibus zero quilômetro nesta terça-feira (25). O conjunto de veículos passou a atender Almirante Tamandaré (PR), Pinhais (PR), Fazenda Rio Grande (PR), São José dos Pinhais (PR), Colombo (PR) e Bocaiúva do Sul (PR), resultado de um investimento total de R$ 126 milhões por parte das operadoras Expresso Azul, Santo Ângelo, São José, Viação Colombo, Viação Antonina e Viação Nobel.
O movimento ocorre antes da licitação do sistema, viabilizado por acordo entre a Agência de Assuntos Metropolitanos, empresas, Ministério Público e Poder Judiciário. Segundo o governo estadual, a medida antecipa melhorias para os usuários e envolve a maior renovação da história do serviço metropolitano.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que a atualização contribui para o deslocamento diário da população. “Temos a maior integração do transporte público do País e agora novos veículos à disposição. São mais de 25 cidades integradas com a Capital, muitas vezes pagando apenas uma passagem. Agora estamos resolvendo um problema de 40 anos, que é esse vácuo sem licitação do transporte, e ao mesmo tempo garantindo investimentos das atuais empresas operadoras”, declarou.
A Amep coordenou o processo e destacou o impacto regional. Cerca de 400 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente. “Essa entrega representa praticamente 15% da frota atual. São veículos que passam a atender cidades grandes e importantes da Região Metropolitana. Transporte público é um direito constitucional e é ele quem permite acesso aos serviços de saúde e educação. Investimentos nesse segmento, que é muito seguro para a população, ajudam a consolidar a cidadania”, afirmou o diretor-presidente da agência, Gilson Santos.
Distribuição dos veículos foi dividida conforme a demanda local: seis ônibus em Almirante Tamandaré (PR), seis em Pinhais (PR), 20 em Fazenda Rio Grande (PR), 36 em São José dos Pinhais (PR) e 46 para atendimento conjunto de Colombo (PR) e Bocaiúva do Sul (PR).
O pacote inclui modelos para diferentes perfis operacionais: 52 comuns, 32 articulados com portas à direita, seis articulados linha direta (Ligeirinho), 13 padrons linha direta (Ligeirinho), nove multimodais com embarque em nível e três articulados multimodais.
A cerimônia reuniu representantes do Governo do Estado e de municípios da região, além de dirigentes do setor e membros do Judiciário e do Ministério Público.
Palmeiras e Flamengo duelam pela final da CONMEBOL Libertadores neste sábado (29), a partir das 18h (de Brasília), com transmissão ao vivo do Disney+. E para entender por que Lima foi escolhida para sediar a decisão única pela segunda vez na história, é preciso voltar até 2019.
Quando optou por acabar com as finais em ida e volta e adotar um jogo único, a CONMEBOL queria adotar um “padrão Champions League” para a sua principal competição. Depois de algumas críticas por conta da mudança, o que alterou uma tradição do futebol sul-americano, a entidade passou por uma crise que poderia até fazer a escolha da final única perder força nos bastidores.
Quando o Flamengo ganhou do Grêmio por 5 a 0 e carimbou o passaporte para a final da Libertadores de 2019 contra o River Plate, o destino era Santiago. Mas, como a capital chilena passava por uma crise política, a CONMEBOL prezou pela segurança e mudou a sede um mês antes da decisão. Assim, Lima foi a escolhida para receber River x Flamengo.
Torcedores com passagens compradas, clubes com logísticas definidas… as críticas em cima da CONMEBOL só aumentavam. E quando o estado do gramado do Monumental, casa do Universitário, se tornou público, a final da Libertadores entrou em ebulição. O campo de jogo estava um pasto e exigiu uma força-tarefa dias antes da partida.
Na época, a entidade correu e investiu pesado para ter uma final digna de Champions League. Fazer feio ali significaria perder força nos bastidores e dar munição para quem era a favor da final de ida e volta.
Só que o clima que envolveu Lima para a final entre River e Flamengo ganhou a CONMEBOL. Ruas lotadas, clima de festa e nenhuma briga. O ambiente amistoso entre brasileiros e argentinos durante toda a semana da decisão deram pontos positivos para a final única. O jogo, porém, seria o teste de fogo.
Quando a bola rolou para River e Flamengo, o gramado não foi um problema. Obviamente, as condições que Palmeiras e Flamengo terão na final de 2025 serão melhores do que há seis anos, mas nada que comprometesse o que foi aquela decisão em Lima.
A capital foi um “tampão” que deu certo, principalmente pelo enredo que se formou na decisão. Uma virada história do Flamengo com dois praticamente nos acréscimos, uma festa apoteótica da torcida rubro-negra que era maioria diante do atual campeão da época e que ganhou o carinhos dos peruanos. Guerrero, principal nome do futebol peruano no século, havia jogador no time carioca há um ano. Apesar do pouco brilho, o nome do herói nacional ainda era ligado ao Flamengo e ajudou os cariocas nessa decisão.
Quem mais ganhou com isso foi a CONMEBOL. Depois de dois anos em pandemia e uma final em Guayaquil sem pouco apelo, a entidade foi na “bola de segurança”. Escolheu o Maracanã em 2023 e contou com o Fluminense atuando em casa contra um gigante Boca Juniors; no ano seguinte rumou a final para a Argentina, no reformado Monumental de Núñez para brindar o Botafogo campeão pela primeira vez com a casa do River Plate pintada de preto de branco – o Atlético-MG era o outro finalista e também fez bonito no clube.
Com finais em Brasil e Argentina em 2023 e 2024, respectivamente, a CONMEBOL escolheu a sua queridinha Lima, que a salvou em 2019 com um clima espetacular e agora recebe talvez a maior final brasileira da história da Libertadores. Quem será o primeiro tetra do país? Flamengo ou Palmeiras? A bola rola às 18 (de Brasília), com transmissão do Disney+.
Onde assistir a Palmeiras x Flamengo?
Você acompanha Palmeiras x Flamengo pela final da CONMEBOL Libertadores, neste sábado (29), a partir das 18h (de Brasília), com transmissão do Disney+.
Enroscamento de pantógrafo na manhã de terça-feira (25) gerou grande impacto no atendimento; estações ficaram lotadas e PAESE foi acionado
ARTHUR FERRARI
A circulação de trens na linha 11-Coral da CPTM Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) entrou em processo de normalização às 8h30 desta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, após mais de 20 horas operando com velocidade reduzida e maior tempo de parada devido a um problema na rede elétrica.
Como mostrou o Diário do Transporte, um trem teve o pantógrafo enroscado à rede aérea de energia na altura de Corinthians-Itaquera, gerando grandes danos ao sistema.
Estações ficaram superlotadas e ônibus do PAESE foram acionados para atender o trecho entre Corinthians-Itaquera e Tatuapé.
Relembre
Em nota, a CPTM afirma que “Por volta das 8h30 desta quarta (26) os técnicos de manutenção finalizaram os reparos na rede aérea de energia (sistema de alimentação elétrica dos trens), devido à falha causada ontem (25)”, normalizando a circulação em todo o serviço.
Passageiros devem ficar atentos, pois pesar do processo de normalização, as estações ainda devem demorar para se esvaziar, já que o retorno do atendimento é gradual.
Nota da CPTM na íntegra
A circulação de trens da Linha 11-Coral entrou em processo de normalização na manhã desta quarta-feira (26/11).
Por volta das 8h30, os técnicos de manutenção finalizaram os reparos na rede aérea de energia (sistema de alimentação elétrica dos trens), devido à falha causada ontem (25) pelo enroscamento do pantógrafo de uma composição na região de Corinthians-Itaquera.
Durante a atuação da equipe de manutenção, que perdurou na madrugada e início desta manhã, os trens circularam com maiores intervalos e foram adotadas estratégias operacionais para atender o passageiro com abertura das transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera e acionamento do sistema Paese entre as estações Corinthians-Itaquera e Tatuapé. Os passageiros também tiveram como alternativa o uso da Linha 12-Safira da CPTM e 3-Vermelha do Metrô. A companhia pede desculpas pelos transtornos causados.
Na Região Norte, áreas de instabilidade deverão se concentrar na região central do Amazonas, enquanto os demais estados encontram uma distribuição maior de chuvas, com baixos acumulados em 5 dias em torno de 20-50 mm, com exceção do Amapá, norte do Pará e leste de Roraima, onde não deve chover ou apenas de possíveis chuvas rápidas localizadas. Em linhas gerais, chove especialmente no Amazonas ao longo da semana. Já para a umidade relativa do ar, de maneira geral, segue com índices elevados na Região Norte (igual ou acima de 50%) à exceção do Amapá e norte do Pará, onde poderá atingir níveis em torno dos 30% ao longo da semana.
Em praticamente toda a Região Nordeste a previsão é sem chuvas esta semana, exceto sul e oeste da Bahia, que deve ocorrer sob a forma de chuva recorrente a partir do dia 26/11, quarta-feira, aumentando progressivamente os volumes entre os dias 26 e 27/11. Os acumulados no interior oeste e sul da Bahia podem ficar entre 50 e 100 mm, com maior destaque para os dias 26 e 27, que tendem a apresentar chuva mais intensa e de maiores acumulados em 24h (40-60 mm). Também há previsão de chuva, com volumes menores, ao longo da semana corrente no interior de Piauí e Maranhão, com pancadas isoladas. Além disso, são esperados baixos índices de umidade relativa do ar durante a semana em todos os estados, principalmente na região de encontro do Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia, onde os valores em torno de 20-30%, pontualmente podendo ficar abaixo de 15%, elevando tais índices (para em torno ou acima de 50%) ao passo que a chuva ocorrer no sul e oeste baiano.
Na Região Centro-Oeste, espera-se chuvas volumosas no norte de Goiás (100-150 mm), e chuvas de volumes menores, mas concentradas no norte da região Centro-Oeste (60-80 mm), e supressão das chuvas a partir do dia 26/11 no sul dos estados e em todo MS. No Distrito Federal podem ocorrer chuvas em forma de pancadas em momentos da semana, mas de maneira localizada e rápida, sem grandes contribuições com os acumulados, que ficam em torno de 30 a 60 mm em 5 dias. Destaca-se, também, a previsão de umidade relativa em torno de 50%, declinando para entre 30-40% ao longo da semana, com menores índices no Centro-Sul da região.
Para a Região Sudeste, a previsão indica chuva volumosa no início da semana devido à atuação de um transiente, em todos os estados, com o deslocamento de um ciclone subtropical associado a uma frente fria, que inicia a semana com chuvas volumosas (40-100 mm) em São Paulo, e possibilidade de tempestades em todo o estado, com maior destaque para a faixa litorânea. No dia seguinte (25/11) tais chuvas ocorrem no estado do Rio de Janeiro e metade sul de Minas Gerais, posteriormente (dia 26/11) no norte de Minas e Espírito Santo, mas com volumes menores. Em linhas gerais os maiores acumulados devem ocorrer no litoral de São Paulo e sul do estado do RJ, com acumulados em 24h que podem superar 100 mm entre os dias 24 e 25/11. São esperados menores índices de umidade relativa do ar no meio da semana em Minas Gerais, com valores entre 30-40%, e ficando em torno ou acima de 50% nas demais áreas do Sudeste.
Para a Região Sul, há previsão de chuvas intensas no ramo leste e litoral de SC e PR devido à atuação de um cavado em níveis médios (que forçará o ciclone subtropical), favorecendo maiores acumulados no norte de SC e em todo litoral do estado do Paraná, que podem superar os 115 mm no dia 24/11, período de maior concentração das chuvas na região Sul. Para os dias 25 a 28 praticamente cessam as ocorrências de chuva de grande escala, podendo ocorrer chuva pontual no litoral de SC e PR, mas de baixos acumulados. Durante a semana a umidade relativa do ar mínima ficará em torno de 40-50%.
Com a inclusão da Viação Campos Gerais, de Ponta Grossa (PR), o total liberado pelo Ministério das Cidades chega a R$ 67,6 milhões no subeixo Renovação de Frota do Novo PAC
ALEXANDRE PELEGI
O Ministério das Cidades publicou nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, três portarias que oficializam novas seleções do Programa Novo PAC – Mobilidade Urbana, subeixo Renovação de Frota, voltado ao setor privado.
As Portarias MCID nº 1.343, nº 1.345 e nº 1.346 selecionam empresas de São Paulo e do Paraná para financiar a aquisição de novos ônibus urbanos com recursos do FGTS, por meio da linha Pró-Transporte.
As liberações somam R$ 67.649.614,00, sendo R$ 40.801.531,00 destinados às duas empresas paulistas — Viação Pirajuçara Ltda. e Viva Transporte Coletivo Ltda.
Todas as operações têm como agente financeiro o Banco Mercedes-Benz do Brasil S/A.
Empresas selecionadas:
Portaria MCID nº 1.343 – Viação Pirajuçara
Municípios atendidos: Embu das Artes, Taboão da Serra, São Paulo e Osasco (SP)
Como funciona a seleção de propostas do Novo PAC – Renovação de Frota com recursos do FGTS
O subeixo Renovação de Frota, integrante do eixo Mobilidade Urbana do Novo PAC, utiliza recursos do FGTS via linha Pró-Transporte.
A seleção ocorre em etapas:
Operadoras privadas apresentam propostas ao Ministério das Cidades para renovação de suas frotas.
O MCID realiza análise técnica de viabilidade, enquadramento legal, impacto no transporte coletivo e capacidade de execução.
Aquelas que atendem aos requisitos são selecionadas e divulgadas em portaria, como nos atos 1.343, 1.345 e 1.346.
O financiamento é contratado junto a um agente financeiro habilitado do FGTS, que libera os recursos para aquisição dos veículos.
O objetivo é reduzir a idade média das frotas urbanas, ampliar eficiência operacional e melhorar a qualidade do serviço prestado à população.
O modelo permite que empresas privadas tenham acesso a crédito de longo prazo com condições diferenciadas, reforçando a capacidade de investimento em um setor marcado por dificuldades financeiras estruturais.
Impacto no transporte público
Somando os três financiamentos, são R$ 67,6 milhões para renovação de frotas em municípios de SP e PR. Os recursos devem se traduzir em:
Ônibus mais novos e eficientes;
Redução de emissões e menor custo de manutenção;
Mais confiabilidade operacional;
Melhoria direta na experiência do passageiro.
As portarias entram em vigor na data de sua publicação.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Serviço de trens apresenta caos desde às 10h35 de terça-feira (25) persistindo nesta quarta-feira (26)
ADAMO BAZANI
Quem precisa se deslocar entre a zona Leste e o centro da capital paulista, para se livrar do caos da linha 11-Coral, que perdura desde 10h35 de terça-feira (25) persistindo nesta quarta-feira (26) pode logo no início da viagem já optar por ônibus.
O trajeto vai ser demorado, mas ainda sim vale mais apena.
Uma alternativa é a linha 3686-10JD. SÃO PAULO / TERM. PQ. D. PEDRO II, da Viação Metrópole Paulista, que passa pela estação Guaianases. Estes ônibus são da cor amarela e o intervalo é de cerca de 15 minutos.
É possível também ir até o terminal Itaquera e pegar a linha 4010/10 (Itaquera/Parque Do. Pedro II), que vai rápido até pela Radial Leste e tem intervalos entre três e sete minutos. Também da Metrópole Paulista, cor amarela.
Linhas de ônibus dos bairros até estações de Metrô para integração depois também são alternativas, como as que vão pelo eixo da Av. Celso Garcia.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes