Veículos seminovos fazem parte do plano de renovação e devem entrar em operação nos próximos dias
YURI SENA
A Cidade das Hortênsias recebeu novos ônibus para reforçar a frota do transporte coletivo em Petrópolis.
Os veículos são seminovos e passam pelos últimos ajustes antes de entrarem em operação, com as linhas que serão atendidas ainda em definição.
Foram incorporados dois ônibus convencionais e um micro-ônibus, com investimento aproximado de R$ 2 milhões. Segundo a empresa, há previsão de aquisição de mais seis veículos, como parte do plano de renovação apresentado ao órgão gestor do sistema.
Os coletivos recém-chegados estão identificados pelos números de série 3046, 3061 e 3062 e passam por testes operacionais, que consideram características das regiões atendidas, incluindo análises topográficas e avaliações de desempenho.
Os ônibus convencionais do modelo Apache VIP V possuem ar-condicionado e capacidade para 37 passageiros sentados. Já o micro-ônibus da Volare tem 22 lugares. Entre os itens embarcados estão poltronas com maior conforto, iluminação em LED, piso antiderrapante, entradas USB e sistema de ventilação aprimorado.
Os veículos também contam com elevador para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, câmeras em HD, monitoramento por GPS, telemetria, validador eletrônico, biometria facial e motores com padrão Euro VI, que contribuem para a redução de emissões de poluentes.
O Santos tem conversas avançadas para renovar o contrato de dois Meninos da Vila: os meias Miguelito e Gabriel Bontempo. O caso mais ‘urgente’ é o do boliviano.
Miguelito tem vínculo com o Peixe vai até abril de 2027 e, a partir de outubro, ele pode assinar um pré-contrato com qualquer equipe. O Santos sabe que o meia-atacante tem sido alvo de sondagens e não quer correr o risco de perdê-lo de graça.
Miguelito foi o autor de um dos gols da Bolívia na vitória contra Suriname, nesta quinta-feira (26), deixando a seleção da América do Sul a um jogo de disputar a Copa do Mundo. A equipe enfrenta o Iraque às 0h (de Brasília) do dia 31, no mesmo estádio
Outro que tem conversas avançadas para renovar é o meia Gabriel Bontempo. Apesar de ter contrato até o fim de 2028, o jovem também é alvo de sondagens do mercado europeu e deve ter o atual vínculo valorizado. Ele recuperou espaço com Vojvoda nesta temporada e virou titular da equipe santista.
Gustavo Henrique, jovem de 20 anos lançado pelo então técnico argentino, é outro alvo da diretoria santista para renovar o vínculo. Ele é considerado uma das joias da base e deve ser procurado para discutir o novo contrato.
Projeto prevê 21,6 quilômetros com predominância de túneis entre planalto e Baixada Santista
ARTHUR FERRARI
O Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo aprovou, na quarta-feira (25), o parecer técnico elaborado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo que avaliou a viabilidade ambiental da construção da terceira pista do Sistema Anchieta‑Imigrantes. Com a decisão, a Cetesb deverá emitir a licença prévia para o empreendimento, permitindo o avanço do processo de implantação.
A nova ligação terá 21,6 quilômetros de extensão entre o planalto e a Baixada Santista e é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do país. Aproximadamente 91% do traçado será composto por túneis, solução adotada para reduzir interferências ambientais ao longo do percurso.
O projeto prevê a construção de cinco túneis, que somam cerca de 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar seis quilômetros de extensão, o que poderá torná-lo o maior túnel rodoviário do Brasil. Além disso, estão previstos oito pontes e viadutos ao longo do trajeto.
A nova via ligará o quilômetro 43 da Rodovia dos Imigrantes ao quilômetro 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão, facilitando o acesso ao Porto de Santos. A expectativa é ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema rodoviário, com impacto na logística regional e no escoamento de cargas.
A secretária da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, comentou a aprovação do parecer técnico. “A aprovação do parecer técnico pelo Consema demonstra a seriedade e o rigor do processo de licenciamento ambiental no Estado de São Paulo. É um projeto de grande complexidade, analisado de forma criteriosa e com base em estudos técnicos consistentes. O avanço dessa etapa reforça o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável e com a segurança jurídica dos empreendimentos.”, afirmou Natália Resende.
A avaliação técnica da Cetesb destacou o caráter inovador do empreendimento, especialmente pela elevada concentração de túneis, estratégia voltada à preservação das áreas naturais e à redução de impactos ambientais, principalmente na região da Serra do Mar, onde há presença significativa de Mata Atlântica.
Durante a construção, está prevista a movimentação de aproximadamente 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume equivalente a cerca de 1.600 piscinas olímpicas. Para garantir a execução com segurança ambiental, a Cetesb estabeleceu exigências como plano de destinação do material escavado, medidas de controle durante as obras e ações de proteção a recursos hídricos e à biodiversidade.
O diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, também comentou o processo de licenciamento. “Estamos falando de uma das obras rodoviárias mais desafiadoras do país, com alta concentração de túneis em uma área sensível da Serra do Mar. O licenciamento ambiental permite avaliar cada etapa da engenharia e garantir que o projeto avance com controle e redução de impactos.”, afirmou Thomaz Toledo.
Na mesma reunião, o colegiado também acompanhou a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de iniciativas sustentáveis, e aprovou a proposta do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental de Ibitinga.
Governador falou com o editor do Diário do Transporte, Adamo Bazani, e disse que este tipo de combustível será estratégico para a economia do estado e geração de empregos
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA / YURI SENA
Além da usina de produção de biometano em Guapó, município da região metropolitana de Goiânia, a capital também terá uma estrutura de produção do combustível que será voltado para o transporte coletivo, mas também para outras aplicações, como industriais e transporte de carga. A revelação foi feita pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Em entrevista a jornalistas especializados em transportes, entre os quais o criador e editor-chefe do Diário do Transporte, que esteve nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, em evento de inauguração das obras e revitalização do terminal Padre Pelagio, que integra o eixo Leste-Oeste, antigo eixo Anhanguera e Iuxão, do BRT da região metropolitana. Como já mostrou a reportagem, o biometano será uma das apostas do governo do Estado, mas não somente para o transporte coletivo. O objetivo, segundo Caiado, é fazer o combustível estratégico para geração de empregos e economia do Estado.
Isso ocorreu após estudos que verificaram que o segmento agropecuário, que gera muitos resíduos, poderia ser estratégico nesse tipo de investimento.
Ronaldo Caiado também disse que houve grandes dificuldades para a reformulação do sistema e que havia um jogo de empurra-empurra. O governador não negou o fato de que as reformulações nos transportes também trarão ganhos políticos de imagem em uma eventual disputa presidencial.
Acompanhe a entrevista na íntegra:
ADAMO BAZANI: Governador, só um balanço dos investimentos até agora. Primeiro elétrico e agora gás, e quais são as perspectivas, próximos veículos a entregar, o que esperar daqui para frente?
RONALDO CAIADO: Primeiro elétrico, depois gás. Realmente, quando nós começamos o governo, nós começamos investindo muito em ônibus elétricos. Depois, com as ações também desenvolvidas junto aos aterros e junto às usinas de cana no estado de Goiás, nós vimos que aquele incentivo que era dado poderia gerar esta alternativa, que é a mais correta para o estado de Goiás, que é o biometano. A partir daí, vocês viram que nós tivemos uma virada de chave. Ou seja, nós tivemos uma priorização do biometano diante do potencial e da capacidade do estado de Goiás na produção desse combustível, que é um combustível 100% que absorve CO2, não contamina, descarboniza a nossa atmosfera. E hoje nós estamos recebendo aqui os primeiros modelos de um ônibus que tem uma característica própria. Ele não é adaptado. É um ônibus que foi feito com um motor próprio para ser movido pelo biometano. Então, isso dá a mesma desenvoltura que um carro a diesel e, ao mesmo tempo, com toda condição de poder descarbonizar cada vez mais a atmosfera. E um fato relevante, que esse também tem sido muito focado por mim no governo. Ao invés de nós importarmos tecnologia, nós estamos usando o potencial que Goiás tem na produção de energia para que ele seja o fator alimentador de todo o transporte pesado no nosso estado de Goiás. É aí que nós vamos querer chegar. Ou seja, é a utilização do biometano, amanhã sendo alavancado a tal ponto de não ser apenas o transporte coletivo, urbano ou metropolitano, mas sim o transporte de carga no estado de Goiás.
ADAMO BAZANI: Quantas vagas de emprego essa operação da produção do biometano pode gerar para o transporte coletivo?
RONALDO CAIADO: Olha, você vê, hoje nós já temos várias usinas que já estão se adequando a esta produção. Isso é difícil de definir a quantidade, já que é um processo que entrou numa fase de cada vez mais expansão. Nós estamos construindo também um gasoduto que vem de uma cidade próxima aqui, de Guapó, que tem um grande aterro, que também está produzindo biometano. Nós temos as usinas de álcool e açúcar que também estão produzindo o biometano. Então, umas vão chegar por caminhão, este específico já vai chegar aqui pelo gasoduto. Em Goiânia, vim aqui na companhia do prefeito Sandro Mabel, dizendo também que ele já está em tratativas para desenvolver aqui a produção no aterro de Goiânia de biometano.
REPÓRTER: Governador, a gente sabe que boa parte dos anos são movidos a diesel. Com esse problema todo no Oriente Médio, o governo do estado pretende em algum momento isentar o ICMS do diesel para baratear o custo do transporte?
RONALDO CAIADO: Olha, esse problema do aumento tem dado um superávit enorme para o governo federal. E a arrecadação do governo federal aumentou enormemente. A arrecadação da Petrobras também, a renda, o lucro da Petrobras também. Então, ele ainda implantou o imposto de exportação. Então, ele está ganhando com o preço alto do petróleo. Não é justo que ele queira apenas drenar os poucos recursos que já existem nos estados e nos municípios. Então, o que se vê hoje é que o governo precisa neste momento saber também que os dividendos da Petrobras, dos municípios que recebem do pré-sal, e que nós no Centro-Oeste não estamos nessa cota. Apesar de que eu estava lá e legislei para que tivesse, só que essa matéria ainda está a ser pautada no Supremo Tribunal Federal. Então, em resumo, o governo federal está ganhando o imposto de renda, está ganhando na CID, está ganhando em todas as áreas, também na divisão de royalties da Petrobras, com aumento, e ele tem, sem dúvida alguma, tem condições tranquilo de arcar com essa diminuição de R$ 1,02 por litro de combustível.
REPÓRTER: O sistema de transporte que está sendo implantado aqui é suficiente para a sua projeção nacional, governador?
RONALDO CAIADO: Pelo menos ela passa a ser um modelo a ser visto e também a ser consultado. Porque aquilo que aqui foi implantado nesses últimos sete anos é algo que não tem em nenhum lugar próximo da sofisticação, da inovação, da facilitação para a vida das pessoas, com total tecnologia, desde que ele entra em um terminal, em uma estação, como também naquilo que nós assumimos junto aos prefeitos e o governo do Estado de Goiás, que é essa tarifa de R$ 4,30 que já perdura por sete anos e três meses. Mostrando que, junto a isso, nós reformamos todas as nossas estações, nós vamos ver agora uma das maiores aqui do nosso Estado de Goiás, todos os nossos terminais e também de ponto de ônibus e, com isso, também mostrando a nossa capacidade de investir em ônibus novos, todos com ar refrigerado e, ao mesmo tempo, com combustível que realmente trabalha no sentido descarbonizado.
REPÓRTER: O Governador vai ficar mais conhecido nacionalmente por conta desse trabalho?
RONALDO CAIADO: Olha, no momento em que eles tiveram a oportunidade de conhecer essa realidade, eu tenho certeza que outros estados também vão ver como é que se pratica um transporte com respeito à população. As pessoas hoje deslocam com alegria, com respeito de ter um ônibus com toda uma estrutura do ar condicionado, a capacidade de recarregar o seu telefone, uma suspensão à ar que não provoca nenhum problema na coluna de ninguém que está viajando no ônibus. Ao mesmo tempo, você vê os vidros todos com o controle da luminosidade, enfim, sem ruído e as pessoas sentam com a segurança plena que tem aqui em Goiás. As pessoas têm coragem de vir para os terminais e ao mesmo tempo poder chegar em casa com conforto.
ADAMO BAZANI: Qual foi a maior dificuldade para implantar essas mudanças encontradas até agora?
RONALDO CAIADO: Foram enormes, até porque esse problema do transporte metropolitano de Goiânia sempre foi tido como um assunto impossível de ser resolvido. Quando eu cheguei no meu governo eles falavam, não mexa com isso não, isso não tem solução. Então, a imprensa uma hora botava a culpa nas empresas de transporte, outra hora colocava a culpa nas prefeituras, outra hora colocava a culpa no Estado. Então, todo mundo ali lavava as mãos e a sociedade aqui penava cada vez mais com ônibus velhos, todas as estações sem condições de serem utilizadas, os banheiros sem condições também de serem usados. Tudo aquilo destruído, quebrado, um verdadeiro muquifo que eram essas nossas estações e a partir daí nós assumimos essa discussão do processo. Está aqui ao meu lado o meu secretário Adriano que teve uma presença importantíssima e dissemos uma coisa só, vamos parar de briga, eu não quero, eu quero resolver o problema. Vamos sentar aqui com as empresas, vamos sentar aqui com os municípios maiores, vamos sentar e compor aqui uma transformação na legislação no Estado de Goiás, sabendo da abrangência que tem dos 17 municípios que configuram a região metropolitana e vamos fatiar tudo isso. O Estado de Goiás, lógico, ele arca com uma parcela maior de tudo. O Estado de Goiás arca com 50% de todo esse gasto da tarifa, agora ainda assumindo a nossa tarifa do estudante, nós agora temos mais de 50% do ônus da tarifa técnica e os outros municípios de Goiânia, Aparecida, Trindade e Senador Canedo, em percentuais menores do que a nossa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Intervenções incluem dragagem inédita e incorporação de embarcação modernizada; programa estadual soma mais de R$ 230 milhões desde 2023
YURI SENA
O Governo de São Paulo anunciou investimento de cerca de R$ 10 milhões na modernização da travessia litorânea entre São Sebastião e Ilhabela. O serviço, com aproximadamente 2,4 quilômetros de extensão, é um dos mais longos do estado e atende, em média, mais de 11,7 mil usuários por dia, entre pedestres, ciclistas e veículos.
As melhorias fazem parte do programa estadual de aprimoramento das travessias litorâneas, que já soma mais de R$ 230 milhões em investimentos desde 2023. Somente nessa rota, os aportes ultrapassam R$ 73 milhões e incluem modernização dos atracadouros, reforma da estação de passageiros em São Sebastião, intervenções estruturais e renovação da frota.
Entre as ações previstas está a entrada em operação da lancha LS-04, que passou por modernização completa com investimento de R$ 3,2 milhões. A embarcação tem 29,5 metros de comprimento e capacidade para transportar até 370 passageiros, ampliando a oferta de transporte na travessia.
Outro destaque é a dragagem do berço de atracação em Ilhabela, que será realizada pela primeira vez para recuperar as condições de navegabilidade. A obra, estimada em R$ 6,4 milhões, abrangerá área de cerca de 20 mil metros quadrados e prevê a retirada de aproximadamente 22 mil metros cúbicos de sedimentos, restabelecendo a profundidade mínima de 3,7 metros e aumentando a segurança operacional.
Segundo o governo estadual, as intervenções buscam reduzir impactos do assoreamento e melhorar a regularidade do serviço, especialmente em períodos de maré baixa. O projeto também prevê monitoramento ambiental durante a execução das obras.
De acordo com a administração estadual, os investimentos recentes já refletem na operação da travessia. Desde 2023, houve aumento no volume de usuários e redução no tempo médio de espera, mesmo em períodos de maior demanda, como feriados prolongados.
Usar a 10 da seleção brasileira é um privilégio que poucos podem ter na carreira. Não só pelo número, de uma história pesada que vai desde Zizinho, Pelé e Rivellino até Zico, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, mas também pelo protagonismo que se exige de quem a assume. Neste teste, Vinicius Jr. acabou reprovado.
Anunciado minutos antes de a bola rolar no Gillette Stadium como o 10 do Brasil, número que vestiu ocasionalmente contra Guiné e Senegal, em 2023, o atacante do Real Madrid pouco fez para mudar a história do amistoso, perdido pela seleção para a França por 2 a 1, gols de Mbappé e Ekitiké – Bremer descontou.
Vini cometeu erros que não costuma acontecer, desde tomadas de decisão no campo de ataque até falhas técnicas na sua maior especialidade, o drible. Também perdeu, ao não conseguir finalizar, a chance de empate no finalzinho do jogo, após passe de Bremer em que o camisa 10 chegou atrasado para desviar.
A atuação decepciona, mas não muda os planos da CBF para o jogador mais valioso à disposição de Carlo Ancelotti. Todas as ações durante a primeira semana da Data Fifa de março posicionam Vinicius Jr. como a figura de maior protagonismo dentro da seleção brasileira, algo que tem tudo para seguir até a Copa do Mundo.
Antes de receber a camisa 10, a revelação do Flamengo foi escalada para conceder entrevista coletiva, algo que não acontecia há mais de dois anos. Enquanto isso, na França, Kylian Mbappé é quem atendia a imprensa. Um sinal claro: se lá é o protagonista que fala, aqui no Brasil será o mesmo.
O cenário foi construído para que brotasse um novo Vinicius na seleção. Em meio aos pedidos de ex-jogadores, alas da imprensa e torcida por Neymar, a direção da CBF e também a comissão técnica querem valorizar a estrela do Real Madrid, que se apresentou nos Estados Unidos em alta pelo que fez na Espanha desde a troca de Xabi Alonso por Álvaro Arbeloa.
O primeiro ato acabou em insucesso. Com somente oito gols em 46 jogos pelo Brasil, Vini Jr. terá que reconquistar a confiança contra a Croácia, na próxima terça-feira (31), em Orlando, na estreia da nova camisa amarela. De novo com a 10, o astro tem a grande chance de provar que é capaz de liderar o time de Ancelotti na Copa de 2026.
Caso falhe novamente, os pedidos por Neymar vão ecoar mais alto nos corredores da CBF. Vinicius Jr. sabe: sem o ídolo entre os convocados, a 10 na Copa será sua. Falta agora provar do que é capaz.
Estações Água Branca, Santa Marina e Perdizes já superam 90% de execução
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A construção da Linha 6-Laranja, projeto do Governo de SP, conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), que ligará a região da Brasilândia, na zona norte, à Estação São Joaquim, no centro da capital, alcançou 80% de execução. O primeiro trecho, entre Brasilândia e Estação Perdizes, será entregue no segundo semestre de 2026. Já o segundo trecho, de Perdizes até São Joaquim, tem conclusão prevista para 2027. Ao todo, a nova linha contará com 15 estações, que vão ampliar a oferta de transporte público de alta capacidade no estado e fortalecer a integração entre as regiões Norte, Oeste e Central.
Entre as frentes mais avançadas, destacam-se a estação Água Branca já atingiu 97% da obra, e as estações Perdizes e Santa Marina estão acima de 91% de execução. Outras estações importantes, como Brasilândia, João Paulo I, já estão próximas da marca de 90%, e as estações Freguesia do Ó, SESC-Pompéia e PUC Cardoso de Almeida, já passam de 80%, refletindo o avanço consistente em todo o traçado.
Com a operação completa, a Linha 6 fará conexão direta com as Linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi, melhorando a distribuição de demanda e reduzindo tempos de viagem. Conhecida como “linha das universidades”, beneficiará diretamente sete instituições de ensino superior e outras quatro de forma indireta. A linha contará com 22 trens novos, mais eficientes e sustentáveis.
A Linha 6-Laranja é uma Parceria Público-Privada (PPP) do Governo do Estado de São Paulo com a concessionária Linha Uni, executada pela Acciona, com geração de mais de 10 mil empregos. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado (SPI), responsável por estruturar e acompanhar os projetos de concessão e PPPs no estado. Com 15,3 km de extensão e 15 estações, a Linha 6-Laranja atenderá mais de 630 mil passageiros diariamente, reduzindo o tempo de deslocamento no trajeto atualmente realizado por ônibus de 1h30 para apenas 23 minutos.
SP Nos Trilhos
A concessão da linha integra o programa SP Nos Trilhos, que reúne mais de 40 projetos voltados à expansão e modernização do transporte ferroviário no Estado. As iniciativas somam R$194 bilhões em investimentos e abrangem mais de 1 mil km de trilhos na Grande São Paulo, interior e litoral, com potencial para gerar 150 mil empregos.
Incêndio ocorreu próximo ao Terminal Ferrazópolis; não há registro de feridos
YURI SENA
Um ônibus da Júlio Simões pegou fogo na tarde desta sexta-feira, 27 de março de 2026, no km 23 da Rodovia Anchieta, no sentido São Paulo, em São Bernardo do Campo. A ocorrência foi registrada nas proximidades do Terminal Ferrazópolis.
Segundo a concessionária Ecovias Imigrantes, o acesso à via marginal precisou ser bloqueado, com o fluxo sendo direcionado para a pista central. Apesar da intervenção, não houve formação de congestionamento significativo no trecho.
Equipes da concessionária e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência.
As causas do incêndio ainda serão apuradas. Até o momento, não há informações sobre pessoas feridas.
Operação experimental nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, busca avaliar demanda noturna e atender público de shows, festival e jogo de basquete
ARTHUR FERRARI
O Companhia do Metropolitano de São Paulo realizará operação ininterrupta neste fim de semana, entre sábado (28) e domingo (29), com funcionamento 24 horas nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Todas as estações permanecerão abertas durante a madrugada para embarque e desembarque de passageiros.
A medida será adotada em caráter experimental e tem como objetivo avaliar a viabilidade da ampliação do horário de funcionamento do sistema metroviário. Além disso, a iniciativa busca atender a demanda prevista para o período, marcado por eventos culturais e esportivos na cidade de São Paulo.
Durante a operação especial, a companhia pretende monitorar o comportamento da demanda no período noturno, além de analisar os impactos na rotina operacional e nas atividades de manutenção do sistema.
Entre os eventos previstos para o fim de semana está a apresentação do cantor Gilberto Gil, com o show “Tempo Rei”, no Allianz Parque. Também está programado o Festival Melhor Dia, que será realizado na Neo Química Arena e deve atrair grande público ao longo do sábado e da madrugada de domingo.
Na área esportiva, a capital paulista receberá ainda o Jogo das Estrelas do Novo Basquete Brasil, que ocorrerá no Ginásio do Ibirapuera, reunindo atletas da liga nacional.
Com a operação contínua, a expectativa é oferecer alternativa de deslocamento para o público desses eventos e de outras atividades na cidade, além de reduzir a dependência do transporte individual e contribuir para a fluidez do trânsito durante a madrugada.
Projeto ferroviário prevê três serviços integrados entre São Paulo e região de Campinas
ARTHUR FERRARI
As obras do Trem Intercidades Eixo Norte tiveram início nesta sexta-feira (27) com as primeiras intervenções em Vinhedo. O projeto, voltado à ligação ferroviária entre a capital paulista e a região de Campinas, prevê a implantação de três serviços sobre trilhos e a modernização da infraestrutura existente.
A execução inicial ocorre de forma faseada, com avanço gradual das frentes de trabalho no trecho entre Campinas (SP) e Jundiaí. Em etapas posteriores, as obras seguirão em direção à São Paulo.
Nesta fase inicial, estão previstas atividades como instalação de canteiros de obras, criação de áreas de apoio, preparação do terreno, serviços de terraplenagem, contenções e construção de uma passagem inferior à ferrovia para transposição de veículos, além da remoção de interferências.
O diretor-presidente da TIC Trens, Pedro Moro, comentou o início das intervenções. “Este é um momento aguardado há décadas e marca um avanço na mobilidade do Brasil, de forma moderna e com padrões inéditos no país”, afirmou Pedro Moro.
O projeto do TIC Eixo Norte está estruturado em três serviços integrados: o Trem Intercidades, o Trem Intermetropolitano e a modernização da Linha 7-Rubi da CPTM.
O Trem Intercidades será o primeiro serviço ferroviário de média velocidade do país, com velocidade de até 140 km/h. O trajeto terá cerca de 101 quilômetros entre São Paulo (SP) e Campinas (SP), com tempo estimado de 64 minutos e capacidade aproximada de 860 passageiros por viagem. O projeto prevê assentos marcados e espaços para bagagens e bicicletas. A operação está prevista para 2031.
Já o Trem Intermetropolitano, com início estimado para 2029, fará a ligação entre Jundiaí (SP) e Campinas (SP) em um percurso de aproximadamente 44 quilômetros, com tempo estimado de 33 minutos. O serviço terá paradas nos municípios de Louveira, Vinhedo (SP) e Valinhos.
A Linha 7-Rubi, atualmente operando entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí, será a base operacional dos três serviços e passará por modernização para suportar a nova configuração do sistema.
Com a implantação do projeto, a expectativa é reduzir o tempo de deslocamento entre Campinas (SP) e São Paulo (SP), principalmente nos horários de maior movimento, além de oferecer alternativa ao transporte rodoviário. O Trem Intermetropolitano também ampliará a conectividade regional ao atender cidades ao longo do corredor ferroviário.
A estimativa é que o projeto beneficie diretamente 11 municípios e cerca de 672 mil passageiros por dia, consolidando um novo eixo de integração regional entre a capital paulista e o interior do estado.