Aporte integra remanejamento total de R$ 114 milhões, que também financia compras e insumos da rede municipal de saúde
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, o Decreto nº 64.705/2025, que abre crédito adicional suplementar de R$ 114 milhões para cobrir despesas de diversas áreas da administração. O maior volume — R$ 74 milhões — será destinado ao pagamento das compensações tarifárias do sistema municipal de ônibus, reforçando o caixa da SPTrans em meio à pressão sobre os subsídios do transporte coletivo.
Segundo o decreto, assinado pelo prefeito Ricardo Nunes, o crédito suplementar está autorizado pela Lei nº 18.220/2024 e será distribuído da seguinte forma:
R$ 74 milhões para o transporte coletivo
O reforço financeiro direcionado ao sistema de ônibus contempla duas dotações específicas da SPTrans, ambas classificadas como Contribuições:
R$ 63.460.484,28
R$ 10.539.515,72
Os valores serão aplicados nas Compensações Tarifárias — rubrica que compõe o subsídio pago às concessionárias de ônibus pela diferença entre o custo real das operações e a tarifa paga pelos passageiros.
No orçamento de 2025, a Prefeitura havia reservado R$ 6,48 bilhões para as Compensações Tarifárias do Sistema de Ônibus, rubrica que sustenta o subsídio pago às concessionárias. O novo crédito de R$ 74 milhões reforça essa dotação em um ano de forte pressão financeira sobre o sistema, marcado por aumento de custos operacionais e sucessivos remanejamentos para garantir o equilíbrio da operação.
Outros R$ 40 milhões reforçam despesas da Saúde
As áreas de atenção básica, especialidades, vigilância e assistência farmacêutica receberão recursos para material de consumo voltado a UBSs, AMAs, hospitais e unidades de urgência.
Os principais repasses incluem:
R$ 15 milhões – Administração de material médico hospitalar em atenção básica
R$ 5 milhões – Material hospitalar de urgência/emergência
R$ 15 milhões – Assistência farmacêutica em UBSs
R$ 5 milhões – Assistência farmacêutica em hospitais
De onde vem o dinheiro?
O decreto determina que o crédito será coberto por anulações de dotações de diversas secretarias, que somam R$ 103,46 milhões, além de excesso de arrecadação no valor de R$ 10,54 milhões.
As anulações atingem programas como:
Manutenção de ciclovias
Bike SP
Operação de terminais de ônibus
Manutenção semafórica
Serviços de TI
Programas habitacionais
Despesas administrativas de várias secretarias
Parte do serviço da dívida pública
Auxílios e despesas de pessoal em unidades de saúde
Programas de assistência social e residências municipais
As supressões são pulverizadas e não comprometem a execução dos serviços, segundo a justificativa do decreto.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Cristiano Ronaldo teve uma noite para esquecer nesta quinta-feira (13), durante a penúltima rodada das eliminatórias europeias da Copa do Mundo. O astro da seleção portuguesa foi expulso em duelo contra a Irlanda, em Dublin, e deixou o gramado do Aviva Stadium com pouco mais de 15 minutos do segundo tempo.
O camisa 7 português foi punido com o cartão vermelho direto após dar uma cotovelada nas costas de um jogador da Irlanda durante uma disputa na área, sem a bola. O VAR foi chamado, e então o árbitro mandou Cristiano Ronaldo mais cedo para o chuveiro.
A estrela de Portugal ficou visivelmente irritada com a expulsão e, além de fazer o gesto de choro com as mãos, ironizou com aplausos enquanto deixava o gramado.
Do outro lado, a torcida da Irlanda ficou em êxtase com o cartão vermelho e vibrou bastante nas arquibancadas, provocando bastante o camisa 7 da seleção rival.
A expulsão de CR7 deixou a vida da seleção portuguesa ainda mais complicada na partida, já antes mesmo do cartão o placar estava 2 a 0 para a Irlanda. Resultado que deixou os portugueses ainda sem vaga garantida à fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.
Com o vermelho, o veterano não poderá disputar o último jogo de Portugal nas eliminatórias, no próximo domingo (16), no Porto, contra a Armênia, que pode carimbar a ida do país a mais um Mundial.
Líder isolada do Grupo G das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2026, a Holanda de Memphis Depay encara a Polônia, segunda colocada da chave, nesta sexta-feira (14), às 16h45 (de Brasília), em confronto que terá transmissão ao vivo no Disney+.
O astro do Corinthians, aliás, tem sido praticamente um outro jogador quando veste a camisa da Holanda. A efeito de comparação, nos últimos dez jogos pela seleção, o craque soma nada menos do que oito gols e cinco assistências em seis vitórias, três empates e só uma derrota da Laranja Mecânica.
Contra a Polônia, aliás, rival desta sexta, Memphis deu uma assistência no empate por 1 a 1, no dia 4 de setembro.
Porém, no mesmo período, pelo Corinthians, Depay tem números bem mais tímidos. O craque soma apenas um gol, sem assistência concedida, em seis vitórias, um empate e três derrotas. O holandês chegou a ficar três meses balançar as redes pelo time do Parque São Jorge.
Na última partida do Corinthians, na derrota em casa para o Ceará por 1 a 0, Depay chegou a ser substituído durante o segundo tempo, com direito a um misto de vaias e aplausos vindo das arquibancadas da Neo Química Arena.
No ano, o astro soma 14 gols em 51 partidas entre clube e seleção.
Futebol internacional, Série B e NHL
A Data Fifa marca presença no Disney+. A partir das 16h45 (de Brasília) acontecem duas partidas: Croácia x Ilhas Faroe e Gibraltar x Montenegro. Pela Série B, às 20h (de Brasília) é a vez de Paysandu x Amazonas.
Mais no final da noite é a vez da NHL. Às 22h, Philadelphya Flyers x St. Louis Blues. E, às 23h, New York Islanders encara o Utah Mammoth.
Veja abaixo os principais eventos do dia no Disney+
10h – ATP Finals – tênis
13h – Egito x Uzbequistão – Al Ain International Cup
14h – Finlândia x Malta – eliminatórias da Europa
16h45 – Polônia x Holanda – eliminatórias da Europa
16h45 – Croácia x Ilhas Faroé – eliminatórias da Europa
Sistema baseado em conta digital concentra 85% das viagens e impulsiona uso do QR Code no transporte carioca
ALEXANDRE PELEGI
O sistema Jaé chegou nesta quarta-feira (12) à marca de cem dias de operação no Rio de Janeiro com números que revelam sua rápida incorporação ao cotidiano dos passageiros. A plataforma, que usa a tecnologia ABT (Account-Based Ticketing), registra atualmente cerca de 1,5 milhão de usuários por dia, o equivalente a 88% das passagens do transporte urbano da cidade.
Diferente do modelo tradicional, no qual o saldo fica armazenado no cartão físico, o ABT opera com conta digital, permitindo que o passageiro acesse diferentes modais e formas de pagamento dentro da mesma estrutura. Essa mudança vem aproximando o Rio de Janeiro de um modelo mais integrado de mobilidade.
Adoção crescente e novas rotinas
Com mais de 4 milhões de downloads, o Jaé passou a fazer parte da rotina dos passageiros de vans, BRTs, VLTs e “cabritinhos”, especialmente por meio do embarque via QR Code. Segundo o operador, cerca de 14 mil novos downloads são registrados diariamente. O aplicativo também trouxe ao usuário a possibilidade de acompanhar seu extrato de viagens em tempo real — um recurso ausente nos sistemas anteriores.
Os dados de operação mostram: • Quase 3 milhões de transações diárias, correspondendo a 85% das viagens da cidade; • Aproximadamente 1 milhão de usuários utilizando QR Code por dia, o que representa quase 30% dos embarques; • Crescimento do uso de pagamentos digitais, entre eles o PIX, que tem se destacado como meio de recarga.
Transformações em andamento
O CEO da Autopass, Leo Ceragioli, responsável pela operação do Jaé, destaca que a experiência carioca tem ganhado visibilidade nacional no tema da bilhetagem digital.
“Nossa operação já registra 2,8 milhões de transações diárias, com mais de 60% da população carioca cadastrada”, afirma. “A adoção do ABT simplificou a relação do passageiro com o pagamento da tarifa.”
Os números dos cem primeiros dias indicam que a digitalização da bilhetagem no Rio segue avançando, embora o sistema ainda conviva com desafios operacionais mais amplos do transporte da cidade. A ampliação de meios de pagamento e a consolidação do QR Code como ferramenta de embarque mostram que a transição tecnológica está em curso — e deve influenciar os próximos passos da política tarifária e da integração dos modais.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Intervenção estrutural prioriza pontos de maior movimento e será ampliada gradualmente para outros bairros
ARTHUR FERRARI
O município de Capão Bonito (SP) iniciou a instalação de novos abrigos em paradas de ônibus utilizadas pelo sistema de transporte coletivo gratuito Tarifa Zero. A intervenção é coordenada pelas Secretarias Municipais de Obras, Agropecuária e Meio Ambiente e de Planejamento, com foco em ampliar segurança, conforto e acessibilidade aos passageiros.
O primeiro ponto contemplado fica atrás da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade, local reconhecido pelo alto fluxo diário de usuários. O modelo adotado para os abrigos foi selecionado por sua durabilidade e pela estrutura que oferece proteção contra sol e chuva.
Segundo o secretário municipal de Obras, Agropecuária e Meio Ambiente, Felipe Marques, as próximas instalações ocorrerão de forma progressiva em outras regiões do município. “A proposta é criar uma rede de abrigos que ofereça mais dignidade aos cidadãos que utilizam o transporte público diariamente”, afirmou o gestor.
O prefeito Júlio Fernando destacou que a ação integra o Programa de Estruturação do Transporte Público, responsável por intervenções recentes voltadas à modernização do sistema. “Os pontos foram mapeados com base na demanda e buscamos adquirir abrigos de qualidade, resistentes e de fácil manutenção. Contamos também com a colaboração da comunidade para evitar depredações e preservar esse patrimônio público”, declarou o chefe do Executivo.
Passageiros que utilizam o Tarifa Zero relataram, na manhã de quarta-feira (12), que a instalação dos abrigos complementa melhorias sentidas desde a implantação do transporte gratuito. “Moramos na Vila Aparecida e trabalhamos no comércio central. O Tarifa Zero reduziu nossos custos e tem sido fundamental, principalmente nos dias de chuva. A instalação de abrigos é mais uma grande melhoria”, afirmaram usuários.
A manutenção das estruturas também começou a ser preparada, incluindo a pintura das bases realizada nesta semana por equipes municipais.
Com a expansão programada dos pontos e a instalação dos novos equipamentos, o município avança na requalificação das condições de espera e integração para quem depende do transporte coletivo no dia a dia.
Evento reuniu mais de 303 mil pessoas no circuito paulistano; segundo empresa, mais de 116 mil pessoas utilizaram o transporte sobre trilhos para chegar ao autódromo
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Entre os dias 07 e 09 de novembro de 2025, através das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, a ViaMobilidade transportou cerca de 38,2% do público total (mais de 303 mil pessoas) do Grande Prêmio de São Paulo, no Autódromo de Interlagos.
Mais de 116 mil pessoas utilizaram o transporte sobre trilhos para chegar ao circuito paulistano. Deste total, 13 mil escolheram o serviço exclusivo do Trem Expresso GPSP 2025 e outras 103 mil optaram pela operação regular para chegar ao maior evento automobilístico do País.
“A operação especial da ViaMobilidade se consolida como estratégica para a região e para os grandes eventos de São Paulo. A cada edição, vemos crescer o número de clientes que retornam após experiências positivas em festivais e shows, indicando e recomendando o serviço. É gratificante também receber pessoas de diferentes partes do mundo, que reconhecem a qualidade e a eficiência do nosso transporte sobre trilhos, comparável às melhores experiências internacionais. Esse resultado é fruto de muito planejamento e da dedicação das nossas equipes, e reforça a confiança dos parceiros comerciais que apostam em oferecer, junto conosco, uma jornada completa para o público, que começa antes mesmo da chegada ao evento”, afirma João Pita, diretor comercial da Motiva.
Transporte sustentável
De acordo com a ViaMobilidade, o transporte sobre trilhos evitou a emissão de 56 toneladas de CO₂ na atmosfera, o que equivale ao impacto positivo do plantio de 404 árvores nativas. A análise considera o deslocamento de 116 mil pessoas por trem até o Autódromo de Interlagos, em um trajeto que, se fosse realizado por ônibus, vans ou automóveis particulares, teria uma pegada de carbono significativamente maior.
O cálculo leva em conta o número de passageiros transportados, a distância percorrida e a intensidade média de emissão de cada modal (gCO₂e/passageiro.km). A partir dessa comparação, é possível estimar o volume de emissões evitadas quando o deslocamento ocorre por trem. No caso do GP São Paulo, o transporte metroferroviário apresentou intensidade física de 3,7 gCO₂e por passageiro.km, índice muito inferior ao registrado por ônibus (73,1), automóveis (39,9) e vans (20,4).
O futuro de Bruno Henrique está finalmente decidido. Após o julgamento em 2ª instância do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) se iniciar na última segunda-feira (10), ele finalmente foi encerrado nesta quinta (13). E com decisão favorável ao atacante do Flamengo.
O jogador de 34 anos havia sido condenado por supostamente ter forçado cartão amarelo e beneficiado apostadores em 2023, em duelo contra o Santos, e recebido uma punição de 12 jogos de suspensão, mais multa de R$ 60 mil, em setembro deste ano. Ele agora foi julgado em relação ao recurso da Procuradoria do tribunal quanto a isso.
No primeiro dia do pleno, apenas o auditor Sérgio Furtado Filho, relator do caso, havia anunciado sua decisão. E ele votou para absolver o atleta no Art. 243-A (atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente) do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) – ou seja, liberando o atleta para voltar a jogar.
O segundo a falar, Marco Aurélio Choy, pediu vista (mais tempo para analisar o caso) do processo antes de proferir seu voto. Mas nesta quinta, ele se manifestou, e seguiu o relator, propondo a absolvição e uma multa de R$ 100 mil.
Na sequência dele, outros três auditores (Antonieta Pinto, Rodrigo Aiache e Marcelo Bellizze) também tiveram o mesmo voto, gerando a maioria entre os nove presentes na audiência, culminando na absolvição do jogador. Por último, Luís Otávio Veríssimo, presidente do STJD, também tomou a mesma decisão.
Apenas Luiz Felipe Bulus, Maxwell Vieira, vice-presidente do STJD, e Mariana Barreiras, votaram em favor de suspensões para o atleta.
Absolvido em 2ª instância, Bruno Henrique agora está oficialmente liberado para jogar e reforça o Flamengo na reta final da temporada 2025, não apenas nos jogos finais do Brasileirão, como também na final da CONMEBOL Libertadores, marcada para o dia 29 de novembro, em Lima, no Peru, contra o Palmeiras.
Como foi o primeiro julgamento
Em 4 de setembro, Bruno Henrique havia sido condenado pelo STJD, sendo punido com 12 jogos de suspensão, além do pagamento de multa de R$ 60 mil. A Procuradoria, então, entrou com recurso, que foi finalmente concluído nesta quinta pelo Pleno do tribunal.
O ídolo rubro-negro foi julgado por supostamente ter forçado cartão amarelo e beneficiado apostadores em 2023, em duelo contra o Santos, pelo Brasileirão daquele ano.
Absolvido no Art. 243 (atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende) do Código de Justiça Desportiva, o jogador acabou condenado no Art.243-A (atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente) pelo STJD.
Os auditores Alcino Guedes, William Figueiredo e Carolina Ramos, além do presidente Marcelo Rocha,votarampara suspender o atacante por 12 partidas, além da aplicação da multa de R$ 60mil. Já o auditor Guilherme Martorelli votou por aplicação de multa de R$ 100 mil.
Vale lembrar que Bruno Henrique foi indiciado pela Polícia Federal em abril deste ano, após acusação de fraude esportiva.
Como foi o cartão tomado
Flamengo e Santos se enfrentaram em 2023, com vitória do Peixe por 2 a 1, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
O fato envolvendo Bruno Henrique, que motivou a abertura do inquérito pelas autoridades, ocorreu nos acréscimos do segundo tempo de partida.
Após falta em Soteldo, então jogador do Santos, o atacante flamenguista foi amarelado e, já punido, partiu para cima do árbitro Rafael Klein e seguiu reclamando de forma acintosa até ser expulso de campo.
A denúncia
Iniciada em novembro de 2024, a investigação da Polícia Federal contra Bruno Henrique motivou uma operação de busca e apreensão, em que os investigadores extraíram conversas do celular de Wander, irmão do jogador, que embasaram os indiciamentos.
O atacante flamenguista teria informado o irmão que, pendurado com dois cartões, tomaria um terceiro cartão amarelo no jogo contra o Santos.
As apostas feitas por Wander, a esposa do atleta, uma prima e amigos levantaram a suspeita das casas de apostas, que estranharam o volume de apostas pelo cartão de Bruno Henrique especificamente nesse jogo.
Foi justamente a investigação da Polícia Federal que iniciou também um processo na esfera desportiva, levando Bruno Henrique ao julgamento no STJD.
Ele foi julgado com base em dois artigos do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva):
Art. 243: Atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende – inocentado
Art. 243-A: Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente – condenado
Modal terá investimentos de R$ 2,5 bilhões ao longo dos 20 anos de concessão
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, o Consórcio Acqua Vias SP venceu leilão do Governo do Estado de São Paulo para a concessão patrocinada do sistema de Travessias Hídricas de São Paulo.
O consórcio é composto pelas seguintes empresas: BK Consultoria E Serviços Ltda.; Internacional Marítima Ltda.; Rodonave Navegações Ltda; Zetta Infraestrutura e Participações S.A.; Innovia Soluções Inteligentes Ltda.
Dessa forma, será responsável pelo serviço público de transporte coletivo aquaviário intermunicipal de veículos e passageiros no âmbito do Sistema de Travessias Paulistas do Estado.
Durante o leilão na B3, na capital paulista, a empresa apresentou desconto de 12,60% sobre o valor estimado de referência do edital, que previa contraprestação anual média de R$ 461,18 milhões.
Serão oito travessias operadas pelo Departamento Hidroviário nas regiões Norte, Centro e Sul do litoral paulista; o sistema de balsas da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), que conta com três balsas para atender a Região Metropolitana de São Paulo – Bororé, Taquacetuba e João Basso -; e o serviço de balsa no reservatório de Paraibuna, com três travessias na região do Vale do Paraíba: Porto Paraitinga, Porto Natividade da Serra, e Porto Varginha.
São estimados investimentos de R$ 2,5 bilhões ao longo dos 20 anos de concessão.
Para Tarcísio de Freitas, governador do Estado de São Paulo, “além de um serviço de mais qualidade para os usuários que dependem das embarcações, com esse leilão temos criação de empregos, claro benefício ao meio ambiente com 41 balsas elétricas e a confiança do setor privado que só cresce no estado”.
“O mais importante é o efeito social que esse projeto vai trazer para a população. Vamos triplicar a capacidade de transporte, eliminar um grande gargalo e beneficiar diretamente os usuários, com um serviço melhor, mais eficiente, mais confortável e com menor impacto ao meio ambiente. Será também um grande vetor de desenvolvimento sustentável para as regiões atendidas”, afirmou o secretário de estado de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.
“Agradecemos a confiança do Governo do Estado de São Paulo que reconhece a credibilidade e a capacidade da B3 para auxiliá-los em mais um processo de concessão de serviço para a iniciativa privada, promovendo o encontro de bons projetos a investidores, em prol do desenvolvimento do nosso país”, disse Rogerio Santana, diretor de Relacionamento com Clientes e Governança em Licitações da B3.
Dado faz parte do inventário das emissões divulgado pelo Sistema Transporte da CNT, que revela que o ônibus não é o vilão da poluição, pelo contrário, o estímulo ao transporte coletivo é cada vez mais comprovado como medida socioambiental
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Com uma das frotas mais velhas do mundo, correspondendo a uma idade média entre 30 e 40 anos entre os transportadores autônomos, os caminhões, isoladamente, respondem por 34% das emissões de gás carbônico no Brasil.
Entretanto, os vilões da poluição ainda são os veículos menores no transporte individual. Os automóveis respondem por 30% das emissões, os comerciais leves por quase 15%, e as motos por aproximadamente 3%. O dado faz parte do relatório do inventário das emissões, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), do Sistema Transporte, na COP30, Conferência de Mudanças Climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas), que ocorre em Belém (PA).
O Diário do Transporte está na capital paraense, a convite da Eletra Industrial, acompanhando as principais discussões sobre mobilidade e meio ambiente.
A reportagem conversou com Fernanda Rezende, diretora da CNT, que explicou que o Brasil precisa priorizar o transporte coletivo, inclusive o metropolitano, ampliar as redes de ferrovias de cargas e passageiros, mesclando melhor os meios de transporte, incentivar cada vez mais o uso do ônibus e também criar alternativas para renovação da frota de caminhões.
Acompanhe a entrevista na íntegra:
ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte conversa com a diretora da Confederação Nacional do Transporte, o Sistema Transporte, Fernanda Rezende. Há pouco houve a declaração do inventário de emissões no transporte. Um dado que chamou a atenção foi que, isoladamente, os caminhões representam 34% das emissões de gás carbônico, mas os veículos leves ainda lideram, somando as diferentes categorias. Fernanda, alguns desses dados chamaram a atenção? Essa do caminhão é relativamente inédita, né?
FERNANDA REZENDE: É, o caminhão, o ônibus, ele é tido como vilão nos grandes centros urbanos quando a gente fala de emissão, de congestionamento, só que na verdade o grande vilão são os carros, as motos que estão ali circulando pelas cidades. O inventário trouxe, quando a gente olha veículos pesados, a comparação de veículos pesados com veículos leves, que os veículos leves emitem 48% das emissões setoriais do transporte, enquanto os veículos pesados emitem 44%. Está bem parecido ali, mas quando a gente pega de forma isolada, por exemplo, o ônibus emite somente 10%, enquanto o carro, só o carro, você considerar carro e moto, é 34%.
ADAMO BAZANI: Agora, proporcionalmente em relação à frota, tem muito mais carro, então é natural que haja uma poluição maior pelo número de carros, a gente tem que ponderar isso também, né?
FERNANDA REZENDE: Sim, o inventário de emissão, ele considera a quantidade de carros, a quantidade de veículos circulantes como também o consumo de combustível, então justamente por ter mais carros é que a gente tem o maior percentual de emissão do veículo leve. Mas essa é justamente uma das funções para se reduzir a emissão do setor de transporte. Se a gente tiver priorização do transporte público, a gente consegue reduzir o número de carros circulando na rua e priorizar o transporte público, então gerando assim menos emissão setorial.
ADAMO BAZANI: Quer dizer, isso não inocenta o carro. Por que a gente fez questão de levantar esse aspecto? Porque justamente é isso, né? Ah, mas polui mais porque tem mais carro, mas o problema é esse, é ter muito carro e ter menos transporte coletivo.
FERNANDA REZENDE: Menos transporte coletivo. A gente tem um outro estudo que faz uma ponderação per capita das emissões e nesse estudo a gente mostra que o ônibus emite um sexto a menos do que o carro e metade do que se emite uma moto quando a gente compara passageiros transportados.Então políticas públicas efetivas para priorizar o setor de transporte coletivo, seja em ônibus ou transporte sobre trilho, seriam essenciais para a gente atingir a meta de redução e neutralidade do setor de transporte.
ADAMO BAZANI: Você falou sobre transporte sob trilhos. Hoje 90% das emissões vem do transporte rodoviário. O transporte sob trilhos, tanto de cargas como de passageiros, também ajudaria nisso.
FERNANDA REZENDE: Tem um equilíbrio da matriz de transporte, isso a gente pode falar de cargas e passageiros, ele seria o melhor dos mundos, porque quando você fala de transporte de carga, a base da nossa economia do Brasil é agronegócio, minério e produtos industriais. São cargas de baixo valor agregado que deveriam estar sendo transportadas por ferrovias e hidrovias.Então o uso da multimodalidade tiraria caminhões das vias circulando em grandes distâncias e deixaria esses veículos somente para circular até 500 quilômetros, tal qual eles são vocacionados. Então o equilíbrio da matriz de transporte de carga seria fundamental para fazer a descarbonização. E quando a gente fala para o transporte de passageiros, também o equilíbrio entre a matriz também seria importante.Hoje o transporte rodoviário corresponde a 90% das emissões do setor de transporte. Então a gente anda muito mais no transporte rodoviário e não necessariamente no transporte coletivo. A gente utiliza muito o transporte individual para fazer esses deslocamentos, seja em grandes centros urbanos, como também entre grandes centros.Então utilizar o transporte em massa, vamos dizer assim, um transporte que leve maior quantidade de pessoas seria essencial para redução da emissão de carbono.
ADAMO BAZANI: E você falou sobre a ligação das cidades. Hoje, por exemplo, antes de vir aqui para o painel, a gente esteve no BRT Metropolitano da Grande Belém, que é um sistema que está contando com ônibus elétricos, mas com ônibus zero quilômetro, mas acima de tudo ele está tirando carros, vans de circulação, motos, porque ele está trazendo modicidade tarifária, ele está incluindo pessoas que estavam excluídas do transporte metropolitano. Cidades como Santa Isabel, Castanhal, que não tinham acesso direto no transporte de maior demanda aqui para a capital Belém. E nesse contexto a gente vê um abismo de qualidade entre os sistemas de ônibus municipais e os sistemas de ônibus metropolitanos. Tanto em trilhos quanto em BRTs, a solução também passa em ligações entre cidades diferentes? Isso está sendo, digamos, relegado?
FERNANDA REZENDE: Com certeza.Eu acho que o investimento em transporte público, planejamento, vamos dizer assim, antes do investimento a gente tem que falar em planejamento. O planejamento da mobilidade urbana é um planejamento de longo prazo. Então o que tem acontecido em grandes cidades é esquecer esse planejamento e fazer implantações pontuais.Então é preciso olhar dos nossos governantes, pensar na Região Metropolitana e não somente dentro de um município. Porque essa ligação entre as regiões é importante. Às vezes você não tem uma política integrada.Então a CNT defende muito a criação, por exemplo, de uma autoridade metropolitana para fazer essa gestão e um planejamento integrado entre as cidades do transporte público e para a mobilidade em geral. Então o ideal seria construir grandes linhas troncais nas regiões metropolitanas com mais de um milhão de habitantes, é construir linhas troncais de transporte sobre trilho e ônibus, alimentando essas linhas troncais, para que a gente consiga fazer essa integração.E essa integração tem que ser temporal, tem que ser tarifária, para que atraia o passageiro. Então, em 2024, nós lançamos uma pesquisa falando sobre a mobilidade da população urbana. E a população urbana deixou de usar ônibus.Em 2017, era meio a meio. O transporte coletivo respondia por 50% do transporte nas grandes cidades e o transporte individual por outros 50%. Nessa nossa última edição, esse número inverteu.O transporte coletivo está com 30% e o transporte individual com 70%. E a gente questionou ainda se os passageiros que deixaram de utilizar o ônibus, se ele voltaria. E ele falou que voltaria, mas para isso ele precisaria de transporte com qualidade, com previsibilidade e com conforto. O que poderia adequar tudo isso seria justamente essa priorização.
ADAMO BAZANI: E a modicidade tarifária? A gente estava vendo esse exemplo ainda do BRT no Belém. Para ir, por exemplo, de Castanhal até a Universidade do Pará, o estudante gastava quase R$ 25 de uma van insegura, depois pegava uma moto ou então um ônibus aqui. O mototáxi é muito presente na capital Belém. Agora é R$ 4,60. E quem paga, quem é de carro também está deixando. Então a modicidade tarifária é muito importante. Para a gente finalizar também o nosso bate-papo, a gente falou dos caminhões, né? Em relação a trocar a frota dos caminhões, porque proporcionalmente o número de caminhões é maior do que de ônibus, mas é bem menor do que os automóveis médios. E aí que a gente vê o X da questão. É bem menor e polui quase a mesma coisa. O caminhão é muito velho no Brasil, não é?
FERNANDA REZENDE: Sim, hoje a gente tem grandes empresas do setor de transporte que tem a idade média da frota é em torno de nove, não chega a mais de dez anos. Mas quando a gente olha para os transportadores autônomos, essa idade ultrapassa duas décadas. Eles são maioria e eles não têm um ativo de garantia para se adquirir um financiamento, para conseguir a troca de um veículo novo. Normalmente o veículo dele é muito antigo e desvalorizado. Então com a venda do veículo antigo, ele não consegue comprar um veículo novo, menos poluente.Então a CNT defende muito um programa de renovação de frota. A gente sabe que veículos antigos não vão sair de uma fase P1, P2, já direto para a fase P8, de veículos mais novos. Mas a gente tem que fazer um planejamento de forma que essa renovação seja feita de uma forma escalonada.Então retirar veículos da fase P1, P2, levando esses motoristas a circularem nos veículos da fase P5. E da P5, P7 para veículos da fase P8.
ADAMO BAZANI: Financiamentos públicos para seminovos.
FERNANDA REZENDE: Sim, financiamentos públicos para seminovos.
ADAMO BAZANI: Seria um caminho.
FERNANDA REZENDE: Uma política estruturada. Principalmente olhando para o transportador autônomo.
ADAMO BAZANI: Perfeito, Fernanda. A gente agradece bastante a sua participação no Diário do Transporte e parabeniza pelo inventário que trouxe luz a muitos temas e a muitos mitos da descarbonização no transporte.
Veículos leves lideram emissões no transporte, revela inventário inédito da CNT
Estudo representa um marco no compromisso com o desenvolvimento sustentável do transporte brasileiro
As emissões dos veículos leves correspondem a 48,25% do total de 189.840.717,56 toneladas de CO₂ equivalente contabilizadas em 2023 pelo setor de transporte brasileiro, de acordo com o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte, elaborado pela Ambipar. O documento detalha o volume total de emissões por modal – rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário – e inaugura uma nova fase de planejamento rumo à descarbonização do setor.
Conduzida pelo próprio setor privado, a iniciativa representa um avanço significativo na agenda climática, oferecendo um diagnóstico inédito que reposiciona o transporte brasileiro nos esforços ambientais nacionais e internacionais. Desenvolvido a partir de metodologias globalmente reconhecidas e acreditadas, como o GHG Protocol (Protocolo de Gases do Efeito Estufa) e o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima), da ONU (Organização das Nações Unidas), o Inventário contou com a colaboração de 36 entidades do setor, que forneceram dados primários por modo de transporte.
O resultado é um retrato detalhado e consistente, com alta segregação entre categorias veiculares e subcategorias de fontes energéticas. O Inventário revela a predominância das emissões do modo rodoviário (92,89%) em função de sua relevância na matriz de transporte nacional, sendo responsável por 65% da movimentação de cargas e por mais de 90% da movimentação de passageiros. Nessa modalidade, os veículos leves – automóveis, motocicletas e comerciais leves – aparecem como os maiores emissores, seguidos pelos veículos pesados, como caminhões, ônibus e micro-ônibus.
O levantamento destaca ainda o importante papel estratégico do transporte coletivo por sua eficiência energética e menor emissão por passageiro, como uma das principais soluções para a descarbonização e o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis. Ao incluir também as emissões relacionadas à infraestrutura portuária e aeroportuária, o Inventário amplia o escopo da análise e oferece uma visão abrangente e integrada do impacto ambiental do setor de transporte brasileiro.
O modo aeroviário surge em segundo lugar, com 4,89% das emissões totais, considerando os voos domésticos do setor. Na sequência, o ferroviário contribui com 1,80% (ferrovias de cargas, trens urbanos e VLTs), enquanto o aquaviário, que inclui a cabotagem marítima e fluvial, representa apenas 0,41%, sendo apontado como a alternativa de menor impacto ambiental do setor.
O estudo se diferencia por trazer informações robustas, atualizadas e desagregadas, com rigor técnico, o que permitirá futuramente sua integração aos relatos oficiais governamentais. As emissões foram analisadas por categoria veicular, tipo de operação, região e infraestrutura, permitindo identificar os principais focos de emissão e as oportunidades de mitigação.
Os dados, segundo a CNT, trazem transparência, governança e engajamento, oferecendo apoio às empresas na tomada de decisão, bem como à construção e melhoria de políticas públicas que fortaleçam a descarbonização do setor de transporte.
O presidente do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), Vander Costa, afirma que a busca por soluções sustentáveis no transporte exige mais do que intenção; requer dados consistentes. “O Inventário oferece uma base segura para planejar os próximos passos rumo à descarbonização, mostrando onde o setor está e permitindo definir aonde quer chegar”, destacou.
Boas práticas
Além do diagnóstico, o documento apresenta um capítulo dedicado às boas práticas de mitigação e neutralização já adotadas, com a demonstração de 18 estudos de caso que tratam de transição energética, eficiência operacional, reflorestamento e inovação.
“São práticas executadas em campo, em empresas que possuem certificados internacionalmente reconhecidos, demonstrando que o setor não apenas mede suas emissões, mas também já age para reduzi-las. Essas empresas não estão esperando a regulação chegar. Elas já estão resolvendo os impactos ambientais com responsabilidade e visão de futuro”, ressalta Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Conferência das Nações Unidas é realizada em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) participa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). Representando a entidade, o diretor de Gestão, Marcos Bicalho, integra dois importantes painéis da programação oficial.
No dia 14 de novembro, Bicalho participa do painel “Gestão Pública, Governança e Parcerias para o Alcance das Metas Climáticas na Mobilidade Urbana” na Estação do Desenvolvimento – Transporte, Infraestrutura e Sustentabilidade. O encontro discutirá o desafio de alinhar políticas públicas, capacidade técnica e planejamento de longo prazo para consolidar uma mobilidade verde e equitativa no Brasil.
Já no dia 15, o dirigente estará em um debate na ala de governo do Cities & Regions Hub, que reunirá autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para tratar da cooperação entre governos, empresas e comunidades locais na implementação de políticas que transformem compromissos climáticos em resultados concretos nos territórios.
A NTU defende que apesar da pouca participação do setor nas emissões nacionais de gases do efeito estufa (GEE), o transporte público coletivo tem um papel importante para o alcance das metas climáticas e deve ser priorizado nas políticas públicas de transição energética. Embora o setor de energia (onde o transporte está incluído) represente cerca de 18% das emissões brasileiras, os ônibus a diesel — incluindo rodoviários e de fretamento — respondem por menos de 1% das emissões nacionais totais. A entidade destaca, ainda, que o transporte coletivo emite, em média, oito vezes menos poluentes por passageiro transportado do que o automóvel individual, reforçando seu papel essencial na construção de cidades mais limpas, inclusivas e sustentáveis.
“A verdadeira transformação climática nas cidades não virá apenas da troca de combustíveis, mas da substituição do transporte individual pelo coletivo”, reforça Bicalho.
Nos últimos anos, a NTU tem defendido políticas integradas de mobilidade e clima, com foco na modernização da frota e novos modelos de financiamento que garantam a sustentabilidade econômica e ambiental dos sistemas de transporte.
A entidade também tem acompanhado e apoiado o avanço de novas tecnologias, como os motores a diesel padrão EURO 6 de baixa emissão, os ônibus elétricos e movidos a biometano. Todos eles representam caminhos promissores para a redução das emissões e o fortalecimento da cadeia produtiva nacional.
Com a participação na COP 30, a NTU reforça o compromisso do setor com a transição energética, a redução das desigualdades urbanas e o cumprimento das metas climáticas globais, defendendo o transporte coletivo como um pilar essencial para o futuro sustentável das cidades brasileiras.