Em recuperação de uma fratura no braço direito, o centroavante Pedro, do Flamengo,vive um otimismo maior por uma presença na grande final da CONMEBOL Libertadores, marcada para acontecer no dia 29 de novembro, em Lima, no Peru, às 18h (de Brasília), com transmissão ao vivo no Disney+.
De acordo com apuração da ESPN, tanto clube quanto o estafe do atleta estão empolgados com a recuperação de Pedro.
O craque está sentindo menos dores, voltou a treinar com bola nos últimos dias após reduzir o tamanho da proteção usada no braço, mas ainda sem muito contato físico com os companheiros de equipe. Mas, nem tudo são boas notícias para Pedro.
Ainda de acordo com a reportagem, a proteção utilizada atualmente pelo atleta não se encaixa nas regras de Fifa, CBF e Conmebol. Desta forma, o jogador precisará utilizar algo mais moderno e de tamanho menor para poder ir aos gramados.
Em boletim médico divulgado na última quarta-feira (12), o Flamengo informa que a programação da recuperação de Pedro está “dentro do planejado” pelo clube.
O Flamengo volta a campo neste sábado (15), às 18h30 (de Brasília), na Arena de Pernambuco, para enfrentar o Sport, em jogo atrasado da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Obras conduzidas pela Amep devem ser concluídas na próxima semana e permitirão testes do sistema autônomo de transporte
ARTHUR FERRARI
As obras para implantação dos ímãs que irão guiar o Bonde Urbano Digital (BUD) entre os municípios de Piraquara (PR) e Pinhais (PR) devem ser finalizadas na próxima semana. A intervenção é executada pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) e contempla 1,3 km de pista — sendo 1 km na Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel e 300 metros no Terminal São Roque.
O sistema de guiagem utiliza ímãs instalados sob o asfalto para orientar o deslocamento do veículo de forma autônoma, com alta precisão nas manobras e no alinhamento para embarque e desembarque. O objetivo é testar a tecnologia em dois ambientes distintos: durante o trajeto em via pública e na chegada ao terminal.
A instalação começou com a marcação dos pontos de perfuração, etapa feita com o auxílio de engenheiros topógrafos para garantir a exatidão das medições. Cada ímã é inserido em um furo de cerca de 3,5 centímetros de diâmetro e 5 centímetros de profundidade, que é posteriormente selado com resina especial. No total, serão 1.300 perfurações, posicionadas a cada metro de distância.
A operação na rodovia ocorre com apoio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), que bloqueou uma das faixas de tráfego durante o serviço. No entorno do Terminal São Roque, equipes da Prefeitura de Piraquara atuam na segurança dos trabalhadores e pedestres.
Nesta terça-feira (12), equipes da Amep e do DER/PR ajustaram as barreiras de concreto no cruzamento entre a Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel e a Avenida Frei Rui Guido Depine, ponto que servirá de acesso do BUD ao terminal. O reposicionamento permitirá que o veículo faça a curva de forma segura.
No município de Pinhais (PR), as obras de requalificação da Avenida Ayrton Senna da Silva — executadas pela prefeitura — também integram o conjunto de melhorias para a futura operação do modal.
Segundo o presidente da Amep, Gilson Santos, os testes com o veículo começarão após o término da infraestrutura. “Todo o projeto está sendo conduzido conforme o cronograma. Após a conclusão dos trabalhos para implantação da infraestrutura necessária, diversos testes deverão ser realizados antes do início da operação com passageiros. Mas acreditamos que, se todos os testes correrem bem, devemos iniciar a operação com passageiros ainda neste ano”, afirmou.
O Bonde Urbano Digital, desenvolvido pela fabricante chinesa CRRC Corporation, terá 30 metros de comprimento, ar-condicionado, capacidade para 280 passageiros e poderá atingir até 70 km/h. Com operação bidirecional, sensores e câmeras de rastreamento, o sistema promete reduzir custos e impactos ambientais, com tempo de implantação até três vezes menor que o de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
A tarifa do BUD será integrada ao sistema metropolitano, fixada em R$ 5,50. Durante o período de testes, o serviço de ônibus entre as duas cidades seguirá operando normalmente.
Mudança na operação ocorre em razão dos testes com o trem da nova frota; ônibus do Paese atendem público de forma gratuita entre Vila Prudente e Jardim Colonial
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Neste sábado, 15 de novembro de 2025, prosseguem os testes com o trem da nova frota que deve circular na Linha 15-Prata de monotrilho a partir de 2026. Por conta da atividade, a operação comercial será encerrada às 19h, e os passageiros serão atendidos por ônibus gratuitos do sistema Paese, que circularão entre Vila Prudente e Jardim Colonial até o fim da operação.
No domingo (16), a linha volta a operar normalmente a partir das 4h40.
Testes avançam
Os trens da nova Frota S já passaram por avaliações de propulsão, freio, comunicação, climatização, iluminação e acoplamento. Atualmente, são testados os sistemas de sinalização, etapa essencial para a integração com a linha.
A Frota S contará com 19 trens, doze já entregues e em testes no Pátio Oratório. Fabricados na China pela joint-venture PATS (Alstom e CRRC), os trens operam no modo automatizado (UTO) e possuem câmeras, iluminação LED e gestão inteligente de energia, garantindo mais segurança e conforto.
A entrega total está prevista até 2026, acompanhando a expansão da linha até Ipiranga, Boa Esperança e Jacu Pêssego.
Coletivo combina propulsão elétrica e biocombustível, ampliando a autonomia e eliminando a necessidade de infraestrutura de recarga, pois o abastecimento é feito somente com etanol
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Durante a COP30, em Belém (PA), a Marcopolo, multinacional brasileira em soluções de mobilidade, apresentou um protótipo de ônibus urbano híbrido elétrico/etanol na Casa C.A.S.E., que é uma iniciativa articulada por Bradesco, Itaúsa, Itaú, Natura, Nestlé e Vale.
O protótipo híbrido etanol urbano é uma prova de conceito (POC) que combina propulsão elétrica e biocombustível, ampliando a autonomia e elimina a necessidade de infraestrutura de recarga, pois o abastecimento é feito somente com etanol. A solução Híbrida Etanol é Carbono Net Zero, ou seja, o CO₂ emitido pelo veículo é neutralizado pelo resgate de CO₂ no plantio da cana-de-açúcar ou outras fontes de etanol, como milho, sorgo ou trigo. O foco principal é demonstrar a viabilidade da tecnologia híbrida com etanol como solução viável para todos os municípios brasileiros e de implementação quase imediata.
Transporte coletivo como protagonista na redução de emissões
A mobilidade sustentável é essencial para a descarbonização e a qualidade de vida urbana. O deslocamento das pessoas nas cidades é um dos principais desafios para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Um único ônibus pode transportar dezenas de passageiros emitindo até oito vezes menos CO₂ por pessoa do que o transporte individual motorizado, segundo estudo completo da Coalizão dos Transportes, liderada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), divulgado ontem em Belém.
“Mobilidade sustentável é mais do que tecnologia. Envolve qualidade de vida, eficiência dos sistemas de transporte e inclusão social. É uma jornada coletiva que exige colaboração entre governos, empresas e sociedade”, disse André Armaganijan, CEO da Marcopolo.
O executivo acrescenta que o país ainda precisa avançar em dois aspectos. O primeiro é desenvolver tecnologias e soluções que viabilizem a transição energética e a descarbonização do transporte. O segundo é conscientizar a sociedade sobre a importância de priorizar o transporte coletivo, já que em grandes centros urbanos as emissões do transporte individual motorizado são quase oito vezes maiores do que as do transporte coletivo.
O protótipo híbrido etanol urbano apresentado na COP30 vem na sequência e segue o mesmo princípio do projeto do micro-ônibus Volare Attack 9 híbrido apresentado no ano passado e exposto recentemente na Busworld, na Bélgica, maior evento mundial da indústria do ônibus.
Volare Fly 10 GV movido a biometano e gás natural no Espaço Sustentabilidade Brasil
Além do protótipo híbrido etanol urbano, a Marcopolo apresentou ontem, no Espaço Sustentabilidade Brasil — iniciativa do Instituto Sustentabilidade Brasil (ISB) —, e durante o evento “O Papel do Gás Natural e do Biometano na Transição Energética”, organizado pelo Consórcio Brasil Verde, o micro-ônibus Fly 10 GV, movido a biometano e gás natural, que reduz até 84% das emissões de gases de efeito estufa.
O desenvolvimento do Volare envolveu quatro anos de trabalho e destaca investimentos que a marca vem fazendo no desenvolvimento contínuo de novas tecnologias. Por meio de parcerias estratégicas, foram concebidos uma plataforma e um powertrain com características que contribuem para o transporte sustentável e eficiente. O modelo possui três cilindros de combustível capazes de armazenar 360 litros, o que representa autonomia de até 450 quilômetros dependendo da aplicação. O Volare movido a GNV e biometano conta com sistemas eletrônicos que garantem mais segurança e conforto, como controle de tração e estabilidade e bloqueio do veículo com porta aberta.
Confira mais imagens do protótipo de ônibus urbano híbrido etanol:
Diretor da Arcon, Eduardo de Castro Ribeiro; repórter Adamo Bazani; diretora-presidente da Eletra Industrial e da BRT-Amazônia, Milena Romano
Diversas cidades ao redor da capital sequer tinham ligações e era caro se deslocar; BR deixou o título de mais letal do Brasil
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA
O transporte é muito mais do que se deslocar, é garantir o direito a vida em sociedade, acesso a saúde, educação, emprego e renda. O transporte é um dos caminhos para acabar com a exclusão crônica típica do Brasil ao direito da cidadania.
Um exemplo disso é BRT Metropolitano de Belém (PA). O Diário do Transporte, a convite da Eletra Industrial, faz uma série de reportagens na COP-30, evento da ONU (Organização das Nações Unidas) que discute mudanças climáticas.
O sistema foi inaugurado em 1º de novembro de 2025 e ainda está em fase de operação assistida, com ampliação dos serviços prevista de forma gradativa, mas já tem mudado a vida de muita gente. O corredor possui, ao longo de cerca de 11 quilômetros, o atendimento a sete cidades: a capital Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Isabel, Santa Bárbara do Pará e Castanhal.
A expectativa é, com todas as operações, de atendimento a 3 milhões e 800 mil pessoas por mês. São ao todo 225 ônibus a diesel e 40 elétricos, financiados pelo Pró-Transporte, que custaram R$ 389 milhões, sendo 95% financiados pelo Governo Federal e 5% pelo estado.
O fim da exclusão começa neste ponto do trajeto, em Santa Isabel. Desta última cidade, assim como Santa Bárbara do Pará e Castanhal, não havia ligação metropolitana alguma. As pessoas gastavam quase R$ 30 para se deslocar em vans inseguras.
Quem explicou para o Diário do Transporte foi o diretor-geral da Arcon (Agência de Regulação de Serviços Públicos do Pará), Eduardo de Castro Ribeiro, que diz que o sistema incluiu pessoas que nem tinham a oportunidade de chegar facilmente a capital.
Todo o sistema, contando com obras de infraestrutura, estudo e a compra dos ônibus, custou 1 bilhão e 300 milhões de reais. Parte desta verba foi financiada pela Jica, a Agência de Financiamento e Fomento do Governo do Japão, e o legado da COP-30 foi justamente pela realização do evento que se tornou possível uma adequação do modelo de contrato e licitação, pelo qual o próprio Governo do Estado fez a compra da frota de ônibus, que foi enquadrada no principal tema da COP: Sustentável.
Todos os coletivos a diesel são zero quilômetro Euro 6, e houve a possibilidade de implantar 40 veículos elétricos. Os ônibus a diesel servem as linhas alimentadoras, e os elétricos as linhas troncadas.
O Diário do Transporteesteve no Terminal de Marituba e conversou com o diretor da Arcon, como você acompanhou no vídeo.
Confira a entrevista na íntegra com Eduardo Ribeiro:
ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte faz uma cobertura especial aqui em Belém, no Pará, e na Região Metropolitana, da COP-30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Mudanças climáticas têm tudo a ver com transporte sustentável. Sustentável não é apenas o veículo elétrico, embora que faz parte também da cadeia, mas é sustentável do ponto de vista econômico e também social.
O transporte coletivo é um dos principais caminhos para garantir às pessoas a vida básica de cidadão, acesso a emprego, renda e tudo começa, primeiro, com vontade política, regulação contratual e pensar nas pessoas. O transporte metropolitano, hoje, é um dos grandes problemas do Brasil. A gente está aqui com o diretor-geral da Arcon, Eduardo Ribeiro. A Arcon, que é a agência do Governo do Pará, que faz a regulação dos contratos, contratos de transportes, de saneamento, de gás. E tudo começou mesmo, havia municípios, pessoas excluídas do acesso mais fácil, barato, e direto para Belém, e o acesso ao que a capital oferece. É isso mesmo? E tudo começou com regulação.
EDUARDO RIBEIRO: Existia uma série de municípios na Região Metropolitana que não tinham um serviço de transporte metropolitano. Eles eram servidos através do transporte rodoviário, ou seja, uma tarifa mais elevada, tá certo? A partir da vontade política, da determinação do governo em implantar o BRT Metropolitano, esse direito básico da população passa a ser estendido a todos os municípios da Região Metropolitana. E a regulação, constituída por um conjunto de leis que proporcionou nós chegarmos a uma licitação para contratar um concessionário.
ADAMO BAZANI: Deu segurança jurídica para o investimento, porque muita gente quando fala de investimento, sustentabilidade, é um ônibus modelo tal, é a infraestrutura, mas se não tiver a segurança jurídica para investir, não sai nada, é o ponto de partida, né?
EDUARDO RIBEIRO: Isso, a segurança jurídica inclusive para que os custos estejam sempre sendo compensados.
ADAMO BAZANI: Perfeito. Agora, mudou a vida das pessoas, é isso? Está em operação assistida, mas vocês já tiveram retorno dessas pessoas que gastavam às vezes até quase R$ 30, mais de R$ 20 para se deslocar para estudar, para trabalhar, hoje é R$ 4,60, né? Como que foi isso?
EDUARDO RIBEIRO: Isso, nos municípios mais distantes, um estudante que deseja se deslocar até a Universidade Federal do Pará, em Belém, ele gastava até mais de R$ 30, chegou até R$ 38,00 pela necessidade de pegar dois transportes e por ter um transporte rodoviário com uma tarifa bem acima da tarifa metropolitana. Com isso, com a implantação do BRT Metropolitano, esse estudante vai poder chegar à Universidade Federal do Pará e voltar para o seu município de origem pagando R$ 4,60.
ADAMO BAZANI: Não havia ônibus, havia, na maior parte das vezes, vans e moto, o mototáxi que é muito comum, que a gente vê na capital, também não fazia o metropolitano, né?
EDUARDO RIBEIRO: O mototáxi, ele abrange muito as linhas curtas na região dos municípios, internamente, intramunicipal, né? As linhas mais longas eram uma precariedade do serviço de transporte coletivo, tá certo? E, onde não havia esse transporte metropolitano abrangido pelo sistema rodoviário, através do transporte alternativo, que eram as vans, foi, então, o transporte rodoviário convencional, com uma tarifa muito mais alta.
ADAMO BAZANI: O sistema, o senhor estava explicando pra gente, como um todo, custou R$ 1,3 bilhão de reais, contando os veículos, que foram R$ 368 milhões financiados pelo Programa Pró-Transporte do Governo Federal, com a contrapartida do Governo do Estado. Inclusive, o próprio Governo do Estado é que pagou esses ônibus, que comprou esses ônibus, e aí que a gente vai entrar numa questão importante, né? Todo mundo fala, aqui tem muita gente que tá desmerecendo a COP, né? Pode ter seus erros, pode ter suas narrativas, seus discursos, mas não é o objetivo aqui. O objetivo é mostrar a questão prática. Ela, sim, deixou um legado pra vida das pessoas, porque facilitou que o contrato fosse ajustado e o Governo do Estado mesmo comprasse esses veículos. É isso? Como que foi? Por quê?
EDUARDO RIBEIRO: A questão da COP, a partir do momento em que ficou acertado que a COP viria para Belém, o Governo do Estado, então, assumiu a compra dos veículos, com isso possibilitando a inclusão de veículos elétricos. Foi uma exigência do governador no projeto, que ele absorvesse veículos elétricos com menos emissão de carbono. Hoje, os veículos elétricos, inclusive, estão todos lotados, fazendo serviço pra COP, e isso é um legado da COP para o sistema metropolitano de transporte.
ADAMO BAZANI: São 225 ônibus a diesel Euro 6, que já polui menos, são 0km, polui 75% menos, e os ônibus elétricos, que são 40 ônibus elétricos, da marca Eletra. Agora, doutor Eduardo, o que a gente também verifica, a gente tava falando 1 bilhão e 300 milhões, a estrutura toda, infraestrutura, projetos, terminais. São quantos terminais mesmo, aproximadamente?
EDUARDO RIBEIRO: São dois terminais, 26 estações ao longo de 11 quilômetros de BR, que foi todo requalificado.
ADAMO BAZANI: E é isso que eu queria entrar, poxa vida, 1 bilhão e 300 milhões. É um valor que não dá pra desprezar, eu não tenho isso na carteira, nem na minha conta bancária, porém, a externalidade disso, primeiro, vidas, não só o acesso à saúde e educação, salvando vidas, porque? Faz parte desse 1 bilhão e 300, por exemplo, a requalificação da BR, onde foi implantado esse sistema de corredores, que chegou a ser o mais letal do Brasil. É isso?
EDUARDO RIBEIRO: Isso. Há cerca de 20 anos atrás, esse trecho da BR que nós estamos, onde foi implantado o corredor BRT, ele chegou a ser o trecho mais letal de BR do Brasil.
ADAMO BAZANI: Por causa dos cruzamentos? É um trecho urbano, né?
EDUARDO RIBEIRO: É, pela travessia, um trecho urbano, a BR, antes dessas intervenções feitas pelo Estado, era uma rodovia urbana. Então nesses valores que nós estamos citando aqui de 1 bilhão e 300, passa toda uma requalificação da BR, desde um novo sistema de drenagem, nós tínhamos diversos pontos de alagamento ao longo da BR, com retenção de tráfego, tá certo? Durante chuvas de maior volume, isso, são problemas que ficaram pra trás, foram resolvidos, tá certo? Além de uma urbanização, com passeios, ciclovias, as passarelas. A questão da letalidade, ela se dava muito em função de atropelamentos de pedestres atravessando a via.
ADAMO BAZANI: O elo mais fraco da mobilidade, o pedestre.
EDUARDO RIBEIRO: O elo mais fraco, o pedestre. Então hoje nós temos passarelas a cada 650 metros de distância uma da outra, proporcionando segurança na travessia desses pedestres na BR e o acesso às estações do BRT.
Confira abaixo mais imagens do BRT Belém:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
O incrível crescimento de João Fonseca, que terminará 2025 no top 30 do ranking da ATP, já causará mudanças significativas na carreira do brasileiro no ano que vem.
Como manda o regulamento da Associação dos Tenistas Profissionais, o carioca agora será um commitment player, fazendo parte de um grupo “especial” de jogadores que terão que participar de uma quantidade obrigatória de torneios durante o ano calendário – mas também com vantajosos bônus para isso.
Segundo as regras, Fonseca terá que participar de pelo menos 13 competições em 2026, sendo ao menos oito dos nove Masters 1000 da temporada – a exceção é o Masters 1000 de Monte Carlo, em abril.
Além disso, João terá que estar em um mínimo de cinco torneios ATP 500, sendo que um deles deve ser obrigatoriamente jogado depois do US Open, último Grand Slam do calendário da ATP.
Se não atender os requisitos, o brasileiro é punido com multas e até perda de pontos no ranking mundial, a não ser que apresente justificativas plausíveis, como atestados médicos.
Já em relação aos bônus, João terá a oportunidade de participar do “pacote” de US$ 21 milhões (R$ 111 milhões) que será distribuído como premiação extra aos tenistas do top 30 mundial, de acordo com a pontuação conquistada por cada um em torneios Mastes 1000.
Vale lembrar que, em 2025, Fonseca jogou três ATP 500 (Basileia, no qual foi campeão, além de Rio de Janeiro e Halle) e seis Masters 1000 (Paris, Cincinatti, Toronto, Roma, Madri, Miami e Indian Wells), números que ficaram abaixo da exigência para os commitment players.
Justamente por isso, o planejamento para o ano que vem terá que ser diferente, com uma “maratona” maior de partidas e menos momentos de descanso.
A “largada” para o carioca em 2026 será no o ATP 250 de Adelaide, na Austrália, marcado para acontecer entre 6 e 11 de janeiro do ano que vem.
O torneio servirá como preparação de Fonseca principalmente para o Australian Open, que terá início a partir de 12 de janeiro.
Vale lembrar que João já tem participação confirmada em 2026 também no Rio Open, torneio de nível ATP 500 que acontecerá entre 14 a 22 de fevereiro.
O brasileiro fechou 2025 em alta, chegando ao 24º do ranking da ATP com os resultados recentes.
Sua posição ainda pode variar até o final do ano, mas é assegurado que o carioca fechará a temporada ao menos no top 30.
Modelos eMillennium, desenvolvidos em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, representam avanço na eletrificação do transporte coletivo urbano
ARTHUR FERRARI
Entre os dias 17 e 19 de novembro, o 1º Congresso Nacional de Trânsito e Mobilidade de Gramado (RS) reunirá empresas, gestores públicos e especialistas do setor para discutir soluções voltadas à segurança, integração e sustentabilidade no transporte. O evento, promovido pela Associação Nacional dos Detrans (AND), acontece no Serra Park e deve receber mais de cinco mil participantes, entre representantes nacionais e internacionais.
Entre os expositores estão Caio, Eletra, Savar e WEG, companhias que atuam de forma integrada no desenvolvimento de soluções para o transporte coletivo urbano. As empresas levarão ao congresso dois ônibus elétricos de Porto Alegre (RS), ambos com carroceria Caio eMillennium e sistema de tração Eletra, além de baterias, motores e estação de recarga fornecidos pela WEG.
Os modelos, nas versões convencional e articulada, são resultado da parceria entre o Consórcio Caio/Eletra/Mercedes-Benz/WEG e a Prefeitura de Porto Alegre. Totalmente produzidos no Brasil, os veículos fazem parte do processo de modernização e eletrificação do transporte coletivo da capital gaúcha.
Durante o evento, além da exposição dos veículos, o público poderá acompanhar painéis e fóruns sobre educação para o trânsito, políticas públicas e tecnologias aplicadas à mobilidade urbana. O congresso pretende fomentar práticas que reduzam acidentes e promovam a sustentabilidade nos deslocamentos.
O encontro também reforça o papel das cidades e das montadoras na transição para frotas mais limpas, em linha com as metas nacionais de descarbonização do transporte público.
Parte frontal da composição da Linha 7-Rubi foi concluída nesta quinta-feira (13), marcando etapa decisiva na transição operacional da concessionária
ARTHUR FERRARI
O primeiro trem da Linha 7-Rubi (SP) com layout da concessionária TIC Trens, que será entregue oficialmente no próximo dia 26 de novembro, começou a ter seu novo visual finalizado. A parte frontal da composição, que faz parte da frota da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), ficou pronta nesta quinta-feira (13).
O processo de personalização está sendo realizado no pátio Lapa, em São Paulo (SP), e integra a fase de transição para a operação e manutenção integral da linha pela concessionária liderada pelo Grupo Comporte. A TIC Trens também será responsável pela implantação dos serviços Trem Intercidades (TIC) e Trem Intermetropolitano (TIM).
O novo layout adota as cores institucionais da empresa — azul, laranja e vermelho escuro — e padroniza visualmente os trens com a identidade da concessionária. Segundo o cronograma, todas as 30 composições da série 9500, formadas por oito carros cada, devem receber a nova pintura até o primeiro semestre de 2027.
A concessão da Linha 7-Rubi não inclui a aquisição de novos trens, mas prevê melhorias estruturais, modernização de sistemas e ampliação dos equipamentos de manutenção. Desde a assinatura do contrato, em junho de 2024, a concessionária já investiu mais de R$ 200 milhões em veículos e equipamentos destinados à operação.
Entre os itens adquiridos estão caminhonetes e caminhões rodoferroviários, empilhadeiras, retroescavadeiras, pá carregadeira e veículos especializados para soldagem e esmerilhamento de trilhos — processos que garantem maior durabilidade e segurança à via. Também já estão em uso quatro viaturas de emergência médica e oito motocicletas de apoio.
O trem com o novo layout será o primeiro a circular com a identidade visual definitiva da TIC Trens, simbolizando o início de uma nova etapa na gestão da Linha 7-Rubi e nos preparativos para o futuro Trem Intercidades.
Veículos fabricados na China serão operados pela Piracicabana e atenderão regiões centrais de Brasília
ARTHUR FERRARI
O sistema de transporte coletivo do Distrito Federal deve receber 90 novos ônibus elétricos até o primeiro semestre de 2026. Os veículos estão sendo produzidos pela fabricante chinesa CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation), em Qingdao, e serão operados pela empresa Piracicabana, responsável pela negociação e aquisição.
O primeiro veículo da nova frota já está em fase final de testes e tem chegada prevista a Brasília (DF) para o fim de janeiro de 2026. As demais unidades devem começar a desembarcar no Brasil a partir de março do mesmo ano.
De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, cada ônibus elétrico custa, em média, R$ 3,4 milhões — cerca de cinco vezes mais que um modelo convencional e três vezes o valor de um veículo com tecnologia Euro 6. Para garantir a operação da frota, a Piracicabana construirá uma nova garagem com estrutura de carregamento próxima ao Terminal da Asa Sul (TAS). O investimento na instalação de 12 carregadores elétricos deve alcançar R$ 20 milhões.
Com a entrada dos novos veículos, a expectativa é atender aproximadamente 60 mil passageiros por dia em linhas que conectam a Rodoviária do Plano Piloto à Asa Sul, Esplanada dos Ministérios, Setor de Autarquias e Tribunais, Universidade de Brasília (UnB), Noroeste, W3, L2 Sul e Norte, além do Aeroporto Internacional de Brasília.
Atualmente, o DF possui seis ônibus elétricos em circulação nas linhas 109.3 e 109.4, que transportam cerca de 100 mil passageiros por mês e já contribuíram para a redução estimada de 3,2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera, segundo dados da secretaria.
Lances estavam previstos para ocorrer entre 18 e 19 de novembro de 2025; estatal pode recorrer
ADAMO BAZANI
A justiça de São Paulo determinou a suspensão da realização do leilão quebiria conceder os serviços de apoio a manutenção de trens do Metrô de São Paulo e a oficinas dos pátios Jabaquara, Tamanduateí e Itaquera por meio de postos de serviços. Esses trens e pátios atendem linhas como 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, além da linha 15-Prata de monotrilho.
O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) atendeu a ação movida pelo Sindicato dos Metroviário de São Paulo, que alegou irregularidades no edital, como cláusulas que restringiram a competição e também a ausência de dados técnicos, na visão da entidade, necessários para a clareza do pregão.
Os metroviários são contra este e qualquer tipo de concessão de serviços ou se operação das linhas para a iniciativa privada, defendendo a manutenção da gestão estatal.
O Metrô ainda pode recorrer.
Na mesma decisão foi designada uma audiência para tentar esclarecer a situação no dia 23 de fevereiro de 2026. O Metrô quer reverter a situação antes mesmo dessa audiência.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes