Parceria com o SENAI-SP amplia oportunidades de capacitação e empregabilidade em cidades atendidas pelas linhas de metrô e trem
ALEXANDRE PELEGI
A Plataforma de Trilhos da Motiva — responsável pela operação das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda — abriu inscrições para o curso gratuito de formação de Agentes de Atendimento e Segurança (AAS), em parceria com o SENAI-SP.
São 40 vagas abertas, sem restrição de gênero, voltadas para moradores das regiões próximas às linhas operadas pela companhia.
As inscrições podem ser feitas até 21 de novembro, pela plataforma Gupy, na página oficial da Motiva.
O curso começa na primeira semana de dezembro, com aulas presenciais no SENAI Vila Leopoldina – Mariano Ferraz, de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 22h30, e em sábados alternados.
Durante dois meses e meio, os participantes terão formação teórica e prática nas áreas de atendimento ao público e segurança operacional. O processo seletivo inclui Teste de Aptidão Física (TAF), etapa eliminatória que avalia as condições necessárias para quem pretende futuramente concorrer a vagas na Motiva.
“Seguimos firmes em nossa missão de unir educação e empregabilidade. Acreditamos no papel da formação técnica como um caminho de desenvolvimento humano, com acolhimento e pertencimento”, afirma Gabriella Attademo, diretora de Pessoas da Motiva.
A iniciativa dá continuidade a um programa iniciado em parceria com o SENAI-SP para formar profissionais para o setor metroferroviário, que registrou milhares de inscrições em sua primeira edição, voltada à formação de operadores de trem.
Ao todo, 276 candidatos participaram da seleção anterior, e 80 foram aprovados e matriculados. Uma das turmas foi composta por 80% de mulheres, o que reforçou o compromisso da Motiva com a diversidade e a inclusão no transporte público.
“Ao unir a experiência da indústria com a excelência da educação profissional, conseguimos oferecer uma formação prática e conectada às demandas reais do setor”, destaca Marcel Porto, diretor da unidade SENAI Mariano Ferraz.
Porta de entrada para o setor metroferroviário
O curso é visto como uma porta de entrada para uma carreira em um setor essencial e em crescimento. Os futuros agentes contratados pela Motiva contam com regime CLT e um pacote completo de benefícios, incluindo assistência médica e odontológica sem mensalidade, previdência privada, PLR, vale-refeição ou alimentação, vale-transporte, licença-maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias, além de programas de bem-estar e auxílio-creche.
A Motiva transporta cerca de 2,7 milhões de passageiros por dia em 191 km de trilhos e 124 estações, com um quadro de 7 mil colaboradores diretos. Além das operações em São Paulo (linhas 4, 5, 8, 9 e 17), atua também no VLT Carioca e no metrô de Salvador (CCR Metrô Bahia), consolidando-se como a maior operadora privada de trilhos da América Latina.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O avião da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, ganhou mais um passageiro para voltar dos amistosos da seleção brasileira na Europa: o lateral-esquerdo Luciano Juba, do Bahia.
De acordo com Leila, o Esquadrão entrou em contato e pediu para o atleta integrar a “delegação” que retornará na aeronave da dirigente, recebendo o aceno positivo na sequência.
Com isso, Juba se juntará a Vitor Roque, do Verdão, Fabrício Bruno, do Cruzeiro, e Paulo Henrique, do Vasco, que já estavam com “passagem comprada”.
Leila, inclusive, se colocou à disposição para trazer de volta quem mais se interessar pela viagem e pediu para que as rivalidades fiquem de lado em prol do futebol brasileiro.
“O Bahia entrou em contato conosco e perguntou se o Luciano Juba também poderia voltar ao Brasil no meu avião. Eu disse que não haveria problema algum, pelo contrário: eu ficaria contente em ajudar”, disse a mandatária alviverde.
“Aliás, se mais algum clube estiver interessado que os seus atletas convocados para a seleção brasileira retornem comigo e com o Vitor Roque, é só pedir. Tendo espaço no avião, eu faço questão de colaborar”, seguiu.
“Como sempre digo, a rivalidade tem de ficar dentro de campo. Fora dele, os clubes deveriam se unir cada vez mais em prol do crescimento do futebol brasileiro”, complementou.
O quarteto embarcará em Lilla, na França, após o jogo entre Brasil e Tunísia, na próxima terça-feira (18), e voltará imediatamente ao Brasil.
O intuito é que os clubes possam contar novamente com eles nos jogos do Brasileirão a partir da quarta-feira (19), o que não seria possível se eles tivessem que pegar voos comerciais.
Presidente da Eletra, Milena Romano, vai expor a experiência da empresa 100% nacional na contribuição para uma mobilidade mais sustentável em todos os níveis na mesa de debates “Descarbonização nos modos de transporte”, das 14h20 às 15h
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Esta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, com a participação da Eletra Industrial, empresa 100% brasileira, produtora de ônibus elétricos, que realiza consultoria para eletrificação de frotas e desenvolvedora de soluções para transportes elétricos; será um dos dias mais relevantes da “Estação do Desenvolvimento”, do Sistema Transporte, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), na “Green Zone”, área de livre acesso na COP-30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), que ocorre em Belém (PA) até 21 de novembro.
A “Estação do Desenvolvimento” abriga uma série de atividades com ciclos de palestras, debates, exposições e mesas técnicas que abordam os diversos aspectos da mobilidade urbana e dos transportes gerais de cargas e passageiros em meio ao contexto da sustentabilidade.
Entre as principais atividades desta quinta-feira (13) na “Estação do Desenvolvimento”, está a mesa de debates “Descarbonização nos modos de transporte”, que ocorre das 14h20 às 15h.
A CNT-Sistema Transporte detalha que o painel “Descarbonização nos modos de transporte” tem como objetivo compartilhar as soluções que tem contribuído para a redução de emissões em diversos modos de transporte, mapeando avanços tecnológicos e identificando sinergias entre os modos de transporte e potenciais ações integradas para a redução de emissões.
Uma das participantes é a diretora-presidente da Eletra, Milena Romano, que vai ressaltar a importância da indústria brasileira como estratégica no atual contexto na busca em como reduzir ainda mais as emissões pela mobilidade em todo o mundo. Ao final, a empresária vai se colocar à disposição para atendimento à imprensa no local ou ainda por agendamento.
Para Milena Romano, o momento é agora para o Brasil se tornar um dos maiores exportadores de ônibus elétricos e conhecimento técnico.
“A Eletra Industrial é pioneira. Há cerca de 30 anos, quando a eletrificação de frotas de transportes urbanos ainda era um sonho no Brasil, acreditamos e investimos. Ao longo de décadas, o Brasil formou técnicos capacitados e agora tem condições de se tornar um dos maiores exportadores para o mundo não apenas de ônibus elétricos enquanto produtos, mas de soluções e conhecimento para implantação de sistemas de transportes eletrificados sobre pneus. O Brasil pode ser um dos líderes globais em transportes limpos” – disse Milena que vai apresentar a experiência da empresa em desenvolvimento de modelos de ônibus elétricos que podem ser personalizados para cada tipo de operação e regiões diferentes, além de citar o “case” Eletra Consult, um trabalho único na Am&eacut e;rica Latina que, com parceiros, a Eletra desenvolve junto a operadores, gestores públicos e sociedade civil em geral, como academia e entidades de classe e técnicas, para orientação a respeito de todas as etapas da eletrificação de frotas, muito antes da compra dos ônibus, desde a escolha das obras civis e adequações mais indicadas nas garagens, infraestruturas de carregamento de baterias e redes de distribuição de energia, análise das opções de financiamento disponíveis no mercado para cada tipo de operador ou gestor, até a escolha do modelo de ônibus de acordo com a infraestrutura e demanda de passageiros e o pós-venda, com assistência técnica e treinamentos de motoristas e equipes de manutenção.
“A Eletra surgiu de um grupo operador de transportes com 115 anos de atuação. Sabemos como é colocar ônibus nas ruas. Junto conosco atuaram técnicos de ponta que contribuíram para a consolidação dos transportes limpos de passageiros no País, desde a concepção da primeira geração de trólebus integralmente nacionais, ainda nos anos de 1970, com profissionais como o saudoso engenheiro Antônio Vicente Albuquerque de Souza e Silva. Acompanhamos o trabalho e aprendemos com o também saudoso Adriano Murgel Branco, que implantou um audacioso projeto de eletrificação em São Paulo. Nascemos de um grupo que tem bagagem e podemos dizer com certeza: pela capacitação dos seus técnicos e pela flexibilidade necessária para atender realidades diferentes, nossa indústria tem de tudo para colocar o Bras il num lugar de destaque no atual contexto mundial de transportes limpos e modernos – lembra Milena.
Em seguida, a CNT-Sistema Transporte apresenta entre 16h e 17h o Inventário de Emissões do Setor de Transportes, que trará uma radiografia completa dos impactos ambientais das atividades de deslocamentos de pessoas e produtos e, a partir destes dados, será possível traçar planos de melhorias.
A Estação do Desenvolvimento é o local de networking e debate dos setores produtivos no evento. O espaço funcionará na Green Zone e favorece o protagonismo do transporte e dos seus parceiros no principal evento global sobre o clima. Trata-se de um local com potencial para atrair grande público qualificado.
O espaço oferece:
Local propício para relacionamento com stakeholders qualificado;
Encontro de autoridades, setor produtivo e de conhecimento;
Painéis do Sistema Transporte na Zona Verde da COP-30;
Valorização da cultura amazônica com ativações e produtos regionais.
O Diário do Transporte visita a COP-30 a convite da Eletra, produtora nacional de ônibus elétricos e empresa de consultoria para gestores públicos e operadores privados de transportes para implantação de sistemas eletrificados de ônibus.
SERVIÇO
Painel: “Descarbonização nos modos de transporte”
Quando: Quinta-feira, 13 de novembro de 2025, 14h20 às 15h.
Onde: Estação do Desenvolvimento, da CNT-Sistema Transporte, na Green Zone da Cop-30, em Belém (PA)
A diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Romano, atende à imprensa ao final presencialmente ou mediante agendamento
Participam:
Diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Romano;
Diretora Executiva da ATP – Associação de Terminais Portuários Privados, Gabriela Costa;
CEO da TUPY/MWM, Rafael Lucchesi;
Diretor-Executivo da ABAC – Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem, Luís Fernando Resano.
Inventário de Emissões do Setor de Transportes
Das 16h às 17h: trará uma radiografia completa dos impactos ambientais das atividades de deslocamentos de pessoas e produtos e, a partir destes dados, será possível traçar planos de melhorias.
Milena Braga Romano
Presidente da Eletra e Diretora Executiva do Grupo Setti Braga, com mais de 105 anos de história no transporte de passageiros. Advogada, com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC e formação executiva em liderança pela Columbia Business School e pela Universidade de Stanford. Responsável pela modernização da Eletra e pela consolidação da marca como líder nacional em ônibus elétricos.
Parceria garante continuidade no atendimento ao público durante a transição operacional da concessão
ARTHUR FERRARI
A TIC Trens assinou contrato com a CPTM Serviços para a gestão da Central de Achados e Perdidos da Linha 7-Rubi, em São Paulo (SP). O acordo, formalizado na terça-feira (11), assegura a manutenção do atendimento aos passageiros durante a fase de transição da linha, que passará oficialmente para a operação da concessionária a partir de 26 de novembro.
Segundo o contrato, a CPTM Serviços — subsidiária da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos voltada à consultoria e soluções técnicas no setor ferroviário — será responsável pela administração, catalogação e devolução de objetos esquecidos ou perdidos nas viagens. O objetivo é manter a continuidade do serviço e garantir maior segurança e rastreabilidade no processo de devolução.
O atendimento seguirá sendo realizado presencialmente na Estação Palmeiras-Barra Funda, onde os passageiros poderão registrar ocorrências e buscar pertences. O sistema contará ainda com controle detalhado de itens e procedimentos padronizados de conferência e devolução, a fim de agilizar os trâmites e reforçar a transparência no relacionamento com os usuários.
A medida faz parte do processo de preparação da TIC Trens para assumir a operação e manutenção da Linha 7-Rubi, além dos futuros serviços do Trem Intercidades (TIC) e do Trem Intermetropolitano (TIM). A concessionária afirma que o acordo representa uma etapa importante na integração operacional, garantindo que os serviços prestados à população não sofram interrupções durante o período de transição.
Para carregar as baterias de todos estes carros, caminhões e ônibus eletrificados, seria necessário gerar mais 170 mil GWh por ano
ADAMO BAZANI
O Brasil tem potencial para ter ao menos 40% de toda a frota de veículos movida a eletricidade até 2050.
Juntamente com outras alternativas aos derivados de petróleo, como a ampliação do uso do etanol em mais de 40 bilhões de litros e de diesel verde em mais de 10 bilhões, além 8 milhões de m3 de GNV (Gás Natural Veicular) com 10% de biometano na mistura (combustível obtido na decomposição de resíduos), esta meta de frota poderia fazer com que até 2050, os meios de transportes rodoviários possam ter uma redução de 280 mega toneladas de CO2 em comparação um quadro que projete que daqui para lá nada ou muito pouco seria feito para mudar a realidade atual das emissões.
Este é um dos resultados do estudo da Coalizão dos Transportes, apresentado durante a Cop-30 (Conferência das Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas 2025), que é realizada em Belém (PA).
A Coalizão tem como um dos líderes o Sistema Transporte da CNT (Confederação Nacional do Transporte).
O Diário do Transporte participa presencialmente da cobertura das discussões sobre mobilidade da Cop-30 a convite da Eletra Industrial, empresa brasileira produtora de ônibus elétricos e que desenvolve consultorias independentes para orientar gestores públicos e operadores privados para eletrificação de frotas urbanas e metropolitanas.
Entretanto, para dar conta de todo este potencial de frota, muito mais que um parque fabril de veículos, o Brasil necessita de infraestrutura de geração e distribuição de energia.
Segundo o estudo, para carregar as baterias de todos estes carros, caminhões e ônibus eletrificados, seria necessário gerar mais 170 mil GWh por ano.
O trabalho mostra ainda a importância dos ônibus elétricos, em especial nos corredores do tipo BRT (Bus Rapid Transit), para que as metas de redução de poluentes sejam alcançadas, muito embora não deve ser a única medida a ser focada.
Melhorar a infraestrutura para operações dos transportes coletivos, ampliando os meios metroferroviários, incentivar a renovação da frota dos ônibus (independentemente das tecnologias) e criar formas para reduzir as tarifas estão entre as atitudes urgentes para que os resultados sejam plenamente alcançados em 2050.
Como mostrou o Diário do Transporte, a aliança formada nesta Coalizão promete reduzir em até 70% as emissões de gases do efeito estufa até 2050.
Relembre:
As conclusões do estudo parecem óbvias, mas conseguem refletir em números o quadro atual dos impactos ambientais, sociais e econômicos dos transportes, seja de cargas ou passageiros, e com isso, apontar medidas mais adequadas.
Enquanto os discursos e ações políticas midiáticas parecem focar nas emissões geradas pelos ônibus, obrigando trocas de tecnologias de frotas sem planejamento, os técnicos, professores e mestres em áreas como engenharia e meio ambiente, conseguiram quantificar uma realidade conhecida por quem estuda mobilidade: o “vilão da poluição” nas cidades é o transporte individual e não o ônibus, mas investimentos maiores em BRTs (Bus Rapid Transit) e em modelos com tecnologias alternativas ao diesel, como elétricos e a biometano, devem ser implantados e ampliados o quanto antes. Investimentos em ampliação e modernização de transportes metroferrovários e da mobilidade ativa (sem motor, como caminhadas e bicicleta) também são considerados “obrigatórios”.
Redução de tarifas de ônibus, trens e metrôs, além de combate ao transporte clandestino também estão entre os caminhos.
“As emissões relativas ao transporte individual motorizado são muito superiores às do transporte coletivo (127 gCO2 / pkm1 em carros vs 16 gCO2 / pkm em ônibus na cidade de São Paulo), o que reforça que a expansão do transporte coletivo, preservando a inter e multimodalidade, é fundamental para a descarbonização do setor de transportes e para o alcance das emissões líquidas zero em mobilidade urbana” – diz parte da conclusão.
As medidas, entretanto, não devem apenas mexer com o “bolso do transporte coletivo”. Pelo contrário. Financiamentos para a descarbonização dos deslocamentos devem vir do carro e da moto, que precisam ser mais fiscalizados.
Uma das ações propostas é a inspeção veicular obrigatória para veículos, entre as “alavancas” para a descarbonização:
Adoção de sistemas de inspeção veicular ambiental obrigatória: Implementar inspeções ambientais regulares para que veículos atendam aos padrões de emissões e segurança, garantindo o envolvimento não apenas da esfera federal, mas também da estadual;
Intensificação de soluções que promovam emissões veiculares próximas do patamar zero: Implementar veículos menos emissores de GEE2 (ex.: elétricos, híbridos, movidos por rotas de hidrogênio de baixo carbono), considerando a capacidade produtiva local e o momento mais adequado para a implementação de cada solução;
Conversão de motores de ônibus a diesel para gás (ex.: biometano): Adaptar motores existentes para que se tornem aptos ao uso de soluções gasosas menos poluentes como combustível (ex.: biometano).
Intensificação do uso de biocombustíveis em ônibus urbanos: Substituir combustíveis fósseis por biocombustíveis menos poluentes, desde que sejam: i) constatada a viabilidade técnica, mecânica, operacional e laboratorial do referido insumo energético; ii) respeitada a diversidade de matrizes; e iii) respeitadas as especificidades regionais.
Substituição da matriz atual com fortalecimento do transporte coletivo sustentável entre os diferentes modos (ex.: metrôs, VLTs, ônibus, BRTs) da mobilidade ativa (ex.: caminhada) e da micromobilidade (ex.: patinetes)
Condução ecoeficiente e assistida: Agir sobre o comportamento dos motoristas de carros e ônibus para otimização do consumo de combustível (incluindo recursos como Inteligência Artificial);
Investimento na melhoria da infraestrutura de transporte coletivo: Modernizar e realocar vias, estações e linhas para reduzir congestionamentos e melhorar a experiência dos passageiros;
Otimização da rede de trens urbanos e VLTs: Expandir e melhorar linhas de trens urbanos e VLTs para maior cobertura e eficiência.
Implementação de corredores exclusivos para ônibus: Adotar faixas exclusivas para ônibus/BRTs, reduzindo o tempo de viagem e aumentando a eficiência do transporte coletivo.
Promoção da modicidade tarifária e de fontes alternativas de receita: Implementar tarifas acessíveis e sustentáveis, combinadas com outras fontes de arrecadação para financiamento do transporte coletivo (ex.: “cobrança por ganho de tempo”, outros).
Criação de zonas de baixa emissão: Estabelecer áreas onde somente veículos de baixa emissão e/ ou transporte coletivo podem circular, levando em consideração as especificidades de cada região.
Criação de políticas de restrição para circulação de veículos particulares: Limitar a circulação de veículos particulares em determinados dias ou horários para incentivar o uso de transporte coletivo e/ou da micromobilidade ativa.
Fiscalização adequada e regras de desincentivo são necessárias para a implementação eficiente, impedindo, por exemplo, a compra de mais de um carro por um mesmo indivíduo.
Implementação de políticas de gestão de estacionamentos: Adotar práticas de gestão de estacionamentos a fim de limitar a quantidade e o tamanho dos estabelecimentos e vagas disponíveis, fomentando a utilização de modos de transporte mais limpos.
Promoção de soluções de micromobilidade: Investir e ter metas de implementação de infraestrutura cicloviária incluindo serviços de compartilhamento de patinetes elétricos e bicicletas, assim como Zonas 30 (Zonas de Tráfego Calmo).
Promoção de soluções de mobilidade ativa (ex.: caminhadas): Investir em infraestrutura segura e acessível para estimular rotas peatonais próximas à infraestrutura cicloviária (ex.: ruas fechadas para automóveis em períodos de menor movimento, incentivando deslocamentos a pé).
Criação de incentivos para intermodalidade: Investir na integração entre modos de transportes (ex.: integração entre ciclovias e terminais de metrô/ônibus, transportes coletivos com sistemas para carregamento interno de bicicletas, bicicletários seguros dentro de terminais de transporte coletivo).
Combate ao transporte clandestino: Evitar o uso de meios de transporte ilegais, reduzindo os deslocamentos clandestinos e possibilitando a mudança dos mesmos para meios de transporte coletivos legalizados
Criada em 2024, a Coalizão propõe 90 ações para reduzir as emissões do transporte brasileiro, setor responsável por 11% das emissões nacionais — cerca de 260 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) equivalente.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Palmeiras e Flamengo vivem um clima quente nos bastidores na reta final do Brasileirão e às vésperas da decisão da CONMEBOL Libertadores. Entre as polêmicas protagonizadas entre os clubes, está até mesmo o julgamento de alguns atletas pelo STJD – incluindo os atacantes Vitor Roque e Bruno Henrique.
Presente no sorteio do Paulistão de 2026, nesta terça-feira (11), o diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, comentou sobre a data do julgamento do camisa 9 do Verdão, marcado para a próxima segunda (17), e foi categórico ao afirmar que, assim como a presidente Leila Pereira deixou claro, espera que o Brasileiro seja “decidido nas quatro linhas”.
Toda a polêmica em relação aos julgamentos teve início com Bruno Henrique, que vem atuando com efeito suspensivo após ser punido pelo STJD e teve o seu julgamento interrompido, com o mesmo a ser retomado na quinta (13).
“O Palmeiras tem deixado muito claro, principalmente através da senhora presidente, que ele quer que o campeonato seja decidido nas quatro linhas. O STJD, a CBF, todas as instituições ligadas ao futebol têm que ter muito cuidado para que as coisas somente aconteçam dentro das quatro linhas, então o STJD, sim, precisa entender todos os prazos, que seja de forma equilibrada, e nós temos convicção de que isso acontecerá. As coisas serão feitas como devem ser feitas, é esse o recado e o posicionamento do Palmeiras, é muito claro”, disse.
Em relação à sequência do campeonato, Barros citou também os muitos desfalques que o Verdão terá contra o Santos, em clássico na Vila Belmiro por jogo atrasado da competição, e que o campeonato pode ser decidido em uma situação de “não equilíbrio”. E citou o calendário exaustivo do futebol brasileiro.
“Não acredito que a gente deva culpar exclusivamente a CBF, essa é uma culpa de todos nós, todos os clubes, também da CBF, precisamos zelar para que isso não venha a se repetir porque a CBF se mostrou consciente dessa condição e mudou o calendário todo para 2026. Hoje nós temos um calendário extremamente exaustivo, o Palmeiras já disputou um número de condições muito grande nessa temporada”, disse.
“O Campeonato Brasileiro pode ser definido numa condição de não equilíbrio, o Palmeiras tem sete atletas convocados e isso interfere significamente. O calendário precisa ser modificado com participação dos clubes, da CBF e em alguns momentos das federações. A busca incessante por soluções é fundamental, não adianta transferirmos a culpa, só existe uma forma de encontrar equilíbrio, trabalhando muito duro e entender o que é factível ou não para ter um calendário no mínimo razoável.”
Iniciativas da Corrida Amiga e do Canto Cidadão impactaram mais de 2 mil pessoas em 2025 e reforçaram a importância da mobilidade ativa como política pública e instrumento de inclusão
ALEXANDRE PELEGI
Em 2025, a Corrida Amiga e o Canto Cidadão ampliaram o alcance de suas iniciativas pela mobilidade ativa, levando arte, cidadania e educação para as ruas e escolas de São Paulo. Com ações como o Bonde Cultural a Pé e o Escola Ativa, os projetos transformaram o caminhar em ferramenta de aprendizado e inclusão, envolveram milhares de crianças e educadores e marcaram presença no Arena ANTP 2025 — reafirmando que mobilidade urbana também se faz com passos, histórias e encontros.
Em outubro, o Bonde Cultural a Pé concluiu sua temporada em Taipas com as escolas EMEF Raul Pompéia e EMEF Profa. Eliane Benute Lessa Ayres Gonçalves (Nany Benute).
O projeto uniu arte, cultura e mobilidade para 341 crianças em 13 apresentações artísticas, com mais de 100 quilômetros percorridos a pé em caminhadas educativas e lúdicas.
O Bonde Cultural a Pé é uma iniciativa que transforma o ato de caminhar em experiência cultural e educativa. Em cada percurso, artistas e educadores conduzem grupos de estudantes pelas ruas do entorno escolar, estimulando a percepção do território, o contato com a história local e a convivência cidadã.
A ação é realizada pelo Canto Cidadão, organização da sociedade civil fundada em 2002 e reconhecida por suas atividades socioculturais em escolas, hospitais e comunidades. Em parceria com a Corrida Amiga, o projeto leva teatro, música e vivências sobre mobilidade ativa, mostrando o caminhar como ferramenta de aprendizado, inclusão e sustentabilidade.
Durante todo o projeto em 2025, o Bonde atendeu sete escolas, somando 103 horas de atividades, 96 ações realizadas, 49 participações voluntárias e 2.206 pessoas beneficiadas diretamente, com 1.596 km percorridos a pé.
Em 2026, o objetivo é ampliar o alcance: estão previstas 120 apresentações teatrais, 50 oficinas gratuitas e 4 mil pessoas atendidas, com captação aberta via Lei Rouanet.
Escola Ativa: cidadania em movimento
O Escola Ativa é um programa desenvolvido pela Corrida Amiga que promove cidadania, sustentabilidade, saúde e acessibilidade nas comunidades escolares.
A proposta é integrar o tema da mobilidade ativa ao cotidiano das escolas, por meio de atividades práticas e lúdicas que incentivam o deslocamento seguro e autônomo das crianças e jovens.
Em outubro, o projeto realizou dois Bondes a Pé na EMEI Presidente Dutra, levando mais de 40 crianças a explorar o entorno da escola de forma segura e divertida.
Na EMEF Profa. Maria Antonieta D’Alkimin Basto, as turmas do Fundamental I participaram do Circuito do Pedestre, que estimula a reflexão sobre o sistema de mobilidade urbana por meio de vivências com estações como Calçada Cilada, Travessia do Pedestre, Acessibilidade e Amarelinha da Intermodalidade.
Já os estudantes do Fundamental II participaram de uma versão em “jogo de tabuleiro”, simulando desafios da vida urbana — de entregar pizza a acompanhar uma pessoa idosa.
Ao todo, foram 13 atividades e 287 crianças e jovens beneficiados diretamente. O projeto é fomentado pela Lei de Incentivo ao Esporte, com patrocínio do Itaú.
Na Arena ANTP, uma voz pela revolução do óbvio
Entre 28 e 30 de outubro, a Corrida Amiga participou da 24ª edição do Arena ANTP – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana, no Transamérica Expo Center (SP).
Desde 2017, a organização conduz o tradicional Bonde a Pé com os participantes do congresso, promovendo deslocamentos sustentáveis e experiências de caminhabilidade.
Na solenidade de abertura, a diretora Silvia Stuchi destacou “a urgência de fazermos a revolução do óbvio: colocar a mobilidade ativa e o transporte coletivo no centro das decisões públicas”, lembrando que “andar a pé é também uma política de inclusão e justiça urbana”. Silvia homenageou ainda a pesquisadora Marina Harkot, referência na luta por cidades seguras e acessíveis.
A equipe apresentou três trabalhos técnicos:
Mobilidade urbana em territórios do conhecimento — Silvia Stuchi, Denis Alves e Marcela Noronha (CEUCI-Unicamp);
O ir e vir infanto-juvenil: práticas lúdico-pedagógicas da Corrida Amiga — Ana Paula Borba, Luri Russo e Tatiana Barp;
Ciência cidadã e protagonismo da população por travessias seguras — Elky Santos, Renata Marè, Silvia Stuchi, Marcus Vinicius de Magalhães e Marcio de Morais.
Todos alinhados ao macrotema “Mobilidade ativa – andar e pedalar é preciso”.
De quebra, e ainda muito importante, a equipe da Corrida Amiga publicou o texto na edição 157 da Revista dos Transportes Públicos, da ANTP, lançada em edição especial no evento. Participaram da redação e pesquisa do trabalho “Ciência cidadã como método participativo para análise da sinalização semafórica: o caso das travessias em São Paulo“, Silvia Stuchi, Arthur Santana, Graziela Mingati, Marcio de Morais, Elky Santos, Marcus Magalhães e Viviane Barbosa. Além deles, fizeram parte do trabalho a pesquisadora Meli Malatesta (Pé de Igualdade Consultoria e Cursos em Mobilidade Ativa) e Renata Marè, da Universidade de São Paulo.
Cidadeapé completa 10 anos e é homenageada
A Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo celebrou uma década de atuação com o encontro Cidade a Pé: 10 Anos de Caminhada, e recebeu da Câmara Municipal de São Paulo um Voto de Júbilo pelo trabalho em defesa do pedestre.
A homenagem contou com o apoio da vereadora Renata Falzoni, e reuniu fundadores, apoiadores e parceiros.
Em entrevista à TV Câmara, Silvia Stuchi destacou a importância da atuação conjunta das organizações e lembrou a parceria com a Cidadeapé na criação e aprovação do Estatuto do Pedestre, marco na defesa do direito de caminhar com segurança na capital.
Reconhecimento e continuidade
O mês de outubro também marcou o reconhecimento ao trabalho desenvolvido desde 2019 na Vila Cisper, com homenagem no Prêmio Empreendedores de Sucesso, em Ermelino Matarazzo, zona Leste da capital (foto abaixo).
O projeto começou em parceria com a USP Leste, sob coordenação da professora Sonia Paulino, e segue ativo com a EMEF Profa. Rosângela Rodrigues Vieira, referência no território educador.
O evento foi organizado pelo Grupo Conectar Rede News, que destacou o impacto das ações da Corrida Amiga e suas parcerias na formação cidadã e na mobilidade sustentável.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Executivo com mais de 20 anos de experiência no setor automotivo assume unidade regional com foco em expansão e inovação no transporte coletivo
ARTHUR FERRARI
A IVECO BUS nomeou Maurício Yamamoto como novo head da Unidade de Negócios de Ônibus para a América Latina. O executivo, que reúne mais de duas décadas de experiência no setor automotivo, assume o comando da marca na região com o objetivo de fortalecer a presença comercial e ampliar a atuação no segmento de transporte público e rodoviário.
Formado em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Yamamoto possui MBA pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização em Tecnologia e Inovação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O novo líder já atuou em posições estratégicas em países como Japão, Alemanha, Colômbia e México.
“Estou muito entusiasmado com este novo desafio e com a oportunidade de contribuir para o fortalecimento e expansão da IVECO BUS na América Latina. Minha missão é garantir que continuemos a oferecer produtos e serviços de alta qualidade, sempre atentos às necessidades dos nossos clientes e às tendências do mercado”, afirmou Maurício Yamamoto.
De acordo com Marcio Querichelli, presidente da IVECO para a América Latina, a chegada do executivo representa uma nova etapa para o negócio de ônibus do grupo. “Sua experiência em desenvolver novos mercados e sua abordagem flexível e focada em resultados serão essenciais para estabelecer parcerias e relacionamentos estratégicos com clientes”, destacou Querichelli.
Yamamoto se reportará diretamente a Claudio Passerini, presidente global da Unidade de Negócios de Ônibus do Iveco Group.
Lei sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas reconhece oficialmente a categoria; data será celebrada em 25 de julho, dia de São Cristóvão
ALEXANDRE PELEGI
O motorista do transporte coletivo urbano é um dos pilares da mobilidade nas grandes cidades. É ele quem garante, todos os dias, que milhões de pessoas possam se deslocar para o trabalho, a escola, o hospital ou o lazer — enfrentando o trânsito pesado, os horários apertados e, muitas vezes, condições adversas nas ruas. A dedicação e a responsabilidade desses profissionais sustentam o funcionamento das metrópoles e merecem reconhecimento.
Com esse espírito, o governo do Estado de São Paulo sancionou a Lei nº 18.314, de 11 de novembro de 2025, que institui o “Dia do Motorista Profissional”, a ser celebrado anualmente em 25 de julho. A nova norma foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (12).
A data passa a integrar o Calendário Oficial paulista e tem origem no Projeto de Lei nº 629/2024, de autoria da deputada Leci Brandão (PCdoB), aprovado pela Assembleia Legislativa em 2024.
Na justificativa do projeto, Leci Brandão destacou que a escolha do dia 25 de julho remete a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, conforme o Decreto Federal nº 63.461/1968. Segundo a parlamentar, a instituição da data estadual é uma forma de “motivar e valorizar uma profissão essencial ao funcionamento das cidades e ao desenvolvimento econômico do país”.Reconhecimento e papel social
A nova lei reconhece o papel fundamental dos motoristas de transporte coletivo urbano, além dos que atuam em linhas intermunicipais, rodoviárias e no transporte de cargas. “Valorizar o motorista é reconhecer sua função social, que exige sensibilidade, competência e enorme responsabilidade”, registrou a deputada na justificativa.
A sanção foi assinada digitalmente pelo governador Tarcísio de Freitas, com a participação dos secretários Fábio Prieto de Souza (Justiça e Cidadania), Gilberto Kassab (Governo e Relações Institucionais) e Arthur Luis Pinho de Lima (Casa Civil).
A Lei nº 18.314/2025 entrou em vigor na data de sua publicação e consolida oficialmente a celebração do Dia do Motorista Profissional como um marco de reconhecimento público àqueles que movem o transporte e a vida nas cidades.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Deliberações criam novos serviços entre Itapevi, Embu das Artes, Barueri, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus, com ajustes operacionais e ampliação da integração física e tarifária
ALEXANDRE PELEGI
O Consórcio Anhanguera recebeu autorização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) para operar quatro novas linhas semiexpressas e realizar uma série de ajustes operacionais e de integração tarifária que beneficiam passageiros da região oeste da Grande São Paulo.
As medidas foram aprovadas durante a 1172ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor da ARTESP, em 11 de novembro de 2025, e publicadas nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial do Estado por meio das Deliberações nº 614 e nº 615.
Novas ligações entre Itapevi e Embu das Artes
A Deliberação nº 614/2025 autoriza a criação de duas viagens semiexpressas:
489EX1-000-R Itapevi (Jardim Itapevi) – Embu das Artes (Terminal Rodoviário Embu das Artes) via Cotia (Colinas);
815EX1-000-R Itapevi (Jardim Itapevi) – Embu das Artes (Terminal Rodoviário Embu das Artes) via Cotia (Estrada da Represinha).
Essas novas linhas terão integração física e tarifária com nove serviços metropolitanos já em operação, incluindo o 468TRO (Santana de Parnaíba – Cotia), 468EX1, 468EX2 e 468EX3 (Barueri e Alphaville – Cotia), 821TRO (Barueri – Cotia), 860TRO (Itapevi – Osasco) e 870TRO/870EX1 (Osasco e Jandira – Cotia).
Com os novos trajetos, os passageiros contarão com rotas mais diretas e rápidas entre os polos de moradia e trabalho da região, além da vantagem da integração tarifária, que permite o uso de mais de uma linha com o pagamento de uma única tarifa.
Novos serviços entre Barueri, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus
A Deliberação nº 615/2025 complementa as alterações e cria outras duas viagens semiexpressas:
246EX2 Barueri (Centro) – Santana de Parnaíba (Centro);
418EX1 Pirapora do Bom Jesus (Jardim Bom Jesus) – Santana de Parnaíba (Centro).
Essas linhas também terão integração física e tarifária com os atendimentos 324TRO e 324BI1 (Santana de Parnaíba – Barueri), 809TRO (Barueri – Santana de Parnaíba), 860TRO (Itapevi – Osasco) e 870TRO (Osasco – Cotia).
A mesma deliberação traz ajustes operacionais na linha 824TRO Pirapora do Bom Jesus – Barueri, com mudança de terminal secundário, itinerário e tabela horária. Também determina a descontinuidade do serviço complementar 082DV1 (Pirapora do Bom Jesus – Osasco via Parque Paiol) e a extinção de seccionamentos tarifários em trechos sobrepostos.
Integração e racionalização
Com a criação das quatro novas linhas semiexpressas — 489EX1, 815EX1, 246EX2 e 418EX1 —, o Consórcio Anhanguera reforça sua presença nos principais corredores metropolitanos da zona oeste, conectando Itapevi, Cotia, Embu das Artes, Barueri, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.
O Consórcio Anhanguera reúne as companhias Auto Viação Urubupungá Ltda. (Empresa-Líder), Viação Osasco Ltda., Viação Cidade de Caieiras Ltda., Ralip Transportes Rodoviários Ltda., Empresa de Transporte e Turismo Carapicuíba Ltda., Del Rey Transportes Ltda., Auto Ônibus Moratense Ltda. e BB Transporte e Turismo Ltda. A Área 2, da EMTU, concedida ao Consórcio Anhanguera, engloba as cidades de Barueri, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba.
As decisões publicadas pela ARTESP nesta quarta-feira (12) também consolidam a estratégia de integração física e tarifária da agência, que busca otimizar o sistema, eliminar sobreposições e facilitar os deslocamentos entre áreas residenciais e polos de emprego.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes