Felipe Massa sabe exatamente o que Gabriel Bortoleto está prestes a sentir. O frio na barriga, o barulho das arquibancadas, o sonho que se torna realidade. Em depoimento emocionante ao ESPN.com.br, o ex-piloto da Ferrari abriu o coração ao lembrar sua própria estreia em Interlagos e aproveitou para mandar uma mensagem inspiradora ao jovem brasileiro que dá seus primeiros passos na Fórmula 1 e fará seu primeiro GP do Brasil neste domingo (9).
“A estreia em Interlagos foi a realização de um sonho”, relembrou Massa. “O frio na barriga faz parte daquela alegria que você tem de estar competindo em casa, de estar competindo no lugar mais importante para você como piloto brasileiro”. Para o ex-piloto, essa mistura de ansiedade e empolgação é combustível. “O frio na barriga te traz uma energia diferente, e isso sempre foi algo que eu gostei de sentir. É aquela sensação de querer fazer o seu melhor dentro de casa.”
Mesmo sem um carro competitivo em seu primeiro ano, Massa garante que aquele momento foi marcante e agora ele vê em Gabriel Bortoleto um reflexo do garoto que um dia sonhou com a Fórmula 1. “O Gabriel está fazendo um ótimo trabalho, evoluindo bastante, criando credibilidade dentro da equipe. Ele é muito querido lá dentro, as pessoas confiam nele como piloto”, elogiou. “O que ele vem fazendo no primeiro ano é excelente. Mostra que ele tem o potencial de ficar por muito tempo na Fórmula 1. E, claro, a gente torce para que ele traga muita alegria para nós, brasileiros.”
Massa também revelou um conselho especial que mandou ao jovem piloto. ”Falei para ele tentar viver o fim de semana da maneira mais bacana possível, como uma realização, mas também como energia. Que ele use o público, a torcida, para se fortalecer. Na volta rápida, no momento que sair do box, em qualquer situação, olhar para as arquibancadas e trazer aquela energia para dentro de si. Isso sempre funcionou muito bem comigo”, contou.
Ao falar sobre o passado, Massa se emociona. “O Gabriel é um moleque incrível. Conheço ele desde criança. Sempre foi apaixonado por automobilismo, pelo kart, pelo simulador… e sempre foi muito rápido e agressivo, talvez até um pouco demais no começo”, brincou. “Foi impressionante ver a evolução dele, principalmente da Fórmula 3 para a Fórmula 2. Sempre gostei muito dele como pessoa, e ele sempre estava por perto, ali do lado, quando eu corria as 500 Milhas de Kart. Uma criança encantada com o sonho da Fórmula 1.”
Hoje, Felipe Massa enxerga naquele menino o futuro que o Brasil tanto espera. “Torço demais por ele. Espero que tenha muito, muito sucesso na Fórmula 1. Ele merece.”
Um ídolo que inspira. Um garoto que sonha. E um circuito que une gerações. Interlagos segue sendo o ponto de encontro entre o passado, o presente e o futuro do automobilismo brasileiro.
Massa teve uma trajetória marcante na Fórmula 1, onde correu entre 2002 e 2017. Sua última vitória aconteceu justamente no GP do Brasil de 2008, uma corrida histórica em que o piloto chegou a celebrar o título mundial por alguns instantes, até que Lewis Hamilton ultrapassou Timo Glock na última volta e acabou ficando com o campeonato.
A vitória de Zohran Mamdani em Nova York recoloca a Tarifa Zero e a prioridade ao transporte coletivo no centro da disputa política — um debate que o Brasil evita, mas não poderá ignorar por muito tempo
A vitória de Zohran Mamdani em Nova York recoloca a Tarifa Zero e a prioridade ao transporte coletivo no centro da disputa política — um debate que o Brasil evita, mas não poderá ignorar por muito tempo.
Pela primeira vez em muito tempo, o transporte público se tornou o eixo central de uma campanha eleitoral em Nova York. A cidade que há décadas exporta imagens de engarrafamentos lendários e metrôs saturados viu, nesta eleição, o ônibus urbano ocupar o centro do debate político — não como símbolo de ineficiência, mas como promessa de transformação social, ambiental e econômica.
O fenômeno não é trivial. Tradicionalmente, as campanhas para a prefeitura nova-iorquina giram em torno de segurança pública, habitação e impostos. Mas a vitória de Zohran Mamdani, deputado estadual ligado ao movimento dos socialistas democráticos, marca uma virada: a mobilidade urbana se impôs como bandeira eleitoral de massa, capaz de mobilizar um eleitorado que depende diariamente dos ônibus — mais de um milhão de pessoas — e que, historicamente, nunca viu suas rotas e paradas como prioridade política.
A virada sobre rodas
A proposta de Mamdani é direta: tornar os ônibus gratuitos em toda a cidade, investir em corredores exclusivos e adotar políticas de priorização de tráfego que deem velocidade e confiabilidade ao transporte coletivo. Ele defende que o custo — estimado entre US$ 700 e 800 milhões por ano — seja coberto por tributação progressiva, incidindo sobre grandes corporações e rendas mais altas.
A medida, que pode parecer ousada, foi estrategicamente desenhada para dialogar com as desigualdades urbanas. Em Nova York, os ônibus são o modo mais usado pelas classes trabalhadoras, por comunidades negras, latinas e imigrantes. E são também o elo mais frágil do sistema de transporte: lentos, imprevisíveis, e frequentemente esquecidos nas grandes reformas.
O sucesso do corredor exclusivo da 14ª Street, implantado em 2019, tornou-se símbolo dessa virada possível. Lá, os ônibus ficaram até 47% mais rápidos, o número de passageiros cresceu 30%, e os acidentes caíram. A medida, tornada permanente em 2020, transformou o eixo: a velocidade média dos ônibus aumentou, o número de passageiros cresceu e o impacto no tráfego das ruas vizinhas foi mínimo. O corredor tornou-se referência internacional de prioridade viária e eficiência no transporte público, mostrando como o reordenamento urbano pode reduzir congestionamentos e melhorar a mobilidade sem grandes obras.
A promessa de replicar esse modelo em vias como a 34ª Street, porém, emperrou na administração do atual prefeito Eric Adams, que suspendeu o projeto alegando “falta de consenso local” — e acabou alimentando a narrativa de inércia e paralisia que embalou o discurso do adversário.
Quando o ônibus vira política
Ao colocar o ônibus no centro do debate, Mamdani transformou uma questão técnica — gestão de faixas exclusivas, bilhetagem, integração tarifária — em discurso de justiça social e direito à cidade. Em vez de falar apenas de congestionamento, ele falou de tempo perdido; em vez de custo operacional, de desigualdade de acesso; em vez de tarifa, de dignidade.
Esse deslocamento semântico é poderoso. O transporte público deixou de ser apenas um tema de urbanistas e especialistas para se tornar símbolo de governança democrática. O ônibus, antes invisível, passou a representar uma cidade que quer ser mais justa, mais ágil e menos dependente do automóvel — uma narrativa que ecoa debates semelhantes em várias capitais do mundo, inclusive no Brasil.
O caso nova-iorquino lança luz sobre uma mudança de paradigma: a mobilidade urbana volta a ser terreno de disputa política real.
Num tempo em que prefeitos e governadores ainda hesitam em bancar políticas de Tarifa Zero ou de priorização do transporte coletivo, a eleição em Nova York mostra que essas pautas podem, sim, vencer urnas.
Mais do que uma vitória eleitoral, é uma vitória simbólica. Significa dizer que, em 2025, um candidato pôde conquistar a cidade mais influente dos Estados Unidos falando de ônibus — e foi levado a sério por isso.
Talvez essa seja a verdadeira revolução sobre rodas: transformar o transporte público de um problema a ser resolvido em uma solução política e social a ser ampliada.
Ana Carolina Nunes – doutora em Administração Pública e Governo pela FGV e diretora da associação Cidadeapé;
Dimas Barreira, presidente do Sindiônibus do Ceará e conselheiro da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) e do Instituto MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte).
Este artigo foi escrito coletivamente pelos participantes do painel “Amor e Ódio no Transporte Coletivo: a Comunicação pode virar esse jogo?”, realizado na Arena ANTP 2025.
Max Kaufmann ( de paletó) conversa com o repóter Adamo Bazani, no Chile
No “Red”, sistema de transportes de Santiago e região metropolitana, predominância entre elétricos é de modelos da China. Preço é o maior trunfo. Para Kaufmann, governo brasileiro não pode perder a oportunidade de incentivas a industrial local para ser uma das grandes exportadoras de ônibus elétricos do Planeta
ADAMO BAZANI
Saindo do Brasil é que se pode sentir a força e a “agressividade” da China no segmento de ônibus elétricos, fruto de grandes subsídios e incentivos que o governo chinês dá para a sua indústria. Não se trata de crítica ao País oriental, aos produtos e aos fabricantes da China. Pelo contrário, todo este quadro atual que coloca s chineses entre os maiores do setor no mundo se dá por décadas de prioridades eleitas pelo Governo da China.
Se pelas ruas de cidades como São Paulo, há um equilíbrio entre uma das principais marcas chinesas do mundo, a BYD, que se frisa, tem planta no Brasil, e marcas mais tradicionais com produção brasileira, como a Mercedes-Benz e a Eletra, esta a pioneira em ônibus elétricos no Brasil e com origem e capital estritamente nacionais; em diversas partes do mundo, é a China quem dá as caras.
A convite da Mercedes-Benz, o Diário do Transporte esteve no Chile, para viajar pela região das Cordilheiras dos Andes para conhecer de perto o desempenho do ônibus rodoviário a diesel O500 “El Más Potente” que enfrentou facilmente o desafio de uma estrada íngreme e sinuosa até a entrada de uma área de mineração, na El Teniente, que é a maior mina subterrânea de cobre do mundo, localizada no Chile e operada pela estatal Codelco.
O “El Más Potente” é preparado para operações severas e é produzido no Brasil.
Relembre e assista o vídeo dessa viagem impressionante:
Na oportunidade foi possível também conhecer um pouco do Red, sistema de transportes de Santiago e região metropolitana. As operações poderiam ser melhores. Sem corredores, os ônibus ficam presos e acabam também contribuindo para piorar o trânsito tumultuado da capital chilena. A má conservação dos ônibus, mesmo os novos, também é outro ponto negativo.
Um dos pontos que mais chamaram a atenção foi a presença massiva das marcas chinesas (não somente marcas, mas com produção na China mesmo) dos ônibus elétricos pelo Red.
Segundo os dados oficiais do governo, o sistema que substitui o antigo Transantiago, conta com mais de 6.500 ônibus, dos quais 2.684 são elétricos.
Com subsídios do governo chinês e com produção em massa, marcas como Youtong, Foton e BYD dominam após oferecerem um preço imbatível.
Veja as imagens, assistindo o vídeo completo em:
Ônibus chineses no sistema Red, de Santiafo e regiçao metropolitana, predominam
01E é justamente nos grandes incentivos que o governo chinês dá ao seu parque fabril de ônibus elétricos que está o diferencial de marcas do País terem praticamente tomado o mundo, em especial nas operações da América Latina.
Durante a visita, o Diário do Transporte conversou com o gerente da divisão de ônibus e vans do grupo, Max Kaufmann, da Kaufmann, a maior representante da marca Mercedes-Benz no Chile e uma das maiores em toda a América Latina, com empresas e filiais em países como como Peru, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia.
A Kaufmann trabalha com ônibus fabricados em diversos países, mas a predominância é brasileira. Como representante da Mercedes-Benz, recebe a maioria dos chassis feitos em São Bernardo do Campo (SP). As encarroçadoras são de diversas origens, como a Busstar, da Colômbia (dissidência da Busscar brasileira), mas predominam também os modelos do Brasil, como da Marcopolo, da espanhola Irizar (mas com produção em Botucatu-SP), da Comil e muitos micro-ônibus da BepoBus. Há também uma forte representação entre os ônibus pequenos modelo Rosa da Fuso, marca de caminhões e ônibus fruto da fusão da Daimler Truck (que engloba a Mercedes-Benz) e da Hino da Toyot, que criaram uma nova holding, conforme anunciado em junho de 2025.
Profundo conhecedor de ônibus de diversas partes do mundo e acompanhando o trabalho de seu avô, Walter Kaufmann, que fundou a Kaufmann em 1952, Max, sem a necessidade de ser um bom anfitrião ou dourar a pílula, cravou:
“Sei da nossa experiência. Temos contato com diversos países, analisamos produtos e mercados e posso dizer com toda segurança: o ônibus brasileiro está entre os melhores do mundo”, disse Max Kaufmann ao jornalista Adamo Bazani, do Diário do Transporte que esteve no Centro Logístico da Kaufamann, uma imensa área que abrigava mais de 8,5 mil veículos, entre ônibus, caminhões, maquinários pesados, carros e picapes, no dia da visita.
“Os ônibus brasileiros são flexíveis, podem receber diferentes adaptações para as mais variadas operações num mesmo modelo e conseguem ser forte, aliando robustez, mas oferecendo conforto e bom acabamento”
Relembre aqui:
Tomando muito cuidado para que sua posição não pareça uma crítica a marcas e a produtos em si, Max disse que a presença dos modelos de ônibus elétricos produzidos na China e que rodam no Chile se deve, em especial aos preços, que tendem a ser muito menores que os coletivos produzidos em outras partes do mundo.
Há duas realidades no Chile que deixam o preço com um peso maior para a compra em massa dos ônibus elétricos chineses: No Chile, não há uma indústria automotiva local (seja de veículos a combustão ou elétricos) com o governo local firmando acordos e parcerias com outros países; e as aquisições do Red, apesar das operações serem por empresas privadas, se dão por licitações no âmbito do Ministério dos Transportes e, nestas concorrências, o preço é o principal critério.
Max diz conhecer os ônibus elétricos do Brasil muito bem, inclusive o “puro” Mercedes-Benz eO500 U (padron e piso baixo), que foi demonstrado no Chile e trouxe impressões positivas aos operadores. No Brasil, além do eO500 U, a Mercedes-Benz atua com a Eletra no segmento de padrons de 12m a 13,5m e em outros considerados relevantes, como escolares, midis (base do OF1721L, piso alto) e o superaticulado de 21,5 m a 23m (base do O500 UDA).
O representante da Mercedes-Benz disse que acredita que o ônibus elétrico tende a ser um dos grandes trunfos do Brasil na América Latina e, a despeito de problemas ainda relacionados a falta de infraestrutura de recarga e distribuição de energia, em especial nas cidades mais afastadas de Santiago, vê potencial dos modelos brasileiros no Chile.
Para Max Kaufmann, o governo brasileiro não pode perder a oportunidade de incentivas a industrial local para ser uma das grandes exportadoras de ônibus elétricos do Planeta.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Empresa portuguesa foi confirmada pelo Governo de São Paulo para construir e operar a travessia submersa, uma das principais obras do Novo PAC; Decisão da Secretaria de Parcerias em Investimentos encerra fase licitatória e convoca a Mota-Engil para assinar contrato da PPP
ALEXANDRE PELEGI
O Governo do Estado de São Paulo homologou oficialmente, nesta sexta-feira, 07 de novembro de 2025, o resultado da Concorrência Pública Internacional SPI nº 01/2025, que trata da concessão patrocinada para construção, operação e manutenção do Túnel Imerso Santos-Guarujá.
O despacho foi assinado pelo secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, e publicado no Diário Oficial do Estado.
A decisão homologa e adjudica o contrato à empresa Mota-Engil Latam Portugal S.A., vencedora definitiva do certame, que apresentou desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima prevista no edital. A companhia foi convocada a cumprir as exigências pré-contratuais e a assinar o contrato de concessão em até 60 dias, prorrogáveis a critério do governo paulista.
PPP de R$ 6 bilhões
Como mostrou o Diário do Transporte em 20 de outubro de 2025, a Mota-Engil foi declarada vencedora definitiva da PPP que prevê investimento total estimado em R$ 6 bilhões, sendo R$ 5,8 bilhões em obras e equipamentos e R$ 200 milhões em desapropriações. O contrato terá prazo de 30 anos, contemplando a construção do túnel submerso de 870 metros, acessos viários, sistemas de ventilação e segurança, além da operação e manutenção do complexo.
A travessia ligará as áreas centrais de Santos (Ponta da Praia) e Guarujá (Jardim Santo Antônio), substituindo parte da demanda hoje atendida por balsas e reduzindo o tempo de deslocamento entre as duas cidades — atualmente de até 40 minutos — para cerca de 3 minutos.
O projeto do Túnel Imerso Santos–Guarujá é uma parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e o Governo Federal, integrando o Novo PAC como uma das principais obras de infraestrutura do país. A União participa como cofinanciadora e parceira institucional, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos e de convênios com o Estado, tendo colaborado na modelagem da PPP e nos trâmites regulatórios.
O investimento público total é estimado em cerca de R$ 6 bilhões, com aportes divididos entre Estado e União. O projeto foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União e qualificado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), consolidando-se como uma iniciativa conjunta que une interesse federal, estadual e portuário na modernização da mobilidade da Baixada Santista.
Com a homologação, o governo paulista inicia a fase final antes da assinatura do contrato, quando a concessionária deverá apresentar garantias e documentos complementares. A partir da assinatura, a Mota-Engil terá prazo para elaborar o projeto executivo e iniciar as obras, previstas para começar em 2026.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Maior ídolo da história do Flamengo, Zico também defendeu por muitos anos a camisa da seleção brasileira. Convidado especial do Resenha, que vai ao ar nesta sexta-feira (7), às 22h (de Brasília), no Disney+, o Galinho abriu o seu coração sobre a Amarelinha e lembrou de um episódio que o marcou – mas não da forma que gostaria.
Antes mesmo de se tornar um ídolo da Nação Rubro-Negra, Zico quase encerrou precocemente a carreira. E por ter ficado de fora dos Jogos Olímpicos de 1972 com o Brasil após não ser chamado pelo técnico Vicente Feola.
O Galinho lembrou que o fato de ter ficado de fora da disputa em Munique, na Alemanha, foi tão grande, que pensou até mesmo em pendurar as chuteiras. E explicou como contornou as adversidades para trilhar uma carreira brilhante, sobretudo vestindo rubro-negro.
Em 1971, o astro tinha sido decisivo na conquista do Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano e tinha expectativa de se confirmar também nas Olimpíadas.
“Vi meu irmão parar de jogar com 26 anos por causa de injustiça no futebol. Por não acreditar em um treinador, que era famoso. Vi isso dentro da minha casa. Um treinador pede para você voltar a jogar na categoria de base, você volta, é artilheiro e campeão, mas quando chega na convocação para você não está. A decepção foi muito grande. Cheguei em casa e falei para o meu pai que não queria mais jogar futebol, queria estudar. Liguei para o Flamengo, o clube entendeu, meu pai também, mas ele ficou muito magoado, já que eu era o único filho que estava no Flamengo, e isso também me chateou”, contou.
“Quando chegou em 1972, o técnico do profissional disse que não ia contar comigo, era um direito dele. Não jogava e não treinava. Quando chegou no meio de fevereiro, o treinador do Flamengo (Antoninho) veio falar comigo e voltei a jogar na base do clube, mas quando chegou na hora da convocação eu não estava. Me falaram depois que fui precicipitado, que o Flamengo não teve culpa de nada, mas me ajudaram, e eu segui. Foi a única vez que pensei em parar de jogar.”
Apesar da ausência nas Olimpíadas na Alemanha, Zico defendeu a seleção principal em três Copas do Mundo: 1978, 1982 e 1986, fazendo parte de uma das gerações mais talentosas do Brasil.
Onde assistir ao Resenha?
O Resenha com Zico vai ao ar nesta sexta-feira (7), às 22h (de Brasília), no Disney+.
O Goiás está de volta ao G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro! Após vencer o Cuiabá por 1 a 0 nesta sexta-feira (7), na Arena Pantanal, o Esmeraldino tirou o rival do centro-oeste oficialmente da briga pelo acesso e deu importante passo para retornar à elite do futebol nacional.
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Rafael Gava, em belíssima cobrança de falta, marcou o gol decisivo e solitário do Goiás, na reta final do primeiro tempo.
Terceiro colocado, com 58 pontos, o Esmeraldino comandado por Fábio Carille abriu os jogos da parte de cima da 36ª rodada da Série B com o pé direito, tirando momentaneamente o Athletico-PR da quarta posição e pressionando também o Remo, que caiu para o quarto lugar, por ter uma vitória a menos em relação ao Goiás, que ultrapassa também Novorizontino e Criciúma nesta sexta.
Quem deu adeus à insana luta pelo acesso da Série B foi o Cuiabá, que com a derrota em casa para o Goiás não tem mais capacidade matemática de chegar ao quarto lugar. O revés na Arena Pantanal deixa o Dourado na 11ª colocação, com 50 pontos, sem nenhuma grande ambição nas duas rodadas decisivas.
Na missão para voltar à Série A, o Esmeraldino terá pela frente dois confrontos diretos: Novorizontino, na Serrinha, e Remo, no Mangueirão.
O jogo na Arena Pantanal:
O ‘clássico’ do centro-oeste desta sexta-feira, decisivo para Cuiabá e Goiás, premiou quem teve campanha mais regular na Série B, ainda que os goianos tenham caído de desempenho no segundo turno.
Saiu de uma cobrança precisa de falta o gol que garantiu os três pontos para o Goiás. Ex-jogador do Cuiabá, Rafael Gava bateu com categoria por cima da barreira, sem chance para Luan Polli, que até saltou, mas não alcançou a bola. Lei do ex em ação!
Antes e depois disso, quem teve mais chances no jogo foram os donos da casa, agressivos com a tarefa de lutar para seguir com chance, ainda que pequena, de subir para a Série A. Faltou pontaria, sorte, e capacidade de furar o bloqueio do time de Carille. A melhor oportunidade do Cuiabá foi ainda com 0 a 0 no placar, aos 18 do primeiro tempo, quando Matheusinho bateu forte de fora da área e acertou o travessão.
No segundo tempo, o Cuiabá pressionou até o fim para buscar o resultado, mas não tirou o zero do placar, apesar do ‘abafa’ dar sustos no Esmeraldino.
O Goiás, com a vantagem, foi conservador e se segurou bem, saindo menos e evitando deixar espaços, garantindo os três pontos decisivos, com boa atuação do goleiro Tadeu.
Vítima se desequilibrou e caiu na via, motorista não conseguiu frear o veículo a tempo; óbito foi constatado por médico do SAMU no local
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Na manhã desta sexta-feira, 07 de novembro de 2025, um homem morreu após ser atropelado por um ônibus da empresa Suzantur no Terminal Rodoviário de Mauá, no Centro da cidade.
Testemunhas relataram que o rapaz estava na plataforma, mas perdeu o equilíbrio e caiu na via. O motorista do coletivo não conseguiu frear a tempo e o atingiu.
Com graves ferimentos, o passageiro não resistiu e teve o óbito constatado no local por um médico do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Em nota ao Diário do Transporte, a Prefeitura de Mauá informou que, juntamente com a empresa Suzantur, oferecem todo amparo jurídico e psicológico aos familiares e seguirão acompanhando a investigação da Polícia Civil.
“A Prefeitura de Mauá lamenta profundamente o ocorrido com o sr. J.S.F. na manhã desta sexta-feira (7) na plataforma C do Terminal Central.
De acordo com relatos das testemunhas, ele estava segurando uma cesta básica, se desequilibrou e acabou caindo na pista entre os dois eixos do ônibus, que estava em baixa velocidade. Houve tentativa de socorro, entretanto, o óbito foi constatado pelo SAMU ao chegar no local.
A administração municipal e a Suzantur ofereceram todo amparo jurídico e psicológico aos familiares e seguirão acompanhando a investigação da Polícia Civil.”
Confira também o posicionamento da empresa Suzantur sobre o acidente:
“Fazemos nossas as palavras da prefeitura municipal. Infelizmente foi uma fatalidade às quais o nosso colaborador/motorista não teve sequer poder de reação para evitar o ocorrido tendo em vista que a vítima sofreu a queda na parte traseira do veículo. Prestamos nossas condolências aos familiares e estamos a disposição para qualquer esclarecimentos.”
Minhocão será aberto para veículos e ciclofaixas de lazer serão suspensas; SPTrans orienta estudantes a planejarem o trajeto com antecedência
YURI SENA
A Prefeitura de São Paulo fará ajustes viários nos próximos dois domingos, 9 e 16 de novembro, para facilitar o deslocamento dos candidatos que farão o Enem 2025. As mudanças incluem a abertura do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, para o tráfego de veículos, e a suspensão temporária do Programa Ruas Abertas e das Ciclofaixas de Lazer.
As medidas, coordenadas pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT), têm como objetivo garantir maior fluidez no trânsito e ampliar as opções de acesso aos locais de prova. Além das alterações viárias, a Prefeitura reforça o uso do transporte público como a melhor alternativa de deslocamento.
Durante os dias do exame, os ônibus municipais terão passagem gratuita como parte do programa Domingão Tarifa Zero, que garante isenção total da tarifa aos domingos. A SPTrans recomenda que os candidatos consultem com antecedência os horários e trajetos das linhas, já que a operação dominical difere da rotina dos dias úteis.
O planejamento pode ser feito pelo site sptrans.com.br, na aba “Planeje sua viagem”. Basta inserir o endereço de partida e o local da prova como destino, selecionando a opção “Domingo” para visualizar as linhas em operação.
A SPTrans também orienta os estudantes a saírem de casa com antecedência, verificarem o endereço exato do local de prova e aproveitarem o benefício da gratuidade para chegar com tranquilidade e segurança.
Ações incluem aumento na frota de ônibus, monitoramento por câmeras e presença de agentes para garantir fluidez e segurança nas vias da capital
YURI SENA
A Prefeitura de Manaus montou uma operação especial de trânsito e transporte para o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado neste domingo (9/11). A iniciativa, coordenada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), tem como objetivo facilitar o deslocamento dos candidatos e evitar congestionamentos nas principais vias da cidade.
Cerca de 40 agentes do IMMU atuarão na fiscalização e monitoramento em pontos estratégicos e nos arredores dos locais de prova com maior movimento, a fim de garantir fluidez e segurança no trânsito. O trabalho será apoiado pelas câmeras do Centro de Cooperação da Cidade (CCC), que permitirão o acompanhamento em tempo real das condições viárias.
No transporte público, haverá reforço nas linhas 026 e 049, que atendem, respectivamente, a Universidade Nilton Lins, no bairro Parque das Laranjeiras, e escolas da região do conjunto Amazonino Mendes, na zona Norte da cidade.
O objetivo é aumentar a oferta de veículos e reduzir o tempo de espera nos pontos de maior demanda de passageiros.
Os candidatos também são orientados a utilizar o aplicativo “Cadê Meu Ônibus”, que permite acompanhar em tempo real a localização dos veículos e o tempo estimado de chegada, ajudando no planejamento do deslocamento até os locais de prova.
Além das ações no transporte, as equipes de trânsito do IMMU farão ajustes nos semáforos e na organização do fluxo de veículos, priorizando a mobilidade e o acesso às vias próximas aos locais de aplicação do Enem.
A relação entre Lando Norris e o Palmeiras já é algo conhecido entre os fãs de Fórmula 1 e do time paulista. Nesta sexta-feira (7), em evento no Autódromo de Interlagos, o piloto da McLaren voltou a citar o time de Abel Ferreira.
“Como muitos de vocês sabem, eu sou um grande fã do Palmeiras…”, disse Norris, antes de ser interrompido por uma mistura de aplausos e, principalmente, vaias.
Pole da Corrida Sprint, Norris seguiu falando do Palmeiras, rindo da reação da maioria do público e perguntando qual foi o resultado contra o Santos, na quinta-feira (6), no Allianz Parque. O Verdão bateu o Peixe por 2 a 0.
“Qual foi o resultado de ontem? Palmeiras ganhou?”, perguntou Norris. “Vamos, Palmeiras! (risos) Controverso, como vocês podem ver”, completou o inglês, de maneira bem-humorada, ao saber do placar da partida e ouvir a reação da plateia.
Companheiro de escuderia, o australiano Oscar Piastri brincou com a situação: “Lando acaba de perder metade de seus fãs”.
lando: “as many of you know, i’m a massive palmeiras fan as well” *crowd cheers and boos* “ooooo.. what was the result last night? palmeiras won? we won last night? vamos palmeiras! controversial, as you can see”
Fato é que Lando Norris não esconde sua relação de proximidade com o Palmeiras, mesmo que isso lhe renda algumas reações negativas. Na quinta-feira, o líder do campeonato de pilotos recebeu duas camisas personalizadas do Verdão.
“O homem chegou com muito estilo! Se tem #GPBrasil, tem Lando mais uma vez com o manto do Verdão. Boa sorte, Landinho”, publicou o Palmeiras em suas redes sociais.
PALMEIRAS 🤝 LANDO NORRIS
Não é de hoje que sabemos que o piloto da McLaren é palmeirense 😅 E para dar boa sorte no GP de São Paulo, o Verdão enviou uma camisa especial para o britânico.
Também na quinta, Lando falou sobre como passou a ser um torcedor do Palmeiras no Brasil e destacou o trabalho feito por Abel Ferreira. Norris só não esteve na partida contra o Santos por conta do horário que, segundo ele, era “muito tarde” para a sua agenda.
“Eu descobri no começo que alguns dos meus amigos que vivem aqui são fãs (do Palmeiras), e eu encontrei o Abel (Ferreira) aqui. Ele é um cara muito bom, um grande líder. Eu passei a conhecer o Abel um pouco mais. Eu fui para os jogos deles duas vezes, e eles ganharam, então isso ajuda”, disse.