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Com Cédric de volta, São Paulo deve ter mudanças para enfrentar Flamengo

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Em recuperação no Campeonato Brasileiro, vindo de duas vitórias seguidas, o São Paulo tem desafio pesado nesta quarta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), encarando o Flamengo na ‘estreia’ do time na sequência como mandante na Vila Belmiro, casa do rival Santos.

Para enfrentar o Rubro-Negro, que briga pelo título com Palmeiras e Cruzeiro, Hernán Crespo terá novidades para escalar o São Paulo.

Os principais ‘reforços’ são Luciano, Cédric Soares e Maik. Enquanto o camisa 10 e Maik cumpriram suspensão contra o Vasco, o lateral-direito português volta a ficar à disposição após cerca de 15 dias em tratamento de lesão em dedo do pé.

Por outro lado, Alan Franco e Enzo Díaz cumprirão suspensão nesta quarta, abrindo espaço para, respectivamente, Ferraresi e Patryck Lanza, único lateral-esquerdo de ofício disponível.

Segundo apurou a ESPN, um provável Tricolor tem: Rafael; Ferraresi, Arboleda e Sabino; Maik (Maílton), Pablo Maia, Bobadilla, Marcos Antônio e Patryck; Luciano e Lucas.

Cédric, embora reúna condições de jogo, deve iniciar como opção no banco, com Maik provavelmente retomando a posição após agradar contra o Bahia, em jogo que marcou o centésimo gol de Luciano, aproveitando justamente assistência da cria de Cotia.

O camisa 10 voltará ao time, e Gonzalo Tapia perde posição de titular, mesmo após boa atuação em São Januário no último domingo.

DM ainda cheio

Com o retorno de Cédric, o São Paulo tem agora 9 jogadores entregues ao departamento médico:

  • Goleiro: Leandro (dores no joelho)

  • Defensores: Rafael Tolói (problema muscular na coxa) e Wendell (ruptura da fáscia plantar)

  • Meio-campistas: Luan (adutor da coxa) e Oscar (lesão muscular na panturrilha)

  • Atacantes: Calleri, André Silva, Ryan Francisco e Dinenno (todos com problema no joelho)

Calleri, em transição após cirurgia no joelho por ruptura de ligamento, mais uma vez realizou parte do treino com o grupo no campo, mas ainda não tem data para voltar a atuar.

Rodriguinho, com dores no joelho, ficou no Reffis e não será relacionado para a viagem a Santos, desfalcando o time pelo segundo jogo consecutivo.

Próximos jogos do São Paulo:

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Mercedes-Benz alcança 85% das exportações de ônibus a partir de São Bernardo do Campo (SP) com micros e rodoviários liderando

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Modelo exportado do Brasil com pneus preparados para mineração. O 500RS é o mais vendido. Foto: Adamo Bazani

Crescimento do volume geral da marca foi na ordem de 50%; América Latina representa 86,23% dos embarques

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

A Mercedes-Benz alcançou no acumulado de 2025, entre janeiro e setembro, 84,84% do volume de ônibus exportados do Brasil.

O dado está nos registros da Anfavea, que reúne as principais fabricantes com plantas brasileiras.

Dos 5.233 ônibus que saíram do Brasil, considerando todas as marcas, 4.440 foram da Mercedes-Benz a partir da planta de São Bernardo do Campo (SP), no ABC Paulista.

Na comparação com semelhante período do ano de 2024, o mercado geral de ônibus em exportações cresceu cerca de 60% e a Mercedes-Benz registrou alta de 48,8%.

Segundo a fabricante, isso não significa perda de importância, já que a participação de mercado é alta e para países considerados relevantes na balança comercial com o Brasil, em sua maioria, o total de vendas aumentou.

A América Latina é o principal mercado para os ônibus brasileiros.

No caso específico da marca Mercedes-Benz, dos 4.440 ônibus embarcados a partir de São Bernardo do Campo (SP), 3.830 foram para as nações vizinhas.

Isso significa 86,23% do volume exportado pela Mercedes-Benz entre janeiro e setembro de 2025.

Os principais países de destino são, na ordem, Argentina, Chile, Peru e Colômbia.

O Diário do Transporte está no Chile a convite da Mercedes-Benz para acompanhar uma demonstração do ônibus configurado para tráfegos difíceis, como para mineração, O 500 El Más Potente, que é exportado do Brasil.

A reportagem conversou com o gerente de vendas para a América Latina, Augusto França, que comentou sobre as vendas de 100 unidades do El Más Potente da nova geração Euro 6, no centro logístico da representante Kaufmann.

Relembre:

Mercedes-Benz vende 100 unidades da nova geração de ônibus com maior potência (El Más Potente) a partir do Brasil

Entre os segmentos mais relevantes estão, na ordem, micro-ônibus com 45%, 40% rodoviários e 15% urbanos.

O modelo mais vendido por unidade é o O500 RS 1945, rodoviário de dois eixos.

Veja os números consolidados da Anfavea:

Emplacamento de Exportações / MBBras (até setembro de 2025)

• Exportação Geral (todos os países / Latina + Overseas):

– 2.963 unidades / 2024
– 4.440 unidades/2025
– Crescimento de 48,8%

• América Latina (Latina + Argentina + México):

– 2.621 unidades / 2024
– 3.830 unidades/ 2025
– Crescimento de 46,1%

Principais mercados

Argentina
2.305 unidades
Crescimento de 95,2%

Chile
518 unidades
Crescimento de 33,2%

Peru
404 unidades
Crescimento de 56%

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Vinícius de Oliveira

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DER-SP ativa sete novos radares em rodovias estaduais a partir desta terça-feira (4)

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Foto: Divulgação/ DER-SP

Com a ampliação, rede de fiscalização eletrônica chega a 441 equipamentos em operação em trechos não concedidos do Estado

YURI SENA

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, inicia nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a operação de sete novos radares instalados em rodovias estaduais sob sua administração. Os equipamentos entram em funcionamento a partir da meia-noite, ampliando a cobertura da fiscalização eletrônica em pontos considerados estratégicos.

Com a ativação, o número total de radares operando nas rodovias não concedidas do Estado passa para 441. Segundo o DER-SP, os locais foram definidos a partir de estudos técnicos que avaliaram o histórico de acidentes, excesso de velocidade, travessia de fauna e outras condições de risco.

Os novos dispositivos fazem parte do contrato referente ao Edital nº 145/2023, que prevê a instalação de 649 radares ao longo dos 12 mil quilômetros de rodovias estaduais administradas diretamente pelo órgão. Outros equipamentos previstos ainda estão em fase de testes e homologação.

A meta, de acordo com o DER-SP, é reforçar a segurança viária e reduzir o número de acidentes, com todos os radares devidamente sinalizados e limites de velocidade ajustados conforme as características de cada trecho.

A lista completa dos pontos fiscalizados pode ser consultada no site oficial do DER-SP. O início da fiscalização é também publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo e divulgado pelos canais oficiais do governo.

Confira a localização dos 07 novos equipamentos:

Rodovia Km Sentido Município Velocidade
SP 055 163,400 Leste/Oeste São Sebastião 40 / 40 (km/h)
SP 457 096,875 Norte/Sul Bastos 60 / 60 (km/h)
SP 291 023,000 Norte/Sul Pradópolis 90 / 70 (km/h)
SP 088 081,815 Norte/Sul Salesópolis 40 / 40 (km/h)
SP 304 133,348 Oeste Santa Bárbara d’Oeste 80 / 80 (km/h)
SP 385 027,420 Norte/Sul Miguelópolis 60 / 60 (km/h)
SP 425 149,370 Leste/Oeste Olímpia 60 / 60 (km/h)

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Marcopolo é eleita melhor empresa do setor de Veículos e Autopeças no TOP 30 – Melhores Empresas do Brasil, da VEJA NEGÓCIOS

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Ranking utilizou como base metodologia da agência Austin Rating e considerou os seguintes indicadores: Receita líquida, Ativo total, Patrimônio líquido, Lucro líquido, ROE, Margem líquida e Endividamento

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Marcopolo, empresa que atua no segmento de soluções de mobilidade, foi eleita a melhor empresa do setor de Veículos e Autopeças na publicação especial TOP 30 – Melhores Empresas do Brasil, lançada pela VEJA NEGÓCIOS. O ranking foi elaborado com base em metodologia exclusiva da Austin Rating, agência de classificação de risco de crédito do país, com 40 anos de atuação. A análise considerou os três últimos balanços anuais (2022, 2023 e 2024), avaliando indicadores como receita líquida, ativo total, patrimônio líquido, lucro líquido, margem líquida, retorno sobre investimento (ROE) e endividamento.

Segundo a revista, a Marcopolo passa por um momento de inflexão. Após enfrentar os efeitos prolongados da crise da mobilidade urbana, agravada pela pandemia e pela queda na demanda por transporte coletivo, a empresa passou por ampla reestruturação. Em 2024, registrou os melhores resultados financeiros de sua história e consolidou um modelo mais enxuto, internacionalizado e voltado a produtos de maior valor agregado.

“Essa conquista consolida o excelente desempenho alcançado nos últimos anos. Com investimentos em inovação e tecnologia, capacitação dos nossos colaboradores e diversificação dos negócios, estamos entregando hoje um nível de receita e resultado muito superior ao que se viu em toda a história da empresa”, disse André Armaganijan, CEO da Marcopolo.

Desde 2021, com o lançamento da Geração 8 de ônibus rodoviários, a Marcopolo focou em atributos que reduzem o custo por quilômetro, ampliam a durabilidade e melhoram a experiência dos passageiros.

A premiação TOP 30 – Melhores Empresas do Brasil considerou os seguintes indicadores para a avaliação:

• Porte (70%): Receita líquida, Ativo total, Patrimônio líquido

• Desempenho (30%): Lucro líquido, ROE, Margem líquida e Endividamento

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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tecnologia da Mais.Mobi e ação do DETRO inauguram nova era de controle nas vans intermunicipais

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Parceria entre o órgão estadual e a empresa de bilhetagem eletrônica resultou no cancelamento de mais de 10 mil cartões irregulares e implantou o primeiro sistema de biometria facial do transporte complementar no país

ALEXANDRE PELEGI

As fraudes no transporte intermunicipal do Rio de Janeiro vinham comprometendo não apenas a arrecadação pública, mas também a segurança e a credibilidade do sistema de vans complementares. A virada começou quando tecnologia e fiscalização passaram a caminhar juntas — e os resultados apareceram rapidamente.

Em entrevista ao Podcast do Transporte, Vanessa Alcântara, gerente de antifraudes da Mais.Mobi, e Rafael Salgado, presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ), explicaram como essa integração tem redefinido o controle do sistema de bilhetagem e o combate às irregularidades.

A conversa foi gravada durante a Arena ANTP 2025, realizada de 28 a 30 de outubro no Transamérica Expo Center, em São Paulo, evento organizado e promovido pela OTM Editora.

Como as fraudes funcionavam

O trabalho conjunto começou há cerca de dois anos, quando a Mais.Mobi passou a identificar padrões anormais nas transações da bilhetagem eletrônica das vans intermunicipais — veículos com capacidade para apenas 15 passageiros.

“Percebemos que algumas vans apresentavam volume de transações incompatível com sua capacidade física. Era impossível transportar tantos passageiros em tão pouco tempo”, explica Vanessa.

As investigações revelaram dois mecanismos principais de fraude:

  • Uso indevido do Bilhete Único Intermunicipal, em que permissionários passavam cartões de terceiros e recebiam o valor integral em dinheiro;
  • Excesso de passageiros, com vans registrando até 300 embarques por viagem, infringindo o decreto estadual nº 48.872, que regula o transporte complementar.

Essas distorções mostraram fraudes estruturadas”, relata Rafael Salgado. “O Detro abriu mais de 110 processos administrativos, e doze permissionários foram encaminhados à Polícia Civil, resultando numa grande operação na Central do Brasil em 2024.”

A virada tecnológica: biometria facial

Com base nos relatórios da Mais.Mobi, o Detro-RJ implantou um projeto inédito de biometria facial para validar a identidade dos passageiros no momento do embarque.

As câmeras, instaladas sobre os validadores em 540 vans intermunicipais, capturam o rosto do passageiro no instante da passagem do cartão. “Foi um desafio técnico, porque as vans não têm catraca como os ônibus. Precisamos adaptar o sistema e desenvolver um protocolo próprio”, diz Vanessa.

Todos os permissionários passaram por curso obrigatório, com certificado que deve ser mantido no veículo. “Eles entenderam que a câmera não veio para vigiar, mas para proteger — o sistema garante o embarque do verdadeiro usuário e resguarda o motorista de punições injustas”, completa.

Resultados expressivos e impacto social

Em apenas quatro meses, mais de 10 mil cartões irregulares foram cancelados, com redução significativa nas fraudes do Bilhete Único e nas infrações por transporte de passageiros em pé — situação que colocava vidas em risco e anulava a cobertura do seguro obrigatório.

Hoje, não é mais possível emprestar um cartão e embarcar numa van. A fraude acabou”, afirma Salgado. “Além disso, conseguimos reduzir o número de infrações e aumentar a segurança e a confiabilidade do sistema.”

Um modelo para o país

Com a biometria facial, o Rio de Janeiro se tornou o primeiro estado do Brasil a aplicar essa tecnologia no transporte complementar, consolidando um modelo que pode ser replicado em outras regiões.

É um case de sucesso que mostra como tecnologia e gestão pública podem caminhar juntas”, destaca Vanessa. “Mais do que combater fraudes, o sistema fortalece a transparência e garante que os recursos públicos sejam usados para melhorar o serviço e proteger o passageiro.”

O Podcast do Transporte também foi o primeiro a revelar, em entrevista concedida pelos diretores João Ronco Júnior e Armando Guerra, a parceria estratégica entre a Prodata Mobility Brasil, com sede em São Paulo, e a Mais.Mobi, do Rio de Janeiro.

Com mais de três décadas de atuação no setor, a Prodata busca, com o acordo, acelerar seu crescimento em novos mercados, diversificar o portfólio e ampliar o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas a operadoras de transporte coletivo em todo o país.

“Acreditamos na parceria estratégica com a Mais.Mobi, uma empresa que pode trazer uma valiosa contribuição neste momento em que planejamos o futuro da bilhetagem eletrônica — não só no Brasil, mas em toda a América do Sul, onde atendemos a mais de 300 cidades”, afirmou João Ronco Júnior, presidente da Prodata Mobility Brasil. “Temos a responsabilidade de apontar os caminhos do futuro e continuar colaborando para a evolução da mobilidade urbana.”

Para Armando Guerra, diretor da Mais.Mobi, a união entre as duas principais empresas do setor representa um salto de eficiência e inovação:

“A atuação conjunta oferece sinergia operacional e soluções mais eficientes para os operadores, beneficiando diretamente milhões de passageiros em todo o país. Juntas, Prodata e Mais.Mobi poderão agregar novos mercados, propor inovações tecnológicas e qualificar ainda mais produtos e serviços como sistemas antifraude, aplicativos, canais de atendimento e meios de pagamento modernos, incluindo QR Code, EMV e NFC.”

Sinergia com a experiência da Riocard Mais

A Mais.Mobi nasce ancorada na trajetória da Riocard Mais, referência em bilhetagem no Estado do Rio de Janeiro, com presença em mais de 40 municípios e mais de 20 anos de experiência. “A Prodata evoluiu continuamente nas últimas três décadas, acompanhando as transformações da bilhetagem eletrônica no Brasil. Sempre fomos pioneiros em incorporar novas tecnologias e funcionalidades”, acrescentou Ronco.

“Estamos diante de um novo ciclo de transformação, impulsionado por mudanças no comportamento dos passageiros, que buscam previsibilidade, qualidade e segurança. A parceria com a Mais.Mobi é essencial para essa nova jornada, pois reúne duas empresas com visões complementares e sólidas bases de operação”, completou o executivo.

Com soluções já testadas nos cartões Riocard Mais, a Mais.Mobi apresenta ao mercado nacional produtos consolidados e inovadores, prontos para serem aplicados em diferentes ecossistemas de bilhetagem eletrônica.

Produtos e soluções da Mais.Mobi

  • Hyp.o — solução de pagamento com cartões de crédito no transporte público (Elo, Visa e Mastercard), unindo praticidade e integração.

  • We Benefícios — plataforma para gestão de benefícios corporativos (vale-transporte, alimentação, combustível), com foco em produtividade e economia.

  • Clube de Vantagens — programa de fidelidade que oferece descontos em produtos e serviços conforme o uso do cartão de transporte.

  • Cartões sob medida — produtos personalizados para prefeituras e gestores públicos, como o Partiu (Nova Friburgo) e os novos cartões de Campos, Maricá, Saquarema e Macaé.

  • Benefícios sociais — referência em políticas tarifárias inclusivas, como o Bilhete Único Intermunicipal e o Bilhete Único de Niterói.

  • Riocard Mais — um dos principais cartões de transporte do país, lançado há 22 anos no Rio de Janeiro.

  • Sistema antifraude — tecnologia de controle e verificação de gratuidades, baseada em biometria facial, já aplicada ou em implantação em barcas, ônibus intermunicipais, vans, metrô e trens do Rio de Janeiro.

Com a parceria entre Prodata e Mais.Mobi, o setor de bilhetagem eletrônica no Brasil entra em uma nova fase — marcada pela integração de plataformas, fortalecimento da inteligência antifraude e expansão de soluções digitais voltadas à mobilidade urbana moderna.

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Palmeiras provoca Corinthians, São Paulo e Santos após marca expressiva no Brasileirão: ‘Cinco anos seguidos’

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A vitória do Palmeiras por 2 a 0 contra o Juventude, na 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, não apenas recolocou a equipe na liderança, como também fez o clube registrar uma marca expressiva na competição.

Em postagem nas redes sociais, nesta terça-feira (4), o Palmeiras registrou o fato de que, pelo quinto ano seguido, terminará o Brasileirão à frente de Corinthians, São Paulo e Santos.

Como soma 65 pontos e 21 vitórias, restando 21 pontos em disputa para seus rivais, o Palmeiras já não pode ser ultrapassado por eles. O São Paulo é o 8º, com 44, o Corinthians é o 10º, com 42, e o Santos é o 16º, com 33.

“O maior campeão do Brasil completa 5 temporadas seguidas à frente dos rivais paulistas na tabela do Brasileirão! Avanti, Palestra”, publicou o Palmeiras – veja na postagem abaixo.

Posições de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos nas últimas quatro edições do Brasileirão

Campeonato Brasileiro de 2024

  • 2º – Palmeiras: 73 pontos

  • 6º – São Paulo: 59 pontos

  • 7º – Corinthians: 56 pontos

*Santos na Série B

Campeonato Brasileiro de 2023

  • 1º – Palmeiras: 70 pontos (campeão)

  • 11º – São Paulo: 53 pontos

  • 13º – Corinthians: 50 pontos

  • 17º – Santos: 43 pontos (rebaixado)

Campeonato Brasileiro de 2022

  • 1º – Palmeiras: 81 pontos

  • 4º – Corinthians: 65 pontos

  • 9º – São Paulo: 54 pontos

  • 12º – Santos: 47 pontos

Campeonato Brasileiro de 2021

  • 3º – Palmeiras: 66 pontos

  • 5º – Corinthians: 57 pontos

  • 10º – Santos: 50 pontos

  • 13º – São Paulo: 48 pontos



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UNICA e Cetesb firmam parceria para impulsionar a transição energética e modernizar a gestão ambiental no setor sucroenergético

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Acordo técnico reforça capacitação, revisa parâmetros ambientais e incentiva uso sustentável de resíduos da produção de etanol e açúcar

ALEXANDRE PELEGI

O avanço da descarbonização e a busca por fontes renováveis de energia têm levado o setor sucroenergético a um novo patamar de responsabilidade ambiental e inovação tecnológica. Em um momento em que o Brasil consolida sua posição como referência mundial em bioenergia, um passo decisivo foi dado nesta terça-feira (4 de novembro): a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) firmaram um acordo de cooperação técnica voltado a fortalecer a modernização regulatória e ampliar a eficiência ambiental das usinas paulistas.

A assinatura ocorreu durante o Summit Agenda SP + Verde, evento promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), e representa um marco no alinhamento entre o poder público e a indústria em torno da transição energética.

Regulação moderna e economia circular

O acordo estabelece uma agenda conjunta de atualização técnica e revisão de parâmetros ambientais, com foco na segurança jurídica, inovação e sustentabilidade. Entre as diretrizes estão novos parâmetros para o aproveitamento de resíduos industriais, como vinhaça e torta de filtro, tradicionalmente utilizados na fertirrigação e na geração de energia térmica.

A proposta amplia o uso de subprodutos como biofertilizantes e abre caminho para o aproveitamento de Combustível Derivado de Resíduos (CDR) em caldeiras industriais — iniciativa que integra o conceito de economia circular, ao transformar rejeitos em insumos energéticos.

“A produção sustentável de energia renovável pela cadeia sucroenergética tem ganhado novos contornos, com a ampliação dos energéticos extraídos da biomassa e a intensificação de práticas de economia circular”, afirmou Evandro Gussi, presidente da UNICA. “Estamos evoluindo para um modelo em que resíduos de um setor se transformam em energia e matéria-prima para outro.”

Formação técnica e diálogo institucional

Um dos pilares do acordo é a capacitação profissional. A Escola Superior da Cetesb, em parceria com a UNICA, lançará um curso de licenciamento ambiental voltado a engenheiros, gestores e técnicos do setor. A primeira turma, já confirmada, deve reunir mais de 80 participantes, reforçando a demanda por atualização técnica e por um ambiente regulatório previsível.

A rápida adesão ao programa reflete a confiança do setor no diálogo técnico com a Cetesb. A capacitação é fundamental para fortalecer o modelo de desenvolvimento de baixo carbono e impulsionar a transição energética”, explicou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA.

Para a Cetesb, a cooperação inaugura uma nova forma de diálogo entre o órgão licenciador e as empresas.

O setor sucroenergético é peça-chave na transição energética do Estado de São Paulo. Essa parceria é um marco no diálogo com a indústria, permitindo mecanismos mais modernos, seguros e alinhados com as melhores práticas internacionais de economia circular”, destacou Thomaz Toledo, diretor-presidente da Cetesb.

Monitoramento e continuidade

Com vigência inicial de 12 meses, o acordo poderá ser prorrogado e contará com um Comitê Técnico de Cooperação, composto por especialistas das duas instituições. O grupo será responsável por acompanhar a execução das metas, propor novas frentes de trabalho e monitorar os resultados alcançados.

Mais do que um pacto institucional, a parceria sinaliza o fortalecimento da agenda de descarbonização no estado que responde por boa parte da produção nacional de etanol e bioenergia. No horizonte, está a consolidação de um modelo regulatório que una eficiência produtiva, segurança jurídica e sustentabilidade — três eixos fundamentais para o futuro da mobilidade e da energia limpa no Brasil.

Produção e protagonismo da bioenergia

O acordo reforça o papel estratégico da cadeia sucroenergética paulista e nacional no processo de descarbonização e na diversificação da matriz energética. As usinas associadas à UNICA respondem atualmente por mais de 54% da produção nacional de cana-de-açúcar, 51% da produção de etanol — incluindo 34% do etanol de milho —, 52% da produção de açúcar e quase metade da bioeletricidade ofertada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Na safra 2024/2025, o Brasil produziu 679,68 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, matéria-prima utilizada para gerar 44 milhões de toneladas de açúcar, 37,3 bilhões de litros de etanol — sendo 29,1 bilhões provenientes da cana e 8,2 bilhões do milho —, além de 21 TWh de bioeletricidade destinados à rede elétrica nacional.

Esses números dimensionam a relevância do setor para o abastecimento energético, a geração de empregos e o equilíbrio ambiental, reforçando o papel do etanol e da biomassa como pilares da transição para uma economia de baixo carbono.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Mercedes-Benz vende 100 unidades da nova geração de ônibus com maior potência (El Más Potente) a partir do Brasil

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Diário do Transporte está no Chile e acompanha na representante Kaufmann a apresentação do modelo

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Recentemente apresentada ao mercado, a nova geração do O500 rodoviário da Mercedes-Benz El Más Potente para operações severas, configurado nos padrões Euro 6 de redução de poluição, já tem cerca de 100 unidades vendidas para o Chile.

A produção é a partir de São Bernardo do Campo (SP), no Brasil.

Com o bom sentido da palavra, esse ônibus é um “monstro”.

O modelo foi concedido em 2018 para operar em regiões como áreas de mineração, gelo, vias com sal, deserto e muita “pauleira”.

Ele é tão forte que nasceu do seu irmão de marca, o poderoso caminhão extrapesado Actros.

O gerente de vendas e marketing para a América Latina da Mercedes-Benz, Augusto França, conversou com o Diário do Transporte que está no Chile e vai fazer uma viagem pela região das Cordilheiras com este super ônibus.

Na atual versão Euro 6, o ônibus está com novos sistemas automáticos de segurança e aguenta agora uma carga maior. A capacidade foi ampliada em uma tonelada, passando para 20 toneladas na versão dois eixos (4×2) e 25 toneladas na de três eixos (6×2).

Os ônibus chegam ao mercado com as seguintes denominações: O bovo O 500 RS 2045 4×2 (motor de 450 cavalos e também uma tonelada a mais nos eixos) e Novo O 500 RSD 2548 6×2 (motor de 480 cavalos e uma tonelada a mais de capacidade nos eixos).

Novo O 500 desde Euro 3 até Euro 6 com motor OM 460 LA de 6 cilindros e 12,9 litros, similar à versão consagrada do caminhão extrapesado Mercedes-Benz Actros.

Entre suas características destacam-se o aumento da capacidade volumétrica para 12,9 litros, o novo turbocompressor com pressão de 2.4 bar e a nova pressão de injeção de diesel de 2.200 bar para garantir uma melhor pulverização do combustível e uma queima de combustível mais efetiva.

Além do motor Mercedes-Benz OM 460, o trem de força dos ônibus rodoviários Novo O 500 conta com a robusta transmissão automatizada ZF Traxon de 12 marchas, com Over Drive e Direct Drive e sistema de freio auxiliar Intarder.

Entre as principais características da Traxon incluem-se uma estratégia de mudanças de marcha que prioriza a economia de combustível, funcionamento silencioso, alto torque de entrada, menor volume de óleo lubrificante e menor custo de manutenção.

Veja nota completa da Mercedes-Benz

  • Primeiras 100 unidades do chassi de ônibus rodoviário Novo O 500 “el más potente” Euro 6 foram encomendadas por clientes chilenos
  • Exportação é uma parceria com a Daimler Latina, unidade regional da Daimler Buses, e o Grupo Kaufmann, representante da Mercedes-Benz no Chile
  • Primeiros pedidos já foram produzidos e demais estão em processo de produção na fábrica da Empresa em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo
  • Argentina, Chile, Peru e Colombia se consolidam como os principais impulsionadores do crescimento nas vendas de ônibus da marca para o mercado externo em 2025
  • Motor Mercedes-Benz do Novo O 500, acoplado à transmissão automatizada ZF Traxon, é destaque pela robustez e desempenho
  • Chassis de ônibus rodoviários Mercedes-Benz são referência de mercado em tecnologias de segurança

Em mais um passo marcante no crescimento das exportações dos chassis de ônibus rodoviário Novo O 500 “el más potente” de 450 e 480 cavalos, a Mercedes-Benz do Brasil inicia agora a venda da versão com motor compatível com o padrão Euro 6. Os clientes chilenos encomendaram as 100 primeiras unidades e os primeiros pedidos já foram produzidos e demais estão em processo de produção na fábrica de São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.

Essa exportação é uma parceria com a Daimler Latina, unidade regional da Daimler Buses, e o Grupo Kaufmann, representante da Mercedes-Benz no Chile.

Além da motorização mais  potente, os chassis da família Novo O 500  contemplam maior capacidade de carga. Assim, chegam ao mercado com as seguintes denominações: Novo O 500 RS 2045 4×2 (motor de 450 cavalos e também uma tonelada a mais nos eixos) e Novo O 500 RSD 2548 6×2 (motor de 480 cavalos e uma tonelada a mais de capacidade nos eixos).

Os chassis Novo O 500 RS e RSD “el más potente” passaram a integrar o portfólio Mercedes-Benz para países da região andina, como também de outros mercados da América Latina.

Nessa região, os ônibus rodoviários Novo O 500 atendem aos segmentos de turismo, transporte intermunicipal e fretamento, caso severas rotas de mineração. Robustos e resistentes, com eficiência, conforto e segurança, eles superam os desafios mais adversos da Cordilheira dos Andes, como temperaturas abaixo de zero e altitudes até 5.000 metros.

“Lançado em julho de 2023, o sucesso comercial do Novo O 500 teve início com uma venda discreta para clientes do Chile, Peru e Guatemala. A performance excelente e a rentabilidade do veículo foram reconhecidas rapidamente pelos operadores. Como decorrência, os volumes superaram as expectativas iniciais em mais de 150%, com mais de 370 unidades exportadas no ano de sua chegada àquelas regiões”, destaca Jens Burger, diretor geral do Regional Center Daimler Latina.

“Com o êxito crescente do Novo O 500, chegamos a 1.901 unidades exportadas desde o seu lançamento, sendo aproximadamente 860 unidades só em 2025. Paralelamente, expandimos horizontes. Além de Chile e Peru, que são os maiores compradores do Novo O 500, já comercializamos esses chassis de ônibus rodoviários para Guatemala, Colômbia, Costa Rica, Uruguai, Paraguai, Argentina, México, Egito, Singapura e Indonésia”, informa Jens Burger.

 Parceria com a Kaufmann foi decisiva para o sucesso do Novo O 500 no Chile

De acordo com Jens Burger, a parceira com o Grupo Kaufmann foi decisiva para o sucesso do Novo O 500 no Chile. “Nosso representante local, de longa tradição e vivência no mercado chileno e latino-americano, agregou muito conhecimento e experiência acerca do produto, como também dos perfis das empresas operadoras e da realidade operacional local. Isso trouxe importante contribuição aos nossos times de Engenharia, Vendas, Marketing e Pós-Venda no desenvolvimento e produção do Novo O 500 para o mercado chileno”.

“Nos últimos dois anos, desde o lançamento em 2023, passamos por um intenso processo de implementação da marca e dos nossos produtos. Foi um período desafiador, mas também muito enriquecedor, no qual demonstramos a capacidade de colocar os veículos nas ruas, trabalhando e gerando receita para nossos clientes. Esses produtos são desenvolvidos precisamente para isso: para produzir. Essa experiência nos permitiu nos adaptar e nos preparar de forma sólida para a chegada da norma Euro 6 em janeiro, tanto em nossas operações e atendimento nas filiais quanto nos processos internos de suporte. Foram dois anos de aprendizagem e domínio da tecnologia e eletrônica que nos deixam prontos para essa grande mudança.”

Mercedes-Benz do Brasil cresce 50% nas exportações de ônibus em 2025

O sucesso comercial do Novo O 500 contribui para que a Mercedes-Benz do Brasil reforce sua posição como maior polo exportador de ônibus da Daimler Buses na América Latina, alcançando um crescimento de cerca de 50% nas vendas acumuladas de janeiro a setembro de 2025 – um salto de 2.963 para 4.440 unidades em relação ao mesmo período de 2024.
“Esse desempenho reflete a força industrial e a competitividade da operação brasileira, que segue atendendo com excelência mercados estratégicos em diversos continentes”, afirma Jens Burger.

A região latino-americana continua sendo o principal destino das exportações de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. De janeiro a setembro de 2025, o volume total de exportações para a América Latina somou 3.830 unidades, com um crescimento de mais de 46% em relação ao mesmo período de 2024 (2.621 unidades).

Entre os países latino-americanos, Argentina, Chile e Peru se consolidam como principais impulsionadores do crescimento nas vendas de ônibus da marca no mercado externo em 2025. A Argentina registrou o maior avanço percentual, de mais de 95%, quase dobrando o volume de unidades enviadas (de 1.181 para 2.305).

O Chile, por sua vez, também manteve posição de destaque regional, com alta de mais de 33% e 518 unidades exportadas, representando aproximadamente 12% do total latino-americano. Já o Peru apresentou crescimento de 56%, fortalecendo a presença da marca em um mercado cada vez mais competitivo e em expansão.

“Esses resultados demonstram a confiança dos clientes na qualidade, durabilidade e eficiência dos chassis de ônibus rodoviários Mercedes-Benz, que são concebidos e desenvolvidos para operações severas em altitude, topografia e clima”, afirma Jens Burger.

Um ônibus desenvolvido para diversos segmentos de operações

“O grande sucesso do Novo O 500 é fruto do desenvolvimento conduzido pela Mercedes-Benz do Brasil com foco numa solução para necessidades de operadores de ônibus da América Latina, especialmente de regiões andinas”, diz Augusto França, gerente de Vendas e Marketing de Ônibus do Regional Center Daimler Latina. “Essa nova configuração do veículo atende a um perfil de cliente e de operação que vinha mudando. Para isso, precisávamos de um motor mais potente, uma transmissão e eixos mais robustos, além de novos sistemas de segurança atualmente exigidos pelas companhias de mineração e compatíveis com exigências internacionais. Com estes modelos, equalizamos as tecnologias entre os veículos produzidos na matriz na Alemanha e os produzidos no Brasil”.

Segundo Augusto França, um grande desafio do desenvolvimento era ter um produto de excelência para condições extremas de aplicação. “Todo o nosso time atuou para isso, contando com as parcerias de equipes da fábrica, dos representantes e até dos clientes. Diante desse cenário, quero destacar a capacidade da Engenharia e da Linha de Produção de Ônibus 4.0 da planta da Mercedes-Benz do Brasil em São Bernardo do Campo, onde são fabricados os chassis Novo O 500 para atender vários países, de acordo com suas respectivas legislações de emissões, sejam Euro 3, 5 ou 6”.

Mais potentes, mais robustos e mais completos

 Além dos consagrados modelos Euro 5, a Mercedes-Benz disponibiliza também o Novo O 500 RS e e RSD com tecnologia Euro 3 para atender aos países com este padrão de emissão.

Com isso, a marca completa a família do Novo O 500 desde Euro 3 até Euro 6 com motor OM 460 LA de 6 cilindros e 12,9 litros, similar à versão consagrada do caminhão extrapesado Mercedes-Benz Actros.

“Para obter mais potência e eficiência, lançamos os chassis do Novo O 500 com o motor OM 460 para atender principalmente os países andinos e outros mercados latino-americanos. Entre suas características destacam-se o aumento da capacidade volumétrica para 12,9 litros, o novo turbocompressor com pressão de 2.4 bar e a nova pressão de injeção de diesel de 2.200 bar para garantir uma melhor pulverização do combustível e uma queima de combustível mais efetiva”, ressalta Harley Barbieri, gerente de Marketing de Produto & Pós-venda Ônibus do Regional Center Daimler Latina. “Além disso, os veículos contam com uma nova arquitetura eletrônica e com um sistema de arrefecimento inteligente que possibilita uma redução real de consumo de combustível”.

Economia de até 10% no consumo em elevadas altitudes

 “Os testes na Cordilheira dos Andes, no Peru, nos trouxeram um excelente resultado: os ônibus Novo O 500 chegaram a economizar até 10% de combustível, em comparação ao portfólio anterior, conforme as condições da estrada e o estilo de condução do motorista. Isso se deve à harmonia do trem de força, que se destaca pelo novo motor Mercedes-Benz OM 460 LA, pela transmissão automatizada ZF Traxon e os eixos traseiros mais robustos”, diz Harley Barbieri. “Nos testes da região andina peruana, este conjunto motriz reafirmou sua robustez e resistência, chegando a operar com folga em subida constante por 3 a 4 horas, condição bastante comum nessa topografia. Além disso, é importante destacar que as avançadas tecnologias dos Novos O 500 oferecem um alto padrão de conforto e segurança para os passageiros e de condução para o motorista”.

 Além do motor Mercedes-Benz OM 460, o trem de força dos ônibus rodoviários Novo O 500 conta com a robusta transmissão automatizada ZF Traxon de 12

marchas, com Over Drive e Direct Drive e sistema de freio auxiliar Intarder.

Entre as principais características da Traxon incluem-se uma estratégia de mudanças de marcha que prioriza a economia de combustível, funcionamento silencioso, alto torque de entrada, menor volume de óleo lubrificante e menor custo de manutenção.

Referência em tecnologias de segurança avançada

 A Mercedes-Benz do Brasil tem consolidado os ônibus Novo O 500 como os mais completos em tecnologias de segurança. Entre os seus diferenciais incluem-se o ABA 5, quinta geração do sistema de frenagem de emergência, assistente de ponto cego e o controle inteligente do farol alto, além de vários itens já consagrados no mercado.

O sistema de frenagem de emergência (ABA 5) intervém em caso de colisão iminente com veículos em movimento ou parados na via, além de reconhecer ciclistas e pedestres, o que é um grande diferencial dessa tecnologia. No caso do assistente de ponto cego (SGA), o sistema identifica o que acontece do lado direito do ônibus, local onde se faz necessária maior atenção para o motorista, detectando pedestres, ciclistas e automóveis na via, parados ou em movimento. Segurança e comodidade para o condutor do ônibus também são garantidas pelo controle inteligente de farol alto (IHC). O sistema opera de forma autônoma, reduzindo o farol alto quando a câmera detecta luminosidade contraria, e assim o motorista pode se concentrar ainda mais na via e no tráfego.

Mais itens de segurança disponíveis para o Novo O 500:

  • LDWS (Lane Departure Warning System) – sistema de aviso de faixa.
  • ACC (Active Cruise Control) – piloto automático adaptativo.
  • TPMS (Tyre Pressure Monitoring System) – sistema de monitoramento da pressão e temperatura dos pneus.
  • Piloto automático de velocidade.
  • ESS – sinalização de parada de emergência.
  • Sistema de auxílio em rampa.
  • Top-Brake – sistema auxiliar de freio.
  • Sistema anti-tombamento.
  • EBS – sistema eletrônico de freios.
  • ECAS – suspensão pneumática controlada eletronicamente.
  • ESP – controle eletrônico de estabilidade.

O inovador tratamento anticorrosivo de chassis de ônibus

 Atendendo às necessidades de clientes, a Mercedes-Benz desenvolveu o processo inovador do mercado para tratamento anticorrosivo dos chassis de ônibus da marca, ampliando ainda mais o padrão de qualidade e resistência dos produtos.

“Essa proteção especial aplicada no chassi é indicada para veículos de fretamento que transportam funcionários e transitam em ambientes de operações severas, com alto grau de salinidade, altas taxas de umidade, baixas temperaturas e calor intenso, o que ocorre, por exemplo, no setor da mineração”, afirma Harley Barbieri. “Ou seja, os chassis de ônibus da marca saem de fábrica ainda mais protegidos contra corrosões e outros impactos derivados de condições extremas de aplicação do veículo. Isso exige menos manutenção da estrutura do chassi e assegura maior durabilidade do ônibus”.

Além da aplicação do tratamento anticorrosivo do chassi, estes veículos recebem pneus especiais para operações severas e um pacote de segurança ampliado, podendo circular tanto nos ambientes da mineração, como pelas cidades.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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Greve do Metrô do Recife (PE) completa dois dias e segue sem previsão de término

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Categoria mantém paralisação por segurança e estrutura; TRT convoca audiência de conciliação nesta terça (4)

ARTHUR FERRARI

O segundo dia de paralisação do Metrô do Recife (PE) mantém o sistema completamente parado nesta terça-feira (4), afetando mais de 170 mil passageiros que utilizam diariamente as linhas Centro e Sul. A greve dos metroviários, iniciada na segunda (3), foi motivada por problemas de infraestrutura e pela falta de segurança no sistema, especialmente após o incêndio em uma composição no último dia 25 de outubro.

De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), a paralisação não tem data para ser encerrada. A categoria reivindica melhores condições de trabalho e manutenção adequada da rede metroviária, além de cobrar garantias à segurança de funcionários e usuários.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela operação, informou que todas as estações permanecem fechadas e que aguarda decisão judicial para a retomada dos serviços. “A companhia vai entrar hoje pela manhã com mais uma medida judicial, para que haja o mais rápido possível alguma decisão para retomada do funcionamento do sistema, garantindo o deslocamento dos usuários”, afirmou em nota.

Uma audiência de conciliação entre representantes do sindicato e da CBTU foi marcada para as 14h desta terça-feira (4), no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6), sob condução do desembargador Eduardo Pugliesi.

Enquanto o metrô segue inoperante, o Grande Recife Consórcio de Transporte mantém uma operação emergencial com 80 ônibus extras e três linhas especiais — 238 (TI Jaboatão/TI Barro), 858 (TI Joana Bezerra/TI Afogados/TI Barro) e 2481 (TI Camaragibe/TI TIP) — além do reforço em 15 linhas regulares. As medidas buscam reduzir os impactos da greve nos deslocamentos diários pela Região Metropolitana.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Temporal ‘devastador’ deixa prejuízos para produtores do Paraná

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Forças-tarefas compostas por equipes de prefeituras e da Defesa Civil atuam no levantamento dos estragos deixados pelos temporais e queda de granizo do último fim de semana em 38 cidades do Paraná. Conforme dados preliminares, lavouras de soja, avicultura, suinocultura e olericultura foram as atividades agrícolas mais atingidas, principalmente nas regiões Noroeste, Centro-Oeste e Norte. “Foi rápido, mas devastador”, conta Leonardo Romero, prefeito de Quinta do Sol, município a cerca de 70 quilômetros de Maringá.

Em apenas dois dias, três estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) chegaram ao volume histórico de chuvas para todo o mês de novembro. As rajadas de vento superaram os 90 km/h.

O produtor João Cláudio Romero, que possui propriedades na área rural de Quinta do Sol, estima aproximadamente R$ 2 milhões em prejuízos. “Pode ser ainda mais, foi um estrago bem considerável”, resume.

Ele conta que quatro granjas de aves foram atingidas pelos fortes ventos e pelas pedras de granizo. Em uma delas, a destruição da estrutura chegou a 80% e em torno de 30 mil pintainhos morreram. Nas demais, as coberturas foram arrancadas, perfuradas ou distorcidas. “Caíram pedras do tamanho de um ovo de galinha”, ilustra. Ele comenta que possui seguro, mas o dispositivo cobre apenas uma parte do prejuízo.

Na mesma propriedade foram danificadas ainda as casas dos granjeiros, além de barracões de maquinários e insumos e painéis do sistema de energia solar. “Parecia um tornado, teve placa que foi parar a mais de um quilômetro de distância”, lembra Romero.

Em outra fazenda da família, a lavoura de soja foi atingida. Dos 2,3 mil hectares da área plantada, em torno de 720 hectares tiveram perda total. Em outros talhões houve perda parcial. Romero comenta que, nesta segunda-feira (3/11), já estava atrás de sementes para fazer o replantio da área afetada. O processo envolverá, entre outros ajustes, manutenção da área e correção de solo.

Segundo o prefeito de Quinta do Sol, a sojicultura corresponde a 99% das lavouras da região. Ele acredita que a área de replantio entre os agricultores do município pode ultrapassar 4 mil hectares. O município deve decretar estado de calamidade nas próximas horas, a fim de buscar apoio financeiro com mais agilidade para os moradores atingidos.

O produtor Paulo de Freitas Mendonça, também de Quinta do Sol, estima que até 70% da área de 820 hectares de soja tenha sido atingida pelo granizo e pelos temporais. A previsão, até então, era colher mais de 65 sacas por hectare, considerada uma produtividade acima da média.

Nesta semana, Mendonça fará uma avaliação da lavoura, junto com a assistência técnica da fazenda, para definir qual o percentual da plantação onde haverá necessidade de replantio. “Essa situação afeta os compromissos firmados e todo o ciclo da lavoura até a safrinha, para a qual já tenho financiamento feito e insumos comprados”, avalia.

O calendário de cultivo da soja nas regiões mais afetadas pela queda de granizo e pelos temporais teve início em setembro. Os danos variam de acordo com a intensidade das intempéries e com o estádio da planta. “Quanto mais nova, mais sensível e com menor capacidade de rebrote”, observa Romero.

Olericultura

Em Campo Mourão, o produtor de hortaliças Eber Roman já contabiliza R$ 30 mil de prejuízos pela perda total da horta. “O que o granizo e o vento não destruíram, a chuva que veio depois estragou”, lamenta.

Alface, couve, salsinha, cebolinha, acelga e repolho eram as principais plantações. Ele comenta que deve levar de 90 a 100 dias para voltar a ter a produção que tinha antes das intempéries. De toda a plantação de horticultura da região, Roman acredita que em torno de 90% foi perdida.

Ele ainda deve avaliar o que vai fazer em cinco hectares de produção de mandioca de mesa. “Replantar não vale a pena neste momento, vou aguardar para ver se vai rebrotar”, explica. Caso a mandioca não se recupere, ele calcula um prejuízo de R$ 100 mil.

Daniel Antonio Moro, secretário de Agricultura e Abastecimento Rural de Santa Helena, na Costa Oeste do Paraná, conta que em uma das localidades da área rural, em torno de 80% da comunidade teve prejuízos. Os danos ainda estão sendo levantados, mas houve perdas em lavouras de soja e de milho, avicultura, suinocultura, com destruição de barracões e comprometimento de estradas rurais. “Provavelmente haverá necessidade de os produtores buscarem recursos do Proagro [Programa de Garantia da Atividade Agropecuária] e do seguro rural”, afirma.

Em Nova Aurora, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, José Luiz Costa, afirma que no Distrito de Marajó há produtores que perderam 100% da lavoura, além de aviários, barracões e placas solares. “Muitos desses produtores não têm seguro”, adverte. Segundo ele, a entidade irá atuar juntamente com a prefeitura e outros órgãos para buscar apoio aos agricultores afetados.

O governador Carlos Massa Ratinho Júnior autorizou nesta segunda-feira o repasse de R$ 50 milhões do Tesouro Estadual ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), medida que visa garantir apoio aos municípios paranaenses atingidos pelos fortes temporais do último fim de semana. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Agricultura para detalhar as ações de apoio aos produtores rurais, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

Clima

Nesta terça-feira (4/11), o volume de chuva deve reduzir no Paraná, conforme o Simepar. Na quarta-feira (5/11) entretanto, a chuva deve voltar com força ao Paraná.

“A formação de um novo sistema de baixa pressão sobre o Paraguai deve provocar chuvas intensas no Oeste paranaense, que avançam em direção às demais regiões ao longo do dia, perdendo força gradualmente”, detalha Bianca de Ângelo, meteorologista do órgão.

Santa Catarina

A chuva acompanhada de granizo também causou prejuízos na agricultura de Santa Catarina. Em Bom Jardim da Serra, cidade conhecida pela produção de maçã das variedades gala e fuji, o fenômeno atingiu diversos pomares nesta segunda-feira.

O produtor Douglas Padilha, que teve sua propriedade atingida, conta que o fenômeno começou por volta das 11h e durou apenas dez minutos, mas o tempo foi suficiente para danificar os frutos, que estavam em desenvolvimento, e causar a queda das folhas na área com 1 mil pés de maçã plantados.

“Foi uma chuva que veio sem ninguém esperar e com bastante granizo. Atingiu vários pomares do município. Ainda não sei quanto terei de prejuízo, mas já sabemos que a safra foi prejudicada. Agora vou acionar o seguro”, diz.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o granizo foi registrado em outros dois municípios da região serrana destaques no cultivo de maçã: São Joaquim e Urubici. “Pode ter ocorrido prejuízos individuais mais significativos, mas acredito não ser de forma generalizada. Precisamos de tempo para ter informações mais concretas”, explica Marlon Francisco Couto, da gerência regional de São Joaquim.

Após o período de dormência, que acontece no inverno, os pomares catarinenses estão na fase do crescimento de frutos e raleio manual, que é a técnica de retirada seletiva do excesso de maçãs em uma planta.

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