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Pássaro Verde inaugura sala vip em Viçosa (MG)

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Foto: Lucca Ávila

Espaço possui ar-condicionado, água, café, TV e assentos destinados aos clientes da empresa

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) revelam que o número de passageiros em ônibus rodoviários interestaduais cresceu cerca de 25% entre 2023/24, em todo país, passando de 34,6 para 43,6 milhões.

Sabendo disso, muitas viações têm investido em uma tendência de mercado que preza pela experiência dos clientes nos terminais antes mesmo deles entrarem nos ônibus: as chamadas Salas VIP, anteriormente restritas aos aeroportos, mas cada vez mais comuns nas rodoviárias. Ainda não há dados oficiais sobre a quantidade delas, mas a certeza que se tem, hoje, é que todas oferecem uma infinidade de benefícios e amenidades para conquistar e fidelizar o consumidor. Há empresas, inclusive, que chegam a investir até R$ 2 milhões nesses espaços com mais comodidade.

Com sete décadas de atuação, a Pássaro Verde estreou nesse mercado com a inauguração no dia 30 de outubro da sua primeira Sala VIP, localizada no Terminal Rodoviário de Viçosa, Zona da Mata mineira. O local exclusivo é destinado aos passageiros que utilizam os serviços da companhia.

A nova Sala VIP conta com ar-condicionado, água, café, TV e assentos aconchegantes, criando um ambiente diferenciado dentro da rodoviária. “Por ser uma cidade universitária, Viçosa é um dos nossos principais pontos de embarque e desembarque em Minas Gerais. Muitos clientes utilizam, todos os meses, trechos que passam pelo município, o que nos levou a investir aqui na primeira Sala VIP da empresa. Queremos retribuir essa fidelidade oferecendo mais qualidade de atendimento”, afirma Breno Fonseca, gerente de unidade da Pássaro Verde.

Ainda segundo o executivo, o projeto piloto faz parte da estratégia da companhia de ampliar a experiência de viagem, não apenas dentro dos ônibus, mas também nos terminais. “Já avaliamos a implantação de Salas Vip em outras cidades atendidas por nossas linhas”, completa.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Problemas técnicos em pantógrafo de trem prejudicam operação da Linha 11-Coral e passageiros descem aos trilhos nesta segunda-feira (03)

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Composições circulam com intervalos maiores entre estações Palmeiras-Barra Funda e Tatuapé

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Linha 11-Coral da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) opera com lentidão na noite desta segunda-feira, 03 de novembro de 2025.

Em razão de problemas técnicos no pantógrafo de uma composição, as demais circulam com intervalos maiores entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Tatuapé.

Os passageiros tiveram de descer aos trilhos para andar pelo restante do trecho até a plataforma mais próxima.

Em nota ao Diário do Transporte, a CPTM informou que a falha foi identificada às 17h10.

“Na tarde desta segunda-feira (03/11), por volta das 17h10, foi identificada uma falha no pantógrafo de um trem da Linha 11-Coral na região da estação Brás. Para atuação da equipe de manutenção, os trens circulam com restrição de velocidade entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Tatuapé. A CPTM pede desculpas pelo transfornos causados aos passageiros.”

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Prefeitura do Rio de Janeiro destina quase R$ 4 milhões para obras e equipamentos do BRT Transbrasil

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Crédito suplementar reforça orçamento da Secretaria Municipal de Transportes para requalificação do corredor, que já transporta mais de 22 milhões de passageiros

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura do Rio de Janeiro abriu crédito suplementar de R$ 3,97 milhões em favor da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), com o objetivo de reforçar os investimentos na requalificação do sistema de transportes no corredor Transbrasil. O Decreto nº 57.095, assinado pelo prefeito Eduardo Paes e publicado no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, 03 de novembro de 2025, especifica que os recursos serão aplicados em obras, instalações e aquisição de equipamentos permanentes.

Segundo o texto, o crédito será compensado conforme a Lei nº 207/1980 e tem como fonte recursos de operações de crédito, mecanismo usado pela administração municipal para financiar grandes projetos de infraestrutura. O decreto também altera o detalhamento da despesa aprovado em fevereiro, por meio do Decreto nº 55.713/2025.

O reforço orçamentário é destinado à ação 1362 – Requalificação do Sistema de Transportes no Corredor Transbrasil, empreendimento estratégico para o sistema de mobilidade do Rio.

O corredor, que liga Deodoro ao Centro pela Avenida Brasil, é considerado o maior eixo de transporte rápido por ônibus (BRT) da capital fluminense, integrando terminais de alta demanda e linhas alimentadoras.

Situação atual do corredor Transbrasil

O corredor BRT Transbrasil entrou em operação em fevereiro de 2024, após quase uma década de obras e investimentos superiores a R$ 2 bilhões. Com 26 quilômetros de extensão, o eixo liga Deodoro ao Terminal Intermodal Gentileza, na região central, conectando-se ao VLT Carioca, ao transporte municipal por ônibus e a linhas intermunicipais.

Desde março de 2024, a Prefeitura do Rio vem ampliando a operação, abrindo novas estações e consolidando a faixa exclusiva ao longo da Avenida Brasil. O Terminal Gentileza, inaugurado junto à primeira fase, tornou-se um ponto de integração crucial, permitindo conexões entre o BRT, o VLT e as linhas municipais do Centro.

De acordo com a Mobi-Rio, mais de 22 milhões de passageiros já utilizaram o corredor desde sua inauguração, com uma média de 115 mil usuários por dia útil. O tempo médio de deslocamento entre Deodoro e o Centro caiu de cerca de 1h30 para 40 minutos, e o índice de satisfação dos passageiros ultrapassa 90%.

Mesmo com os resultados positivos, o projeto ainda enfrenta etapas em execução, voltadas principalmente à requalificação de estações, implantação de sistemas de controle operacional e instalação de mobiliário urbano. Há também intervenções pendentes nos terminais Margaridas e Missões, que complementarão a operação plena do sistema.

O novo crédito suplementar de R$ 3,97 milhões, assinado no fim de outubro e publicado hoje, será aplicado exatamente nessas frentes: conclusão de obras civis, equipamentos permanentes e integração tecnológica. A medida reforça a fase final de consolidação da infraestrutura e de qualificação operacional do corredor Transbrasil, eixo essencial para o transporte coletivo da capital fluminense e parte do plano de modernização da rede BRT.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Zinho revela o que ouviu de Ancelotti em papo na CBF após convocação: ‘Quer a solidez da seleção de 94’

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Carlo Ancelotti convocou, nesta segunda-feira (3), 26 jogadores para a disputa de dois amistosos com a seleção brasileira. O Brasil enfrenta Senegal e Tunísia nos dias 15 e 18 de novembro, respectivamente.

Com sete jogadores que atuam no futebol brasileiro, a convocação da seleção brasileira traz novidades como Vitor Roque, atacante do Palmeiras, e Luciano Juba, lateral-esquerdo do Bahiaveja a lista completa.

Zinho, campeão da Copa do Mundo em 1994, foi convidado para participar do evento na sede da Confederação Brasileira de Futebol.

O comentarista da ESPN revelou detalhes de uma conversa que teve com Carlo Ancelotti após o anúncio dos convocados.

“Conversei com o Ancelotti e ele falou de 94. Ele disse que está buscando a solidez da seleção de 94. O princípio para construir uma seleção vencedora é a solidez. Ele está buscando os nomes para isso. Para o hexa acontecer, começa muito por isso”, revelou.

“Ele vê o talento individual, a qualidade. E por isso não tem lista definida, pois está conhecendo muitos jogadores. O entendimento é que talento não falta. Ele quer decidir o grupo final e ter essa organização, com um time sólido para o talento decidir”, completou Zinho.

Questionado sobre diversos assuntos na entrevista coletiva, Ancelotti falou sobre a vida pessoal de Vinicius Júnior, sobre convocar jogadores de Flamengo e Palmeiras e afirmou que cerca de 18 jogadores já estão garantidos no próximo Mundial.

As partidas contra Senegal e Tunísia serão disputadas em Londres (Inglaterra) e Lille (França), respectivamente, dando sequência à série de jogos preparatórios que o time canarinho fará até a Copa do Mundo de 2026.

Depois da Data Fifa de novembro, o Brasil só volta a campo em março, quando vai disputar dois amistosos nos Estados Unidos. Antes do início da Copa do Mundo de 2026, em 11 de junho, a seleção brasileira planeja um jogo amistoso em solo brasileiro. Os adversários ainda não foram definidos.

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Nansen instala em Goiânia (GO) o maior terminal de recarga para ônibus elétricos do Brasil

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Infraestrutura do BRT terá 23 carregadores de alta potência e sistema móvel inédito de armazenamento de energia

ALEXANDRE PELEGI

A cidade de Goiânia caminha para sediar o maior terminal de recarga de ônibus elétricos do país. A estrutura, em fase final de obras, está sendo implantada pela Nansen para o sistema BRT Goiânia e representa um novo patamar na infraestrutura de eletromobilidade urbana no Brasil.

O terminal, localizado na garagem da Metrobus, contará com 23 carregadores de 240 kW, cada um com dois conectores, capazes de atender 46 ônibus simultaneamente. Com potência total de 6 MVA, o conjunto permitirá a operação plena de veículos 100% elétricos, dentro do Projeto Nova Anhanguera, que moderniza e reorganiza o transporte metropolitano da capital goiana.

Entre as inovações está o BESS móvel (Battery Energy Storage System) — um sistema de armazenamento com capacidade de 50 kWh e potência de 60 kW, dotado de carregador próprio. A solução pode atuar em situações de emergência ou picos de demanda, garantindo estabilidade energética ao sistema de transporte. Trata-se da primeira aplicação comercial dessa tecnologia em operação no país.

O BESS móvel foi projetado para assegurar confiabilidade ao transporte coletivo elétrico, mesmo diante de eventuais falhas no fornecimento. É uma solução que amplia a segurança e a eficiência da operação”, explica João Pedro Tabelini, gerente de Eletromobilidade da Nansen.

Segundo Tabelini, o avanço consolida Goiânia como uma das cidades que mais investem na transição para uma mobilidade limpa e de baixa emissão, aproximando o sistema brasileiro de modelos já consolidados em Shenzhen (China), Oslo (Noruega) e Barcelona (Espanha).

O novo terminal também servirá como base de testes para a integração entre geração, armazenamento e recarga inteligente de energia, com potencial de reduzir custos e emissões no transporte público.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Justiça restabelece 23 linhas da Águia Branca após anulação da ANTT

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Decisão confirma validade das autorizações da SUPAS e libera rotas como Rio–Curitiba, São Paulo–Ipatinga e Aracaju–Rio de Janeiro

ALEXANDRE PELEGI

 

A Viação Águia Branca obteve decisão favorável na Justiça Federal da 1ª Região (processo nº 1125819-70.2025.4.01.3400, 4ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal), que determina o reestabelecimento imediato das Decisões da Superintendência de Serviços de Transporte de Passageiros (SUPAS) da ANTT n.ºs 2.622/2024, 2.623/2024, 2.624/2024, 2.625/2024, 2.626/2024, 2.627/2024, 2.628/2024, 2.629/2024, 2.630/2024, 2.631/2024, 2.632/2024, 2.633/2024, 2.634/2024, 2.635/2024, 2.636/2024, 2.637/2024, 2.638/2024, 2.639/2024, 2.640/2024, 2.641/2024, 2.643/2024 e 2.644/2024.

Essas decisões haviam autorizado a empresa a operar 23 novas linhas de transporte interestadual de passageiros, mas haviam sido posteriormente revogadas pela Diretoria Colegiada da ANTT. Relembre:

ANTT adequa operação de linhas da Águia Branca, como Rio de Janeiro/Curitiba, e autoriza Viação Catarina a operar diversos mercados

Entendimento do juiz

O magistrado entendeu que as autorizações emanadas pela SUPAS — baseadas no atendimento dos requisitos da Resolução ANTT 6.033/2023 e no pedido formal da empresa — não poderiam ter sido revogadas sem observância de contraditório e ampla defesa.

A Águia Branca apresentou como prova que havia sido solicitada a renúncia de medidas judiciais (mandados de segurança) como condição para emissão dos Termos de Autorização (TARs) e que, após o cumprimento dessa condição, a agência não poderia usar as mesmas liminares para justificar a cassação das autorizações. A tutela provisória foi concedida e impôs o restabelecimento das decisões da SUPAS até o julgamento final da causa.

Contexto e implicações

As referidas decisões da SUPAS foram publicadas em 23 de outubro de 2024 e concederam à Águia Branca várias tarifas de exploração de mercados interestaduais — segundo nota oficial da empresa, 23 linhas foram impactadas.

A lista das 23 linhas autorizadas e impactadas pela decisão da ANTT é a seguinte:

Origem – Destino
São Paulo/SP – Governador Valadares/MG
São Paulo/SP – Ipatinga/MG
Rio de Janeiro/RJ – Vitória da Conquista/BA
Rio de Janeiro/RJ – Governador Valadares/MG
Rio de Janeiro/RJ – Curitiba/PR
Rio de Janeiro/RJ – Coronel Fabriciano/MG
Rio de Janeiro/RJ – Registro/SP
Resende/RJ – Curitiba/PR
Paramirim/BA – São Bernardo do Campo/SP
Barra do Choça/BA – Campinas/SP
Barra do Choça/BA – São Bernardo do Campo/SP
Aracaju/SE – Rio de Janeiro/RJ
Guarapari/ES – Viçosa/MG
Colatina/ES – Campinas/SP
Vila Velha/ES – Niterói/RJ
Nova Iguaçu/RJ – Guarapari/ES
Vitória/ES – Itueta/MG
Feira de Santana/BA – Macaé/RJ
Petrolina/PE – Aracaju/SE
Feira de Santana/BA – Umbaúba/SE
Camaçari/BA – Penedo/AL
Vitória/ES – Osasco/SP

Com a decisão judicial, essas 23 linhas voltam à validade administrativa — o que restabelece a situação operacional da empresa, evitando a interrupção das viagens e garantindo o atendimento aos passageiros que haviam adquirido bilhetes para os trechos autorizados.

Próximos passos

A ANTT ainda pode recorrer da decisão, mas enquanto perdurar a liminar judicial, as autorizações concedidas pelas decisões da SUPAS permanecem válidas e a empresa está autorizada a operar os mercados conforme aquelas decisões.

O processo continua em trâmite na 4ª Vara Federal Cível da SJDF, com relatoria do juiz Renato Coelho Borelli. A atuação da área técnica da agência e das manifestações da PGR / AGU também deverão compor os autos de mérito, inclusive com verificação de sobreposição de mercados, cumprimento de requisitos de frota e infraestrutura, entre outros aspectos regulatórios já debatidos.

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Ônibus rodoviário tomba na rodovia GO-060, em Iporá (GO), e deixa mortos e feridos na madrugada desta segunda-feira (03)

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Motorista do coletivo perdeu o controle após tentar desviar de árvore caída na via; vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para unidades de saúde em Iporá

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Na madrugada desta segunda-feira, 03 de novembro de 2025, ao menos três pessoas morreram e 35 ficaram feridas após um ônibus rodoviário tombar na rodovia GO-060, no entorno da cidade de Iporá (GO).

O Corpo de Bombeiros informou que o motorista do coletivo tentou desviar de uma árvore caída no meio da estrada, mas perdeu o controle do veículo.

Os socorristas encaminharam as vítimas para receber atendimento médico em unidades de saúde de Iporá.

A ocorrência também foi atendida pela Polícia Científica, que foi ao local para verificar os falecidos.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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“Rei do Ônibus do Rio de Janeiro”, Jacob Barata Filho, sai em defesa do Tarifa Zero e sugere “Vale Mobilidade”

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Tema ganhou força após pedido de Lula para equipe de Haddad fazer cálculos. Entidades veem com preocupação

ADAMO BAZANI

O empresário Jacob Barata Filho, que chegou a ser classificado como “Rei do Ônibus do Rio de Janeiro”, herdeiro de Jacob Barata, o primeiro a receber este título, e, agora, dada sua influência no sistema de transportes e abrangência, se posicionou em defesa da possibilidade da implantação de tarifa zero ou, antes, da criação de um fundo de custeio e de uma espécie de “Vale Mobilidade”, que bancasse a maior parte das operações.

O tema ganhou força após pedido do presidente Luís Inácio Lula da Silva para a equipe do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fazer cálculos. Entidades veem com preocupação a forma como o debate tem sido conduzido e não há consenso nem mesmo dentro do Governo Federal (Veja mais abaixo).

O posicionamento de Jacob Barata Filho está registado em suas redes sociais oficiais com uma publicação com o título: “Projetar o futuro: Fundo de Mobilidade + Vale Mobilidade = mobilidade sustentável e viável”.

Na publicação, o empresário de ônibus cita exemplos de locais onde por fundos de transportes e com a contribuição do recolhimento de empregadores para geração de recursos para estes fundos.

Entre os casos relacionados por Barata estão a cidade de Montpellier, na França, que implementou tarifa zero em dezembro de 2023, e o “PL do Busão 0800”, debatido em Belo Horizonte (MG), que propõe que empresas com 10 ou mais funcionários contribuam com cerca de R$ 185 por colaborador ao fundo municipal de transporte.

Veja a publicação completa do empresário:

Projetar o futuro: Fundo de Mobilidade + Vale Mobilidade = mobilidade sustentável e viável

Jacob Barata Filho

Diretor na Viação UTIL

17 de outubro de 2025

Imagine uma lei clara, objetiva e inovadora: um Fundo de Mobilidade Urbana dedicado exclusivamente ao custeio da operação do transporte público — e um Vale Mobilidade que alimenta esse fundo com contribuições previsíveis.

Não, não é delírio nem utopia, como se ouve muito por aí, basta observar alguns exemplos que inspiram:

  • Distrito Federal (2024): a Lei nº 7.467/2024 criou o Fundo Distrital de Transporte Público e Mobilidade Urbana (FDTPMU), com receitas vinculadas — como 1 % do IPVA, lucros de estacionamentos privatizados e multas de trânsito —, destinadas a melhorias estruturais, passe livre estudantil, faixas exclusivas e construção de paradas. O modelo prevê participação da sociedade civil no conselho gestor, garantindo transparência e eficiência.
  • Belo Horizonte (2025): o “PL do Busão 0800” propõe que empresas com 10 ou mais funcionários contribuam com cerca de R$ 185 por colaborador ao fundo municipal de transporte. O valor substituiria o vale-transporte e sustentaria a operação do sistema, liberando os usuários da tarifa e assegurando receita estável às operadoras.
  • França (desde 1971): o modelo “Versement Mobilité” financia até 70 % dos sistemas de transporte público via contribuição patronal obrigatória. Na cidade de Montpellier, após implementar a tarifa zero em dezembro de 2023, os passageiros saltaram de 84 milhões para 110 milhões de viagens em um ano — um aumento de 30 % na demanda.

E por que isso importaria? Bem, a simplicidade legislativa: a lei estabelece claramente fontes de financiamento, um fundo específico, e um mecanismo (vale) que redistribui o custo sem onerar empresas ou usuários. O modelo garante estabilidade e transparência uma vez que o fundo evita depender exclusivamente do orçamento público ou de tarifas flutuantes.

E mais importante do que tudo os resultados concretos podem ser medidos: mais gente circulando, menos carros na rua, acesso ampliado — como demonstram os crescimentos de viagens em Montpellier e os avanços no DF e BH.

Esse modelo é viável, moderno e escalável — basta ciência política, articulação e coragem para transformar essa estrutura em lei. O transporte público como direito social não encontra elos mais fortes do que estes.

RISCO DE DEGRADAÇÃO E VENDER ILUSÃO:

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, convocada por Jilmar Tato, no dia 21 de outubro de 2025, especialistas apontaram vantagens em Tarifa Zero nacional, mas dizem que neste momento, seria vender ilusão para a população com risco de degradação dos serviços.

No encontro, foi apresentado um estudo da NTU, associação das empresas de ônibus, que mostra que atualmente, existem 170 cidades brasileiras com algum tipo de gratuidade nos transportes, além do que é determinado por leis federais, como para idosos e pessoas com deficiência. Destas, 132 cidades possuem a chamada tarifa zero universal, ou seja, para todos os usuários e em todos os dias da semana. Entretanto, destas cidades, 72% têm apenas até 50 mil habitantes.

Relembre:

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, autorizou, na ocasião, a formação da Comissão Especial da Tarifa Zero para debater a viabilidade ou não da gratuidade em todo o País do acesso aos transportes coletivos por ônibus, trens e metrôs.

ATÉ EQUIPE DE LULA VÊ COM PONDERAÇÃO:

O secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Denis Eduardo Andia, também revelar ponderação sobre o tema, após o ministro das Cidades, Jader Filho, demonstrar  preocupação com o tom do debate sob o risco de se “vender uma ilusão para a população” e que uma “tarifa zero nacional” dependeria neste momento de diversos fatores, como análise da situação econômica de estados e municípios e os impactos no crescimento da demanda de passageiros (Relembre: ),.

Para Andia, não se pode dar terceiro passo antes do segundo ou do primeiro.  O gestor está acostumado a ver os relatos sobre a realidade da mobilidade dos municípios e com experiência como prefeito no currículo (como prefeito reeleito por Santa Bárbara d’Oeste (SP) e presidente da RMCampinas, que reúne outros colegas da região),

O secretário diz que neste momento, uma tarifa zero nacional parece não ser possível e que a busca deve ser modicidade tarifária, ou seja, reduzir os custos das passagens para a população.

Andia ainda diz que o “rótulo tarifa zero” não seria mais adequado para o momento e que, além da modicidade tarifária, o foco deve ser melhoria dos serviços de transportes.

A declaração foi dada nesta semana no Arena ANTP, evento sobre Mobilidade q ue ocorreu na capital paulista, após a participar do lançamento da primeira linha de chassis de ônibus elétricos com uma marca de origem e capital nacionais, a Eletra, de São Bernardo do Campo (SP). A empresa também apresentou o Eletra Consult, serviço de consultoria que, antes mesmo de indicar o modelo de ônibus mais indicado para cada operação, orienta companhias de ônibus e gestores públicos quanto à escolha das obras e equipamentos de infraestrutura de rede e carregamentos mais adequados, linhas de financiamento disponíveis no mercado e ainda dá treinamento dentro da fábrica a motoristas e equipes de manutenção das viações e cuida do pós-venda.

Veja detalhes dos lançamentos neste link:

QUEM DIRIA, ANTES CRITICAVAM, AGORA, EMPRESÁRIOS DE ÔNIBUS DEFENDEM TARIFA ZERO QUE VIROU TÁBUA DE SALVAÇÃO PARA AS VIAÇÕES:

Algo que jamais se pensaria em meio aos protestos de junho de 2013, quando em diversas partes do País, movimentos sociais contestaram em ao menos 50 cidades os reajustes das passagens de ônibus urbanos e metropolitanos, passa a ocorrer agora: a tarifa zero passa a ser defendida pelas próprias viações.

“Rei do Ônibus do Rio de Janeiro”, Jacob Barata Filho, sai em defesa do Tarifa Zero e sugere “Vale Mobilidade”

Tema ganhou força após pedido de Lula para equipe de Haddad fazer cálculos. Entidades veem com preocupação

ADAMO BAZANI

O empresário Jacob Barata Filho, que chegou a ser classificado como “Rei do Ônibus do Rio de Janeiro”, herdeiro de Jacob Barata, o primeiro a receber este título, e, agora, dada sua influência no sistema de transportes e abrangência, se posicionou em defesa da possibilidade da implantação de tarifa zero ou, antes, da criação de um fundo de custeio e de uma espécie de “Vale Mobilidade”, que bancasse a maior parte das operações.

O tema ganhou força após pedido do presidente Luís Inácio Lula da Silva para a equipe do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fazer cálculos. Entidades veem com preocupação a forma como o debate tem sido conduzido e não há consenso nem mesmo dentro do Governo Federal (Veja mais abaixo).

O posicionamento de Jacob Barata Filho está registado em suas redes sociais oficiais com uma publicação com o título: “Projetar o futuro: Fundo de Mobilidade + Vale Mobilidade = mobilidade sustentável e viável”.

Na publicação, o empresário de ônibus cita exemplos de locais onde por fundos de transportes e com a contribuição do recolhimento de empregadores para geração de recursos para estes fundos.

Entre os casos relacionados por Barata estão a cidade de Montpellier, na França, que implementou tarifa zero em dezembro de 2023, e o “PL do Busão 0800”, debatido em Belo Horizonte (MG), que propõe que empresas com 10 ou mais funcionários contribuam com cerca de R$ 185 por colaborador ao fundo municipal de transporte.

Veja a publicação completa do empresário:

Projetar o futuro: Fundo de Mobilidade + Vale Mobilidade = mobilidade sustentável e viável

Jacob Barata Filho

Diretor na Viação UTIL

17 de outubro de 2025

Imagine uma lei clara, objetiva e inovadora: um Fundo de Mobilidade Urbana dedicado exclusivamente ao custeio da operação do transporte público — e um Vale Mobilidade que alimenta esse fundo com contribuições previsíveis.

Não, não é delírio nem utopia, como se ouve muito por aí, basta observar alguns exemplos que inspiram:

  • Distrito Federal (2024): a Lei nº 7.467/2024 criou o Fundo Distrital de Transporte Público e Mobilidade Urbana (FDTPMU), com receitas vinculadas — como 1 % do IPVA, lucros de estacionamentos privatizados e multas de trânsito —, destinadas a melhorias estruturais, passe livre estudantil, faixas exclusivas e construção de paradas. O modelo prevê participação da sociedade civil no conselho gestor, garantindo transparência e eficiência.
  • Belo Horizonte (2025): o “PL do Busão 0800” propõe que empresas com 10 ou mais funcionários contribuam com cerca de R$ 185 por colaborador ao fundo municipal de transporte. O valor substituiria o vale-transporte e sustentaria a operação do sistema, liberando os usuários da tarifa e assegurando receita estável às operadoras.
  • França (desde 1971): o modelo “Versement Mobilité” financia até 70 % dos sistemas de transporte público via contribuição patronal obrigatória. Na cidade de Montpellier, após implementar a tarifa zero em dezembro de 2023, os passageiros saltaram de 84 milhões para 110 milhões de viagens em um ano — um aumento de 30 % na demanda.

E por que isso importaria? Bem, a simplicidade legislativa: a lei estabelece claramente fontes de financiamento, um fundo específico, e um mecanismo (vale) que redistribui o custo sem onerar empresas ou usuários. O modelo garante estabilidade e transparência uma vez que o fundo evita depender exclusivamente do orçamento público ou de tarifas flutuantes.

E mais importante do que tudo os resultados concretos podem ser medidos: mais gente circulando, menos carros na rua, acesso ampliado — como demonstram os crescimentos de viagens em Montpellier e os avanços no DF e BH.

Esse modelo é viável, moderno e escalável — basta ciência política, articulação e coragem para transformar essa estrutura em lei. O transporte público como direito social não encontra elos mais fortes do que estes.

Relembre:

O diretor do Rio Ônibus, sindicato que reúne as empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, Paulo Valente, voltou a defender nesta sexta-feira, 08 de agosto de 2025, a gratuidade nos transportes coletivos, inclusive para a capital fluminense.

Em artigo, o dirigente diz que a não cobrança a quem ingressa nos ônibus, buscando outras formas de bancar o transporte coletivo, faz muito mais sentido hoje em dia que a “catracada”.

Relembre:

A própria NTU (Asociação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), que representa mais de mil viações em todo o Brasil, já amenizou bem o discurso antes severamente contrário às gratuidades, mas também aponta entraves e a necessidade de o debate amadurecer.

Especialistas, não ligados a movimentos sociais, também veem cenários positivos para tarifa zero irrestrita em cidades de médio e grande portes. Mas é necessário antes estruturar bem as formas de financiamento.

O engenheiro, mestre e doutorando em engenharia de transportes pela COPPE/URFJ, e pesquisador de temas da mobilidade urbana, Thadeu André Melo, analisou a pesquisa recente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), intitulada “Tarifa zero nas cidades do Brasil”, lançada em 2025

Segundo o levantamento, até maio de 2025, 154 cidades em todo o país haviam implementado a tarifa zero, seja de forma universal ou parcial. Ainda de acordo com os dados, 73% desses casos iniciaram há menos de cinco anos, com uma concentração expressiva entre 2021 e maio de 2025.

A pesquisa da NTU, no entanto, também apontou uma desaceleração no crescimento da “tarifa zero” a partir de 2024, com apenas dez novas iniciativas registradas naquele ano eleitoral, contrastando com os 18 casos de 2023. A maior parte das cidades que adotam a tarifa zero é de pequeno porte, com 79% (121) possuindo população total de até 100 mil habitantes. Embora a modalidade tenha aumentado na última década, ela ainda não atinge grande parte da população, pois as 12 cidades com mais de 100 mil habitantes que adotaram a tarifa zero universal reúnem menos de dois milhões de habitantes, um número muito menor que o das grandes metrópoles como Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo.

A cidade de São Paulo, entretanto, oferece tarifa zero irrestrita de forma parcial: aos domingos, no Natal, Ano Novo e no aniversário da cidade, em 25 de janeiro.

Para o especialista, uma verdadeira ampliação sustentável das gratuidades irrestritas seria possível com medidas como a criação de um Fundo Nacional de Mobilidade Urbana.

Thadeu André Melo citou exemplos recentes de “tarifas zero” que desidrataram ou pioraram os transportes por falta justamente de um base a sustentasse o sistema.

“O grande ponto é que o modelo atual não é escalável para cidades médias e grandes. Das 307 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, apenas 12 oferecem gratuidade total em todas as linhas. Isso é menos de 4% das cidades com mais de 100 mil habitantes atendidas por sistemas de transporte coletivo por ônibus. Sem fontes estáveis de custeio e planejamento técnico, o risco de precarização do serviço é muito alto. Vimos isso acontecer em Caucaia (CE) e Assis (SP), que precisaram reduzir frota e frequência para conter custos. A tarifa zero não pode ser vista apenas como uma decisão político-eleitoral pontual, mas sim como uma política pública estruturada, sustentada em bases técnicas, econômicas e legais”. – disse, na ocasião.

Em diversas cidades, empresas de ônibus relatam melhorias nos investimentos e oferta de transportes com a tarifa zero.

Ônibus da Vipe (Viação Padre Eustáquio), de São Caetano do Sul (SP), cidade “rica” da Região Metropolitana de São Paulo que possui gratuitade irrestrita nos ônibus.

Em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, a Vipe (Viação Padre Eustáquio), concessionária dos serviços municipais não só ampliou a frota e os horários, como tem renovado os ônibus. Na cidade, nenhum passageiro paga em qualquer dia da semana. O município é pequeno, com cerca de 170 mil habitantes, mas está na maior e mais importante região metropolitana brasileira, a de São Paulo.

Há um descompasso, porém, na procura pelos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e, em especial, dos ônibus intermunicipais metropolitanos operados pela NEXT Mobilidade, de outro grupo empresarial.

Dependendo do deslocamento, as pessoas têm preferido andar parte do trajeto a pé entre um ônibus municipal da Vipe gratuito, até o limite da cidade, e depois pegarem um municipal da cidade vizinha, que, em geral, possui tarifa menor que a do metropolitano e do trem.

Apesar de nem o Governo do Estado de São Paulo e nem a prefeitura da capital paulista divulgarem de forma explícita os impactos no Metrô e nos trens da tarifa zero dos ônibus municipais gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte), a demanda dos coletivos sobre pneus aumentou aos domingos e muitos passageiros dizem que deixam de usar os trilhos.

Sendo assim, em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, não basta apenas que um sistema seja gratuito, já que os diferentes serviços são interligados, tantos os municipais como os metropolitanos.

PEDIDO DE LULA, HADDAD CONSTRANGIDO, EX-SECRETÁRIO TATTO QUE DEFENDE, MAS NUNCA IMPLANTOU:

Como ostrou recentemente o Diário do Transporte, foi uma visita à cidade de Maricá (RJ), onde há gratuidade nos ônibus da EPT (Empresa Pública de Transportes), que empolgou o presidente Luís Inácio Lula da Silva, a pedir ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estudos dos custos para auxiliar as cidades e Estados a concederem tarifa-zero aos domingos e feriados nacionais. A ida de Lula à cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro foi ao lado ddo deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP).

Nas administrações da capital paulista, tanto durante o governo municipal de Marta Suplicy, como de Haddad, Tatto nunca implantou gratuidades.

Na cidade de São Paulo, a tarifa zero aos domingos e em três feriados para todos os passageiros foi instaurada em dezembro de 2023, na gestão do prefeito Ricardo Nunes. Na capital paulista, o custo estimado por ano é de quase R$ 600 milhões. Os feriados são: Ano Novo, Aniversário da cidade (25 de janeiro) e Natal.

O pedido de Lula a Haddad, que foi em público, durante reunião ministerial em 26 de agosto de 2025, deixou o titular da pasta da Fazenda em situação de constrangimento, que, na conversa com presidente, disse que há restrições orçamentárias para bancar isso no momento, mas prometeu estudar a questão.

Relembre:

Faltam definição do custo atual e estudos de impacto de crescimento da demanda pelos transportes. Onde foi instituída a Tarifa Zero cresceu o número de passageiros. O que é bom por um lado, também não deixa de significar uma elevação de custos imediatos operacionais, já que são necessários mais ônibus operando, mais motoristas, mais infraestrutura, o que custa dinheiro.

Uma das questões é que o retorno econômico de uma cidade esperado pela tarifa zero, com mais movimentação no comércio e menos trânsito, pode demorar um pouco para ser sentido enquanto a elevação dos gastos com frota maior de coletivos, mão de obra, estrutura e insumos é imediata. Assim, não deixa de ser uma aposta que precisa ser bancada e sem saber se os ganhos econômicos para as cidades seriam na mesma proporção que a elevação dos custos. Muito embora a tarifa zero tendo de ser encarada não apenas como medida econômica, mas de inclusão social e até incentivo cultural, o aspecto financeiro é importante de ser pensado, caso contrário, o benefício não se sustentaria.

Além disso, com o “cobertor-curto” das finanças da União, Estados e municípios, não só diante da arrecadação, mas das diversas necessidades em diferentes áreas, é preciso saber sobre o que é prioridade.

Na área de mobilidade, o Diário do Transporte, sobre este aspecto trouxe a seguinte notícia na reportagem “O que é melhor? Tarifa zero aos domingos ou infraestrutura para a mobilidade e ônibus e trens novos?”: Na mesma semana em que pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estudos para implantar uma tarifa zero nacional nos ônibus e trens aos domingos e feriados, enviando recursos para Estados e Municípios, o presidente Luís Inácio Lula da Silva mandou ao Congresso a proposta para o Orçamento de 2026 que reduz  dinheiro do Ministério das Cidades, pasta que financia a construção de corredores BRT, metrôs e cuida de recursos que estimulam a aquisição de ônibus e trens novos, por exemplo.

A redução proposta foi de cerca de R$ 5 bilhões em relação a previsão Orçamentária de 2025. A previsão para o Ministério das Cidades foi consolidada em R$ 18,95 bilhões. Para 2026, a peça orçamentária prevê R$ 13,9 bilhões. O valor pode mudar com a votação final pelo Congresso e as emendas parlamentares, mas habitualmente, não sai muito do patamar proposto.

Relembre:

O Diário do Transporte ouviu o Superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Néspoli, sobre a tarifa zero. Segundo o especialista, a estimativa hoje de uma tarifa-zero aos domingos e feriados nacionais em todo o País teria um custo menor que a redução de R$ 5 bilhões do Orçamento de 2026 para o Ministério das Cidades: R$ 3,5 bilhões por ano. A estimativa é com base na demanda e nos custos operacionais, em média, dos transportes nas principais cidades do País.

Relembre:

Mas outros apontamentos mostram que os valores podem ser maiores.

De acordo com cálculos da XP Investimentos, a gratuidade total no País, considerando todos os dias na semana, poderia custar R$ 57 bilhões por ano. Se fosse aos sábados e domingos, a gratuidade nas catracas custaria em torno de R$ 11,8 bilhões, e apenas aos domingos aproximadamente R$ 5,5 bilhões.

ÔNIBUS COM TARIFA ZERO:

ADAMO BAZANI, jornalista especializado em transportes – MTB 31.521 (formação superior)

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Renovação de Arrascaeta com Flamengo vai para a mesa de Bap e fica perto de ser oficializada, mas Filipe Luís segue em negociações

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A renovação de contrato do meia Arrascaeta com o Flamengo está cada vez mais próxima de ser oficializada.

Segundo apurou a ESPN, os papéis já estão com o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, faltando apenas a assinatura do mandatário para concluir o processo.

Todas as pendências e discussões entre as partes já foram resolvidas, e a renovação agora é mera formalidade, sendo confirmada assim que Bap assinar os papéis.

Com isso, o uruguaio terá seu vínculo ampliado até 2028, com possibilidade de renovação ainda por mais um ano.

O jogador está na Gávea desde 2019 e é um dos maiores ídolos da história do clube, tendo sido parte importantíssima dos muitos títulos conquistados nos últimos anos.

Na atual temporada, Arrasca vive grande fase, com 21 gols e 15 assistências em 55 partidas disputadas até agora.

Aos 31 anos, o atleta também vem sofrendo menos com problemas físicos, que atrapalharam seu desempenho em temporadas recentes.

Filipe Luís ainda “enrolado”

Se o “caso Arrascaeta” já está resolvido, o mesmo ainda não se pode dizer sobre a renovação do técnico Filipe Luís.

De acordo com fontes, as negociações com o treinador para a ampliação do vínculo estão em estágio bem diferente, ainda “enroladas”.

Segundo pessoas ligadas às conversas, fatores como tempo de contrato, multa rescisória, valores salariais e planejamento para 2026 ainda não estão 100% definidos, o que vem arrastando as conversas.

Dessa forma, o clube optou por “empurrar” as conversas mais para o fim do ano, principalmente depois do Brasileirão e da final da CONMEBOL Libertadores, quando haverá um cenário mais claro para o ano que vem.

A intenção rubro-negra é renovar com o ex-lateral até o final de 2027.

Assista ao Fala a Fonte no YouTube

De segunda a sexta, a partir das 9h (de Brasília) no YouTube da ESPN, você acompanha o Fala a Fonte, programa comandado por André Hernan, Bruno Andrade e Bruno Vicari. Fique ligado!

Próximos jogos do Flamengo:

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ANTT apreende cinco ônibus que operavam pela plataforma Buser em rodoviária de Uberaba (MG) nesta segunda-feira (03)

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Reprodução/G1

Operação resultou em sete veículos retidos, entre eles uma van; todos faziam viagens interestaduais

ARTHUR FERRARI

Uma operação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) em uma rodoviária de Uberaba (MG) resultou na apreensão de seis ônibus e uma van que faziam viagens interestaduais nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025. Entre os veículos, cinco ônibus operavam pela plataforma de viagens Buser.

Conforme apurado pelo Diário do Transporte, os cinco veículos que operavam pela plataforma viajavam até São Paulo, quando foram surpreendidos pela fiscalização.

Passageiros precisaram desembarcar e negociar o reembolso das passagens com a empresa.

A reportagem procurou a ANTT para mais detalhes sobre a operação e as apreensões e aguarda.

A Buser também foi questionada.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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