Cinco veículos dos modelos Fly 9 e Fly 10 passam a atender operações de fretamento e turismo em rotas nacionais
ARTHUR FERRARI
A empresa Master Locações e Turismo, de Mossoró (RN), incorporou cinco novos micro-ônibus Volare à sua frota. As unidades, entregues pela concessionária Volare Compacto, são destinadas a viagens de fretamento e turismo em diferentes regiões do país e contam com configuração Executiva.
Foram adquiridos três veículos do modelo Fly 9 e dois do Fly 10, com comprimentos de 9,29 metros e 10,14 metros, respectivamente. As capacidades são de 31 e 30 lugares, além do assento para motorista e auxiliar. Todos possuem poltronas semileito equipadas com suporte para celular e tomadas USB.
Os micro-ônibus Fly 9 contam com ar-condicionado, sistema de áudio e vídeo preparado para DVD e monitores, além de dispositivo de acessibilidade. Já os Fly 10 trazem recursos adicionais, como preparação para internet, câmera de ré e microfones.
Segundo a fabricante, os modelos entregues refletem o objetivo de oferecer soluções adaptadas às necessidades dos operadores, priorizando conforto, segurança e tecnologia.
A Master Locações mantém uma parceria de mais de 15 anos com a Volare e é reconhecida pelo atendimento no setor de turismo no Rio Grande do Norte.
Durante o 24º Congresso da ANTP, 16 entidades nacionais iniciam articulação conjunta para fortalecer o transporte público como direito social e eixo central da mobilidade urbana
ALEXANDRE PELEGI
Durante o 24º Congresso da ANTP (Arena ANTP 2025), realizado em São Paulo de 28 a 30 de outubro, representantes de 16 entidades de atuação nacional ligadas à mobilidade urbana se reuniram para discutir os desafios do setor e iniciar o processo de criação da Aliança pelo Transporte Público Coletivo.
A proposta busca construir uma articulação nacional ampla e permanente, reunindo instituições comprometidas com o desenvolvimento de políticas públicas e soluções que tornem o transporte coletivo mais eficiente, acessível e sustentável. O encontro reforçou a importância da defesa e valorização do transporte público — reconhecido como direito social e serviço público essencial para o desenvolvimento das cidades e a mobilidade das pessoas.
A criação da Aliança surgiu do entendimento de que o transporte coletivo precisa voltar ao centro da agenda nacional. A fragmentação das políticas de mobilidade e a falta de coordenação entre diferentes esferas de governo e atores do setor têm dificultado a implementação de soluções duradouras.
Com o lançamento do processo de formação da Aliança, as entidades pretendem estabelecer um espaço permanente de diálogo e ação, integrando operadores de ônibus e trilhos, indústria, organizações da sociedade civil, poder público e instituições financeiras.
Temas prioritários
Durante o encontro, foram identificados oito eixos estruturantes para orientar o trabalho coletivo. Entre eles, destacaram-se dois temas centrais:
A aprovação do novo marco legal do transporte público coletivo, já aprovado no Senado e aguardando votação na Câmara dos Deputados;
A formulação de políticas tarifárias sustentáveis, com estudos sobre tarifa zero e modelos de financiamento que garantam equilíbrio econômico e acesso universal.
Esses tópicos deverão nortear as primeiras ações conjuntas e servir de base para a definição de metas de curto e médio prazo.
Próximos passos
Os participantes definiram como próximos passos o envolvimento de outras entidades do setor e a elaboração de um manifesto público, que formalizará a criação da nova instância de articulação nacional.
A iniciativa marca o início de uma frente de cooperação plural e colaborativa, cujo propósito é ampliar a participação do transporte coletivo na matriz de mobilidade urbana e impulsionar políticas públicas voltadas à eficiência, à acessibilidade e à sustentabilidade do setor.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Arizona Cardinals e Dallas Cowboys se enfrentam nesta segunda-feira (3), às 22h15 (de Brasília), em jogo válido pela semana 9 da temporada regular da NFL. A partida terá transmissão ao vivo do Disney+.
Os Cardinals ocupam a última posição da NFC Oeste, com duas vitórias e cinco derrotas. Já os Cowboys estão em segundo na NFC Leste, com três vitórias e quatro derrotas.
Kyler Murray, quarterback do time de Arizona, será um dos protagonistas deste confronto. O camisa número 1 dos Cardinals é dono de uma invencibilidade de respeito na AT&T Arena, casa do Dallas Cowboys.
Entre jogos do ensino médio, faculdade e na própria NFL, Murray nunca perdeu no AT&T. São nove jogos e nove vitórias para o quarterback de 28 anos no estádio dos Cowboys.
Na arena de Dallas, Kyler já conquistou títulos estaduais no ‘high school’, um Campeonato Big 12 com Oklahoma State e jogos contra os próprios Cowboys.
A má fase dos Cardinals, que acumula cinco derrotas consecutivas, pode pôr fim à sequência invicta de Kyler. Por outro lado, essa é a primeira partida do quarterback contra os Cowboys sem Micah Parsons, um dos melhores defensores que o Murray já enfrentou no time de Dallas, mas que agora defende os Packers.
A defesa dos Cowboys cedeu mais de 250 pontos e 3.200 jardas nos primeiros oito jogos da temporada. Caso vença sua décima partida no AT&T, Kyler Murray provará que, independentemente da fase de ambas as equipes, ele simplesmente nasceu para brilhar no maior palco do Texas.
NBA, Série B e muito futebol internacional no Disney+
Além de Arizona Cardinals x Dallas Cowboys, pela NFL, o fã de esportes americanos tem uma partida da NBA para acompanhar nesta segunda-feira no Disney+. O Minessota Timberwolvers encara o Brooklyn Nets, às 21h (de Brasília).
No futebol, dois jogos agitam a noite da Série B do Brasileirão: América-MG x Novorizontino e Volta Redonda x Botafogo-SP entram em campo às 19h (de Brasília).
Às 17h (de Brasília), Sunderland e Everton se enfrentam pela 10ª rodada da Premier League. No mesmo horário, pela 11ª rodada de LALIGA, tem Real Oviedo x Osasuna.
Mais cedo, dois jogos agitam a 10ª rodada da Serie A do Campeonato Italiano: Sassuolo x Genoa, às 14h30 (de Brasília), e Lazio x Cagliari, às 16h45 (de Brasília).
Para o especialista Gustavo Balieiro, a informação em tempo real redefine a qualidade percebida no transporte público e se torna o principal fator de fidelização do usuário
ALEXANDRE PELEGI
No debate sobre modernização do transporte coletivo, fala-se muito em frota nova, infraestrutura e tarifa zero. Mas, segundo o especialista em mobilidade Gustavo Balieiro, a revolução mais profunda pode estar “na palma da mão” do passageiro. Balieiro teve presença destacada em painel no Arena ANTP – 2025, além de ter participado em vários debates com outros painelistas e órgão públicos durante o evento, que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de outubro deste ano no Expor Center Transamérica, em São Paulo.
“A pergunta ‘que horas o meu ônibus vai passar?’ virou o novo indicador de qualidade”, resume o mestre em transportes pela UFMG. “Hoje, a confiança do usuário se mede pela precisão da informação.”
Gustavo sabe o que diz. Ele atuou em sistemas de mobilidade em duas Copas do Mundo e duas Olimpíadas, como consultor do COI e da CONMEBOL. Hoje, sócio da Bus2, processa mais de 1 bilhão de registros de dados por mês entre informações de planejamento, AVL, SBE e outros formatos.
Conversamos com ele sobre o tema, leia os principais trechos a seguir:
Diário do Transporte — Gustavo, muito se fala em frota nova, tarifa zero e infraestrutura. Mas você costuma dizer que a revolução mais profunda no transporte coletivo pode estar “na palma da mão”. O que quer dizer com isso?
Gustavo Balieiro – O transporte público está vivendo uma mudança de percepção. Durante muito tempo, qualidade era sinônimo de ônibus novos e ar-condicionado. Hoje, a confiança do passageiro está muito mais ligada à previsibilidade — saber se o ônibus vai realmente chegar e, principalmente, quando ele vai chegar.
A pergunta “que horas o meu ônibus vai passar?” virou o novo indicador de qualidade. A confiabilidade da informação se tornou a moeda de troca entre o sistema e o usuário.
Diário do Transporte — Essa nova percepção vem da comparação com outros modais, certo?
Gustavo Balieiro – Exatamente. Quando os aplicativos de transporte individual como Uber e 99 chegaram, eles não venderam apenas uma corrida — venderam previsibilidade. O usuário passou a acompanhar o carro no mapa, saber o nome do motorista e receber um ETA (tempo estimado de chegada) com precisão de minutos. Isso mudou tudo. O “padrão Uber” criou uma nova régua para todos os serviços de mobilidade. De repente, a imprevisibilidade crônica do transporte coletivo deixou de ser vista como inevitável e passou a ser um defeito grave. O passageiro entendeu que dá para ter previsibilidade — basta vontade e gestão de dados.
Diário do Transporte — E o que a psicologia do transporte nos diz sobre essa previsibilidade?
Gustavo Balieiro – Os estudos são unânimes: o tempo de espera percebido é mais estressante que o tempo real. Um passageiro que sabe que o ônibus chegará em 10 minutos se sente muito mais tranquilo do que aquele que espera cinco minutos sem saber se o veículo já passou ou ainda vai demorar meia hora. A ansiedade de não saber mina a confiança. E é justamente isso que as informações em tempo real corrigem — elas reduzem o “tempo emocional” de espera.
Diário do Transporte — Como os sistemas podem fornecer essa informação com precisão?
Gustavo Balieiro – Tudo começa pelos dados. A base técnica do sistema é o GTFS (General Transit Feed Specification). O GTFS estático é o plano de voo — descreve as rotas, paradas e horários planejados. Se ele estiver errado, todo o resto desanda.
Depois vem o GTFS-RT (Real-Time), que adiciona a camada da realidade: a posição real do ônibus via GPS. O ETA que o passageiro vê no aplicativo é o resultado da fusão dessas duas camadas. Se uma delas falha — por exemplo, um horário desatualizado ou um GPS fora de rota — a previsão se torna uma ficção. É inadmissível sistemas com menos de 90% dos veículos em operação sem a real informação do que fazem para o passageiro.
Diário do Transporte — Ou seja, o dado precisa ser bom para a IA ser boa.
Gustavo Balieiro – Exatamente. Não existe inteligência artificial que salve dado ruim. Se o GTFS estático não reflete as rotas reais, ou se o GPS é impreciso, o sistema entrega uma mentira. E nada quebra mais a confiança do passageiro do que uma informação errada. O passageiro até perdoa o atraso — mas não perdoa o erro de informação. Um veículo em linha incorreta faz o usuário se sentir enganado.
Diário do Transporte — Como o histórico de dados pode ajudar a corrigir esses problemas?
Gustavo Balieiro – Se um ônibus perde velocidade todos os dias, no mesmo trecho, às 18h, isso deixou de ser um “atraso”. Virou um comportamento padrão. Um bom sistema de dados usa esse histórico para calibrar o GTFS estático, ajustando o tempo programado conforme a realidade. Assim, o “plano” já nasce mais realista — e o tempo real (GTFS-RT) fica livre para tratar o que é realmente inesperado: acidentes, chuvas, manifestações. Isso aumenta drasticamente a precisão do ETA.
Diário do Transporte — Você costuma dizer que investir em dados é investir em satisfação do cliente. Pode explicar?
Gustavo Balieiro – Sim. Ainda há uma visão equivocada de que investir em dados é gasto técnico, de bastidor. Mas é exatamente o contrário: é investimento direto na experiência do passageiro. Um sistema de transporte que informa com precisão o tempo de chegada é percebido como mais confiável, mesmo sem mudar a frota. E confiança é o ativo mais valioso que um operador pode ter. Um assento quebrado é consertado em um dia. Mas uma confiança quebrada por dados errados pode levar meses para se recuperar.
Diário do Transporte — E o papel das novas ferramentas nesse processo?
Gustavo Balieiro – Hoje existem plataformas, como a Bus2, que conseguem calibrar automaticamente a previsão com base em bilhões de registros de GPS e histórico de operação. Elas medem a precisão do ETA, identificam padrões de lentidão e retroalimentam o planejamento. Estamos tratando de volumes imensos de dados — na casa de um bilhão de registros por mês. E é justamente essa escala que permite transformar o dado bruto em inteligência prática, voltada para o usuário final.
Mas nada disso tira a responsabilidade do operador que continua com a necessidade de manter o planejamento adequado e veículos com a escala correta.
Diário do Transporte — Para fechar: o que os gestores públicos e operadores deveriam entender a partir dessa discussão?
Gustavo Balieiro – Que informação é infraestrutura. Assim como um corredor exclusivo melhora o desempenho físico do ônibus, dados bem tratados melhoram o desempenho percebido pelo usuário.
O passageiro não quer apenas um ônibus novo; ele quer previsibilidade. E previsibilidade nasce de dados confiáveis. A modernização do transporte coletivo não está só nas rodas — está na nuvem.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Composições operam normalmente. Foto: Divulgação / CBTU Recife.
Serviço foi totalmente interrompido; CBTU aguarda decisão judicial para retomar operação
ARTHUR FERRARI
Passageiros enfrentaram dificuldades para se deslocar nesta segunda-feira (3) em Recife (PE), primeiro dia de paralisação dos metroviários. A greve, iniciada após uma série de problemas estruturais no sistema, foi deflagrada na semana passada e segue sem previsão de término.
Segundo o Sindicato dos Metroviários, a decisão de cruzar os braços foi motivada, entre outros fatores, pelo incêndio que atingiu uma composição no fim de outubro, incidente que chegou a suspender as operações por alguns dias.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que todas as estações permanecem fechadas e que busca medidas judiciais para garantir a retomada do serviço. “A companhia vai entrar hoje pela manhã com mais uma medida judicial, para que haja o mais rápido possível alguma decisão para retomada do funcionamento do sistema, garantindo o deslocamento dos usuários”, declarou a empresa.
Enquanto o metrô segue parado, o Grande Recife Consórcio de Transporte montou uma operação especial para tentar reduzir os impactos da greve. Foram ativadas três linhas emergenciais — 238 (TI Jaboatão/TI Barro), 858 (TI Joana Bezerra/TI Afogados/TI Barro) e 2481 (TI Camaragibe/TI TIP) — além do reforço em 15 linhas regulares que operam paralelamente aos corredores Centro e Sul. No total, 80 ônibus extras foram incluídos na frota para atender a demanda.
Uma das apresentações da Busworld, com Mercedes-Benz e Setra, destancando ônibus elétricos e intermunicipais.
Dúvidas sobre eletrificação, com serviços e consultorias chamando mais atenção que produtos, incertezas sobre as melhores formas de financiamento dos sistemas de transportes, e modelos de ônibus cada vez mais nichados são alguns exemplos
ADAMO BAZANI
O Diário do Transporte teve a oportunidade de cobrir presencialmente neste ano de 2025 diversos eventos sobre mobilidade e, dois deles, se destacaram e com realização no mês de outubro:
– a Busworld Europa 2025, a maior feira de ônibus do Mundo, que ocorreu em Bruxelas, na Bélgica, de 03 e 09 de outubro de 2025, à qual o Diário do Transporte visitou a convite de Mercedes-Benz do Brasil;
– o ARENA ANTP, da Associação Nacional de Transportes Públicos, organizado pela OTM Editora, realizado em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de outubro de 2025.
Ambos os eventos trouxeram debates e desafios locais, mas também apresentaram semelhanças nos conteúdos e contextos, e que não foram poucas.
Estas semelhanças mostram que, guardadas as proporções e realidades locais, os desafios de mobilidade são comuns em todo o Planeta. No Brasil e no mundo.
Dúvidas sobre eletrificação de frotas de ônibus, com serviços e consultorias chamando mais atenção que produtos; incertezas sobre as melhores formas de financiamento dos sistemas de transportes e como renovar as atuais que mostram esgotamento, e modelos de ônibus cada vez mais nichados são alguns exemplos.
Na Busworld 2025, o grande debate sobre eletrificação foi como cumprir e rediscutir a nova fase prevista na União Europeia para a redução de poluição pelos ônibus, desta vez a chamada Classe 2, que engloba os intermunicipais de padrão semi-rodovário para linhas intercidades e serviços de fretamento;
No ARENA ANTP, como atender a novos contratos de concessão de transportes e metas que exigem redução de emissões pelos operadores, além de satisfazer o ego de alguns gestores públicos que impõem normas e obrigações sem haver condições para o cumprimento;
Parecem realidades diferentes, mas que esbarram nos mesmos desafios e uma pode desenvolver soluções que, com os devidos ajustes, podem servir para a outra. Entres os problemas estão falta de infraestruturas de redes elétricas suficientes, autonomia de baterias e ainda baixa capacitação do mercado para implantar redes.
E em ambos os casos, um movimento comum é que fabricantes estão tomando a frente do processo, se unindo a parceiros de toda a cadeia e desenvolvendo soluções completas junto com operadores e gestores de transportes. Não é a toa que, na Europa, o Grupo Daimler Buses, que engloba a Mercedes-Benz e a Setra, apresentou exemplos de casos nos quais atua desde as obras civis nas garagens até soluções de descarte e aproveitamento de baterias. No Brasil, a Eletra Industrial apresentou o Eletra Consult, serviço de consultoria que orienta as empresas e cidades que precisam eletrificar as frotas de ônibus em todos os processos, desde como preparar os terrenos de terminais e garagens de ônibus, passando pela escolha das melhores linhas de financiamento até o pós-venda e treinamento de mecânicos e motoristas. A Recharge Brasil, por sua vez, mostrou alternativas de como conceber as melhores obras e ajustes nas garagens.
Quanto a financiamentos da operação dos sistemas de transportes, os painéis de ambos os eventos concluíram que as atuais formas de custeio, os subsídios na Europa e as tarifas no Brasil, já eram e precisam ser repensadas. Em ambas as realidades, o caminho apontado foi modernizar contratos e criar novas possibilidades para o transporte coletivo. Na Busworld, os maiores comentários foram sobre a implantação de conexões com outros meios de transportes à rede regular. No Brasil, apesar de o tema Tarifa Zero ter extremizado um pouco as discussões, o foco foi como fazer andar o projeto de Marco Regulatório dos Transportes e, também, a este repórter, as perguntas de participantes que entraram em contato foram sobre a Linha da Saúde de Santo André. Um serviço público regular de ônibus que liga os principais hospitais da cidade do ABC Paulista, com conceito de transporte sob demanda, inclusive usando tecnologia para a roteirização que definiu o trajeto final.
Por fim, na Busworld um dos destaques foram ônibus intermunicipais rodoviários elétricos, mas também os mídis urbanos, os chamados micrões, segmento que se destacou entre os modelos elétricos exibidos no ARENA ANTP com a Eletra mostrando um modelo piso alto de 10 metros na configuração do Distrito Federal e que serve linhas de comunidade de difícil acesso e infraestrutura ruim; a BYD com o lançamento que havia antecipado para o Diário do Transporte do seu piso baixo de 10 metros, e a Caio com Blue Eletric e Volkswagen, com um midi no padrão SPTrans, da capital paulista, eletrificado sobre a base de um chassi que sai de fábrica a diesel.
Assim, ambos eventos foram grandes aprendizados de cobertura jornalística e, se não conseguiram em seus momentos respostas para tudo, uniram ideais e exemplos e ajudaram na construção de uma mobilidade melhor para as pessoas, o que significa, uma qualidade de vida digna de um cidadão, no mais estrito significado do termo.
*Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes*
*editor-chefe do Diário do Transporte – MTb 31.521, formação superior*
Vasco e São Paulo duelaram em São Januário, no domingo (2), pela 31ª rodada do Brasileirão. Em um dos camarotes do estádio, Carlo Ancelotti e Rodrigo Caetano acompanharam a partida que terminou com vitória dos paulistas por 2 a 0.
Faz parte da rotina do técnico da seleção brasileira acompanhar algumas partidas do Brasileirão in loco. E o duelo entre cruzmaltinos e tricolores acabou sendo o último antes da lista de convocação, que acontece neste segunda-feira (3), às 15h (de Brasília), com transmissão no YouTube da ESPN, ser divulgada.
Quatro jogadores foram monitorados pelo italiano: Paulo Henrique, Philippe Coutinho, Léo Jardim e Rayan. Apesar da presença, somente o lateral tem chance retornar após marcar um gol na derrota por 3 a 2 para o Japão.
Coutinho, Jardim e Rayan são outros jogadores monitorados por Ancelotti, mas que não devem figurar na lista final do comandante para as partidas contra Senegal e Tunísia.
Do lado do São Paulo, o meio-campista Marcos Antônio esteve no radar da comissão.
O primeiro duelo será contra Senegal, no dia 15 de novembro. Três dias depois, a canarinho encara a Tunísia.
Próximos jogos da seleção brasileira:
Senegal (N): 15/11, 13h (de Brasília) – Amistoso
Tunísia (N): 18/11, 16h30 (de Brasília) – Amistoso
Apesar de estar em uma ferrenha disputa pelo título do Brasileirão, o Flamengo já pensa no dia 29 de novembro de 2025, quando fará a final da CONMEBOL Libertadores, contra o Palmeiras. E neste sábado (1), dia em que bateu o Sport no Maracanã, o torcedor se preocupou bastante com a situação de dois jogadores em específico.
O primeiro deles foi Jorginho, que foi diagnosticado com uma lesão muscular na coxa direita e sequer foi relacionado para a partida. Já com a bola rolando, Carrascal, que foi titular neste sábado, acabou se machucando e teve que ser substituído ainda no primeiro tempo.
Porém, apesar deles provavelmente serem problemas para os próximos jogos do Campeonato Brasileiro, para a decisão da Libertadores, o cenário deve ser outro. Segundo informações obtidas pela ESPN, Jorginho e Carrascal não preocupam tanto quanto parecia inicialmente.
A apuração indica que os dois se recuperarão “com tranquilidade” até a decisão continental. Embora o tempo exato de retorno não tenha sido divulgado, o clima interno no Rubro-Negro é de otimismo, e a expectativa é que os dois estejam à disposição para o técnico Filipe Luís no jogo mais importante do ano.
Na coletiva após a vitória por 3 a 0, Filipe Luís foi questionado sobre as condições de seu camisa 21, e mostrou otimismo: “Nada muito grave, mas temos que ir com cautela.”
Já a situação de Pedro é tratada com mais cautela. O atacante segue com o antebraço imobilizado, em fase final de recuperação, e ainda não há uma definição sobre sua presença na final. O planejamento do Flamengo é simples: esperar até o último momento possível antes de tomar uma decisão definitiva.
Até o duelo com o Palmeiras, marcado para Lima, no Peru, o clube carioca tem uma maratona decisiva no Brasileirão, a começar por esta quarta (5), quando visita o São Paulo na Vila Belmiro.
Alteração no itinerário busca agilizar o trajeto e melhorar o conforto dos passageiros que utilizam o transporte coletivo em Dias Tavares
YURI SENA
A Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) anunciou que, a partir de segunda-feira, 10 de novembro, a linha 712, que atende a comunidade de Dias Tavares, passará a operar no modelo semiexpresso. A medida tem como objetivo diminuir o tempo de deslocamento e oferecer mais conforto aos usuários do transporte coletivo.
Segundo a SMU, o novo formato já foi adotado com sucesso na linha 729 – Paula Lima, sendo bem avaliado pelos passageiros por proporcionar mais agilidade e eficiência nas viagens. A implantação do modelo é resultado de uma demanda da comunidade local, discutida por meio do Gabinete de Ação e Diálogo Comunitário da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (Sedupp).
Com o sistema semiexpresso, os ônibus farão menos paradas, o que torna o trajeto mais rápido e com menor lotação.
Funcionamento do modelo:
Sentido Dias Tavares: embarque permitido em todos os pontos e desembarque apenas após a passagem em nível do bairro Miguel Marinho.
Sentido Centro: desembarque em todos os pontos e embarque permitido somente até a passagem em nível do bairro Miguel Marinho.
Na região central, os embarques e desembarques poderão ser feitos nos pontos da Avenida Getúlio Vargas e na Travessa Doutor Prisco.
Com time misto, o Palmeiras voltou a vencer no Campeonato Brasileiro após dois jogos e retomou a ponta da tabela neste domingo (2), ao bater o Juventude por 2 a 0, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.
Bruno Rodrigues abriu o placar para o Verdão e Felipe Anderson fechou a conta, definindo o jogo. Carlos Miguel, muito exigido, foi o nome do jogo, tendo sua melhor atuação pelo clube até aqui.
A vitória dá ao time de Abel Ferreira o primeiro lugar, com 65 pontos, um a mais que o Flamengo, vice-colocado que havia assumido a ponta neste sábado, após bater o Sport no Maracanã por 3 a 0.
Do time titular que conduziu o Palmeiras à final da CONMEBOL Libertadores em remontada histórica contra a LDU, somente Carlos Miguel, Murilo e Bruno Fuchs iniciaram o duelo do Brasileirão neste domingo.
Vice-lanterna, estacionado em 26 pontos, o Juventude se vê cada vez mais afundado na zona de rebaixamento, com sete ‘finais’ pela frente para seguir na elite.
Como foi o jogo:
A equipe alternativa colocada em campo por Abel Ferreira deu conta do recado e foi dominante em todo o primeiro tempo.
Logo aos 23 minutos de jogo, Bruno Rodrigues voltou a marcar com a camisa palestrina, aproveitando a sobra de jogada iniciada por Facundo Torres, cruzamento de Khellven e um chute mascado de Veiga. A bola ficou limpa para o camisa 11, cara a cara, abrir o placar.
Carlos Miguel foi pouco acionado, tendo uma falta cobrada por Nenê como o lance em que mais teve trabalho nos primeiros 45 minutos.
No início da etapa final, Felipe Anderson recebeu lançamento na medida de Bruno Fuchs, avançou com a bola e acertou chutaço colocado no ângulo de Jandrei para fazer 2 a 0, em um verdadeiro golaço para o Palmeiras.
Com a desvantagem ainda maior, o Juventude se lançou ataque e teve suas melhores oportunidades no jogo, obrigando Carlos Miguel a fazer três grandes defesas em pouco tempo.
No controle de minutos do elenco, Abel acionou Maurício, Ramón Sosa, Vitor Roque e Andreas Pereira, todos titulares no meio de semana pela Libertadores.
O ímpeto dos donos da casa foi perdendo força e o Palmeiras voltou a controlar o jogo, em uma vitória segura fora de casa antes do clássico contra o Santos, no Allianz Parque, na quinta-feira (6).
O último susto veio já nos acréscimos, quando Carlos Miguel, nome do jogo, fez mais grandes defesas em sequência.