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Nunes e viações apresentam mais 60 ônibus elétricos para a capital paulista na segunda (03), ultrapassando mil unidades

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Ônibus elétrico com niva geração de carroceria e baterias que devem rodar nos corredores verdes da capital

 

Apesar de número total parecer ser alto, ainda está longe da meta de 2024 e não representa nem 9% da frota total. Ônibus elétricos foram considerados pela ONU para dar à cidade certificação internacional

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes e viações que atuam no sistema da capital paulista, apresentam na próxima segunda-feira, 03 de novembro de 2025, mais 60 ônibus elétricos para o sistema de linhas gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte).

O evento, programado para acontecer por volta de 15h30 na Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona Oeste, terá a entrega do ônibus elétrico número mil.

A frota de mil coletivos elétricos contabilizada pela prefeitura, considera também os 201 trólebus, que se movem a eletricidade, mas conectados à rede aérea de fiação e que, se depender de Nunes, devem ser aposentados, apesar de críticas de especialistas.

Entre os novos veículos, fará parte da frota um tipo de ônibus superarticulado, inicialmente comprado pela Viação Campo Belo, mas que já foi encomendado por mais empresas, que tem um novo tipo de baterias e carroceria que vai rodar nos “Corredores Verdes” anunciado por Nunes na capital.

O projeto consiste na requalificação dos atuais corredores de ônibus e criação de novos eixos que contempla operação de modelos somente elétricos e incluem outras medidas ambientais, como paradas e estações com energia solar, sistemas de drenagem e reaproveitamento de água de chuva, tratamento de efluentes e maior área de ajardinamento. O primeiro “Corredor Verde” será a requalificação do atual Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, que liga o centro à zona Sul da capital e é atualmente o eixo mais movimentado de transporte coletivo municipal, com cerca de 700 mil passageiros por dia. A promessa da prefeitura é que o Trecho 1 do Corredor, na região da Avenida 9 de Julho, no centro, esteja já em operação de acordo com a nova modelagem ainda em 2025.

O Diário do Transporte noticiou que já existem 40 unidades do veículo produzidas, de cerca de 200 encomendadas.

O novo ônibus é do modelo chassi BYD – BC22LE 41.820/Carroceria Caio e-Millennium BRT, que pode transportar quase 200 passageiros de uma só vez.

O modelo com baterias do tipo Blade, que carregam pela metade do tempo, tem maior autonomia e são mais leves, além de trazer a tecnologia do controlador integrado 6×1, que reúne seis elementos da parte elétrica que são fundamentais para que os ônibus deste tipo funcionem: 2 unidades de controle de motor elétrico; 1 unidade de controle de direção; 1 unidade de compressor de ar; 1 conversor DC-DC; e 1 unidade distribuidora de potência.

Relembre:

Nova bateria BYD-Blade para ônibus de 12m alcança 320 km de autonomia em São Paulo e ainda neste ano serão entregues 42 unidades de superarticulado dos “Corredores Verdes”

Como mostrou o Diário do Transporte ainda no início da tarde desta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, juntamente com medidas como a frota de 200 caminhões de coleta de lixo movidos a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos) e o plantio de 120 mil árvores foram considerados pela ONU (Organização das Nações Unidas) para conceder à capital paulista uma certificação internacional de reconhecimento como cidade modelo em sustentabilidade urbana.

Relembre:

MIL ÔNIBUS, META DESCUMPRIDA:

A prefeitura deve anunciar na próxima semana que, oficialmente, a frota das linhas da cidade deve chegar a mil coletivos movidos a eletricidade, número também que contabiliza os 201 trólebus, sistema implantado em 1949 e que, apesar de modernizado, corre o risco de ser desativado pelo prefeito Ricardo Nunes que alega custos da ordem de R$ 30 milhões para manter a rede. A medida, que deve ser concretizada em 2030, com a criação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) no centro recebeu críticas por parte de especialistas que defendem que em diversas partes do mundo, os bondes modernos e os trólebus convivem e alegam que, na cidade de São Paulo, enquanto o VLT deve ter 16 km somente no centro, os trólebus têm uma rede de 150 km que interliga as zonas Leste, Oeste, Sudeste e centro. As entidades dizem que diante das dificuldades de eletrificação da frota total de ônibus e do não cumprimento da meta de total de coletivos elétricos, desativar trólebus seria economicamente não vantajoso.

Relembre:

Apesar de grande, o número de cerca de mil ônibus elétricos é menos de 8,5% da frota total de ônibus da cidade, de pouco mais de 12 mil coletivos e, em novembro de 2025, atinge somente 38,5% da meta de 2,6 mil ônibus movidos a eletricidade (contanto ainda os trólebus) que deveria ser alcançada em dezembro de 2024, de acordo com o Plano de Metas 2021-2024, um documento oficial.

LEI PODE SER DESCUMPRIDA (DE NOVO):

Desde 17 de janeiro de 2018 está em vigor uma nova redação, assinada pelo então prefeito e ex-governador de São Paulo, João Doria, de uma lei de 2009, que estipula que em 2038 nenhum ônibus municipal emita gás carbônico. – Relembre:

Pela quantidade de frota ainda a ser trocada, a situação preocupa pelo risco de não cumprimento de uma lei que já teve de ser mudada.

PROIBIÇÃO DO DIESEL, FROTA ENVELHECENDO, TRÓLEBUS E MODELO QUE REÚNE TECNOLOGIAS DIFERENTES FOI “DESPREZADO”:

A frota de elétricos não avançou como a prefeitura quis e o principal motivo, mesmo não sendo o único, é a falta de infraestrutura para a recarga de baterias dos veículos. É necessário adequar as garagens e elevar a capacidade da rede de distribuição de baixa tensão (atual na maior parte dos bairros) para média ou alta tensão, caso contrário, se 50 ônibus elétricos ou mais carregarem ao mesmo tempo, cai a energia de bairros inteiros. A distribuidora ENEL e a prefeitura trocam farpas e acusações sobFre isso, enquanto dezenas de ônibus elétricos 0 km ficaram parados nas garagens sem poder funcionar.

Como desde 17 de outubro de 2022, as viações da capital paulista estão proibidas de comprar modelos a diesel 0 km e o sistema não comporta mais elétricos, a SPTrans teve de ampliar de 10 anos para 13 anos a idade máxima permitida e mais ônibus velhos rodam na cidade.

Esta proibição sem a certeza de infraestrutura é alvo de críticas, assim como as intenções de Nunes em aposentar os trólebus com a inauguração de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que vai rodar em 16 km somente no centro a partir de 2030 enquanto a rede atual de fiação dos trólebus tem 150 km e liga o centro às zonas Leste, Oeste e Sudeste.

Até mesmo especialistas internacionais, como o mestre em mobilidade elétrica da UITP (União Internacional de Transporte Público), Arnd Bätzner, criticam. Bätzner foi enfático ao dizer que, se a cidade de São Paulo optar por não expandir a rede de trólebus, deve ao menos manter a atual estrutura e, ao mesmo tempo, modernizar os serviços e a frota. A fala foi feita em um evento em agosto de 2023 na capital paulista. O especialista engrossa a opinião de outros técnicos de que a gestão Nunes erra ao desprezar tecnologias flexíveis, uma delas é o modelo E-Trol, que consiste em um veículo que opera tanto com baterias quanto conectado à rede aérea, já largamente utilizado em diversas partes do mundo. No Brasil, há também essa tecnologia desenvolvida pela Eletra, em São Bernardo do Campo. Os veículos vão operar no corredor BRT-ABC, que está sendo construído entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo.

Relembre:

 

Entre as vantagens estão:

– Flexibilidade operacional;

– Custa em torno de 30% menos que os modelos somente a bateria;

– Essa redução de preço se explica, em parte, por necessitar de menos baterias por carregar enquanto roda como trólebus. Como baterias representam grande parte do preço de um ônibus elétrico, quanto menos bateria, mais barato;

– Além disso, quanto menos bateria, mais leve é o ônibus (consumindo menos energia e desgastando menos componentes) e menor é o espaço ocupado, podendo sobrar mais áreas para os passageiros, o que resulta em mais conforto para o usuário e mais lucratividade porque quanto mais gente um ônibus transporta, maior é o retorno;

– Aproveita uma infraestrutura de rua já instalada;

– Por carregar as baterias enquanto trafega como trólebus, diminuiu ou mesmo elimina a necessidade de infraestrutura de recargas nas garagens;

– Não necessita de grandes adequações da rede de distribuição porque a carga nas baterias, por se dar em trajeto.

Apesar de ser largamente usada no exterior, tecnologia do E-Trol é 100% nacional, desenvolvida pela Eletra, em São Bernardo do Campo (SP), com a plataforma da Mercedes-Benz, motores e inversores WEG e carrocerias Caio. Os veículos vão operar no corredor BRT-ABC, que está sendo construído entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo.

BIOMETANO (COMBUSTÍVEL DO LIXO):

Em uma nova meta, entre janeiro de 2025 e dezembro de 2028, a gestão mudou a nomenclatura de ônibus não poluentes para MENOS POLUENTES e reduziu o número a ser alcançado de 2,6 mil para mais 2,2 mil veículos.

A prefeitura estuda a inclusão de ônibus movidos a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos). Mas, apesar de poluírem menos que o óleo diesel, estes modelos ainda emitem poluentes e não seriam capazes de atender ao que determina a lei a partir de 2038. Assim, os modelos a biometano (que também funcionam com GNV – Gás Natural Veicular) só conseguiriam atender às metas intermediárias previstas na lei, tendo de ser aposentados com pouco tempo de uso.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou em 03 de setembro de 2025, o DECRETO Nº 64.519, que institui o Programa BioSP. A medida visa promover a redução progressiva das emissões de dióxido de carbono (CO2) de origem fóssil e de poluentes tóxicos na operação do transporte coletivo por ônibus na capital, pela inclusão de veículos movidos a biometano, uma fonte energética mais limpa. O decreto também autoriza a tomada de preços para a aquisição de biometano para a frota de ônibus da capital. – Relembre:

O novo ônibus é do modelo chassi BYD – BC22LE 41.820/Carroceria Caio e-Millennium BRT, que pode transportar quase 200 passageiros de uma só vez.

Entre as novidades está um novo tipo de baterias, denominado Blade, pela fabricante BYD. Segundo a marca, pela tecnologia empregada, a bateria pode ser carregada completamente em uma hora e meia (hoje o tempo mais comum é entre 3h e 4h), a autonomia passa de 250 km para até 350 km com a configuração de maior capacidade, em condições reais de tráfego urbano. Além disso, a bateria do tipo Blade pode deixar um ônibus padron em torno de 1,5 tonelada mais leve e superarticulado até três toneladas.

Quanto ao ganho de espaço, segundo a BYD é possível implantar mais uma fileira de bancos.

Em 11 de agosto de 2025, o Diário do Transporte esteve na fábrica da BYD em Campinas, no interior de São Paulo para conhecer a tecnologia.

Relembre:

Já sobre a carroceria, a fabricante Caio diz que o modelo traz padrões europeus de design, ergonomia e visibilidade, mas com produção brasileira.

Veja algumas propostas que o Diário do Transporte observou.

Foto: Ao centro, presidente da BYD Brasil, Tyler Lie; à direita (camisa azul), o diretor de vendas de veículos comerciais da BYD Brasil, Bruno Paiva; e à esquerda (camisa laranja), repórter e editor do Diário do Transporte, Adamo Bazani; na planta da BYD de Campinas (SP), em 23 de outubro de 2025.

Olhar por fora e por dentro: A Caio propôs fazer um modelo em que do lado de fora as pessoas olhem para um modelo que passe imagem de robustez sem agressividade, com linhas que expressam modernidade e sobriedade (no estilo europeu, inclusive informado pela Caio) e que ainda faça um “convite” para entrar.

Acolhimento e equilíbrio de tons: Do lado de dentro, que é o “sentido” pelo passageiro, a necessidade é sentir-se bem: acolhido, mas num ambiente funcional, prático e leve às vistas.

O novo modelo da Caio tem a proposta de equilibrar tons de cores.

Sala de estar na cidade: A versão apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte tem piso com aspecto de madeira clássica. O objetivo é com que o passageiro tenha consciência de que está num ambiente coletivo, mas se sinta também um pouquinho numa sala de estar.

Mais que cor, verde é mensagem: Há luzes internas de led (tipo neon) coloridas. Neste caso, verdes, em referência à sustentabilidade e para trazer para dentro a pintura da lataria e também a identificação do projeto “corredor verde”.

Os bancos também possuem revestimento verde, mais claro, clássico, para compor o padrão.

 

Só o transporte coletivo pode ser sofisticado e barato: Vincos, símbolos e costuras também receberam desenhos e propostas novas que ampliam a mensagem de sofisticação e investimento. A ideia é que o passageiro saiba que só o transporte coletivo pode ser sofisticado e barato, por meio de investimentos, mas acima de tudo por sua natureza: todos dividem os custos e, com isso, é possível o melhor pelo menor preço para cada um. Andar num veículo de milhões de reais por R$ 5 (tarifa atual na cidade de São Paulo).

O “básico” da SPTrans: O modelo possui piso baixo para acessibilidade com rampas, poltronas demarcadas para pessoas com dificuldade de locomoção, ar-condicionado, vidros colados com tratamento contra raios UV (Ultravioleta) do sol e câmeras de monitoramento que, embora seja o pacote “básico” exigido pela gerenciadora dos transportes da capital paulista (SPTrans – São Paulo Transporte) é um padrão superior a grande parte das cidades brasileiras. Há décadas, a configuração SPTrans, cada uma no seu tempo, tem sido mais exigente com frota mais qualificada que em muitos sistemas pelo País mais “afamados”

CORREDOR VERDE:

O projeto consiste na requalificação dos atuais corredores de ônibus e criação de novos eixos que contempla operação de modelos somente elétricos e incluem outras medidas ambientais, como paradas e estações com energia solar, sistemas de drenagem e reaproveitamento de água de chuva, tratamento de efluentes e maior área de ajardinamento. O primeiro “Corredor Verde” será a requalificação do atual Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, que liga o centro à zona Sul da capital e é atualmente o eixo mais movimentado de transporte coletivo municipal, com cerca de 700 mil passageiros por dia. A promessa da prefeitura é que o Trecho 1 do Corredor, na região da Avenida 9 de Julho, no centro, esteja já em operação de acordo com a nova modelagem ainda em 2025.

Novo e-Millennium BRT Caio/BYD é apresentado a Nunes e Tarcísio oficialmente e vai operar ainda neste ano

Veículo possui baterias do tipo Blade, que têm maior autonomia, e vai rodar no trecho 1 do primeiro Corredor Verde da capital paulista

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

O prefeito da capital paulista e o governador do estado, Tarcísio de Freitas, receberam de forma oficial, nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, o primeiro ônibus da cidade de São Paulo, que vai operar pelo corredor verde da capital paulista e possui uma tecnologia inédita no Brasil, de baterias, denominada Blade, que possui maior autonomia e pode carregar pela metade do tempo.

Trata-se do novo e-Millenium BRT, com carroceria da Caio, seguindo padrões europeus de design e conforto e chassis, baterias e motores elétricos da BYD.

Nunes já havia conhecido o modelo na fábrica de carrocerias em Botucatu, no interior paulista, na metade do ano. Na ocasião, o prefeito, inclusive, enviou um vídeo especial e exclusivo para o Diário do Transporte, apresentando em primeira mão a novidade. A reportagem verificou que o modelo, além de ser inédito no Brasil, traz conceitos de design interno que visam aliar conforto visual e ergonomia com praticidade, inclusive para aumentar a visibilidade do motorista.

Relembre:

VÍDEO: Corredor Verde da 9 de julho será entregue até o fim do ano e novo Caio e-Millennium/BYD com Blade será entregue em breve, diz Nunes

O ônibus passa pelos testes finais para ser aprovado pela gerenciadora local de transportes, a SPTrans, São Paulo Transporte, para seguir em operação definitiva. O veículo deve, ainda neste ano, operar pelo trecho 1 do primeiro corredor verde da cidade de São Paulo. O projeto Corredor Verde consiste em grandes troncos de transportes sobre pneus que não vão apenas contar com ônibus elétricos, mas, além desta frota não poluente, vão incorporar diversas soluções de redução de impacto ambiental.

Os corredores verdes terão estações ou paradas que vão contar com energia solar para iluminação e não a energia elétrica convencional. Terão maior área de jardinagem para reduzir impactos ambientais e melhorar também o aspecto visual urbano, além de contarem com sistemas de reaproveitamento de água de chuva e escoamento. O trecho 1 do primeiro corredor verde será na região da Avenida 9 de Julho.

O corredor verde, como um todo, vai ser a requalificação do atual corredor Santo Amaro–9 de Julho. O trecho 2, entre o final da 9 de Julho e o terminal Santo Amaro, deve ser inaugurado em meados de 2026. O Diário do Transporte conversou com Marcelo Schneider, um dos diretores da BYD, que revelou que a marca chinesa, que possui plano em Campinas, já tem ao menos 200 encomendas fechadas desses veículos.

Relembre: 

VÍDEO: BYD tem 500 ônibus encomendados para São Paulo. Financiamento chinês é só para a marca

BATERIAS BLADE:

Diário do Transporte foi conferir nesta segunda-feira (11). Fabricante promete ainda mais segurança no modelo

ADAMO BAZANI

Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira

De acordo com especialistas, implantação inicial em sistemas troncais permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

(ABAIXO DO TEXTO, ASSISTA O BOLETIM EM VÍDEO DE EXEMPLO DE VEÍCULO E PROJETO DE CORREDOR VERDE, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER)

Sistemas troncais com ônibus menos poluentes, como elétricos, podem ser o primeiro passo para que as cidades possam reduzir os níveis de emissões de uma maneira mais factível em vez de apenas estipular quantidade de veículos a serem trocados.

Isso permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município.

Atualmente, a eletrificação das frotas de ônibus urbanos e metropolitanos enfrenta quatro grandes entraves:

  • Falta de recursos para financiamento de veículos que ainda são bem mais caros que os modelos a óleo diesel;
  • Autonomia limitada das baterias;
  • Infraestrutura de recarga e rede de distribuição na tensão energética adequada para frotas maiores;
  • Necessidade de mais opções de ônibus alimentadores, de pequeno e médio portes como micros e mídis, no mercado brasileiro.

A estruturação de corredores verdes não somente criaria eixos que permitem com que de fato o transporte coletivo fosse priorizado no espaço urbano, como seria condizente ao tempo necessário (sem postergações ou empurrar a questão para debaixo do tapete) para que esses quatro grandes entraves fossem resolvidos ou amenizados.

A medida seria, inclusive, mais eficaz num primeiro momento que meramente estipular quantidade de ônibus que poluem menos em circulação.

Isso porque os corredores seriam responsáveis pelo transporte onde estão mais concentrados os índices de emissões. Por serem sistemas de maior demanda de passageiros, tendem a servir locais onde já existem, habitualmente, melhor infraestrutura de energia, como os centros principais ou as centralidades regionais.

Estes eixos necessitam de ônibus maiores, que são mais disponíveis no mercado de elétricos, e de uma frota menor, porém com grande impacto ambiental.

Por serem sistemas “fechados”, com menor tendência de interferências externas e de trânsito, como ocorre com as ruas de bairro, os corredores também podem receber ônibus de tecnologias menos flexíveis, como trólebus ou “e-Troll”, que é o modelo que anda em parte do itinerário conectado a fiação aérea e em parte desconectado, só com baterias. Esses veículos são mais baratos que os ônibus puramente a bateria e exigem menores (ou nenhuma) infraestruturas ou adaptações de tensão para recargas.

A cidade de São Paulo, que possui o maior sistema de ônibus da América Latina, com mais de 12 mil coletivos, está a frente dos debates, tanto sendo exemplo de erros como de acertos.

Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus da cidade de São Paulo não podem mais comprar modelos a diesel e, no plano de metas para o período de 2021 a 2024, a prefeitura estipulou que até dezembro do último ano deste plano (2024), haveria 2,6 mil ônibus elétricos rodando na cidade.

Ocorre que, justamente pelas dificuldades para adaptar a infraestrutura da rede de distribuição na tensão correta (a gestão do prefeito Ricardo Nunes e a distribuidora Enel trocam acusações mútuas) e pela falta de disponibilidade em escala de ônibus menores elétricos, não somente a meta não foi atingida (em vez de 2,6 mil elétricos em dezembro de 2024, havia 846 em julho de 2025, contando 201 trólebus e 535 a bateria), como pior: a frota atual de ônibus em circulação envelhece porque nem todos coletivos atuais a diesel mais antigos podem ser substituídos. Isso fez com que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal de linhas permitisse com que a idade máxima da frota fosse ampliada de 10 anos para 13 anos.

Ao mesmo tempo, São Paulo não deixa de ser ainda a cidade brasileira com um plano de verdade de redução de poluição pelos ônibus e com metas (corretas ou não) definidas.

E há projetos que têm recebido elogios por parte de especialistas. Um dos que mais têm criado expectativas positivas é justamente a implantação de “corredores verdes”, aproveitando, inclusive, estruturas já existentes e que atualmente são corredores de fumaça.

O Diário do Transporte tem acompanhado os principais passos para os corredores verdes em São Paulo.

Na última semana, noticiou em primeira mão, com a palavra exclusiva do próprio prefeito Nunes, da “materialização” de um corredor verde: a definição do primeiro corredor que se tornará verde e a apresentação do novo modelo de ônibus, mais tecnológico, que deve servi-lo.

O corredor da Avenida Nove de Julho, que faz a ligação entre a região central da capital paulista e a zona Sul, até o terminal Santo Amaro, será o primeiro a receber o projeto “corredores verdes” da cidade.

A revelação foi feita pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte, quando mostrou com exclusividade ao site, o novo modelo de ônibus elétrico fabricado pela encarroçadora Caio que vai integrar a frota municipal

O projeto de corredores verdes incorpora ônibus livres de emissões, mas não apenas isso: toda a infraestrutura também terá tecnologias que podem reduzir os impactos da operação dos transportes coletivos no meio ambiente, como pontos e estações com energia solar, sistema de drenagem da água da chuva com aproveitamento para irrigação das áreas de jardinagem com vegetação urbana, que devem ser ampliadas ao longo do corredor

Especialistas como o engenheiro Olímpio Álvares aprovaram a iniciativa.

Membro do comitê que fiscaliza a substituição da frota de ônibus da cidade, o COMFROTA, representando a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), em artigo ao Diário do Transporte, Olímpio Álvares, disse que o projeto “corredores verdes” deveria ser replicado para outras cidades do país por ser de relativo baixo custo e fácil implantação.

Quanto ao ônibus revelado por Nunes ao Diário do Transporte trata-se da nova geração de superarticulados elétricos da Caio, denominada eMillennium BRT.

Com 23 metros de comprimento para quase 200 pessoas, o gigante possui espelhos retrovisores inteligentes que eliminam pontos cegos, sistema de melhor aproveitamento de energia das baterias e iluminação interna que se autorregula de acordo com a claridade do local por onde passa.

Serão 60 unidades iniciais a partir de outubro já.

O primeiro, revelado por Nunes ao Diário do Transporte e pertencente a Viação Campo Belo, tem chassis BYD, mas o modelo pode receber outras marcas.

Veja o vídeo do boletim:

Modelo de ônibus elétrico inédito no Brasil que vai atender ao primeiro corredor verdade da cidade de São Paulo

 

VÍDEO: Eixo da 9 de Julho será primeiro do projeto “Corredores Verdes” de São Paulo já com novo modelo de superarticulado elétrico _ Veja imagens exclusivas do ônibus inédito no Brasil

Veículo foi revelado em primeira mão pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte. Especialistas destacam como positiva a iniciativa deste tipo de corredores, mas fim do trólebus recebe críticas. Desde quando foi criado, ainda nos anos 1980, corredor 9 de Julho já foi pensado para ser “rota verde”

ADAMO BAZANI

O eixo da ligação entre o centro da capital paulista e a Zona Sul pelo corredor da Nove de Julho, que se estende até a região do terminal Santo Amaro, será o primeiro do projeto Corredores Verdes de transporte coletivo na cidade de São Paulo. E a proposta vai receber o primeiro ônibus superarticulado da nova geração da fabricante Caio eMillennium BRT, revelada nesta sexta-feira, 25 de julho de 2025, em primeira mão, com exclusividade, pelo prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte.

Relembre:

EXCLUSIVO – Lançamento Caio e-Millennium BRT superarticulado – MAIS FOTOS e NOVO VÍDEO: Nunes para o Diário do Transporte: “Lote de 60 unidades em outubro em São Paulo”

A informação de que o ônibus, considerado inovador entre os modelos no mercado com tração 100% elétrica, também é do prefeito Ricardo Nunes. A reportagem havia mostrado, já, detalhes deste novo ônibus com carroceria Caio, fabricada em Botucatu. O veículo, segundo a produtora de carrocerias, é configurado para dimensões entre 21 metros e 23 metros, e possui novidades em relação aos “superarticulados” das gerações anteriores de modelos.

Inspirado no design europeu, o veículo, segundo o CEO da Caio, Paulo Ruas, tem novo sistema de retrovisores eletrônicos inteligentes que regulam de acordo com a estatura do motorista e possui um sistema para eliminação de pontos cegos. Também há tecnologia de monitoramento da interface entre chassis e carrocerias neste modelo. A iluminação interna foi ampliada, porém as áreas onde ficam o motorista, em especial no painel, tiveram detalhes escurecidos para evitar reflexo à noite e ajudar na visibilidade.

Toda essa inovação tecnológica, segundo o prefeito Ricardo Nunes, faz parte da concepção dos corredores verdes, que começam, com este veículo, a serem implantados gradativamente, já a partir de outubro, segundo revelou o executivo municipal ao Diário do Transporte. O projeto de corredor verde trata-se de definir eixos estruturantes de transportes na cidade, que terão não apenas ônibus menos poluentes, mas também toda a infraestrutura como paradas, estações com abastecimento de energia solar e sistema de escoamento de água com aproveitamento de irrigação, além de ampliação de áreas com vegetação urbana típica de cada região atendida.

A proposta, que já é prática em diversos países, tem recebido menções positivas por parte de especialistas. O engenheiro Olimpio Alvares, em artigo recente no Diário do Transporte, destacou que a implementação dos Corredores Verdes será uma das medidas mais eficazes para a descarbonização do transporte de passageiros e a redução drástica das emissões de poluentes tóxicos, combatendo o aquecimento global e mitigando a grave ameaça à saúde pública causada pela poluição do ar. “Além de modernizar a infraestrutura e diversificar a matriz energética do transporte coletivo com biometano, ônibus elétricos e trólebus (incluindo a tecnologia In Motion Charging)”, diz Alvares, especializado em Transporte Sustentável e Emissões Veiculares (com experiência no Japão e Suécia), e representante da ANTP como membro titular do COMFROTA. Relembre:

Corredores Verdes: Gol de Placa da Cidade de São Paulo

Entretanto, apesar de ser considerado inovador pelo fato de não ainda ter sido implantado na cidade de São Paulo, o projeto Corredor Verde não é tão novidade em relação à ideia para a capital paulista. O próprio eixo da Nove de Julho até a Santo Amaro, quando foi concebido e implantado ainda nos anos da década mil novecentos e oitenta, sendo o primeiro eixo desse tipo de corredor de maior capacidade da cidade de São Paulo, já foi planejado para ser um corredor ambientalmente correto, inclusive com uma rede de trólebus que foi desativada no início dos anos 2000. O corredor da Nove de Julho, Santo Amaro, que já chegou a ser considerado uma espécie de eixo verde, virou na época um corredor de fumaça, o que recebeu críticas.

O Diário do Transporte relembra a história, inclusive com vídeos neste link:

HISTÓRIA: O corredor Santo Amaro – Nove de Julho – Centro e a falta de investimento em transportes limpos

Trólebus com os dias contados?

E por falar em trólebus, se o ônibus elétrico, novo modelo, com o corredor verde recebeu de especialistas avaliações positivas, uma outra fala do prefeito Ricardo Nunes tem recebido críticas. Ao repórter Adamo Bazani, respondendo sobre as dificuldades de eletrificação da frota por falta de infraestrutura da rede de distribuição, no último dia 23 de julho, durante a entrega de 120 ônibus elétricos com bateria, Nunes disse que, com a implantação do VLT, Veículo Leve Sobre Trilhos, prevista para acontecer a partir de 2029 e 2030 pelo centro da cidade de São Paulo, a rede de trólebus será desativada. Relembre:

Trólebus vai acabar em São Paulo com a implantação do VLT (Bonde de São Paulo), diz Nunes em resposta ao Diário do Transporte e Enel promete energia para mais 2 mil ônibus – OUÇA

Especialistas de organizações não governamentais como Respira São Paulo criticaram, dizendo que é justamente em corredores que os trólebus, uma tecnologia considerada mais barata e já conhecida, poderiam ser aproveitados e que no mundo, o que os países desenvolvidos mostram é que tanto VLT como trólebus podem conviver, inclusive nas mesmas áreas e com intersecções da rede de fiação, sem que um atrapalhe o outro.

Pelo contrário. Seria o melhor aproveitamento da rede energética que conseguiria, com uma única estrutura, atender em determinadas regiões dois tipos de transportes diferentes. Isso porque, no caso da cidade de São Paulo, o VLT ainda se concentraria, de acordo com o projeto da prefeitura, somente no centro, mas o trólebus hoje tem uma abrangência até parte da Zona Oeste e principalmente na Zona Leste, onde opera a concessão do consórcio Transvida, integrado pelo Ambiental Transportes, responsável pela operação dos trólebus na cidade.

Voltando ao novo modelo de ônibus elétrico apresentado pelo prefeito: serão inicialmente 60 unidades, sendo que a primeira, apresentada ao Diário do Transporte, é da Viação Campo Belo com o chassi D11 BYD, mas outras empresas com diferentes marcas de chassi, também já encomendaram o modelo.

VÍDEO: Corredores verdes com ônibus elétricos deveriam ser primeiro passo para redução de poluição antes mesmo de estipular quantidade de frota

De acordo com especialistas, implantação inicial em sistemas troncais permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

(ABAIXO DO TEXTO, ASSISTA O BOLETIM EM VÍDEO DE EXEMPLO DE VEÍCULO E PROJETO DE CORREDOR VERDE, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER)

Sistemas troncais com ônibus menos poluentes, como elétricos, podem ser o primeiro passo para que as cidades possam reduzir os níveis de emissões de uma maneira mais factível em vez de apenas estipular quantidade de veículos a serem trocados.

Isso permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município.

Atualmente, a eletrificação das frotas de ônibus urbanos e metropolitanos enfrenta quatro grandes entraves:

  • Falta de recursos para financiamento de veículos que ainda são bem mais caros que os modelos a óleo diesel;
  • Autonomia limitada das baterias;
  • Infraestrutura de recarga e rede de distribuição na tensão energética adequada para frotas maiores;
  • Necessidade de mais opções de ônibus alimentadores, de pequeno e médio portes como micros e mídis, no mercado brasileiro.

A estruturação de corredores verdes não somente criaria eixos que permitem com que de fato o transporte coletivo fosse priorizado no espaço urbano, como seria condizente ao tempo necessário (sem postergações ou empurrar a questão para debaixo do tapete) para que esses quatro grandes entraves fossem resolvidos ou amenizados.

A medida seria, inclusive, mais eficaz num primeiro momento que meramente estipular quantidade de ônibus que poluem menos em circulação.

Isso porque os corredores seriam responsáveis pelo transporte onde estão mais concentrados os índices de emissões. Por serem sistemas de maior demanda de passageiros, tendem a servir locais onde já existem, habitualmente, melhor infraestrutura de energia, como os centros principais ou as centralidades regionais.

Estes eixos necessitam de ônibus maiores, que são mais disponíveis no mercado de elétricos, e de uma frota menor, porém com grande impacto ambiental.

Por serem sistemas “fechados”, com menor tendência de interferências externas e de trânsito, como ocorre com as ruas de bairro, os corredores também podem receber ônibus de tecnologias menos flexíveis, como trólebus ou “e-Troll”, que é o modelo que anda em parte do itinerário conectado a fiação aérea e em parte desconectado, só com baterias. Esses veículos são mais baratos que os ônibus puramente a bateria e exigem menores (ou nenhuma) infraestruturas ou adaptações de tensão para recargas.

A cidade de São Paulo, que possui o maior sistema de ônibus da América Latina, com mais de 12 mil coletivos, está a frente dos debates, tanto sendo exemplo de erros como de acertos.

Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus da cidade de São Paulo não podem mais comprar modelos a diesel e, no plano de metas para o período de 2021 a 2024, a prefeitura estipulou que até dezembro do último ano deste plano (2024), haveria 2,6 mil ônibus elétricos rodando na cidade.

Ocorre que, justamente pelas dificuldades para adaptar a infraestrutura da rede de distribuição na tensão correta (a gestão do prefeito Ricardo Nunes e a distribuidora Enel trocam acusações mútuas) e pela falta de disponibilidade em escala de ônibus menores elétricos, não somente a meta não foi atingida (em vez de 2,6 mil elétricos em dezembro de 2024, havia 846 em julho de 2025, contando 201 trólebus e 535 a bateria), como pior: a frota atual de ônibus em circulação envelhece porque nem todos coletivos atuais a diesel mais antigos podem ser substituídos. Isso fez com que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal de linhas permitisse com que a idade máxima da frota fosse ampliada de 10 anos para 13 anos.

Ao mesmo tempo, São Paulo não deixa de ser ainda a cidade brasileira com um plano de verdade de redução de poluição pelos ônibus e com metas (corretas ou não) definidas.

E há projetos que têm recebido elogios por parte de especialistas. Um dos que mais têm criado expectativas positivas é justamente a implantação de “corredores verdes”, aproveitando, inclusive, estruturas já existentes e que atualmente são corredores de fumaça.

O Diário do Transporte tem acompanhado os principais passos para os corredores verdes em São Paulo.

Na última semana, noticiou em primeira mão, com a palavra exclusiva do próprio prefeito Nunes, da “materialização” de um corredor verde: a definição do primeiro corredor que se tornará verde e a apresentação do novo modelo de ônibus, mais tecnológico, que deve servi-lo.

O corredor da Avenida Nove de Julho, que faz a ligação entre a região central da capital paulista e a zona Sul, até o terminal Santo Amaro, será o primeiro a receber o projeto “corredores verdes” da cidade.

A revelação foi feita pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte, quando mostrou com exclusividade ao site, o novo modelo de ônibus elétrico fabricado pela encarroçadora Caio que vai integrar a frota municipal

O projeto de corredores verdes incorpora ônibus livres de emissões, mas não apenas isso: toda a infraestrutura também terá tecnologias que podem reduzir os impactos da operação dos transportes coletivos no meio ambiente, como pontos e estações com energia solar, sistema de drenagem da água da chuva com aproveitamento para irrigação das áreas de jardinagem com vegetação urbana, que devem ser ampliadas ao longo do corredor

Especialistas como o engenheiro Olímpio Álvares aprovaram a iniciativa.

Membro do comitê que fiscaliza a substituição da frota de ônibus da cidade, o COMFROTA, representando a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), em artigo ao Diário do Transporte, Olímpio Álvares, disse que o projeto “corredores verdes” deveria ser replicado para outras cidades do país por ser de relativo baixo custo e fácil implantação.

Quanto ao ônibus revelado por Nunes ao Diário do Transporte trata-se da nova geração de superarticulados elétricos da Caio, denominada eMillennium BRT.

Com 23 metros de comprimento para quase 200 pessoas, o gigante possui espelhos retrovisores inteligentes que eliminam pontos cegos, sistema de melhor aproveitamento de energia das baterias e iluminação interna que se autorregula de acordo com a claridade do local por onde passa.

Serão 60 unidades iniciais a partir de outubro já.

O primeiro, revelado por Nunes ao Diário do Transporte e pertencente a Viação Campo Belo, tem chassis BYD, mas o modelo pode receber outras marcas.

Veja o vídeo do boletim:

Modelo de ônibus elétrico inédito no Brasil que vai atender ao primeiro corredor verdade da cidade de São Paulo

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

*ADAMO BAZANI, jornalista especializado em transportes – MTB 31.521 (formação superior)*

 

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Técnico de clube francês tenta despistar, mas abre portas para Endrick: ‘Bons jogadores são bem-vindos’

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Em meio as negociações entre Real Madrid e Lyon, o técnico Paulo Fonseca abriu as portas do clube francês para o atacante Endrick.

O interesse do Lyon no brasileiro foi dado em primeira mão pela ESPN durante o Fala Fonte da última quarta-feira (29).

As conversas entre os clubes estão bem adiantadas e com proposta formalizada ao Real Madrid para que o atacante seja cedido ao Lyon de maneira gratuita, com os merengues pagando parte dos salários a partir de janeiro de 2026.

Ao ser questionado sobre a possível chegada de Endrick, o técnico português Paulo Fonseca despistou, mas abriu as portas do Lyon para o brasileiro de 19 anos.

“Não posso opinar sobre os jogadores que ainda não contratamos, mas, sem dúvida, quando se trata de bons jogadores, são mais do que bem-vindos”, disse.

Endrick ainda não fez nem sequer um único minuto na atual temporada com a camisa 9 do Real Madrid, com quem tem contrato até junho de 2030. Na temporada passada, com o italiano Carlo Ancelotti, participou de 37 partidas e anotou sete gols.

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Nova linha de ônibus que ligará Terminal Parelheiros à Estação Varginha de trens inicia operação na próxima segunda-feira (03)

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Foto meramente ilustrativa

Serviço 695Y/42 será gerenciado pela Viação Grajaú e atenderá à demanda recorrente da região por uma conexão direta com a rede ferroviária da Zona Sul

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans anunciaram a implantação de uma nova linha de ônibus na Zona Sul: 695Y/42 Term. Parelheiros – Est. Varginha. O novo serviço atende à demanda da população de Parelheiros por uma ligação direta e mais rápida com a rede ferroviária.

A nova linha começará a operar a partir da próxima segunda-feira, 03 de novembro de 2025, e ligará o Terminal Parelheiros à Estação Varginha, que entrou em operação no último sábado, 25 de outubro.

O novo atendimento, operado pela Viação Grajaú, funcionará em um percurso de sentido único. A medida visa otimizar o tempo de deslocamento para os passageiros que buscam a conexão com a rede de trens metropolitanos.

O novo serviço 695Y/42 funcionará diariamente das 3h35 à 00h. A SPTrans informa que a nova linha, assim como os demais serviços da região, será monitorada para que ajustes sejam promovidos de acordo com o comportamento da demanda

Itinerário: Term. Parelheiros, Ac. Acesso, Rua São Sebastião da Barra, Rua Euzébio Coghi, Estr. Ecoturística de Parelheiros, Av. Sen. Teotônio Vilela, Rua Arcelina Teixeira da Silva, Av. Paulo Guilguer Reimberg, Ac. Acesso Estação Varginha, Av. Nathalia Pereira da Silva, retorno (Rua Uva Natal), Av. Nathália Pereira da Silva, acesso, Av. Paulo Guilguer Reimberg, Acesso, Av. Sen. Teotônio Vilela, Estr. Ecoturística de Parelheiros, Estr. da Colônia, Terminal Parelheiros.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Salvador (BA) testa ônibus elétrico TEVX Higer Azure 9 em linha experimental no Centro Histórico

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Período de testes do coletivo irá durar 30 dias e fará a ligação da Praça da Sé ao Largo do Campo Grande

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Mobilidade (Semob), iniciou os testes em uma linha experimental utilizando ônibus 100% elétrico, ligando a Praça da Sé ao Largo do Campo Grande.

Os testes serão realizados no período de 30 dias e fazem parte de uma iniciativa do Fórum Baiano dos Secretários de Mobilidade, que oferece a diversas cidades baianas a possibilidade de testar veículos elétricos nas mais diversas condições de tráfego e relevo da cidade.

Além de Salvador, outras cidades contempladas são Jequié, Vitória da Conquista, Luís Eduardo Magalhães, Camaçari e Feira de Santana.

Durante o período de teste, a linha E012 – Praça das Sé – Campo Grande terá seu ponto final na Rua das Vassouras. De lá, passará pela Praça da Sé, onde será instalado um ponto de ônibus provisório, Rua da Ajuda, Carlos Gomes, até o Largo do Campo Grande, retornando pela Avenida Sete de Setembro e Rua Chile.

A linha vai circular das 07h às 20h em dias úteis e das 07h às 13h aos sábados, sem operação aos domingos. Será cobrada a mesma tarifa já aplicada na cidade, de R$5,60, e somente será aceito pagamento com bilhete eletrônico. Uma equipe da Integra estará no local para que os usuários que não possuem o cartão possam adquiri-lo antes de utilizar a linha.

A escolha do trajeto entre a Praça da Cruz Caída e o Largo do Campo Grande considera o intenso fluxo de pessoas em uma região que concentra não apenas áreas comerciais e residenciais, como também equipamentos culturais, religiosos e históricos.

A ideia é avaliar o desempenho da linha na região para futuramente torná-la uma opção de transporte permanente. De acordo com o secretário, além de se tornar mais uma alternativa de transporte para quem circula pela região, também pode fortalecer o turismo.

O período de testes foi escolhido por se tratar do início da temporada de cruzeiros e da proximidade com as festas de final de ano.

Iniciativa – A operação da linha elétrica experimental integra as ações do programa de sustentabilidade urbana da Prefeitura de Salvador, que vem investindo em soluções inovadoras para melhorar a mobilidade e reduzir os impactos ambientais.

A proposta é tornar o transporte público mais eficiente, acessível e alinhado aos compromissos internacionais de sustentabilidade. A linha também faz parte do Plano de Governo da atual gestão municipal, que prevê a criação de linhas de ônibus circulares na região do Centro Histórico e Comércio, operadas por ônibus elétricos, buscando reduzir a emissão de gases poluentes provocada pelo transporte coletivo na área.

Sobre o ônibus – A linha será operada pelo veículo modelo Azure 9, da montadora TEVX Higer, um ônibus elétrico de 9 metros. O veículo é equipado com um sistema de ar-condicionado elétrico, vidros com proteção UV e portas USB posicionadas nos balaústres e bancos.

Além disso, conta com piso totalmente baixo e um sistema de ajoelhamento que permite ao ônibus “deitar” para o lado da porta, facilitando o embarque e desembarque de passageiros, principalmente aqueles com mobilidade reduzida, idosos e pais com carrinhos de bebê.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Aracaju (SE) retoma operação de 15 ônibus elétricos após decisão judicial favorável

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Foto: Divulgação

Veículos atenderão 13 linhas e serão operados pelas empresas Modelo, Atalaia e VRS

YURI SENA

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), retomou nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025,  a operação dos 15 ônibus 100% elétricos do sistema de transporte coletivo urbano. 

Os veículos atenderão 13 linhas e serão operados pelas empresas Modelo, Atalaia e VRS, consolidando Aracaju como a primeira capital do Nordeste a contar com uma frota elétrica em funcionamento regular no transporte público.

A iniciativa integra o compromisso da prefeita Emília Corrêa em promover um transporte coletivo mais moderno, sustentável e acessível, além de contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa e com o enfrentamento das mudanças climáticas.

O retorno da frota às ruas foi possível após decisão da 3ª Vara Cível de Aracaju, que indeferiu o pedido de liminar apresentado em uma Ação Popular movida por vereadores da oposição. 

O pedido buscava suspender o contrato firmado entre a Prefeitura e a TEVX Motors Group Ltda, responsável pela fabricação dos veículos. Com a decisão judicial, os ônibus puderam voltar a circular normalmente, com emplacamento concluído e sistema de telemetria ativo, permitindo o monitoramento em tempo real da operação.

Os novos ônibus são equipados com piso baixo, ar-condicionado com saídas individuais, tomadas USB em todos os assentos, espaços reservados para pessoas com deficiência e capacidade para até 75 passageiros. Além disso, possuem emissão zero de CO₂ e ruído.

Cada veículo tem autonomia média de 300 quilômetros por recarga, podendo atingir até 390 quilômetros com o sistema de freios regenerativos. As baterias de 385 kWh são recarregadas em até duas horas e meia, garantindo eficiência energética e disponibilidade operacional.

O plano de eletromobilidade de Aracaju prevê a aquisição de 30 ônibus elétricos — sendo 15 já em operação e outros 15 previstos em nova licitação. O projeto inclui também a construção de uma usina solar e a instalação de oito novos pontos de recarga, consolidando a infraestrutura necessária para a expansão da frota.

Com essas ações, Aracaju alcançou a 5ª posição no Ranking Connected Smart Cities, que avalia os municípios mais inovadores e conectados do país.

Em julho, a prefeita Emília Corrêa encaminhou um ofício ao Governo do Estado solicitando a isenção do ICMS na compra de novos ônibus elétricos, medida já adotada em locais como São Paulo e Belém (PA). Segundo a gestora, a iniciativa permitirá reduzir custos e ampliar o acesso da população a um transporte público mais limpo e eficiente.

Linhas atendidas pelos ônibus elétricos

Os veículos atuarão em 13 rotas urbanas:

  • 004 – Santa Maria / Mercado
  • 005 – Maracaju / DIA
  • 008 – Porto Sul / Bairro Industrial
  • 051 – Atalaia / Centro
  • 080 – Bugio / Atalaia
  • 200-1 – Circular Industrial e Comercial 1
  • 200-2 – Circular Industrial e Comercial 2
  • 310 – Shopping Riomar / Zona Oeste
  • 409 – Riomar / DIA
  • 504 – 17 de Março / Zona Sul
  • 600-1 – Circular Praias 1
  • 600-2 – Circular Praias 2
  • 702 – Augusto Franco / Mercado
  • 720 – UNIT / Centro

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Aquático-SP alcança marca de 800 mil passageiros transportados

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Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo

Modal hidroviário está em operação na Represa Billings desde 2024

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

O Aquático-SP, primeiro sistema de transporte público hidroviário da capital, alcançou na última quinta-feira, 23 de outubro de 2025, a marca de 800 mil passageiros transportados.

Em operação desde o dia 13 de maio de 2024, o modal se consolidou como uma solução de mobilidade para os moradores do Extremo Sul da cidade.

O serviço, operado pela SPTrans, conecta os terminais Cantinho do Céu e Mar Paulista por meio da Represa Billings. O que antes era um trajeto de 1h20 por terra, hoje é realizado em apenas 17 minutos pelas embarcações.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Federação Inglesa anuncia punições a Paquetá por investigação sobre apostas

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A FA (Associação de Futebol da Inglaterra) anunciou nesta sexta-feira (31) que aplicou duas punições ao meia Lucas Paquetá, do West Ham, pelas investigações sobre o suposto envolvimento brasileiro com apostas ilegais na Premier League.

Em 31 de julho, o atleta escapou de todas as acusações mais graves feitas pela entidade, como possível suspensão ou banimento do futebol. No entanto, a FA anunciou na ocasião que ainda aplicaria uma sanção ao jogador.

Nesta sexta, a entidade comunicou que Paquetá levou uma “reprimenda” e uma “advertência sobre condutas futuras”, com Lucas sendo aconselhado a colaborar com futuras investigações, caso seja necessário.

Além disso, o brasileiro terá que arcar com 10% do valor das custas processuais, enquanto 90% serão pagos pela própria Federação. Os valores não foram revelados.

Dessa forma, encerra-se de vez o “caso Paquetá”, o que fez o West Ham, clube do jogador, emitir nota oficial celebrando o fim do imbróglio.

“O West Ham United tomou conhecimento dos documentos publicados pela FA na data de hoje, confirmando que Lucas Paquetá recebeu uma advertência sobre sua conduta futura, depois de ser comprovado que ele desrespeitou a regra F3 da FA, na sequência de sua absolvição de desrespeito à regra F5 da FA”, escreveu o time.

“O West Ham United e Lucas Paquetá estão felizes que esse caso finalmente foi encerrado. O clube não fará mais comentários sobre o tema”, complementou.

Com isso, Paquetá está liberado para atuar normalmente pelos Hammers na sequência da temporada.

Como mostrou a ESPN nesta semana, porém, o jogador pensa em deixar a equipe na próxima janela de transferências.

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Micro-ônibus tomba na rodovia SP-340, em Mogi Mirim (SP), e deixa feridos na tarde desta sexta-feira (31)

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Foto: Cláudio Felício/Portal da Cidade Mogi Mirim

Condutor do coletivo perdeu o controle após desviar para o canteiro central, para não atingir outros veículos acidentados a frente

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

No início da tarde desta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, ao menos sete pessoas ficaram feridas após um micro-ônibus tombar na rodovia SP-340, em Mogi Mirim (SP).

O acidente envolveu outros três carros; as vítimas foram socorridas com ferimentos leves a hospitais e UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) de Mogi Mirim e Mogi Guaçu.

Testemunhas relataram que, devido a pista molhada, os veículos de passeio colidiram primeiro, fazendo com que um caminhão e o ônibus não conseguissem frear.

Para não atingir a carreta, o condutor do coletivo, que transportava 16 passageiros, desviou para o canteiro central e perdeu o controle.

A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Polícia Militar e agentes da concessionária Renovias.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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ANTT defere duas linhas interestaduais da Expresso Maia com partida em Goiânia e destino ao Maranhão

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Deliberações nº 404 e 405, publicadas no DOU de 31/10, autorizam operação “sub judice” de 850 seções entre Goiás, Tocantins e Maranhão

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deferiu, na condição sub judice, dois pedidos da Expresso Maia Ltda. para operar novas linhas interestaduais de transporte rodoviário de passageiros. As decisões constam das Deliberações nº 404 e nº 405, de 24 de outubro de 2025, publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 31 de outubro de 2025 (Seção 1).

A Deliberação nº 404/2025 autoriza a operação da linha Goiânia (GO) – Presidente Sarney (MA), que compreende 676 seções, enquanto a Deliberação nº 405/2025 libera a linha Goiânia (GO) – Apicum-Açu (MA), com 174 seções. Somadas, as duas outorgas totalizam 850 seções interestaduais, conectando 69 municípios distribuídos entre Goiás, Tocantins e Maranhão.

Ambas as deliberações foram emitidas em cumprimento a decisões judiciais proferidas em mandados de segurança, após análise dos processos administrativos que tratam dos pedidos da empresa. As autorizações foram concedidas em caráter provisório, válidas enquanto perdurarem os efeitos das decisões judiciais, e fundamentam-se nas Resoluções ANTT nº 6.033/2023, que institui o Novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros (TRIP), além das Resoluções nº 4.770/2015 e nº 6.013/2023.

Corredor entre Centro-Oeste e litoral maranhense

As linhas formam uma ampla rede de ligações interestaduais, interligando o Centro-Oeste ao litoral do Maranhão por meio de uma malha de seções que atravessa o Tocantins, passando por cidades como Araguaína, Guaraí, Gurupi, Palmas, Cariri, Figueirópolis e Talismã, entre outras.

No Maranhão, os serviços abrangem Apicum-Açu, Presidente Sarney, Pinheiro, Palmeirândia, São Bento, São Vicente Ferrer, Nova Olinda do Maranhão, Matinha, Viana, Cajari, Vitória do Mearim, Arari, Igarapé do Meio, Imperatriz, Porto Franco e Estreito, além de conexões intermediárias.

Em Goiás, o trajeto inclui Porangatu, Uruaçu, Mara Rosa, Campinorte, Ceres, Rialma, Rianápolis, Jaraguá, Anápolis e Goiânia, configurando um corredor rodoviário de longa distância entre o planalto goiano e o litoral maranhense.

As deliberações foram assinadas pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e entram em vigor na data de sua publicação.

A Expresso Maia é a marca operacional da empresa Real Maia Transportes Terrestres Ltda., fundada em 1966 e com sede em Goiânia (GO).
Com quase seis décadas de atuação, a empresa é uma das mais tradicionais do transporte rodoviário interestadual no país, com presença consolidada nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, operando rotas que ligam Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará.

Com os novos atos, a Expresso Maia passa a contar com autorização judicial para operar duas das maiores redes interestaduais já deferidas pela Agência, somando mais de 1.800 quilômetros de percurso e 850 seções que ampliam a conectividade entre três estados.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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IVECO BUS fecha acordos para fornecimento de até 4.000 ônibus limpos à Île-de-France Mobilités em Paris

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Foto: Divulgação

Contratos preveem veículos elétricos e a biogás até 2032, reforçando plano da região de ter frota 100% limpa até 2030

YURI SENA

A IVECO BUS e a Île-de-France Mobilités, autoridade de transporte da região de Paris, assinaram três acordos para a aquisição de ônibus urbanos e rodoviários de energia limpa, consolidando a marca como principal fornecedora de veículos sustentáveis para a região. As entregas previstas contemplam os modelos GX 337 ELEC, URBANWAY CNG e CROSSWAY CNG, com cronograma estendido até 2032.

Os contratos, firmados por meio da Organização de Aquisição de Transporte Público (CATP), estão divididos em três lotes: ônibus elétricos de 12 metros, ônibus de 12 e 18 metros movidos a biogás e veículos interurbanos de 12 metros também a biogás. Ao longo do período, a aquisição pode chegar a 4.000 veículos, contribuindo para que a região alcance a meta de frota 100% limpa até 2030.

As primeiras entregas incluem 154 unidades do GX 337 ELEC e 415 URBANWAY CNG, previstas para começar em 2026. Esses veículos se somarão à frota já em operação na região, reforçando a posição da IVECO BUS como principal fornecedora de ônibus limpos da Île-de-France.

Os modelos elétricos e a biogás foram escolhidos pelo desempenho técnico e econômico, destacando-se por atenderem aos requisitos das operações urbanas e pela compatibilidade com biometano produzido a partir de resíduos, garantindo pegada de carbono neutra. Os veículos também serão equipados com sistemas ADAS, de assistência ao motorista, visando segurança e conforto de motoristas, passageiros e usuários.

Desde 2016, a Île-de-France Mobilités vem implementando o maior plano de renovação de frota de ônibus e rodoviários do mundo, com 10.500 veículos, com objetivo de atingir 100% de frota limpa até 2030. Além dos benefícios ambientais, como redução de emissões e ruído, a iniciativa busca aumentar a eficiência e a segurança do transporte público na região.

Segundo Valérie Pécresse, presidente da Île-de-France Mobilités, o novo pedido reforça a transição energética da frota da região e valoriza o desempenho e conforto dos veículos para os passageiros.

Giorgio Zino, head de Operações Comerciais da IVECO BUS na Europa, destacou que os acordos fortalecem a colaboração com a região, reforçando a importância das soluções elétricas e a biogás na matriz de energia limpa. Arnaud Rabier, diretor-geral da CATP, acrescentou que a centralização das compras beneficia todas as comunidades francesas e demonstra capacidade de inovação na aquisição de transporte público.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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