Esta é a terceira prorrogação do período para que empresas solicitem novos mercados no transporte rodoviário interestadual de passageiros; pedidos devem ser feitos pelo Sistema de Processo Seletivo da agência
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) voltou a estender o prazo da Janela Extraordinária nº 1/2024, mecanismo que permite às empresas de transporte rodoviário interestadual de passageiros solicitar novos mercados ou ajustes em mercados já existentes.
Segundo o Comunicado SUPAS nº 39, de 30 de outubro de 2025, publicado pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS), o prazo final foi adiado para as 18h do dia 12 de novembro de 2025 (horário de Brasília).
Esta é a terceira prorrogação do cronograma — o encerramento estava inicialmente previsto para setembro, depois passou a outubro e, por fim, para o último dia do mês. Agora, a ANTT amplia mais uma vez o período, atendendo a pedidos de empresas que alegaram dificuldades em concluir os cadastros dentro do sistema eletrônico.
A Janela Extraordinária nº 1/2024 foi aberta para permitir que operadoras de transporte solicitem mercados considerados desatendidos ou monopolizados, em conformidade com a Resolução ANTT nº 6.033/2023, que regulamenta o regime de autorização. As solicitações devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema de Processo Seletivo disponível no portal da agência.
Entre as regras, a ANTT estabelece que os pedidos devem seguir os critérios do comunicado de abertura, incluindo o pagamento de emolumento de R$ 150,00 por mercado solicitado, e a comprovação de que a empresa está regular no cadastro da agência.
A medida busca aumentar a concorrência e a cobertura de mercados interestaduais, especialmente em regiões onde há pouca oferta de serviços. Caso mais de uma empresa solicite o mesmo mercado, a ANTT poderá realizar processo seletivo com critérios de desempate definidos em regulamento.
O comunicado é assinado por Juliano de Barros Samôr, superintendente da SUPAS, e está disponível na íntegra no portal oficial da ANTT.
Etapas e prazos: o que vem pela frente na Janela Extraordinária da ANTT
Como complemento à notícia sobre o adiamento, o consultor jurídico e especialista em regulação da ANTT, Ilo Löbel da Luz, detalha o cronograma previsto das próximas fases do processo, conforme o Comunicado de Abertura da Janela Extraordinária nº 1/2024.
Segundo ele, o prazo de inscrições — agora estendido até 12 de novembro de 2025, às 18h — marca apenas a primeira de uma série de etapas que se estenderão até junho de 2026, quando devem começar as novas operações.
O cronograma prevê a cobrança da taxa de inscrição (GRU) em dezembro, no valor de R$ 150 por mercado solicitado; a divulgação do primeiro resultado em janeiro de 2026; e a fase de lances (leilão) em fevereiro, voltada aos mercados com mais de uma empresa interessada.
A partir de março, a ANTT divulgará o resultado final, seguido da confirmação de interesse (abril) e dos pagamentos e solicitações de TAR (maio). As homologaçōes oficiais estão previstas para junho de 2026, quando as empresas vencedoras deverão iniciar as novas operações em até 30 dias, com possibilidade de prorrogação mediante justificativa.
Ilo Löbel destaca que o ciclo é complexo e decisivo:
“É uma sequência rigorosa de etapas, e perder um prazo pode significar não apenas a desclassificação, mas a impossibilidade de participar da próxima janela ordinária.”
(Com informações de Ilo Löbel da Luz, consultor jurídico e especialista em regulação da ANTT para o transporte rodoviário de passageiros)
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O Los Angeles Lakers tem um novo dono. Depois de uma longa espera, a venda da franquia foi aprovada com unanimidade pela NBA. Mark Walter, CEO da TWG Global, se tornou o proprietário majoritário do time que tem LeBron James e Luka Doncic.
Segundo fontes da ESPN, o bilionário norte-americano fechou a compra da franquia por 10 bilhões de dólares (R$ 53,8 milhões na cotação atual). No comando desde 1979, a família Buss segue como proprietária minoritária, com Jeanie Buss permanecendo em seu cargo de direção pelos próximos cinco anos.
“O Los Angeles Lakers é uma das franquias mais icônicas da história dos esportes, definida por sua história de excelência e incansável busca pela grandeza. Poucos times carregam um legado e tal influencia global como os Lakers, e é um privilégio trabalhar ao lado de Jeanie Buss para manter essa excelência e definir o padrão de sucesso nesta nova era, tanto dentro quanto fora das quadras”, disse Walter em comunicado.
Além dos Lakers, Mark Walter também controla o Los Angeles Dodgers, que está decidindo o título da World Series, da MLB. A franquia foi comprada por US$ 2,15 bilhões, em 2012. O bilionário também é dono dos Los Angeles Sparks, time da WNBA.
“Agora que Mark assume o papel de proprietário majoritário dos Lakers, não tenho dúvidas de que ele será um administrador dedicado da equipe e uma ótima adição à nossa liga, dados seus inúmeros sucessos nos mundos dos negócios e dos esportes ”, disse Adam Silver, comissário da competição americana.
Os 10 bilhões de dólares investidos por Mark Walter quebram o recorde da compra do Boston Celtics, em julho, por 6,1 bilhões de dólares.
Acordo entre as duas empresas visa ampliar mercados, diversificar soluções e fortalecer a inovação tecnológica em sistemas de pagamento e mobilidade urbana
ALEXANDRE PELEGI
A Prodata Mobility Brasil, líder nacional em bilhetagem eletrônica com presença em mais de 300 cidades e atuação em 12 capitais, anunciou em primeira mão em entrevista ao Podcast do Transporte nesta sexta-feira, no Arena ANTP 2025, uma parceria estratégica com a Mais.Mobi, nova empresa de tecnologia especializada em soluções de pagamento para a mobilidade urbana.
A entrevista foi concedida pelos diretores das duas empresas, João Ronco Junior e Armando Guerra.
Com sede em São Paulo e mais de três décadas de atuação, a Prodata pretende com o acordo acelerar o crescimento em novos mercados, diversificar seu portfólio e potencializar o desenvolvimento de produtos inovadores voltados a operadoras de transporte coletivo em todo o país.
“Acreditamos na parceria estratégica com a Mais Mobi, uma empresa que pode trazer uma valiosa contribuição neste momento em que planejamos o futuro da bilhetagem eletrônica. Não só no Brasil, mas em toda a América do Sul, onde atendemos a mais de 300 cidades. Como líderes deste setor, temos que aproveitar a nossa experiência de 34 anos promovendo as melhores soluções tecnológicas do mercado para qualificar ainda mais as nossas entregas às empresas de transporte. Temos a responsabilidade de apontar os caminhos do futuro e continuar colaborando para a evolução da mobilidade urbana”, destacou João Ronco Júnior, presidente da Prodata Mobility Brasil.
“A atuação conjunta entre as duas principais empresas do mercado de bilhetagem eletrônica oferece a oportunidade de maior sinergia nas operações que pode se traduzir em soluções mais eficientes para os operadores de transporte, beneficiando diretamente milhões de passageiros em todo o país“, ressaltou Armando Guerra. “Juntas, a Prodata e a Mais Mobi terão a capacidade de agregar novos mercados, propor inovações tecnológicas e, principalmente, qualificar ainda mais seus produtos e serviços, como sistemas de controle de fraude, desenvolvimento de aplicativos, canais de atendimento ao público, meios de pagamento (QR Code, EMV, smartphone com NFC), entre outros”.
Sinergia com a experiência da Riocard Mais
A Mais.Mobi nasce ancorada na trajetória da Riocard Mais, referência no Rio de Janeiro, com presença em mais de 40 municípios e mais de 20 anos de experiência, explicou Armando Guerra representando a empresa. Guerra é também presidente-executivo da Semove, além de integrante do Conselho Diretor da NTU.
“Ao longo das últimas três décadas, a Prodata evoluiu de forma contínua e atenta às transformações que marcaram a bilhetagem eletrônica no Brasil. Sempre fomos uma empresa pioneira, incorporando novas funcionalidades e tecnologias para atender às necessidades das operadoras de transporte público e contribuir de maneira efetiva para o desenvolvimento da mobilidade urbana no país”, afirma Ronco.
“Aliamos competência tecnológica a um serviço eficiente, ágil e moderno — e agora chegou o momento de avançar ainda mais. Estamos diante de um novo ciclo de transformação, impulsionado por mudanças no comportamento dos passageiros, que buscam previsibilidade, qualidade e segurança em sua experiência de deslocamento. Para essa nova jornada, acreditamos na parceria com a Mais Mobi, uma empresa de tecnologia que compartilha da nossa visão de futuro e traz como referência o sólido desempenho de mais de 20 anos da Riocard Mais no mercado do Rio de Janeiro, presente em mais de 40 municípios do Estado”, conclui o presidente da Prodata.
Com soluções que já foram desenvolvidas e testadas nos cartões Riocard Mais, a Mais.Mobi apresenta ao mercado nacional produtos consolidados e outros inovadores que podem ser levados a outros ecossistemas de bilhetagem eletrônica no Brasil.
Com soluções que já foram desenvolvidas e testadas nos cartões Riocard Mais, a Mais Mobi apresenta ao mercado nacional produtos consolidados e outros inovadores que podem ser levados a outros ecossistemas de bilhetagem eletrônica no Brasil.
Produtos da Mais.Mobi:
Hyp.o
É a nova solução para pagamento com cartões de crédito no transporte público. Aceita os cartões Elo, Visa e Mastercard. Tecnologia que alia praticidade, segurança e integração.
We Benefícios
É a empresa que facilita a gestão dos benefícios de seus colaboradores em um só lugar: vale-transporte, vale-alimentação, vale-restaurante e vale-combustível. Promove economia de tempo e aumento de produtividade.
Clube de Vantagens
É o maior programa de fidelidade no transporte público que oferece descontos em produtos e serviços quanto mais os passageiros utilizem seu cartão de transporte.
Produtos para suas praças
Cartões de transporte criados sob medida para os gestores públicos, adequados ao perfil de cada cidade e ao modelo de negócio desejado. Em Nova Friburgo, já foi lançado o cartão Partiu. O próximo é o cartão de Campos. Há ainda cartões customizados para as prefeituras de Maricá, Saquarema e Macaé.
Benefícios sociais
Experiência na implementação de políticas sociais na tarifa de transporte, tendo como referência o Bilhete Único Intermunicipal e o Bilhete Único de Niterói.
Riocard Mais
É um dos principais cartões de transporte do país, lançado há 22 anos no Estado do Rio de Janeiro.
Sistema antifraude
É o processo de controle contra fraudes na utilização de gratuidades ou cartões com benefícios sociais, tendo a biometria facial como o principal mecanismo de monitoramento no transporte público. Já implementado ou ainda em projetos pilotos nos sistemas de barcas, ônibus intermunicipais, vans intermunicipais, metrô e trens no Rio de Janeiro.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Conheça um pouco mais os produtos da Mais Mobi:
Hyp.o
É a nova solução para pagamento com cartões de crédito no transporte público. Aceita os cartões Elo, Visa e Mastercard. Tecnologia que alia praticidade, segurança e integração.
We Benefícios
É a empresa que facilita a gestão dos benefícios de seus colaboradores em um só lugar: vale-transporte, vale-alimentação, vale-restaurante e vale-combustível. Promove economia de tempo e aumento de produtividade.
Clube de Vantagens
É o maior programa de fidelidade no transporte público que oferece descontos em produtos e serviços quanto mais os passageiros utilizem seu cartão de transporte.
Produtos para suas praças
Cartões de transporte criados sob medida para os gestores públicos, adequados ao perfil de cada cidade e ao modelo de negócio desejado. Em Nova Friburgo, já foi lançado o cartão Partiu. O próximo é o cartão de Campos. Há ainda cartões customizados para as prefeituras de Maricá, Saquarema e Macaé.
Benefícios sociais
Experiência na implementação de políticas sociais na tarifa de transporte, tendo como referência o Bilhete Único Intermunicipal e o Bilhete Único de Niterói.
Riocard Mais
É um dos principais cartões de transporte do país, lançado há 22 anos no Estado do Rio de Janeiro.
Sistema antifraude
É o processo de controle contra fraudes na utilização de gratuidades ou cartões com benefícios sociais, tendo a biometria facial como o principal mecanismo de monitoramento no transporte público. Já implementado ou ainda em projetos pilotos nos sistemas de barcas, ônibus intermunicipais, vans intermunicipais, metrô e trens no Rio de Janeiro.
Desempenho internacional e aumento das exportações compensam desaceleração do mercado interno; empresa mantém liderança na produção de carrocerias no Brasil
YURI SENA
A Marcopolo encerrou o terceiro trimestre de 2025 com receita líquida consolidada de R$ 2,5 bilhões, o que representa crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado foi impulsionado pelo bom desempenho das operações internacionais e pelo avanço das exportações, que compensaram a retração do mercado doméstico.
O lucro bruto da companhia no trimestre somou R$ 668,7 milhões, alta de 15,9% sobre o 3º trimestre de 2024. O EBITDA totalizou R$ 419,8 milhões, com margem de 16,8%, enquanto o lucro líquido consolidado foi de R$ 329,6 milhões, correspondendo a uma margem de 13,2%.
No período, a produção total atingiu 4.127 unidades, praticamente estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (4.133). A fabricação no Brasil recuou 5,1%, enquanto as operações no exterior cresceram 26,2%, com 829 unidades produzidas.
Entre as unidades internacionais, a Marcopolo Austrália (Volgren) manteve rentabilidade e lançou o Paradiso G8 1300, enquanto a Marcopolo Argentina (Metalsur) registrou bom ritmo de entregas de modelos rodoviários. Já a Marcopolo África do Sul (MASA) apresentou crescimento nas entregas e resultados positivos, e a Marcopolo China (MAC) manteve resultado líquido positivo após reestruturação concluída em 2024.
Segundo o CFO da companhia, Pablo Motta, o mix de produtos de maior valor agregado e a presença internacional garantiram equilíbrio financeiro diante de um cenário local mais desafiador.
“A operação global permite alcançar resiliência de resultados, mesmo com o mercado interno impactado pelos altos custos de financiamento”, afirmou.
Liderança e novos segmentos
A Marcopolo ampliou sua participação no mercado brasileiro de carrocerias, chegando a 48,7% de market share no 3º trimestre. O destaque foi o segmento de micros, que registrou avanço de 17,3 pontos percentuais.
O segmento de ônibus urbanos mostrou retomada gradual no mercado doméstico, sustentada pelo programa Refrota e pela necessidade de renovação de frotas antigas. No trimestre, a empresa entregou 64 carrocerias elétricas no Brasil — totalizando 111 unidades em 2025, contra apenas 8 em 2024.
No mercado de micros e Volares, as entregas ao programa federal Caminho da Escola somaram 631 unidades no 3T25, acima das 507 registradas no mesmo período de 2024. Uma nova licitação está prevista para o quarto trimestre.
Os investimentos da companhia atingiram R$ 103,2 milhões no trimestre e R$ 236,3 milhões nos primeiros nove meses do ano. Para o fim de 2025, a empresa projeta ritmo firme de entregas em outubro e novembro, com desaceleração em dezembro devido ao menor número de dias úteis.
As exportações a partir do Brasil devem seguir positivas, especialmente para Chile, Argentina e Peru. A companhia também prevê oportunidades nos programas federais de mobilidade e em novas tecnologias de propulsão alternativa.
Entre os lançamentos recentes estão os modelos Paradiso, apresentados na Busworld Bélgica, que estão em processo de homologação para o mercado europeu, com primeiras entregas previstas entre o 4º trimestre de 2026 e o 1º semestre de 2027. Também se destaca o Volare Attack 9 híbrido a etanol, apresentado na mesma feira.
A empresa planeja participar da COP30, em Belém (PA), onde deve destacar suas iniciativas em tecnologias voltadas à descarbonização e mobilidade sustentável.
Deliberação nº 566 confirma publicação do Edital nº 01/2025, o segundo concurso da agência responsável pela regulação dos transportes no Estado de São Paulo
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) vai abrir concurso público para o provimento de 142 vagas permanentes, conforme a Deliberação nº 566, aprovada por unanimidade pelo Conselho Diretor e publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025.
A decisão formaliza a autorização concedida em fevereiro deste ano pelo governador Tarcísio de Freitas, quando, no mesmo dia em que decretou regras para a extinção da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), anunciou a abertura de seleção para reforçar o quadro técnico da ARTESP. Na ocasião, o governador destacou que o concurso era parte do processo de reorganização institucional do setor de transportes, com o objetivo de fortalecer a capacidade regulatória e operacional da agência responsável por fiscalizar concessões rodoviárias, transporte intermunicipal de passageiros e terminais. Relembre:
No dia em que decreta regras para fim da EMTU, Tarcísio autoriza concurso para contratar 142 pessoas para trabalhar na Artesp
Segundo a deliberação, o Conselho ratificou o ato do diretor-presidente André Isper Rodrigues Barnabé, que autorizou a publicação do Edital nº 01/2025, nos termos da Lei Complementar nº 1.413/2024 e do Regimento Interno da autarquia. O edital prevê não apenas o preenchimento das vagas imediatas, mas também a formação de cadastro reserva para eventuais contratações durante a validade do certame.
O concurso será o segundo da história da ARTESP e marca o início de uma nova fase administrativa da agência, que há quase dez anos não realizava seleção pública. A aprovação ocorreu durante a 222ª Reunião Extraordinária do Conselho Diretor, composta por Diego Albert Zanatto, Fernanda Esbízaro Rodrigues Rudnik e Raquel França Carneiro, além do presidente Barnabé.
De acordo com informações já divulgadas em fevereiro, as oportunidades contemplam cargos de nível médio e superior, com salários iniciais estimados entre R$ 10,3 mil e R$ 12 mil para as funções de maior exigência técnica. A publicação do edital no Diário Oficial marcará oficialmente o início das inscrições.
A expectativa do governo é que o reforço de pessoal contribua para a modernização dos processos regulatórios e para o acompanhamento de novos contratos de concessão e integração metropolitana, em linha com o redesenho institucional do sistema de transporte paulista.
O futebol cansou de ver roteiros épicos. Se há campo, bola, traves e dois times, sempre há espaço para o improvável. Mas é fácil de cravar que a CONMEBOL Libertadores nunca viu uma noite como esta de 30 de outubro de 2025.
Não foi por falta de aviso. Assim que apareceu para a entrevista após levar 3 a 0 da LDU na altitude de Quito, no Equador, Abel Ferreira deixou dicas ao longo de todas as vezes que abriu o microfone para falar. Suas palavras, como um toque de mágica, embalaram a remontada desta quinta-feira no Allianz Parque.
“Não vou perder muito tempo pensando o que se passou aqui hoje. Não é a primeira vez que uma equipe brasileira vem aqui na altitude e sofre como sofremos. O que tenho de dizer agora é que temos 90 minutos no Allianz Parque e 90 minutos é muito tempo”.
É muito tempo, mas nem foi preciso tanto assim. Ramón Sosa abriu o caminho para a virada com 20 minutos; Bruno Fuchs, no último lance do primeiro tempo, ampliou para 2 a 0. Metade do caminho estava cumprido.
“Na quinta-feira, preparam-se para uma noite mágica”, discursou Abel no fim de semana, após empate com o Cruzeiro. De novo, o feitiço do português se materializou, no pé esquerdo de alguém que representa como ninguém a era vitoriosa do Palmeiras.
Raphael Veiga, aos 23 minutos, fez 3 a 0 ao finalizar assistência de Vitor Roque. Catorze minutos depois, recebeu das mãos do camisa 9 a bola que coroaria a classificação. De pênalti, o meia nem prestou atenção no goleiro e fechou a noite mágica.
“Convoco nossos torcedores para que não parem de cantar pela a nossa equipe. Nós somos a equipe da virada e tenho fé que algo mágico vai acontecer quinta-feira. Não me perguntar como, mas é isso que eu acredito”.
Abel acreditava, sem falsa modéstia. Os jogadores também apostavam na virada. Quem foi ao Allianz, apesar de uma pitada de desconfiança, comprou o discurso do técnico. A recompensa foi brutalmente atingida com louvor.
Noventa minutos no Allianz Parque é muito tempo. Mas um time como esse Palmeiras nem precisa de tanto tempo assim para mostrar porque é tão superior aos adversários.
Diretor der vendas da BYD, Bruno Paiva (camisa azul clara), explica a novidade ao reoporter Adamo Bazani, do Diário do Transporte
Inicialmente, veículos são para exportação. Primeira unidade já está montada em Campinas (SP). “Caminho da Escola Elétrico Brasileiro” está nos planos e possibilidade de carroceria própria não é descartada
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
A BYD vai montar no Brasil ônibus escolares 100% elétricos movidos com baterias, do tipo plug-in, com padrão norte-americano de carroceria, acessibilidade, chassis, suspensão e normas de segurança e sinalização.
Além disso, já estão nos planos da BYD versões para oferecer um “Caminho da Escola Elétrico Brasileiro”.
As novidades foram reveladas com exclusividade pela BYD ao Diário do Transporte que foi conferir de perto o primeiro protótipo do ônibus escolar na planta da cidade de Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Podem surgir outros protótipos.
É nesta unidade que serão montados os ônibus elétricos escolares já de forma comercial e definitiva.
O diretor de vendas de veículos comerciais da BYD do Brasil, Bruno Paiva, conversou com o repórter e editor-chefe do Diário do Transporte,Adamo Bazani.
Segundo o executivo da fabricante, a montagem dos modelos que terão como base o protótipo que a reportagem conheceu vai ser para atender às exportações para os Estados Unidos.
A carroceria é produzida pela BYD na China, assim como chassis, equipamentos elétricos e baterias. Os veículos chegarão em CKD para o Brasil, onde vão receber a montagem e a finalização.
Já para o “Caminho da Escola Brasileiro” e outros mercados do segmento escolar no Brasil e na América Latina, segundo Bruno Paiva, a base será o chassi midi elétrico de 10 metros, recentemente apresentado pela BYD em primeira mão no dia 23 de outubro de 2025 ao Diário do Transporte e entre os dias 28 e 30 de outubro no ARENA ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), evento de mobilidade que ocorreu em São Paulo, com os planos de receberem carrocerias de fabricantes brasileiras, mas não há impedimento técnico nenhum de a própria BYD desenvolver um encarroçamento próprio para o Brasil. O midi BYD apresentado ao mercado brasileiro é piso baixo e atenderá o “Caminho da Escola” urbano.
Os detalhes do ônibus elétrico midi da BYD para o mercado brasileiro, denominado BC10LE, você confere neste link:
EXCLUSIVO – LANÇAMENTO: BYD apresenta o único ônibus midi 10 metros de piso baixo montado no Brasil
O modelo norte-americano revelado ao Diário do Transporte é uma versão inicial e até a comercialização definitiva, que deve começar em 2026, pode haver ajustes bem como devem ser criadas diferentes versões.
As baterias de 200 (kW) quilowatts já são do tipo Blade, que possuem um rendimento maior, garantia de dez anos, são menores e mais leves e, segundo a BYD, carregam pela metade do tempo (com carga completa em torno de uma hora e meia).
A versão do protótipo tem autonomia de 190 km a 200 km. Em boa parte do dia, os ônibus escolares ficam parados esperando pelas crianças e professores, momentos que podem receber recargas de oportunidades, mas é possível criar versões com autonomias maiores.
A suspensão é metálica com feixes de mola para enfrentar áreas de difícil acesso e tráfego severo, como vias de terra e, como são comuns, com gelo e neve nos Estados Unidos.
A carroceria é reforçada. Os ônibus escolares norte-americanos são conhecidos globalmente não apenas por aparecerem em filmes e seriados que rodam o mundo, mas por ser considerados portadores das carrocerias mais fortes e resistentes do Planeta para transporte coletivo sobre pneus justamente para a segurança dos estudantes e educadores.
Bruno Paiva explicou que o projeto teve início ainda nos primeiros meses de 2024 e garante que vai tornar o Brasil um exportador de ônibus elétricos.
LEIA ABAIXO TODA A ENTREVISTA E EM SEGUIDA VEJA MAIS FOTOS:
Adamo Bazani:
Novidade exclusiva no Diário do Transporte. A gente acompanhou no ARENA ANTP as novidades que a BYD trouxe, por exemplo, o ônibus de 10 metros, o “midi”, que a gente antecipou antes mesmo do ARENA ANTP, mas a gente acompanhou lá no evento.
E agora, um ônibus escolar elétrico brasileiro, montado no Brasil para o mundo.
É isso mesmo, Bruno Paiva, que é diretor de vendas de veículos comerciais da BYD aqui no Brasil?
Bruno Paiva:
É isso aí Adamo. Esse é um produto que a BYD começou o projeto no início do ano passado, um produto para o mercado americano, escolar.
A ideia foi trazer esse ônibus para o Brasil e fazer toda a montagem desse ônibus aqui no país, para exportação para os Estados Unidos.
Esse é o primeiro veículo que saiu da nossa linha de montagem. É um veículo teste que a gente fez. Vamos embarcar ele para os Estados Unidos agora, para passar por homologações e tudo mais.
Mas o importante é ressaltar: é o primeiro ônibus que a BYD monta completo — chassi e carroceria — no Brasil.
Adamo Bazani:
A carroceria é feita aqui em Campinas mesmo?
Bruno Paiva:
A carroceria vem toda em CKD. Ela vem da China em CKD, e a gente fez toda a montagem dela aqui na fábrica de Campinas.
Adamo Bazani:
Quais são as principais características desse veículo?
Bruno Paiva:
Bom, ele é um veículo para o mercado americano, voltado para o escolar, única e exclusivamente para o escolar.
Quando ele chegou aqui, ele é um veículo sob chassi também, então ele tem um chassi onde é montada uma carroceria em cima, diferente de um veículo monobloco.
Ele é um veículo que, ao contrário dos modelos que a gente tem aqui com suspensão a ar, vem com feixe de molas, porque ele precisa ter um pouco mais de robustez para as operações que rodam em estradas de terra — enfim, estradas um pouco piores.
Principalmente onde neva muito nos Estados Unidos, ou seja, as vias acabam ficando um pouco prejudicadas.
Então é um veículo bem robusto para poder fazer essas operações.
Adamo Bazani:
Quantas baterias ele tem? Qual é a autonomia e o tipo de recarga?
Bruno Paiva:
Bom, ele tem 200 kW de bateria e vai rodar em torno de 190 a 200 quilômetros.
É um ônibus voltado para operação escolar, que fica parado uma boa parte do dia.
Ele pode fazer carga de oportunidade, mas nada impede também que a gente aumente o volume de bateria.
Como era um teste, veio um ônibus protótipo. Esse é um modelo ideal para poder fazer as primeiras operações.
Adamo Bazani:
A partir de quando ele vai ser feito em escala?
Bruno Paiva:
A gente ainda não sabe. O programa foi concluído agora, e vamos entrar no processo de fazer exportação e testes no mercado americano.
Vamos ver a receptividade do mercado com relação a ele, para aí sim poder falar em volumes, exportação e tudo mais.
Adamo Bazani:
Mesmo que seja com outro conceito ou com o conhecimento dos parceiros aqui, a gente já pode pensar nos próximos Caminhos da Escola podendo incorporar o ônibus elétrico.
Bruno Paiva:
Essa é a nossa vontade. Inclusive o BC10LE, que a gente mostrou lá na Argentina no dia 23, também faz parte dos planos.
Exatamente. Aquele modelo vai estar em visual no ano que vem.
Ele também vai poder ser utilizado para o Caminho da Escola e em outros modelos escolares.
E nada impede que a gente traga esse modelo também.
A gente vai fazer muitas adaptações nesse carro para poder cumprir as homologações brasileiras.
Adamo Bazani:
O Caminho da Escola tem algumas exigências e especificidades diferentes das do mercado norte-americano. Mas o marco é esse: o Brasil vai se tornar exportador de ônibus elétricos escolares.
Bruno Paiva:
Essa é a ideia. Vamos ver se a gente consegue, né? Tem toda a questão das tarifas e dessa discussão toda, vamos ver como isso vai se dar também. Mas a intenção é essa.
Adamo Bazani:
Perfeito, Bruno. A gente agradece bastante a sua participação aqui no Diário do Transporte.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes – MTB 31521 – formação de nível superior profissional.
A indústria de fertilizantes deve entregar em 2025 48,2 milhões de toneladas, aumento de 1% em comparação com 2024. Os dados são da Agrinvest Commodities, que fez uma apresentação, nesta quinta-feira (30/10), durante o Simpósio Sindiadubos NPK 2025, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
Os números da consultoria indicam que o Rio Grande do Sul é o único a registrar queda nas entregas no ano: de 10%.
“A gente vê um crescimento mais tímido no mercado este ano, perante os nossos números, que diferem do número oficial da Anda. Ainda assim, vamos ter uma entrega recorde, com um grande volume, mas com mudança na maneira de compra por parte do produtor”, ressaltou Jefferson Souza, analista da Agrinvest que fez a apresentação. “O produtor avalia o preço, além da qualidade. Com o mercado volátil, ele buscou preço competitivo”, afirmou.
Souza reforçou que a compra de fertilizantes representa 25% do custo de produção da soja. Destacou as altas taxas de juros e os gastos com arrendamento de áreas como principais problemas para o produtor atualmente.
Aluísio Schwartz Teixeira, presidente do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), explicou que a entidade se utilizou dos números da Agrinvest como referência no seminário deste ano porque ainda não estão disponíveis os da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda), que reúne a indústria.
“O setor vem numa linha crescente ao longo dos anos. Provavelmente, vamos adiantar a projeção de 50 milhões de toneladas previstas para 2050, volume que devemos atingir dentro de três ou quatro anos”, disse.
Importações
O analista da Agrinvest disse ainda que as importações de fertilizantes pelo Brasil aumentaram. Apenas de adubo de origem chinesa, o crescimento nas compras foi de 58%. “A entrada da China gera regularização de oferta e, dessa forma, os preços não sofrem incremento. Esperamos que continue assim”, acrescentou Teixeira, do Sindiadubos.
O presidente do Sindicato apontou como gargalos do setor a logística portuária e a tabela de fretes rodoviários. Em sua visão, é importante as empresas atuarem de forma estratégica para manterem as margens e a saúde financeira.
O executivo ressaltou que os investimentos em logística e expansão de unidades de distribuição são importantes para a resiliência do mercado brasileiro.
“Novos modais logísticos nos portos das regiões Norte e Centro-Oeste, por exemplo, são investimentos que possibilitam o aumento de capacidade de recebimento, transbordo e carregamento”, disse.
Resolução da Secretaria de Parcerias em Investimentos autoriza desapropriações no bairro Paulicéia para implantação do pátio operacional da nova linha que ligará o ABC ao centro de São Paulo
ALEXANDRE PELEGI
O governo do Estado de São Paulo deu mais um passo na implantação da Linha 20-Rosa do Metrô, ao declarar de utilidade pública a área do antigo Pátio Ford, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para fins de desapropriação e implantação do pátio de manutenção e operação do futuro ramal metroviário.
A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, por meio da Resolução SPI nº 075, de 28 de outubro de 2025, assinada pelo secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.
O ato autoriza a Companhia do Metrô a realizar desapropriações — por via amigável ou judicial — de imóveis localizados no bairro Paulicéia, abrangendo uma área total de 227.609 metros quadrados.
De acordo com o texto, os terrenos serão destinados à construção do Pátio Ford da Linha 20-Rosa, instalação estratégica para o traçado que conectará Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul ao centro da capital, com integração à Linha 2-Verde na região da Avenida Paulista.
A resolução também autoriza o Metrô a invocar o caráter de urgência nos processos judiciais de desapropriação, o que permitirá acelerar as obras e procedimentos administrativos.
O governador Tarcísio de Freitas já havia confirmado no final de agosto deste ano que parte do terreno da antiga fábrica da Ford, em São Bernardo, seria utilizada para a implantação do pátio de manobras da Linha 20-Rosa. A área, com cerca de 1 milhão de metros quadrados, foi adquirida por R$ 850 milhões por um fundo ligado à empresa Prologis.
Segundo o governador, entre 25% e 30% do terreno será destinado ao Metrô, enquanto o restante poderá ser conciliado com a instalação de um centro logístico da Prologis. O empreendimento privado deve gerar até 25 mil empregos diretos e indiretos, integrando o uso do solo à nova infraestrutura de transporte.
O governo estadual informou ainda que as obras da Linha 20 deverão começar pela região do Grande ABC. Paralelamente, segue o processo de desapropriação da área do Taboão, também em São Bernardo, e o planejamento para implantação de outro pátio operacional próximo à estação Santa Marina, na Lapa, zona oeste da capital.
De acordo com a resolução, os terrenos em Paulicéia serão destinados à construção do Pátio Ford da Linha 20-Rosa, instalação estratégica para o traçado que conectará Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul ao centro de São Paulo, com integração à Linha 2-Verde na região da Avenida Paulista.
A norma também autoriza o Metrô a invocar o caráter de urgência nos processos judiciais de desapropriação, conforme o Decreto-Lei Federal nº 3.365/1941, permitindo acelerar as obras e procedimentos administrativos.
O terreno escolhido, que por décadas abrigou o complexo industrial da Ford do Brasil, desativado em 2019, é um marco da história industrial do ABC. Sua transformação em base de apoio ao Metrô simboliza uma reconfiguração urbana e produtiva da região, associando mobilidade, inovação e retomada de empregos qualificados.
Segundo a resolução, as despesas correrão à conta das dotações orçamentárias da Companhia do Metrô, e as benfeitorias existentes nas áreas desapropriadas deverão ser demolidas para as obras.
A Linha 20-Rosa é um dos projetos mais ambiciosos do sistema metroviário paulista, com cerca de 31 quilômetros de extensão e 24 estações previstas, interligando a Lapa a Santo André. O Pátio Ford em São Bernardo será o centro operacional da linha, abrigando oficinas, pátios de estacionamento, setores administrativos e sistemas de controle da nova rede.
LINHA 20:
A linha 20-Rosa deve ter 31 km de extensão e 24 estações
Será a primeira ligação de metrô de fato prevista para a região do ABC. Havia o projeto da linha 18-Bronze, mas esta não seria um metrô e sim um monotrilho, que acabou substituído por um BRT – sistema de ônibus com maior capacidade e velocidade que corredores comuns.
O trajeto deve contemplar as centralidades da Lapa, Pinheiros, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Moema, Cursino, Rudge Ramos (São Bernardo do Campo) e Santo André.
A linha será interligada com sistemas de ônibus municipais, ônibus metropolitanos, Corredor de Ônibus e Trólebus ABD, linhas da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e outras linhas de Metrô.
6-Laranja;
10-Turquesa;
1-Azul;
5-Lilás;
19-Celeste;
22-Bordô;
4-Amarela;
2-Verde;
7-Rubi, e
8-Diamante.
Estes locais obrigatoriamente deverão prever estações de integração da Linha 20-Rosa com as linhas relacionadas.
Serão também atendidos diversos corredores viários por onde circula grande volume de linhas de ônibus, tais como:
Corredor de ônibus Pirituba/Lapa/Centro;
Rua Cerro-Corá;
Avenida Pedroso de Morais;
Binário formado pelas ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde;
Corredor de ônibus Campo Limpo/ Rebouças/ Centro;
Avenida Brigadeiro Faria Lima;
Corredor de ônibus Cidade Jardim/ Nove de Julho;
Corredor de ônibus Santo Amaro/ Nove de Julho/ Centro;
Corredor de ônibus José Diniz/ Ibirapuera/ Santa Cruz;
Avenida do Cursino;
Avenida Doutor Rudge Ramos;
Avenida Lauro Gomes;
Avenida Presidente Kennedy;
Avenida dos Estados;
Corredor ABD, e
Rodovias dos Imigrantes e Anchieta.
As estações da Linha 20-Rosa que estiverem próximas dos eixos de transporte acima deverão prever, em seus projetos, suficientes para a integração entre os modos, bem como as intervenções necessárias no viário (pedestres e leito carroçável) para o cumprimento das funcionalidades previstas para a linha. A Figura 3 apresenta os principais eixos de transporte a serem atendidos pela Linha 20-Rosa.
Diariamente, estima-se que a Linha 20-Rosa transportará cerca de 1 milhão de passageiros quando totalmente concluída. Por ser uma linha perimetral, de caráter distribuidor, nos horários de pico apresenta um carregamento máximo de cerca de 32 mil passageiros por hora no sentido mais carregado.
A conexão feita pela Linha 20 entre as linhas 10-Turquesa, 1-Azul, 5-Lilás, 4-Amarela e demais linhas oferecerá a população de sua área de influência novas opções de deslocamento, ampliando e melhorando sensivelmente as condições de mobilidade na região.
Fazem parte dos estudos sobre a Linha 20-Rosa, a previsão de locais para pátio de manutenção, teste e estacionamento de trens, bem como áreas para manobra e estacionamento de trens ao longo da linha e as possibilidades de faseamento de implantação.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte
Resolução autoriza desapropriação de imóvel na Rua Doutor Siqueira Campos para implantação do VSE Felício dos Santos
ALEXANDRE PELEGI
O Governo do Estado de São Paulo declarou de utilidade pública uma área de 896,73 m² localizada na Rua Doutor Siqueira Campos, no bairro da Liberdade, região central da capital, para viabilizar as obras do VSE Felício dos Santos, estrutura de ventilação e saída de emergência da Linha 6-Laranja do Metrô.
A medida consta na Resolução SPI nº 067, de 23 de outubro de 2025, publicada nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, no Diário Oficial do Estado.
Assinada pelo secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, a resolução autoriza a Concessionária Linha Universidade S/A — responsável pela implantação e operação do empreendimento — a promover a desapropriação amigável ou judicial da área, com caráter de urgência..
Segundo o texto, as despesas com a execução da medida correrão a cargo do Estado de São Paulo (Poder Concedente), nos termos do contrato de concessão patrocinada nº 015/2013.
O terreno fica entre os números 299 e 331 da Rua Doutor Siqueira Campos, e sua desapropriação é necessária para as obras complementares do VSE Felício dos Santos, uma das estruturas de apoio e segurança da futura Linha 6-Laranja, que ligará Brasilândia, na Zona Norte, à estação São Joaquim, na região central, com 15 km de extensão e 15 estações.
PPP Linha 6-Laranja
A Linha 6-Laranja é a maior PPP de mobilidade urbana em execução na América Latina, com investimento total estimado em R$ 18 bilhões, sendo cerca de R$ 8,5 bilhões de aporte público estadual e o restante de responsabilidade da iniciativa privada.
O contrato foi assinado em 2020 com a concessionária Linha Universidade S.A., controlada pelo Grupo Acciona, e tem duração de 24 anos, abrangendo construção, implantação de sistemas e operação comercial.
O modelo é de PPP patrocinada, em que o Estado remunera a concessionária por meio de contraprestações públicas periódicas durante a fase de operação, além de realizar aportes de capital durante a obra.
Atualmente, o empreendimento emprega cerca de 10 mil trabalhadores diretos e indiretos, com 14 frentes de escavação ativas e seis tuneladoras (tatuzões) em operação simultânea — um marco inédito em obras metroviárias no Brasil.
Trajeto e integração
Com 15,3 km de extensão e 15 estações, a Linha 6-Laranja vai ligar Brasilândia (Zona Norte) à estação São Joaquim, na Linha 1-Azul, passando por bairros como Freguesia do Ó, Perdizes, Pacaembu e Higienópolis.
A expectativa é atender até 630 mil passageiros por dia útil, reduzindo em até 40 minutos o tempo médio de deslocamento entre a Zona Norte e o centro expandido da capital.
O novo ramal permitirá integração com:
Linha 1-Azul (São Joaquim)
Linha 4-Amarela (Higienópolis–Mackenzie)
Linha 7-Rubi e Linha 8-Diamante (Água Branca)
Avanço e cronograma
As obras, retomadas em 2020 após interrupção de quatro anos, devem alcançar 80% de execução física até o final de 2025, segundo a SPI e a Acciona.
O cronograma oficial do Governo do Estado prevê início da operação comercial parcial em 2027 e conclusão integral em 2028, com testes dinâmicos iniciando em 2026.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes