Secretário Denis Andia fala sobre eletrificação. Empresária Milena Braga Romano apresentou novidades da Eletra
Segundo Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, tramitação avança no Congresso e vai permitir novas modelagens de contratos e negócios
ADAMO BAZANI
Além de encontrar novas formas de operação e financiamento para a prestação de serviços e transportes coletivos, o novo marco regulatório do setor vai permitir avanços também na eletrificação de frotas de ônibus.
A opinião é do Secretário Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidade, Denis Andia, que participou na manhã desta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, do lançamento da linha de chassis e dos serviços de consultoria chamado Eletra Consult para eletrificação de frotas, da empresa nacional fabricante Eletra, de São Bernardo do Campo (SP).
Os lançamentos ocorreram no ARENA ANTP, evento de mobilidade que ocorre na capital paulista. “Patinando” no Congresso Nacional desde 2021, o projeto de lei do novo marco regulatório dos transportes, recebeu uma série de emendas no Senado Federal e está agora parado na Câmara. Entre as possibilidades propostas no projeto de lei está também novos modelos de contratos entre empresas operadoras de transportes e a gestão pública.
E é neste aspecto que Andia diz que pode haver mudanças e avanços qiue devem resultar em facilitadores para a eletromobilidade, já que os atuais contratos são muito engessados e permitem poucas possibilidades de captação de recursos.
Andia disse que acredita que agora a tramitação no Congresso deve ser mais rápida. O secretário disse ainda que o Governo Federal colocou por diversas fontes e linhas R$ 15 bilhões à deposição em financiamento para trocas de frotas de ônibus, incluindo diesel Euro 6, elétricos e outras tecnologias.
Andia também falou que um dos caminhos para melhorar os transportes urbanos que é vislumbrado pelo Ministério das Cidades num plano de 30 anos a criação de BRTs Verdes, ou seja, corredores de ônibus de alta demanda não apenas com veículos menos poluentes, mas também com conceitos de reduções de impactos ambientais, como estações e paradas que contam com energia solar e estruturas com destinação de efluentes e reutilização e tratamento de águas de chuvas.
Já segue este conceito, por exemplo, o projeto de Corredores Verdes do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que prometeu inaugurar o primeiro trecho, que é a requalificação do Corredor Nove de Julho/Santo Amaro, ainda neste ano, na região central da capital paulista l.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Intervenções ocorrem fora dos horários de pico para reduzir impactos aos passageiros e aprimorar a infraestrutura ferroviária
YURI SENA
A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos em São Paulo, realiza ao longo desta semana uma nova etapa de manutenção programada na malha ferroviária.
As intervenções serão executadas em horários de menor movimento, com o objetivo de garantir maior confiabilidade e segurança operacional.
Na Linha 8-Diamante, entre os dias 29 e 30 de outubro, os trens circularão com intervalos de cerca de 16 minutos entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, e de 8 minutos entre Palmeiras-Barra Funda e Itapevi. A operação será realizada em via única no trecho entre Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda.
Durante a noite, das 23h à meia-noite, os intervalos aumentam para aproximadamente 20 minutos entre Júlio Prestes e Itapevi, também com circulação em via única entre Lapa-Senac e Imperatriz Leopoldina.
No sábado (1º de novembro), entre 15h30 e 20h, os trens seguirão com o mesmo padrão de intervalos e via única entre Jandira e Itapevi. Após as 20h, a circulação ocorrerá com intervalos de 20 minutos e via única entre Domingos de Moraes e Imperatriz Leopoldina. Já no domingo (2 de novembro), o intervalo médio será de 20 minutos, com via única entre Domingos de Moraes e Imperatriz Leopoldina durante todo o dia.
Na Linha 9-Esmeralda, as intervenções acontecem entre os dias 29 e 31 de outubro, das 23h à meia-noite, com intervalos de 15 minutos entre Osasco e Varginha, e via única entre Berrini-Casas Bahia e Vila Olímpia.
No sábado (1º de novembro), entre 20h e meia-noite, os trens circularão com intervalos de 15 minutos e via única entre Granja Julieta e Socorro. No domingo (2 de novembro), entre 4h e 9h, a operação manterá o mesmo padrão, e das 9h à meia-noite, os intervalos serão de 20 minutos, com circulação em via única nos trechos Autódromo–Jurubatuba e Granja Julieta–Socorro.
Nesta quarta-feira (29), no El Cilindro, em Avellaneda, o Flamengo joga a vida contra o Racing em busca de mais uma final de CONMEBOL Libertadores. E assim como no primeiro jogo, no Maracanã, Jorge Carrascal, autor do gol da vitória rubro-negra, é um dos trunfos de Filipe Luís para buscar a classificação.
Contratado logo após o Mundial de Clubes, o meia colombiano em tese chegou para ser um substituto de Arrascaeta, mas em pouco mais de 10 jogos pelo Flamengo se tornou uma espécie de “coringa” em campo, atuando até mesmo em outras posições. E já são dois gols e quatro assistências desde então.
E quem já jogou ao lado do camisa 15 rubro-negro garante que o meia-atacante de fato tem um algo a mais. E que ele pode ser novamente decisivo contra La Academia na competição continental.
Em entrevista à ESPN, o lateral esquerdo Moisés, que atua no CSKA Moscou e teve uma parceria com Carrascal na Rússia, rasgou elogios ao colombiano e lembrou até mesmo que conversou com ele antes de a sua ida para o Brasil ser acertada, quando já estava no Dínamo Moscou.
“O Carrascal é um amigo pessoal, até hoje nos falamos. A nossa amizade começou há três anos e meio, quando eu cheguei (na Rússia) ele já estava no CSKA, me recebeu muito bem, a minha adaptação foi muito boa por conta disso também. Só posso falar coisas boas dele”, disse o defensor.
“Antes mesmo dele ter chegado no Flamengo nos encontramos e ele falou que estava com uma proposta, que queria muito ir, que o Dínamo (de Moscou) estava dificultando, mas depois deu certo. E eu falei ‘irmão, você vai jogar em um dos melhores, senão o melhor, clube do Brasil atualmente, uma torcida totalmente apaixonada, uma cidade linda, que é o Rio de Janeiro'”, prosseguiu, citando a polivalência do colombiano em campo.
“É um jogador fantástico, muito talentoso, joga como meia, como extremo no lado direito e esquerdo, pode jogar como 10, fazendo o losango ali no meio. Dentro de campo nós nos demos muito bem, fizemos uma parceria por aquele lado esquerdo. Fiquei feliz que ele fez gol esses dias na Libertadores, é um cara fantástico, eu tenho certeza que vai ter muito sucesso no Brasil com a camisa do Flamengo.”
Antes de ir para o Flamengo, Carrascal viveu uma espécie de “novela” com o Dínamo. E Moisés lembrou que conversou com o colombiano durante o período – e que ele não via a hora de se juntar ao plantel rubro-negro.
O lateral do CSKA ainda disse que, após a contratação ser anunciada, voltou a falar com ele. E que a torcida e a estrutura do Flamengo o impressionaram à primeira vista.
“Ele chegou a conversar comigo e falou ‘poxa, pensei que já estaria no Brasil, mas ainda não chegaram a um acordo, o Dínamo exigiu algumas coisas, por isso atrasou um pouco’. No final deu certo para o Dinamo, para o Carrascal, para o Flamengo, isso que importa. Ele está feliz, está jogando bem e que continue assim”
“Quando ele chegou no Flamengo, eu dei os parabéns e perguntei algumas coisas. Ele falou que estava impressionado com a estrutura do clube, que é muito boa. Falou da torcida do Flamengo.”
Sobre o duelo de volta com o Racing, na Argentina, Moisés disse que Carrascal está acostumado com o “clima de Libertadores” por já ter jogado no River Plate e destacou a personalidade do colombiano em campo, sendo um jogador que gosta de decidir – assim como na ida, no Rio de Janeiro.
“Depois do jogo contra o Racing eu acordei com muitas mensagens dos meus amigos ‘Carrascal acabou com o jogo’; ‘Carrascal é craque’; ‘Carrascal jogou muito’. É um jogador que não teme, não tem nada a perder, chama a responsabilidade, quer a bola todo tempo, é um jogador de drible, encara o adversário. Tem uma personalidade muito grande”, disse.
“Ele jogou no River Plate, sabe muito bem como é a torcida argentina, apaixonada também. Tem grandes atletas do lado dele hoje, com uma grande experiência, que podem ajudá-lo. Ele ficou um tempo fora do futebol sul-americano, tem um treinador fantástico, que tem experiência, tanto como ex-atleta e agora tem conquistado o futebol brasileiro e mundial com o seu trabalho, que é o Filipe (Luís). Vou desejar boa sorte para ele, que dê tudo certo para ele e para o clube dele”, finalizou.
‘Neymar colombiano’?
Revelado pelo Millonarios, um dos clubes mais tradicionais da Colômbia, Carrascal não demorou a chamar atenção na sua terra natal. E ainda nas categorias de base, o meia-atacante ganhou até mesmo o apelido de “Neymar colombiano”, muito por conta da habilidade com a bola nos pés, além, claro, dos seus mais variados penteados, uma outra marca do astro do Santos.
À ESPN, o ex-volante Ariel Cabral, que passou por Cruzeiro e Goiás no futebol brasileiro, lembrou da alcunha recebida por Carrascal no início da carreira e também da sua passagem pelo River.
“Carrascal é um diferencial. Como todo jogador de classe, se dá confiança, se está com vontade de jogar, esquece. Entrou muito bem (contra o Racing). No primeiro momento já dava para ver que estava com vontade. Tem que ver a cabeça, o ânimo. No River tinha muito jogador bom. Esse tipo de jogador às vezes tem altos e baixos, não é constante. Tem muita qualidade”, disse.
“Com essa qualidade, botaram esse nome de ‘Neymar colombiano’. Fazia muita diferença. Claro que Neymar é outra coisa, mas era bem parecido nas situações de jogo, que resolvia muito bem. Mas depois ficava um tempo sem aparecer tanto. Mas quando o River ganhava, ele aparecia e fazia a diferença”, finalizou.
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Ariel Cabral diz por que Carrascal ganhou apelido de ‘Neymar colombiano’ e lembra passagem pelo River Plate: ‘Fazia muita diferença’
Ex-jogador do Cruzeiro não poupa elogios à Carrascal
Medida busca conter reajustes tarifários e estimular o uso dos ônibus na capital potiguar
YURI SENA
A Câmara Municipal de Natal aprovou em votação definitiva, nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei Complementar nº 15/2025, que autoriza a Prefeitura a conceder subsídio tarifário de até 40% sobre o custo operacional do sistema de transporte público coletivo. O aporte financeiro, que passará a valer a partir de 2026, tem como objetivo controlar o valor das passagens e incentivar o uso dos ônibus na capital.
O projeto, encaminhado pelo Poder Executivo, foi aprovado sem emendas. Durante a sessão, uma proposta da vereadora Samanda Alves (PT) — que previa a manutenção de 100% da frota, regularidade das linhas e tarifa social como contrapartida — foi rejeitada.
Segundo o vice-líder do governo, Kleber Fernandes (Republicanos), as contrapartidas e exigências operacionais estarão incluídas no edital de licitação do sistema. “O edital deverá estabelecer critérios como a renovação da frota, retomada de linhas suspensas e integração com o transporte alternativo, sem que esses custos sejam repassados ao passageiro”, afirmou.
Votaram contra a proposta os vereadores Samanda Alves, Daniel Valença e Brisa Bracchi (PT), Thabatta Pimenta (PSOL) e Matheus Faustino (União).
Com a aprovação do subsídio, a Prefeitura conclui um conjunto de medidas para viabilizar a nova licitação do transporte público, que inclui ainda os projetos PL nº 811/2025, que renova a isenção do ISS para as empresas do setor, e o PL nº 812/2025, que revoga as permissões atuais do transporte opcional, mantendo um regime transitório até a nova contratação.
Em meio à transição energética, digitalização e equidade de acesso, painel inaugural reforça papel central do usuário e convoca nova governança integrada
ALEXANDRE PELEGI
A solenidade de abertura do Arena ANTP 2025 – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana, nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, marcou o início de três dias de intensos debates sobre o futuro do transporte público no país. Realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo, o encontro reuniu representantes do poder público, operadores, técnicos, acadêmicos e entidades civis em torno de um objetivo comum: recolocar o cidadão no centro da mobilidade.
O presidente da ANTP, Ailton Brasiliense Pires, abriu o evento de forma emocionada, relembrando a trajetória da associação desde sua fundação, em 1977, e homenageando Plínio Assmann, um dos criadores da entidade. “A ANTP nasceu para que o transporte público fosse tratado como serviço essencial e parte do direito à cidade. Nosso desafio continua sendo o de garantir qualidade, eficiência e inclusão”, afirmou.
Na sequência, Luiz Carlos Mantovani Néspoli, superintendente da ANTP, destacou que a mobilidade urbana vive um momento decisivo. Segundo ele, o país precisa enfrentar simultaneamente crises de financiamento, queda de demanda e desigualdade no acesso. “Estamos falando de um novo pacto urbano. Precisamos de cidades mais inclusivas, conectadas e seguras, que reconheçam o transporte público como instrumento de cidadania”, disse, ressaltando temas como digitalização, transição energética e equidade.
Entre as falas mais marcantes da cerimônia esteve a de Sílvia Stuchi, fundadora do Instituto Corrida Amiga, que trouxe o olhar da mobilidade ativa. Ela lembrou que caminhar e pedalar são expressões legítimas de mobilidade urbana e não devem ser vistas como resistência, mas como direitos fundamentais. “Cuidar, caminhar e viver não podem ser atos de resistência. São direitos que precisam ser garantidos pelo poder público”, afirmou. Para Sílvia, investir em calçadas, travessias seguras, arborização e acessibilidade é tão essencial quanto ampliar linhas de metrô ou frotas de ônibus. Sua fala conectou sustentabilidade, saúde e participação social, apontando que a mobilidade ativa é também política de inclusão e justiça urbana.
Felício Ramuth, vice-governador de São Paulo, destacou os avanços estaduais na ampliação da rede metroferroviária e na eletrificação da frota de ônibus. “O Estado tem o compromisso de liderar a transição energética e oferecer sistemas mais modernos e limpos”, declarou.
Já o deputado federal Jilmar Tatto defendeu o financiamento estável do transporte público e o avanço da Tarifa Zero como política de equidade: “Sem custeio permanente, o transporte público não se sustenta e a cidadania perde movimento”.
O vice-ministro de Transportes do Paraguai, Emiliano Fernandes, trouxe uma perspectiva internacional ao afirmar que “o transporte público é o sangue das cidades” e destacou a importância do intercâmbio de experiências entre países latino-americanos.
A abertura reforçou a essência plural do evento: debater mobilidade como política integrada, que conecta transporte coletivo, trânsito, energia e meio ambiente. Ao final, ficou clara a mensagem que orientará os próximos dias do congresso — não basta mover pessoas, é preciso mover ideias, garantir acesso e transformar o modo como o país entende o direito de ir e vir.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Colegiado busca aproximar a CPTM dos passageiros e estimular a participação direta dos usuários na melhoria dos serviços e na transparência da gestão pública
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) publicou o Chamamento Público nº CP00325, convidando usuários efetivos e potenciais dos seus serviços a se candidatarem para compor o Conselho de Usuários de Serviços Públicos da CPTM.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer a transparência e a participação social na melhoria dos serviços oferecidos pela companhia, em consonância com a Lei Federal nº 13.460/2017, o Decreto Estadual nº 68.156/2023 e a Resolução CGE nº 23/2023.
A Lei 13.460/2017 criou normas gerais de proteção e defesa dos direitos dos usuários de serviços públicos, determinando que os órgãos mantenham ouvidorias, cartas de serviços e conselhos de usuários. Já o Decreto 68.156/2023, do Governo de São Paulo, regulamenta essa política no âmbito estadual, detalhando o funcionamento das ouvidorias e o papel da Controladoria-Geral do Estado (CGE) na coordenação do sistema. A Resolução CGE 23/2023, por sua vez, trata da integração tecnológica desses canais — como o Fala.SP — para uniformizar o atendimento e a participação dos cidadãos em todo o Estado.
Como participar
Os interessados devem possuir login no Gov.br e realizar o cadastro pelo endereço https://fala.sp.gov.br, acessando o módulo “Conselho de Usuários” da Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação — Fala.SP.
As inscrições seguem as orientações do edital, disponível:
Presencialmente, na Rua Boa Vista, nº 162 – Edifício Cidade IV – 1º andar – Centro – São Paulo/SP, mediante apresentação de DVD ou pen drive.
O que é o Conselho
O Conselho de Usuários da CPTM é um colegiado virtual e não remunerado, que reúne cidadãos interessados em contribuir com ideias, críticas e sugestões sobre os serviços prestados.
Seu propósito é ampliar o diálogo entre a companhia e a população, estimulando a cocriação de soluções que melhorem a experiência de quem utiliza o transporte metropolitano sobre trilhos.
“Queremos conhecer você e suas ideias”, destaca o chamamento público, reforçando o convite à participação ativa dos passageiros na construção de uma CPTM mais eficiente e próxima dos cidadãos.
Exemplo de consulta recente ao Conselho
No primeiro semestre de 2025, o Conselho de Usuários da CPTM realizou uma consulta sobre o serviço de “Achados e Perdidos”, que contou com a participação de 67 conselheiros cadastrados — dos quais 34% responderam ao questionário aplicado pela Ouvidoria da companhia.
Entre os respondentes, 83% afirmaram conhecer o serviço, e 17% já o haviam utilizado. A avaliação geral foi positiva: 57% classificaram o atendimento como “excelente” ou “bom”, enquanto as principais sugestões de melhoria concentraram-se na ampliação da sinalização e comunicação nas estações e redes sociais (57%) e no aumento das opções de contato (30%).
A iniciativa reforçou o papel do Conselho como instrumento de diálogo e escuta ativa, contribuindo para ajustar informações no site, reforçar campanhas em redes sociais e aprimorar o atendimento ao passageiro.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Foto: Estação Brás da CPTM – Governo do Estado de São Paulo/Reprodução
Atendimento ao público ocorre de 29 a 31 de outubro em três períodos ao longo do dia
YURI SENA
Entre esta quarta-feira, 29 de outubro e sexta-feira (31), a estação Brás da CPTM será palco de uma ação especial de divulgação do Vestibulinho da ETEC Carlos de Campos, voltado para o ingresso de estudantes no 1º semestre de 2026.
Durante os três dias, a equipe da escola técnica estará disponível para atender os passageiros e esclarecer dúvidas sobre inscrições, prazos, requisitos e cursos oferecidos. Os atendimentos ocorrerão em três períodos: das 9h às 12h, das 14h às 17h e das 19h às 21h.
Localizada na região do Brás, a ETEC Carlos de Campos oferece cursos técnicos em Design Gráfico, Marketing, Gastronomia, Modelagem do Vestuário, Nutrição e Dietética e Agenciamento de Viagens. As inscrições para o processo seletivo devem ser feitas online.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que opera as Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, transporta diariamente cerca de 1,5 milhão de passageiros e atende 18 municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
Serviço
Local: Estação Brás (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)
Decisivo na classificação do Atlético-MG para a grande final da CONMEBOL Sul-Americana, Hulk se emocionou com o fim do ‘jejum’ de gols com a camisa do Galo em entrevista à ESPN.
O Atlético venceu o Independiente Del Valle por 3 a 1 nesta terça-feira (29), na Arena MRV, e assegurou a participação na decisão em Assunção, no Paraguai, prevista para 22 de novembro.
Hulk não marcava há 15 jogos, desde 14 de agosto, quando balançou as redes contra o Godoy Cruz, pelas oitavas de final da Sul-Americana.
“Feliz por Deus ter ouvido as preces dos torcedores, gratidão por essa confiança mesmo passando por um momento não tão bom. Jogo futebol profissional há quase 22 anos, a gente sabe que tem altos e baixos, mas não me recordo ter ficado tanto tempo sem fazer gol, mas isso não tirava minha confiança, pelo contrário, procurava focar mais e mais, esperando o momento certo. Fico feliz por ter contribuído com meus companheiros pra poder levar nosso time a final da Sul-Americana, que era nosso objetivo”, celebrou o atacante.
“O sonho agora é ganhar essa final pra entrar na história do clube. Gratidão a todos os torcedores. Dedico esse gol primeiramente a Deus, a toda massa atleticana, que nunca deixou de confiar em mim. Eu nunca vou deixar de confiar nesse clube que eu tenho tanto respeito e carinho”, seguiu.
“Não tem como (não se emocionar). Futebol é muito forte, futebol mexe com a gente. São 39 anos, a gente cansa de concentração, de viagem, mas eu amo fazer isso, que é jogar futebol. Primeiramente Deus, minha família e futebol vem em terceiro lugar. Futebol mudou minha vida, sou muito grato ao futebol, futebol ajudou meus familiares, muita gente que eu consegui ajudar através do futebol. O mínimo que eu possa ter por ele é respeito e gratidão. Até quando eu puder jogar, vou jogar com respeito e gratidão”, garantiu o veterano decisivo do Galo.
Finalista da Sul-Americana, o Atlético enfrenta o vencedor de Lanús e Universidad de Chile, que fazem o jogo de volta nesta quinta-feira (30).
Representantes de ministérios, prefeituras e organismos internacionais participaram de visita técnica no dia 28 de outubro, em evento paralelo à Arena ANTP 2025
ALEXANDRE PELEGI
A garagem da Auto Bless Transportes, em Taboão da Serra (SP), que opera no transporte coletivo da capital paulista (Zona Oeste), recebeu nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, uma comitiva com representantes de órgãos públicos federais, municipais e de entidades técnicas nacionais e estrangeiras. O grupo participou de uma visita técnica para conhecer a operação da frota elétrica da empresa, a infraestrutura de recarga instalada na garagem e os sistemas de gestão e monitoramento de energia.
O encontro integrou a programação paralela do Arena ANTP 2025 e reuniu autoridades do Ministério das Cidades (MCID), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Prefeitura de São Paulo, e representantes de organizações como GIZ Brasil, C40 Cities, WRI Brasil, ICCT, EPE e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
Segundo o assessor da presidência da Auto Bless, Caio Henrique, o objetivo da visita foi compartilhar experiências e apresentar os resultados obtidos no processo de eletrificação da frota.
“Recebemos autoridades do Brasil e do exterior interessadas em entender como foi feita a implantação da infraestrutura de recarga e sua operação no dia a dia. Nosso papel é compartilhar o que aprendemos e contribuir para que outras cidades avancem na eletromobilidade”, explicou.
Entre os participantes, o assessor técnico Fernando Araldi, do Departamento de Infraestrutura da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, destacou a importância do encontro como momento de aprendizado prático.
“A eletrificação é um caminho natural para as cidades que querem reduzir emissões e qualificar o transporte público. O que vimos aqui é uma infraestrutura bem planejada e eficiente, que pode servir de referência técnica para outras administrações”, afirmou.
Araldi lembrou que o Programa Refrota, do governo federal, financia tanto a renovação de frotas quanto a instalação de carregadores e sistemas elétricos.
“Nosso desafio é ampliar o número de ônibus elétricos no país, assegurando viabilidade técnica e econômica. Iniciativas como esta ajudam a compreender os desafios e as soluções envolvidas nesse processo”, acrescentou.
O assessor especial do MCTI, Gustavo Ramos, observou que a experiência da Auto Bless tem relevância prática para o setor público.
“O Ministério atua há anos em programas de transição energética e descarbonização, inclusive em cooperação internacional com a Alemanha. Casos como o da Bless ajudam a aperfeiçoar políticas públicas e modelos de operação”, explicou.
Da Prefeitura de São Paulo, o engenheiro Fábio Marilano Espíndola, da Secretaria de Mudanças Climáticas (SECLIMA), destacou os impactos da eletrificação na qualidade do ar e na saúde pública.
“A redução de poluentes traz benefícios diretos à população e reduz a pressão sobre o sistema de saúde. Cada ônibus elétrico representa um avanço ambiental e social concreto”, disse.
Durante a visita, os participantes conheceram em detalhes a infraestrutura de recarga da Auto Bless, desenvolvida internamente pelos engenheiros César e Bernardino. César explicou que o projeto, iniciado no início de 2024, foi elaborado e executado em 45 dias.
“Realizamos todo o planejamento e a obra com uma equipe reduzida e entrega completa em tempo recorde. Hoje, a garagem tem capacidade para carregar 160 ônibus por dia”, relatou.
Bernardino, responsável pela integração elétrica e pela operação técnica, acrescentou que o sistema permite controle em tempo real de recarga, manutenção e disponibilidade de frota.
“Nosso foco é garantir eficiência e continuidade. Trabalhamos com constância, sempre buscando aprimorar processos e antecipar soluções”, afirmou.
Os engenheiros também apresentaram aos visitantes o sistema BESS (Battery Energy Storage System), em implantação, que permitirá armazenar energia para otimizar o carregamento e reduzir custos operacionais. (leia mais sobre o BESS na Auti Bless)
O presidente da Auto Bless Transportes, Valter Bispo, destacou o trabalho coletivo da equipe e a importância da experiência acumulada na transição elétrica.
“O que conquistamos é resultado de planejamento e dedicação. Sempre buscamos eficiência e qualidade, com base em tecnologia e respeito às pessoas”, afirmou.
Bispo explicou que o projeto das ilhas de recarga foi concebido para garantir mobilidade interna e fluidez operacional, sem interferir nas rotinas de manutenção e limpeza da frota.
“A disposição dos carregadores foi pensada para não comprometer o fluxo da garagem. Essa organização é essencial para manter a operação regular”, explicou.
Entre os participantes presentes na visita técnica do dia 28 estavam Adão de Castro Júnior, secretário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre (RS); Ademar Ferreira Freitas, coordenador de Infraestrutura e Mobilidade Urbana da Região Metropolitana de Salvador (BA); Adriana Souza, assessora técnica da GIZ Brasil; Amanda Craveiro Silva, técnica da Secretaria de Mudanças Climáticas da Prefeitura de São Paulo; Antônio Maria Espósito Neto, representante técnico do Ministério das Cidades; Bruna Beloso, analista de projetos do WRI Brasil; Camila da Costa Moreira, residente em gestão pública pela Prefeitura de São Paulo; Cecília Martins, diretora de Projetos da GIZ Brasil; Cláudia Oliveira da Silva, técnica especialista do Ministério das Cidades; Cristiano Buhler de Holanda, consultor em mobilidade urbana do Rio de Janeiro; Eduardo Siqueira, gerente de projeto do C40 Cities; Fernando Araldi, gerente de manutenção e infraestrutura do Estado de Goiás; Fábio Marilano Espíndola, coordenador da Secretaria Municipal de Mudanças Climáticas (SECLIMA-SP); Guilherme Macieira, oficial de projeto do C40 Cities; Guilherme Petzhold, assessor de mobilidade da Prefeitura de Salvador (BA); Gustavo Ramos, assessor especial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Jefferson Hishiyama, pesquisador do ICCT (International Council on Clean Transportation); João Albuquerque Torres, gerente de mobilidade da Frente Nacional de Prefeitos (FNP); João P. H. dos Santos, chefe de Gestão Tarifária de São José dos Campos (SP); José Eduardo S. Oliveira, gerente de transporte de passageiros da Região Metropolitana da Grande Vitória (ES); Kelly Cristina Fernandes Augusto, assessora técnica da GIZ Brasil; Leonardo Madeira Martins, coordenador da Agenda 2030 de Teresina (PI); Lucas Lima, analista de mobilidade sustentável do WRI Brasil; Nicolle Konai, gerente de investimentos e parcerias do C40 Cities; Patrícia Stelling, consultora técnica em planejamento energético da EPE (Empresa de Pesquisa Energética); Rafael Murta, superintendente de Mobilidade Urbana da SUMOB de Belo Horizonte (MG); Rafael Nishimoto, engenheiro civil do Rio de Janeiro (RJ); Sérgio Avelleda, consultor sênior da NIRAS/FUNDEP; Simone Costa, subsecretária de Planejamento e Concessões da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ); e Thiago Veiga Leite, estagiário de projetos da GIZ Brasil.
A visita técnica serviu como intercâmbio de experiências sobre eletromobilidade urbana, permitindo que gestores públicos e especialistas conhecessem de perto uma operação de transporte coletivo com frota elétrica em larga escala e estrutura de recarga própria, em funcionamento na Região Metropolitana de São Paulo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Fotos da visita:
Presidente da Auto Bless, Valter Bispo, expôs as vantagens dos ônibus elétricos
O consultor Sergio Avelleda estava entre os participantes da visita à garagem da Auto Bless
Exposição dos investimentos na garagem para os ônibus elétricos da Auto Bless
As cotações do enxofre nos portos brasileiros registram alta de cerca de 115% no acumulado deste ano, até a segunda quinzena de outubro. Os preços, segundo a StoneX, estão em níveis semelhantes aos observados em 2022. Na época, houve uma escalada nos preços globais dos fertilizantes devido ao início da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Segundo a consultoria, a atual valorização do enxofre é fruto do desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional. Do lado da demanda, pesam as aquisições intensificadas por países asiáticos. “A China, com sua robusta indústria de fertilizantes fosfatados, ampliou suas importações neste ano, superando o volume registrado em 2024. A Índia, às vésperas da safra Rabi, intensificou suas compras para garantir o abastecimento das fábricas locais de adubos. Outros países da Ásia também têm se destacado, ainda que em menor escala”, diz Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Enquanto isso, a oferta global permanece apertada. O especialista lembra que a produção russa foi prejudicada por ataques a refinarias em decorrência da guerra, levando o país a buscar enxofre em nações vizinhas para suprir sua própria indústria. Na Europa, a escassez também preocupa: a produção regional segue insuficiente para atender à demanda, pressionando ainda mais os preços. “Com a disponibilidade reduzida, importadores de diversas partes do mundo têm redirecionado suas compras para o Canadá e os Estados Unidos, o que aumenta a disputa pelas cargas e reforça o cenário de alta”, realça Pernías.
Esse movimento de valorização afeta a cadeia de fertilizantes. Embora o enxofre não entre diretamente na formulação do DAP (fosfato diamônico), é uma matéria-prima essencial na cadeia de produção de determinados fertilizantes fosfatados.
Com isso, o analista destaca que o seu encarecimento tende a pressionar as margens da indústria — especialmente em um momento de queda nos preços dos fertilizantes no mercado internacional. “O impacto também é sentido no SSP (superfosfato simples), fertilizante amplamente utilizado no Brasil. Como o país é um grande produtor e consumidor desse insumo, as oscilações no preço do enxofre podem aumentar o seu custo de produção e preocupam o setor”, sinaliza.