Aquisição foi feita pela empresa Raposo Tavares, do grupo Vida. Os veículos possuem ar-condicionado, Wi-Fi e suspensão pneumática
ADAMO BAZANI/ YURI SENA
Moradores das regiões de Taboão da Serra, Cotia, Embu das Artes e Itapecerica da Serra vão contar, nos próximos dias, com 10 ônibus zero quilômetro para linhas intermunicipais, gerenciadas pela Artesp, que substitui a EMTU. Os veículos foram comprados pela Viação Raposo Tavares, do grupo Vida (Viação Danúbio Azul), que integra o consórcio Intervias, correspondente à área 1 do sistema intermunicipal da região metropolitana de São Paulo. Os 10 veículos são o modelo Caio Apache VIP 5 chassis OF1726L da Mercedes-Benz.
Os motores já seguem a nova padronização Euro 6, de redução de emissões e poluentes, que podem diminuir em 75% os níveis de gases lançados na atmosfera. Cada veículo tem 13,2 metros de comprimento e, segundo o representante da Caio, Gildo Vendramini, são dotados de itens de conforto e acessibilidade, como ar-condicionado, suspensão pneumática, que reduz impactos do solo, Wi-Fi, USB, acessibilidade por elevadores e vidros com proteção ultravioleta do solo.
As entregas serão feitas gradativamente e os veículos entram em operação após a instalação da parte elétrica e validadores e a aprovação e vistoria por parte da Artesp.
Como já havia mostrado o Diário do Transporte, nesta quinta-feira, outra região da Grande São Paulo a receber ônibus intermunicipais 0 km com ar-condicionado é Guarulhos. Nesta área operacional, a empresa Vila Galvão adquiriu 50 unidades para trajetos que integram o consórcio do qual faz parte.
Relembre:
Linhas intermunicipais de Guarulhos vão receber 50 ônibus 0 km com ar-condicionado e suspensão pneumática da Caio pela Vila Galvão
Confira mais fotos:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Passageiros serão atendidos por ônibus do sistema PAESE que circularão entre as estações Vila prudente e Jardim Colonial
YURI SENA
A Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo passará por manutenção programada neste fim de semana. Todas as estações ficarão fechadas a partir das 18h de sábado (25) e durante todo o domingo (26), com previsão de retomada da operação normal na segunda-feira (27), a partir das 4h40.
Os trabalhos serão realizados nos Track Switches — dispositivos que permitem a mudança de via — localizados entre as estações Oratório e São Lucas, e Fazenda da Juta e São Mateus.
Durante o período de interdição, o atendimento aos passageiros será feito por ônibus gratuitos do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que circularão entre as estações Vila Prudente e Jardim Colonial.
O Metrô informou que a alteração será comunicada aos passageiros por meio de avisos sonoros nas estações e publicações nas redes sociais oficiais. Outras informações podem ser obtidas na Central de Informações do Metrô, pelo telefone 0800-770-7722, que funciona diariamente das 5h à meia-noite.
Diretoria Colegiada anulou ato anterior da SUPAS e autorizou a implantação de 92 novas seções intermediárias na ligação interestadual
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concedeu uma decisão favorável à Expresso São Luiz ao anular ato anterior da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS) e permitir a ampliação da operação da linha Sinop (MT) – Maceió (AL).
A medida consta na Deliberação nº 397, de 23 de outubro de 2025, aprovada pela Diretoria Colegiada da ANTT e publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24). O novo ato anulou a Decisão SUPAS nº 776, de 20 de maio de 2025, e deferiu o pedido da Expresso São Luiz para modificar o Termo de Autorização (TAR) nº MTAL0045020, autorizando a implantação de novas seções intermediárias numeradas de 158 a 249.
Na decisão anterior, a SUPAS havia deferido a solicitação, mas com seções diferentes. Relembre:
ANTT autoriza ampliação de itinerários em linha da Expresso São Luiz
Com a ampliação, a linha interestadual passa a atender mais de 90 novos mercados seccionados, conectando cidades dos estados de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Sergipe e Alagoas. Segundo a ANTT, a inclusão das novas seções implica o reinício do período mínimo de atendimento da linha, conforme as normas de regulação em vigor.
A Expresso São Luiz, fundada em 1966 como Expresso São Luiz de Goiás, está localizada na cidade Goiânia (GO).
Com as novas seções intermediárias, a empresa poderá oferecer maior capilaridade e alternativas de embarque e desembarque em localidades intermediárias, ampliando o alcance comercial da linha e a conectividade entre os mercados regionais.
O ato foi assinado pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e segue o voto-vista do diretor DLA-014, aprovado pela Diretoria Colegiada.
Veja as novas seções autorizadas:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
De acordo com apuração da ESPN, o brasileiro regrediu a recuperação na coxa direita e não terá condições de ir a campo no clássico. Raphinha, inclusive, sequer treinou nesta sexta-feira (24), indicando uma ausência no confronto diante do arquirrival.
O atacante não vai a campo desde o dia 25 de setembro, quando atuou por 65 minutos na vitória fora de casa contra o Real Oviedo, por LALIGA.
Nos últimos dias, Raphinha concedeu entrevista exclusiva à ESPN e abordou diversos temas com relação à vida pessoal, profissional e até mesmo sobre uma possível aposentadoria com a camisa do Barcelona.
O atacante vive o auge da carreira com 28 anos e tem vínculo com os catalães até o final da temporada 2027/2028. Na temporada, por Barcelona e seleção brasileira, o brasileiro soma três gols e duas assistências em nove partidas.
Onde assistir a Real Madrid x Barcelona por LALIGA?
Após quase dois anos de gratuidade, usuários pagarão pelo transporte; valor é o segundo mais alto da região de Campinas
YURI SENA
A partir de 1º de novembro de 2025, a Prefeitura de Monte Mor (SP) encerrará o programa Tarifa Zero no transporte público municipal.
Após 1 ano e 10 meses de gratuidade, a passagem voltará a ser cobrada e terá o valor de R$ 6, tornando-se a segunda tarifa mais alta da região de Campinas.
O Diário do Transporte já havia noticiado o Decreto nº 6.721/2025, publicado em 19 de setembro de 2025, que redefiniu a política tarifária do transporte coletivo urbano no município.
O texto estabeleceu o novo valor da tarifa para os passageiros que não se enquadram nos programas sociais e instituiu a Tarifa do Bem, que garante gratuidade integral a usuários previamente cadastrados em categorias específicas.
Relembre:
Monte Mor (SP) fixa tarifa do transporte coletivo urbano em R$ 6,00 e cria programa de gratuidade
De acordo com a administração municipal, a medida é motivada pela inviabilidade financeira do programa. Com a retomada da cobrança, o subsídio mensal do município será reduzido de cerca de R$ 450 mil para até R$ 200 mil.
Alguns grupos continuam com direito à gratuidade ou desconto:
Gratuidade total: idosos com mais de 65 anos, pessoas com deficiência e seus acompanhantes, e moradores em situação de extrema pobreza cadastrados no CadÚnico, por meio da Tarifa do Bem (necessária atualização do cadastro).
Descontos: estudantes (50%) e pessoas de baixa renda (40%).
Em substituição à Tarifa Zero, a Prefeitura implementará a Tarifa do Bem, que manterá a gratuidade para uma parcela estimada de 15.117 moradores, equivalente a 21,43% da população. Pessoas com mais de 65 anos (1 mil cadastrados), pessoas com deficiência (2,2 mil) e acompanhantes (1 mil), além de passageiros cadastrados no CadÚnico em situação de extrema pobreza (10,8 mil), não precisarão pagar a passagem.
Além disso, serão aplicados descontos para grupos específicos:
Tarifa Social: 40% de desconto, cobrando R$ 3,60, para cerca de 8,2 mil usuários cadastrados no CadÚnico que se enquadram na categoria de baixa renda.
Tarifa Estudantil: 50% de desconto sobre a tarifa cheia, cobrando R$ 3.
O programa de tarifa zero foi implementado em 29 de dezembro de 2023, permitindo transporte gratuito a todos os moradores cadastrados com cartão de bilhetagem da cidade. A revogação da gratuidade foi aprovada pelo legislativo municipal em 8 de setembro, com 13 votos favoráveis e dois contrários. Segundo a Prefeitura, o projeto original não considerava o impacto orçamentário.
A Prefeitura também afirmou que, com a cobrança da tarifa, o serviço será aprimorado, incluindo ônibus mais novos e manutenção da pontualidade nas linhas municipais.
Com a retomada da cobrança, Monte Mor passa a ter o mesmo valor de passagem que Louveira, Mogi Mirim e Vinhedo, ficando como a segunda tarifa mais cara da região de Campinas.
Edital publicado nesta sexta-feira (24) define critérios de seleção, prazo de inscrição e reserva de vagas para pessoas com deficiência
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia Municipal de Transportes Coletivos – CMTC/MOBI-Rio publicou no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro desta sexta-feira, 24 de outubro de 2025, o Edital de Processo Seletivo Simplificado nº 022/2025, com 32 vagas temporárias para o cargo de Operador de Estação, sendo 2 reservadas a pessoas com deficiência (PcD).
O processo seletivo tem como finalidade complementar o quadro operacional das estações do sistema BRT, garantindo o pleno funcionamento e a segurança das operações. Os contratos são por tempo determinado, sob regime celetista, conforme as regras estabelecidas no edital.
Período e local de inscrição
As inscrições estarão abertas de 25 a 31 de outubro de 2025, exclusivamente pelo site oficial da MOBI-Rio (www.mobi-rio.rio.br). O candidato deve preencher o formulário eletrônico, anexar os documentos exigidos e acompanhar as etapas de homologação no portal da companhia.
Salário e jornada
O salário-base é de R$ 2.302,94, acrescido de benefícios como vale-transporte e vale-refeição.
A jornada de trabalho é de 44 horas semanais, com regime de escala definido pela direção operacional da empresa.
Requisitos e perfil profissional
Para concorrer às vagas, o candidato deve atender aos seguintes pré-requisitos mínimos:
Ensino médio completo;
Experiência comprovada em atendimento ao público ou atividades operacionais;
Disponibilidade para trabalhar em regime de escala, incluindo fins de semana e feriados;
Idade mínima de 18 anos na data de contratação;
No caso das vagas reservadas, comprovação de deficiência conforme laudo médico atualizado.
Entre as atribuições do cargo, estão o atendimento aos usuários nas estações do BRT, monitoramento do fluxo de passageiros, orientação operacional, verificação de equipamentos e apoio à segurança do sistema.
Etapas de seleção
O processo seletivo será composto por análise curricular e comprovação de experiência profissional, com pontuação atribuída conforme os critérios definidos no edital. A lista de classificados e a convocação para contratação serão publicadas no site da MOBI-Rio.
A MOBI-Rio, presidida por Claudia Antunes Secin, é vinculada à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e responsável pela operação direta das linhas e estações do sistema BRT, além da manutenção de parte da frota e do apoio técnico ao Centro de Controle Operacional (CCO).
SERVIÇO Processo Seletivo Simplificado CMTC/MOBI-Rio – Edital nº 022/2025 Inscrições: 25 a 31 de outubro de 2025 Cargo: Operador de Estação Vagas: 32 (2 destinadas a PcD) Salário: R$ 2.302,94 + benefícios Site: www.mobi-rio.rio.br Publicação: Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, 24/10/2025
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Agência manteve o indeferimento do Termo de Autorização; mercados solicitados não são reconhecidos à empresa segundo as regras do transporte rodoviário interestadual
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) negou o pedido da BusX, do Grupo Catedral, para operar a linha Fortaleza (CE) – Osasco (SP).
A decisão está na SUPAS nº 1.533, de 17 de outubro de 2025, que indeferiu a emissão do Termo de Autorização (TAR) apresentado pela empresa, sob a justificativa de que os mercados solicitados não estão autorizados à requerente, em desacordo com a Resolução nº 6.033/2023.
Com o indeferimento, a BusX segue impedida de operar a linha e suas seções, permanecendo sem autorização para o serviço regular interestadual de passageiros. O ato foi assinado pelo superintendente Juliano de Barros Samôr e publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 24 de outubro de 2025.
Histórico de decisões recentes envolvendo a BusX
A negativa soma-se a outras decisões recentes da ANTT que impactaram a atuação da BusX no transporte interestadual sob o regime de autorização.
Em 15 de outubro de 2025, o Diário do Transporte noticiou que a empresa teve novo pedido de linha indeferido, em mais uma rodada de deliberações da SUPAS que rejeitou solicitações apresentadas em nome da BusX. Relembre:
BusX, do Grupo Catedral, tem novo pedido de linha interestadual indeferido pela ANTT
Em maio de 2025, outra reportagem mostrou que a BusX teve linhas revogadas e mercados paralisados, em consequência de ajustes determinados pela Agência nos seus termos de autorização. Relembre:
BusX, do Grupo Catedral, tem linhas revogadas e mercados paralisados
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Na reedição da final da última temporada da NBA, o Oklahoma City Thunder mostrou o porquê é o atual campeão da NBA e venceu o Indiana Pacers por 135 x 141. Assim como na estreia contra o Houston Rockets, OKC precisou de duas prorrogações para conseguir a vitória, sendo a primeira equipe na história da liga a jogar quatro tempos extras nas duas primeiras partidas. O grande destaque foi Shai Gilgeous-Alexander, que anotou 55 pontos e estabeleu um novo recorde na carreira.
Foi a estreia do Indiana Pacers na temporada, enquanto o Thunder já estava no segundo compromisso. Ambos os tiveram uma série de desfalques para a partida. Os Pacers não contaram com T.J. McConnell, Quenton Jackson e o calouro Kam Jones, além de Tyrese Haliburton, fora da temporada após a lesão durante as finais. Já OKC não teve Jalen Williams, Kenrich Williams, Topic, Caruso e Cason Wallace. A partida ainda foi marcada por muitas faltas e ejeções, diminuindo ainda mais as possibilidades dos treinadores nos minutos finais.
Sem Haliburton, a armação dos Pacers ficou a cargo de Andrew Nembhard. O canadense de 26 anos centralizou as ações da equipe nas primeiras posses, mas sem tanto sucesso. Do outro lado, porém, o Thunder também teve dificuldade em pontuar nos minutos iniciais. Aos poucos os ataques foram se soltando, mesmo com as inúmeras faltas marcadas de ambos os lados. Mas conforme os elencos foram rodando, Siakam passou a se destacar. O ala-pivô de Indiana anotou 11 pontos na parcial, sendo a principal peça ofensiva da equipe, que se manteve na liderança.
No segundo período OKC começou a acertar os arremessos do perímetro, e as equipes passaram a alternar a liderança do placar, ainda que com baixo volume de arremessos. Quando o Thunder abriu cinco pontos de frente, Rick Carlisle pediu tempo para reorganizar o ataque. Mas o aproveitamento seguiu baixo, tanto contra a defesa homem a homem, tanto contra a por zona de Oklahoma. O jogo seguiu com muitas faltas, o que travou o ritmo das equipes, que privilegiam um estilo de maior velocidade. No último minuto, o treinador dos Pacers ficou muito irritado com a arbitragem, mesmo após receber uma falta técnica, e seguiu reclamando até a ida aos vestiários.
Na volta do intervalo, porém, o jogo finalmente ficou mais rápido. Os dois times conseguiram correr a quadra, tal qual nas finais, aumentando também o placar num ritmo maior. O Thunder concentrou as ações sobre Shai e Ajay Mitchell, enquanto os Pacers tiveram bom aproveitamento do perímetro na segunda metade do quarto, emplacando uma sequência de 12 x 2, retomando o equilíbrio da partida. Por outro lado, a equipe perdeu Andrew Nembhard, com uma lesão no ombro.
O último período foi o mais disputado da partida. Siakam e Shai calibraram os arremessos longos, não deixando o adversário abrir vantagens maiores que uma posse. Depois, quem chamou a responsabilidade dos Pacers foi Mathurin, autor de 15 pontos na parcial. O ala-armador pontuou de todos os locais da quadra e foi o grande responsável por manter Indiana na liderança em boa parte do quarto. Mas na reta final OKC conseguiu passar à frente mais uma vez, e as equipes trocaram de liderança mais algumas vezes. Restando 13 segundos, o Thunder abriu dois pontos de frente, com lance livre de Shai. Na posse seguinte, Siakam empatou o jogo, restando seis segundos. SGA tentou decidir com uma bola do perímetro, mas sem sucesso, e a partida foi para a prorrogação.
O tempo extra voltou a ser travado, com muitas faltas nos minutos iniciais. Os Pacers até conseguiram abrir cinco pontos de frente, mas Shai conseguiu empatar o jogo no último minuto. Com 33 segundos no cronômetro, Indiana teve a chance de retomar a liderança, mas não conseguiram finalizar. SGA anotou mais dois pontos, respondidos por Jarace Walker, que levou o jogo para a segunda prorrogação.
Logo no começo do segundo tempo extra, Mathurin foi ejetado pela sexta falta. Sem o principal marcador de Shai – e um dos melhores atacantes do time na partida -, além de Nembhard, lesionado, e Nesmith, também ejetado, Indiana teve mais dificuldades de segurar o astro de OKC, que conseguiu emplacar quatro pontos de vantagem para a equipe. No minuto final, Sheppard também foi ejetado. Na sequência, Holmgren levou o jogo para seis pontos de diferença, que os Pacers não conseguiram recuperar, apesar das tentativas de Pascal Siakam e Obi Toppin. Shai ainda anotou mais três pontos e quebrou o recorde da carreira, com 55. E mais uma vez, garantiu a vitória para OKC: 135 x 141.
Próximos jogos:
Os Pacers voltam à quadra no sábado (25), às 21h (de Brasília), contra o Memphis Grizzlies. Já o Thunder joga um pouco mais cedo, às 21h (de Brasília), em casa, contra o Atlanta Hawks, com transmissão da ESPN e Disney+.
Estatísticas:
Bennedict Mathurin: 36 pontos e 11 rebotes;
Pascal Siakam: 32 pontos 15 rebotes e 4 assistências;
Obi Toppin: 20 pontos e 5 rebotes;
Shai Gilgeous-Alexander: 55 pontos, 8 rebotes e 5 assistências;
Ajay Mitchell: 26 pontos, 3 rebotes e 4 assistências;
Foto: Ao centro, presidente da BYD Brasil, Tyler Lie; à direita (camisa azul), o diretor de vendas de veículos comerciais da BYD Brasil, Bruno Paiva; e à esquerda (camisa laranja), repórter e editor do Diário do Transporte, Adamo Bazani; na planta da BYD de Campinas (SP), em 23 de outubro de 2025.
Informação é de diretor da fabricante ao Diário do Transporte. Ambos os modelos apresentam também um controlador que reúne seis equipamentos em um só. Mais empresas fizeram encomendas
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Como tem mostrado o Diáriodo Transporte, um dos trunfos da chinesa BYD no mercado de ônibus elétricos, que busca a liderança no País neste novo segmento de mobilidade urbana, é uma nova tecnologia para baterias denominada pela marca de “Blade”, que oferece, segundo a fabricante, maior autonomia, carrega pela metade do tempo (em torno de uma hora e meia) e, como visto pela reportagem presencialmente, é bem menor e mais leve que os modelos mais antigos.
Agora, a BYD diz que conseguiu um feito inédito com resultados superiores ao esperado.
Em testes operacionais na capital paulista, no ônibus padron de 12 metros, as baterias Blade alcançaram autonomia de 320 km, acima da média esperada de 270 km para esta configuração, ainda de acordo com a empresa.
A revelação foi feita pelo gerente nacional de vendas da BYD do Brasil, Bruno Paiva, em entrevista exclusiva ao repórter e editor do Diário do Transporte, Adamo Bazani, na fábrica em Campinas, no interior de São Paulo.
Segundo Paiva, o resultado foi obtido em testes já com simulação de peso como se o ônibus tivesse com lotação completa de passageiros, realizados em trajetos de diferentes linhas pela cidade de São Paulo, espalhadas em todas as áreas operacionais. A escolha destas linhas foi feita pela própria SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de linhas da cidade, e usa como critério principal o fato de terem diferentes características operacionais já com o objetivo de aprovar modelos de ônibus que possam ter mais de uma aplicação na malha de serviços de transportes municipais.
“Nós aqui da BYD ficamos surpresos. Colocamos em nosso portifólio que a autonomia na configuração de 12 metros é de média de 270 km. E ele agora alcançou 320 km. É um ônibus de alta tecnologia que já tem dezenas encomendas para a cidade de São Paulo” – disse
O ônibus de 12 metros com Blade possuiu também outra novidade tecnológica presente na nova linha de produtos elétricos da BYD: o controlador integrado 6×1, que reúne seis elementos da parte elétrica que são fundamentais para que os ônibus deste tipo funcionem: 2 unidades de controle de motor elétrico; 1 unidade de controle de direção; 1 unidade de compressor de ar; 1 conversor DC-DC; e 1 unidade distribuidora de potência.
Somente esta tecnologia permite que haja um ganho de espaço suficiente para a implementação de mais bancos na parte traseira, o que faz toda a diferença para o passageiro, operador de transporte e gestor público. Todos os seis equipamentos ficavam atrás, quase até o teto. Agora, ocupam um espaço bem reduzido, permitindo até a inserção do vidro traseiro. Essa substituição faz com que haja também uma redução de peso de 120 kg, aproximadamente, dependendo da configuração.
Com as baterias Blade e com o controlador 6×1, a BYD diz que um ônibus de dois eixos pode ficar em torno de 1,5 tonelada mais leve, o que resulta em menos gasto de energia e desgaste de pneus e componentes.
Bruno Paiva ainda falou que a produção em linha deve começar logo no primeiro trimestre de 2026.
Neste modelo de ônibus, a BYD concede também garantia de 10 anos para as baterias e aproveitamento de 80% de retenção de energia mesmo próximo do fim deste período.
O balanço dos resultados das baterias Blade, que o Diário do Transporte antecipa em 23 de outubro de 2025, vai ser apresentado com mais detalhes no ARENA ANTP, evento que reúne especialistas, gestores e fabricantes, que ocorre entre os dias 28 e 30 deste mês em São Paulo.
ENTREGAS DO “SUPERARTICULADO DOS CORREDORES VERDES” DEVEM ALCANÇAR MAIS DE 40 UNIDADES NESTE ANO DE 2025:
Na entrevista, Bruno Paiva também revelou ao Diário do Transporte que as entregas do modelo “superarticulado”, que integra a proposta dos “Corredores Verdes” do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, devem chegar a 42 unidades até novembro de 2025
O novo ônibus é do modelo chassi BYD – BC22LE 41.820/Carroceria Caio e-Millennium BRT, que pode transportar quase 200 passageiros de uma só vez.
O modelo também traz a tecnologia do controlador integrado 6×1, que reúne seis elementos da parte elétrica que são fundamentais para que os ônibus deste tipo funcionem: 2 unidades de controle de motor elétrico; 1 unidade de controle de direção; 1 unidade de compressor de ar; 1 conversor DC-DC; e 1 unidade distribuidora de potência.
A garantia de 10 anos para as baterias e aproveitamento de 80% de retenção de energia mesmo próximo do fim deste período também é aplicada na versão de 23 metros, a exemplo de todos os outros modelos da linha 2026.
A diferença é que o “superarticulado” já está em produção em linha.
Bruno Paiva disse ainda ao Diário do Transporte que como o projeto Corredor Verde vai se expandir além do primeiro eixo previsto, com a requalificação do Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, já há mais encomendas do modelo.
“Já temos 70 veículos em produção, entre os que estão aqui na BYD e os entregues na Caio para receberem a carroceria. Já temos aproximadamente 12 veículos já entregues na Viação Campo Belo [uma das empresas operadoras do primeiro Corredor Verde]. Para 2026, a gente tem mais de 100 veículos destes contratados para a cidade de São Paulo” – disse.
O projeto consiste na requalificação dos atuais corredores de ônibus e criação de novos eixos que contempla operação de modelos somente elétricos e incluem outras medidas ambientais, como paradas e estações com energia solar, sistemas de drenagem e reaproveitamento de água de chuva, tratamento de efluentes e maior área de ajardinamento. O primeiro “Corredor Verde” será a requalificação do atual Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, que liga o centro à zona Sul da capital e é atualmente o eixo mais movimentado de transporte coletivo municipal, com cerca de 700 mil passageiros por dia. A promessa da prefeitura é que o Trecho 1 do Corredor, na região da Avenida 9 de Julho, no centro, esteja já em operação de acordo com a nova modelagem ainda em 2025.
ÚNICO MIDI ELÉTRICO DE 10 METROS MONTADO NO BRASIL:
As revelações sobre os números de entrega e produção no Brasil do novo superarticulado e os resultados do desempenho da Blade na configuração de 12 metros foram feitas pela BYD ao Diário do Transporte em meio a uma outra novidade antecipada pela reportagem: o lançamento do BC10LE, o único ônibus elétrico midi (micrão) de 10 metros montado no Brasil.
O modelo também conta com as baterias Blade e o controlador 6×1.
O objetivo é cobrir uma lacuna existente no mercado, que é justamente a de ônibus elétricos deste porte menor, indicado para linhas alimentadoras e distribuidoras, como o lote D, de distribuição local da capital paulista, nos bairros periféricos, onde as linhas são operadas em vias mais estreitas e de difícil acesso.
Os detalhes do modelo e o vídeo com a entrevista você confere neste link:
O novo ônibus é do modelo chassi BYD – BC22LE 41.820/Carroceria Caio e-Millennium BRT, que pode transportar quase 200 passageiros de uma só vez.
Entre as novidades está um novo tipo de baterias, denominado Blade, pela fabricante BYD. Segundo a marca, pela tecnologia empregada, a bateria pode ser carregada completamente em uma hora e meia (hoje o tempo mais comum é entre 3h e 4h), a autonomia passa de 250 km para até 350 km com a configuração de maior capacidade, em condições reais de tráfego urbano. Além disso, a bateria do tipo Blade pode deixar um ônibus padron em torno de 1,5 tonelada mais leve e superarticulado até três toneladas.
Quanto ao ganho de espaço, segundo a BYD é possível implantar mais uma fileira de bancos.
Em 11 de agosto de 2025, o Diário do Transporte esteve na fábrica da BYD em Campinas, no interior de São Paulo para conhecer a tecnologia.
Relembre:
Já sobre a carroceria, a fabricante Caio diz que o modelo traz padrões europeus de design, ergonomia e visibilidade, mas com produção brasileira.
Veja algumas propostas que o Diário do Transporte observou.
Foto: Ao centro, presidente da BYD Brasil, Tyler Lie; à direita (camisa azul), o diretor de vendas de veículos comerciais da BYD Brasil, Bruno Paiva; e à esquerda (camisa laranja), repórter e editor do Diário do Transporte, Adamo Bazani; na planta da BYD de Campinas (SP), em 23 de outubro de 2025.
Olhar por fora e por dentro: A Caio propôs fazer um modelo em que do lado de fora as pessoas olhem para um modelo que passe imagem de robustez sem agressividade, com linhas que expressam modernidade e sobriedade (no estilo europeu, inclusive informado pela Caio) e que ainda faça um “convite” para entrar.
Acolhimento e equilíbrio de tons: Do lado de dentro, que é o “sentido” pelo passageiro, a necessidade é sentir-se bem: acolhido, mas num ambiente funcional, prático e leve às vistas.
O novo modelo da Caio tem a proposta de equilibrar tons de cores.
Sala de estar na cidade: A versão apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte tem piso com aspecto de madeira clássica. O objetivo é com que o passageiro tenha consciência de que está num ambiente coletivo, mas se sinta também um pouquinho numa sala de estar.
Mais que cor, verde é mensagem: Há luzes internas de led (tipo neon) coloridas. Neste caso, verdes, em referência à sustentabilidade e para trazer para dentro a pintura da lataria e também a identificação do projeto “corredor verde”.
Os bancos também possuem revestimento verde, mais claro, clássico, para compor o padrão.
Só o transporte coletivo pode ser sofisticado e barato: Vincos, símbolos e costuras também receberam desenhos e propostas novas que ampliam a mensagem de sofisticação e investimento. A ideia é que o passageiro saiba que só o transporte coletivo pode ser sofisticado e barato, por meio de investimentos, mas acima de tudo por sua natureza: todos dividem os custos e, com isso, é possível o melhor pelo menor preço para cada um. Andar num veículo de milhões de reais por R$ 5 (tarifa atual na cidade de São Paulo).
O “básico” da SPTrans: O modelo possui piso baixo para acessibilidade com rampas, poltronas demarcadas para pessoas com dificuldade de locomoção, ar-condicionado, vidros colados com tratamento contra raios UV (Ultravioleta) do sol e câmeras de monitoramento que, embora seja o pacote “básico” exigido pela gerenciadora dos transportes da capital paulista (SPTrans – São Paulo Transporte) é um padrão superior a grande parte das cidades brasileiras. Há décadas, a configuração SPTrans, cada uma no seu tempo, tem sido mais exigente com frota mais qualificada que em muitos sistemas pelo País mais “afamados”
CORREDOR VERDE:
O projeto consiste na requalificação dos atuais corredores de ônibus e criação de novos eixos que contempla operação de modelos somente elétricos e incluem outras medidas ambientais, como paradas e estações com energia solar, sistemas de drenagem e reaproveitamento de água de chuva, tratamento de efluentes e maior área de ajardinamento. O primeiro “Corredor Verde” será a requalificação do atual Corredor 9 de Julho/Santo Amaro, que liga o centro à zona Sul da capital e é atualmente o eixo mais movimentado de transporte coletivo municipal, com cerca de 700 mil passageiros por dia. A promessa da prefeitura é que o Trecho 1 do Corredor, na região da Avenida 9 de Julho, no centro, esteja já em operação de acordo com a nova modelagem ainda em 2025.
Novo e-Millennium BRT Caio/BYD é apresentado a Nunes e Tarcísio oficialmente e vai operar ainda neste ano
Veículo possui baterias do tipo Blade, que têm maior autonomia, e vai rodar no trecho 1 do primeiro Corredor Verde da capital paulista
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
O prefeito da capital paulista e o governador do estado, Tarcísio de Freitas, receberam de forma oficial, nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, o primeiro ônibus da cidade de São Paulo, que vai operar pelo corredor verde da capital paulista e possui uma tecnologia inédita no Brasil, de baterias, denominada Blade, que possui maior autonomia e pode carregar pela metade do tempo.
Trata-se do novo e-Millenium BRT, com carroceria da Caio, seguindo padrões europeus de design e conforto e chassis, baterias e motores elétricos da BYD.
Nunes já havia conhecido o modelo na fábrica de carrocerias em Botucatu, no interior paulista, na metade do ano. Na ocasião, o prefeito, inclusive, enviou um vídeo especial e exclusivo para o Diário do Transporte, apresentando em primeira mão a novidade. A reportagem verificou que o modelo, além de ser inédito no Brasil, traz conceitos de design interno que visam aliar conforto visual e ergonomia com praticidade, inclusive para aumentar a visibilidade do motorista.
Relembre:
VÍDEO: Corredor Verde da 9 de julho será entregue até o fim do ano e novo Caio e-Millennium/BYD com Blade será entregue em breve, diz Nunes
O ônibus passa pelos testes finais para ser aprovado pela gerenciadora local de transportes, a SPTrans, São Paulo Transporte, para seguir em operação definitiva. O veículo deve, ainda neste ano, operar pelo trecho 1 do primeiro corredor verde da cidade de São Paulo. O projeto Corredor Verde consiste em grandes troncos de transportes sobre pneus que não vão apenas contar com ônibus elétricos, mas, além desta frota não poluente, vão incorporar diversas soluções de redução de impacto ambiental.
Os corredores verdes terão estações ou paradas que vão contar com energia solar para iluminação e não a energia elétrica convencional. Terão maior área de jardinagem para reduzir impactos ambientais e melhorar também o aspecto visual urbano, além de contarem com sistemas de reaproveitamento de água de chuva e escoamento. O trecho 1 do primeiro corredor verde será na região da Avenida 9 de Julho.
O corredor verde, como um todo, vai ser a requalificação do atual corredor Santo Amaro–9 de Julho. O trecho 2, entre o final da 9 de Julho e o terminal Santo Amaro, deve ser inaugurado em meados de 2026. O Diário do Transporte conversou com Marcelo Schneider, um dos diretores da BYD, que revelou que a marca chinesa, que possui plano em Campinas, já tem ao menos 200 encomendas fechadas desses veículos.
Relembre:
VÍDEO: BYD tem 500 ônibus encomendados para São Paulo. Financiamento chinês é só para a marca
BATERIAS BLADE:
Diário do Transporte foi conferir nesta segunda-feira (11). Fabricante promete ainda mais segurança no modelo
ADAMO BAZANI
Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira
De acordo com especialistas, implantação inicial em sistemas troncais permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
(ABAIXO DO TEXTO, ASSISTA O BOLETIM EM VÍDEO DE EXEMPLO DE VEÍCULO E PROJETO DE CORREDOR VERDE, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER)
Sistemas troncais com ônibus menos poluentes, como elétricos, podem ser o primeiro passo para que as cidades possam reduzir os níveis de emissões de uma maneira mais factível em vez de apenas estipular quantidade de veículos a serem trocados.
Isso permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município.
Atualmente, a eletrificação das frotas de ônibus urbanos e metropolitanos enfrenta quatro grandes entraves:
Falta de recursos para financiamento de veículos que ainda são bem mais caros que os modelos a óleo diesel;
Autonomia limitada das baterias;
Infraestrutura de recarga e rede de distribuição na tensão energética adequada para frotas maiores;
Necessidade de mais opções de ônibus alimentadores, de pequeno e médio portes como micros e mídis, no mercado brasileiro.
A estruturação de corredores verdes não somente criaria eixos que permitem com que de fato o transporte coletivo fosse priorizado no espaço urbano, como seria condizente ao tempo necessário (sem postergações ou empurrar a questão para debaixo do tapete) para que esses quatro grandes entraves fossem resolvidos ou amenizados.
A medida seria, inclusive, mais eficaz num primeiro momento que meramente estipular quantidade de ônibus que poluem menos em circulação.
Isso porque os corredores seriam responsáveis pelo transporte onde estão mais concentrados os índices de emissões. Por serem sistemas de maior demanda de passageiros, tendem a servir locais onde já existem, habitualmente, melhor infraestrutura de energia, como os centros principais ou as centralidades regionais.
Estes eixos necessitam de ônibus maiores, que são mais disponíveis no mercado de elétricos, e de uma frota menor, porém com grande impacto ambiental.
Por serem sistemas “fechados”, com menor tendência de interferências externas e de trânsito, como ocorre com as ruas de bairro, os corredores também podem receber ônibus de tecnologias menos flexíveis, como trólebus ou “e-Troll”, que é o modelo que anda em parte do itinerário conectado a fiação aérea e em parte desconectado, só com baterias. Esses veículos são mais baratos que os ônibus puramente a bateria e exigem menores (ou nenhuma) infraestruturas ou adaptações de tensão para recargas.
A cidade de São Paulo, que possui o maior sistema de ônibus da América Latina, com mais de 12 mil coletivos, está a frente dos debates, tanto sendo exemplo de erros como de acertos.
Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus da cidade de São Paulo não podem mais comprar modelos a diesel e, no plano de metas para o período de 2021 a 2024, a prefeitura estipulou que até dezembro do último ano deste plano (2024), haveria 2,6 mil ônibus elétricos rodando na cidade.
Ocorre que, justamente pelas dificuldades para adaptar a infraestrutura da rede de distribuição na tensão correta (a gestão do prefeito Ricardo Nunes e a distribuidora Enel trocam acusações mútuas) e pela falta de disponibilidade em escala de ônibus menores elétricos, não somente a meta não foi atingida (em vez de 2,6 mil elétricos em dezembro de 2024, havia 846 em julho de 2025, contando 201 trólebus e 535 a bateria), como pior: a frota atual de ônibus em circulação envelhece porque nem todos coletivos atuais a diesel mais antigos podem ser substituídos. Isso fez com que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal de linhas permitisse com que a idade máxima da frota fosse ampliada de 10 anos para 13 anos.
Ao mesmo tempo, São Paulo não deixa de ser ainda a cidade brasileira com um plano de verdade de redução de poluição pelos ônibus e com metas (corretas ou não) definidas.
E há projetos que têm recebido elogios por parte de especialistas. Um dos que mais têm criado expectativas positivas é justamente a implantação de “corredores verdes”, aproveitando, inclusive, estruturas já existentes e que atualmente são corredores de fumaça.
O Diário do Transporte tem acompanhado os principais passos para os corredores verdes em São Paulo.
Na última semana, noticiou em primeira mão, com a palavra exclusiva do próprio prefeito Nunes, da “materialização” de um corredor verde: a definição do primeiro corredor que se tornará verde e a apresentação do novo modelo de ônibus, mais tecnológico, que deve servi-lo.
O corredor da Avenida Nove de Julho, que faz a ligação entre a região central da capital paulista e a zona Sul, até o terminal Santo Amaro, será o primeiro a receber o projeto “corredores verdes” da cidade.
A revelação foi feita pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte, quando mostrou com exclusividade ao site, o novo modelo de ônibus elétrico fabricado pela encarroçadora Caio que vai integrar a frota municipal
O projeto de corredores verdes incorpora ônibus livres de emissões, mas não apenas isso: toda a infraestrutura também terá tecnologias que podem reduzir os impactos da operação dos transportes coletivos no meio ambiente, como pontos e estações com energia solar, sistema de drenagem da água da chuva com aproveitamento para irrigação das áreas de jardinagem com vegetação urbana, que devem ser ampliadas ao longo do corredor
Especialistas como o engenheiro Olímpio Álvares aprovaram a iniciativa.
Membro do comitê que fiscaliza a substituição da frota de ônibus da cidade, o COMFROTA, representando a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), em artigo ao Diário do Transporte, Olímpio Álvares, disse que o projeto “corredores verdes” deveria ser replicado para outras cidades do país por ser de relativo baixo custo e fácil implantação.
Quanto ao ônibus revelado por Nunes ao Diário do Transporte trata-se da nova geração de superarticulados elétricos da Caio, denominada eMillennium BRT.
Com 23 metros de comprimento para quase 200 pessoas, o gigante possui espelhos retrovisores inteligentes que eliminam pontos cegos, sistema de melhor aproveitamento de energia das baterias e iluminação interna que se autorregula de acordo com a claridade do local por onde passa.
Serão 60 unidades iniciais a partir de outubro já.
O primeiro, revelado por Nunes ao Diário do Transporte e pertencente a Viação Campo Belo, tem chassis BYD, mas o modelo pode receber outras marcas.
Veja o vídeo do boletim:
Modelo de ônibus elétrico inédito no Brasil que vai atender ao primeiro corredor verdade da cidade de São Paulo
VÍDEO: Eixo da 9 de Julho será primeiro do projeto “Corredores Verdes” de São Paulo já com novo modelo de superarticulado elétrico _ Veja imagens exclusivas do ônibus inédito no Brasil
Veículo foi revelado em primeira mão pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte. Especialistas destacam como positiva a iniciativa deste tipo de corredores, mas fim do trólebus recebe críticas. Desde quando foi criado, ainda nos anos 1980, corredor 9 de Julho já foi pensado para ser “rota verde”
ADAMO BAZANI
O eixo da ligação entre o centro da capital paulista e a Zona Sul pelo corredor da Nove de Julho, que se estende até a região do terminal Santo Amaro, será o primeiro do projeto Corredores Verdes de transporte coletivo na cidade de São Paulo. E a proposta vai receber o primeiro ônibus superarticulado da nova geração da fabricante Caio eMillennium BRT, revelada nesta sexta-feira, 25 de julho de 2025, em primeira mão, com exclusividade, pelo prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte.
Relembre:
EXCLUSIVO – Lançamento Caio e-Millennium BRT superarticulado – MAIS FOTOS e NOVO VÍDEO: Nunes para o Diário do Transporte: “Lote de 60 unidades em outubro em São Paulo”
A informação de que o ônibus, considerado inovador entre os modelos no mercado com tração 100% elétrica, também é do prefeito Ricardo Nunes. A reportagem havia mostrado, já, detalhes deste novo ônibus com carroceria Caio, fabricada em Botucatu. O veículo, segundo a produtora de carrocerias, é configurado para dimensões entre 21 metros e 23 metros, e possui novidades em relação aos “superarticulados” das gerações anteriores de modelos.
Inspirado no design europeu, o veículo, segundo o CEO da Caio, Paulo Ruas, tem novo sistema de retrovisores eletrônicos inteligentes que regulam de acordo com a estatura do motorista e possui um sistema para eliminação de pontos cegos. Também há tecnologia de monitoramento da interface entre chassis e carrocerias neste modelo. A iluminação interna foi ampliada, porém as áreas onde ficam o motorista, em especial no painel, tiveram detalhes escurecidos para evitar reflexo à noite e ajudar na visibilidade.
Toda essa inovação tecnológica, segundo o prefeito Ricardo Nunes, faz parte da concepção dos corredores verdes, que começam, com este veículo, a serem implantados gradativamente, já a partir de outubro, segundo revelou o executivo municipal ao Diário do Transporte. O projeto de corredor verde trata-se de definir eixos estruturantes de transportes na cidade, que terão não apenas ônibus menos poluentes, mas também toda a infraestrutura como paradas, estações com abastecimento de energia solar e sistema de escoamento de água com aproveitamento de irrigação, além de ampliação de áreas com vegetação urbana típica de cada região atendida.
A proposta, que já é prática em diversos países, tem recebido menções positivas por parte de especialistas. O engenheiro Olimpio Alvares, em artigo recente no Diário do Transporte, destacou que a implementação dos Corredores Verdes será uma das medidas mais eficazes para a descarbonização do transporte de passageiros e a redução drástica das emissões de poluentes tóxicos, combatendo o aquecimento global e mitigando a grave ameaça à saúde pública causada pela poluição do ar. “Além de modernizar a infraestrutura e diversificar a matriz energética do transporte coletivo com biometano, ônibus elétricos e trólebus (incluindo a tecnologia In Motion Charging)”, diz Alvares, especializado em Transporte Sustentável e Emissões Veiculares (com experiência no Japão e Suécia), e representante da ANTP como membro titular do COMFROTA. Relembre:
Corredores Verdes: Gol de Placa da Cidade de São Paulo
Entretanto, apesar de ser considerado inovador pelo fato de não ainda ter sido implantado na cidade de São Paulo, o projeto Corredor Verde não é tão novidade em relação à ideia para a capital paulista. O próprio eixo da Nove de Julho até a Santo Amaro, quando foi concebido e implantado ainda nos anos da década mil novecentos e oitenta, sendo o primeiro eixo desse tipo de corredor de maior capacidade da cidade de São Paulo, já foi planejado para ser um corredor ambientalmente correto, inclusive com uma rede de trólebus que foi desativada no início dos anos 2000. O corredor da Nove de Julho, Santo Amaro, que já chegou a ser considerado uma espécie de eixo verde, virou na época um corredor de fumaça, o que recebeu críticas.
O Diário do Transporte relembra a história, inclusive com vídeos neste link:
HISTÓRIA: O corredor Santo Amaro – Nove de Julho – Centro e a falta de investimento em transportes limpos
Trólebus com os dias contados?
E por falar em trólebus, se o ônibus elétrico, novo modelo, com o corredor verde recebeu de especialistas avaliações positivas, uma outra fala do prefeito Ricardo Nunes tem recebido críticas. Ao repórter Adamo Bazani, respondendo sobre as dificuldades de eletrificação da frota por falta de infraestrutura da rede de distribuição, no último dia 23 de julho, durante a entrega de 120 ônibus elétricos com bateria, Nunes disse que, com a implantação do VLT, Veículo Leve Sobre Trilhos, prevista para acontecer a partir de 2029 e 2030 pelo centro da cidade de São Paulo, a rede de trólebus será desativada. Relembre:
Trólebus vai acabar em São Paulo com a implantação do VLT (Bonde de São Paulo), diz Nunes em resposta ao Diário do Transporte e Enel promete energia para mais 2 mil ônibus – OUÇA
Especialistas de organizações não governamentais como Respira São Paulo criticaram, dizendo que é justamente em corredores que os trólebus, uma tecnologia considerada mais barata e já conhecida, poderiam ser aproveitados e que no mundo, o que os países desenvolvidos mostram é que tanto VLT como trólebus podem conviver, inclusive nas mesmas áreas e com intersecções da rede de fiação, sem que um atrapalhe o outro.
Pelo contrário. Seria o melhor aproveitamento da rede energética que conseguiria, com uma única estrutura, atender em determinadas regiões dois tipos de transportes diferentes. Isso porque, no caso da cidade de São Paulo, o VLT ainda se concentraria, de acordo com o projeto da prefeitura, somente no centro, mas o trólebus hoje tem uma abrangência até parte da Zona Oeste e principalmente na Zona Leste, onde opera a concessão do consórcio Transvida, integrado pelo Ambiental Transportes, responsável pela operação dos trólebus na cidade.
Voltando ao novo modelo de ônibus elétrico apresentado pelo prefeito: serão inicialmente 60 unidades, sendo que a primeira, apresentada ao Diário do Transporte, é da Viação Campo Belo com o chassi D11 BYD, mas outras empresas com diferentes marcas de chassi, também já encomendaram o modelo.
VÍDEO: Corredores verdes com ônibus elétricos deveriam ser primeiro passo para redução de poluição antes mesmo de estipular quantidade de frota
De acordo com especialistas, implantação inicial em sistemas troncais permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
(ABAIXO DO TEXTO, ASSISTA O BOLETIM EM VÍDEO DE EXEMPLO DE VEÍCULO E PROJETO DE CORREDOR VERDE, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER)
Sistemas troncais com ônibus menos poluentes, como elétricos, podem ser o primeiro passo para que as cidades possam reduzir os níveis de emissões de uma maneira mais factível em vez de apenas estipular quantidade de veículos a serem trocados.
Isso permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município.
Atualmente, a eletrificação das frotas de ônibus urbanos e metropolitanos enfrenta quatro grandes entraves:
Falta de recursos para financiamento de veículos que ainda são bem mais caros que os modelos a óleo diesel;
Autonomia limitada das baterias;
Infraestrutura de recarga e rede de distribuição na tensão energética adequada para frotas maiores;
Necessidade de mais opções de ônibus alimentadores, de pequeno e médio portes como micros e mídis, no mercado brasileiro.
A estruturação de corredores verdes não somente criaria eixos que permitem com que de fato o transporte coletivo fosse priorizado no espaço urbano, como seria condizente ao tempo necessário (sem postergações ou empurrar a questão para debaixo do tapete) para que esses quatro grandes entraves fossem resolvidos ou amenizados.
A medida seria, inclusive, mais eficaz num primeiro momento que meramente estipular quantidade de ônibus que poluem menos em circulação.
Isso porque os corredores seriam responsáveis pelo transporte onde estão mais concentrados os índices de emissões. Por serem sistemas de maior demanda de passageiros, tendem a servir locais onde já existem, habitualmente, melhor infraestrutura de energia, como os centros principais ou as centralidades regionais.
Estes eixos necessitam de ônibus maiores, que são mais disponíveis no mercado de elétricos, e de uma frota menor, porém com grande impacto ambiental.
Por serem sistemas “fechados”, com menor tendência de interferências externas e de trânsito, como ocorre com as ruas de bairro, os corredores também podem receber ônibus de tecnologias menos flexíveis, como trólebus ou “e-Troll”, que é o modelo que anda em parte do itinerário conectado a fiação aérea e em parte desconectado, só com baterias. Esses veículos são mais baratos que os ônibus puramente a bateria e exigem menores (ou nenhuma) infraestruturas ou adaptações de tensão para recargas.
A cidade de São Paulo, que possui o maior sistema de ônibus da América Latina, com mais de 12 mil coletivos, está a frente dos debates, tanto sendo exemplo de erros como de acertos.
Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus da cidade de São Paulo não podem mais comprar modelos a diesel e, no plano de metas para o período de 2021 a 2024, a prefeitura estipulou que até dezembro do último ano deste plano (2024), haveria 2,6 mil ônibus elétricos rodando na cidade.
Ocorre que, justamente pelas dificuldades para adaptar a infraestrutura da rede de distribuição na tensão correta (a gestão do prefeito Ricardo Nunes e a distribuidora Enel trocam acusações mútuas) e pela falta de disponibilidade em escala de ônibus menores elétricos, não somente a meta não foi atingida (em vez de 2,6 mil elétricos em dezembro de 2024, havia 846 em julho de 2025, contando 201 trólebus e 535 a bateria), como pior: a frota atual de ônibus em circulação envelhece porque nem todos coletivos atuais a diesel mais antigos podem ser substituídos. Isso fez com que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal de linhas permitisse com que a idade máxima da frota fosse ampliada de 10 anos para 13 anos.
Ao mesmo tempo, São Paulo não deixa de ser ainda a cidade brasileira com um plano de verdade de redução de poluição pelos ônibus e com metas (corretas ou não) definidas.
E há projetos que têm recebido elogios por parte de especialistas. Um dos que mais têm criado expectativas positivas é justamente a implantação de “corredores verdes”, aproveitando, inclusive, estruturas já existentes e que atualmente são corredores de fumaça.
O Diário do Transporte tem acompanhado os principais passos para os corredores verdes em São Paulo.
Na última semana, noticiou em primeira mão, com a palavra exclusiva do próprio prefeito Nunes, da “materialização” de um corredor verde: a definição do primeiro corredor que se tornará verde e a apresentação do novo modelo de ônibus, mais tecnológico, que deve servi-lo.
O corredor da Avenida Nove de Julho, que faz a ligação entre a região central da capital paulista e a zona Sul, até o terminal Santo Amaro, será o primeiro a receber o projeto “corredores verdes” da cidade.
A revelação foi feita pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte, quando mostrou com exclusividade ao site, o novo modelo de ônibus elétrico fabricado pela encarroçadora Caio que vai integrar a frota municipal
O projeto de corredores verdes incorpora ônibus livres de emissões, mas não apenas isso: toda a infraestrutura também terá tecnologias que podem reduzir os impactos da operação dos transportes coletivos no meio ambiente, como pontos e estações com energia solar, sistema de drenagem da água da chuva com aproveitamento para irrigação das áreas de jardinagem com vegetação urbana, que devem ser ampliadas ao longo do corredor
Especialistas como o engenheiro Olímpio Álvares aprovaram a iniciativa.
Membro do comitê que fiscaliza a substituição da frota de ônibus da cidade, o COMFROTA, representando a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), em artigo ao Diário do Transporte, Olímpio Álvares, disse que o projeto “corredores verdes” deveria ser replicado para outras cidades do país por ser de relativo baixo custo e fácil implantação.
Quanto ao ônibus revelado por Nunes ao Diário do Transporte trata-se da nova geração de superarticulados elétricos da Caio, denominada eMillennium BRT.
Com 23 metros de comprimento para quase 200 pessoas, o gigante possui espelhos retrovisores inteligentes que eliminam pontos cegos, sistema de melhor aproveitamento de energia das baterias e iluminação interna que se autorregula de acordo com a claridade do local por onde passa.
Serão 60 unidades iniciais a partir de outubro já.
O primeiro, revelado por Nunes ao Diário do Transporte e pertencente a Viação Campo Belo, tem chassis BYD, mas o modelo pode receber outras marcas.
Veja o vídeo do boletim:
Modelo de ônibus elétrico inédito no Brasil que vai atender ao primeiro corredor verdade da cidade de São Paulo
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
As condições climáticas previstas para o último trimestre de 2025, divulgadas no Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, destacam a crescente probabilidade de formação do fenômeno La Niña. As informações são de Carolina Jaramillo Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da companhia.
Segundo os dados mais recentes, as anomalias de temperatura da superfície do mar indicam um resfriamento nas regiões centrais e leste do Pacífico (Niño 3.4 e Niño 3), acompanhado de aquecimento no Pacífico oeste, configuração típica de La Niña.
“Relatórios da Organização Meteorológica Mundial (OMM), do Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade (IRI) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) apontam para uma La Niña fraca, embora não se descarte a possibilidade de retorno à neutralidade durante o verão no Hemisfério Sul”, aponta a analista.
Duração e precedentes históricos
Historicamente, o fenômeno La Niña costuma durar entre três e quatro trimestres móveis, mas há registros de eventos mais prolongados. Em 1984 e 2017, por exemplo, o fenômeno teve início no trimestre SON (setembro–novembro) e se estendeu por 11 e 6 trimestres, respectivamente. Com base nesses precedentes, há possibilidade de que a La Niña atual se prolongue até os primeiros meses de 2026.
Impactos climáticos globais
A configuração atmosférica típica de La Niña, marcada por alta pressão no Pacífico central e oriental e baixa pressão no Pacífico oeste, tende a influenciar os padrões climáticos em diversas regiões do mundo. As projeções indicam chuvas abaixo da média no sul da Europa, Ásia Central e leste da África, além de anomalias secas pontuais no norte do México, sul do Brasil, Uruguai, sudoeste da Argentina e sul do Chile.
“Em contrapartida, há expectativa de chuvas acima da média em áreas como Índia, norte da Ásia, América Central, Canadá, norte dos Estados Unidos e oeste da Colômbia. No Sudeste do Brasil e na Bolívia, o sinal é mais fraco e menos consistente, enquanto no restante da América as condições tendem a oscilar em torno da normalidade”, pontua Carolina Giraldo.
Cenário climático no Brasil
O inverno de 2025 foi marcado por temperaturas abaixo da média, especialmente nas máximas. Para os próximos meses, os modelos climáticos indicam temperaturas próximas da normalidade, com variações regionais significativas. Em outubro, leste de Mato Grosso, oeste da Bahia e parte nordeste Goiás podem registrar até +1 °C acima da média, o que acelera a germinação da soja, mas também aumenta o risco de déficit hídrico caso as chuvas atrasem.
Em novembro, segundo a analista, a tendência é de temperaturas dentro da normalidade no Centro-Oeste, Cerrado e Sul. No Sudeste, especialmente no Espírito Santo e centro-leste de Minas Gerais, podem ocorrer anomalias de até +1 °C, elevando a evapotranspiração em lavouras e cafezais. Já entre dezembro e janeiro, o Centro-Sul deve registrar temperaturas médias, favorecendo o enchimento de grãos, desde que haja boa distribuição de chuvas. No Nordeste, alguns pontos podem ter até +1 °C acima da média, enquanto no Norte, janeiro tende a ser mais quente que dezembro, ampliando a pressão sobre as lavouras.
Teleconexões atmosféricas e riscos agrícolas
A interação entre La Niña e a Oscilação de Madden–Julian (MJO) — um pulso de tempestades tropicais que se move de oeste para leste em ciclos de 30 a 60 dias — pode intensificar os efeitos climáticos no Hemisfério Sul. Quando a MJO se posiciona sobre a Indonésia e o Pacífico ocidental durante anos de La Niña, a atmosfera extratropical tende a responder com um padrão de Oscilação Antártica (AAO) positiva.
Conforme explica a analista, esse fenômeno desloca os ventos de oeste para latitudes mais ao sul, reduzindo a entrada de frentes frias no sul da América do Sul e favorecendo bloqueios atmosféricos. “O resultado é um aumento de seca e calor em regiões como o Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, justamente durante a primavera e o verão, períodos críticos para culturas como milho e soja de primeira safra”, detalha Carolina Giraldo.
Nos trópicos, o cenário é contrastante: a interação entre La Niña e a MJO intensifica a convecção no oeste do Pacífico, Indonésia, Sudeste Asiático e Filipinas, resultando em chuvas mais intensas, enquanto o Pacífico central e leste permanece mais seco. No Brasil Central e no Sudeste, são esperadas chuvas acima da média, o que pode beneficiar culturas como soja, milho e café, mas também prejudicar a cana-de-açúcar devido à alta nebulosidade e aumentar o risco de doenças fúngicas pela umidade recorrente.
Projeções para o Pacífico e implicações econômicas
As previsões de precipitação da OMM para o trimestre OND de 2025 no Pacífico estão alinhadas a um gradiente positivo leste-oeste da temperatura da superfície do mar, padrão semelhante ao observado em eventos de La Niña moderada, destaca a especialista. As maiores probabilidades de chuvas acima da média concentram-se no Sudeste Asiático, especialmente ao redor das Filipinas, com probabilidades próximas de 70%. Já na metade oriental da Austrália, o sinal é mais fraco.
“Entre o Pacífico central e o extremo leste, a tendência é de chuvas variando entre normalidade e ligeiramente abaixo da média. No norte do Equador, há indicação de seca, que se estende para o sudeste em direção às regiões costeiras ocidentais da América do Sul”, finaliza Carolina.