Atuais líder e vice-líder do Campeonato Brasileiro, Flamengo e Palmeiras fazem um duelo de suma importância para a disputa do título na 29ª rodada da competição.
Nesta quarta-feira (8), a Confederação Brasileira de Futebol confirmou a mudança de horário do jogo entre cariocas e paulistas. A partida, antes marcada para às 18h30 (de Brasília), do dia 19 deste mês, agora será disputada às 16h (de Brasília).
A alteração foi um pedido dos detentores de direitos de transmissão do Brasileirão. A data do confronto foi mantida.
O jogo entre Flamengo e Palmeiras antecede as partidas de ida das semifinais da Conmebol Libertadores.
O Flamengo enfrenta o Racing-ARG, no Maracanã, no dia 22 deste mês – três dias após a partida contra o Verdão. Já o Palmeiras encara a LDU, no Equador, no dia 23 – quatro dias após o duelo contra o Rubro-Negro.
Itens esquecidos nas estações vão compor o bazar do Lar Jesus entre as Crianças, que arrecada recursos para o atendimento de mais de 100 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade
YURI SENA
A ViaMobilidade destinou mais de 1.500 itens esquecidos nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda do sistema de trens metropolitanos ao Lar Jesus entre as Crianças, instituição beneficente localizada em Osasco (SP). Os objetos foram mantidos por três meses na Central de Achados e Perdidos, na Estação Osasco, aguardando a retirada pelos proprietários antes de serem doados.
O Lar Jesus entre as Crianças atua há 67 anos no atendimento a crianças e adolescentes de 6 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social, oferecendo atividades no contraturno escolar. Os produtos doados — entre eles bicicletas, roupas, brinquedos, ferramentas, livros e eletrônicos — serão triados e disponibilizados no bazar solidário promovido pela instituição às terças, quintas e um sábado por mês, no bairro Rochdale.
Segundo Elizabeth Marilice, diretora técnica voluntária do Lar, o bazar é uma das principais fontes de arrecadação da entidade.
“Todas as vendas são revertidas em recursos para o atendimento das 113 crianças e adolescentes. Em cada turno oferecemos duas refeições diárias e diversas atividades educativas, como robótica e multimídia”, explicou.
O diretor da ViaMobilidade, André Costa, destacou o caráter social da iniciativa.
“Cada item doado ganha uma nova utilidade e ajuda a transformar vidas, criando oportunidades e fortalecendo um ciclo de solidariedade”, afirmou.
O serviço de Achados e Perdidos das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda funciona gratuitamente na Estação Osasco, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h (exceto feriados). Os passageiros que perderem algum objeto podem informar aos agentes de atendimento e segurança das estações para verificar se o item foi localizado. O acesso pode ser feito pela Praça Antônio Menck, s/n, no Centro, ou pela Rua Erasmo Braga, s/n, no bairro Bonfim.
Aumento vale para linhas que conectam municípios como São José, Palhoça, Biguaçu, Florianópolis e Santo Amaro da Imperatriz
YURI SENA
A partir do dia 2 de novembro de 2025, as passagens do transporte público intermunicipal urbano na Região Metropolitana de Florianópolis ficarão 9,09% mais caras. O reajuste foi aprovado e oficializado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) na sexta-feira (3).
O novo valor será aplicado nas linhas operadas pelas empresas Biguaçu, Jotur, Imperatriz, Estrela e Santa Terezinha, que integram o sistema intermunicipal e realizam o transporte entre os municípios da Grande Florianópolis.
De acordo com o Consórcio Metropolis, que reúne as cinco empresas, o reajuste tem o objetivo de restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro das concessionárias. A entidade destacou que o aumento foi necessário devido a fatores como:
reajuste salarial dos trabalhadores, em vigor desde maio;
elevação dos custos operacionais, como diesel, pneus e peças;
e a inflação acumulada no período.
Diferença no valor conforme o meio de pagamento
Assim como já ocorre em outros sistemas, as tarifas terão valores diferentes para pagamento em cartão e em dinheiro. Usuários que optarem pelo cartão continuarão pagando um valor menor, medida que visa incentivar o uso da bilhetagem eletrônica.
Novos valores das passagens de ônibus executivos
Empresa Jotur
Terra Nova / Florianópolis – R$ 13,45 (cartão) | R$ 13,75 (dinheiro)
Bela Vista / Florianópolis – R$ 13,45 (cartão) | R$ 13,75 (dinheiro)
Veículo possui baterias do tipo Blade, que têm maior autonomia, e vai rodar no trecho 1 do primeiro Corredor Verde da capital paulista
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
O prefeito da capital paulista e o governador do estado, Tarcísio de Freitas, receberam de forma oficial, nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, o primeiro ônibus da cidade de São Paulo, que vai operar pelo corredor verde da capital paulista e possui uma tecnologia inédita no Brasil, de baterias, denominada Blade, que possui maior autonomia e pode carregar pela metade do tempo.
Trata-se do novo e-Millenium BRT, com carroceria da Caio, seguindo padrões europeus de design e conforto e chassis, baterias e motores elétricos da BYD.
Nunes já havia conhecido o modelo na fábrica de carrocerias em Botucatu, no interior paulista, na metade do ano. Na ocasião, o prefeito, inclusive, enviou um vídeo especial e exclusivo para o Diário do Transporte, apresentando em primeira mão a novidade. A reportagem verificou que o modelo, além de ser inédito no Brasil, traz conceitos de design interno que visam aliar conforto visual e ergonomia com praticidade, inclusive para aumentar a visibilidade do motorista.
Relembre:
VÍDEO: Corredor Verde da 9 de julho será entregue até o fim do ano e novo Caio e-Millennium/BYD com Blade será entregue em breve, diz Nunes
O ônibus passa pelos testes finais para ser aprovado pela gerenciadora local de transportes, a SPTrans, São Paulo Transporte, para seguir em operação definitiva. O veículo deve, ainda neste ano, operar pelo trecho 1 do primeiro corredor verde da cidade de São Paulo. O projeto Corredor Verde consiste em grandes troncos de transportes sobre pneus que não vão apenas contar com ônibus elétricos, mas, além desta frota não poluente, vão incorporar diversas soluções de redução de impacto ambiental.
Os corredores verdes terão estações ou paradas que vão contar com energia solar para iluminação e não a energia elétrica convencional. Terão maior área de jardinagem para reduzir impactos ambientais e melhorar também o aspecto visual urbano, além de contarem com sistemas de reaproveitamento de água de chuva e escoamento. O trecho 1 do primeiro corredor verde será na região da Avenida 9 de Julho.
O corredor verde, como um todo, vai ser a requalificação do atual corredor Santo Amaro–9 de Julho. O trecho 2, entre o final da 9 de Julho e o terminal Santo Amaro, deve ser inaugurado em meados de 2026. O Diário do Transporte conversou com Marcelo Schneider, um dos diretores da BYD, que revelou que a marca chinesa, que possui plano em Campinas, já tem ao menos 200 encomendas fechadas desses veículos.
Relembre:
VÍDEO: BYD tem 500 ônibus encomendados para São Paulo. Financiamento chinês é só para a marca
Veja mais fotos:
DETALHES DO MODELO:
Revelado em primeira-mão pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, ao Diário do Transporte, no dia 25 de julho de 2025, o modelo exclusivo e com conceitos inéditos no País para carrocerias de ônibus elétricos, o E-Millennium BRT, produzido pela Caio, na planta de Botucatu (SP), tende a liderar o segmento nacional de “articulados premium”.
Isso porque, nem com três semanas de apresentação ao mercado, o E-Millennium BRT já tem cerca de 300 unidades vendidas. A confirmação foi feita pela própria Caio ao Diário do Transporte, de forma exclusiva nesta quarta-feira, 20 de agosto de 2025.
O modelo, além de apresentar um design mais moderno, tem nas inovações tecnológicas os principais diferenciais de mercado, de acordo com a fabricante, que não se limitam à estética e adaptam para a América Latina características empregadas na Europa.
Entre estas novidades estão melhor redimensionamento do espaço interno, que permite mais espaço para os passageiros, iluminação interna que se adapta ao período do dia (início da manhã, manhã, início da tarde, tarde, fim da tarde e noite), proporcionando uma claridade mais apropriada para os usuários e motorista, com “conforto” para as vistas. A carroceria ainda possui um sistema de retrovisores eletrônicos que elimina pontos-cegos para evitar acidentes e o painel é de uma tonalidade mais escurecida para evitar reflexo à noite e ajudar na visibilidade (ao longo da reportagem, veja todas as principais características).
INSERIDO EM UM CONTEXTO DE MOBILIDADE:
Mais que um novo modelo de ônibus, o E-Millenium BRT, segundo a Caio, está inserido num novo contexto de mobilidade que eleva o padrão dos transportes coletivos sobre pneus ao nível de metrô, mas sem rivalizar ou tentar substituir o modal sobre trilhos. Ao contrário, ao equiparar, em termos de qualidade (não de capacidade e velocidade), os ônibus aos transportes metroferroviários, os investimentos valorizam ainda mais a importância dos trilhos.
Além disso, a proposta do E-Millennium BRT é auxiliar que os serviços de ônibus de maior demanda aliem atratividade e diferenciação para os passageiros com o melhor proveito dos recursos públicos e investimentos privados, tornando as operações por modelos elétricos não somente sustentáveis do ponto de vista ambiental, como econômico.
Dois projetos em implantação de sistemas de transportes que contarão com este modelo receberam análises positivas de especialistas nacionais e internacionais em mobilidade urbana porque já possuem semelhantes em prática em outros países e são condizentes com a realidade das cidades brasileiras de médio e grande porte: a proposta de corredores verdes da cidade de São Paulo e o BRT-ABC, da região metropolitana de São Paulo.
Segundo a fabricante, deste volume de 300 unidades já “sacramentadas”, 200 são para a capital paulista e estão inseridas no projeto “corredores verdes”, que consiste na transformação de atuais eixos de grande demanda de transportes coletivos por ônibus e a criação de mais sistemas que incorporam não apenas veículos não poluentes, mas adequações como paradas pontos e iluminação que contam eletricidade gerada a partir de energia solar; sistema de drenagem antienchente; reaproveitamento de água da chuva; maior área de jardinagem com vegetação nativa de cada região, onde é possível; sistemas de monitoramento ecológico, entre outras.
O primeiro eixo é do corredor 9 de julho/Santo Amaro, que liga a zona Sul ao centro da cidade de São Paulo e atende a cerca de 700 mil pessoas por dia.
Os corredores verdes foram destacados por especialistas como políticas públicas que aproxima a eletrificação da realidade operacional das cidades em todo o Brasil, tendo de estar entre os primeiros passos para a transição energética dos transportes por ônibus, antes mesmo de se estipular a quantidade de frota. Um destes especialistas é o engenheiro Olímpio Álvares aprovaram a iniciativa. Membro do comitê que fiscaliza a substituição da frota de ônibus da cidade, o COMFROTA, representando a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), em artigo ao Diário do Transporte, Olímpio Álvares, disse que o projeto “corredores verdes” deveria ser replicado para outras cidades do país por ser de relativo baixo custo e fácil implantação.
Relembre:
Os 200 E-Millennium BRT, da Caio, para a capital paulista, recebem chassis e tecnologia da BYD e contam com uma nova geração de baterias denominada Blade, com maior autonomia para ônibus elétricos articulados; vida útil maior; redução no tempo de recarga pela metade e diminuição do peso entre 1,5 tonelada e duas toneladas por veículo.
Das 200 unidades da cidade de São Paulo, 70 iniciais são para o primeiro corredor verde da capital, sendo 60 para a Viação Campo Belo e mais 10 para a Gatusa ambas que atuam no eixo da 9 de julho/Santo Amaro.
Relembre:
Já o BRT-ABC terá 95 unidades com o E-Millennium BRT na versão E-Trol.
O E-Trol é um tipo de ônibus largamente usado na Europa, Ásia e América do Norte, que funciona tanto com baterias por longos trechos como conectados à rede aérea em modo trólebus. O corredor BRT-ABC, construído entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e os terminais Vila Prudente e Sacomã, na capital paulista, terá o modelo. Serão 96 unidades com 21,5 metros de comprimento cada e capacidade para mais de 150 passageiros de uma só vez.
O consultor em mobilidade elétrica da União Internacional de Transportes Públicos (UITP), Arnd Bätzner, que esteve nesta semana no seminário em São Paulo, reforçou que esse tipo de tecnologia é amplamente utilizada em diversas partes do mundo e pode ser uma solução adequada para a cidade.
Relembre:
Além de flexibilidade, o modelo E-Trol dispensa a necessidade de infraestrutura de recarga nas garagens, um dos grandes entraves para o avanço como previsto pela prefeitura de São Paulo para a frota de ônibus elétricos somente com bateria, não cumprindo as metas. Isso porque, o E-Trol, pelo fato de funcionar tanto conectado à rede quanto com bateria, carrega os bancos de baterias enquanto trafega, isso somado ao fato de ser cerca de 30% mais barato na aquisição e manutenção.
Veja a entrevista explicando:
PASSAGEIRO ESTÁ MAIS EXIGENTE, QUER SE SENTIR BEM E TEM MAIS OPÇÕES PARA “FUGIR”
Atualmente, mais exigente e com opções variadas para se deslocar (desde veículos próprios que estão mais acessíveis até carros e motos por aplicativo), os passageiros não só querem o essencial, que é a eficiência na prestação de serviços e tarifas módicas. A sociedade atual é a sociedade da “experiência”. Se o transporte coletivo não se atentar a isso, pode continuar perdendo mais ainda a demanda.
Não somente o veículo, mas com certeza, o veículo faz parte disso.
Segundo a Caio, a escolha de tons, cores e materiais não teve nada de aleatório e o objetivo foi trazer ao passageiro uma sensação de transporte avançado, moderno, diferente, mas, ao mesmo tempo, de custo condizente e facilidade de limpeza, manutenção e reposição para o operador e gestor.
Há diferentes customizações, com o modelo não ficando apenas “preso” ao apresentado por Nunes ao Diário do Transporte, caso o operador e o gestor público necessitem de configurações mais específicas.
Porém, o modelo da capital paulista deve acabar sendo opção de outros sistemas pelo País afora.
Veja algumas propostas que o Diário do Transporte observou.
Olhar por fora e por dentro: A Caio propôs fazer um modelo em que do lado de fora as pessoas olhem para um modelo que passe imagem de robustez sem agressividade, com linhas que expressam modernidade e sobriedade (no estilo europeu, inclusive informado pela Caio) e que ainda faça um “convite” para entrar.
Acolhimento e equilíbrio de tons: Do lado de dentro, que é o “sentido” pelo passageiro, a necessidade é sentir-se bem: acolhido, mas num ambiente funcional, prático e leve às vistas.
O novo modelo da Caio tem a proposta de equilibrar tons de cores.
Sala de estar na cidade: A versão apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte tem piso com aspecto de madeira clássica. O objetivo é com que o passageiro tenha consciência de que está num ambiente coletivo, mas se sinta também um pouquinho numa sala de estar.
Mais que cor, verde é mensagem: Há luzes internas de led (tipo neon) coloridas. Neste caso, verdes, em referência à sustentabilidade e para trazer para dentro a pintura da lataria e também a identificação do projeto “corredor verde”.
Os bancos também possuem revestimento verde, mais claro, clássico, para compor o padrão.
Só o transporte coletivo pode ser sofisticado e barato: Vincos, símbolos e costuras também receberam desenhos e propostas novas que ampliam a mensagem de sofisticação e investimento. A ideia é que o passageiro saiba que só o transporte coletivo pode ser sofisticado e barato, por meio de investimentos, mas acima de tudo por sua natureza: todos dividem os custos e, com isso, é possível o melhor pelo menor preço para cada um. Andar num veículo de milhões de reais por R$ 5 (tarifa atual na cidade de São Paulo).
O “básico” da SPTrans: O modelo possui piso baixo para acessibilidade com rampas, poltronas demarcadas para pessoas com dificuldade de locomoção, ar-condicionado, vidros colados com tratamento contra raios UV (Ultravioleta) do sol e câmeras de monitoramento que, embora seja o pacote “básico” exigido pela gerenciadora dos transportes da capital paulista (SPTrans – São Paulo Transporte) é um padrão superior a grande parte das cidades brasileiras. Há décadas, a configuração SPTrans, cada uma no seu tempo, tem sido mais exigente com frota mais qualificada que em muitos sistemas pelo País mais “afamados”
Em nota ao Diário do Transporte, a Caio diz que uma das novidades do modelo são os retrovisores eletrônicos, que substituem os convencionais e a inspiração de design europeu.
A Caio, encarroçadora líder na fabricação de ônibus urbanos no Brasil, com 80 anos de história e inovação, anuncia o lançamento oficial do eMillennium BRT, seu mais novo modelo de ônibus articulado 100% elétrico, desenvolvido especialmente para operação em corredores de transporte urbano. O lançamento representa um importante avanço da empresa rumo à mobilidade sustentável, aliando tecnologia, conforto e segurança.
Projetado para oferecer alto desempenho e um design arrojado, o eMillennium BRT vai além do transporte convencional: foi pensado para encantar o passageiro e reconectar a população ao transporte coletivo, com mais conforto, tecnologia e valor percebido. Sua concepção técnica permite futuras adaptações a diferentes plataformas motrizes, conforme a estratégia e as necessidades de cada cliente. O modelo está em total conformidade com as normas técnicas e regulatórias do setor, reforçando o compromisso da Caio com segurança, responsabilidade e excelência em mobilidade urbana.
“Este lançamento representa não apenas um avanço técnico, mas um convite ao usuário: mostrar que o transporte público pode e deve ser sinônimo de qualidade e sofisticação”, afirma Paulo Ruas, CEO da Caio.
Design premium com inspiração europeia
O eMillennium BRT se destaca por seu design sofisticado e contemporâneo, inspirado nos sistemas de transporte coletivo europeus. Com linhas aerodinâmicas e fluídas, o modelo foi concebido para oferecer uma experiência visual mais limpa e tecnológica, remetendo aos padrões de qualidade e conforto de metrôs e ônibus executivos de grandes cidades do Velho Continente. O revestimento externo com chapeamento raiado, aliado a elementos como iluminação decorativa, vinil texturizado e revestimentos modulares internos, confere ao modelo sofisticação e praticidade, tanto para operação quanto para manutenção.
Alta tecnologia embarcada e inovação em cada detalhe
Entre os principais diferenciais do novo modelo, destacam-se os espelhos retrovisores eletrônicos, que substituem os convencionais por câmeras e monitores internos, proporcionando visibilidade total em qualquer condição climática e contribuindo significativamente para a segurança da operação.
O moderno sistema de iluminação em LED com DRLs oferece uma assinatura visual marcante, além de incluir um elemento luminoso na grade frontal que exibe sinalização animada sempre que as portas são acionadas, reforçando a segurança em paradas e embarques.
A cabine do motorista foi totalmente redesenhada, com cores escuras que reduzem reflexos, isolamento acústico aprimorado e ergonomia otimizada, promovendo mais conforto e uma sensação de segurança ampliada para o condutor. As portas são do tipo fole, alinhadas com a lateral externa da carroceria, o que minimiza interferências aerodinâmicas e melhora a eficiência do ar-condicionado.
Na traseira, as lanternas com luz homogênea e identidade visual renovada reforçam a modernidade do modelo. Internamente, o eMillennium BRT impressiona ao integrar materiais sustentáveis, como os revestimentos das poltronas com tecidos recicláveis e resistentes à água. Já os painéis laterais internos utilizam compósitos de plásticos e acabamentos vinílicos desenvolvidos para aliar leveza, estética e durabilidade.
Complementando o pacote tecnológico, o modelo incorpora câmeras internas e externas para monitoramento completo, com possibilidade de integração a sistemas de vigilância urbana.
De acordo com especialistas, implantação inicial em sistemas troncais permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
(ABAIXO DO TEXTO, ASSISTA O BOLETIM EM VÍDEO DE EXEMPLO DE VEÍCULO E PROJETO DE CORREDOR VERDE, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER)
Sistemas troncais com ônibus menos poluentes, como elétricos, podem ser o primeiro passo para que as cidades possam reduzir os níveis de emissões de uma maneira mais factível em vez de apenas estipular quantidade de veículos a serem trocados.
Isso permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município.
Atualmente, a eletrificação das frotas de ônibus urbanos e metropolitanos enfrenta quatro grandes entraves:
Falta de recursos para financiamento de veículos que ainda são bem mais caros que os modelos a óleo diesel;
Autonomia limitada das baterias;
Infraestrutura de recarga e rede de distribuição na tensão energética adequada para frotas maiores;
Necessidade de mais opções de ônibus alimentadores, de pequeno e médio portes como micros e mídis, no mercado brasileiro.
A estruturação de corredores verdes não somente criaria eixos que permitem com que de fato o transporte coletivo fosse priorizado no espaço urbano, como seria condizente ao tempo necessário (sem postergações ou empurrar a questão para debaixo do tapete) para que esses quatro grandes entraves fossem resolvidos ou amenizados.
A medida seria, inclusive, mais eficaz num primeiro momento que meramente estipular quantidade de ônibus que poluem menos em circulação.
Isso porque os corredores seriam responsáveis pelo transporte onde estão mais concentrados os índices de emissões. Por serem sistemas de maior demanda de passageiros, tendem a servir locais onde já existem, habitualmente, melhor infraestrutura de energia, como os centros principais ou as centralidades regionais.
Estes eixos necessitam de ônibus maiores, que são mais disponíveis no mercado de elétricos, e de uma frota menor, porém com grande impacto ambiental.
Por serem sistemas “fechados”, com menor tendência de interferências externas e de trânsito, como ocorre com as ruas de bairro, os corredores também podem receber ônibus de tecnologias menos flexíveis, como trólebus ou “e-Troll”, que é o modelo que anda em parte do itinerário conectado a fiação aérea e em parte desconectado, só com baterias. Esses veículos são mais baratos que os ônibus puramente a bateria e exigem menores (ou nenhuma) infraestruturas ou adaptações de tensão para recargas.
A cidade de São Paulo, que possui o maior sistema de ônibus da América Latina, com mais de 12 mil coletivos, está a frente dos debates, tanto sendo exemplo de erros como de acertos.
Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus da cidade de São Paulo não podem mais comprar modelos a diesel e, no plano de metas para o período de 2021 a 2024, a prefeitura estipulou que até dezembro do último ano deste plano (2024), haveria 2,6 mil ônibus elétricos rodando na cidade.
Ocorre que, justamente pelas dificuldades para adaptar a infraestrutura da rede de distribuição na tensão correta (a gestão do prefeito Ricardo Nunes e a distribuidora Enel trocam acusações mútuas) e pela falta de disponibilidade em escala de ônibus menores elétricos, não somente a meta não foi atingida (em vez de 2,6 mil elétricos em dezembro de 2024, havia 846 em julho de 2025, contando 201 trólebus e 535 a bateria), como pior: a frota atual de ônibus em circulação envelhece porque nem todos coletivos atuais a diesel mais antigos podem ser substituídos. Isso fez com que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal de linhas permitisse com que a idade máxima da frota fosse ampliada de 10 anos para 13 anos.
Ao mesmo tempo, São Paulo não deixa de ser ainda a cidade brasileira com um plano de verdade de redução de poluição pelos ônibus e com metas (corretas ou não) definidas.
E há projetos que têm recebido elogios por parte de especialistas. Um dos que mais têm criado expectativas positivas é justamente a implantação de “corredores verdes”, aproveitando, inclusive, estruturas já existentes e que atualmente são corredores de fumaça.
O Diário do Transporte tem acompanhado os principais passos para os corredores verdes em São Paulo.
Na última semana, noticiou em primeira mão, com a palavra exclusiva do próprio prefeito Nunes, da “materialização” de um corredor verde: a definição do primeiro corredor que se tornará verde e a apresentação do novo modelo de ônibus, mais tecnológico, que deve servi-lo.
O corredor da Avenida Nove de Julho, que faz a ligação entre a região central da capital paulista e a zona Sul, até o terminal Santo Amaro, será o primeiro a receber o projeto “corredores verdes” da cidade.
A revelação foi feita pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte, quando mostrou com exclusividade ao site, o novo modelo de ônibus elétrico fabricado pela encarroçadora Caio que vai integrar a frota municipal
O projeto de corredores verdes incorpora ônibus livres de emissões, mas não apenas isso: toda a infraestrutura também terá tecnologias que podem reduzir os impactos da operação dos transportes coletivos no meio ambiente, como pontos e estações com energia solar, sistema de drenagem da água da chuva com aproveitamento para irrigação das áreas de jardinagem com vegetação urbana, que devem ser ampliadas ao longo do corredor
Especialistas como o engenheiro Olímpio Álvares aprovaram a iniciativa.
Membro do comitê que fiscaliza a substituição da frota de ônibus da cidade, o COMFROTA, representando a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), em artigo ao Diário do Transporte, Olímpio Álvares, disse que o projeto “corredores verdes” deveria ser replicado para outras cidades do país por ser de relativo baixo custo e fácil implantação.
Quanto ao ônibus revelado por Nunes ao Diário do Transporte trata-se da nova geração de superarticulados elétricos da Caio, denominada eMillennium BRT.
Com 23 metros de comprimento para quase 200 pessoas, o gigante possui espelhos retrovisores inteligentes que eliminam pontos cegos, sistema de melhor aproveitamento de energia das baterias e iluminação interna que se autorregula de acordo com a claridade do local por onde passa.
Serão 60 unidades iniciais a partir de outubro já.
O primeiro, revelado por Nunes ao Diário do Transporte e pertencente a Viação Campo Belo, tem chassis BYD, mas o modelo pode receber outras marcas.
Veja o vídeo do boletim:
Modelo de ônibus elétrico inédito no Brasil que vai atender ao primeiro corredor verdade da cidade de São Paulo
VÍDEO: Eixo da 9 de Julho será primeiro do projeto “Corredores Verdes” de São Paulo já com novo modelo de superarticulado elétrico _ Veja imagens exclusivas do ônibus inédito no Brasil
Veículo foi revelado em primeira mão pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte. Especialistas destacam como positiva a iniciativa deste tipo de corredores, mas fim do trólebus recebe críticas. Desde quando foi criado, ainda nos anos 1980, corredor 9 de Julho já foi pensado para ser “rota verde”
ADAMO BAZANI
O eixo da ligação entre o centro da capital paulista e a Zona Sul pelo corredor da Nove de Julho, que se estende até a região do terminal Santo Amaro, será o primeiro do projeto Corredores Verdes de transporte coletivo na cidade de São Paulo. E a proposta vai receber o primeiro ônibus superarticulado da nova geração da fabricante Caio eMillennium BRT, revelada nesta sexta-feira, 25 de julho de 2025, em primeira mão, com exclusividade, pelo prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte.
Relembre:
EXCLUSIVO – Lançamento Caio e-Millennium BRT superarticulado – MAIS FOTOS e NOVO VÍDEO: Nunes para o Diário do Transporte: “Lote de 60 unidades em outubro em São Paulo”
A informação de que o ônibus, considerado inovador entre os modelos no mercado com tração 100% elétrica, também é do prefeito Ricardo Nunes. A reportagem havia mostrado, já, detalhes deste novo ônibus com carroceria Caio, fabricada em Botucatu. O veículo, segundo a produtora de carrocerias, é configurado para dimensões entre 21 metros e 23 metros, e possui novidades em relação aos “superarticulados” das gerações anteriores de modelos.
Inspirado no design europeu, o veículo, segundo o CEO da Caio, Paulo Ruas, tem novo sistema de retrovisores eletrônicos inteligentes que regulam de acordo com a estatura do motorista e possui um sistema para eliminação de pontos cegos. Também há tecnologia de monitoramento da interface entre chassis e carrocerias neste modelo. A iluminação interna foi ampliada, porém as áreas onde ficam o motorista, em especial no painel, tiveram detalhes escurecidos para evitar reflexo à noite e ajudar na visibilidade.
Toda essa inovação tecnológica, segundo o prefeito Ricardo Nunes, faz parte da concepção dos corredores verdes, que começam, com este veículo, a serem implantados gradativamente, já a partir de outubro, segundo revelou o executivo municipal ao Diário do Transporte. O projeto de corredor verde trata-se de definir eixos estruturantes de transportes na cidade, que terão não apenas ônibus menos poluentes, mas também toda a infraestrutura como paradas, estações com abastecimento de energia solar e sistema de escoamento de água com aproveitamento de irrigação, além de ampliação de áreas com vegetação urbana típica de cada região atendida.
A proposta, que já é prática em diversos países, tem recebido menções positivas por parte de especialistas. O engenheiro Olimpio Alvares, em artigo recente no Diário do Transporte, destacou que a implementação dos Corredores Verdes será uma das medidas mais eficazes para a descarbonização do transporte de passageiros e a redução drástica das emissões de poluentes tóxicos, combatendo o aquecimento global e mitigando a grave ameaça à saúde pública causada pela poluição do ar. “Além de modernizar a infraestrutura e diversificar a matriz energética do transporte coletivo com biometano, ônibus elétricos e trólebus (incluindo a tecnologia In Motion Charging)”, diz Alvares, especializado em Transporte Sustentável e Emissões Veiculares (com experiência no Japão e Suécia), e representante da ANTP como membro titular do COMFROTA. Relembre:
Corredores Verdes: Gol de Placa da Cidade de São Paulo
Entretanto, apesar de ser considerado inovador pelo fato de não ainda ter sido implantado na cidade de São Paulo, o projeto Corredor Verde não é tão novidade em relação à ideia para a capital paulista. O próprio eixo da Nove de Julho até a Santo Amaro, quando foi concebido e implantado ainda nos anos da década mil novecentos e oitenta, sendo o primeiro eixo desse tipo de corredor de maior capacidade da cidade de São Paulo, já foi planejado para ser um corredor ambientalmente correto, inclusive com uma rede de trólebus que foi desativada no início dos anos 2000. O corredor da Nove de Julho, Santo Amaro, que já chegou a ser considerado uma espécie de eixo verde, virou na época um corredor de fumaça, o que recebeu críticas.
O Diário do Transporte relembra a história, inclusive com vídeos neste link:
HISTÓRIA: O corredor Santo Amaro – Nove de Julho – Centro e a falta de investimento em transportes limpos
Trólebus com os dias contados?
E por falar em trólebus, se o ônibus elétrico, novo modelo, com o corredor verde recebeu de especialistas avaliações positivas, uma outra fala do prefeito Ricardo Nunes tem recebido críticas. Ao repórter Adamo Bazani, respondendo sobre as dificuldades de eletrificação da frota por falta de infraestrutura da rede de distribuição, no último dia 23 de julho, durante a entrega de 120 ônibus elétricos com bateria, Nunes disse que, com a implantação do VLT, Veículo Leve Sobre Trilhos, prevista para acontecer a partir de 2029 e 2030 pelo centro da cidade de São Paulo, a rede de trólebus será desativada. Relembre:
Trólebus vai acabar em São Paulo com a implantação do VLT (Bonde de São Paulo), diz Nunes em resposta ao Diário do Transporte e Enel promete energia para mais 2 mil ônibus – OUÇA
Especialistas de organizações não governamentais como Respira São Paulo criticaram, dizendo que é justamente em corredores que os trólebus, uma tecnologia considerada mais barata e já conhecida, poderiam ser aproveitados e que no mundo, o que os países desenvolvidos mostram é que tanto VLT como trólebus podem conviver, inclusive nas mesmas áreas e com intersecções da rede de fiação, sem que um atrapalhe o outro.
Pelo contrário. Seria o melhor aproveitamento da rede energética que conseguiria, com uma única estrutura, atender em determinadas regiões dois tipos de transportes diferentes. Isso porque, no caso da cidade de São Paulo, o VLT ainda se concentraria, de acordo com o projeto da prefeitura, somente no centro, mas o trólebus hoje tem uma abrangência até parte da Zona Oeste e principalmente na Zona Leste, onde opera a concessão do consórcio Transvida, integrado pelo Ambiental Transportes, responsável pela operação dos trólebus na cidade.
Voltando ao novo modelo de ônibus elétrico apresentado pelo prefeito: serão inicialmente 60 unidades, sendo que a primeira, apresentada ao Diário do Transporte, é da Viação Campo Belo com o chassi D11 BYD, mas outras empresas com diferentes marcas de chassi, também já encomendaram o modelo.
VÍDEO: Corredores verdes com ônibus elétricos deveriam ser primeiro passo para redução de poluição antes mesmo de estipular quantidade de frota
De acordo com especialistas, implantação inicial em sistemas troncais permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
(ABAIXO DO TEXTO, ASSISTA O BOLETIM EM VÍDEO DE EXEMPLO DE VEÍCULO E PROJETO DE CORREDOR VERDE, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER)
Sistemas troncais com ônibus menos poluentes, como elétricos, podem ser o primeiro passo para que as cidades possam reduzir os níveis de emissões de uma maneira mais factível em vez de apenas estipular quantidade de veículos a serem trocados.
Isso permitiria que houvesse tempo para criação da infraestrutura necessária para expansão de coletivos menos poluentes por mais regiões de um município.
Atualmente, a eletrificação das frotas de ônibus urbanos e metropolitanos enfrenta quatro grandes entraves:
Falta de recursos para financiamento de veículos que ainda são bem mais caros que os modelos a óleo diesel;
Autonomia limitada das baterias;
Infraestrutura de recarga e rede de distribuição na tensão energética adequada para frotas maiores;
Necessidade de mais opções de ônibus alimentadores, de pequeno e médio portes como micros e mídis, no mercado brasileiro.
A estruturação de corredores verdes não somente criaria eixos que permitem com que de fato o transporte coletivo fosse priorizado no espaço urbano, como seria condizente ao tempo necessário (sem postergações ou empurrar a questão para debaixo do tapete) para que esses quatro grandes entraves fossem resolvidos ou amenizados.
A medida seria, inclusive, mais eficaz num primeiro momento que meramente estipular quantidade de ônibus que poluem menos em circulação.
Isso porque os corredores seriam responsáveis pelo transporte onde estão mais concentrados os índices de emissões. Por serem sistemas de maior demanda de passageiros, tendem a servir locais onde já existem, habitualmente, melhor infraestrutura de energia, como os centros principais ou as centralidades regionais.
Estes eixos necessitam de ônibus maiores, que são mais disponíveis no mercado de elétricos, e de uma frota menor, porém com grande impacto ambiental.
Por serem sistemas “fechados”, com menor tendência de interferências externas e de trânsito, como ocorre com as ruas de bairro, os corredores também podem receber ônibus de tecnologias menos flexíveis, como trólebus ou “e-Troll”, que é o modelo que anda em parte do itinerário conectado a fiação aérea e em parte desconectado, só com baterias. Esses veículos são mais baratos que os ônibus puramente a bateria e exigem menores (ou nenhuma) infraestruturas ou adaptações de tensão para recargas.
A cidade de São Paulo, que possui o maior sistema de ônibus da América Latina, com mais de 12 mil coletivos, está a frente dos debates, tanto sendo exemplo de erros como de acertos.
Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus da cidade de São Paulo não podem mais comprar modelos a diesel e, no plano de metas para o período de 2021 a 2024, a prefeitura estipulou que até dezembro do último ano deste plano (2024), haveria 2,6 mil ônibus elétricos rodando na cidade.
Ocorre que, justamente pelas dificuldades para adaptar a infraestrutura da rede de distribuição na tensão correta (a gestão do prefeito Ricardo Nunes e a distribuidora Enel trocam acusações mútuas) e pela falta de disponibilidade em escala de ônibus menores elétricos, não somente a meta não foi atingida (em vez de 2,6 mil elétricos em dezembro de 2024, havia 846 em julho de 2025, contando 201 trólebus e 535 a bateria), como pior: a frota atual de ônibus em circulação envelhece porque nem todos coletivos atuais a diesel mais antigos podem ser substituídos. Isso fez com que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal de linhas permitisse com que a idade máxima da frota fosse ampliada de 10 anos para 13 anos.
Ao mesmo tempo, São Paulo não deixa de ser ainda a cidade brasileira com um plano de verdade de redução de poluição pelos ônibus e com metas (corretas ou não) definidas.
E há projetos que têm recebido elogios por parte de especialistas. Um dos que mais têm criado expectativas positivas é justamente a implantação de “corredores verdes”, aproveitando, inclusive, estruturas já existentes e que atualmente são corredores de fumaça.
O Diário do Transporte tem acompanhado os principais passos para os corredores verdes em São Paulo.
Na última semana, noticiou em primeira mão, com a palavra exclusiva do próprio prefeito Nunes, da “materialização” de um corredor verde: a definição do primeiro corredor que se tornará verde e a apresentação do novo modelo de ônibus, mais tecnológico, que deve servi-lo.
O corredor da Avenida Nove de Julho, que faz a ligação entre a região central da capital paulista e a zona Sul, até o terminal Santo Amaro, será o primeiro a receber o projeto “corredores verdes” da cidade.
A revelação foi feita pelo próprio prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte, quando mostrou com exclusividade ao site, o novo modelo de ônibus elétrico fabricado pela encarroçadora Caio que vai integrar a frota municipal
O projeto de corredores verdes incorpora ônibus livres de emissões, mas não apenas isso: toda a infraestrutura também terá tecnologias que podem reduzir os impactos da operação dos transportes coletivos no meio ambiente, como pontos e estações com energia solar, sistema de drenagem da água da chuva com aproveitamento para irrigação das áreas de jardinagem com vegetação urbana, que devem ser ampliadas ao longo do corredor
Especialistas como o engenheiro Olímpio Álvares aprovaram a iniciativa.
Membro do comitê que fiscaliza a substituição da frota de ônibus da cidade, o COMFROTA, representando a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), em artigo ao Diário do Transporte, Olímpio Álvares, disse que o projeto “corredores verdes” deveria ser replicado para outras cidades do país por ser de relativo baixo custo e fácil implantação.
Quanto ao ônibus revelado por Nunes ao Diário do Transporte trata-se da nova geração de superarticulados elétricos da Caio, denominada eMillennium BRT.
Com 23 metros de comprimento para quase 200 pessoas, o gigante possui espelhos retrovisores inteligentes que eliminam pontos cegos, sistema de melhor aproveitamento de energia das baterias e iluminação interna que se autorregula de acordo com a claridade do local por onde passa.
Serão 60 unidades iniciais a partir de outubro já.
O primeiro, revelado por Nunes ao Diário do Transporte e pertencente a Viação Campo Belo, tem chassis BYD, mas o modelo pode receber outras marcas.
Veja o vídeo do boletim:
Modelo de ônibus elétrico inédito no Brasil que vai atender ao primeiro corredor verdade da cidade de São Paulo
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Um grupo de 48 paraguaios, estudantes e funcionários do CETEC Fernando De La Mora, realizou um tour privado no Allianz Parque, arena do Palmeiras, nesta segunda-feira (6). A visita acabou gerando um mal-estar até em Gustavo Gómez.
O motivo da repercussão se deve ao fato de que muitos dos presentes nesse tour acabaram usando camisas da seleção paraguaia ao avesso.
Segundo a rádio paraguaia Ñandutí, integrantes do grupo alegaram descontentamento com a situação. O episódio ganhou força nas redes sociais. Muitos paraguaios passaram a marcar Gustavo Gómez e Ramón Sosa, em uma espécie de cobrança, em publicações.
A ESPN entrou em contato com a Real Arenas para entender a situação. A administradora do Allianz Parque afirma que o grupo de paraguaios foi informado com antecedência sobre a regra que não permite outras camisas de times no tour.
“Em prol da segurança das áreas do Allianz Parque, não será permitida a entrada de clientes portando camisas e/ou objetos com alusão a times nacionais, sul-americanos, internacionais e torcidas organizadas”, diz o site do tour da arena palmeirense.
Além da informação prévia, a Real Arenas diz que ofereceu camisas do Allianz Parque para aqueles que estavam usando o uniforme da seleção paraguaia – prática comum na organização do passeio do estádio do Verdão.
Os participantes, porém, negaram as camisas alternativas, optando em fazer o tour com o uniforme paraguaio ao avesso. O relato é de que o passeio prosseguiu dentro da normalidade
A reportagem apurou que Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras, procurou a comunicação do clube após ficar a par do assunto para entender o que havia ocorrido. A situação foi devidamente esclarecida entre as partes.
A ESPN também entrou em contato com o CETEC Fernando De La Mora, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta matéria.
“Olá, Gustavo e Ramón, somos alunos do CETEC Fernando de la Mora e viemos visitar a casa de vocês”, diz uma participante do tour em vídeo postado pela instituição.
Nova ligação entre o Aeroporto de Congonhas e a rede sobre trilhos deve iniciar operação assistida até março de 2026; sistema vai atender mais de 93 mil passageiros por dia
YURI SENA
O governador Tarcísio de Freitas realizou, nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, uma visita técnica às obras da Linha 17-Ouro, que atingiram mais de 90% de conclusão. Retomado no início da atual gestão, o projeto vai conectar o Aeroporto de Congonhas à rede metropolitana de transporte sobre trilhos, com previsão de início da operação assistida até março de 2026 e operação comercial no segundo semestre do mesmo ano.
“As obras estão andando super bem, dentro do planejado. Em março próximo, vamos iniciar a operação assistida já com passageiros. Essa linha vai melhorar o dia a dia dos moradores da zona sul e de quem chega ou parte de Congonhas. É mais mobilidade, conforto e qualidade de vida”, afirmou o governador.
Durante a vistoria, Tarcísio visitou a estação Vereador José Diniz, que está 97% concluída e passa por fase de acabamento e testes de sistemas. O local já recebeu a instalação de escadas rolantes, elevadores, bloqueios e portas de plataforma, além de paisagismo na área externa.
Nas redes sociais, o prefeito Ricardo Nunes publicou um vídeo registrando a primeira viagem a bordo de um trem da Linha 17-Ouro, acompanhado do governador Tarcísio de Freitas e do presidente mundial da BYD, empresa responsável pela fabricação dos veículos. Durante o percurso, Nunes destacou o avanço do projeto e reforçou o cronograma de entrega: a operação assistida está prevista para março de 2026, com a conclusão total da linha em julho do mesmo ano.
O trajeto entre as estações foi realizado em um dos cinco trens fabricados pela BYD, na China, que chegaram ao estado para compor a nova frota. O veículo percorreu o trecho utilizando baterias com autonomia de até 8 km, uma das inovações tecnológicas do projeto. Ao todo, 14 trens serão utilizados na operação da linha — seis já estão no Brasil, incluindo um recentemente desembarcado no Porto de Santos.
O roteiro incluiu também a estação Washington Luís, com 85% das obras civis finalizadas. A unidade já conta com portas de plataforma, elevadores e escadas rolantes instalados, além de receber os últimos trabalhos de montagem de sistemas e comunicação visual.
Com 96% do total de obras concluídas, a Linha 17-Ouro segue em fase final de acabamentos e integração de sistemas. A nova ligação terá 8 estações e 6,7 km de extensão operacional, conectando o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda.
Quando em funcionamento, o monotrilho deverá beneficiar cerca de 93 mil passageiros por dia, reduzindo o tempo de deslocamento e fortalecendo a integração entre os diferentes modais de transporte da capital paulista.
Botoeiras inteligentes também geraram conquista na premiação promovida pelo Ministério dos Transportes
ARTHUR FERRARI
Curitiba (PR) recebeu reconhecimento nacional por suas políticas de segurança viária e de educação no trânsito. Na sexta-feira (3), a capital paranaense foi premiada em duas categorias do Prêmio Senatran, promovido pelo Ministério dos Transportes e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A premiação valoriza iniciativas e tecnologias voltadas à redução de acidentes e à adesão ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS).
As ações premiadas foram a campanha Ponto Cego, voltada à conscientização sobre os riscos ao redor dos ônibus, e o projeto das botoeiras inteligentes, que garante maior segurança e acessibilidade a pedestres, especialmente idosos e pessoas com deficiência.
O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Rafael Vianna, ressaltou que o resultado reforça a importância do trabalho educativo e preventivo realizado na cidade. “Já estamos inscritos em outros concursos para que os nossos programas sejam reconhecidos e para que também sirvam de exemplo para ajudar na preservação da integridade física das pessoas”, afirmou Vianna.
Para o superintendente de Trânsito, Bruno Pessuti, a conquista demonstra o impacto positivo das políticas municipais. “Nós precisamos fazer a diferença, para mostrar que todas as vidas importam”, declarou.
Lançada durante o Maio Amarelo, a campanha Ponto Cego utilizou adesivos em ônibus do transporte coletivo para indicar áreas de baixa visibilidade ao redor dos veículos. A ação também contou com uma blitz educativa inédita no país, em que cidadãos puderam se sentar na cadeira de um motorista de biarticulado para visualizar, na prática, os pontos cegos.
Já o projeto das botoeiras inteligentes, implantado em 2015, conecta o cartão transporte da Urbs aos semáforos, ampliando o tempo de travessia e emitindo sinais sonoros e visuais para quem necessita de mais tempo ao cruzar a via. Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito do Paraná (BPTran), houve queda de 84% nos atropelamentos entre 2015 e 2025 nos locais onde o sistema foi instalado. Hoje, Curitiba conta com 198 botoeiras em 51 cruzamentos.
A diretora da Escola Pública ABC Trânsito, Melissa Puertas Sampaio, idealizadora do projeto e integrante da Câmara Temática de Educação do CONTRAN, destacou que o Prêmio Senatran é o reconhecimento mais importante do país para campanhas educativas.
O presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, enfatizou o papel da empresa na promoção de um transporte seguro e acessível. “Pensar e implementar soluções que trazem mais segurança aos passageiros, pedestres e profissionais do sistema de transporte coletivo de Curitiba faz parte do papel da Urbs como empresa gestora deste serviço público essencial, que favorece o ir e vir das pessoas no dia a dia da nossa cidade. As premiações nos orgulham, felicitam nossas equipes e fazem aumentar nosso comprometimento com a população”, afirmou.
Reajuste autorizado pela Ager-MT é o primeiro em quatro anos e leva em conta o aumento dos custos de operação do transporte intermunicipal
YURI SENA
A partir deste domingo, 12 de outubro de 2025, o valor da passagem dos ônibus que fazem o trajeto entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger será reajustado para R$ 8,00.
O novo preço começa a valer à meia-noite e foi autorizado pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) após sessão realizada no dia 6 de outubro.
Esse é o primeiro aumento tarifário em quatro anos. De acordo com a agência, o reajuste foi necessário para compensar a elevação dos custos de operação, como combustível, manutenção da frota e despesas com pessoal, garantindo a continuidade de um transporte considerado seguro e eficiente.
A linha é utilizada diariamente por cerca de 1.500 passageiros. Os ônibus climatizados iniciam as viagens às 4h40, com saída de Santo Antônio de Leverger, e operam até as 22h30, último horário partindo de Cuiabá.
Os usuários podem consultar os horários em tempo real nos aplicativos “Meu Ônibus MTU” e “Cittamobi”, além de realizar recargas dos cartões de transporte nos apps “Recarga Fácil MTU” e “Recarga Pay”.
A gratuidade continua válida para idosos, aposentados e pensionistas. Em nota, o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT) informou que o reajuste visa manter o equilíbrio econômico do sistema e preservar a qualidade do serviço prestado à população.
Acidente ocorreu em frente ao Floripa Shopping; vítima de 26 anos ficou presa sob o veículo e não conseguiu ser resgatada
YURI SENA
Um acidente na manhã desta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, resultou na morte de um motociclista na SC-401, em Florianópolis (SC). A colisão envolveu um ônibus de transporte coletivo e ocorreu em frente ao Floripa Shopping, no sentido bairro-centro. Logo após o impacto, o veículo foi tomado pelas chamas, como mostram vídeos registrados por testemunhas.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o fogo se espalhou rapidamente pelo ônibus logo após a batida. O motociclista, identificado como Flávio Augusto Schuller Azambuja, de 26 anos, natural do Rio Grande do Sul, ficou preso sob o coletivo e não conseguiu ser retirado a tempo, apesar das tentativas de pessoas que estavam no local.
Flávio havia parado na terceira faixa da rodovia, próximo a uma parada de ônibus, devido a um problema mecânico na motocicleta. Ele chegou a acionar o irmão para ajudá-lo, mas o acidente aconteceu antes que pudesse ser socorrido.
Equipes dos quartéis da Trindade e do Centro, além de ambulâncias de Canasvieiras e do Centro, foram mobilizadas para o atendimento. O incêndio foi controlado após intensa ação dos bombeiros, mas a vítima já estava sem vida. O corpo foi removido após a extinção das chamas.
A SC-401 precisou ser completamente bloqueada no trecho em frente ao shopping, o que causou grande congestionamento durante a manhã.
As causas do acidente ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.
John foi convocado para a seleção brasileira após o corte de Ederson. E a primeira chance com a amarelinha causou um susto no goleiro do Nottingham Forest.
Em entrevista exclusiva à ESPN, John trouxe detalhes de como foi o ‘chamado’ do Brasil. De imediato, o ex-Botafogo admitiu desconfiança e chegou a cogitar um ‘trote’. Tudo por conta de um número desconhecido.
Na ocasião, segundo John, o aviso veio por parte de Sérgio Dimas, supervisor da seleção brasileira, mas com uma mensagem enviada de um número que não estava salvo na sua agenda.
“Para mim foi uma sensação única e maravilhosa. Estava indo para o jogo e recebi a notícia no ônibus. Tomei um susto, achei que era um trote, não tinha o número do (Sérgio) Dimas, já tinha trabalhado com ele no Santos e foi ele que mandou a mensagem. Já pediram meu passaporte e eu falei: ‘caramba, será que é um golpe?'”.
“Sei lá, do jeito que o mundo está hoje… mas aí ele falou que era para convocação e fiquei muito feliz ali na hora. Comemorei junto com o Igor (Jesus), enquanto a gente estava indo para o jogo contra o Newcastle. Foi muito bacana”, conta John.
A emoção, é claro, toma conta do ‘novato’ na seleção brasileira. O sonho vem desde que estava brilhando com a camisa do Botafogo.
“A ficha ainda não caiu. Cheguei aqui ontem. Desde quando fui convocado, passa um monte de filme do que já passei e tudo que já aconteceu na minha carreira, de altos e baixos, das vezes que eu imaginei que iria chegar o momento de eu ser convocado quando eu ainda estava no Botafogo, em várias convocações de pré-lista. E ainda não caiu a ficha. To muito feliz, muito contente de estar aqui. Só tenho a agradecer muito a Deus”, finalizou.
O Brasil vai encarar a Coreia do Sul e o Japão, nos dias 10 e 14 de outubro, em amistosos internacionais que fazem parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026.
Próximos jogos da seleção brasileira:
Coreia do Sul (F) – 10/10, 8h (de Brasília) – Amistoso