Públicos de diversos países receberam bem as linhas dos modelos da Geração 8 e destacaram ser um dos ônibus mais bonitos do Planeta
ADAMO BAZANI
A linha da Geração 8, da brasileira Marcopolo, pode ser considerada uma das mais bonitas para ônibus rodoviários do Planeta e integrou um dos principais painéis mundiais sobre tendências de design para veículos deste tipo.
Não é exagero.
A Marcopolo participou da Busworld 2025, em Bruxelas, na Bélgica, não apenas expondo os veículos, como já havia mostrado do Diário do Transporte – Relembre:
A fabricante nacional integrou o Congresso 2025 da feira mais importante do setor de transportes por ônibus do mundo.
O diretor de Engenharia, Luciano Resner, expôs o case da geração 8 (G8) no painel “Trends in exterior and interior coach design and infotainment” – “Tendências do design e entretenimento exterior e interior em ônibus rodoviários).
A Busworld é o evento mais relevante de ônibus em todo o Planeta. O Diário do Transporte foi um dos poucos veículos de comunicação profissional do Brasil a cobrir presencialmente, indo à feira a convite da Mercedes-Benz. Pelos corredores da Busworld foi possível ver pessoas de todas as regiões do Planeta. O que vai ser o futuro dos transportes globalmente passa pela Busworld.
Na ocasião, sobre a Marcopolo, o Diário do Transporte conversou com os executivos da marca, Ricardo Portolan e João Paulo Ledur, que detalharam os planos da empresa para a Europa. Segundo eles, já houve contatos e negociações com empresários e operadores europeus para as primeiras vendas, que devem se concretizar em breve.
As entregas iniciais estão previstas para ocorrer a partir do último trimestre de 2026, após a finalização de todas as homologações. França, Itália, Espanha e Portugal devem ser os primeiros mercados.
Já sobre o painel, a Marcopolo diz que Luciano Resner apresentou o processo de desenvolvimento do design exterior e interior dos ônibus da marca, reconhecido internacionalmente pelo superior conforto, segurança e tecnologia.
Luciano enfatizou o desenvolvimento da aerodinâmica, feito em túnel de vento para se alcançar um dos mais baixos coeficientes de penetração para um veículo de mais de 3.000mm de altura e área frontal de cerca de 10 m2.
“No processo de desenvolvimento do design dos ônibus Marcopolo focamos em cinco pilares: Sofisticação, Tecnologia, Segurança, Conforto e Experiência. E, por intermédio do equilíbrio entre esses pontos vitais para a concepção do veículo, alcançamos o modelo ideal”, destaca Luciano Resner.
Assim, a Marcopolo definiu as linhas da Geração 8, com desenho limpo e linhas fluidas e aerodinâmicas. O resultado é um veículo com melhor eficiência energética, menor consumo de combustível e pneus, maior espaço interno e para bagagens, e conforto e segurança para os ocupantes.
A Geração 8 de ônibus rodoviários Marcopolo foi lançada em meio a pandemia de covid 19, em 20 de julho de 2021, e já conta com mais de 5 mil unidades produzidas, das quais cerca de 1.600 exportadas para mais de 20 países.
Sobre o fato de ter alcançado 5 mil unidades, o Diário do Transporte trouxe a informação em primeira mão na Busworld 2025.
Relembre:
Busworld 2023:
A Marcopolo já havia participado de uma Busworld com o G8. Foi na edição anterior, a de 2023.
Segundo o diretor de Engenharia, Luciano Resner, o conforto interno dos modelos da Geração 8 se destaca pela ergonomia, poltronas que envolvem o passageiro, espaço para circulação, capacidade dos porta-pacotes e acessibilidade. “Na edição da Busworld de 2023, todos os visitantes e participantes que estiveram no nosso estande se surpreenderam com o conforto, segurança e tecnologia do modelo Paradiso 1800 DD que apresentamos”,comenta Luciano.
Aspectos como mais conforto para curtas, médias e grandes viagens, ergonomia com poltronas que se ajustam ao corpo, materiais exclusivos para mais sofisticação e opções integradas ao assento foram estudados e trabalhados para alcançar os melhores resultados aos passageiros. – complementou
iF Design Award
O design da Geração 8 Marcopolo, em 2022, recebeu o prêmio iF AWARD 2022, um dos mais importantes de design de todo o mundo. Um júri independente de especialistas internacionais em design elegeu os projetos premiados com base em cinco critérios (Ideia, Forma, Função, Diferenciação, Impacto).
“Essa conquista demonstra a vanguarda internacional do ônibus Marcopolo, combinando estilo à funcionalidade do veículo para a concepção de um produto inédito e exclusivo que consolida a identidade e valores da marca”, enfatiza o Luciano Resner.
O LANÇAMENTO DO G 8:
Apresentado oficialmente em 20 de julho de 2021, com a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, a adquirir a primeira unidade comercial, a Geração 8 da Marcopolo prometeu diversas inovações: Faróis com maior alcance, carroceria mais leve e com nova aerodinâmica, novo tipo de reclinação de poltronas pneumática, acabamento que evita trepidações, dutos de ar-condicionado que não ocupam porta-pacotes, quatro centrais elétricas, plásticos com deformidade programada em vez de fibra de vidro estão entre as novidades que, segundo empresa, provavam que nova geração vai além de mudanças estéticas.
Relembre:
ENTREVISTA e mais de 20 fotos: Marcopolo lança Geração 8 com célula de sobrevivência ao motorista, espaço interno ampliado para passageiros e aerodinâmica que reduz consumo de diesel
O MILÉSIMO G 8:
Pouco menos de oito meses após o lançamento, a Geração 8 de ônibus rodoviários da Marcopolo atingia a marca de mil unidades produzidas, entre as diferentes versões do Viaggio e do Paradiso.
No dia 19 de abril de 2023, a Marcopolo comunicou de forma oficial que o milésimo ônibus foi um Double Decker – modelo de dois andares – comprado pela Viação Garcia, do Grupo Viação Garcia Brasil Sul.
A milésima unidade da Geração 8 da Marcopolo fez parte de um pedido de 53 novos ônibus do Grupo Garcia-Brasil Sul (Viação Garcia e Brasil Sul), sendo 28 Paradiso G8 1800 DD, 19 veículos Paradiso G8 1200 e seis Viaggio G7 900, para linhas rodoviárias interestaduais e intermunicipais e em serviço de fretamento contínuo (Viaggio 900).
Relembre:
Garcia renova com mais 53 ônibus e adquire a milésima unidade do G8
QUATRO MIL ÔNIBUS EM TRÊS ANOS:
A oitava geração de ônibus rodoviários da Marcopolo, chamada de G8, atingiu em agosto de 2024, mais de quatro mil unidades vendidas desde quando foi lançada em 20 de julho de 2021.
O número foi revelado pela Marcopolo na Lat.Bus 2024, evento de mobilidade que ocorreu entre os dias 06 e 08 de agosto na capital paulista.
Na feira, foi apresentado oficialmente o modelo Viaggio 1050, da linha de produtos G8, e, como noticiou em primeira mão o Diário do Transporte, já com 50 unidades vendidas.
Relembre:
Viaggio G8 1050 já tem mais de 50 unidades vendidas e é um dos destaques da Marcopolo da LatBus 2024
Com o lançamento, a linha de carrocerias G8 passa a contar com os seguintes modelos: Viaggio 800, Viaggio 1050, Paradiso 1050, Paradiso 1200, Paradiso 1350, Paradiso 1600 LD (Low Driver) – amplos bagageiros, Paradiso 1800 DD (Double Decker) – dois andares.
O ônibus de dois andares responde por 2,2 mil unidades de todas as cerca de quatro mil entre todos os modelos da Geração 8.
No mesmo período, foram aproximadamente 900 ônibus G8 exportados.
UM DOS MAIS BONITOS DO MUNDO, EVENTOS INTERNACIONAIS E CINCO MIL UNIDADES:
A linha da Geração 8, da brasileira Marcopolo, pode ser considerada uma das mais bonitas para ônibus rodoviários do Planeta e integrou um dos principais painéis mundiais sobre tendências de design para veículos deste tipo.
Não é exagero.
A Marcopolo participou da Busworld 2025, em Bruxelas, na Bélgica, não apenas expondo os veículos, como já havia mostrado do Diário do Transporte – Relembre:
A fabricante nacional integrou o Congresso 2025 da feira mais importante do setor de transportes por ônibus do mundo.
O diretor de Engenharia, Luciano Resner, expôs o case da geração 8 (G8) no painel “Trends in exterior and interior coach design and infotainment” – “Tendências do design e entretenimento exterior e interior em ônibus rodoviários).
A Busworld é o evento mais relevante de ônibus em todo o Planeta. O Diário do Transporte foi um dos poucos veículos de comunicação profissional do Brasil a cobrir presencialmente, indo à feira a convite da Mercedes-Benz. Pelos corredores da Busworld foi possível ver pessoas de todas as regiões do Planeta. O que vai ser o futuro dos transportes globalmente passa pela Busworld.
Na ocasião, sobre a Marcopolo, o Diário do Transporte conversou com os executivos da marca, Ricardo Portolan e João Paulo Ledur, que detalharam os planos da empresa para a Europa. Segundo eles, já houve contatos e negociações com empresários e operadores europeus para as primeiras vendas, que devem se concretizar em breve.
As entregas iniciais estão previstas para ocorrer a partir do último trimestre de 2026, após a finalização de todas as homologações. França, Itália, Espanha e Portugal devem ser os primeiros mercados.
Já sobre o painel, a Marcopolo diz que Luciano Resner apresentou o processo de desenvolvimento do design exterior e interior dos ônibus da marca, reconhecido internacionalmente pelo superior conforto, segurança e tecnologia.
Luciano enfatizou o desenvolvimento da aerodinâmica, feito em túnel de vento para se alcançar um dos mais baixos coeficientes de penetração para um veículo de mais de 3.000mm de altura e área frontal de cerca de 10 m2.
“No processo de desenvolvimento do design dos ônibus Marcopolo focamos em cinco pilares: Sofisticação, Tecnologia, Segurança, Conforto e Experiência. E, por intermédio do equilíbrio entre esses pontos vitais para a concepção do veículo, alcançamos o modelo ideal”, destaca Luciano Resner.
Assim, a Marcopolo definiu as linhas da Geração 8, com desenho limpo e linhas fluidas e aerodinâmicas. O resultado é um veículo com melhor eficiência energética, menor consumo de combustível e pneus, maior espaço interno e para bagagens, e conforto e segurança para os ocupantes.
A Geração 8 de ônibus rodoviários Marcopolo foi lançada em meio a pandemia de covid 19, em 20 de julho de 2021, e já conta com mais de 5 mil unidades produzidas, das quais cerca de 1.600 exportadas para mais de 20 países.
Sobre o fato de ter alcançado 5 mil unidades, o Diário do Transporte trouxe a informação em primeira mão na Busworld 2025.
Relembre:
Busworld 2023:
A Marcopolo já havia participado de uma Busworld com o G8. Foi na edição anterior, a de 2023.
Segundo o diretor de Engenharia, Luciano Resner, o conforto interno dos modelos da Geração 8 se destaca pela ergonomia, poltronas que envolvem o passageiro, espaço para circulação, capacidade dos porta-pacotes e acessibilidade. “Na edição da Busworld de 2023, todos os visitantes e participantes que estiveram no nosso estande se surpreenderam com o conforto, segurança e tecnologia do modelo Paradiso 1800 DD que apresentamos”,comenta Luciano.
Aspectos como mais conforto para curtas, médias e grandes viagens, ergonomia com poltronas que se ajustam ao corpo, materiais exclusivos para mais sofisticação e opções integradas ao assento foram estudados e trabalhados para alcançar os melhores resultados aos passageiros. – complementou
iF Design Award
O design da Geração 8 Marcopolo, em 2022, recebeu o prêmio iF AWARD 2022, um dos mais importantes de design de todo o mundo. Um júri independente de especialistas internacionais em design elegeu os projetos premiados com base em cinco critérios (Ideia, Forma, Função, Diferenciação, Impacto).
“Essa conquista demonstra a vanguarda internacional do ônibus Marcopolo, combinando estilo à funcionalidade do veículo para a concepção de um produto inédito e exclusivo que consolida a identidade e valores da marca”, enfatiza o Luciano Resner.
O Diário do Transporte viajou à BusWorld 2025, na Bélgica, a convite da Mercedes-Benz do Brasil.
O ano era 2021, ápice da pandemia de covid-19. Ninguém sabia para onde o mundo iria. Ninguém sabia se o mercado de ônibus conseguiria se recuperar.
A principal excelência do transporte, o passageiro, havia sumido. E o passageiro mostrou mais uma vez que é o ponto fundamental de tudo.
A partir daí, indústria, operadores e gestores públicos começaram a fazer o que deveriam já ter realizado há décadas e décadas, olhar com mais carinho os usuários.
Diante das incertezas, a Marcopolo fez uma jogada. Lançou em pleno auge da crise uma nova família de produtos, a geração 8.
A apresentação ocorreu no espaço natural do passageiro, o terminal rodoviário e o maior da América Latina, o Tietê.
Hoje, a Marcopolo vê os frutos da aposta. A pandemia foi superada, talvez nem tudo ainda se recuperou, mas o mercado de ônibus rodoviários voltou a ter fôlego. E enquanto as outras tentavam fazer futurologia, a Marcopolo apostou no presente e colheu no futuro.
Na Busworld 2025, que acontece na Bélgica, a empresa anuncia 5 mil unidades dos diversos ônibus rodoviários da geração 8.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Nova estrutura digital permitirá fiscalização em tempo real dos ônibus municipais e otimização do sistema semafórico; SMT também passa a funcionar em sede própria para reduzir custos públicos
YURI SENA
A Prefeitura de Diadema inaugurou, no último dia 6 de outubro, a Central de Monitoramento de Mobilidade, estrutura moderna e digital criada para aprimorar a gestão do transporte coletivo e o controle do trânsito no município.
O sistema, coordenado pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte (SMT), vai intensificar o acompanhamento das operações e contribuir para a fluidez e a segurança viária.
A Central está equipada com monitores de 50 polegadas que permitem o acesso em tempo real às câmeras instaladas nos ônibus municipais. A tecnologia possibilita fiscalizar atrasos, falhas operacionais e situações de emergência, além de auxiliar na identificação de furtos, roubos e estacionamento irregular em pontos de ônibus — infrações que prejudicam a circulação e o atendimento aos usuários.
De acordo com a SMT, o transporte coletivo de Diadema é bem avaliado pela população. Em setembro, o sistema registrou mais de 1,5 milhão de embarques e apenas quatro reclamações formais.
Durante a inauguração, o prefeito Taka Yamauchi e o secretário municipal de Mobilidade e Transporte, José Carlos Gonçalves, destacaram o avanço que a iniciativa representa para o município.
“A Central é um marco para Diadema. Essa tecnologia torna a fiscalização mais eficiente e melhora o serviço prestado aos passageiros, além de modernizar o controle semafórico da cidade”, afirmou o secretário.
SMT passa a funcionar em sede própria
A Prefeitura também oficializou a mudança da Secretaria de Mobilidade e Transporte (SMT) para um imóvel próprio, localizado na Avenida Doutor Ulisses Guimarães, nº 3179, Vila Nogueira, ao lado da Secretaria de Obras. A transferência elimina custos de aluguel, gerando economia anual estimada em R$ 432 mil.
O novo prédio vai reunir ainda os almoxarifados da Educação, Saúde e Central, otimizando o uso dos espaços públicos. Já a frota de veículos e caminhões da SMT passou a ser abrigada no pátio de pré-moldados, sob o viaduto da Rodovia dos Imigrantes, que também servirá como estacionamento para ônibus e vans escolares.
A antiga sede, localizada na mesma avenida, continuará temporariamente abrigando a Secretaria de Segurança Cidadã e a Junta de Serviço Militar, até a completa desocupação do imóvel.
Patrimônio foi cotado em R$ 101 milhões e serão três praças
ADAMO BAZANI
Foi marcado para começar no dia 10 de novembro de 2025 o tão esperado leilão de linhas, guichês e ônibus usados do Grupo Itapemirim.
Serão três dias de leilão (praças) com o valor inicial de R$ 101,1 milhões, caindo para 50% se não houver interessados no primeiro dia, e com lances livres na terceira oportunidade.
Os valores e datas foram publicados no site MegaLeilões. Não haverá as vantagens previstas no primeiro contrato de arrendamento a atual operadora Suzantur.
A leiloeira explica no portal que a administradora judicial EXM Partners atualizou os valores, que antes eram de R$ 97,2 milhões.
UNIDADE PRODUTIVA ISOLADA (UPI) COMPOSTA PELOS SEGUINTES ATIVOS: I – Marcas do Grupo Itapemirim pertinentes à operação de ônibus; II – Ônibus; III – Direito de exploração dos guichês; IV – Direitos de exploração das linhas.
A Administradora Judicial providenciou a atualização da avaliação da ‘UPI Operação Itapemirim’, com base no valor da variação do faturamento bruto projetado pela empresa especializada, Setape Assessoria Econômica, a qual realizou a avaliação inicial, com o valor realizado do período de 01/2024 até 07/2025 pela Transportadora Turística Suzano Ltda inerente ao contrato de arrendamento.
A UPI (Unidade de Produção Isolada) Opoeração do Grupo Itapemirim engloba em um lote os seguintes bens:
I – Marcas do Grupo Itapemirim pertinentes à operação de ônibus;
II – Ônibus;
III – Direito de exploração dos guichês;
IV – Direitos de exploração das linhas. Valor de avaliação deste lote atualizado:
1ª Praça: 10/11/2025 às 15:00
Horário de Brasília
R$ 101.111.000,00
2ª Praça: 25/11/2025 às 15:00
Horário de Brasília
R$ 50.555.500,00
3ª Praça: 10/12/2025 às 15:00
Horário de Brasília
R$ 1,00 – simbóilico, livre
ÁGUIA BRANCA E TRANSIÇÃO:
A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, voltou a enfatizar à Justiça que tem plenas condições, tanto financeiras, estruturais e operacionais, de iniciar de imediato o arrendamento, não tudo de uma vez, mas cumprindo a transição de até 60 dias.
Como mostrou o Diário do Transporte, de maneira exclusiva, no dia 24 de junho de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais , do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendeu recurso das Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da atual arrendatária, Suzantur, companhia de Santo André (SP), que opera desde 04 de março de 2023, após obter o direito de utilizar as linhas, estruturas e marcas do Grupo Itapemirim por dois anos, na mesma decisão em que a Justiça decretou a falência do conglomerado em 21 de setembro de 2022.
Em 30 de junho de 2025, o STJ esclareceu que uma decisão da corte sobre a manutenção da prorrogação do arrendamento em prol da Suzantur perdeu o objeto com a extinção da liminar que favorecia a empresa do ABC e, com isso, se quisesse, a Águia Branca poderia assumir.
O juiz de São Paulo estipulou algumas condicionantes, como o prazo de transição ser obrigatoriamente de 60 dias, não opcionalmente, e o primeiro pagamento ocorrer me 45 dias após o início do arrendamento.
A Águia Branca já manifestou concordância com todas as exigências.
Enquanto isso, a Suzantur tenta reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e restabelecer a prorrogação do arredamento.
O período de dois anos deste contrato da Suzantur passou a ser considerado a partir de 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou as operações, portanto, já venceu. A Suzantur conseguiu prorrogar o arrendamento por mais 180 dias, mas pouco antes do prazo regular vencer, outros grupos empresariais apresentaram novas propostas, em valores superiores, para um novo arrendamento. Enquanto a Suzantur paga um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.
Entre o fim de 2024 e início de 2025, concorrentes da Suzantur apresentaram propostas com valores superiores para um novo arrendamento
As propostas foram:
– Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;
– Grupo Comporte, pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens
– Íntese Empreendimentos, do dono da falida Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos.
A Justiça então desclassificou a proposta da Íntese por não atendimento de critérios técnicos e, homologou da Águia Branca. Se a empresa não aceitasse as novas condições, o Grupo Comporte poderia assumir se quisesse.
A Águia Branca concordou com todas as condições.
As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas de R$ 2,9 bilhões. Após receber autorização da reguladora federal, ANTT (Agência nacional de Transportes Terrestres), em 27 de fevereiro de 2023, a Suzantur colocou o primeiro ônibus para fazer viagem em 04 de março de 2023, no trecho entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O Diário do Transporte acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade.
As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.
A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:
Sala-vip: A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.
O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros
VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis
CCO: Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –
EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA
Ônibus históricos: Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:
VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim
Ônibus Zero Quilômetro: De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro. Relembre um dos lotes:
VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro
Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.
Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS
Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. Diário do Transporte obteve dados e imagens exclusivas
ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA
NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:
A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.
O Diário do Transporte teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.
Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².
Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como “Parque Rodoviário Inédito no Brasil”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.
PARA O PASSAGEIRO: O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.
O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.
HOTELARIA PARA MOTORISTAS: Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.
ESTACIONAMENTO TÁTICO: A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.
NOVOS NEGÓCIOS: Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.
LOGÍSTICA E ENCOMENDAS: A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter
TI COM ESPAÇO PRÓPRIO: O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.
MANUTENÇÃO: Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.
A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.
MAIS EMPREGOS: A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.
INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:
Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.
“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar”
A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva
*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”* – disse
Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.
AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP
Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva
A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.
Dimensões do complexo:
Área atual: 5.917 m²
Área da ampliação: 7.839 m²
Área total consolidada: 13.756 m²
Principais melhorias e ampliações previstas:
Ampliação do Centro de Encomendas:
A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.
Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:
Será implementado um ambiente de alto padrão com:
Toaletes acessíveis;
Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;
Área de descanso;
Espaço coworking;
Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.
Novo Refeitório Ampliado:
Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.
Expansão Administrativa e Operacional:
Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.
Alojamentos para Colaboradores:
A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.
Infraestrutura de Tecnologia da Informação:
Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.
Expansão do Pátio Operacional:
O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.
HISTÓRICO
A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.
À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.
Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.
Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.
– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.
– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.
– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)
– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.
– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.
– 07 de fevereiro de 2025: O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.
Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 – noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).
A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:
125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),
39 guichês rodoviários;
32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);
2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.
Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.
A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.
Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre:
EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO
Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.
Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.
O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.
Relembre:
Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento
A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.
Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.
A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.
As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.
Veja o que alegam.
CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR
Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.
EXM PARTNERS
A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.
SUZANTUR
A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.
O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?
A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.
De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.
Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.
Relembre:
EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis
Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.
NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:
Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.
A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.
Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.
No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.
Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a perempção, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais
Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.
Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.
Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.
Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar
PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO
Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.
A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.
A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.
O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.
Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.
STALKING HORSE
A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.
Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de stalking horse configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.
Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.
De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao Diário do Transporte, o termo “Stalking Horse” teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.
Nesta estratégia se busca um “Stalking Horse”, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”
Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).
No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao “Stalking Horse”. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.
Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.
VENDA EM LOTES:
A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.
Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. – diz a Administradora Judicial.
Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).
Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.
ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:
O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).
Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.
Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.
O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.
Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.
A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.
O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.
A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.
Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.
Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).
Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.
Detalhes da tecnologia BlueTec 6:
DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):
Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.
DPF (Filtro de Partículas Diesel):
Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.
SCR (Redução Catalítica Seletiva):
Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.
LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):
Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.
Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.
Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.
Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 – 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 – 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim
TRIBUS:
No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.
Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.
A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.
O ÔNIBUS:
O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).
O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.
Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.
O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.
Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.
A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.
O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.
Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.
Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).
Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.
Detalhes da tecnologia BlueTec 6:
DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):
Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.
DPF (Filtro de Partículas Diesel):
Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.
SCR (Redução Catalítica Seletiva):
Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.
A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.
Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.
“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.
Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:
Ônibus Prefixo 70000:
Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.
Relembre:
Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970
Ônibus 0 km com pintura do Tribus – prefixo 60.000:
Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.
O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.
Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.
Relembre:
EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto
O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:
Relembre:
EXCLUSIVO – MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)
No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.
Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.
A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.
O ÔNIBUS:
O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).
O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.
Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.
Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.
O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.
Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.
A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.
A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.
Ônibus históricos arrematados em leilão:
Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.
Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)
– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;
– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.
– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).
– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.
– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.
– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.
Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Flamengo e Palmeiras não falam a mesma língua fora das quatro linhas e vivem um momento turbulento por conta da liminar obtida pelos cariocas para bloquear o repasse de R$ 77 milhões aos times da Libra. A última da vez foi Luiz Eduardo Baptista, o Bap, questionando Leila Pereira.
Em áudio vazado de uma reunião no clube nesta terça-feira (7), o mandatário rubro-negro questionou as condições do empréstimo da Crefisa, que é de propriedade da empresária, ao Vasco. Bap ainda ironizou o fato que ‘a última vez que viu isso, compraram o Atlético-MG‘, em alusão à SAF do clube mineiro que tem a família Menin como dona.
“Não tenho dúvida nenhuma de que existe uma agenda muito clara. A gente está falando desse problema da Libra e a empresa que ela preside emprestou dinheiro para a SAF do Vasco”, disparou o dirigente flamenguista.
“Quem aqui já pegou dinheiro com instituição financeira na vida? Algum banco pede como garantia as ações do negócio que não vai bem ou garantia de bens reais? Sua casa, seu barco, seu apartamento. Quem pede ações da SAF se não puder ser pago?”, continuou Bap.
“Ouvi dizer que as última vez que aconteceu no Brasil, os Menin compraram o Atlético-MG. Cresceram a dívida e chegou uma hora e executaram. Isso deveria ser questionado, já que estamos falando de Fair Play financeiro no Brasil. Existe uma agenda, não tenho dúvida, qual a agenda o tempo vai dizer”, completou.
Horas após o vazamento da declaração, Leila Pereira respondeu ao presidente do Flamengo, explicou qual é sua “agenda muito clara” dentro do futebol brasileiro e negou qualquer interesse de adquirir a SAF do Vasco.
“O presidente Bap tem razão quando diz que eu tenho uma agenda muita clara. Afinal, todos sabem que defendo os interesses do Palmeiras sem tentar asfixiar os meus adversários, que eu trabalho arduamente pelo crescimento do futebol brasileiro e que honro todos os contratos assinados pelo clube, incluindo os das gestões anteriores”, disparou a mandatária alviverde.
“Quanto à insinuação do presidente Bap sobre o boato de que eu estou comprando o Vasco, ele pode ficar tranquilo: não estou comprando o Vasco. Aliás, eu não estou comprando nem o Vasco, nem a Netflix”, concluiu Leila
A citação de Leila à Netflix se refere a uma declaração de 2014, nos tempos em que Bap era presidente da Sky e afirmou que, se a gigante de streaming começasse a incomodar, ela poderia ser comprada.
No último dia 3, a presidente do Palmeiras voltou a atacar o Flamengo e chamou parte dos torcedores de “terraflamista”, ao criticar o comportamento do clube carioca em meio a disputa política e financeira dos clubes na Libra.
“Não tem os terraplanistas, que acreditam que a terra é plana? Agora tem os terraflamistas, que acreditam que o sistema solar gira ao redor do Flamengo. E não é assim, gente”, provocou Leila, antes de completar.
“Ninguém é maior que ninguém, mais importante que ninguém. Temos que botar os pés no chão”, disse em entrevista à GE TV.
A ESPN procurou o Flamengo para entender como o clube carioca reagiu após mais uma crítica pública de Leila Pereira ao time carioca. O Rubro-Negro disse apenas que “não se manifestaria” a respeito do tema. Porém, a reportagem apurou que, internamente, o clube trata o tema de maneira pragmática.
A ideia do Flamengo é se posicionar em prol dos interesses do clube e se defender juridicamente, uma vez que entende que está sendo lesado financeiramente dentro da Libra.
Além disso, o Rubro-Negro considera a atitude de Leila como uma atitude emocional frágil e acredita que discutir publicamente o assunto não mudaria nada de forma prática.
Tecnologia NFC amplia praticidade no transporte da capital fluminense, com aumento de uso em grandes eventos
ARTHUR FERRARI
O sistema metroviário do Rio de Janeiro (RJ) registrou crescimento expressivo no uso da tecnologia de pagamento por aproximação entre turistas nacionais e estrangeiros. De acordo com levantamento da VisaNet, 40% das viagens realizadas com cartões Visa no MetrôRio, entre maio de 2024 e maio de 2025, foram feitas por visitantes.
Os maiores volumes de transações ocorreram em períodos de grande movimentação turística, como o carnaval, em março, e o show da cantora Lady Gaga, em abril de 2025, na praia de Copacabana.
Entre os estrangeiros, os norte-americanos lideram o uso da tecnologia NFC no sistema metroviário, seguidos por argentinos, franceses, chilenos, alemães, britânicos, portugueses, espanhóis, peruanos e canadenses. Juntos, esses dez países representam 75% das transações realizadas por visitantes internacionais.
O MetrôRio foi o primeiro da América Latina a adotar o pagamento por aproximação, em 2019. Atualmente, a funcionalidade está disponível em todas as 41 estações do sistema, permitindo o embarque com cartões de crédito, débito ou dispositivos com tecnologia NFC, como celulares, relógios e pulseiras.
A tarifa é debitada diretamente na fatura ou na conta do usuário, sem cobrança adicional, o que garante mais agilidade e fluidez no embarque de passageiros, especialmente durante grandes eventos e períodos de alta demanda turística.
Concessionária contabilizou 72 peças retiradas do sistema por criminosos
ARTHUR FERRARI
Técnicos da SuperVia concluíram que o furto de 72 placas de fixação dos trilhos provocou o descarrilamento de um trem nas proximidades da estação Mercadão de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), na tarde de segunda-feira, 6 de outubro de 2025, como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre
Atendimento entre estações Rocha Miranda e Costa Barros, no Rio de Janeiro, é paralisado após descarrilamento de trem da SuperVia na tarde desta segunda-feira (06)
De acordo com a concessionária, desde o incidente equipes foram mantidas em operação contínua para restabelecer o funcionamento do sistema. Os trabalhos foram concluídos na noite desta terça-feira (7) e incluíram retirada da estrutura metálica que caiu sobre o trem, remoção do veículo acidentado, recuperação da linha férrea, reinstalação das placas furtadas, substituição de postes da rede aérea e lançamento de novos cabos.
Com os reparos finalizados, os trens do ramal Belford Roxo voltaram a operar normalmente, com intervalo médio de 22 minutos entre as composições.
As placas de fixação são componentes metálicos instalados nos dormentes, responsáveis por manter os trilhos alinhados e firmes, garantindo segurança e estabilidade à via permanente. A ausência dessas peças pode comprometer o equilíbrio da estrutura e provocar acidentes graves, como o ocorrido nesta semana.
O caso foi registrado como notícia-crime na 29ª Delegacia de Polícia (Madureira) e será investigado pela Polícia Civil.
Master Transportation pretende instalar uma linha de montagem em Minga Guazú, a 24 quilômetros da Ponte da Amizade. Diário do Transporte já havia noticiado o avanço das conversas em março de 2024
ADAMO BAZANI / ARTHUR FERRARI
O governo do Paraguai iniciou tratativas avançadas com a empresa taiwanesa Master Transportation Bus Manufacturing Ltd. para a instalação de uma fábrica de ônibus elétricos em Minga Guazú, na região metropolitana de Ciudad del Este, a cerca de 24 quilômetros da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com o Brasil.
A proposta, discutida durante uma visita oficial de representantes paraguaios a Taiwan, prevê a criação de uma linha de montagem voltada à produção de ônibus elétricos com tecnologia desenvolvida pela Master Transportation. O projeto tem previsão de gerar até 2,6 mil empregos diretos e indiretos.
A futura unidade será instalada no Parque Inteligente Taiwan (PIT), em Minga Guazú. A montagem dos veículos deverá combinar componentes importados de Taiwan com insumos produzidos localmente, aproveitando os incentivos fiscais e logísticos do Paraguai.
Atualmente, 30 ônibus elétricos da marca já circulam no território paraguaio, mas a instalação da fábrica permitirá que o país se torne um polo de produção regional, atendendo também os mercados do Brasil e da Argentina, principais alvos de expansão da Master Transportation no Mercosul.
O governo de Taiwan mantém uma parceria diplomática e econômica próxima ao Paraguai — um dos poucos países do mundo que reconhece oficialmente a soberania da ilha asiática. Em troca, Taiwan vem ampliando investimentos estratégicos no país sul-americano, especialmente em setores de tecnologia e mobilidade sustentável.
Embora o cronograma exato ainda não tenha sido divulgado, a expectativa da empresa é apresentar o primeiro ônibus elétrico montado em solo paraguaio até o fim de 2026, consolidando o país como um novo centro de fabricação de veículos de emissão zero na América do Sul.
PÉ NO BRASIL:
O avanço de empresas estrangeiras no mercado brasileiro é visto com muita preocupação pelos responsáveis pelas plantas instaladas no País.
As conversas entre o governo paraguaio e a Master Transportation Bus Manufacturing Ltd. começaram em fevereiro de 2024 e avançaram em março daquele ano, como já havia noticiado o Diário do Transporte.
Relembre:
Avançam conversas entre empresa de Taiwan e governo do Paraguai para fábrica de ônibus elétricos que vai vender no Brasil
A Master Transportation já tem 30 ônibus operando no Paraguai, todos importados.
A companhia tailandesa pretende até o fim de 2016 já apresentar o primeiro ônibus montado no Paraguai e confirmou que um dos focos será a exportação para países vizinhos, como Brasil, Argentina, e próximos, como Chile e México.
A empresa oferece três modelos base de ônibus elétricos, que podem ganhar diferentes configurações: de 9 metros, 12 metros de duas portas e 12 metros de três portas. (Veja mais abaixo, ao fim da reportagem).
A Master Transportation diz que utiliza um dos tipos de bateria mais seguros — baterias de Óxido de Titanato de Lítio (LTO) — “conhecido por sua longa vida útil e altos padrões de segurança”.
“Com uma taxa de carga e descarga de 3C, essas baterias podem atingir um ciclo de vida de 20.000 ciclos. Com a manutenção adequada, a bateria de energia pode durar de 10 a 12 anos e, após a aposentadoria, pode ser reutilizada como bateria de armazenamento de energia por mais 10 anos adicionais, reduzindo significativamente o desperdício de bateria. A Mastertrans escolheu um sistema de carregamento rápido como a solução ideal para áreas urbanas. Ele permite o carregamento rápido de 20% a 80% SOC em apenas 15 minutos, minimizando o impacto na rede elétrica existente e garantindo autonomia diária ilimitada” – promete a empresa.
A Master Transportation foi fundada em 2003, e usa o nome comercial de Master Bus.
A empresa afirma que já fabricou mais de sete mil ônibus elétricos que rodaram até agora cerca de seis bilhões de quilômetros.
Somente em Taiwan, existem 350 ônibus elétricos da marca em operação, mas a empresa diz que já firmou acordos, além do Paraguai, no Japão.
“Atualmente, assinamos acordos de cooperação com parceiros no Paraguai e no Japão. Além disso, espera-se que o MASTER E-Bus desempenhe um papel fundamental como principal fornecedor de transporte sustentável na Exposição Mundial de Osaka de 2025”.
A estratégia de instalar plantas fora do Brasil, por causa de São Paulo, que se tornou um dos maiores mercados da América Latina para ônibus elétricos, não deve ser apenas adotada pela Mastertransportation.
Há conversas entre os governos do Paraguai, Uruguai e Argentina para plantas em seus respectivos territórios principalmente com empresas chinesas. E esse é o maior temor de fabricantes instaladas no Brasil seja de capital nacional como europeu. É que muitas empresas do país asiático contam com grandes subsídios do governo chinês, tanto para vender mais barato cada ônibus como para investir em linhas de montagem.
A estratégia é trazer as peças e componentes destes ônibus da China e montar os veículos em cada país correspondente.
“Caberia à indústria parar de brigar por picuinhas, como: eu vendo dois a mais que você, sua autonomia é 1 km menor que a minha, e, mesmo concorrendo, criar um clima de fortalecimento demonstrando as vantagens dos produtos, principalmente quanto a personalização dos modelos, adequação às realidades operacionais brasileiras, qualidade e durabilidade. Tá na hora deste setor no Brasil deixar de ter mente pequena” – disse o interlocutor de uma das fabricantes instaladas no Brasil ao Diário do Transporte.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Ônibus em São Caetasno do Sul (SP), onde há tarifa zero todos os dias para todos os passageiros
Segundo Ministro, está sendo feito um Raio X completo do setor de transportes. Tema pode ser usado por Lula em eventual tentativa de reeleição. As falas de Haddad causaram reação no mercado financeiro, havendo até queda na bolsa de valores e alta do dólar.
ADAMO BAZANI
O ministério da Fazenda realiza estudos sobre a condição dos transportes coletivos no Brasil, a pedido do presidente Luís Inácio Lula da Silva, para verificar a viabilidade de implantação de “tarifa zero” nacional nos ônibus, trens e metrôs, para todos os passageiros, inicialmente sendo aplicada aos domingos e feriados nacionais.
O tema foi revelado durante reunião ministerial em 26 de agosto de 2025 e voltou à tona nesta terça-feira, 07 de outubro de 2025, quando no programa “Bom Dia Ministro”, da EBC – Empresa Brasileira de Comunicação, rede pública de mídia do Governo Federal, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que os estudos já estão em andamento.
Além dos custos, a pasta deve analisar outras questões, que vão desde redesenhos das malhas de linhas, os atuais subsídios pagos nas cidades e estados que complementam o valor da tarifa, os impactos no aumento da demanda onde há gratuidades e até mesmo os gargalos tecnológicos e as alternativas quanto a tecnologia de bilhetagem. Mesmo não havendo cobrança da tarifa em determinados dias, como aos domingos e feriados nacionais, a ideia inicial é que todos os usuários passem pelas catracas para ter controle de demanda e os locais e linhas que mais atraem a demanda, havendo readequações.
“Nós sabemos que transporte público no Brasil, sobretudo urbano, ele é uma questão importante para o trabalhador. Nesse momento nós estamos fazendo radiografia do setor a pedido do presidente. Tem vários estudos que estão sendo recuperados pela Fazenda para verificar se existem outras formas mais adequadas de financiar o setor” – disse Haddad.
“Quanto custa o setor, quanto o poder público está colocando de subsídio no setor, quanto as empresas mediante vale transporte estão aportando para o setor, quanto está saindo do bolso do trabalhador, quais os gargalos tecnológicos, quais as oportunidades tecnológicas. Estamos fazendo um mapeamento. Vamos perseverar nesses estudos para apresentar uma radiografia do setor e verificarmos quais as possibilidades de melhorar isso que tem um apelo social muito forte.” – prosseguiu o ministro.
Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), de uma forma mais ampla, a tarifa zero em todo o país pode custar cerca de R$ 90 bilhões por ano.
As falas de Haddad causaram reação no mercado financeiro, havendo até queda na bolsa de valores e alta do dólar.
Investidores temem que os benefícios causem, gargalos de quase R$ 100 bilhões por ano comprometendo as contas públicas.
O Ibovespa, no início da tarde, registrou queda de 1,5%, com menos de 142 mil pontos. Já dólar comercial teve alta de 0,5%, valendo R$ 5,34
O tema pode ser usado por Lula em eventual tentativa de reeleição no ano de 2026.
PEDIDO DE LULA, HADDAD CONSTRANGIDO, EX-SECRETÁRIO TATTO QUE DEFENDE, MAS NUNCA IMPLANTOU:
Como ostrou recentemente o Diário do Transporte, foi uma visita à cidade de Maricá (RJ), onde há gratuidade nos ônibus da EPT (Empresa Pública de Transportes), que empolgou o presidente Luís Inácio Lula da Silva, a pedir ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estudos dos custos para auxiliar as cidades e Estados a concederem tarifa-zero aos domingos e feriados nacionais. A ida de Lula à cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro foi ao lado ddo deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP).
Nas administrações da capital paulista, tanto durante o governo municipal de Marta Suplicy, como de Haddad, Tatto nunca implantou gratuidades.
Na cidade de São Paulo, a tarifa zero aos domingos e em três feriados para todos os passageiros foi instaurada em dezembro de 2023, na gestão do prefeito Ricardo Nunes. Na capital paulista, o custo estimado por ano é de quase R$ 600 milhões. Os feriados são: Ano Novo, Aniversário da cidade (25 de janeiro) e Natal.
O pedido de Lula a Haddad, que foi em público, durante reunião ministerial em 26 de agosto de 2025, deixou o titular da pasta da Fazenda em situação de constrangimento, que, na conversa com presidente, disse que há restrições orçamentárias para bancar isso no momento, mas prometeu estudar a questão.
Relembre:
Faltam definição do custo atual e estudos de impacto de crescimento da demanda pelos transportes. Onde foi instituída a Tarifa Zero cresceu o número de passageiros. O que é bom por um lado, também não deixa de significar uma elevação de custos imediatos operacionais, já que são necessários mais ônibus operando, mais motoristas, mais infraestrutura, o que custa dinheiro.
Uma das questões é que o retorno econômico de uma cidade esperado pela tarifa zero, com mais movimentação no comércio e menos trânsito, pode demorar um pouco para ser sentido enquanto a elevação dos gastos com frota maior de coletivos, mão de obra, estrutura e insumos é imediata. Assim, não deixa de ser uma aposta que precisa ser bancada e sem saber se os ganhos econômicos para as cidades seriam na mesma proporção que a elevação dos custos. Muito embora a tarifa zero tendo de ser encarada não apenas como medida econômica, mas de inclusão social e até incentivo cultural, o aspecto financeiro é importante de ser pensado, caso contrário, o benefício não se sustentaria.
Além disso, com o “cobertor-curto” das finanças da União, Estados e municípios, não só diante da arrecadação, mas das diversas necessidades em diferentes áreas, é preciso saber sobre o que é prioridade.
Na área de mobilidade, o Diário do Transporte, sobre este aspecto trouxe a seguinte notícia na reportagem “O que é melhor? Tarifa zero aos domingos ou infraestrutura para a mobilidade e ônibus e trens novos?”: Na mesma semana em que pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estudos para implantar uma tarifa zero nacional nos ônibus e trens aos domingos e feriados, enviando recursos para Estados e Municípios, o presidente Luís Inácio Lula da Silva mandou ao Congresso a proposta para o Orçamento de 2026 que reduz dinheiro do Ministério das Cidades, pasta que financia a construção de corredores BRT, metrôs e cuida de recursos que estimulam a aquisição de ônibus e trens novos, por exemplo.
A redução proposta foi de cerca de R$ 5 bilhões em relação a previsão Orçamentária de 2025. A previsão para o Ministério das Cidades foi consolidada em R$ 18,95 bilhões. Para 2026, a peça orçamentária prevê R$ 13,9 bilhões. O valor pode mudar com a votação final pelo Congresso e as emendas parlamentares, mas habitualmente, não sai muito do patamar proposto.
Relembre:
O Diário do Transporte ouviu o Superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Néspoli, sobre a tarifa zero. Segundo o especialista, a estimativa hoje de uma tarifa-zero aos domingos e feriados nacionais em todo o País teria um custo menor que a redução de R$ 5 bilhões do Orçamento de 2026 para o Ministério das Cidades: R$ 3,5 bilhões por ano. A estimativa é com base na demanda e nos custos operacionais, em média, dos transportes nas principais cidades do País.
Relembre:
Mas outros apontamentos mostram que os valores podem ser maiores.
De acordo com cálculos da XP Investimentos, a gratuidade total no País, considerando todos os dias na semana, poderia custar R$ 57 bilhões por ano. Se fosse aos sábados e domingos, a gratuidade nas catracas custaria em torno de R$ 11,8 bilhões, e apenas aos domingos aproximadamente R$ 5,5 bilhões.
De volta ao trono da categoria meio-pesado (93 kg) após nocautear Magomed Ankalaev no UFC 320, no último sábado (4), Alex Poatan foi recompensado na mais nova atualização dos rankings da organização.
Na tabela de classificação peso-por-peso, que engloba os principais atletas do Ultimate independentemente da divisão em que competem, ‘Poatan’ voltou a se aproximar do top 5.
Ex-top 3 do ranking peso-por-peso, o brasileiro havia perdido protagonismo na lista depois de perder o cinturão até 93 kg em março deste ano. Agora, com o título recuperado, Alex Poatan subiu quatro posições e passa a ocupar o sexto lugar na tabela que classifica os melhores lutadores da liga – atrás somente do compatriota Alexandre Pantoja, dos russos Islam Makhachev e Khamzat Chimaev e dos georgianos Ilia Topuria e Merab Dvalishvili.
Quem também brilhou no card do UFC 320 e subiu degraus importantes na última atualização dos rankings foi Yana Santos. A russa, esposa do lutador brasileiro Thiago Marreta, ganhou cinco posições após sua vitória sobre Macy Chiasson no sábado e agora integra o top 5 da divisão feminina dos galos (61 kg).
Houve também mudanças que envolveram lutadores que sequer entraram em ação no último final de semana, como foi o caso do brasileiro Rafael Estevam. Vindo de três vitórias seguidas desde sua estreia no Ultimate, ‘Macapá’ agora fecha o top 15 do peso-mosca (57 kg), com a retirada de Ramazan Temirov da lista.
Medida viabiliza execução do investimento previsto no acordo de dezembro de 2024, incorporado ao contrato de concessão por meio de termo aditivo
ALEXANDRE PELEGI
A ARTESP autorizou a ViaMobilidade a abrir uma conta vinculada exclusiva para administrar os recursos destinados à implantação do novo sistema de controle e sinalização das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.
O novo sistema de controle ferroviário, de padrão europeu, permite comunicação contínua entre o trem e os equipamentos de via, aumentando a segurança e a regularidade da operação.
A decisão formaliza a etapa financeira do investimento acordado entre a concessionária e o Governo do Estado, previsto no Termo Aditivo nº 01/2025 do contrato de concessão.
A autorização consta da Deliberação ARTESP nº 495, de 7 de outubro de 2025, aprovada por unanimidade na 1.167ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor da agência. O documento permite a celebração do Instrumento Particular de Contrato de Prestação de Serviços de Administração de Valores, que cria a “Conta Corrente Vinculada – Implantação do sistema de controle ferroviário”, responsável por centralizar os repasses do Poder Concedente e controlar os pagamentos relativos à implantação da tecnologia ETCS-N2 (European Train Control System – Nível 2).
O procedimento dá continuidade ao acordo revelado pelo Diário do Transporte em 26 de dezembro de 2024, quando a ViaMobilidade se comprometeu a investir na modernização das linhas 8 e 9, incluindo a adoção do sistema europeu de controle de trens, como parte do acordo de quitação de penalidades contratuais firmado com a Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões (CMCP). O entendimento resultou na criação do termo aditivo ao contrato de concessão, incorporando oficialmente o investimento ao escopo da concessionária.
Com a aprovação da deliberação, a ARTESP ratificou toda a instrução processual e determinou a adoção das medidas administrativas para assinatura do contrato. A decisão foi unânime entre os diretores da agência presidida por André Isper Rodrigues Barnabé.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes