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Marcopolo expõe micro-ônibus híbrido na Busworld Europa 2025

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Volare Attack 9 é exibido no estande da HORSE; modelo é o primeiro micro-ônibus híbrido a etanol com solução Range Extender, desenvolvido em parceria entre a Marcopolo, a HORSE e a WEG

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Marcopolo, fabricante de ônibus na América do Sul, expõe na Busworld Europa 2025 o micro-ônibus Volare Attack 9 Híbrido – Elétrico/Etanol, desenvolvido em parceria com a HORSE Powertrain Limited e a WEG. O modelo está sendo exibido no estande da HORSE, empresa global especializada em sistemas de propulsão de baixa emissão.

O Volare Attack 9 é o primeiro micro-ônibus híbrido movido a etanol a incorporar a solução Range Extender (REX), tecnologia desenvolvida pela HORSE em colaboração com a WEG. O sistema combina um motor de combustão interna com um gerador elétrico que alimenta as baterias do veículo, o que acaba por ampliar sua autonomia, especialmente em regiões com infraestrutura limitada de recarga.

Com lançamento previsto para 2026, o modelo oferece autonomia superior a 450 km. O powertrain utiliza o motor turbo HR10 da HORSE, de três cilindros e 1.0 litro, com 85 kW de potência, adaptado para operar com biocombustível etanol contribuindo com baixa emissão de carbono. A tração é 100% elétrica, e o motor à combustão atua exclusivamente como fonte de geração de energia, operando cerca de 1/3 do tempo de uso, sempre na faixa ideal de funcionamento.

A arquitetura Range Extender permite que o motor de combustão nunca acione diretamente as rodas, diferentemente dos híbridos plug-in tradicionais. Isso reduz o consumo de combustível e as emissões, além de permitir que o sistema opere com baterias de alta tensão com metade do tamanho das usadas em veículos elétricos puros, gerando economia de peso, custo e espaço.

O modelo também se destaca por oferecer menores níveis de NVH (ruído, vibração e aspereza), otimização do custo de operação, inclusive do sistema de freios, graças à regeneração de energia nas frenagens, e maior capacidade de transporte de passageiros, com três packs de baterias que armazenam 122 kWh.

Por ser movido à etanol, o Volare Attack 9 pode operar em qualquer região do Brasil, contribuindo para um ecossistema mais sustentável, com mobilidade de menor impacto em carbono e potencial para geração de créditos de carbono. O sucesso do projeto levou HORSE e WEG a planejarem o lançamento de uma arquitetura padronizada de Range Extender para veículos comerciais leves e pesados.

Serviço

Busworld Europa 2025

Data: 4 a 9 de outubro de 2025

Horário: 10h às 18h

Local: Brussels Expo

Endereço: Place de Belgique 1, 1020 Bruxelas, Bélgica

Site oficial: www.busworldeurope.org

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Justiça condena novamente Iristur e motoristas por acidente com ônibus em fuga de fiscalização no Distrito Federal

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Passageira receberá R$ 25 mil por danos morais; caso, que deixou mortos e feridos, já havia motivado outra sentença em janeiro

ARTHUR FERRARI

A 4ª Vara Cível de Taguatinga (DF) condenou dois motoristas e uma empresa de transporte (Iristur Transporte e Turismo Ltda.) a pagar R$ 25 mil de indenização por danos morais a uma passageira ferida em um acidente ocorrido durante tentativa de fuga de fiscalização policial. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.

De acordo com os autos, o acidente aconteceu em outubro de 2023, quando o ônibus em que a passageira viajava foi parado pela polícia. Após serem identificadas irregularidades, os agentes orientaram o motorista a seguir até a rodoviária de Taguatinga para que o veículo fosse apreendido. Contrariando a ordem, o condutor acelerou o ônibus na tentativa de escapar, perdeu o controle e capotou o veículo.

O acidente resultou na morte de cinco pessoas e deixou diversas outras feridas. A autora da ação, que se recuperava de uma cirurgia, sofreu o rompimento dos pontos e outras lesões, necessitando de atendimento médico imediato.

Um dos motoristas alegou que não estava ao volante no momento do acidente, enquanto o outro não apresentou defesa. Na sentença, a juíza destacou que a conduta dos réus foi imprudente e configurou ato ilícito.

“O acidente que vitimou a autora decorreu da conduta imprudente e altamente negligente dos dois motoristas responsáveis pela condução do ônibus. A atitude de evadir-se de uma fiscalização policial, empreendendo fuga em alta velocidade e em revezamento, configura um ato ilícito evidente”, afirmou a magistrada.

Dessa forma, os motoristas e a empresa foram condenados a pagar R$ 25 mil à passageira por danos morais.

Como mostrou o Diário do Transporte ainda em janeiro de 2025, o mesmo acidente já havia resultado em outra condenação da 4ª Vara Cível de Taguatinga, que determinou o pagamento de R$ 100 mil — sendo R$ 50 mil para cada uma das vítimas, mãe e filha — também por danos morais. Nesse processo anterior, o juiz considerou que a empresa Iristur Transportes e Turismo Ltda. e os motoristas agiram de forma negligente ao não atenderem às ordens da Polícia Rodoviária Federal e dos próprios passageiros, o que resultou no tombamento do veículo.

Relembre

Iristur e motoristas sofrem condenação de R$ 100 mil por acidente durante fuga de fiscalização

Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), as vítimas daquele caso sofreram sequelas físicas e psicológicas. Uma delas teve fratura no fêmur, traumatismo craniano e embolia pulmonar, enquanto a filha, de três anos, ficou com traumas emocionais por presenciar o acidente.

Em ambas as decisões, a Justiça apontou falha na prestação do serviço e imprudência na condução do veículo, fatores que levaram ao desastre.

Condenação na íntegra

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Curitiba (PR) apresenta nova concessão do transporte coletivo com foco em frota elétrica e integração total

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Licitação será dividida em cinco lotes e prevê R$ 3,7 bilhões em investimentos, incluindo 245 ônibus elétricos e dois eletropostos

ARTHUR FERRARI

O processo de modernização do transporte público de Curitiba (PR) deu um novo passo nesta segunda-feira (6), quando representantes de empresas e investidores participaram de uma reunião online para conhecer os detalhes da futura concessão do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), cuja licitação deve ser lançada em novembro. O leilão será realizado em janeiro de 2026, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

A nova concessão vai reorganizar o sistema que hoje atende 555 mil passageiros pagantes por dia útil, com 309 linhas, 22 terminais, 329 estações-tubo e uma frota de 1.189 ônibus. O contrato, com duração de 15 anos, será dividido em cinco lotes — dois de BRT (com linhas exclusivas em canaletas) e três regionais (Norte, Sul e Oeste) — e prevê remuneração total projetada de R$ 18 bilhões ao longo do período.

De acordo com a Urbanização de Curitiba (Urbs), a estrutura do edital foi elaborada em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio Oficina-Tylin-Rhein-Addax. O modelo de remuneração será feito por quilômetro rodado, substituindo o sistema baseado na quantidade de passageiros transportados, o que deve oferecer maior previsibilidade de custos e incentivar a produtividade das operadoras.

O edital de Curitiba é robusto e competitivo, fruto de um trabalho dos últimos dois anos com o BNDES para criar a melhor solução para modernizar o sistema e melhorar o serviço prestado aos passageiros, com frota sustentável, integração ampla e irrestrita, novas linhas e novos indicadores de qualidade”, afirmou Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbs.

Entre os avanços previstos estão R$ 3,7 bilhões em investimentos diretos, dos quais R$ 800 milhões serão destinados à compra de ônibus elétricos e à construção de dois eletropostos — um no Capão Raso e outro no Capão da Imbuia. O projeto é o primeiro do Brasil a ser estruturado desde o início com foco em sustentabilidade.

Nos primeiros cinco anos de concessão, 245 ônibus elétricos serão adquiridos, além de 1.233 veículos a diesel com motor Euro 6, de baixa emissão. A Urbs também pretende implantar integração temporal irrestrita, permitindo ao passageiro trocar de linha em qualquer ponto sem pagar nova tarifa — atualmente, a maioria das integrações ocorre apenas em terminais e estações-tubo.

A consulta pública do edital está aberta até 17 de outubro no site da Urbs (https://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/PORTAL/licitacaoTransporteColetivo/), onde também é possível acessar a minuta do contrato e o diagnóstico do sistema. A segunda audiência pública ocorrerá no dia 15 de outubro, no Espaço Imap Barigui, no bairro Santo Inácio, entre 19h e 22h.

O modelo prevê ainda a criação de um fundo garantidor, que será abastecido com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, assegurando maior estabilidade financeira ao sistema.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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14 dias para a NBA: Orlando Magic faz maior troca da temporada para chegar ao topo do Leste

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Dono da melhor defesa e de um dos piores ataques da última temporada, o Orlando Magic fez um dos grandes movimentos da offseason na NBA: enviou Kentavious Caldwell-Pope, Cole Anthony e quatro escolhas de primeira rodada em troca de Desmond Bane. No Draft, pegou um chutador nato no basquete universitário. Tudo isso para tentar dar mais dinamismo e espaçamento a um ataque engessado. Movimentos que fazem muito sentido e dão muita expectativa para o que a equipe poderá aprontar em 2025/26.

Como foi o Magic na última temporada

  • Campanha: 41 vitórias e 41 derrotas

  • Classificação: 7° lugar na Conferência Leste

  • Nos playoffs: eliminado na primeira fase para o Boston Celtics por 4 a 1 após vencer o Atlanta Hawks no play-in

  • O que aconteceu: o ótimo início, mantendo a terceira posição do Leste até o meio de dezembro, deu lugar a uma enxurrada de lesões dos astros do time. Primeiro Paolo Banchero, fora ainda em novembro, depois Mo Wagner, Franz Wagner e, por fim, Jalen Suggs. Todos perderam boa parte da temporada, e o Magic, mesmo caindo o aproveitamento, se manteve competitivo e segurou o posto de melhor defesa da NBA, embora um dos piores ataques. Quando todos voltaram, as vitórias acompanharam e a franquia conseguiu um lugar no play-in sem dificuldades. Nos playoffs, diante do Boston Celtics, apesar de muita luta, a subida era grande demais para uma equipe com baixa produção ofensiva.

O elenco do Magic para a temporada 2025/26

  • Escolhas de Draft: Jase Richardson (ala-armador, 25ª escolha) e Noah Penda (ala, 32ª escolha)

  • Quem mais chegou: Tyus Jones (armador, Phoenix Suns), Desmond Bane (ala-armador, Memphis Grizzlies), Lester Quiñones (ala-armador, New Orleans Pelicans), Jamal Cain (ala, New Orleans Raptors), Orlando Robinson (pivô, Toronto Raptors) e Colin Castleton (pivô, Philadelphia 76ers)

  • Quem foi embora: Cole Anthony (armador, Milwaukee Bucks), Gary Harris (ala-armador, Milwaukee Bucks), Kentavious Caldwell-Pope (ala-armador, Memphis Grizzlies), Ethan Thompson (ala-armador, Miami Heat)

  • Provável time titular: Jalen Suggs, Desmond Bane, Franz Wagner, Paolo Banchero e Wendell Carter Jr.

  • Reservas: Tyus Jones, Anthony Black, Reece Beekman (armadores), Jase Richardson, Lester Quiñones(alas-armadores), Tristan da Silva, Noah Penda, Jamal Cain, Jett Howard (alas), Jonathan Isaac (ala-pivô), Mo Wagner, Goga Bitadze, Orlando Robinson e Colin Castleton (pivôs)

  • Técnico: Jamahl Mosley

O clima para a temporada

As idas aos playoffs nas duas temporadas anteriores foram sinais animadores de crescimento deste jovem time. Na offseason, a direção entendeu que era hora de acelerar um pouco mais as coisas. Foi a partir dessa orientação que o Magic tirou Desmond Bane do Memphis Grizzlies.

O preço para isso: Kentavious Caldwell-Pope, Cole Anthony e mais um punhado de escolhas futuras de primeira rodada do Draft (quatro, mais uma pick swap, direito de inverter posições em uma outra edição). Movimentação que deixa claro o recado de que, para o Magic, o futuro chegou. É hora de investir no presente.

Bane é forte no que o Magic tem de bom e traz características que pode melhorar o que não funciona tão bem. Além dele, outra novidade interessante atende pelo nome de Tyus Jones, armador que pode ajudar bastante na rotação em uma posição carente de qualidade no elenco do Magic.

Mas nada disso tira os holofotes de cima de Paolo Banchero e Franz Wagner. Se não há dúvidas de que os dois têm talento, ainda precisa ficar claro que os dois podem jogar juntos em um sistema ofensivo eficiente. Para um Magic ansioso por respostas, fica a expectativa para ver como os dois respondem na tentativa de tirar Orlando da incômoda marca de não vencer uma série de playoffs desde a temporada 2009/10.

Abre aspas

“Na medida em que o tempo for passando e nós continuarmos a jogar juntos, acho que toda a liga e todo mundo que acompanha basquete vai perceber não só que ele foi uma das melhores aquisições da ‘offseason’, mas que eu e ele podemos nos tornar uma das melhores duplas de armação da NBA por causa da nossa versatilidade em todos os aspectos. Em algumas coisas, nós dois somos jogadores de elite. Mas nas que não somos, um é capaz de cobrir essa lacuna do outro com excelência. Estou muito animado para jogar basquete com e e com todos os outros companheiros.”

A declaração é de Jalen Suggs, referindo-se a Desmond Bane e projetando, com bastante otimismo, o que os dois podem fazer juntos em quadra pelo Magic.

Uma esperança

Os movimentos do Orlando Magic foram feitos com uma direção clara: melhorar o espaçamento e as ameaças da equipe no perímetro sem abrir mão da defesa. Para isso, a grande contratação foi Desmond Bane. A lógica é simples. Banchero tem 23 anos, Franz Wagner e Suggs, 24. O futuro, em tese, já está garantido, o que permitiu abrir mão das quatro escolhas de primeira rodada pelo ala dos Grizzlies.

Em Memphis, Bane teve quase 40% de aproveitamento em alto volume, superior a seis tentativas por jogo. Além disso, diante das ausências dos armadores no elenco, também se mostrou um organizador de jogo competente quando necessário. Sua chegada é um acréscimo ao nível apresentado por Caldwell-Pope, com potencial para mudar a hierarquia do ataque de Orlando, uma vez que KCP era, no máximo, a quarta opção ofensiva do time.

Para a segunda unidade, pegaram o armador Tyus Jones, que chutou para 41% nos três pontos em cinco tentativas por jogo no Phoenix Suns, também um upgrade em relação a Cole Anthony.

Além dele, no Draft a escolha foi por Jase Richardson. O ala, filho de Jason Richardson, que jogou em Orlando de 2010 a 2012, teve 40% de aproveitamento do perímetro no basquete universitário e também chega para ajudar a espaçar o elenco do Magic. O pai, Jason, também era um destaque nos chutes longos: teve 37% de acerto no período que ficou na Flórida.

Tudo isso para ajudar a dinamizar um ataque que tem suas duas principais estrelas ocupando lugares semelhantes na quadra. Ter um várias boas opções do perímetro, em tese, deve ajudar a tirar o peso das costas de Banchero e Franz Wagner de finalizarem a todo momento, além de até ajudá-los na busca por espaços mais perto da cesta.

Um medo

Lesões são um medo para qualquer elenco. Mas no caso do Orlando Magic, a temporada 2024/25 foi, no mínimo, peculiar. Paolo Banchero e Franz Wagner foram afastados de várias partidas com a mesma incomum enfermidade: uma lesão no oblíquo, músculo do abdômen, que impedia a movimentação e mudança de direção dos astros. Uma lesão tão rara acontecer duas vezes na mesma temporada gerou suspeitas sobre a intensidade dos treinamentos feitos por Orlando.

Jalen Suggs, por sua vez, precisou tirar um pedaço da cartilagem para tratar uma lesão na junção do joelho com o fêmur. Já Mo Wagner foi mais ‘comum’, mas não menos grave: rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. São duas lesões que causam apreensão no retorno às quadras e que precisam de muita atenção para não piorar a situação ainda mais.

O ponto todo é que Orlando precisará segurar a empolgação de ter um elenco poderoso em um Leste teoricamente acessível e garantir um retorno gradual para Suggs e Mo Wagner, além de garantir que lesões repetitivas como as de Banchero e Franz Wagner não voltem a se repetir.

O cara

Na temporada passada, a terceira da carreira na NBA, Paolo Banchero teve médias de 25,9 pontos, 7,5 rebotes e 4,8 assistências por partida. Essa produção ofensiva representa mais um salto do ala, que já chegou a ser all-star. E que poderia ter sido novamente em 2025 se uma lesão no músculo abdominal não tivesse o tirado de ação por 36 jogos da campanha do Magic.

Embora o talento e o potencial dele pareçam evidentes, isso não quer dizer que não existam alguns pontos de preocupação com relação ao seu desenvolvimento como jogador, especialmente para quem busca se colocar um dia no primeiro escalão de estrelas da liga.

A maior preocupação é a seleção de arremessos. Na última temporada, Banchero diminuiu o volume de finalizações perto da cesta e aumentou o número de tentativas de bolas de três. O problema é que o aproveitamento nesses chutes de longa distância, que já não era bom no ano anterior, sofreu uma queda: de 34% para 32%.

Também vale a pena ficar de olho

Quem é o segundo melhor jogador do Magic? Essa pergunta não parece ter uma resposta tão óbvia neste momento.

Até alguns meses atrás, era Franz Wagner, que na última temporada elevou sua produção ofensiva e teve médias de 24,2 pontos por jogo, além de 5,7 rebotes, 4,7 assistências e 1,3 roubo de bola por partida, com um estilo que se assemelha em vários momentos ao de Paolo Banchero: um ala alto, que se sente confortável em ter a bola nas mãos para criar o ataque, exercendo muitas vezes a função de armador na prática, que gosta de partir para cima da defesa e que tem uma deficiência nos chutes de longe. No Eurobasket também fez bonito: foi campeão com a seleção alemã, anotando médias de 20,8 pontos, 5,9 rebotes, 3,4 assistências e 1,1 roubo.

Só que agora o elenco conta também com os serviços de Desmond Bane. A grande novidade do Magic para a temporada 2025/26 vem de um campeonato em que teve médias de 19,2 pontos, 6,1 rebotes, 5,3 assistências e 1,2 roubo de bola por jogo, além de um aproveitamento de 39% nas bolas de três. O que já é bom, mas que chegou a ser ainda maior em outros momentos da carreira. E do outro lado da quadra, ele entrega uma defesa de bom nível, que tem tudo para se encaixar no forte sistema coletivo da sua nova equipe.

Mas existe um outro jogador que merece ser citado por aqui: Jalen Suggs, mais um ótimo defensor que o Magic tem à disposição e que já mostrou potencial para ser um bom arremessador de longa distância, mas que no último ano não foi bem: o aproveitamento foi de apenas 31,4%, o que representa uma queda e tanto em relação aos 39,7% da temporada anterior.

Para provar que tem razão ao dizer que a dupla com Bane pode ter tanto sucesso assim, Suggs vai precisar voltar a arremessar melhor. Seria fundamental para uma tão necessária evolução da eficiência ofensiva do Magic.

Grau de apelo para o telespectador – de 1 a 5

3 (médio) – O quanto você gosta de defesa? A resposta para essa pergunta é o que vai ditar seu interesse pelo Orlando Magic. Toda a base do elenco foi mantida, o que nos permite dizer que o estilo de defesa e fisicalidade tende a ser o mesmo. A diferença, agora, é que o ataque deve ser mais interessante, com mais possibilidades e um novo candidato a astro do time: Desmond Bane.

Palpite para a temporada 2025/26 do Magic

No cenário mais otimista: a defesa se mantém impenetrável, e o ataque finalmente fica mais fluido. A franquia consegue um ano estável e, com os playoffs garantidos, passa a disputar as primeiras posições do Leste com Cleveland e companhia.

No cenário mais pessimista: mais do mesmo. Uma grande defesa, sem um ataque bom o suficiente para acompanhar. Orlando segue uma pedra no sapato de todos os times da NBA, mas sem capacidade para vencer quatro jogos em uma série de playoffs.

Veja as análises de todos os times da NBA:

*Clique no escudo para ler. Será publicada uma análise por dia até 20/10, véspera da estreia da NBA.

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Águia Branca recebe novo Termo de Autorização da ANTT para operar linha entre São Paulo e Rio de Janeiro

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Empresa já havia sido autorizada na semana passada para a mesma ligação, possivelmente em rotas diferentes

ALEXANDRE PELEGI

A Viação Águia Branca recebeu da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mais um Termo de Autorização (TAR) para operar o serviço regular de transporte rodoviário coletivo interestadual de passageiros na linha São Paulo (SP) – Rio de Janeiro (RJ).

A nova autorização consta na Decisão SUPAS nº 1.420, de 30 de setembro de 2025, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 7 de outubro de 2025. O documento, assinado pelo superintendente Juliano de Barros Samôr, confere à empresa o TAR nº SPRJ0006260, que autoriza a operação sob o regime de autorização previsto na Resolução ANTT nº 6.033/2023.

O ato determina que a operadora deve iniciar a prestação do serviço em até 30 dias a partir da vigência do TAR, prazo que pode ser prorrogado uma única vez, por igual período, mediante justificativa.

Conforme noticiado pelo Diário do Transporte no último 3 de outubro de 2025, a Águia Branca já havia recebido outro Termo de Autorização da ANTT para a mesma ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro (leia aqui).

A existência de dois TARs para o mesmo par de capitais indica que a empresa pode ter obtido autorizações para rotas distintas, com diferentes pontos de parada ou itinerários rodoviários, o que explicaria a numeração divergente dos termos emitidos pela agência. Da forma como a publicação foi feita não é possível saber. O Diário do Transporte solicitou explicações à Águia Branca, e a resposta será publicada neste espaço.

Fundada em 1946, no Espírito Santo, a Águia Branca integra o Grupo Águia Branca, que atua nos segmentos rodoviário, aéreo e de logística. Reconhecida como uma das maiores viações do país, opera uma frota superior a 800 veículos e tem forte presença nas regiões Sudeste e Nordeste.

Como a matéria anterior explicou quando da concessão do primeiro TAR, embora a empresa já atendesse o trecho como seção de diversas linhas interestaduais que passam pelas duas capitais, ela não possuía até então um TAR próprio para o eixo Rio–São Paulo. O pedido feito pela transportadora teve como objetivo justamente transformar essa operação em uma linha independente, formalizando sua atuação no principal corredor rodoviário interestadual do Brasil, responsável pelo maior fluxo de passageiros do país.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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JTI Turismo tem pedido negado pela ANTT para operar linha entre Aparecida de Goiânia (GO) e Imperatriz (MA)

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Fundada em 2015, empresa tem sede em Goiânia (GO)

Agência indeferiu solicitação da empresa por entender que o mercado não é autorizado à requerente, conforme a Resolução nº 6.033/2023

ALEXANDRE PELEGI

A JTI Turismo (Joel Transporte e Turismo Ltda.) teve indeferido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) o pedido de autorização para operar a linha Aparecida de Goiânia (GO) – Imperatriz (MA) e suas seções.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 7 de outubro de 2025, por meio da Decisão SUPAS nº 1.422, de 30 de setembro de 2025, assinada pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr.

Segundo o despacho, o indeferimento ocorreu porque os mercados solicitados não são autorizados à requerente, conforme previsto na Resolução ANTT nº 6.033, de 21 de dezembro de 2023, que regula o regime de autorização para o transporte interestadual regular de passageiros.

A empresa com sede em Goiânia (GO) pretendia obter o Termo de Autorização (TAR) para incluir o novo serviço interestadual em sua operação. A ANTT, entretanto, concluiu que a JTI Turismo não atende aos requisitos necessários para exploração do mercado pleiteado.

A decisão reafirma a orientação da agência de restringir novas autorizações a empresas que já possuam mercados reconhecidos e habilitação vigente, conforme a política regulatória definida pela Resolução nº 6.033/2023.

Com o indeferimento, a JTI Turismo não poderá operar a linha solicitada, permanecendo com as autorizações que já detém dentro do sistema interestadual.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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VLT Carioca promove ação especial no Terminal Gentileza pelo Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher

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Atividade acontece nesta terça (07) em parceria com o Programa Empoderadas e inclui atendimentos jurídicos, serviços de beleza e diálogo com passageiras

ALEXANDRE PELEGI

O Terminal Gentileza, um dos principais pontos de integração do VLT no Rio de Janeiro, será palco de uma ação especial nesta terça-feira, 07 de ouubro de 2025, dedicada ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, celebrado no próximo dia 10 de outubro.

A iniciativa gratuita, promovida pelo VLT Carioca em parceria com o Programa Empoderadas, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, vai reunir atividades voltadas à conscientização, acolhimento e empoderamento feminino, entre 8h30 e 10h30.

No mezanino do terminal, uma equipe jurídica do programa oferecerá orientações individuais sobre os direitos das mulheres e informações sobre os canais oficiais de denúncia. Também haverá serviços de beleza — como design de sobrancelhas, maquiagem, tranças e massagem — todos gratuitos e realizados por ordem de chegada.

“O Terminal Gentileza recebe milhares de pessoas todos os dias, e acreditamos que esse espaço pode ser também um ponto de escuta, acolhimento e transformação. Ao apoiar o Programa Empoderadas, queremos ampliar o acesso à informação e fortalecer o papel da mulher na sociedade. Conversas que acontecem durante o trajeto podem fazer toda a diferença — e até salvar vidas”, afirmou Silvia Bressan, diretora do VLT Carioca.

Ações também dentro dos trens

Além das atividades fixas no terminal, equipes do Programa Empoderadas irão embarcar nos trens do VLT, distribuindo materiais informativos e conversando com passageiras sobre o empoderamento feminino como ferramenta de prevenção à violência de gênero.

Com a iniciativa, o VLT Carioca afirma reforçar seu compromisso em promover um transporte público mais seguro, inclusivo e consciente, transformando o deslocamento diário em um espaço de informação e apoio.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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MOBI-RIO impõe quarentena e define regras para recontratação de ex-funcionários punidos

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Portaria publicada no Diário Oficial estabelece prazos e condições para retorno de empregados desligados por justa causa ou outras infrações

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Municipal de Transportes Coletivos — MOBI-RIO publicou a Portaria “N” nº 02, de 06 de outubro de 2025, que fixa prazos mínimos para a nova contratação de ex-empregados que tenham cometido condutas irregulares durante o vínculo anterior. A norma foi divulgada na edição desta segunda-feira, 07 de outubro de 2025, do Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.

Segundo o texto, a medida vale para todos os casos de demissão motivada, aplicação de penalidades disciplinares ou prática de atos que configurem falta grave.

A portaria determina que “a readmissão ou recontratação somente poderá ocorrer após o decurso do prazo estabelecido para cada tipo de infração, contado a partir da data do desligamento”.

Entre os pontos principais, a norma veda a recontratação imediata de ex-funcionários dispensados por improbidade, mau procedimento, indisciplina, embriaguez em serviço ou abandono de função, deixando claro que a decisão busca preservar “a credibilidade e a integridade das operações conduzidas pela empresa”.

O texto também reforça que as novas regras se aplicam a todas as formas de vínculo, sejam contratações diretas, temporárias, por processo seletivo simplificado ou concursos futuros.

Ainda segundo a portaria, as áreas de Recursos Humanos deverão observar o histórico disciplinar de cada candidato antes de aprovar uma readmissão.

De acordo com a direção da MOBI-RIO, o objetivo da norma é “assegurar maior transparência e rigor nos critérios de seleção, evitando o retorno de empregados que tenham comprometido a ética e a imagem institucional”.

A Portaria “N” nº 02/2025 entra em vigor na data da publicação e será referência para todos os processos de admissão realizados a partir de outubro.

Criada pela Prefeitura do Rio em 2021, a MOBI-RIO assumiu a operação emergencial dos corredores do sistema BRT, após o rompimento dos contratos com os antigos consórcios privados. Desde então, a empresa pública é responsável pela contratação e gestão de motoristas, fiscais e pessoal de apoio.

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VAR de São Paulo x Palmeiras vê ‘escorregão acidental’ de Allan em Tapia e alerta que Andreas ‘pegou na bola primeiro’ antes de solada

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Assim como a ESPN antecipou na noite de domingo (5), o São Paulo poderia conferir os áudios do VAR da partida contra o Palmeiras no Fórum Permanente, feito pela CBF para elucidar os lances aos integrantes das suas equipes. E a resposta chegou nesta terça-feira (6).

Segundo apurou a ESPN, a conversa entre Ramon Abatti Abel, árbitro da partida, e Ilbert Estevam, responsável pelo VAR, foi a seguinte: eles alegaram que Tapia não chegaria na bola, que estava longe do alcance do atacante.

Além disso, reforçaram que Alan escorrega acidentalmente atingindo o atacante do São Paulo, sem a necessidade de ir ao monitor.

Sobre a entrada por cima de Andreas em Marcos Antônio, a alegação foi a seguinte: o jogador do Palmeiras pega a bola primeiro.

Para Carlos Eugênio Simon, comentarista de arbitragem dos Canais Disney, o pênalti de Allan em Tapia, de fato, existiu.

“Pênalti claro e não marcado para o São Paulo. Allan escorrega e acerta Tapia. Sem querer é falta. Dentro da área é pênalti. O árbitro não marcou, VAR não interveio e errou a arbitragem”.

Em campo, o São Paulo abriu 2 a 0, mas viu o Palmeiras virar e vencer por 3 a 2. A equipe alviverde assumiu a ponta do Brasileirão.

Próximos jogos do São Paulo:

Próximos jogos do Palmeiras:

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Produtores do Paraguai e do Brasil ampliam uso de fertilizantes menos concentrados em 2025

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A demanda por fertilizantes de menor concentração vem ganhando força no mercado paraguaio e no brasileiro em 2025, aponta o relatório semanal de fertilizantes da StoneX, empresa global de serviços financeiros. Entre janeiro e agosto, as importações de SSP (superfosfato simples) pelo Paraguai cresceram 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as de NP, produto à base de nitrogênio e fósforo, aumentaram 38%. Em contrapartida, as compras de MAP, um fosfatado de maior concentração, recuaram 13% na comparação com 2024.

 O movimento não é isolado, já que no Brasil o crescimento das aquisições de fertilizantes menos concentrados também indica uma mudança estratégica dos produtores. Diante de relações de troca nos piores níveis dos últimos anos, preços elevados e oferta global restrita, os compradores buscam alternativas mais acessíveis para manter a adubação das lavouras sem comprometer a rentabilidade.

“O mercado tem se ajustado a um cenário de margens mais estreitas e custos ainda elevados. A escolha por produtos de menor concentração, como SSP, é uma estratégia para manter a eficiência agronômica sem comprometer o fluxo de caixa dos produtores”, avalia o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías.

No segmento de nitrogenados, o comportamento é semelhante. As importações paraguaias de sulfato de amônio, um produto de menor concentração que a ureia, estão 15% acima das de 2024. Já as compras de ureia, um produto com maior quantidade de nitrogênio, avançaram apenas 4%, reforçando a tendência de substituição parcial por opções mais econômicas.

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