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Transporte coletivo de Porto Alegre (RS) contará com sistema conhecido como Abrigo Amigo, que garante maior segurança nas paradas de ônibus

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Foto: Jardel Moraes/Ônibus Brasil

Projeto prevê instalação de 50 unidades equipadas com câmeras, microfones e conexão em tempo real

ARTHUR FERRARI

Porto Alegre (RS) passará a contar com 50 abrigos de ônibus equipados com tecnologia de monitoramento remoto. A iniciativa, chamada Abrigo Amigo, foi apresentada nesta quarta-feira (17) ao prefeito Sebastião Melo pela concessionária Eletromidia, em parceria com a operadora Claro. Os locais que receberão os equipamentos foram definidos em conjunto com a Secretaria de Mobilidade Urbana (SMMU) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

O funcionamento será garantido por telas digitais, câmeras noturnas de alta resolução, microfones e alto-falantes, permitindo atendimento remoto entre 20h e 5h. Durante esse período, usuários poderão acionar comunicação em tempo real com uma central de monitoramento, que oferecerá suporte e, se necessário, acionará serviços de segurança ou saúde.

Segundo o prefeito Sebastião Melo, “a qualificação do transporte público é fundamental para o desenvolvimento de Porto Alegre. Inovação precisa vir acompanhada de transformação social para aliarmos a tecnologia aos nossos desafios diários. As regiões precisam estar conectadas de forma acessível tanto no trajeto quanto nos abrigos. Os equipamentos irão trazer mais segurança, principalmente às mulheres” – disse Melo.

O secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, também destacou a relevância da medida: “Mais do que pontos de ônibus, esses espaços passam a ser locais de acolhimento e proteção para quem depende do transporte coletivo, especialmente no período noturno. Porto Alegre dá mais um passo na construção de uma cidade mais humana e segura”.

A parceria, firmada em modelo de Parceria Público-Privada (PPP), não gera custos diretos ao município. Em contrapartida pela instalação e manutenção dos equipamentos, a concessionária poderá explorar espaços publicitários em painéis regulamentados de Mobiliário Urbano para Informação (MUPIs).

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Como Arrascaeta mudou ‘visão errada’ de Filipe Luís no Flamengo

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Camisa 10, ídolo e principal referência do Flamengo de Filipe Luís, que encara o Estudiantes pelas quartas da CONMEBOL Libertadores, nesta quinta-feira (18), às 21h30 (de Brasília), com transmissão do Disney+, Arrascaeta coleciona momentos de brilho e poder de decisão com a camisa rubro-negra, mas talvez viva, aos 31 anos, seu melhor momento individual.

Hoje treinado pelo amigo e ex-companheiro, o uruguaio foi de superestimado a subestimado na visão do ex-lateral em um treino e um jogo, ainda antes da consolidação do histórico time de 2019.

“Quando eu estava no Atlético de Madri, eu acompanhava o Flamengo sempre, e vi que o clube havia contratado o Arrascaeta mas ainda não conhecia ele. Vi alguns jogos e lances no Cruzeiro, mas quando ele veio para o Flamengo, ele não jogava, e eu não entendi muito bem o porquê, e até duvidei, achei que ele não era tudo isso que o pessoal falava”, afirmou Filipe Luís à CONMEBOL em entrevista antes da final da Libertadores de 2022.

“Quando eu cheguei aqui, ele já estava jogando, e eu comecei a treinar com ele. Ele jogava na ponta esquerda, ou seja, do meu lado, e a gente já se entendeu. No primeiro treino eu toquei a primeira bola para ele, e ele já devolveu, e eu soube: “Esse é o cara que eu preciso estar perto e me conectar no jogo“. E assim, eu sempre falo de química, e você encontra essa química dentro de campo. Com ele isso aconteceu no primeiro jogo, contra o Bahia. E eu já senti, sabia que ele era diferente, muito craque, mas que era subestimado”, seguiu o então lateral do time campeão das Libertadores de 2019 e 2022.

Volta por cima em 2025

Se hoje o camisa 10 é uma de suas melhores versões na carreira, no início do ano o momento era diferente. Criticado por suas atuações, Arrascaeta foi defendido publicamente por Filipe Luís em março: “Eu sei o que ele pode render“.

“Ele voltou de uma lesão grave no joelho, operou, esteve as férias praticamente todas tratando, perdeu parte da pré-temporada e voltou com controle de minutos. No começo tentamos segurar o máximo possível, até mesmo na final da Supercopa, jogou só 30 ou 35 minutos. Conforme o joelho foi melhorando, consegui dar um pouco mais de minutos para ele. Porque o Arrasca é um jogador, ao meu modo de ver, como companheiro e agora treinador, que cresce conforme vai somando minutos“, afirmou o treinador.

“Eu sei o que ele pode render. Esses números dele, de dois gols e duas assistências, sei que podem melhorar, mas os números dele agora não me interessam. E sim o que ele faz de posicionamento, como gera vantagens, não perde a bola… Esses, sim, são aspectos que olho mais”, seguiu.

“Claro que todos esperamos mais, ele mesmo espera mais dele, ele mesmo sabe que tem que melhorar. Desse lado aqui, o treinador tem que fazer é tirar o melhor rendimento do Arrascaeta, e esse sou eu e vou fazer isso. Conforme for passando os treinos e jogos, vou tentando sempre tirar o melhor rendimento dele, dar a confiança que ele precisa para a gente ver a melhor versão desse jogador de novo”, completou Filipe Luís.

Dito e feito: seis meses depois, o craque volta a ser exaltado e temido, sendo esperança de gols, assistências e participação defensiva com e sem a bola para o jogo flamenguista. Nesta quinta-feira (18), o Rubro-Negro recebe o Estudiantes, da Argentina, pela ida das quartas de final da Libertadores. A bola rola às 21h30, no Maracanã, com transmissão do Disney+.

Antes disso, chegou até a ser discutida uma saída de Arrascaeta, que vivia indefinição com seu contrato e voltava de lesão. Mas, com paciência do Filipe em colocá-lo no lugar mais perto do gol, ele vive o melhor momento individual no clube, sendo o protagonista do time e vivendo uma fase artilheira.

No ano, já são 18 gols e 13 assistências, igualando sua temporada com mais bolas nas redes, 2019, mas agora com menos jogos para alcançar a meta.

Agradecimento de Bielsa a Filipe Luís e ao Flamengo

Após assegurar a vaga direta na Copa do Mundo de 2026 com o Uruguai, Marcelo Bielsa exaltou Arrascaeta e o trabalho desenvolvido pelo Flamengo e sua comissão técnica com o jogador.

Queria fazer um reconhecimento especial ao trabalho de Arrascaeta, ao corpo técnico e médico do Flamengo, porque porque nesta temporada, Arrascaeta, do meu ponto de vista é um jogador diferente ao que eu conheci inicialmente. Como já havia escutado pelo que me descreviam e que neste ano eu pude ver…”, iniciou.

“O que ele fez pela seleção é muito valioso, mas o que ele faz pelo Flamengo, jogando duas vezes por semana, marcando (gols), dando assistências, essa versão de Arrascaeta é muito boa”, completou.

Onde assistir a Flamengo x Estudiantes

Assista a Flamengo x Estudiantes, nesta quinta-feira (18), às 21h30 (de Brasília), com transmissão do Disney+.

Próximos jogos do Flamengo:

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ANTT abre chamamento público para empresas de ônibus interestaduais interessadas na linha entre São Bento do Sul (SC) e Agudos do Sul (PR)

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Serviço deve ser feito com ônibus do tipo urbano. Expresso São Bento renunciou autorização, como mostrou Diário do Transporte

ADAMO BAZANI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, um chamamento público para empresas de ônibus interestaduais interessadas em operar a linha entre os municípios de São Bento do Sul (SC) e Agudos do Sul (PR).

Para participar, as viações deverão protocolar a documentação até 1º de outubro de 2025, na sede da ANTT, em Brasília, ou via Correios.

A abertura dos envelopes acontecerá em 3 de outubro, às 14h, em sessão pública com transmissão também pela internet, reforçando a transparência do processo.

Os serviços serão prestados até a conclusão de uma licitação definitiva e devem ser atendidos na modalidade semiurbana, com ônibus de características urbanos.

A tarifa inicial foi fixada em R$ 6,20 (excluído o ICMS).

Segundo a ANTT, a operação prevê frequência mínima de duas viagens diárias em dias úteis e uma aos sábados, domingos e feriados, garantindo mobilidade para trabalhadores, estudantes e demais passageiros que dependem da ligação entre os dois municípios.

A seleção vai levar em conta critérios técnicos, como regularidade fiscal, capacidade operacional e a idade média da frota apresentada.

Ainda de acordo com a agência, a empresa selecionada terá até 30 dias após a publicação da autorização para iniciar as operações, sob pena de convocação da próxima classificada. Entre as exigências, estão a apresentação de frota própria mínima de dois ônibus — sendo um reserva —, motoristas habilitados, garagem ou ponto de apoio operacional e quadro de horários compatível.

O chamamento foi necessário porque a empresa Expresso São Bento, do Grupo Leblon Transporte de Passageiros, de Fazenda Rio Grande (PR) e Curitiba (PR), renunciou a autorização provisória.

Como mostrou o Diário do Transporte, TAR – termo de autorização foi extinto diante da renúncia.

Relembre:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Prefeitura de São Paulo autoriza duas viações a instalarem armazenadores de energia que reduzem dependência de infraestrutura da ENEL para ônibus elétricos (BESS)

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Previsão é de que equipamentos estejam instalados em até 90 dias

ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Prefeitura de São Paulo autorizou nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, duas empresas de ônibus a instalarem um sistema de recarga de ônibus elétricos, que funciona como grandes armazenadores de energia, que prometem reduzir a dependência da infraestrutura da Enel para ônibus elétricos.

A tecnologia dos seis primeiros sistemas encomendados é denominada de BESS (Battery Energy Storage System). São espécies de “no-brake” gigantes que, entre os diferenciais dos atuais sistemas de recarga, vão captando energia da rede, mesmo em baixa tensão, durante o dia, de forma gradual e lenta, para quando os ônibus chegarem à garagem, no final da noite, início da madrugada, carregarem como se estivessem conectados à rede de distribuição, mas a eletricidade já vai estar guardada na garagem.

Cada módulo fornecerá 4,5 MWh de energia elétrica e juntos, os seis equipamentos têm capacidade de carregar 120 ônibus em apenas um ciclo, ampliando a infraestrutura de recarga da cidade.

Entre as vantagens está o fato de não haver uma necessidade imediata de mudar a tensão da rede de média para alta, um dos grandes obstáculos hoje para o avanço da frota de ônibus elétricos. Além disso, se houver algum apagão ou blackout no bairro da garagem, será possível ter energia e não faltar para a recarga nos veículos.

A prefeitura informou que a implantação ficará a cargo da Huawei (empresa chinesa fornecedora do equipamento) e ao grupo Matrix Energia. A administração da capital paulista reforçou que a melhoria nas garagens de ônibus não terá custos para os cofres do município.

Os sistemas serão instalados em até 90 dias nas garagens da A2 Transportes (na Zona Sul), que receberá dois equipamentos e Auto Bless (na Zona Oeste), que contará com quatro.

O Diário do Transporte mostrou que uma dessas viações já testava o equipamento e que o prefeito Ricardo Nunes foi à China para verificar de perto a fabricação.

Relembre:

Nunes da Ásia para o Diário do Transporte: tecnologia que reduz dependência da ENEL, US$ 100 milhões serão só para ônibus chineses e comenta prejuízo de R$ 300 milhões da Mercedes-Benz

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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BUSSCAR e Banco Luso Brasileiro participam do Encontro de Fretamento 2025

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Imagem meramente ilustrativa

Evento acontece nos dias 25 e 26 de setembro em Foz do Iguaçu (PR); equipe de reportagem do Diário do Transporte acompanha ‘in loco’

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A empresa encarroçadora BUSSCAR, em parceria com o Banco Luso Brasileiro, confirmou presença no 25º Encontro das Empresas de Fretamento e Turismo e no 24º Encontro Nacional dos Transportes de Fretamento e Turismo.

O evento será realizado nos dias 25 e 26 de setembro, no Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu (PR), e contará com cobertura ‘in loco’ do Diário do Transporte.

Promovido pela ANTTUR (Associação Nacional dos Transportadores de Turismo e Fretamento) e pela FRESP (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo), o evento reúne empresários, fornecedores e representantes do setor para discutir tendências, inovações e desafios do mercado de fretamento.

Durante os dois dias de participação, a BUSSCAR apresentará ao público dois modelos de sua linha: o Panorâmico DD NB1 e o El Buss FT, este que foi desenvolvido para atender às demandas do segmento de fretamento.

El Buss FT

Direcionado para viagens de curtas distâncias e para fretamentos, o El Buss FT faz parte da linha de ônibus que oferece o melhor custo-benefício ao cliente.

– Fretamento de melhor custo-benefício do mercado;

– Conjunto de iluminação frontal modular de fácil reposição;

– Salão mais largo do segmento;

– Módulos de iluminação traseira modulares em LED;

– Baixo custo de reposição de peças;

– Arco de rodas e chapeamento que facilitam a manutenção.

Panorâmico DD NB1

O Panorâmico DD é ideal para turismo e viagens de longas distâncias, com amplitude de cabine e dos salões de passageiros.

– Cabine de motorista mais ampla do mercado;

– Ambos os salões com altura padrão de 1,80m;

– Espelhos retrovisores mais próximos do motorista. Visibilidade total dos espelhos facilitando manobras;

– Conjunto de 6 saídas de ar-condicionado direcionado ao motorista;

– Bagageiro traseiro com abertura para trás. Facilidade na movimentação das bagagens;

– Central elétrica com acesso externo. Manutenção facilitada sem interferência na cabine;

– Lanternas traseiras individualizadas. Fácil manutenção e reposição econômica;

 Faróis auxiliadores superiores de longo alcance;

 Itinerário central entre os para-brisas. Maior conforto visual dos passageiros e manutenção facilitada;

– Modelo de cabine padronizada para todos os chassis.

“Além de apresentarmos nosso produto, que é projetado para contribuir no dia a dia das empresas, esse é um momento de ouvir o setor, entender as demandas dos nossos clientes e fortalecer nossa presença em um mercado em constante evolução”, destaca o diretor comercial da BUSSCAR, Paulo Corso.

Programação – Encontro Fretamento (2025)

25 de setembro

13h30 às 16h – Credenciamento

17h – Abertura do Evento

18h às 19h – Palestra 1 com Fernando Shüller – Cenários e Perspectivas Econômicas do Mercado Brasileiro

19h às 19h45 – Visita à feira, contato com patrocinadores e networking

19h45 – Coquetel de encerramento do dia

26 de setembro

9h – Abertura do dia

9h30 – Palestra 2 com Angelo Chieppe Moura Dalla Bernardina – Qual o seu fator diferencial no mercado que a fez ser reconhecida por 3 anos consecutivos entre as Maiores e Melhores do Transporte

10h30 – Painel com Dr. Frederico Toledo Melo – Lei do Motorista

11h45 – Visita à feira, contato com´patrocinadores e networking

13h – Almoço

14h30 – Palestra 3 com Lauro José Lyrio Júnior, MSc e André Cerqueira – Novas Tecnologias, análise de dados e o impacto aplicado ao mercado de Fretamento e Turismo Rodoviário

15h45 – Palestra 4 com Rogerio Nagata – Práticas de Sucesso nas empresas de Fretamento: apresentação de 4 cases

17h15 – Visita à feira, contato com patrocinadores e networking

19h – Encerramento da programação do evento

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Guanabara adquire 65 novos ônibus Double Decker e RSD da Mercedes-Benz

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Empresa investiu R$ 140 milhões na compra dos veículos, que contam com carrocerias da Marcopolo e Comil

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Guanabara, empresa de transporte rodoviário de passageiros do país, anunciou a expansão da frota de ônibus. Foram investidos R$ 140 milhões na aquisição de 65 novos coletivos double decker e RSD, equipados com chassis Mercedes-Benz e carrocerias da Marcopolo e Comil.

Os novos veículos atenderão às principais rotas que conectam diferentes regiões do Brasil, entre elas Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

Em anúncio, a empresa destacou a ampliação da oferta de serviços premium. Os veículos terão diferentes configurações: Cama, Leito, Semi-Leito e Executivo.

Entre as novidades, a Guanabara lança em setembro o serviço Cama no trecho Salvador (BA) – Recife (PE). Serão poltronas que reclinam 180°, contando com apoio para pernas, manta, cortinas de privacidade, tomadas USB, iluminação individual de leitura e fornecimento de água mineral.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Goiás inicia estudo para criação de corredor exclusivo entre Luziânia e Santa Maria

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Foto: Matheus de Souza/Ônibus Brasil (Meramente ilustrativa)

Levantamento técnico vai definir se ligação será por BRT, VLT ou trem semiurbano, com previsão de obras a partir de 2026

ARTHUR FERRARI

Representantes do Governo de Goiás e autoridades do Entorno do Distrito Federal participaram nesta terça-feira (16) da reunião que marcou o início do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para implantação de um corredor de transporte coletivo entre Luziânia (GO) e Santa Maria (DF). O encontro ocorreu na sede da Metrobus, em Goiânia (GO).

A análise será conduzida pelo Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans), que ficará responsável por indicar a modalidade mais adequada para a região. Entre as alternativas em avaliação estão sistemas de BRT, VLT ou trem semiurbano.

O subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte, Miguel Ângelo Pricinote, destacou que os estudos deverão resultar na definição de uma solução capaz de melhorar a fluidez da mobilidade no Entorno. “Esse corredor fará toda a diferença para aquela região. Hoje, os ônibus ficam presos no trânsito e ele vai fluir assim como hoje aqui em Goiânia e na região Metropolitana fluem os veículos nos BRTs Leste-Oeste e Norte-Sul. Então, vamos aplicar o que aprendemos aqui em Goiânia e estudar qual a solução mais viável para aquela região, se é um BRT, se é um VLT ou um trem semiurbano”, afirmou Miguel Ângelo Pricinote.

A previsão apresentada pelo subsecretário é que as obras sejam iniciadas em 2026.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte00

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ANTT autoriza oito novas empresas para fretamento interestadual e internacional de passageiros

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Empresa Cruz & Carvalho, que opera com nome fantasia JBC, está entre as autorizadas

Decisões SUPAS determinam que viações operem em “circuito fechado”, realizando viagens de ida e volta realizadas pelo mesmo grupo de passageiros no mesmo veículo

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, a Decisão SUPAS nº 1.342, de 12 de setembro de 2025, autorizando oito empresas para a prestação do serviço de transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros em regime de fretamento

Veja relação de empresas autorizadas:

CRUZ & CARVALHO AGENCIA DE VIAGENS LTDA (TAF 002140, CNPJ 11.152.129/0001-31)

EXPRESS TRANSPORT SERVICOS LTDA (TAF 006630, CNPJ 08.720.592/0001-28)

HELENATUR VIAGEM E TURISMO LTDA (TAF 010558, CNPJ 61.993.008/0001-90)

I.G. SILVA DE ALMEIDA TRANSPORTES LTDA (TAF 005756, CNPJ 34.673.894/0001-00)

INTEGRA SERVICOS LTDA (TAF 001029, CNPJ 17.425.475/0001-22)

M J FERREIRA MENDES LTDA (TAF 010559, CNPJ 13.627.306/0001-14)

NICATATA TRANSPORTES LTDA (TAF 010560, CNPJ 38.395.568/0001-21)

ROTA TUR TRANSPORTE EXECUTIVO LTDA (TAF 010561, CNPJ 23.405.904/0001-00)

CONDIÇÕES

A autorização concedida pela ANTT impõe que as empresas observem as condições estipuladas na Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015, e demais normativos pertinentes à prestação desses serviços. A resolução estabelece regras para o funcionamento desse tipo de serviço, incluindo o conceito de “circuito fechado”, que se refere a viagens de ida e volta realizadas pelo mesmo grupo de passageiros no mesmo veículo, retornando ao ponto de origem.

Uma das condições cruciais é a observância do Art. 9º desta Resolução, que estabelece que o Termo de Autorização para transporte rodoviário em regime de fretamento tem sua validade condicionada ao recadastramento junto à ANTT. O cadastro da autorizatária tem vigência de 3 anos a partir da data de publicação do Termo de Autorização no Diário Oficial da União (DOU). O descumprimento deste artigo implica na renúncia da autorização delegada pela ANT

A SUPAS também ressalta as consequências em caso de irregularidades. A nulidade do Termo de Autorização (TAF) pode ser declarada se for verificada ilegalidade no ato, impedindo a produção de efeitos jurídicos ou desconstituindo os já produzidos, sempre respeitando o princípio da ampla defesa e do contraditório. Além disso, a autorização pode ser extinta por cassação, caso haja perda das condições indispensáveis para o cumprimento do objeto da autorização ou em caso de infração grave, apuradas em processo regular. O descumprimento da Decisão implicará a aplicação de sanções previstas em resolução específica.

Para facilitar a operação das empresas autorizadas, a ANTT disponibilizará o acesso ao sistema para a emissão das licenças de viagem a partir da data de publicação desta Decisão.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Secretaria de Nunes e entidades internacionais realizam seminário para debater ônibus elétricos na capital paulista

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Evento terá a participação de fabricantes também e ocorre na terça-feira (23). Em março, foi a vez do biometano para ônibus “se apresentar”

ADAMO BAZANI

Após os ônibus a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos) se “apresentarem” em um seminário organizado em 25 de março de 2025 pela Seclima (Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas), da gestão do prefeito Ricardo Nunes, na capital paulista; é a vez de debater os ônibus elétricos que, diferentemente dos modelos a gás, já são realidade na cidade, mas como tem mostrado o Diário do Transporte, enfrentam diferentes problemas que impedem a expansão da frota como previu a prefeitura.

O Seminário “Caminhos para a Eletromobilidade Urbana em São Paulo” ocorre na próxima terça-feira, 23 de setembro de 2025, no Memorial da América Latina, zona Oeste da capital e é organizado pela Seclima, Aliança ZEBRA, coliderada pela C40 Cities, o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) e a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Além do próprio prefeito Ricardo Nunes, confirmou presença o Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, do Governo Federal, Dênis Andia.

Entre os temas, estará a infraestrutura da rede de distribuição de energia elétrica, que ainda é insuficiente para dar conta da demanda de ônibus elétricos, principal fator apontado por Nunes para o não cumprimento da meta de frota, que era de 2,6 mil coletivos elétricos até dezembro de 2025, mas no fim de setembro de 2025, quase um ano depois, são apenas cerca de 650 a bateria para um total de quase 13 mil ônibus municipais. Na próxima segunda-feira (22), deve haver a apresentação de mais 100 unidades a bateria no Pacaembu.

Por causa do atraso, Nunes e a concessionária ENEL travam um bate-boca. Nas ações judiciais contra a renovação do contrato da empresa italiana, além da falta de energia e problemas relacionados a quedas de árvores no Verão, o prefeito cita a não adequação da rede que resultou em dezenas de ônibus elétricos zero parados nas garagens sem poder operar por falta de energia.

A ENEL se defende. Como mostrou o Diário do Transporte, a distribuidora promete preparar mais 16 garagens para ônibus elétricos em São Paulo até o fim de 2025 e diz que cumpre os prazos estabelecidos, dependendo das viações entregarem os projetos adaptação dos seus pátios.

Relembre:

Como mostrou o Diário do Transporte, na abertura do seminário sobre biometano (gás obtido da decomposição de resíduos)/GNV para o transporte coletivo, Nunes disse que não quer repetir erro da falta de infraestrutura como aconteceu com elétricos

Relembre:

A questão da falta de planejamento e infraestrutura é que tem diferenciado as realidades no Brasil e em outros países.

Em uma reportagem especial desta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, o Diário do Transporte ouviu especialistas das áreas de academia, técnicos, de operação, gestão pública e fabricantes, com os exemplos (mas sem comparações) entre Brasil e China.

Vale a pena ler.

Acesse em:

Diferenças entre panoramas dos ônibus elétricos no Brasil e na China são oportunidades para repensar mobilidade como um todo, para gestores, operadores, fabricantes e especialistas

O Diário do Transporte esteve entre o fim de 2024 e o decorrer de 2025 em diversas garagens e presenciou dezenas de ônibus elétricos à bateria zero quilômetro parados por falta de ligação de energia e adaptação da tensão da rede de distribuição. A maior parte dos bairros da cidade de São Paulo possui redes de baixa tensão e, para carregar estes ônibus, são necessárias redes de média ou alta tensão. Caso contrário, se 50 ônibus ou mais estiverem em recarga ao mesmo tempo (e o número é pequeno para o tamanho das frotas nas garagens da cidade), pode faltar energia para bairros inteiros, afetando casas, comércios e até hospitais.

A prefeitura responsabiliza a ENEL pelos atrasos e não cumprimento desta meta que valeria para o Plano entre 2021 e 2024. Segundo a gestão do prefeito Ricardo Nunes, a ENEL não entregou em tempo as obras necessárias. Agora, diante dos entraves de falta de infraestrutura, a meta para o segundo mandato, 2025-2028, é menor: 2,2 mil ônibus e com uma mudança na redação. Em vez de elétricos, a prefeitura fala em veículos menos poluentes que o diesel. Uma das alternativas que estão sendo consideradas é o GNV (Gás Natural Veicular)/biometano (gás obtido na decomposição de resíduos). A empresa Sambaíba, que opera ônibus na zona Norte da capital, tem investido em estudos para conversão de ônibus a diesel em GNV.

Por lei municipal, até 2038, nenhum ônibus do transporte municipal de São Paulo pode emitir CO2, o que é impossível para modelos que não sejam elétricos. Por isso, que a maior parte de outras formas de energia, como o GNV/biometano, apesar de proporcionar reduções significativas não zeram as emissões deste poluente. Assim, são consideradas alternativas “de passagem, de transição”.

O dilema da cidade e de quem anda de ônibus é que desde 17 de outubro de 2022, por determinação do prefeito Ricardo Nunes, as viações não podem mais comprar veículos a diesel. Como não há infraestrutura suficiente para a meta de elétricos e as outras alternativas são apenas estudos ainda, a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora da prefeitura, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos. A frota tem envelhecido e itens como ar-condicionado, carregadores USB e suspensões mais macias, encontrados nos veículos mais novos, inclusive nos a diesel, ainda estão indisponíveis em parte da rede municipal.

Mesmo com o padrão Euro 6 atual dos modelos a diesel produzir reduções de emissão na ordem de 75%, Nunes não considera permitir este tipo de tração para os coletivos 0 km.

Para especialistas, este seria um dos erros da eletrificação paulistana de frota: estipular uma quantidade de ônibus elétricos sem ter infraestrutura.

Um dos exemplos anunciados por Nunes e que recebeu referências positivas é a criação de corredores verdes, que seriam eixos de grande demanda com ônibus elétricos e mudanças em infraestrutura como pontos, terminais e estações que contariam com energia solar, além de aproveitamento de água de chuva e maior área de jardinagem.

Ao anunciar, em primeira mão ao Diário do Transporte, um modelo de ônibus elétrico inédito no País com novas tecnologias para o projeto corredores verdes (Caio e-Millenium BRT), o prefeito Ricardo Nunes, revelou que o primeiro eixo que receberá o padrão será o 9 de Julho/Santo Amaro, que liga o centro à zona Sul e é, atualmente, o corredor mais movimentado da cidade. Com chassis/tecnologia BYD, estes ônibus terão um tipo de bateria mais moderno (Blade) que carregam pela metade do tempo e têm ¼ a mais de autonomia que as atuais, além de deixarem cada veículo cerca de duas toneladas mais leves e proporcionarem maior espaço interno.

O Diário do Transporte foi conhecer a produção em Campinas – Relembre:

Especialistas ouvidos pelo Diário do Transporte dizem que antes mesmo de estipular quantidade de frota, Nunes deveria ter optado pelos corredores verdes por, em geral, estarem em áreas de maior infraestrutura, utilizarem ônibus grandes disponíveis no mercado e que, pela capacidade de atendimento de cada veículo, não necessitam de frotas numericamente grandes.

Veja mais em:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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