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Após crescer 19% em 2025, Comil espera expansão mais moderada em 2026

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Além de questões nacionais, cenários da política e economia externa causam incertezas. Fretamento deve ser destaque positivo

ADAMO BAZANI

No ano que completou 40 anos, em 2025, a fabricante de carrocerias de ônibus de Erechim (RS), Comil, registrou alta de 19% no volume de produção em relação 2024, com 1998 unidades produzidas ante 1676.

O destaque foi a linha de rodoviários Invictus com 946 veículos

Para 2026, a estimativa é continuar crescendo, muito embora, mais moderadamente, passando pouco mais de 2 mil unidades.

A revelação foi feita em evento na sede da fábrica, do qual o Diário do Transporte participa.

Além de questões do mercado interno, o cenário político internacional também deve influenciar.

O fretamento deve ser um dos destaques positivos para o mercado como um todo e, em especial para a Comil.

O segmento representou 49% do volume de 2025. Em 2026, o perfil deve ser semelhante.  A Comil deve apostar em novidades neste segmento.

Para 2026, projeta investimentos de R$ 64 milhões em diversas áreas. Em 2025, foram já aportados R$ 42 milhões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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O que São Paulo ouviu de Lucas Moura sobre renovação de contrato que vai até fim do ano

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Pouco tempo depois de anunciar a renovação de contrato de Luciano e iniciar negociações com Calleri, o São Paulo já se movimenta também pela permanência de Lucas Moura, camisa 7 e principal ídolo do torcedor no atual elenco.

O jogador, que deixou o clube logo após o título da CONMEBOL Sul-Americana em 2012, e retornou para ser o diferencial na conquista da Copa do Brasil em 2023, tem vínculo com o Tricolor apenas até o final da atual temporada, e tem seu futuro indefinido.

Até o momento, a ESPN apurou que as negociações não começaram, mas o São Paulo deixou em aberta uma possibilidade de conversa com os empresários do Lucas.

Porém, o atleta, bastante identificado com o Tricolor, pediu um prazo para para conversar com o clube apenas após a Copa do Mundo, que será disputada entre junho e julho, no México, Estados Unidos e Canadá.

Depois de um 2025 marcado por muitas lesões, Lucas vem tendo uma sequência na atual temporada e tem sido importante no time, atual líder do Brasileirão.

Próximos jogos do São Paulo

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Déficit de armazenagem de grãos no Brasil supera 200 milhões de toneladas e pressiona competitividade do agro

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Produção de grãos cresce, mas armazenagem não acompanha

O avanço da produção de grãos no Brasil voltou a evidenciar um dos principais gargalos do agronegócio: a falta de capacidade de armazenagem. Com a safra nacional estimada em cerca de 353 milhões de toneladas em 2026, o país conta com capacidade estática para armazenar apenas 218 milhões de toneladas.

O descompasso revela um déficit expressivo em meio à expansão da produção agrícola, limitando a eficiência logística e comercial do setor.

Falta de estrutura pressiona preços e reduz competitividade

A insuficiência de armazenagem impacta diretamente o produtor rural. Sem espaço para estocar a produção, muitos são obrigados a vender imediatamente após a colheita — período em que a oferta é elevada e os preços tendem a cair.

Esse cenário compromete a rentabilidade e reduz a capacidade de negociação, tornando o agronegócio brasileiro menos competitivo no mercado global.

Capacidade ideal deveria ser 20% superior à safra

De acordo com Antonio Sartori, diretor da Brasoja, o problema é ainda mais grave do que os números indicam.

Isso porque a capacidade estática dos armazéns nem sempre é utilizada integralmente, já que muitas estruturas operam com diferentes produtos, reduzindo a eficiência real.

Segundo Sartori, o ideal seria que o Brasil tivesse capacidade de armazenagem 20% acima do volume produzido, o que representaria cerca de 424 milhões de toneladas.

Atualmente, o país opera muito abaixo desse nível, com um déficit estimado em 206 milhões de toneladas. “Um país deveria ter 20% mais capacidade do que o tamanho da safra. No Brasil, isso deveria ser no mínimo 424 milhões de toneladas. Só temos 218. Faltam 206 milhões de toneladas”, afirma.

Impactos logísticos afetam toda a cadeia produtiva

A falta de armazenagem gera efeitos em cascata em toda a cadeia do agronegócio:

  • Aumento da oferta no pico da colheita
  • Pressão sobre os preços pagos ao produtor
  • Elevação dos custos de frete
  • Filas e gargalos logísticos
  • Sobrecarga em rodovias

O resultado é perda de margem dentro da porteira e maior ineficiência no escoamento da produção.

Crescimento da produção supera infraestrutura nas últimas décadas

Nas últimas duas décadas, a produção brasileira de grãos praticamente triplicou, impulsionada pela expansão agrícola no Centro-Oeste e na região do Matopiba, além de ganhos tecnológicos e de produtividade.

No entanto, a infraestrutura de armazenagem não acompanhou esse ritmo, ampliando o desequilíbrio entre oferta e capacidade de estocagem.

Soluções improvisadas elevam custos e riscos

Diante da falta de estrutura adequada, produtores têm recorrido a alternativas como:

  • Silos-bolsa
  • Caminhões utilizados como armazenagem temporária
  • Filas prolongadas em unidades de descarga

Embora amenizem a pressão no curto prazo, essas soluções não resolvem o problema estrutural e ainda aumentam os custos logísticos.

Perdas com armazenagem inadequada podem chegar a 10%

Além da falta de espaço, a má gestão da armazenagem também impacta diretamente os resultados financeiros. Segundo Júlio Espell, diretor da Cycloar, as perdas podem variar entre 2% e 10%, dependendo das condições de manejo, clima e estrutura.

Entre os principais problemas está a supersecagem dos grãos, causada pelo uso excessivo de aeração, que reduz o peso e o valor comercial do produto.

Na soja, por exemplo, o teor ideal de umidade é de cerca de 14%, mas falhas no processo podem reduzir esse índice para níveis entre 9% e 11%, gerando perdas imediatas de 2% a 4% no peso.

Exemplo prático mostra prejuízo milionário

Espell cita um caso real para ilustrar os impactos econômicos:

  • Em um volume de 49,5 mil toneladas de soja armazenadas em seis silos, as perdas com supersecagem, deterioração e respiração dos grãos chegaram a aproximadamente R$ 5,6 milhões, sem considerar os custos com energia elétrica.
  • Investimento em armazenagem pode ter retorno rápido

Apesar dos prejuízos, o investimento para corrigir falhas estruturais pode ser relativamente baixo diante das perdas.

Segundo Espell, no caso citado, seriam necessários cerca de R$ 1,2 milhão para ajustes na estrutura, com um prazo de retorno estimado em 41 dias, dentro de um ciclo de armazenagem de seis meses.

Armazenagem deve ser prioridade estratégica no agro

Para especialistas, o setor precisa deixar de tratar a armazenagem apenas como uma etapa operacional e passar a encará-la como uma estratégia essencial para a rentabilidade.

O cenário reforça a necessidade de investimentos estruturais para sustentar o crescimento da produção agrícola brasileira nos próximos anos.

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Viação Garcia projeta aumento na demanda por viagens de ônibus

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Empresa aponta cenário favorável ao transporte rodoviário diante da pressão sobre custos do setor aéreo e destaca investimentos em conforto e tecnologia

YURI SENA

A Viação Garcia e suas coligadas, Brasil Sul, Santo Anjo e Princesa do Ivaí, projetam crescimento no número de passageiros ao longo deste ano. A expectativa está relacionada, entre outros fatores, ao cenário de custos do transporte aéreo e à ampliação de investimentos no serviço rodoviário.

Segundo a empresa, a instabilidade no mercado internacional de petróleo pode influenciar diretamente o valor do combustível de aviação, elevando o preço das passagens aéreas. Esse contexto tende a favorecer a competitividade das viagens de ônibus, especialmente em trajetos de média e longa distância.

Além da questão tarifária, o setor rodoviário é apontado como alternativa por oferecer maior flexibilidade de horários e rotas, cobertura em cidades de diferentes portes e acesso facilitado aos terminais de embarque. A empresa também destaca a redução de filas e a praticidade no deslocamento como fatores considerados pelos usuários no momento da escolha.

Para acompanhar a possível ampliação da demanda, o grupo informa manter investimentos na renovação da frota e na oferta de serviços considerados diferenciados. Os veículos utilizados contam com carrocerias da Marcopolo e são equipados com itens voltados ao conforto, como poltronas com grande reclinação, conexão à internet e serviço de bordo.

Entre as inovações recentes está a chamada “cabine privativa”, disponível em viagens da linha que liga Maringá ao Rio de Janeiro. O espaço individual reúne poltrona com reclinação total, monitor de entretenimento, mesa retrátil, tomadas e controle próprio de ar-condicionado, além de kit de viagem.

De acordo com a empresa, a combinação entre modernização da frota, tecnologia embarcada e ampliação de serviços faz parte da estratégia para atrair passageiros e fortalecer a participação do transporte rodoviário no mercado de viagens intermunicipais e interestaduais.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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El Niño tem 62% de chance de acontecer entre junho e agosto

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A última atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou que a La Niña está chegando ao fim e emitiu um alerta oficial de El Niño para o segundo semestre de 2026.

Boletim do NOAA aponta para uma probabilidade de 62% para um episódio de El Niño iniciar entre junho e agosto e se manter até o final de 2026.

Ainda segundo a agência, a chance sobe para 72% no trimestre entre julho e setembro. Entre agosto e outubro, a probabilidade chega a 80%. No fim do ano, entre outubro e dezembro, a probabilidade de um El Niño ativo chega a 83%.

Nos próximos meses, entre março e maio, a previsão, segundo o NOAA, é de 93% de chances de neutralidade climática, quando não há El Niño ou La Niña. A estimativa cai para 55% entre maio e julho, à medida que o El Niño começa a ganhar espaço.

Qual é a diferença entre La Niña e El Niño?

Os fenômenos indicam as variações de temperatura da porção equatorial do Oceano Pacífico. Durante os períodos de El niño, as águas aquecem 0,5 °C ou mais em relação à média histórica. Quando ocorre um resfriamento igual ou maior do que 0,5°C, chamamos de La Niña.

Em ambos os casos, esta oscilação deve se manter por, pelo menos, cinco trimestres consecutivos para o fenômeno ser oficializado como ativo. Há diversas teorias sobre as variações, mas não há um consenso na comunidade para justificar estes ciclos. O que se sabe com certeza os efeitos de La Niña e El Niño no clima.

Em períodos de La Niña, o tempo costuma ficar mais seco no Sul do país, e as chuvas frequentas migram para o Norte e Nordeste do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, faz mais frio do que o habitual. Durante o El Niño, o oposto ocorre, problemas de estiagem preocupam o Norte e Nordeste e as tempestades o Sul.

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Linha 4-Amarela da ViaQuatro amanhece com operação normal nesta quarta-feira (18)

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Falha em equipamento de via prejudicou o atendimento na noite de terça-feira (17)

YURI SENA

A circulação dos trens da Linha 4–Amarela opera normalmente na manhã desta quarta-feira, 18 de março de 2026, após apresentar lentidão e maior tempo de parada no fim da tarde e início da noite de terça-feira (17).

De acordo com informações da concessionária ViaQuatro, o atendimento foi impactado por uma falha em equipamento de via nas imediações da Estação Faria Lima.

Durante a ocorrência, os trens circularam com velocidade reduzida no trecho, o que provocou aumento no intervalo entre as composições e reflexos pontuais no deslocamento dos passageiros.

Equipes de manutenção foram acionadas e atuaram no local ao longo da noite para normalizar a operação.

Segundo a concessionária, o serviço foi restabelecido e a linha iniciou a operação desta quarta-feira dentro dos padrões habituais

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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BRT-ABC atualiza vídeo de status do corredor já com ônibus e diz que 60% das obras estão concluídos

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Gestão Tarcísio ameaça caducidade do contrato,  mas empresa diz que maior parte do corredor já está pronta

ADAMO BAZANI



 

A concessionária NEXT Mobilidade, responsável pelas obras e posterior operação do corredor de ônibus elétricos entre o ABC Paulista e a capital (BRT-ABC) atualizou as imagens aéreas da situação dos trabalhos e diz que concluiu em torno de 60% das obras.
Já aparecem nas cenas, captadas por drones,  os primeiros ônibus elétricos a bateria de 21 metros em testes de campo.

Como mostrou o Diário do Transporte, estes veículos começaram a percorrer parte do corredor no último sábado, 14 de março de 2026.

Relembre:

Na segunda-feira (16), a empresa afirmou que foi possível a aceleração das obras para implantação do sistema, após a conclusão de trabalhos solicitados a concessionárias de serviços, em especial a ENEL. Segundo a companhia, a distribuidora de energia levou cerca de 500 dias para terminar as intervenções, como remoções e deslocamentos de redes aéreas que impediam a continuação das obras em diferentes trechos

Relembre:

Como mostrou o Diário do Transporte, na última quarta-feira, 11 de março de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou um procedimento já publicado pela Artesp, agência que regula os transportes no estado, que pode culminar na decretação da caducidade (rompimento) do contrato com a empresa. Tarcísio está insatisfeito com os atrasos nas obras, prometidas, mais recentemente, para serem entregues em outubro de 2026. A promessa inicial era de entrega até 2023.
TESTES DE CAMPO NO CORREDOR:

O Diário do Transporte mostrou em primeira-mão que primeiros ônibus 100% a bateria, com 21,5 metros de comprimento, do BRT ABC, começaram a realizar testes em campo neste sábado, 14 de março de 2026, ao longo do corredor exclusivo. Ao todo, pelo menos três veículos foram colocados em operação para verificações operacionais e treinamento de motoristas.

O modelo já é homologado no mercado brasileiro e tem versão semelhante operando em outros sistemas, como na zona leste da capital paulista, e em Porto Alegre. Assim, este tipo de teste não costuma ser do veículo em si, mas da inserção na configuração operacional de cada sistema e de adaptação dos condutores.

Este tipo de ônibus é totalmente elétrico e possui capacidade aproximada para 170 passageiros, entre pessoas sentadas e em pé.

Equipado com tecnologia 100% Brasileira da Eletra, carroceria Caio e plataforma e chassi Mercedes-Benz, o ônibus conta ainda com o último eixo direcional, recurso que facilita manobras em curvas, já que as últimas rodas também esterçam. Entre os itens de conforto e acessibilidade estão piso baixo, ar-condicionado, entradas USB para recarga de celulares, vidros com tratamento contra raios ultravioleta e sistema de aviso sonoro de paradas.

Relembre:

Recentemente, a NEXT-Mobilidade apresentou estes 20 primeiros ônibus superaticulados elétricos com baterias que vão se somar aos 72 E-Trol (trólebus mais baterias) da frota planejada para o BRT-ABC.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2026/03/07/em-primeira-mao-next-mobilidade-revela-mais-imagens-dos-novos-onibus-superarticulados-eletricos-do-brt-abc/

O QUE É O BRT-ABC:

O BRT-ABC consiste num sistema para ônibus elétricos de maior capacidade que corredores comuns e deve ligar em 17,5 km as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul, e a capital paulista.

BRT é uma sigla em inglês – Bus Rapid Transit , significando Trânsito Rápido para Ônibus. As obras foram prometidas inicialmente para até 2023 e o sistema  foi escolhido em 2020 para substituir um monotrilho (linha 18-Bronze).

O monotrilho não saiu do papel e, de acordo com estudos do Governo, na época, se mostrou tecnicamente inviável e quase sete vez mais caro. A implantação, ainda segundo estes estudos, custaria R$ 7 bilhões (em valores atualizados), sendo cerca de R$ 3,5 bilhões custeados pelo Governo do Estado, dos quais, R$ 1 bilhão somente em desapropriações. O BRT-ABC tem custo estimado de implantação de cerca de R$ 1,2 bilhão é é integralmente bancado pela Next Mobilidade.

Faz parte da concessão a renovação da frota de cerca de 500 ônibus intermunicipais do ABC (antiga área 5 da EMTU, que nunca havia sido concedida, operava com contratos precários por várias empresas e liderava rankings de reclamações dos passageiros sobre frota que quebrava constantemente, atrasos e demora nos pontos). Também integra a concessão a modernização do Corredor Metropolitano ABD (que liga a capital paulista e o ABC com ônibus a diesel e trólebus).

A concessão nasceu de um modelo contratual chamado de prorrogação antecipada de contrato, que consiste em ampliar o prazo em troca de investimentos.

No caso específico, tratou-se do contrato de 1997 pelo Corredor ABD que venceria em 2022.

O modelo que tem o aval do TCU (Tribunal de Contas da União) é mais usado em ferrovias e rodovias federais.

O BRT-ABC, chegou a ser contestado pelo PODEMOS, mas em 2023, em julgamento de Plenário, por 8 votos a 3, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que o modelo contratual pode ser usado por estados e municípios em diversas aplicações, como transporte por ônibus.

Outros sistemas se inspiraram e seguiram contratações semelhantes, como do Governador Ronaldo Caiado, na rede de ônibus de Goiânia e Região Metropolitana, com a renovação da frota e do sistema de corredores BRT.

BRT-ABC EM NÚMEROS (segundo a concessionária)

Passsageiros: Capacidade de até 600 mil passageiros/dia, com demanda inicial de 173 mil passageiros/dia.

Frota: Operação com 92 ônibus totalmente elétricos fabricados no Brasil, com tecnologia nacional, inclusive baterias, por meio de parceria entre empresas como Eletra, Mercedes-Benz, WEG, Caio e outras; (72 E-Trol e 20 com baterias)
Veículos de piso baixo, não poluentes, silenciosos e confortáveis, com wi-fi e ar-condicionado;
Pavimento: Trajeto em via segregada, com 16 paradas fechadas e mais três terminais;
Embarque-Desembarque: Bilhetagem realizada nas paradas, antes do embarque nos veículos, facilitando o acesso; embarque em nível e ampla acessibilidade;
Custo: Inteiramente a cargo da empresa privada operadora (Next Mobilidade); – atualizado para R$ 1,2 bilhão;
Extensão: Trajeto de 17, 5 km, atendendo diretamente três municípios do Grande ABC (São Bernardo, Santo André e São Caetano), mais Diadema e Mauá (via Corredor ABD).
Interligação com três terminais: São Bernardo (Paço Municipal), Tamanduateí (Linha 2-Verde do Metrô e Linha 10 Turquesa da CPTM) e Sacomã (Linha 2-Verde do metrô e Expresso Tiradentes).
Três opções de linhas: Paradora, Semiexpressa (oito estações) e Expressa (só os terminais São Bernardo, Tamanduateí e Sacomã); a linha Expressa fará o trajeto em menos de 35 minutos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Westbrook ultrapassa lendas da NBA e se torna o 5° jogador com mais assistências na história

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Mesmo na lanterna da Conferência Oeste, no Sacramento Kings, Russell Westbrook segue fazendo história na NBA.

Na derrota para o San Antonio Spurs nesta terça-feira, o astro dos Kings anotou dez assistências, o suficiente para ultrapassar Steve Nash (lenda do Phoenix Suns, Dallas Mavericks e Los Angeles Lakers) e Mark Jackson (ex-New York Knicks e Indiana Pacers, entre outros) para se tornar o quinto jogador com mais assistências na história.

O armador terminou a partida com 5 pontos, 10 assistências e 1 rebote em 24 minutos em quadra.

Westbrook chegou a 10.343 assistências na história da liga, sendo um dos únicos oito atletas a ultrapassar a marca dos dez mil.

Em seu 18° na liga, o astro não vive seu melhor momento, mas segue com números expressivos: são 15,4 pontos, 6,6 assistências e 5,5 rebotes por jogo. Longe das médias de triplo-duplo de anos atrás, é verdade, mas o acumulado da carreira é um dos mais impressionantes de todos os tempos.

Ao longo das passagens por Oklahoma City Thunder, Los Angeles Lakers, LA Clippers, Denver Nuggets, Washington Wizards, Houston Rockets, e agora Sacramento Kings, Westbrook também chegou ao 15° lugar no ranking histórico de roubos de bola, 16° em pontos, 61° em bolas de três pontos e 66°em rebotes.

Isso porque, além de ser um jogador muito completo, Westbrook não teve uma carreira marcada por lesões. Nestes 18 anos, só ficou abaixo de 60 partidas em duas temporadas. Com 1.300 jogos na carreira, inclusive, é o 26° que mais entrou em quadra na história. E considerando que nada indica uma aposentadoria neste ano, suas posições nos rankings devem melhorar ainda mais.

Russell também é o único a ter quatro temporadas com médias de triplo-duplo: 2016-17 (quando venceu o prêmio de MVP), 2017-18, 2018-19 e 2020-21.

Top 10 maiores garçons da história da NBA

  1. John Stockton: 15.806 assistências;

  2. Chris Paul: 12.552;

  3. Jason Kidd: 12.091;

  4. LeBron James: 11.909;

  5. Russell Westbrook: 10.343;

  6. Steve Nash: 10.335;

  7. Mark Jackson: 10.334;

  8. Magic Johnson: 10.141;

  9. Oscar Robertson: 9.887;

  10. Isiah Thomas: 9.061;

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Valtur Turismo renuncia linha Juína (MT) – Passo Fundo (RS) e ANTT homologa cancelamento do TAR

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Decisão Supas nº 456 formaliza saída da operação interestadual e revoga autorização anterior; empresa deve garantir atendimento aos passageiros conforme Resolução nº 6.033/2023

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) homologou a renúncia da Valtur Turisno (Constantina Turismo Ltda) ao Termo de Autorização (TAR) nº MTRS0209001, referente à linha Juína (MT) – Passo Fundo (RS) e suas seções. A medida consta na Decisão Supas nº 456, de 10 de março de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 18 de março de 2026.

A decisão confirma o encerramento da operação e estabelece que a renúncia implica no cancelamento de todas as atividades vinculadas ao TAR, com vigência a partir de 3 de abril de 2026. O ato também revoga a Decisão Supas nº 2.328, de 16 de outubro de 2024.

Linhas e TAR renunciados
• TAR nº MTRS0209001
• Linha: Juína (MT) – Passo Fundo (RS), com suas seções

De acordo com a ANTT, a empresa deverá cumprir as obrigações relativas aos passageiros que já adquiriram bilhetes para datas posteriores ao encerramento da operação, conforme determina a Seção V do Capítulo VI da Resolução ANTT nº 6.033/2023, que trata dos direitos dos usuários em casos de interrupção do serviço.

A Valtur Turismo, inscrita no CNPJ nº 91.458.133/0001-61, foi fundada em 11 de fevereiro de 1987 e tem sede em Constantina, no Rio Grande do Sul.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Marco Legal dos Transportes Urbanos entra na pauta da Câmara, deve ser votado nesta quarta (18) e é visto como essencial para cumprimento de metas de redução de emissões

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Parecer está em documento do Setorial Cidade do Plano do Clima do Governo Federal

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

Além de ônibus não poluentes, redes de trilhos e infraestrutura, o Marco Legal dos Transportes Coletivos é visto pelo próprio Governo Federal como um dos principais caminhos para as metas de redução de emissões.

É o que mostra o Setorial Cidades, um dos documentos interministeriais que formam o Plano Clima do Brasil para até 2035.

De acordo com essas metas, as emissões pelos ônibus poderiam ser reduzidas em até 42%.

O Diário do Transporte obteve o documento.

De acordo com a publicação oficial, a implementação das novas regras sobre os contratos, operações e financiamentos do Transporte Público devem ser implantadas por concreto até 2028.

Previsto no PL 3278/21, a proposta entrou na pauta da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 17 de março de 2026, depois de patinar no Congresso desde 2021. A previsão é de que a votação ocorra nesta quarta-feira (18)

A lógica é simples: com mais fontes de recursos e maior segurança jurídica se cria uma condição mais favorável para investimentos em ações sustentáveis e prioridades aos Transportes Coletivos.

O documento traz uma série de caminhos para as reduções das emissões, como mostrou o Diário do Transporte.

Um deles é a conversão de ônibus a diesel em elétricos.

Relembre:

EM PRIMEIRA MÃO: Governo Federal divulga documentos do Plano Clima do Brasil com ônibus elétricos. Transformar coletivos a diesel (retrofit) está entre propostas

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Vinícius de Oliveira

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