Intervenções ocorrem, prioritariamente, em horários de menor movimento para melhorar a infraestrutura da operação
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A ViaMobilidade divulgou a agenda de manutenções programadas nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda até domingo, 22 de março de 2026.
As intervenções têm como objetivo aprimorar a qualidade do serviço prestado aos clientes, com melhorias na infraestrutura da operação.
As ações serão realizadas, prioritariamente, em horários de menor movimento.
Confira o cronograma:
Linha 8-Diamante
No dia 17 de março, das 9h30 às 15h30, a Linha 8 operará em dois loops: entre Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, com intervalos próximos de 16 minutos, e entre Palmeiras-Barra Funda e Itapevi, com em torno de 8 minutos.
No dia 17 de março, das 23h à 0h, haverá via única entre Jardim Silveira e Itapevi e intervalos de 17 minutos.
No dia 18 de março, das 9h30 às 15h30, a Linha 8 voltará a operar em dois loops entre Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, com 16 minutos, e entre Palmeiras-Barra Funda e Itapevi, com intervalos em torno de 8 minutos.
No dia 18 de março, das 23h à 0h, haverá via única entre Jardim Silveira e Itapevi, com a circulação de trens próxima a 17 minutos.
No dia 21 de março, das 9h30 às 16h, a operação será realizada em dois loops entre Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, com intervalos de cerca de 16 minutos, e entre Palmeiras-Barra Funda e Itapevi, os intervalos de 8 minutos. A partir das 20h do dia 21 de março até 0h, haverá via única entre Imperatriz Leopoldina e Osasco, com intervalos de aproximadamente 19 minutos.
No dia 22 de março, das 7h até o término da operação comercial, haverá via única entre Palmeiras-Barra Funda e Lapa-Senac, com intervalos próximos a 18 minutos. Ainda no dia 22 de março, das 9h até o término da operação comercial, haverá via única entre Santa Terezinha e Antônio João, também com intervalos em torno de 18 minutos.
Linha 9-Esmeralda
Nos dias 17 e 18 de março, das 23h à 0h, haverá via única entre Berrini-Casas Bahia e Vila Olímpia, com intervalos de aproximadamente 15 minutos.
No dia 19 de março, das 23h à 0h, haverá via única entre Santo Amaro e Jurubatuba-Senac, com intervalos próximos de 15 minutos.
Debate no Transport Ticketing Global 2026, em Londres, mostra que bilhetagem por aproximação traz benefícios, mas exige modelo econômico próprio para o setor
ALEXANDRE PELEGI
O avanço dos pagamentos por aproximação diretamente nos validadores do transporte público — modelo conhecido como “open loop” — tem transformado a bilhetagem em cidades de todo o mundo, mas especialistas alertam que o transporte não pode simplesmente seguir as mesmas regras do comércio tradicional.
A avaliação foi feita durante o painel “Optimising the Economics of Open Loop Transit (Como tornar mais eficiente o modelo econômico dos pagamentos por aproximação no transporte)”, realizado no primeiro dia do Transport Ticketing Global 2026, evento internacional sobre tecnologia de bilhetagem realizado nos dias 17 e 18 de março em Londres.
O Diário do Transporte acompanha o evento diretamente da capital britânica.
O debate foi moderado por Jeroen Kok, líder global de pagamentos e mobilidade (Global Payment and Mobility Lead) da empresa de consultoria Rebel.
Participaram do painel:
Jit Ng, gestor de interface com a indústria de pagamentos da Transport for London
Lewis Clark, diretor executivo de informação e serviços de bilhetagem da Transport for NSW, órgão responsável pelo transporte público do estado australiano de Nova Gales do Sul (onde fica Sydney)
Mark Langmead, diretor de receita e operação do sistema Compass — cartão eletrônico de pagamento das viagens no transporte público da região metropolitana de Vancouver, no Canadá — da TransLink (Metro Vancouver)
Thea Fisher, diretora sênior de mobilidade urbana global da Visa
“Transporte não é varejo”
Durante o debate, Jit Ng, da Transport for London, afirmou que os sistemas de transporte possuem características muito diferentes do comércio tradicional e não podem simplesmente adotar o mesmo modelo econômico dos pagamentos.
“Nós não podemos repassar esse custo. Existe um elemento social no DNA do transporte público. Precisamos incentivar as pessoas a usar transporte coletivo para reduzir o número de carros nas cidades.”
Segundo ele, o transporte urbano tem uma missão pública que vai além da simples cobrança de tarifas.
“Quando você é um varejista, a fraude acontece na sua loja e faz parte do risco do negócio. No transporte público é diferente. Estamos lidando com milhões de pequenas transações diárias e com tarifas reguladas.”
Jit Ng reforçou que essa diferença é fundamental para compreender os desafios da bilhetagem moderna.
“Por isso eu sempre digo: transporte não é varejo. Se fosse varejo, não estaríamos tendo essa conversa.”
Pagamentos por aproximação crescem no transporte
O painel discutiu os impactos do modelo open loop, em que o passageiro utiliza diretamente cartões bancários, celulares ou relógios inteligentes para pagar a viagem, sem precisar adquirir um cartão específico do sistema de transporte.
Segundo Thea Fisher, da Visa, esse modelo vem crescendo rapidamente em todo o mundo.
A executiva afirmou que, apenas em 2025, foram registradas 2,4 bilhões de transações “tap-to-ride” — expressão usada para descrever o pagamento da viagem ao simplesmente aproximar (dar um “toque”) um cartão bancário ou dispositivo digital do validador do transporte — utilizando cartões Visa.
“Os passageiros estão escolhendo pagar com open loop quando têm essa opção. O comportamento do consumidor mostra claramente essa preferência”, disse.
Autoridades de transporte avaliam impactos do modelo
Durante o painel, Lewis Clark, da Transport for NSW, destacou que o pagamento por aproximação traz ganhos importantes para passageiros e operadores, mas não resolve todos os desafios do setor.
“No nível macro, acreditamos que tanto os passageiros quanto as autoridades de transporte se beneficiam do contactless. Mas ele não resolve tudo.”
Segundo ele, ainda existem questões operacionais e econômicas que precisam ser analisadas, especialmente em relação ao equilíbrio entre custos de pagamento e receitas tarifárias.
Sistema de Vancouver aposta em integração
Outro participante do painel foi Mark Langmead, da TransLink (Metro Vancouver), autoridade responsável pelo transporte público da região metropolitana de Vancouver, no Canadá.
Langmead afirmou que novas tecnologias de pagamento podem ajudar a ampliar o uso do transporte coletivo.
“Nosso objetivo é trazer para o transporte público pessoas que hoje usam carro. Cada novo passageiro melhora a distribuição de custos do sistema.”
Ele explicou que sistemas baseados em contas digitais permitem integrar transporte com eventos e atividades urbanas, como a compra de ingressos que já incluam o deslocamento até o local.
Transporte ajuda a popularizar o pagamento digital
Durante o debate, Jit Ng destacou que o transporte público também desempenha um papel importante no próprio desenvolvimento do mercado de pagamentos digitais.
Segundo ele, milhões de passageiros utilizam diariamente o transporte público e acabam criando o hábito de pagar por aproximação.
“Existe um grande efeito de aprendizagem. As pessoas começam usando o pagamento contactless no transporte e depois passam a usar o mesmo método em outros lugares.”
Novos meios de pagamento no horizonte
O executivo da Transport for London revelou ainda que o setor já discute novas formas de pagamento para o futuro da mobilidade urbana.
Entre os modelos em análise estão:
cartões bancários (open loop)
cartões próprios de transporte (closed loop)
pagamentos via open banking
moedas digitais de bancos centrais (CBDC)
Segundo ele, a TfL participa de discussões com o Bank of England para avaliar como moedas digitais poderiam funcionar em sistemas de transporte.
“Se queremos construir algo para a cidade e para seus cidadãos, precisamos considerar todos esses modelos.”
Cartões de transporte continuam relevantes
Apesar da expansão dos pagamentos por aproximação, especialistas ressaltaram que os cartões tradicionais de transporte ainda têm papel relevante.
Langmead apresentou durante o painel versões especiais do cartão Compass que devem ser usadas em eventos como a FIFA World Cup 2026.
“O closed loop ainda não morreu”, afirmou.
Segundo os especialistas, o mais provável é que os sistemas de transporte continuem adotando modelos híbridos, combinando cartões próprios com pagamentos bancários digitais.
Alexandre Pelegi, jornalista epsecializado em transportes
Instituição aponta risco de prejuízos ao calendário acadêmico e ao acesso de estudantes aos campi diante da suspensão de linhas do transporte coletivo urbano
YURI SENA
O Instituto Federal do Acre manifestou preocupação com a paralisação de parte das linhas do transporte coletivo urbano em Rio Branco e solicitou providências às autoridades responsáveis pelo sistema.
De acordo com a instituição, um novo ofício foi encaminhado nesta segunda-feira, (16) à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, pedindo a avaliação de medidas emergenciais e alternativas operacionais para garantir o deslocamento da comunidade acadêmica.
O Ifac afirma que a interrupção do serviço compromete o acesso regular de estudantes, servidores e colaboradores às atividades educacionais, podendo afetar o cumprimento do calendário letivo e o andamento de ações de ensino, pesquisa e extensão.
Entre os pontos considerados mais críticos está o atendimento ao campus Rio Branco, que depende de linhas como a 902 (IFAC/Universidades) e a 402 (Floresta/Shopping). Já o campus Baixada do Sol, localizado na Rodovia Transacreana, pode enfrentar isolamento caso rotas como 384, 381 e 382 permaneçam suspensas, dificultando o deslocamento de alunos de comunidades rurais e de diferentes áreas da capital.
No documento enviado ao órgão municipal, o instituto também se colocou à disposição para prestar esclarecimentos e participar de reuniões que contribuam para a construção de soluções conjuntas diante da situação.
Declarações foram feitas no primeiro dia do Transport Ticketing Global 2026, em Londres, onde o Diário do Transporte acompanha as discussões internacionais sobre tecnologia de pagamento no transporte
ALEXANDRE PELEGI
O Diário do Transporte realiza cobertura direta de Londres do Transport Ticketing Global 2026, um dos principais encontros globais sobre tecnologia de bilhetagem e pagamentos no transporte público.
Durante o primeiro dia do evento, representantes da cidade de Edmonton, capital da província de Alberta, apresentaram a experiência de implantação de um moderno sistema regional de bilhetagem eletrônica no transporte público.
O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa Vix Technology, envolve sete municípios da região metropolitana e substituiu mais de 120 anos de bilhetes em papel por uma plataforma digital baseada em conta do usuário, pagamentos por aproximação e integração entre diferentes operadores.
O sistema atende cerca de 1,3 milhão de habitantes na cidade e aproximadamente 1,6 milhão na região, incluindo municípios vizinhos que participam da integração tarifária e tecnológica.
Durante o painel no evento, Carrie Hotton, diretora de transporte da Edmonton Transit Services, explicou que a modernização buscou tornar a experiência do passageiro mais simples e eficiente.
“Queríamos uma experiência mais moderna e flexível para o usuário, com diferentes formas de pagamento e também mais capacidade de entender como as pessoas utilizam o transporte”, afirmou.
O executivo Aaron Ross, CEO da Vix Technology e do Kuba Group, destacou que a conclusão da aceitação completa do sistema representa um marco importante no projeto.
Segundo ele, o sistema implementado em Edmonton é um dos exemplos mais complexos de integração tarifária e tecnológica no transporte público.
Integração regional sem unificar tarifas
Um dos aspectos mais inovadores do projeto foi permitir a integração tecnológica entre diferentes operadores sem exigir a padronização das tarifas.
Cada município manteve sua própria estrutura tarifária e identidade operacional, algo considerado essencial para a adesão dos participantes.
Segundo Carrie Hotton, esse foi um fator decisivo para viabilizar o projeto.
“Alguns serviços são mais voltados para deslocamentos pendulares e precisam de estruturas tarifárias próprias. O importante era permitir a integração tecnológica sem obrigar todos a adotarem os mesmos preços”, explicou.
Governança regional foi chave para o projeto
A implantação foi conduzida por meio de uma estrutura de governança chamada RSFS – Regional Smart Fare System, com dois níveis de decisão: • um comitê estratégico com líderes das cidades participantes • um grupo técnico com diretores de transporte
Esse modelo permitiu decisões compartilhadas e ajudou a superar as dificuldades típicas de projetos intermunicipais.
Após a implantação da bilhetagem regional, os municípios passaram a discutir novas formas de cooperação, incluindo compras conjuntas de ônibus e planejamento integrado de serviços.
Implantação ocorreu em etapas
O sistema foi implementado gradualmente, especialmente após o impacto da pandemia.
A estratégia priorizou a adaptação do público ao novo modelo digital.
Os últimos grupos a migrar para a nova tecnologia foram: • passageiros de baixa renda • idosos
Esses usuários receberam suporte adicional e programas de orientação para facilitar a transição.
Dados ajudam a entender melhor os passageiros
O novo sistema também ampliou a capacidade de coleta de dados sobre o comportamento dos passageiros.
Uma das iniciativas permite que usuários informem voluntariamente sua identidade de gênero ao criar uma conta no sistema, informação que ajuda pesquisadores e planejadores a entender diferenças no padrão de uso do transporte.
Estudos no Canadá indicam que mulheres tendem a realizar mais viagens encadeadas — com múltiplas paradas — o que exige ajustes no planejamento da rede.
O que é account-based ticketing
No modelo account-based ticketing, a passagem deixa de estar armazenada no cartão físico e passa a ficar registrada em uma conta digital do passageiro.
Isso permite pagar a viagem com diferentes meios, como: • cartão de transporte • cartão bancário por aproximação • celular ou carteira digital
O sistema identifica o passageiro e registra a viagem diretamente em sua conta, sem necessidade de carregar créditos antecipadamente em um cartão específico.
O que é fare capping
O fare capping estabelece um teto máximo de cobrança em determinado período.
Funciona assim: • o passageiro paga normalmente cada viagem • quando o total pago atinge o valor equivalente a um passe diário ou semanal, o sistema interrompe novas cobranças
Assim, o usuário pode continuar viajando sem pagar além daquele limite, garantindo que passageiros frequentes nunca paguem mais do que o valor de um passe.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
A convocação da seleção brasileira para os amistosos da Data Fifa de março, contra França (dia 26) e Croácia (31), nos Estados Unidos, deram sinais de como Carlo Ancelotti pensa o elenco para a disputa da Copa do Mundo.
Ao anunciar a última lista antes da convocatória final, marcada para 18 de maio, no Rio de Janeiro, o italiano indicou quem está dentro do grupo que viaja ao Mundial, aqueles que ficaram mais próximos de carimbar o passaporte e também os que correm por fora nos meses que restam.
Das 26 vagas previstas na convocação, 17 estão preenchidas. Abaixo, o ESPN.com.br conta cada setor em detalhes.
No gol, na primeira convocação em que teve Alisson, Bento e Ederson à disposição simultaneamente, Ancelotti indicou que Hugo Souza brigará com o terceiro pela última vaga. Alisson, titular, e Bento, presente em todas as listas do italiano, praticamente carimbaram o passaporte para o Mundial.
Entre os defensores, Ancelotti confirmou que chamará nove nomes na convocação final para os Estados Unidos. Marquinhos e Gabriel Magalhães já foram confirmados pelo treinador e formam, inclusive, a dupla de zaga titular. Bremer, Léo Pereira e Ibañez, convocados nesta segunda-feira (16), se juntam a Alexsandro Ribeiro e Fabrício Bruno na briga por outras duas vagas entre os zagueiros.
Wesley, Danilo, Alex Sandro e Eder Militão, em fase final de recuperação de uma lesão, têm suas situações bem encaminhadas. Na esquerda, Douglas Santos apresenta vantagem sobre Carlos Augusto na disputa pela última vaga de lateral. Lesionado, Caio Henrique perdeu fôlego na briga.
Na briga entre os meio-campistas, Casemiro, Bruno Guimarães (com volta aos gramados prevista para o final de abril) e Andrey Santos asseguraram suas vagas. Lucas Paquetá não foi chamado para esta Data Fifa, mas segue vivo numa disputa que agora tem Gabriel Sara como novidade. Fabinho está bem cotado ao ser novamente chamado para a reserva de Casemiro.
Já o botafoguense Danilo, mesmo chamado para os jogos contra França e Croácia, corre por fora e aguarda uma possível vaga que, neste momento, ainda não está disponível.
Na frente, a lista de nomes garantidos é um pouco maior: Vinicius Jr., Raphinha, Matheus Cunha, Estevão, João Pedro e Gabriel Martinelli só não estarão presentes na convocação de 18 de maio por motivos de lesão ou força maior que impeça a viagem aos Estados Unidos.
Luiz Henrique, em sua quarta convocação seguida com Ancelotti e acumulando boas atuações, está muito próximo de se juntar ao grupo. Endrick, de volta à seleção, ainda depende de bons desempenhos nos amistoso e pelo Lyon para ter vaga cativa.
Richarlison, mesmo com o carinho de Ancelotti, perdeu fôlego na disputa. Já Igor Thiago e Rayan, debutando na seleção principal, tentam uma arrancada final nestes próximos jogos para superar concorrências em uma vaga de testes que já teve Vitor Roque e até Igor Jesus.
Chega-se, então, à grande incógnita da lista. Neymar, envolvido em uma discussão que se mostra isolada do restante. A vaga não é mais cativa, mas a porta já esteve mais fechada. Ancelotti não nega monitorar o craque, mas agora “empurrou” a responsabilidade para o jogador do Santos. Ele precisa mostrar que sua condição física justificará o apelo e sua consequente convocação.
“O Neymar pode estar na Copa do Mundo. Se ele pode chegar durante a Copa a 100%, ele obviamente pode estar. Ele não foi chamado agora porque não está 100%. Quando disse, é outro discurso na lista final. Ele tem que seguir trabalhando para se manter em boa condição física”, falou o técnico na coletiva desta semana.
A programação da seleção brasileira até a Copa inclui os jogos contra França, em Boston, e depois Croácia, em Orlando, nos Estados Unidos. A convocação final para o torneio acontece na terceira segunda-feira de maio. O elenco se reúne na Granja Comary a partir do dia 27.
Antes da estreia na Copa, o Brasil faz mais dois jogos preparatórios, contra Panamá, dia 31 de maio, no Maracanã, e depois em 6 de junho, contra o Egito, em Cleveland. A abertura da campanha no Mundial acontece uma semana depois, contra Marrocos, em Nova York.
Nova redação entrou em vigor após publicação nos Atos do Governo e permite parada em local mais seguro durante o período noturno
YURI SENA
A Prefeitura de Juiz de Fora publicou uma nova redação da legislação que autoriza mulheres, idosos e pessoas com deficiência a desembarcarem fora dos pontos regulares de ônibus. A atualização consta na Lei nº 15.346, divulgada na última terça-feira (10), e já está em vigor.
De acordo com o texto atualizado, o desembarque poderá ser realizado em locais considerados mais seguros e acessíveis no período noturno, entre 22h e 5h.
A medida deve ser aplicada dentro do trajeto habitual das linhas e apenas em pontos onde seja permitido o estacionamento ou a parada de veículos, sem comprometer a segurança viária ou dos passageiros.
A norma também estabelece responsabilidades ao poder público municipal e às empresas responsáveis pela operação do transporte coletivo urbano.
Entre as determinações estão a obrigatoriedade de afixar avisos informativos em locais visíveis no interior dos veículos e a divulgação do direito à parada segura por meio dos canais oficiais de comunicação.
Foto : ao centro o presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto, Nuno Neves de Sousa
Presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto afirma que objetivo é permitir que passageiros utilizem o mesmo bilhete em qualquer cidade do país
ALEXANDRE PELEGI
O Diário do Transporte, que faz a cobertura direta do primeiro dia do Transport Ticketing Global 2026, realizado nesta terça-feira (17) em Londres, conversou com o presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto, Nuno Neves de Sousa, sobre os avanços da bilhetagem integrada em Portugal.
Durante a entrevista, o dirigente explicou que os sistemas de transporte das regiões metropolitanas de Lisboa e do Porto são complementares e caminham para um processo de integração ainda maior.
Segundo ele, está em andamento um projeto nacional para que a bilhetagem seja unificada em todo o país.
“Neste momento está um projeto a decorrer a nível nacional para que a bilhética seja única em todo o país. Tanto o Porto como Lisboa estão a trabalhar no sentido de uniformizar a bilhética, o sistema de pagamento e o tarifário. A ideia é que qualquer português, em qualquer ponto do país, possa viajar com o mesmo bilhete, sabendo previamente quanto vai pagar pela viagem”, afirmou.
Cartões intermodais já funcionam nas duas regiões
Atualmente, cada área metropolitana portuguesa já conta com seu próprio sistema de integração tarifária.
No Porto, o cartão intermodal Andante permite utilizar diferentes modos de transporte na região. Já em Lisboa, o sistema equivalente é o cartão Navegante.
De acordo com Nuno Neves de Sousa, no Porto o sistema cobre 17 municípios, atendendo cerca de dois milhões de pessoas, o que representa aproximadamente 20% da população portuguesa.
“No Porto é possível viajar com um único título em todos os meios de transporte: rodoviário, ferroviário, metro, teleférico, funiculares e outros modos.”
Financiamento combina tarifas e recursos públicos
Sobre o financiamento do sistema, o dirigente explicou que a operação não é sustentada apenas pelas autoridades metropolitanas.
Os recursos vêm da venda de bilhetes e passes, complementados por fundos do governo português e da União Europeia.
Segundo ele, essas políticas públicas buscam estimular o uso do transporte coletivo e acelerar a descarbonização das cidades.
“Há uma compensação tarifária para que as pessoas consigam usar o transporte a um preço mais reduzido. Existem planos financiados pelo Estado e pela União Europeia para que as cidades caminhem para um processo de descarbonização mais acelerado.”
Atualmente, o passe mensal na área metropolitana do Porto custa 40 euros, valor que permite viagens ilimitadas em todos os meios de transporte da região. Em Lisboa, o preço do passe metropolitano é o mesmo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Aumentos variam entre 6,82% e 7,78%, com base na variação do IPCA
ADAMO BAZANI
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, as autorizações para reajustes nos pedágios da Ponte-Rio Niterói e no trecho concedido da BR-101/SC.
Os aumentos variam entre 6,82% e 7,78%, com base no acumulado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
No caso do trecho da BR 101, em Santa Catarina, o reajuste é previsto no contrato com a Concessionária Catarinense de Rodovias S.A. – Motiva ViaCosteira e, para a Ponte Rio – Niterói (BR-101/RJ), o contrato é com a Concessionária Ponte Rio-Niterói
PONTE RIO-NITERÓI
P1
• Automóveis, caminhonetes e furgões (2 eixos): R$ 6,60 • Caminhão leve, ônibus e caminhão-trator (2 eixos): R$ 13,20 • Automóvel com semirreboque (3 eixos): R$ 9,90 • Caminhões e ônibus com 3 eixos: R$ 19,80 • Veículos com 4 eixos: R$ 26,40 • Veículos com 5 eixos: R$ 33,00 • Veículos com 6 eixos: R$ 39,60 • Motocicletas e motonetas: R$ 3,30
BR-101/SC
P1, P2, P3 e P4
• Automóveis, caminhonetes e furgões (2 eixos): R$ 3,00 • Caminhão leve, ônibus e caminhão-trator (2 eixos): R$ 6,00 • Automóvel com semirreboque (3 eixos): R$ 6,00 • Caminhões e ônibus com 3 eixos: R$ 12,00 • Veículos com 4 eixos: R$ 15,00 • Veículos com 5 eixos: R$ 18,00 • Veículos com 6 eixos: R$ 21,00 • Motocicletas e motonetas: R$ 1,50
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
A convocação da seleção brasileira para os últimos amistosos antes da lista definitiva para a Copa do Mundo 2026 contou com novidades no ataque: Igor Thiago, do Brentford, Rayan, do Bournemouth, e Endrick, do Lyon.
Entre os cotados para assumir a camisa 9 da seleção brasileira na competição, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, Igor Thiago é quem apresenta os melhores números. João Pedro, do Chelsea, também convocado, vem logo abaixo.
(Conteúdo patrocinado por Ford, Novibet e Betano)
Veja abaixo as estatísticas que cada concorrente à nove da Amarelinha apresentam na atual temporada europeia ou, em caso de jogadores que atuam no Brasil, de julho do ano passado até o momento. Em seguida, compare com os últimos camisas 9 da seleção em Copas.
Igor Thiago: 22 gols e 1 assistências, em 32 jogos (Brentford)
João Pedro: 18 gols e 6 assistências, em 41 jogos (Chelsea)
Rayan: 18 gols e 1 assistência, em 41 jogos (Bournemouth e Vasco)
Endrick: 6 gols e 3 assistências, em 15 jogos (Real Madrid e Lyon)
Richarlison: 10 gols e 4 assistências, em 36 jogos (Tottenham)
Matheus Cunha: 7 gols e 2 assistências, em 29 jogos (Manchester United)
Igor Jesus: 12 gols e 4 assistências, em 40 jogos (Nottingham Forest)
Pedro: 18 gols e 6 assistências, em 36 jogos, de julho 2025 até o momento (Flamengo)
Kaio Jorge: 24 gols e 7 assistências, em 39 jogos, de julho 2025 até o momento (Cruzeiro)
Richarlison antes da Copa de 2022
Último camisa 9 do Brasil em uma Copa do Mundo, Richarlison teve uma temporada discreta em números antes da edição de 2022, disputada no Qatar. O atacante do Tottenham disputou 34 partidas antes de ir servir a seleção brasileira.
Neste período, na temporada 2021/22, Richarlison marcou 11 gols e 5 assistências. Na Copa, o atacante disputou quatro partidas e balançou as redes por três vezes.
Gabriel Jesus antes da Copa de 2018
Gabriel Jesus foi outro camisa 9 do Brasil em Copas que não somou 20 ou mais gols na temporada que antecedeu o torneio. Em 2017/18, defendendo as cores do Manchester City, o atacante fez 17 gols e deu 3 assistências, em 42 jogos.
Titular de Tite na Copa disputada na Rússia, o centroavante passou em branco, atuando em cinco partidas, não marcando nenhum gol e anotando uma assistência.
Fred antes da Copa de 2014
Camisa 9 da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil, Fred marcou 13 gols no período que antecedeu o torneio (julho de 2013 até a Copa). Foram 30 jogos disputados pelo atacante do Fluminense, que também deu duas assistências.
Na Copa, Fred disputou seis jogos com Felipão e marcou apenas um gol, não conseguindo repetir seu desempenho da Copa das Confederações de 2013, quando marcou cinco vezes em cinco partidas.
Luís Fabiano antes da Copa de 2010
Luís Fabiano é o último camisa 9 do Brasil em Copas que marcou mais de 20 gols na temporada que antecedeu o torneio entre seleções. Em 2009/10, defendendo as cores do Sevilla, da Espanha, fez 21 gols e deu 4 assistências, em 35 jogos.
Na Copa de 2010, sediada na África do Sul, o ‘Fabuloso’ anotou três gols nos cinco jogos que disputou.
Ronaldo antes da Copa de 2006
Ronaldo não chegou à Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, em sua melhor forma física e técnica. Antes do torneio, durante a temporada de 2005/06, atuando pelo Real Madrid, o ‘Fenômeno’ marcou 15 gols em 27 jogos.
Ainda assim, o maior camisa 9 do Brasil em Copas conseguiu anotar três gols e dar uma assistência nos 5 jogos que disputou com o time de Parreira.
Ronaldo antes da Copa de 2002
A temporada de 2001/02 de Ronaldo, atuando pela Inter de Milão, foi atípica. O centroavante se recuperou de uma grave lesão no joelho, em abril de 2000, voltando a jogar no segundo semestre de 2001.
Do seu retorno até a Copa disputada na Coreia do Sul e Japão, o atacante fez 7 gols em 16 jogos, pela Inter. Já no Mundial, mostrou o motivo de ser chamado de ‘Fenômeno’, marcando 8 gols em 7 jogos, sendo dois na final contra a Alemanha, que garantiu o penta ao Brasil.
Ronaldo antes da Copa de 1998
Desde 1998, nenhum atacante que vestiu a camisa 9 do Brasil em uma Copa do Mundo fez mais gols que Ronaldo no período pré-competição.
Na temporada de 1997/98, defendendo a Inter de Milão, o atacante marcou incríveis 34 gols e deu 4 assistências, nos 47 jogos que disputou.
Na Copa, disputada na França, foram 4 gols e 3 assistências, em 7 jogos. O atacante viria a sofrer uma convulsão horas antes da final contra os franceses, passando em branco na decisão, que ficou com o país sede.
Novos ônibus foram equipados com o modelo RD 136F, com capacidade de 135 mil BTUs
Empresa forneceu sistemas de ar-condicionado para 18 veículos incorporados em março à frota do transporte coletivo da cidade catarinense
ALEXANDRE PELEGI
A VMG Aires, empresa sediada em Joinville e referência nacional em climatização veicular, equipou 18 novos ônibus incorporados em março de 2026 à frota do transporte coletivo urbano do município com sistemas de ar-condicionado de alta performance.
Os veículos já estão em operação com equipamentos do modelo RD 136F, desenvolvidos para atender condições climáticas severas, como as registradas em Joinville, cidade marcada por altas temperaturas e elevados índices de umidade ao longo do ano. Cada unidade tem capacidade de 135 mil BTUs.
De acordo com a fabricante, a solução reúne especificações voltadas à eficiência térmica e ao desempenho operacional. Entre os principais dados técnicos do modelo estão vazão máxima de ar de 6.420 m³/h, compressor de 650 cc, sistema elétrico de 24 Vcc / 92 A e dimensões de 3.600 x 1.850 x 230 mm, com peso de 185 quilos.
Frota de Joinville recebeu 18 novos veículos em março de 2026
Segundo o gerente comercial da VMG Aires, Renato Protti, o equipamento também se destaca por atributos ligados à sustentabilidade e à leveza estrutural.
“Este é o produto com menor peso disponível no mercado, além de ser totalmente reciclável, pois sua fabricação utiliza materiais como alumínio, cobre e plástico. Para a VMG Aires, cuidar da climatização do transporte coletivo da cidade onde está localizada nossa sede é motivo de orgulho. Essa proximidade nos permite acompanhar de perto a operação e o retorno dos usuários, o que fortalece nosso compromisso com qualidade e inovação”, afirma.
A empresa destaca que está entre as poucas do país com capacidade completa para projetar e produzir climatizadores destinados a ônibus, micro-ônibus e veículos especiais, como ambulâncias e veículos militares.
Sede da VMG Aires está localizada no bairro Profipo, na zona Sul de Joinville
Novos veículos
Joinville, terceira cidade mais populosa da Região Sul do Brasil, tem cerca de 650 mil habitantes, e mais de 100 mil passageiros utilizam diariamente o transporte coletivo urbano.
Os 18 novos ônibus incorporados à operação em março são divididos entre dez veículos de 15 metros, com capacidade para até 109 passageiros, e oito unidades de 13,2 metros, que podem transportar até 85 pessoas simultaneamente.
Além do ar-condicionado, todos os veículos contam com suspensão pneumática e cinco câmeras de monitoramento, reforçando o padrão de conforto e segurança adotado nas aquisições mais recentes da frota.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes