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Marcopolo México participa da Expo Foro Movilidad 2026 com ônibus 100% elétricos, híbridos, movidos a diesel e gasolina Euro 6

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Empresa tem como meta atingir uma participação de mercado superior a 19% em todo o país em 2026

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Para atender à crescente demanda por veículos com emissão zero ou baixa emissão, a Marcopolo México participa da Expo Foro Movilidad 2026, apresentando um portfólio completo de soluções energéticas. A empresa exibe modelos 100% elétricos e híbridos, além de versões a diesel e gasolina Euro 6. Com essa participação, a Marcopolo México se posiciona como a empresa que apresenta a maior diversidade de tecnologias na Expo Foro 2026.

Em 2025, a empresa aumentou sua participação total de mercado de 12% para quase 14%, resultado que apoia sua estratégia para 2026 e o ​​foco em soluções com menor impacto ambiental para o mercado mexicano. Este ano, a Marcopolo busca atingir uma participação de mercado superior a 19% em todo o país, tanto no mercado interno quanto nas exportações para os Estados Unidos.

“Entre os destaques, apresentamos o Attivi LE, nosso ônibus 100% elétrico desenvolvido no México, que simboliza nossa visão de mobilidade urbana limpa e eficiente. Paralelamente, o Senior Hybrid, com chassi RAM 4000, amplia as opções para operadores que buscam uma rota de transição com baixo consumo de combustível e emissões reduzidas, seja movido a gasolina ou GNV”, afirma Lucas Gabardo, Diretor da Marcopolo México.

A presença da Marcopolo no evento deste ano está alinhada à sua agenda, que abordará temas como mobilidade limpa, inovação e transição tecnológica, bem como a preparação do setor para novas demandas, incluindo as associadas à Copa do Mundo FIFA de 2026. O torneio mobilizará milhões de visitantes nas principais cidades do país e exigirá sistemas de transporte sustentáveis, eficientes e de alta capacidade. Nesse contexto, a empresa apresenta cinco modelos no estande nº 1800, com 1.089 m², demonstrando a diversidade de aplicações e soluções energéticas voltadas para as necessidades dos mercados mexicano e norte-americano.

Modelos em destaque no estande da Marcopolo

Attivi LE

Representando a nova geração da mobilidade urbana no México, este ônibus de fabricação local, equipado com a tecnologia Dina Megaflux, possui amplas portas (1.100 mm na frente e 1.250 mm na lateral esquerda) que facilitam o fluxo de passageiros. Conta também com acesso para cadeirantes, assentos rebatíveis e suporte para bicicletas, além de janelas coladas com painéis deslizantes, ar-condicionado e tecnologia de monitoramento operacional e de embarque.

Paradiso G8 1350

Para viagens de longa distância e com chassi Scania Euro 6. Seus 27 assentos-cama contam com portas USB A e C, tomadas de 110V e telas individuais de 13″. Oferece sistemas de segurança avançados, como ADAS, câmera 360° e faróis totalmente em LED. No interior, iluminação com cromoterapia e o isolamento térmico e acústico.

Paradiso G8 1200

Projetado para o setor de turismo, este veículo possui um chassi Mercedes-Benz O 500 RS 1945 EURO 6, equipado com todos os sistemas de segurança disponíveis e configurado com 47 assentos executivos, portas USB A e C, cinco monitores para entretenimento a bordo e um banheiro entre os eixos. Isso garante embarque e desembarque rápidos e seguros para as operações diárias de empresas do setor de turismo.

Senior

Compacto, ágil e projetado para operação diária em cidades de todo o México, combina a robustez do chassi RAM 4000 com uma configuração moderna para serviços urbanos. Possui transmissão automática, tornando a condução muito mais fácil e facilitando significativamente a operação no tráfego intenso das rotas urbanas. Incorpora displays de rota em LED, iluminação âmbar para segurança e está preparado para sistemas tecnológicos como contadores de passageiros, câmeras, comunicação e informações de “Próxima Parada”. Interior com acabamento refletivo e sinalização em Braille.

Grand Executive

Desenvolvido para o mercado norte-americano, oferece conforto, estilo e eficiência em um micro-ônibus de alta qualidade. O interior premium inclui assentos semi-estofados Marcopolo com revestimento em couro sintético e cintos de segurança de 3 pontos, portas USB A+C e quatro monitores. Câmeras de vigilância, sensores de estacionamento e um sistema de monitoramento aumentam a segurança operacional. O ar-condicionado de alto desempenho melhora a experiência, tornando-o ideal para transporte executivo, corporativo e turístico.

“Nossa estratégia no México combina engenharia local, tecnologia de ponta e alianças estratégicas, permitindo que cada operador escolha a solução mais eficiente para suas necessidades específicas”, conclui Gabardo.

Participação em estandes de parceiros

Daimler: Paradiso G8 1350 (O 500 RSD 2548), aplicação interurbana com 50 assentos; e Attivi LE 100% elétrico (eO500 U), aplicação urbana com 28 assentos.

Scania: Paradiso G8 1350 (K500 Euro 6), serviço intermunicipal com 27 lugares.

Volkswagen/MAN: Paradiso G8 1350 (MAN RR2 19.480 Euro 6), serviço intermunicipal com 36 semirreboques; e Senior (VW 9.180 OD Euro 6), transporte de passageiros com 31 lugares.

Serviço — Expo Foro Movilidad 2026

Datas: 4 a 6 de março de 2026

Local: Expo Santa Fe, Cidade do México

Endereço: Av. Santa Fe 270, Santa Fe, Álvaro Obregón, 01210 CDMX

Programação: site oficial expoforo.org.mx

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Secretaria Estadual de Transporte e Riocard Mais lançam agendamento de primeira via do Vale Social pelo WhatsApp

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Empresa mantém o mesmo procedimento para dar entrada no benefício, sendo necessária a entrega de um formulário devidamente preenchido com documentos pessoais e médicos, em um dos postos de atendimento

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e a Riocard Mais implementaram uma novidade no atendimento aos beneficiários do Vale Social. A partir de agora, o agendamento para retirada da primeira via do cartão também pode ser realizado pelo WhatsApp, por meio do Tomais, o assistente virtual da Riocard Mais.

“Essa nova opção é um facilitador que reforça a autonomia do passageiro e amplia a acessibilidade ao serviço. Um dos papéis da Setram é justamente promover mobilidade urbana com inclusão e dignidade para a população, e ações de aprimoramento constante são sempre necessárias e bem-vindas”, destacou a secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem.

O procedimento para dar entrada no benefício segue o mesmo, sendo necessário entregar um formulário devidamente preenchido com documentos pessoais e médicos, em um dos postos de atendimento, incluindo prefeituras conveniadas, unidades do Programa Rio Poupa Tempo, unidades da Fundação Leão XIII, parceiros e credenciados. Com base nessas informações, a Riocard Mais fica responsável pela emissão dos cartões e pela organização da distribuição.

Com a nova funcionalidade, o passageiro precisa cumprir apenas quatro etapas após entrar em contato com o Tomais, pelo número (21) 2127-4000:

  • Selecionar a opção Agendamento;
  • Informar o tipo de cartão (Vale Social);
  • Inserir o CPF;
  • Escolher a loja, a data, o turno e o horário para retirada do cartão.

É importante que o usuário fique atento às orientações informadas durante a consulta do CPF, pois, em alguns casos, a retirada do cartão deve ser feita diretamente no mesmo posto de origem da solicitação. Nesse caso, basta seguir a orientação e o prazo recebidos no local em que deu entrada do benefício.

O atendimento via WhatsApp é uma facilidade adicional, pensada para tornar o processo mais direto e acessível. Para quem preferir, o agendamento por contato telefônico, neste mesmo número continua disponível.

O lançamento do agendamento do Vale Social pelo WhatsApp também conta com um vídeo explicando o atendimento virtual e orientações passo a passo, utilizando comunicação em Libras, para facilitar ainda mais o uso do serviço.

O que é o Vale Social?

O Vale Social é um benefício que garante gratuidade no transporte público estadual (ônibus intermunicipais, metrô, trens e barcas) para pessoas com deficiência e pessoas em tratamento contínuo de doenças crônicas, quando a interrupção do tratamento possa representar risco à saúde. O benefício é concedido mediante avaliação e comprovação médica, conforme Lei Estadual nº 4.510/2005 e Decreto Estadual nº 36.992/05, alterado pelo Decreto Estadual nº 45.820 de 11 de novembro de 2016.

Ele é destinado a pessoas com deficiência (física, sensorial ou intelectual) e pessoas em tratamento contínuo de doenças crônicas em unidades de saúde pública ou conveniadas ao SUS, quando a interrupção do tratamento represente risco à vida ou agravamento da saúde, desde que o deslocamento justifique o uso de transporte público estadual.

Para facilitar o embarque dos beneficiários, em 2024, a Setram iniciou o processo de unificação. Com a medida, implementada pela primeira vez em 20 anos, um único cartão passou a ser utilizado no metrô, nos trens, nas barcas e nos ônibus e vans intermunicipais, proporcionando mais comodidade ao usuário.

Outra vantagem é a garantia de um sistema integrado e de um monitoramento mais eficaz, o que contribui para a prevenção de fraudes e assegura que os recursos públicos sejam destinados corretamente a quem tem direito ao benefício.

O processo de integração já registra 153 mil cartões do Vale Social unificados em uso e mais de 30 milhões de transações realizadas, demonstrando o impacto positivo da iniciativa.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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NEXT Mobilidade revela mais imagens dos novos ônibus superarticulados elétricos do BRT-ABC

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Lote de 20 unidades a bateria já está na garagem em São Bernardo do Campo (SP) e testes operacionais começam nos próximos dias

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Ao Diário do Transporte, a empresa NEXT Mobilidade revelou nesya quinta-feira, 05 de março dr imagens do primeiro lote de 20 ônibus superarticulados elétricos que vão circular no BRT-ABC. (AO FIM DO TEXTO VEJA TODAS AS FOTOS)

Nos próximos dias, as unidades já saem para testes.

Estes ônibus se somarão às 72 unidades do E-Trol, veículo que opera com duas tecnologias, puro a bateria e conectado a rede aérea, oferecendo maior flexibilidade.

Um E-Trol está pronto e os 71 restantes do lote começaram a produção.

Como mostrou o Diário do Transporte, já estão na garagem em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, os primeiros 20 ônibus que vão compor a frota do BRT-ABC, sistema de alta demanda e maior velocidade que os corredores comuns, que fará a ligação entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul, no ABC, e a capital paulista até os terminais Tamanduateí e Sacomã, na zona Sudeste.

As 20 primeiras unidades integram o lote inicial do modelo elétrico puro a bateria e, nos próximos dias, já devem ser colocadas em testes.

Ao todo, o BRT-ABC vai contar com 92 ônibus de grande porte. Os próximos lotes serão com os veículos de tecnologia E-Trol, que funcionam tanto a bateria por longos trechos como conectados a fiação aérea.

A estimativa é que no sentido de São Bernardo do Campo para São Paulo sigam conectados à rede e de São Paulo para o ABC voltem somente com a autonomia das baterias.

O Corredor BRT-ABC tem ao todo 17,5 km em cada sentido.

Todos os 92 veículos possuem configurações mais modernas que os ônibus convencionais e contam com as seguintes especificações:

– Produção 100% brasileira com tecnologia nacional de tração e eletrificação da marca Eletra; baterias, motores e inversores da WEG; chassi Mercedes-Benz  (modelo O500 UDA) e carroceria Caio (modelo E-Millennium Superarticulado)

– Comprimento total de 21,5m

– Capacidade para cerca de 160 passageiros cada

– Piso baixo para acessibilidade

– Ar-condicionado com saídas individuais que podem ser abertas ou fechadas pelos passageiros

– Não emitem nenhum tipo de poluente na operação

– Nível de ruído bem reduzido

– Wi-fi para acesso à Internet Gratuita

– Tomadas USB para recarga de baterias de celulares, notebooks e outros dispositivos móveis

– Câmeras de controle de acesso nas portas e de ré

– Espaço específico para cão guia e cadeira de rodas

– Janelas com vidros que possuem tratamento contra incidência de raios ultravioletas do Sol

– Sistemas de som que anunciam as próximas paradas

– Balaústres em relevo perto das portas para indicação a pessoas com restrições visuais bem como botões de solicitação de parada com inscrição em baile

O BRT-ABC terá estações climatizadas com embarque no mesmo nível do assoalho dos ônibus, painéis com informações sobre tempo de espera e horários, pagamento de passagem antes do embarque (chamado tecnicamente de pré-embarque), itens presentes em estações de metrô, por exemplo.

A estimativa é de uma demanda inicial de 173 mil passageiros por dia, podendo gradativamente ser ampliada para uma capacidade de 600 mil.

O sistema vai se conectar ao atual Corredor Metropolitano ABD, considerado referência em operação e com níveis de aprovação dos passageiros próximos a 90%.

VÍDEO: E-Trol do BRT-ABC já circula conectado à rede em testes. Novo corredor será inaugurado até outubro de 2026

Veículo é considerado inovador no Brasil e conceito já é amplamente utilizado na Europa, funcionando tanto conectando à rede de fios como só com baterias com carregamento enquanto se movimenta

ADAMO BAZANI / YURI SENA / ARTHUR FERRARI

O E-Trol, novo tipo de ônibus no Brasil, que vai circular comercialmente de forma inédita pelo corredor do BRT-ABC, já está realizando testes oficiais de campo conectado à rede de fiação. Neste último sábado, 21 de fevereiro de 2026, o Diário do Transporte acompanhou parte dessas avaliações na cidade de Santo André, no ABC Paulista. Enquanto o BRT-ABC ainda está em construção, o veículo realiza operações experimentais em trechos do Corredor Metropolitano ABD de ônibus e trólebus, tradicional na região, inaugurado em 1986.

A circulação do E-Trol indica que deve ser cumprido o prazo prometido de inauguração do novo sistema de corredor entre o ABC Paulista e a capital até outubro de 2026. Entretanto, vale lembrar que esta data representa um atraso de mais de três anos em relação às previsões iniciais de abertura do sistema, que eram entre o fim de 2022 e o início de 2023. O Diário do Transporte visitou uma das estações em construção, no limite entre as cidades de São Bernardo do Campo e Santo André.

Relembre:

VÍDEO EXCLUSIVO: Veja como é uma das estações do BRT-ABC, em obras, no sistema de corredores de ônibus elétricos

O E-Trol apresenta um conceito inovador no Brasil, mas já amplamente utilizado em outros países, especialmente na Europa, onde essa tecnologia é chamada de IMC (In-Motion Charging), que significa carregamento enquanto o veículo se movimenta. O modelo funciona tanto conectado à rede aérea de fiação, como um trólebus tradicional, quanto pode percorrer longos trechos utilizando apenas baterias de armazenamento de energia. Entre as vantagens, está o fato de que, por possuir menos baterias, esses veículos custam em média 30% menos do que ônibus totalmente elétricos a bateria.

Isso ocorre porque a bateria é um dos componentes mais caros de um veículo elétrico. Como o E-Trol recarrega enquanto está conectado à fiação, necessita de um banco menor, já que sua demanda de armazenamento também é reduzida. Além disso, o veículo é mais leve, pois o peso dos pantógrafos — hastes que fazem a conexão com a rede elétrica —, embora relevante, é inferior ao de um conjunto completo de baterias de um ônibus 100% elétrico.

Esse conjunto também proporciona maior eficiência energética e custos operacionais mais baixos. Inicialmente, o BRT ABC teria toda a frota de 92 ônibus superarticulados de 21,5 metros operando exclusivamente com o E-Trol. No entanto, para garantir maior segurança operacional, a Next Mobilidade optou por uma composição com 72 veículos desse tipo e 20 ônibus totalmente elétricos a bateria.

Todos os veículos terão 21,5 metros de comprimento e capacidade para mais de 160 passageiros cada. O modelo pode ser adotado em outros sistemas do Brasil, desde que haja interesse de operadores e gestores públicos. Outra vantagem é que, como o carregamento ocorre durante a operação, as garagens não precisam de grandes estruturas de recarga, podendo até dispensar completamente equipamentos como carregadores, subestações e conversores.

A potência também é melhor distribuída, já que não há necessidade de concentrar o carregamento em um único ponto, permitindo que a energia seja fornecida ao longo de todo o trajeto. O BRT ABC deve ter 17,5 km de extensão e ligar as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul à capital paulista, por meio dos terminais Tamanduateí e Sacomã, na zona sudeste.

BRT-ABC EM NÚMEROS (segundo a concessionária)

  • Capacidade de até 600 mil passageiros/dia, com demanda inicial de 173 mil passageiros/dia.
  • Operação com 92 ônibus totalmente elétricos fabricados no Brasil, com tecnologia nacional, inclusive baterias, por meio de parceria entre empresas como Eletra, Mercedes-Benz, WEG, Caio e outras; (72 E-Trol e 20 com baterias)
  • Veículos de piso baixo, não poluentes, silenciosos e confortáveis, com wi-fi e ar-condicionado;
  • Trajeto em via segregada, com 16 paradas fechadas e mais três terminais;
  • Bilhetagem realizada nas paradas, antes do embarque nos veículos, facilitando o acesso; embarque em nível e ampla acessibilidade;
  • Custo total estimado em R$ 950 milhões, inteiramente a cargo da empresa privada operadora (Next Mobilidade); – atualizado para R$ 1,2 bilhão;
  • Trajeto de 18 km, atendendo diretamente três municípios do Grande ABC (São Bernardo, Santo André e São Caetano), mais Diadema e Mauá (via Corredor ABD).
  • Interligação com três terminais: São Bernardo (Paço Municipal), Tamanduateí (Linha 2-Verde do Metrô e Linha 10 Turquesa da CPTM) e Sacomã (Linha 2-Verde do metrô e Expresso Tiradentes).
  • Três opções de linhas: Paradora, Semiexpressa (oito estações) e Expressa (só os terminais São Bernardo, Tamanduateí e Sacomã); a linha Expressa fará o trajeto em menos de 35 minutos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Maceió (AL) receberá 150 novos ônibus com ar-condicionado, os “geladões”

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Anúncio foi feito durante inauguração do novo terminal no Conjunto Rosane Collor, no bairro Clima Bom

ARTHUR FERRARI

A cidade de Maceió (AL) deverá receber 150 novos ônibus equipados com ar-condicionado para reforçar o sistema de transporte coletivo urbano. Os veículos, conhecidos popularmente como “geladões”, fazem parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da frota e à melhoria das condições de viagem para os passageiros.

O anúncio foi realizado na quarta-feira (4) durante a inauguração do novo terminal de ônibus do Conjunto Rosane Collor, localizado no bairro Clima Bom, na parte alta da capital alagoana.

De acordo com as informações divulgadas, os novos coletivos contam com sistema de refrigeração interna, recurso voltado a ampliar o conforto térmico dos usuários em uma cidade marcada por temperaturas elevadas durante grande parte do ano.

A entrega dos veículos integra um pacote de intervenções voltadas à mobilidade urbana no município.

Além da previsão de renovação da frota, a cerimônia também marcou a entrega de uma nova estrutura para embarque e desembarque de passageiros no Conjunto Rosane Collor. O terminal substitui um abrigo antigo, construído há cerca de 11 anos, que atendia a região.

A nova instalação recebeu investimento de aproximadamente R$ 3,2 milhões e conta com uma plataforma coberta de 221 metros de extensão. O espaço também passou a oferecer novos bancos e lixeiras, além de paraciclo para estacionamento de bicicletas.

Entre os equipamentos implantados estão rampa de acessibilidade, banheiro adaptado, sala destinada à fiscalização das operações e áreas administrativas e de depósito. O terminal ainda recebeu sistema de iluminação para melhorar a utilização do espaço pelos passageiros.

A nova estrutura foi construída para reorganizar o atendimento das linhas de ônibus que passam pelo bairro e ampliar as condições de espera para os usuários do transporte coletivo da região.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Salvador (BA) inicia testes com ônibus elétrico e‑Volksbus, da Volkswagen, em linhas urbanas

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Veículo será avaliado durante um mês em trajetos da capital baiana para análise de desempenho, autonomia e adaptação ao serviço diário

ARTHUR FERRARI

A cidade de Salvador (BA) começou a realizar testes operacionais com o e‑Volksbus, modelo totalmente elétrico desenvolvido pela Volkswagen Caminhões e Ônibus. Durante aproximadamente um mês, o veículo circulará em rotas selecionadas do sistema urbano para avaliação de desempenho, autonomia e comportamento nas condições reais de operação da capital baiana.

A fase experimental busca verificar o funcionamento do ônibus em diferentes situações do serviço cotidiano, como fluxo de passageiros, topografia e características do tráfego local.

“Os testes em Salvador representam mais um passo no processo de validação do e-Volksbus em diferentes realidades urbanas do país. Além de São Paulo, em breve estaremos presentes em outras capitais estratégicas. Os resultados deste mês serão fundamentais para validar a qualidade do nosso veículo e apoiar operadores e gestores públicos na transição da mobilidade mais eficiente e sustentável”, afirma Jorge Carrer, diretor de Ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

O modelo possui capacidade total de 22 toneladas e autonomia estimada de até 250 quilômetros. O projeto foi concebido para operar com recarga durante o período noturno, estratégia que reduz o tempo de parada dos veículos e amplia a disponibilidade da frota para operação diária.

Entre os recursos tecnológicos embarcados está o sistema de frenagem regenerativa, que recupera parte da energia gerada durante as desacelerações e contribui para aumentar a autonomia do veículo, além de diminuir o desgaste dos freios. Outro dispositivo é o Eco-Drive Mode, sistema que ajusta automaticamente o consumo de energia de acordo com as condições de uso.

O ônibus também foi desenvolvido para enfrentar condições comuns nas cidades brasileiras, incluindo proteção contra alagamentos. O modelo conta ainda com suspensão pneumática integral e sistema de ajoelhamento, que reduz a altura do veículo no momento de embarque e desembarque, facilitando o acesso de passageiros.

Além da fase de testes no Brasil, o e-Volksbus também foi apresentado ao mercado internacional durante a Expo Foro Movilidad, feira do setor de transporte de passageiros realizada entre os dias 4 e 6 de março na Cidade do México (México). No evento, o modelo foi exibido como uma das principais novidades da fabricante, marcando a chegada do veículo ao mercado mexicano, primeiro país a receber o ônibus fora do Brasil.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Presidente do Novorizontino diz se pagará ao Palmeiras para ter Rômulo em decisão e coloca prazo por ‘novela’

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O Novorizontino deverá de fato contar com Rômulo na grande final do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, no domingo (8).

Em contato com a reportagem da ESPN, Genilson Rocha, presidente do clube, afirmou que é “bem provável” que o clube pague a quantia de R$ 1 milhão ao próprio Verdão, dono dos direitos econômicos do atleta, para tê-lo em campo na finalíssima. A informação havia sido antecipada pela reportagem ainda na última quarta-feira (4).

A ideia do mandatário é que a situação esteja resolvida até esta sexta-feira (6). Por força de contrato, o Palmeiras exige que o Novorizontino faça o pagamento com antecedência para poder ter Rômulo em campo.

O Novorizontino optou por não contar com Rômulo na partida de ida da final, na Arena Crefisa Barueri, que terminou com vitória do Palmeiras por 1 a 0. A ideia do time do interior é contar com força total para tentar reverter o placar global e ficar com o título.

Rômulo é um dos principais nomes do Novorizontino na competição. Ao todo o meia soma seis gols e três assistências.

Para ser campeão no domingo, o time do interior paulista precisará vencer por dois ou mais gols de diferença. Em caso de vitória por um gol, independentemente do placar, a decisão irá para os pênaltis. Qualquer outro resultado dará o título para o Palmeiras.

Próximos jogos do Palmeiras:

Próximos jogos do Novorizontino:

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Eletra/Caio amplia a liderança no mercado de ônibus elétricos e responde por 60% dos emplacamentos do primeiro bimestre

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Em seguida aparecem BYD e Marcopolo. Empresa de São Bernardo do Campo (SP) prepara lançamentos para 2026

ADAMO BAZANI

Os ônibus elétricos de fabricação 100% nacional com tecnologia da Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), e carrocerias Caio, de Botucatu (SP), ampliaram a liderança no mercado de veículos de transportes coletivos não poluentes.

A informação é da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos, entidade que reúne concessionárias e representantes, que nesta quarta-feira, 04 de março de 2026, divulgou o balanço de emplacamentos do primeiro bimestre do ano.

De acordo com a federação, em janeiro e fevereiro de 2026, foram emplacados 91 ônibus elétricos no Brasil.

Deste total, ainda segundo a Fenabrave, 52 unidades, ou 57,14%, foram os veículos Eletra/Caio.

Somente no mês de fevereiro de 2026, foram 83 ônibus elétricos de diversas marcas emplacados no Brasil. Deste total, 50 são Eletra/Caio, o que representa 60,24% de todo o mercado.

No acumulado do ano, entre todas as marcas, o mercado de elétricos retraiu 31,58% em comparação com o primeiro bimestre de 2025, quando foram emplacados 133 coletivos não poluentes.

Mas, fevereiro de 2026 registou alta de 418,75% em comparação com as 16 unidades de fevereiro de 2025. Já em relação aos oito ônibus elétricos emplacados em janeiro de 2026, a alta de fevereiro, de acordo com a Fenabrave foi de 937,5%.

A diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Braga Romano, vêm com otimismo o ano de 2026 para a eletromobilidade. A executiva explica que os resultados da Fernabrave reforçam a preferência por veículos de tecnologia brasileira.

“O operador e o gestor de transportes se sentem mais seguros ao optarem por modelos de tecnologia nacional, isso porque, somente os ônibus desenvolvidos no Brasil têm capacidade de atender às reais necessidades das operações pelas diversas cidades que têm realidades diferentes e uma assistência técnica presente e próxima. Com a ampliação de linhas e recursos como do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade e com todo o apoio técnico que o Ministério das Cidades têm dado aos municípios, não tenho dúvidas de que 2026 será o Ano da Eletromobilidade Brasileira” – disse Milena.

A diretora comercial da Eletra, Ieda Oliviera, revela que a marca prepara novidades para o ano.

“Teremos lançamentos, a consolidação de investimentos em nossa planta de São Bernardo do Campos (SP) e as boas notícias aguardadas pelo mercado como um todo vamos tornar realidade. A Eletra é a única a oferecer tecnologia 100% nacional com todo um trabalho de consultoria, com o Eletra Consult, que vai desde antes da compra até a capacitação dos funcionários do operador. Além disso, não há no mercado nacional ônibus elétricos com a vasta possibilidade de personalizações como os modelos da Eletra” – disse.

A Eletra está presente, além da capital paulista, onde lidera maior frota de ônibus elétricos do Brasil, em sistemas como de São José dos Campos (SP), Belém (PA), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), entre outros.

Ainda de acordo com a Fenabrave, aparece em segundo lugar, no mês de fevereiro e no acumulado do primeiro bimestre, a BYD, empresa chinesa que tem planta em Campinas, no interior de São Paulo. Foram, neste ano de 2026, 22 unidades, sendo 24,18% de participação no mercado.

A fabricante, que é uma das líderes mundiais em ônibus elétricos, têm expandido a atuação no Brasil e tem trazido novidades, como as baterias do tipo Blade, mais finas, leves e com maior autonomia que equipam, além de modelos elétricos já conhecidos, como o Attivi, da Marcopolo, e o E-Millennium, da Caio; lançamentos, a exemplo do “superarticulado” Millennium BRT, da Caio, que vai compor a frota dos corredores verdes, da capital paulista, e do Horizon, que marca a estreia da fabricante parananse Mascarello na eletromobilidade como produção em série.

Em terceiro lugar, com 12 unidades no bimestre e 13,19% de mercado, aparece a Marcopolo, com o modelo de tecnologia integral Attivvi.

Além desta versão, o Attivi também pode encaroçar outras tecnologias e chassis montados no Brasil, como Mercedes-Benz, Scania, Volvo, Volkswagen e BYD, por exemplo.

O número da Fenabrave sobre a Marcopolo se refere a apenas o modelo Attivi Integral.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Guerra já afeta fretes marítimos até fora do Oriente Médio

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A escalada da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que envolve mais países do Golfo Pérsico, já provoca alta nos fretes marítimos, principalmente no transporte de contêineres. A insegurança no uso do Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, desde o fim de semana, é o epicentro das disrupções, mas há ainda efeitos sobre o retorno dos navios ao Canal de Suez, no Egito.

Até o momento, não há interrupções generalizadas de rotas, mas armadores e analistas apontam pressão sobre tarifas, prêmios de seguro e combustível, o que pode se refletir no custo das importações e exportações brasileiras.

Segundo Leandro Barreto, consultor da Solve Shipping, os armadores já anunciam aumentos no frete, de cerca de US$ 800 a US$ 1 mil por contêiner na rota Ásia-Brasil – alta de pelo menos 38% sobre a média de US$ 2,1 mil, de antes da guerra – além de sobretaxas de risco de guerra de US$ 2 mil a US$ 3 mil para portos no Oriente Médio fora do Golfo Pérsico, e cobrança extra emergencial de combustível de US$ 150 para todas as rotas, refletindo a alta do petróleo.

De acordo com a consultoria Argus, o preço da diária de um navio na rota do Leste Asiático, a partir do Golfo, está em US$ 400 mil, o dobro do registrado na sexta-feira (27) – valor que já estava no maior patamar em seis anos.

Sérgio Albuquerque, gerente sênior da Peers Consulting & Technology, destaca que a rota que passa pelo Estreito de Ormuz é “muito crítica” para o comércio global, principalmente de combustíveis, energia e fertilizantes. Segundo ele, seguradoras já aumentaram os valores de cobertura em 40% a 60% desde o fim de semana, para trafegar no seu entorno, sem contar aquelas que já deixaram de segurar os navios, o que deve impedir a saída das embarcações.

“Tem muito operador parado e que vai ter de buscar nova rota, e isso vai encarecer o frete”, diz. Uma rota alternativa do Oriente Médio e da Europa para a Ásia é pelo Cabo da Boa Esperança, na África, o que representa mais tempo de viagem, mais combustível e deixa navios indisponíveis por mais tempo.

Ainda de acordo com Albuquerque, rotas a partir do Brasil podem ser afetadas pelo impacto na rede global de navios. “Frete tem uma dinâmica muito forte de oferta e demanda. Se você indisponibiliza muitos navios, o preço sobe muito, independentemente de se ele faz aquela rota. É um dominó”.

Andrew Lorimer, CEO da consultoria Datamar, aponta que a falta de contêineres pode ser o maior problema, já que muitos ficarão parados nos navios e nos portos, aguardando uma resolução do conflito, o que deve elevar o frete.

“Pode começar a faltar contêineres vazios por aqui”, diz Barreto.

Rotas alternativas, como o Canal de Suez, são limitadas. “Poderia ser uma opção, mas ataques dos Houthis no Mar Vermelho a restringem, principalmente para embarques destinados à Arábia Saudita”, afirma. Armadoras também já estão postergando o retorno ao Canal por causa do alastramento do conflito no Irã, aponta Lorimer.

Ele destaca que cerca de 4,5% das exportações globais do Brasil, em volume de contêineres, passam pelo Estreito de Ormuz. São compostas, principalmente, por frango congelado. Hoje, a Maersk, uma das principais armadoras, já está cobrando taxas extras de até US$ 4 mil por contêiner para o Oriente Médio, afirma, o que dobra ou até triplica o custo do envio – “e não tem alternativa”.

A Maersk alertou para possíveis atrasos na região, por via área e marítima. A companhia mencionou, em comunicado, volatilidade nas tarifas de frete aéreo por restrição de capacidade e possíveis sobretaxas de risco de guerra e custos adicionais de combustível.

A CMA CGM suspendeu por tempo indeterminado todas as reservas de carga para portos no Bahrein, Kuwait, Catar e Iraque, além de parte dos Emirados Árabes e da Arábia Saudita.

A tendência, no momento, é que a elevação do preço do petróleo contamine toda a cadeia logística, de fretes marítimos ao combustível na bomba, na visão de Fabrizio Pierdomenico, ex-secretário nacional de portos e consultor da Agência Porto. Apesar do Brasil ter produção nacional, o petróleo segue o preço internacional. “É inevitável que os preços se alinhem a esse crescimento”.

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Paralisação suspende circulação de ônibus da Paranapuan na Ilha do Governador (RJ) nesta quinta-feira (05)

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Foto: Luiz Petriz/Ônibus Brasil

Greve acontece em decorrência de atraso salarial e benefícios

ARTHUR FERRARI

Uma greve de motoristas da empresa Transportes Paranapuan interrompe a circulação de ônibus na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), nesta quinta-feira, 5 de março de 2026. A paralisação foi iniciada nas primeiras horas do dia e não tem previsão de encerramento.

De acordo com representantes da categoria, cerca de 350 motoristas aderiram ao movimento, suspendendo totalmente a operação da frota da empresa. Com isso, veículos permaneceram estacionados na garagem da companhia e diversas linhas que atendem a região deixaram de circular.

A mobilização foi motivada por atrasos no pagamento de salários e no repasse do vale-alimentação aos funcionários. Segundo informações divulgadas pelos trabalhadores, a empresa apresentou uma proposta de parcelamento dos vencimentos, prevendo o pagamento de 30% do salário em uma primeira parcela, outros 30% em uma segunda etapa e os 40% restantes em uma terceira parcela, sem definição sobre a regularização do benefício alimentar.

A paralisação afeta o atendimento de linhas municipais que ligam bairros da Ilha do Governador a outros pontos da cidade. Informações divulgadas indicam que entre nove e dez linhas estão diretamente impactadas pela greve, enquanto outros relatos apontam a suspensão de até 22 serviços operados pela empresa na região.

Desde o início da manhã, representantes da empresa e motoristas participam de negociações para tentar encerrar o movimento, mas até o momento não houve acordo entre as partes.

O Rio Ônibus informou que acompanha a situação e mantém tratativas para restabelecer a operação das linhas, destacando que o episódio ocorre em meio à crise enfrentada pelo sistema de transporte coletivo por ônibus na capital fluminense.

Em nota, a Prefeitura do Rio declarou que os repasses de subsídios ao sistema municipal estão sendo feitos regularmente e que a paralisação envolve uma questão entre a empresa e seus funcionários.

A suspensão do serviço provocou dificuldades para passageiros que dependem do transporte público para deslocamentos dentro da Ilha do Governador e para outras áreas da cidade.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Analistas veem pressão geopolítica sobre insumos

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A escalada de tensões no Oriente Médio voltou a gerar preocupação no mercado internacional de fertilizantes, diante do risco de impactos sobre a oferta e sobre a formação de preços de nitrogenados e fosfatados. De acordo com análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o cenário geopolítico aumenta as incertezas e já provoca sinais de cautela entre agentes do setor.

A região tem peso relevante no comércio global de fertilizantes. Em 2024, respondeu por 41% das exportações mundiais de ureia, 28% das vendas externas de amônia e 29% das exportações internacionais de DAP. Diante dessa participação, eventuais interrupções na produção ou no escoamento tendem a afetar diretamente os fluxos comerciais e os preços internacionais.

No momento, investidores ainda avaliam os possíveis desdobramentos do conflito, o que mantém elevada a incerteza sobre os impactos imediatos. Como primeiro reflexo, fornecedores da região retiraram ofertas do mercado enquanto aguardam maior clareza sobre a evolução do cenário, reduzindo temporariamente a disponibilidade de produto.

A logística também aparece como ponto de atenção. Navios têm evitado o estreito de Hormuz, rota estratégica para o escoamento de fertilizantes do Oriente Médio. O aumento do risco pode provocar atrasos nas entregas e elevar custos logísticos para importadores em diferentes regiões.

Além disso, a valorização do petróleo diante das tensões geopolíticas pode pressionar os custos de combustíveis e fretes internacionais. Para países importadores líquidos de fertilizantes, como o Brasil, esse movimento tende a elevar o custo final dos insumos.

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