Transbus Transportes, de Cachoeirinha, assume serviço provisório após disputa administrativa enquanto licitação definitiva segue suspensa
YURI SENA
Sapucaia do Sul definiu que a Transbus Transportes Ltda. será a responsável pelo contrato emergencial do transporte coletivo urbano. A empresa, com sede em Cachoeirinha, assumirá a operação temporária do sistema enquanto permanece indefinida a concessão de longo prazo, atualmente em disputa judicial.
Como noticiou o Diário do Transporte, o edital para contratação emergencial foi publicado em 20 de fevereiro com o objetivo de garantir a continuidade do serviço à população. A concorrência contou com a participação de duas empresas: a Transbus e a Viação Santa Clara, sediada em Mafra.
Relembre:
Prefeitura de Sapucaia do Sul (RS) recebe propostas de duas empresas para operação, em caráter emergencial, do transporte público
O processo foi marcado por contestações administrativas e judiciais apresentadas pela Viação Santa Clara, que acabou não obtendo êxito. Após análise técnica, a empresa foi considerada inabilitada por não atender requisitos previstos no edital e apresentar proposta considerada inexequível.
Com isso, a Transbus foi declarada vencedora e ficará responsável pela operação emergencial por um período de até um ano, ou até a conclusão do processo licitatório definitivo.
A nova operadora substituirá a Expresso Charqueadas, que atuava no município desde 2020.
Conforme previsto em contrato, a empresa deverá disponibilizar 31 veículos, com idade média de sete anos, atendendo às exigências de acessibilidade e condições operacionais.
No St. James’ Park, o Manchester United foi derrotado por 2 a 1 para o Newcastle, em duelo pela 29ª rodada da Premier League, nesta quarta-feira (4), com transmissão no plano Premium do Disney+.
Depois de saírem atrás no placar, os Red Devils viram Casemiro deixar tudo igual e anotar o sexto gol na temporada, mas no apagar das luzes Osula marcou e definiu vitória dos donos da casa.
Com o resultado, o United viu uma invencibilidade de sete rodadas ir por água abaixo e ainda desperdiçou chance de se firmar na zona de classificação para a Champions League.
Quem também perdeu a invencibilidade, após oito partidas, foi o técnico Michael Carrick, que havia somado seis vitórias e um empate nos seus primeiros jogos.
Por outro lado, os Magpies voltaram a vencer depois de duas derrotas em sequência e subiram uma posição na tabela, indo aos 39 pontos.
O jogo
Newcastle e United fizeram um primeiro tempo movimentado, mas que ganhou mais emoção nos minutos finais – mais precisamente nos acréscimos.
E tudo começou após expulsão boba de Jacob Ramsey, que foi expulso, literalmente, por simular um pênalti após se atirar no gramado dentro da área.
Apesar da desvantagem numérica, os Magpies é que abriram o placar. E ironicamente de pênalti, após Gordon sofrer falta, agora legítima, na área..
O camisa 10 assumiu a responsabilidade da cobrança e fez, abrindo 1 a 0 para os donos da casa.
A comemoração do Newcastle durou pouco tempo, já que Casemiro testou firme na área após cobrança de falta e deixou tudo igual em 1 a 1.
No segundo tempo, após uma bela jogada, Osula voltou a estufar as redes para o Newcastle, que mesmo com um a menos venceu o United em casa.
Melhores momentos:
play
5:00
Casemiro marca, mas Newcastle conta com golaço e quebra série invicta do Manchester United na Premier League; VEJA
Jogando fora de casa, Red Debils perde a primeira após 11 jogos de invencibilidade no campeonato
Agenda incluiu inspeção técnica no local e reunião com o prefeito para tratar de manutenção na infraestrutura
YURI SENA
O presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Michael Soteiro Cerqueira, esteve em Rio Grande da Serra para uma agenda institucional voltada à melhoria da infraestrutura ferroviária do município. A visita incluiu reunião com o prefeito Akira Auriani e uma inspeção técnica na estação ferroviária local.
Durante o encontro, foram discutidas medidas voltadas à recuperação e manutenção da estação, considerada um importante equipamento de mobilidade urbana e também um marco histórico da cidade. O local tem relevância no contexto do desenvolvimento ferroviário paulista e integra o patrimônio cultural da região.
Na sequência, equipes técnicas da CPTM realizaram uma vistoria para avaliar as condições estruturais do prédio. A análise deve subsidiar a definição das intervenções necessárias, incluindo ações emergenciais e futuras obras de requalificação.
O prefeito Akira Auriani destacou a importância do trabalho conjunto entre os órgãos. “A Estação de Rio Grande da Serra faz parte da nossa identidade e da nossa história. Estamos tratando essa pauta com a seriedade que ela exige, buscando junto à CPTM soluções técnicas que garantam segurança aos usuários e a preservação desse patrimônio tão importante para a cidade. Nosso compromisso é acompanhar de perto cada etapa para que possamos avançar com responsabilidade e agilidade”, afirmou o prefeito.
A administração municipal também ressaltou que mantém diálogo contínuo com a CPTM para viabilizar melhorias no sistema, conciliando a preservação histórica com a qualificação da infraestrutura.
Dado foi divulgado há pouco pela Fenabrave. Caminho da Escola é um dos maiores geradores de incertezas, como tem mostrado o Diário do Transporte. Mercedes-Benz cresce ainda mais de participação e, sozinha, passa a responder por mais da metade do mercado
ADAMO BAZANI
Os emplacamentos de ônibus acumulam queda de 24,99% no primeiro bimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
Foram 3.425 unidades licenciadas ante 4.566 de janeiro e fevereiro de 2025.
É o que releva balanço divulgado nesta quarta-feira, 04 de março de 2026, pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos, entidade que reúne concessionárias e representantes e trazido pelo Diário do Transporte.
Somente levando em conta os emplacamentos de ônibus em fevereiro de 2026, foram 1.742 coletivos.
Em relação a fevereiro do ano passado, quando foram licenciados 2.375 ônibus, a queda foi de 26,65%.
Já fevereiro de 2026 representou alta de 3,51% sobre as 1.683 unidades de janeiro de 2026.
O mercado de ônibus, se por um lado tem otimismo em relação aos modelos urbanos por causa das eleições, que sempre estimulam renovações de frotas, por outro lado está com diversas incertezas.
Uma delas, como o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, tem mostrado, é sobre o Programa Caminho da Escola, do Governo Federal, que sozinho representa cerca de 30% dos ônibus produzidos no Brasil.
Desde o ano passado, o novo ciclo de possibilidade de compras, que contempla 7.470 unidades, se arrasta entre revogações e suspensões.
Com indefinições sobre os efeitos da reforma tributária, que reduziu os incentivos tributários sobre os ônibus, o edital deve ser relançado. Nesta semana, foi suspenso novamente, como revelou o Diário do Transporte.
Relembre:
MARCAS:
Em relação ao ranking das marcas, a Mercedes-Benz, que já há anos lidera o mercado de ônibus, aumentou a participação e ultrapassou 50% sozinha, novamente.
Em seguida, com menos da metade da Mercedes-Benz, aparece a Volkswagen e, em terceiro, a Marcopolo, considerando não os encarroçamentos, mas os micro-ônibus Volare que já são vendidos montados.
A Induscar, que é Caio, aparece no ranking da Fenabrave, mas não pelo encarroçamento, mas pela parceria com a Eletra, na venda de ônibus elétricos. Estes modelos são feitos por um consórcio fabricante e o faturamento ocorre pela “fornecedora final”, que é a Caio.
POSIÇÃO – MARCA – UNIDADES – PARTICIPAÇÃO NO MERCADO
1º – M.BENZ 1.758 51,33%
2º – VW TRUCK E BUS 724 21,14%
3º – MARCOPOLO 420 12,26%
4º – IVECO 283 8,26%
5º – AGRALE 67 1,96%
6 º – VOLVO 66 1,93%
7º – INDUSCAR 52 1,52%
8º – SCANIA 31 0,91%
9º – BYD 22 0,64%
10º – CRRC 1 0,03%
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Max Holloway enfrenta Charles do Bronx no UFC 326 neste sábado (07), a partir das 19h (de Brasília), em luta válida pelo cinturão BMF. A cinta, cujo nome significa “Filho da Mãe mais Casca-Grossa”, em tradução livre, pode causar um estranhamento em quem não acompanha o esporte. Afinal, uma luta de MMA não serve sempre para definir quem é o mais durão?
No caso do UFC, é preciso entender que todas as decisões sempre estão intimamente ligadas com o lucro e o marketing dos negócios. O próprio cinturão BMF, até hoje, não é considerado um título “oficial” – no mesmo patamar das tão desejadas cintas douradas. Ainda assim, nos últimos anos, ele vem evoluindo, deixando de ser um artifício de marketing e se tornando algo cada vez mais desejado.
Mas se o significado e a relevância do cinturão ainda não ficaram claros, o ESPN.com.br reuniu as repostas e explicações para todas as perguntas que envolvem o inusitado título.
O que é o cinturão BMF?
Em termos práticos, é fácil dizer o que é o cinturão BMF: uma cinta prateada com a tão famosa sigla gravada em sua frente, no lugar onde geralmente está escrito UFC nos títulos mundiais. Mas o que ele de fato representa dentro da companhia?
A resposta para essa pergunta é a mais óbvia possível: a ideia do BMF é ser um “certificado” de qual é o lutador mais casca-grossa do mundo, sem mais. Mesmo assim, o cinturão ainda habita um espaço não muito claro dentro da maior companhia de MMA do mundo.
Ao contrário do título mundial de cada categoria – que tem regras específicas e muito claramente define quem é o campeão mundial de cada peso – o BMF surgiu em uma mistura de marketing com esporte, por isso até hoje traz consigo expectativas e significados confusos.
Por que medir quem é o lutador mais durão da divisão? E o quanto isso vale de fato? Além disso, o que o atleta precisa fazer para provar que é tão casca-grossa?
Uma das poucas constantes do cinturão até aqui é a expectativa que ele traz quando é disputado: um lutador não pode entrar num embate pelo BMF pensando na decisão ou na própria preservação. É preciso entrar em um acordo de violência mútua: machucar sem ter medo de sofrer dano. A vitória nunca pode ser meramente protocolar. A prioridade é o espetáculo.
Talvez a forma mais simples de entender o cinturão seja essa: o valor dele está em comprovar que você é capaz de fazer uma luta emocionante para os fãs. Além disso, ele se torna uma forma de colocar ainda mais pressão nos atletas para que esse entretenimento seja entregue.
A ideia de “durão” em si, entretanto, ainda não é tão consolidada assim. Historicamente, e até a última disputa dele, a expectativa era que um lutador casca-grossa fosse um striker violento. Inclusive, o cinturão nunca esteve nas mãos de alguém que se identificasse primariamente como um grappler.
Isso tudo pode mudar no sábado. Charles do Bronx entra na disputa do BMF sendo sim um exímio trocador, mas tendo como carro chefe um jiu-jitsu sufocante que o fez ser o líder de vitórias por submissão no UFC, com 17. O brasileiro chega com a expectativa de mostrar um novo significado para o termo “casca-grossa”, podendo criar um legado inédito com o cinturão.
Por que e quando ele foi criado?
O cinturão BMF deu as caras pela primeira vez no UFC 244, quando ele foi disputado entre Nate Diaz e Jorge Masvidal, em Nova York, em novembro de 2019. Os dois participantes do embate, inclusive, são o ponto fundamental para entender de onde surgiu a ideia do título.
O crédito para a criação do BMF pode ir quase inteiramente para Nate Diaz. Após vencer Anthony Pettis no UFC 241, o americano deu uma agora icônica entrevista pós-luta, desafiando Masvidal para um embate muito peculiar.
“Estamos lutando pelo Cinturão do Filho da Mãe Mais Casca-Grossa desse jogo, e ele é meu. Gostaria de defendê-lo contra Jorge Masvidal.”, disse Diaz ainda no octógono.
E a sugestão pareceu agradar a companhia e os fãs. Nate, conhecido por seu estilo “louco”, inconsequente e muito emocionante, encarna o personagem de durão ao lado de seu irmão Nick desde que entrou no Ultimate.
O desafio claro criou um certo hype para a luta, e assim, ela foi marcada para o evento principal do UFC 244. Entretanto, apesar de alegar já ser dono desse cinturão quando desafiou Masvidal, foi Nate que levou a pior no embate pelo título.
A luta entretanto não entregou tudo que prometeu. Jorge pressionou Nate cedo, balançando seu adversário e encaixando golpes duríssimos. Diaz resistiu, deu seu típico show, mas acabou a luta de forma anti-climática.
Após o fim do terceiro round, a luta foi finalizada a pedido dos médicos, que acharam que Diaz não poderia continuar no embate após sofrer um corte acima do olho direito. Assim, o ator Dwayne “The Rock” Johnson subiu no octógono e colocou o novo cinturão ao redor da cintura de Masvidal.
Quantas pessoas já foram donas do cinturão BMF?
Apenas três lutadores já conquistaram o título de BMF no UFC. Em ordem: Jorge Masvidal, Justin Gaethje e Max Holloway.
Qual a história da disputa do BMF?
Após a anti-climática vitória de Masvidal, o título desapareceria por um tempo, sendo praticamente esquecido. Entretanto, em 2023, quatro anos depois da criação dele, o BMF voltaria a dar as caras em um duelo bombástico: a revanche entre Justin Gaethje e Dustin Poirier.
A luta, marcada para o evento principal do UFC 291, foi por uma rota diferente da primeira e entregou o que a premissa do cinturão pedia: um momento de tirar o fôlego.
Ainda no segundo round, Justin encaixaria um chute alto avassalador na cabeça de Poirier, estatelando seu oponente e conquistando o cinturão em estilo. Após acertar o seu já característico mortal de cima da grade na comemoração, o BMF seria entregue a Gaethje pelas mãos do próprio Masvidal.
A partir daí, o cinturão finalmente começaria a ganhar alguma legitimidade. Inclusive, depois do nocaute absurdo de Gaethje, o BMF iria parar no maior palco da história do esporte até então: o UFC 300, em Las Vegas.
No maior evento da história do Ultimate, a disputa do BMF entre Justin e Max Holloway foi colocada logo antes do co-evento principal da noite, ganhando um notável destaque na promoção da noite que prometia ter três cinturões em jogo.
Quando o octógono da T-Mobile Arena foi fechado, o nocaute de Gaethje em Poirier, por mais absurdo que fosse, acabaria ficando esquecido. Após um verdadeiro show de Holloway em cinco rounds, que chegou a quebrar o nariz de Justin, um dos maiores highlights da história do esporte nasceria.
Mesmo muito claramente ganhando a luta nos cards dos juízes, Holloway deu uma última oportunidade para que Justin saísse vitorioso do embate: Max apontaria para o chão nos últimos 10 segundos da luta e convidaria Gaethje a encerrar a noite numa trocação franca.
A partir daí, Holloway encaixaria um soco no último segundo de luta que apagaria seu Justin, entrando para a história do MMA e conquistando o cinturão BMF (e, junto com ele, uma chance de desafiar Ilia Topuria nos penas).
Mesmo que Holloway tenha perdido para Ilia Topuria quando retornou aos penas, seu posto como BMF seguiu intacto, já que ele havia sido conquistado nos leves. Com isso, Max então teria luta marcada com Dustin Poirier – que se aposentaria após o embate – no UFC 318.
O embate, mais uma vez, entregou o que se esperava do cinturão. Apesar da luta ter acabado em uma vitória por decisão unânime de Holloway, sem o tão desejado nocaute, os dois lutadores trocaram knockdowns e fizeram um embate sangrento para a despedida do “Diamante”.
Agora, chega a vez do cinturão ser colocado em jogo pela quinta vez, quando Charles do Bronx tenta se tornar apenas o quarto homem a ter a distinção de ser considerado o mais casca-grossa de sua categoria.
Existe um BMF em todas as divisões?
Atualmente, só existe um título BMF no mundo, e ele pertence a Max Holloway – que atualmente luta na categoria do peso leve. Mesmo que não haja prospectos para a criação do cinturão em outras categorias, diversos lutadores já demonstraram interesse na alcunha.
O próprio Ilia Topuria, que venceu Max nos penas quando ele já era dono do título, comprou para si um cinturão BMF e se vendeu antes e após da luta como um campeão da honraria, mesmo nunca tendo sido oficialmente reconhecido.
Jean Silva, também dos penas, já manifestou mais de uma vez sobre o interesse que teria no cinturão, inclusive já tendo desafiado Holloway. “Eu quero o BMF. Ele pode estar com o Fiziev, que se ele quiser sair na mão comigo, eu vou lá buscar. O BMF é a minha cara”, disse o “Lord” em exclusiva para a ESPN Brasil.
Já houve algum campeão que também era BMF?
Como demonstrado na linha do tempo do cinturão, ainda não houve alguém que foi dono simultaneamente do título mundial e de BMF. Entretanto, esse momento pode estar cada vez mais próximo.
Com as lutas de Holloway trazendo cada vez mais hype ao título, principalmente devido aos highlights que ocorrem nelas, o cinturão tem ganhado cada vez mais importância e legitimidade na divisão.
Para além do cinturão em si, uma luta entre Max e Charles no atual momento da carreira de ambos já ajudaria a posicioná-los próximos a um title shot, mesmo sem o BMF envolvido. Somado a isso, o atual campeão dos leves é Topuria, alguém que se encaixa perfeitamente na proposta da cinta prateada.
Por isso, mesmo que Topuria ainda tenha que enfrentar Justin Gaethje, campeão-interino da divisão, e também almeje medir forças com Islam Makhachev, a chance de que Ilia queira concluir seu desejo anterior de ser o “BMF” é grande.
Somado a isso, tanto Max quanto Charles já perderam para Topuria, o que ainda adicionaria uma narrativa de “vingança” ao embate. Por isso, não estranhe caso vejamos em breve um “duplo-campeão” dos leves, como o título mundial e o BMF envoltos ao redor da cintura.
Iniciativa acumula mais de R$ 7,5 milhões poupados aos usuários e apresenta alta de 338% em relação ao período anterior ao benefício
ARTHUR FERRARI
O programa Domingão Tarifa Zero em Teresópolis (RJ) alcançou, em fevereiro, 1.553.330 embarques desde o início da operação, em janeiro de 2025. O volume corresponde a quase dez vezes a população estimada do município.
Nos dois primeiros meses de 2026, foram contabilizados 204.149 acessos gratuitos aos coletivos aos domingos, crescimento de 7% na comparação com igual intervalo do ano anterior. Quando o resultado é confrontado com janeiro e fevereiro de 2024 — antes da implantação da gratuidade — a elevação atinge 338%.
De acordo com os dados divulgados, a política pública já representou economia superior a R$ 7,5 milhões aos passageiros. No mesmo período, os ônibus que operam aos domingos percorreram aproximadamente 659 mil quilômetros.
O diretor da Viação Dedo de Deus, Marcelo Augusto, relacionou o desempenho local ao debate nacional sobre financiamento do setor. “A tarifa zero é um programa voltado à economia da população e hoje já é debatido nacionalmente, com o Governo Federal discutindo o chamado SUS do Transporte. Como operadores do sistema de ônibus, sempre defendemos projetos que garantissem valores de passagem mais acessíveis. Esse movimento mostra que estamos no caminho certo, junto com o poder público”, afirmou Marcelo Augusto, diretor da Viação Dedo de Deus.
A gratuidade aos domingos integra o Programa Vai de Ônibus, desenvolvido pela administração municipal com foco na ampliação do acesso ao transporte coletivo e no estímulo ao uso do sistema.
Novos coletivos substituem veículos com cerca de 15 anos de fabricação e já se encontram em circulação
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Na última terça-feira, 03 de março de 2026, Novo Hamburgo (RS) recebeu cinco ônibus zero quilômetro para reforçar a frota da Visac (Viação Santa Clara), que opera o transporte público do município; segundo a prefeitura, os coletivos entram em circulação imediatamente.
A renovação substitui veículos com cerca de 15 anos de fabricação e representa investimento de R$ 4,2 milhões, cerca de R$ 850 mil por unidade, o que já era previsto em contrato com a administração da cidade.
Os ônibus já estão identificados com a padronização visual utilizada no município. Em dias úteis, o sistema atende mais de 20 mil passageiros e percorre entre 14 mil e 15 mil quilômetros. Cada um dos novos veículos tem capacidade para transportar até 71 pessoas, sendo 38 sentadas e 33 em pé.
Com a atualização, a frota segue composta por 76 veículos. Desses, 69 operam diariamente, enquanto sete permanecem como reserva técnica, podendo ser acionados conforme a necessidade de manutenção. Os novos ônibus serão distribuídos nas linhas de acordo com demandas previamente identificadas, como necessidade de veículos de maior ou menor porte e características dos trajetos.
Sobre as tarifas, o prefeito Gustavo Finck comenta que, atualmente, o município subsidia em torno de 50% o valor da passagem, possibilitando o transporte por R$ 5,20. “O transporte público é utilizado principalmente pelo trabalhador que precisa se deslocar diariamente. Esse é o compromisso do Município: garantir que a tarifa não pese no bolso de quem depende do ônibus”, afirma.
O prefeito também reconheceu que ainda há registros de atrasos, especialmente no bairro Canudos e na região do Aeroporto Regional Pedro Adams Neto, principalmente no período da manhã. Segundo ele, relatórios diários apontam que, em média, três ou quatro veículos apresentam atraso por dia, geralmente de poucos minutos, mas suficientes para impactar a rotina dos passageiros. “Aos poucos, vamos resolvendo essas questões pontuais, melhorando o transporte para toda a nossa gente”, finaliza.
São 20 veículos a bateria com capacidade para cerca de 160 passageiros cada. Os próximos lotes vão contemplar os ônibus com tecnologia E-Trol
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
Já estão na garagem em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, os primeiros 20 ônibus que vão compor a frota do BRT-ABC, sistema de alta demanda e maior velocidade que os corredores comuns, que fará a ligação entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul, no ABC, e a capital paulista até os terminais Tamanduateí e Sacomã, na zona Sudeste.
As 20 primeiras unidades integram o lote inicial do modelo elétrico puro a bateria e, nos próximos dias, já devem ser colocadas em testes.
Ao todo, o BRT-ABC vai contar com 92 ônibus de grande porte. Os próximos lotes serão com os veículos de tecnologia E-Trol, que funcionam tanto a bateria por longos trechos como conectados a fiação aérea.
A estimativa é que no sentido de São Bernardo do Campo para São Paulo sigam conectados à rede e de São Paulo para o ABC voltem somente com a autonomia das baterias.
O Corredor BRT-ABC tem ao todo 17,5 km em cada sentido.
Todos os 92 veículos possuem configurações mais modernas que os ônibus convencionais e contam com as seguintes especificações:
– Produção 100% brasileira com tecnologia nacional de tração e eletrificação da marca Eletra; baterias, motores e inversores da WEG; chassi Mercedes-Benz (modelo O500 UDA) e carroceria Caio (modelo E-Millennium Superarticulado)
– Comprimento total de 21,5m
– Capacidade para cerca de 160 passageiros cada
– Piso baixo para acessibilidade
– Ar-condicionado com saídas individuais que podem ser abertas ou fechadas pelos passageiros
– Não emitem nenhum tipo de poluente na operação
– Nível de ruído bem reduzido
– Wi-fi para acesso à Internet Gratuita
– Tomadas USB para recarga de baterias de celulares, notebooks e outros dispositivos móveis
– Câmeras de controle de acesso nas portas e de ré
– Espaço específico para cão guia e cadeira de rodas
– Janelas com vidros que possuem tratamento contra incidência de raios ultravioletas do Sol
– Sistemas de som que anunciam as próximas paradas
– Balaústres em relevo perto das portas para indicação a pessoas com restrições visuais bem como botões de solicitação de parada com inscrição em baile
O BRT-ABC terá estações climatizadas com embarque no mesmo nível do assoalho dos ônibus, painéis com informações sobre tempo de espera e horários, pagamento de passagem antes do embarque (chamado tecnicamente de pré-embarque), itens presentes em estações de metrô, por exemplo.
A estimativa é de uma demanda inicial de 173 mil passageiros por dia, podendo gradativamente ser ampliada para uma capacidade de 600 mil.
O sistema vai se conectar ao atual Corredor Metropolitano ABD, considerado referência em operação e com níveis de aprovação dos passageiros próximos a 90%.
VÍDEO: E-Trol do BRT-ABC já circula conectado à rede em testes. Novo corredor será inaugurado até outubro de 2026
Veículo é considerado inovador no Brasil e conceito já é amplamente utilizado na Europa, funcionando tanto conectando à rede de fios como só com baterias com carregamento enquanto se movimenta
ADAMO BAZANI / YURI SENA
O E-Trol, novo tipo de ônibus no Brasil, que vai circular comercialmente de forma inédita pelo corredor do BRT-ABC, já está realizando testes oficiais de campo conectado à rede de fiação. Neste último sábado, 21 de fevereiro de 2026, o Diário do Transporte acompanhou parte dessas avaliações na cidade de Santo André, no ABC Paulista. Enquanto o BRT-ABC ainda está em construção, o veículo realiza operações experimentais em trechos do Corredor Metropolitano ABD de ônibus e trólebus, tradicional na região, inaugurado em 1986.
A circulação do E-Trol indica que deve ser cumprido o prazo prometido de inauguração do novo sistema de corredor entre o ABC Paulista e a capital até outubro de 2026. Entretanto, vale lembrar que esta data representa um atraso de mais de três anos em relação às previsões iniciais de abertura do sistema, que eram entre o fim de 2022 e o início de 2023. O Diário do Transportevisitou uma das estações em construção, no limite entre as cidades de São Bernardo do Campo e Santo André.
Relembre:
VÍDEO EXCLUSIVO: Veja como é uma das estações do BRT-ABC, em obras, no sistema de corredores de ônibus elétricos
O E-Trol apresenta um conceito inovador no Brasil, mas já amplamente utilizado em outros países, especialmente na Europa, onde essa tecnologia é chamada de IMC (In-Motion Charging), que significa carregamento enquanto o veículo se movimenta. O modelo funciona tanto conectado à rede aérea de fiação, como um trólebus tradicional, quanto pode percorrer longos trechos utilizando apenas baterias de armazenamento de energia. Entre as vantagens, está o fato de que, por possuir menos baterias, esses veículos custam em média 30% menos do que ônibus totalmente elétricos a bateria.
Isso ocorre porque a bateria é um dos componentes mais caros de um veículo elétrico. Como o E-Trol recarrega enquanto está conectado à fiação, necessita de um banco menor, já que sua demanda de armazenamento também é reduzida. Além disso, o veículo é mais leve, pois o peso dos pantógrafos — hastes que fazem a conexão com a rede elétrica —, embora relevante, é inferior ao de um conjunto completo de baterias de um ônibus 100% elétrico.
Esse conjunto também proporciona maior eficiência energética e custos operacionais mais baixos. Inicialmente, o BRT ABC teria toda a frota de 92 ônibus superarticulados de 21,5 metros operando exclusivamente com o E-Trol. No entanto, para garantir maior segurança operacional, a Next Mobilidade optou por uma composição com 72 veículos desse tipo e 20 ônibus totalmente elétricos a bateria.
Todos os veículos terão 21,5 metros de comprimento e capacidade para mais de 160 passageiros cada. O modelo pode ser adotado em outros sistemas do Brasil, desde que haja interesse de operadores e gestores públicos. Outra vantagem é que, como o carregamento ocorre durante a operação, as garagens não precisam de grandes estruturas de recarga, podendo até dispensar completamente equipamentos como carregadores, subestações e conversores.
A potência também é melhor distribuída, já que não há necessidade de concentrar o carregamento em um único ponto, permitindo que a energia seja fornecida ao longo de todo o trajeto. O BRT ABC deve ter 17,5 km de extensão e ligar as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul à capital paulista, por meio dos terminais Tamanduateí e Sacomã, na zona sudeste.
BRT-ABC EM NÚMEROS (segundo a concessionária)
Capacidade de até 600 mil passageiros/dia, com demanda inicial de 173 mil passageiros/dia.
Operação com 92 ônibus totalmente elétricos fabricados no Brasil, com tecnologia nacional, inclusive baterias, por meio de parceria entre empresas como Eletra, Mercedes-Benz, WEG, Caio e outras; (72 E-Trol e 20 com baterias)
Veículos de piso baixo, não poluentes, silenciosos e confortáveis, com wi-fi e ar-condicionado;
Trajeto em via segregada, com 16 paradas fechadas e mais três terminais;
Bilhetagem realizada nas paradas, antes do embarque nos veículos, facilitando o acesso; embarque em nível e ampla acessibilidade;
Custo total estimado em R$ 950 milhões, inteiramente a cargo da empresa privada operadora (Next Mobilidade); – atualizado para R$ 1,2 bilhão;
Trajeto de 18 km, atendendo diretamente três municípios do Grande ABC (São Bernardo, Santo André e São Caetano), mais Diadema e Mauá (via Corredor ABD).
Interligação com três terminais: São Bernardo (Paço Municipal), Tamanduateí (Linha 2-Verde do Metrô e Linha 10 Turquesa da CPTM) e Sacomã (Linha 2-Verde do metrô e Expresso Tiradentes).
Três opções de linhas: Paradora, Semiexpressa (oito estações) e Expressa (só os terminais São Bernardo, Tamanduateí e Sacomã); a linha Expressa fará o trajeto em menos de 35 minutos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada
ARTHUR FERRARI
Passageiros que utilizam a linha 5-Lilás de metrô em São Paulo nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, enfrentam dificuldades desde as 11h48, quando uma falha em equipamento de via na região da Estação Brooklin passou a prejudicar a operação.
Os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre Brooklin e Campo Belo.
O Diário do Transporte procurou a ViaMobilidade, concessionária responsavel pela linha, que disse por meio de nota que técnicos da concessionária atuam para normalizar o atendimento.
Nota da ViaMobilidade na íntegra
A ViaMobilidade informa que os trens da Linha 5-Lilás operam com maiores intervalos e velocidade reduzida entre as estações Campo Belo e Brooklin, nesta quarta-feira (4), devido a uma falha em equipamento de via. Técnicos da concessionária atuam para normalizar a operação no menor tempo possível. Para orientar os passageiros e auxiliar o fluxo nas plataformas, o quadro de agentes de atendimento e segurança (AASs) foi reforçado no trecho afetado.