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Advogada que fez Marcelinho vencer Luxemburgo na Justiça leva calote de ídolo corintiano

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Ídolo do Corinthians, Marcelinho Carioca enfrenta um novo problema judicial. Desta vez, uma advogada está acusando o ex-jogador de calote no pagamento de honorários em um processo contra o ex-técnico Vanderlei Luxemburgo.

Marcelinho venceu a ação, que culminou com uma condenação que, com juros e correções, passou de R$ 400 mil. A advogada Cláudia Ferreira, que o representou ao longo de todo o processo, deveria ter ficado com honorários ajustados com o ex-atleta. Só que ela alega não ter recebido. A dívida, também com juros e correções, estaria na casa dos R$ 200 mil.

Essa cobrança seria referente à vitória do ex-jogador em ação de indenização por danos morais contra Luxa, pelo fato do treinador ter chamado o ex-atleta de “moleque” e “safado” durante um programa ao vivo da TV Bandeirantes, em 2007.

Em 2009, Luxa foi condenado em 1ª instância a pagar R$ 76 mil de indenização. Marcelinho venceu também em 2ª e 3ª instâncias. Em 2016, o processo foi transitado em julgado, quando não há direito a recurso. Posteriormente, o ex-jogador acionou a Justiça cobrando de Vanderlei o recebimento de R$ 351 mil. Os valores seguiram aumentando com juros e correções.

Marcelinho, inclusive, conseguiu penhorar salários de Luxa no Vasco e no Palmeiras, entre 2019 e 2020. Só que o ex-camisa 7 também teve a quantia penhorada por uma dívida com o escritório L. Coelho e J. Morello Advogados Associados de R$ 1,5 milhão, discutida em outro processo.

A briga com Vanderlei teve um fim em 2024, após o arquivamento definitivo da ação, depois de totalmente quitada. E a advogada de Marcelinho diz que recebeu apenas os 10% previstos da parte de Luxa calculados em cima do valor da causa, restando ao ex-jogador pagar outros 20% de honorários.

“Não é justo menos ainda legal, a exequente (Claudia) trabalhar para o executado (Marcelinho) desde 2007 em nada receber. São 13 anos de labor que a justiça não permitiu o pagamento conforme ajustado, no êxito da ação forçando seu comparecimento na Justiça para recebimento do seu trabalho”, disse a advogada de Marcelinho ao tribunal.

No total, a dívida atualizada estaria em quase R$ 200 mil. Ela cobra no processo R$ 63 mil de forma parcial, no que é o valor máximo permitido por lei em ações do tipo, mas deixa claro que está apenas se adaptando às demandas legais, sem renunciar ao restante, que seria exigido futuramente.

O processo foi aberto no início de 2025, mas até hoje ela não conseguiu fazer com que Marcelinho fosse localizado. Na época da abertura da ação, ela avisou ao Judiciário que “é fato notório que Marcelinho e esquiva do pagamento de suas obrigações, bem como da citação da Justiça”.

No último dia 29 de janeiro, mais de 1 ano após a abertura da ação, Cláudia continua tentando fazer Marcelinho ser encontrado por um oficial de Justiça. Em petição enviada ao tribunal, ela disse que ele está escondido. O acusou de ter transferido bens para empresas de fachada e até um laranja, visando ocultar seu patrimônio.

“Marcelinho é conhecido por se esconder e evitár o págámento de suas dívidás, se escondendo da autora há varios anos, o que agravou ainda mais as suspeitas sobre sua conduta. Ele sempre agiu com o intuito de fraudar a satisfação do crédito e está praticando atos de ocultação patrimonia, consistentes na transferência de bens para terceiros, e modo a dificultar ou impedir o efetivo cumprimento da execução”, afirmou.

A advogada diz que Marcelinho exibe um estilo de vida “ostensivamente luxuoso” e as manifestações de riqueza a ele atribuídas criam uma aparência de que possui patrimônio suficiente para suportar suas obrigações. Ou seja, seu estilo de vida sugere capacidade financeira, que “está sendo dolosamente ocultada”.

Em janeiro, ela solicitou os bloqueios do passaporte e CNH de Marcelinho, o que foi, a princípio, negado pelo tribunal. Na semana passada, ela pediu que o tribunal realize pesquisas Sisbajud, Renajud e penhora livre para tentar bloquear tudo que for encontrado em nome de Marcelinho.

O ídolo corintiano vem enfrentando uma série de problemas judiciais. No fim do ano passado, por exemplo, a Justiça de São Paulo determinou uma busca dos bens e contas bancárias de Marcelinho Carioca por meio de um Sniper – novo sistema do Conselho Nacional de Justiça para investigação patrimonial e recuperação de ativos.

O pedido foi feito pelo casal de idosos Servio Machado e Pedra Batista, de 74 e 68 anos de idade, que em 1998 perdeu o filho, Cristiano, de 17 anos, pisoteado por um cavalo de raça de Marcelinho enquanto cumpria um serviço dentro do sítio do então jogador do Corinthians. Eles brigam há quase 30 anos nos tribunais para receberem R$ 600 mil.

Recentemente, um imóvel do ex-atleta na cidade de São Paulo também foi a leilão em um processo movido por um condomínio cobrando dívidas em taxas condominiais que ultrapassavam R$ 2,5 milhões. Ele também chegou a ter ordem judicial concedida para bloqueio de seu passaporte e suspensão de sua CNH por dívidas com um hospital.

Em outro processo, desde 2021 Cláudia também briga com Marcelinho pelo recebimento de mais de R$ 120 mil com a alegação de que a advogada teria arcado com as despesas do tratamento da mãe do jogador no Hospital do Câncer.

A ESPN procura Marcelinho há dias para ouvir a versão do ídolo do Corinthians, mas sua assessoria não respondeu. A reportagem será atualizada caso o ex-jogador queira se manifestar.

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Metrô de São Paulo continua funcionamento durante 24h entre sábados e domingos até setembro

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Foto: Companhia do Metrô de São Paulo

Medida válida para as linhas 1, 2, 3 e 15 visa ampliar acompanhamento de indicadores de demanda em diferentes contextos

ARTHUR FERRARI

A Metrô de São Paulo decidiu estender por mais seis meses o funcionamento ininterrupto entre sábados e domingos nas linhas Linha 1-Azul, Linha 2-Verde, Linha 3-Vermelha e Linha 15-Prata. A medida, que começou em dezembro, permanece em caráter experimental.

De acordo com a companhia, a ampliação do período de testes permitirá acompanhar indicadores de demanda em diferentes contextos, incluindo fins de semana fora das férias escolares e datas com maior concentração de eventos na capital.

Nos três primeiros meses de avaliação, aproximadamente 140 mil passageiros utilizaram o sistema nas madrugadas de sábado para domingo. Pesquisa realizada pela operadora nesse intervalo apontou que 95% dos entrevistados classificaram o atendimento no período como “bom” ou “muito bom”. O levantamento indicou ainda que a maior parte das viagens ocorreu por motivos de lazer, seguida por deslocamentos a trabalho, e que 83% dos usuários já utilizam o metrô regularmente ao longo da semana.

Durante a faixa entre 0h e 4h40, todas as estações das quatro linhas permanecem abertas para embarque e desembarque, com intervalos médios entre 20 e 30 minutos. Em determinados fins de semana, a Linha 15-Prata pode contar com apoio do sistema PAESE, conforme a disponibilidade operacional, devido à realização de testes programados para novos trens.

As bilheterias ficam fechadas nesse período. A aquisição de créditos deve ser feita por canais digitais ou máquinas de autoatendimento. O pagamento por aproximação já está disponível nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha e encontra-se em implantação na Linha 15-Prata.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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GALIOTTO, da Argentina, adquire Busscar Panorâmico DD NB1 com chassi Volvo B450R 6×2

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Modelo tem capacidade para 43 passageiros em poltronas leito

ARTHUR FERRARI

A encarroçadora Busscar entregou uma unidade do modelo Panorâmico DD NB1 à operadora GALIOTTO, ampliando sua atuação no mercado da Argentina. O veículo foi desenvolvido de forma personalizada, conforme especificações da compradora.

Com configuração para 43 passageiros — sendo 31 no salão superior e 12 no inferior — o double deck recebeu poltronas do tipo leito com espuma viscoelástica, apoio de cabeça ampliado e revestimentos definidos de acordo com o projeto contratado. Os assentos contam com quatro níveis de reclinação e apoios de braço escamoteáveis, além de descanso para pés com plataforma, apoio para pernas, porta-revista, porta-copos e suporte para resíduos.

No campo da acessibilidade, o modelo dispõe de elevador para cadeirantes com colete torácico na poltrona destinada ao embarque e numeração em Braille. Todas as poltronas possuem cinto de segurança de três pontos com sinalização sonora e visual de uso obrigatório.

O sistema de climatização inclui ar-condicionado traseiro com função frio, filtro antipólen e calefação, além de isolamento acústico da carroceria. No piso superior, dois tetos solares com renovação de ar — um com exaustor e outro com ventilador — permitem acionamento automático temporizado ou manual. A iluminação interna é em LED, com luz azul nos corredores e tom branco quente nos porta-pacotes e laterais.

Para entretenimento e conectividade, cada poltrona dispõe de entradas USB-A e USB-C com tecnologia Smart Inverter EasyFix e suporte para celular. O conjunto inclui cinco monitores de teto, display de mensagens no salão superior, relógio digital no piso inferior e sistema de áudio distribuído por alto-falantes triaxiais.

A estrutura interna também contempla geladeira de 47 litros no salão superior, aquecedor elétrico, conservadora térmica de 6,5 litros e mobiliário com torre dupla e lixeira no piso inferior.

Em relação à segurança ativa, o veículo incorpora sensor do sistema DSS no para-choque dianteiro, câmera instalada atrás do para-brisa, limitador de velocidade programado para 100 km/h e bloqueador de portas que impede deslocamento com portas abertas ou abertura acima de 5 km/h. O bagageiro possui tampas pantográficas com trava pneumática e acionamento eletrônico. Os retrovisores externos são bipartidos, com desembaçador e ajuste elétrico no espelho principal.

O conjunto é montado sobre chassi Volvo Buses B450R 6×2, plataforma utilizada no segmento rodoviário de longa distância.

“Cada novo projeto internacional amplia nossa experiência e fortalece o posicionamento da BUSSCAR em mercados estratégicos. A parceria com a GALIOTTO evidencia nossa capacidade de entregar qualidade, inovação e alto desempenho “, enfatiza Paulo Corso, Diretor Comercial da BUSSCAR.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Aracaju (SE) congela tarifa do transporte coletivo em R$ 4,50 elevando repasse às concessionárias

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Medida que considera aumentos em combustível, manutenção, peças e gratuidades fixa custo operacional por passageiros em R$ 7,00

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Aracaju (SE) decidiu manter em R$ 4,50 o valor cobrado dos passageiros no transporte coletivo urbano. Para sustentar a medida, o município ampliou o subsídio público destinado ao sistema, conforme estabelece a Resolução nº 01/2026 da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT).

A normativa define a atualização do subsídio tarifário por passageiro equivalente no período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro de 2026. Com isso, o valor pago diretamente pelo usuário permanece inalterado, mesmo diante da elevação dos custos operacionais.

Antes da decisão, a tarifa técnica — que representa o custo real da operação por passageiro — estava fixada em R$ 6,00. Em proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), o cálculo chegou a R$ 8,49, sem considerar a inclusão de ônibus elétricos na frota. Após análise, o município estabeleceu o novo valor técnico em R$ 7,00, ampliando o aporte financeiro às empresas para evitar reajuste ao público.

Entre os fatores que pressionaram os custos está o reajuste salarial de 5,5% concedido aos rodoviários na data-base da categoria. Também foram considerados aumentos em combustível, manutenção, peças, tecnologia embarcada, gratuidades e despesas administrativas.

A administração municipal informou que contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para orientar a revisão dos cálculos tarifários, com base em critérios técnicos voltados à sustentabilidade financeira e à modicidade da tarifa.

Com a ampliação do subsídio, o município assume parte das despesas adicionais do sistema para manter o valor ao usuário congelado até o fim de 2026.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Filipe Luís fora do Flamengo: o que técnico ouviu de Boto e elenco após demissão e quais planos para futuro

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Na madrugada desta terça-feira (3), o Flamengo, pouco tempo após golear o Madureira por 8 a 0, surpreendeu a todos ao decidir demitir Filipe Luís.

A ESPN apurou que o treinador, campeão do Brasileirão e da CONMEBOL Libertadores poucos meses atrás, foi comunicado de sua saída pelo diretor de futebol, José Boto, que se disse contrário à decisão.

“Apesar de eu ser totalmente contra, preciso te comunicar que você está fora. Tentei segurar, mas pediram pra eu comunicar”, relatou o português, em conversa que durou menos de dois minutos, segundo apurou a reportagem.

Filipe ouviu o comunicado do dirigente e deixou o local sem falar nada.

Internamente, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, justificou internamente a seus pares que, além do desempenho ruim do time em 2026, a descoberta de uma negociação de Filipe com o grupo do Chelsea enquanto ele discutia uma renovação com o Rubro-Negro, no início do ano, ajudou a azedar a relação.

Porém, pessoas próximas ao treinador e seu estafe desmentem com veemência essa versão e garantem que Filipe não negociou com nenhum clube. O que aconteceu, segundo eles, foi que seu agente ficou dois dias sem responder Bap. Quando o técnico soube e viu a negociação travada, ele mesmo entrou na jogada e procurou o presidente pra selar a renovação, o que acabou se confirmando pouco tempo depois.

Filipe Luís não tinha intenção de ir pra Europa naquele momento. O que relata o estafe é que vários clubes do Velho Continente sondaram a situação dele com o Jorge Mendes, mas nunca houve negociação. E que tal história seria utilizada para justificar uma decisão que já vinha sendo amadurecida há meses.

Essa, porém, não é a única rusga do agora ex-técnico com o presidente. Em 2019, Filipe liderava o grupo de jogadores que não queria a presença do “Conselhinho do Futebol” dentro do vestiário e do CT. Bap fazia parte desse grupo e nunca engoliu essa situação.

Planos para o futuro

Poucas horas após a confirmação da demissão, na manhã desta terça Filipe já havia recebido contato dos jogadores do elenco do Flamengo, com todos eles se mostrando incomodados com a saída, dizendo até mesmo temer pelo futuro na temporada.

E é possível que as duas partes sejam rivais ainda em 2026, já que a ESPN apurou que Filipe enxerga que o melhor para o momento é continuar no Brasil, por conta dos filhos, e também pela falta de licença para treinar na Europa.

Próximos jogos do Flamengo:

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Aprovado texto-base do Programa Cidades Verdes Resilientes com metas de aumentar deslocamentos a pé e ênfase para ônibus não poluentes

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Metas de aumento progressivo da participação da mobilidade ativa (a pé + bicicleta) são de 34,5% até 2030, 37% até 2035, 39,5% até 2040 e 44,5% até 2050

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima aprovou o texto-base do Programa Cidades Verdes Resilientes: Aprova o texto-base do Programa Cidades Verdes Resilientes que estabelece as Diretrizes, Metas e Plano de Ação Federal 2025-2026

A publicação foi feita em Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 04 de março de 2026.

A resolução do Departamento de Meio Ambiente Urbano, da “Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental,” abre margem para que sejam estimulados investimentos em “soluções verdes” que reduzem as emissões, como ônibus e caminhões não poluentes ou menos emissores de gases que produzem impactos na qualidade do ar.

Ainda na área de mobilidade, um dos focos é ampliar os deslocamentos “ativos”, ou seja, não motorizados, como a pé e de bicicleta.

As metas de aumento progressivo da participação da mobilidade ativa (a pé + bicicleta) são de 34,5% até 2030, 37% até 2035, 39,5% até 2040 e 44,5% até 2050.

O documento deixa claro que estas metas só poderão ser alcançadas não apenas com infraestrutura, como calçadas e ciclovias, o que é o básico, mas com a integração da mobilidade ativa com transporte coletivo limpo, o que inclui redes metroferroviárias e ônibus menos poluentes.

Seu alcance depende do apoio à formulação e implementação de projetos e políticas que promovam não apenas a infraestrutura cicloviária e de caminhabilidade, mas também a articulação entre modos ativos e o transporte público coletivo limpo, justo e resiliente. – diz o texto.

Esta integração entre mobilidade ativa e transporte coletivo limpo deve ocorrer em pequenas, médias e grandes cidades e incluir outras medidas, como áreas de redução de velocidade.

Além desses dados, a Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana 2018 constatou que a infraestrutura dedicada a pedestres ainda é extremamente baixa. Logo, para alcançar a meta proposta, são fundamentais políticas públicas que priorizem os modos ativos, como a implementação de Zonas 30⁶, campanhas de segurança viária e a integração da bicicleta com o transporte público coletivo. Além disso, é fundamental um investimento na criação e qualificação de infraestruturas cicloviárias integradas e seguras, além de calçadas acessíveis e contínuas.

A priorização da mobilidade ativa deve considerar a diversidade de contextos urbanos brasileiros. Em cidades pequenas e médias, por exemplo, a mobilidade ativa tende a ser mais representativa e viável como modo principal de deslocamento. Já nas grandes cidades e regiões metropolitanas, seu fortalecimento deve ser articulado a sistemas robustos e integrados de transporte coletivo, de modo a garantir maior equidade territorial, segurança viária e eficiência ambiental.

Para atingir os percentuais projetados de mobilidade ativa até 2035, será necessário: apoiar projetos de requalificação de calçadas, ciclovias e espaços públicos com foco em segurança, acessibilidade universal, sombreamento e conforto climático; integrar redes de mobilidade ativa com eixos de transporte público sustentável e áreas verdes e azuis, respeitando a diversidade de soluções necessárias a cada contexto urbano; fomentar o adensamento urbano sustentável e o uso misto do solo no entorno de eixos de transporte; garantir instrumentos de financiamento e incentivos para a implementação das infraestruturas e serviços relacionados; monitorar, avaliar e divulgar os indicadores de participação da mobilidade ativa, de modo a orientar o ajuste de políticas públicas em cada escala de gestão (local, metropolitana, estadual e nacional. – prossegue o texto.

A publicação que traz as “Diretrizes, Metas e Plano de Ação Federal 2025-2026” ainda aborda temas como habitação, ocupação de solo e saneamento básico.

Há, inclusive, a recomendação de haver até mesmo a descarbonização nos processos construtivos e nos projetos dos imóveis do “Minha Casa, Minha Vida”.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Publicada suspensão da compra de 7.470 ônibus do “Caminho da Escola”, como noticiou em 1ª mão o Diário do Transporte. Alerta para ano eleitoral

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Não há data para o relançamento. Procedimento se arrasta desde 2025

ADAMO BAZANI

O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) publicou em Diário Oficial da União, nesta quarta-feira, 04 de março de 2026, a suspensão da licitação que habilitaria a compra de 7.470 ônibus escolares, divididos em 13 modelos, pelo Programa Caminho da Escola, do Governo Federal.

A informação já havia sido noticiada em primeira-mão pelo editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, na última segunda-feira (02).

Não há previsão para relançamento da concorrência.

Os motivos são as adaptações necessárias sobre a entrada em vigor dos efeitos da reforma tributária que reduziu incentivos à produção dos ônibus. O edital sofreu diversas contestações com registros de dúvidas e pedidos de esclarecimento e suspensão – MAIS ABAIXO OS DETALHES.

A indústria de veículos, que diz que o Caminho da Escola representa cerca de 30% da produção nacional de ônibus, e governadores e prefeitos, que usam as possiblidades abertas pelo programa federal, veem com tensão mais este adiamento e o sinal de alerta foi ligado.

Isso porque, 2026 é ano eleitoral.

Licitações não são proibidas em anos de eleição, mas muitas situações práticas geradas quando é aberta uma compra pública, como repasses de verbas, compromissos financeiros assumidos e cerimônias de entregas não são permitidas.

Então, para não perder o timming eleitoral ou mesmo para não abrir brechas para riscos jurídicos, muitas concorrências nem são realizadas.

A Lei Eleitoral (Lei 9.504/97), conhecida como Lei Geral das Eleições, veda, por exemplo:

nos três meses que antecedem o pleito:

  1. a) realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios, e dos Estados aos Municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública;

Além disso, proíbe ao administrador público a contratação cujas despesas excedam o seu mandato, no período de oito meses que antecedem as eleições.

O artigo 42 diz:

“É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.”

Para a advogada especializada em risco empresarial, Liana Variani, na prática, o administrador público pode fazer licitações e contratações, mas com ressalvas.

“Não são proibições, são restrições cujo objetivo é evitar uso eleitoral de recursos públicos ou mesmo ganhos políticos de imagens de forma descabida, em ritos convencionais, mas que podem cativar o eleitor. Porém, estas limitações, na prática, podem sim, desestimular a realização de uma concorrência. Por isso, licitações deste porte em anos eleitorais, sempre geram dúvidas.” – disse Liana.

Entregas em cerimônias, inaugurações e eventos são proibidos também três meses antes das eleições.

De acordo com a justificativa oficial, a qual o Diário do Transporte teve acesso, “a abertura da sessão pública desta compra foi prorrogada e ainda não há prazo definido para a nova abertura. Motivo: Medida administrativa. Justificativa: Para avaliação da conveniência e oportunidade quanto ao melhor momento para republicação do certame, em razão das recentes alterações legislativas”

Entre estas alterações, está o fim do regime de incentivos a veículos de transportes coletivos, previsto para entrada gradativa com os efeitos da reforma tributária.

A abertura das propostas estava prevista para esta terça-feira, 03 de março de 2026. Desde meados de 2025, a licitação se arrasta, sendo suspensa diversas vezes, além de ter havido uma revogação.

O Diário do Transporte apurou que o atual edital foi bombardeado por contestações e impugnações, a maior parte movida pelos próprios fabricantes.

Além de questionamentos técnicos, os impactos da reforma tributária estão entre as principais preocupações.

O Diário do Transporte teve acesso ao andamento da concorrência. Foram ao menos duas impugnações, uma delas, aponta que a “Mercedes-Benz requer que o presente Edital seja republicado a fim de sanar todas as divergências”

Também foram 16 pedidos de esclarecimentos com diversos questionamentos.

O Diário do Transporte mostrou também que a Fabus, associação que representa os fabricantes de carrocerias de ônibus no Brasil, entregou uma carta ao CONFAZ – Conselho Nacional de Política Fazendária alertando para o risco de aumento expressivo da carga tributária que poderia inviabilizar ou dificultar a compra de 7.470 ônibus escolares por estados e municípios por meio do Programa Caminho da Escola, do Governo Federal.

Relembre:

EXCLUSIVO: Fabus alerta Confaz para aumento expressivo da carga tributária que pode inviabilizar compra de novos ônibus do “Caminho da Escola”

Como mostrou o Diário do Transporte, durante cerimônia de abertura da “Festa da Uva”, na última semana, na cidade gaúcha de Caxias do Sul (RS), o vice-presidente da República (que estava como presidente em exercício) e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, cobrou do MEC (Ministério da Educação e Cultura) agilidade na licitação para um novo ciclo de compras de ônibus escolares do Programa Caminho da Escola.

Segundo a imprensa local, Alckmin fez uma ligação telefônica a gestores do MEC e obteve como resposta o que o editor-chefe e criador do Diário do Transporte já havia noticiado em primeira-mão: o novo ciclo de compras, que prevê a abertura para a possibilidade de aquisição de 7.470 ônibus escolares, divididos entre 13 modelos que variam de pequenos a médios, transmissão manual e automática, teve data final de entrega de propostas por parte dos fabricantes para 03 de março de 2026.

Relembre:

EM PRIMEIRA-MÃO: Licitação para compra de 7.470 ônibus pelo Caminho da Escola, do Governo Federal, é adiada para março, após tragédia com morte

O telefonema ocorreu depois da entrevista coletiva em caminhada ao lado do presidente da Fabus, associação que representa os encarroçadores de ônibus e diretor de Relações Institucionais da Marcopolo, que também fica em Caxias do Sul (RS), Rubens Bisi.

A Marcopolo é, historicamente, uma das maiores fornecedoras de veículos para o Caminho da Escola, por meio de marcas como Marcopolo, Volare e Neobus. O Caminho da Escola existe desde 2007.

O Diário do Transporte tem mostrado que desde o ano passado este novo ciclo se arrasta.

Primeiro, ocorreram contestações de fabricantes ao edital, o que fez suspender a concorrência em dezembro de 2025. Ainda em dezembro, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), do MEC e responsável pelos recursos do programa, revogou a licitação para adequar às novas regras de isenção tributária.

Em janeiro de 2026, uma nova licitação foi lançada, mas ainda em fevereiro foi suspensa para ampliar as exigências de segurança nos veículos. Isso ocorreu depois de uma tragédia envolvendo um dos ônibus que resultou na morte da estudante Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza. A garota caiu do ônibus escolar do Caminho da Escola que abriu a porta em movimento. Preliminarmente, análises no veículo apontaram possibilidade de falha de manutenção, mas o Governo Federal decidiu verificar a necessidade de haver sistemas de segurança em redundância para evitar que este tipo de falha se torne um risco.

O sucateamento e o desleixo na manutenção dos veículos por parte de diversas prefeituras tem sido um problema crônico, apontado pelo mercado.

O edital foi relançado, mas ainda há possibilidade de suspensão por causa da reforma tributária, podendo receber novas contestações e impugnações.

Alguns pontos preocupam.

A fabricante ganha neste ano de 2026, e o pregão tem validade de um ano, ainda haverá ônibus para fornecer no próximo ano de 2027 pelo mesmo preço de 2026. Mas em 2027 entram os novos efeitos da reforma tributária com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vai substituir o ICMS e o ISS, adotando o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Também entra em 2027 a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) que também vai ser como um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para substituir PIS, Cofins e parte do IPI.

Não há certezas dos impactos nos preços dos ônibus.

Além disso, os ônibus escolares tinham isenção de impostos desde 2007. Agora passam a ser tributados.

Uma cláusula no edital do Caminho da Escola para proteger os fornecedores desta variação poderia deixar o mercado mais seguro. Ou seja, as regras deveriam ser mantidas pelo momento do resultado do pregão e não da entrega dos ônibus.

MODELOS E QUANTIDADES

1 ORE 1 Mecânica - 1.700

2 ORE 2 Mecânica - 2.000

3 ORE 3 Mecânica - 2.100

4 ORE 0 4X4 Mecânica - 260

5 ORE 1 4X4 Mecânica - 380

6 ONUREA PA Mecânica - 400

7 ONUREA PB Mecânica  – 200

8 ORE 1 Automática - 130

9 ORE 2 Automática -120

10 ORE 3 Automática - 120

11 ORE 1 4X4 Automática – 20

12 ONUREA PA Automática - unidade 20

13 ONUREA PB Automática - 20

TOTAL – 7.470 ÔNIBUS

Tipos de Ônibus (ORE e ONUREA):

ORE 0 (4×4): Capacidade para 13 estudantes.
ORE 1: Capacidade para 29 estudantes.
ORE 1 (4×4): Capacidade para 23 ou 29 estudantes.
ORE 2: Capacidade para 44 estudantes, com bloqueio de diferencial.
ORE 3: Capacidade para 59 ou 60 estudantes.
ONUREA Piso Alto: Capacidade para 29 estudantes.
ONUREA Piso Baixo: Capacidade para 21 ou 29 estudantes (com acessibilidade).

VEJA HISTÓRICO:

Após dois entraves, a bilionária concorrência foi remarcada para 23 de fevereiro de 2026.

Relembre:

A primeira tentativa de licitação foi suspensa em 17 de dezembro de 2025 para esclarecimentos sobre o edital, depois revogada para ajustes de acordo com novas regras fiscais .

Relembre:

Em 03 de fevereiro de 2026, notícia dada em primeira-mão pelo Diário do Transporte, revelou que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), do Governo Federal, revogou a licitação para a compra de cerca de 7,5 mil ônibus escolares por meio do Programa Caminho da Escola. O motivo foi justamente a Nova lei alterou isenções, exigindo nova pesquisa e relançamento

Relembre:

EM PRIMEIRA MÃO: FNDE revoga licitação de 7,5 mil ônibus do Caminho da Escola e novo edital será lançado com regras diferentes

As dúvidas tributárias persistem.

A questão da reforma tributária preocupa porque se a fabricante ganha neste ano de 2026, e o pregão tem validade de um ano, ainda haverá ônibus para fornecer no próximo ano de 2027 pelo mesmo preço de 2026. Mas em 2027 entram os novos efeitos da reforma tributária com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vai substituir o ICMS e o ISS, adotando o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Também entra em 2027 a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) que também vai ser como um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para substituir PIS, Cofins e parte do IPI.

Não há certezas dos impactos nos preços dos ônibus.

Além disso, os ônibus escolares tinham isenção de impostos desde 2007. Agora passam a ser tributados.

Uma cláusula no edital do Caminho da Escola para proteger os fornecedores desta variação poderia deixar o mercado mais seguro. Ou seja, as regras deveriam ser mantidas pelo momento do resultado do pregão e não da entrega dos ônibus.

Mas pesou mesmo para a nova decisão, uma tragédia com a morte de uma estudante no Ceará foi levada em conta para a mudança, conforte apurou o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

A menina Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, morreu em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, após cair do ônibus escolar do Caminho da Escola que a levava para casa.

A porta do veículo se abriu “sozinha” em movimento.

As causas estão sendo apuradas e a hipótese mais provável é falha na manutenção. Mas diante do fato, fontes ligadas ao Ministério da Educação, disseram ao Diário do Transporte, que itens de redundância para reforço de segurança foram considerados.

A quantidade de veículos e modelos não mudam.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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Metrô de São Paulo abre licitação para auditoria independente do financiamento da Linha 17-Ouro

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Serviço será voltado à verificação dos recursos do Trecho 1 do monotrilho, financiado por empréstimo internacional de cerca de US$ 296 milhões junto ao CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) abriu licitação para contratar serviços de auditoria independente relacionados ao financiamento do projeto da Linha 17-Ouro do monotrilho, especificamente no chamado Trecho 1 – CAF. O aviso foi publicado na edição desta quarta-feira, 4 de março de 2026, do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O processo ocorre por meio do Pregão Eletrônico nº 10023209 (Compras.Gov nº 90075/2026) e tem como objetivo selecionar empresa especializada para auditar a aplicação dos recursos do financiamento internacional utilizado na implantação do primeiro trecho da linha.

O edital completo está disponível nos sites www.compras.gov.br, www.doe.sp.gov.br e www.metro.sp.gov.br. A sessão pública do pregão eletrônico está marcada para o dia 18 de março de 2026, às 9h, no portal Compras.Gov.

Financiamento internacional

O chamado “Trecho 1 – CAF” refere-se ao segmento da Linha 17-Ouro financiado por um empréstimo internacional contratado pelo Governo do Estado de São Paulo junto ao CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

O financiamento, assinado em 2019, tem valor de aproximadamente US$ 296 milhões e foi estruturado para apoiar a implantação do primeiro trecho operacional do monotrilho.

Os recursos podem ser utilizados em diferentes componentes do projeto, como:

Em financiamentos desse tipo, é comum que os contratos prevejam auditorias independentes periódicas, exigidas pelo banco financiador para verificar a correta aplicação dos recursos.

Linha 17-Ouro

A Linha 17-Ouro vai ligar a região do Aeroporto de Congonhas à rede de trilhos da capital, ampliando a conectividade com o sistema de transporte metropolitano.

O Trecho 1, objeto do financiamento auditado, conecta Morumbi (Linha 9-Esmeralda da CPTM) ao Aeroporto de Congonhas.

A previsão do governo paulista é de iniciar a operação assistida (fase de testes com passageiros e funcionamento limitado) ainda em março de 2026.

O trecho inicial terá aproximadamente 6,7 km e oito estações, ligando:

A expectativa é transportar cerca de 90 mil a 100 mil passageiros por dia quando estiver em plena operação.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Linha 4-Amarela recebe anuência da ARTESP para participação em programa do Novo PAC

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Foto: Diário do Transporte

Motiva, concessionária responsável pela operação da linha, recebe autorização da agência reguladora para emissão de Termo de Anuência no âmbito do Programa Novo PAC – Grandes e Médias Cidades – Setor Privado

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) autorizou a emissão de Termo de Anuência para a Motiva, concessionária responsável pela operação da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira, 4 de março de 2026, do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

A medida consta na Deliberação ARTESP nº 149, de 3 de março de 2026, aprovada durante a 1184ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor da agência reguladora.

De acordo com o ato administrativo, o colegiado autorizou a emissão do Termo de Anuência no âmbito do Programa Novo PAC – Grandes e Médias Cidades – Setor Privado, conforme minuta constante no processo SEI nº 134.00004204/2026-04.

A deliberação tem como base as manifestações técnicas da Superintendência Metroferroviária (SUMEF) da ARTESP, que analisou o pedido apresentado pela concessionária.

Segundo o texto publicado no Diário Oficial, o Conselho Diretor da agência ratificou toda a instrução processual e determinou a adoção das medidas necessárias para formalização do termo. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos membros do colegiado.

O que é o Termo de Anuência

O Termo de Anuência é um instrumento administrativo pelo qual o poder concedente ou o órgão regulador manifesta concordância formal com determinadas iniciativas relacionadas ao contrato de concessão, como participação em programas públicos, financiamentos ou investimentos vinculados à infraestrutura.

No caso da Linha 4-Amarela, o documento permite a participação da Motiva em iniciativas vinculadas ao Programa Novo PAC – Grandes e Médias Cidades – Setor Privado, voltado ao financiamento e à ampliação de investimentos em infraestrutura urbana.

Rede elétrica

A Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo (SPI) declarou de utilidade pública áreas que totalizam 5,94 metros quadrados destinadas à implantação da E65 – Rede de Energia de 34,5 kV vinculada às Linhas 8 e 9 do sistema de trens metropolitanos da capital paulista., operadas pela Motiva. A medida consta na Resolução SPI nº 034, de 2 de março de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado.

De acordo com a resolução, as áreas ficam declaradas de utilidade pública para fins de desapropriação pela concessionária responsável pelas Linhas 8 e 9, podendo o processo ocorrer por via amigável ou judicial. Os terrenos estão localizados na Avenida Marginal Pinheiros, nas proximidades da Estação Cidade Universitária, na cidade de São Paulo.

A resolução também autoriza a concessionária a invocar caráter de urgência nos processos judiciais de desapropriação, conforme previsto no artigo 15 do Decreto-Lei federal nº 3.365/1941, legislação que regula desapropriações no país. As despesas relacionadas às desapropriações e à implantação da infraestrutura correrão por conta da própria concessionária das Linhas 8 e 9, conforme estabelece o ato administrativo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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Filipe Luís faz post de despedida do Flamengo e manda recado para jogadores, torcedores e diretoria após saída polêmica: ‘Ciclo histórico’

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Algumas horas após ter a sua demissão comunicada pelo Flamengo, Filipe Luís rompeu o silêncio. Nas redes sociais, o agora ex-técnico do Rubro-Negro, falou pela primeira vez após deixar o clube carioca.

Em uma longa mensagem publicada no Instagram, Filipe fez uma agradecimento pela passagem no clube – tanto como jogador quanto treinador.

Leia abaixo a mensagem de Filipe Luís:

Hoje me despeço do clube que foi a minha casa por quase 7 anos, o Clube de Regatas do Flamengo.

Foram 9 títulos como jogador e 5 títulos como treinador. Conquistas que entraram para a história, noites inesquecíveis e abraços que jamais sairão da memória. Cada taça levantada teve suor, trabalho, coragem e, acima de tudo, amor por esse escudo.

Agradeço à diretoria que me deu a oportunidade de ter vivido esse ciclo tão vitorioso e serei sempre grato pela confiança que me foi dada para construir uma trajetória tão marcante.

Aos jogadores, meu respeito eterno. Vocês são gigantes. São homens de caráter, profissionais dedicados, campeões dentro e fora de campo. Nada do que conquistamos teria sido possível sem a entrega e a união de cada um.

Não posso deixar de agradecer a oportunidade de me despedir hoje de vocês. Mais do que uma despedida foi uma demonstração de respeito, carinho e união que levarei para o resto da minha vida. Vocês transformaram um momento difícil em algo inesquecível. Cada abraço, cada palavra e cada gesto mostrou que o nosso trabalho foi além das quatro linhas. Construímos algo verdadeiro.

Obrigado por honrarem essa camisa todos os dias e por me honrarem como treinador e como pessoa. Vocês sempre terão meu respeito, minha admiração e minha gratidão.

E à torcida… vocês são a alma disso tudo. Vocês empurraram, cobraram, vibraram, sofreram e acreditaram. Fomos campeões JUNTOS! Levo no coração cada canto, cada aplauso e até cada crítica, porque tudo fez parte dessa caminhada.

Saio em paz, de cabeça erguida e com a consciência tranquila. O futebol é feito de ciclos, e o nosso foi HISTÓRICO.

Obrigado por tudo, Flamengo.

A reportagem da ESPN apurou que o diretor de futebol José Boto foi o responsável por comunicar Filipe Luís logo depois da entrevista coletiva concedida pelo treinador.

Filipe Luís, inclusive, foi para a coletiva depois da goleada sobre o Madureira, por 8 a 0, no Maracanã, pela semifinal do Campeonato Carioca, sem saber que havia essa possibilidade.

Na coletiva, o então treinador rubro-negro falou sobre as críticas dos torcedores e projetou a final do Campeonato Carioca, contra o Fluminense, no próximo domingo (8).

Minutos depois que Filipe Luís terminou a entrevista, o Flamengo soltou uma nota oficial em seu site comunicando a saída do treinador.

Próximos jogos do Flamengo:



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