Benefício valerá para as linhas da CPTM, do Metrô, das concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, além das linhas de ônibus intermunicipais, das 9h às 21h, em todas as Regiões Metropolitanas do estado
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
O Governo do Estado de São Paulo informou que o transporte público será gratuito neste domingo, 16 de novembro de 2025, para todos os estudantes que irão realizar as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
O benefício valerá para as linhas da CPTM, do Metrô, das concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, além das linhas de ônibus intermunicipais. A oferta de viagens sem a necessidade de pagamento de bilhetes será válida das 9h às 21h, em todas as Regiões Metropolitanas do Estado de São Paulo. Não será necessário apresentar comprovante de escolaridade ou qualquer outra documentação.
As linhas de metrô e trens metropolitanos contarão com monitoramento da demanda de passageiros, com trens reservas de prontidão, que, se necessário, serão adicionados para reforçar a oferta no sistema. Haverá também reforço no quadro de funcionários de atendimento nas estações para orientar os estudantes. Nas linhas de ônibus intermunicipais, a programação seguirá o cronograma habitual de domingo. A operação será monitorada e, se necessário, haverá reforço na frota. A recomendação é de que os estudantes programem a viagem para os locais de provas com antecedência.
Bikes – Aos sábados, domingos e feriados, os passageiros podem embarcar com suas bicicletas na CPTM, no Metrô e nas concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade. As bicicletas devem ser de tamanho convencional e, caso sejam elétricas, de dimensões semelhantes às das convencionais. Nos dias úteis, de segunda a sexta, o embarque é permitido entre 10h e 16h e das 21h até o encerramento da operação. O embarque da bike no trem é permitido apenas no último carro, no limite de quatro bicicletas por viagem.
Informação é da diretora-presidente da Eletra, Milena Romano, ao repórter Adamo Bazani na COP30 em Belém (PA), que confirmou a entrega de mais de 650 ônibus da marca já comprados
ADAMO BAZANI / ARTHUR FERRARI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Como a frota atual de 1.150 ônibus elétricos, sendo 1.009 deles apenas na cidade de São Paulo (SP), o Brasil hoje está na terceira posição de frota de ônibus elétricos na América Latina, considerando o Chile em primeiro lugar, e em seguida o México.
Entretanto, até dezembro de 2026, o Brasil deve liderar na América Latina no total de frota deste tipo de ônibus. Quem afirma é a diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Braga Romano, que foi uma das palestrantes do painel “Descarbonização nos Modos de Transporte” na Estação do Desenvolvimento, espaço do Sistema Transporte da CNT (Confederação Nacional do Transporte), na Green Zone (área de livre acesso) da COP30, a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas).
De acordo com Milena, a cidade de São Paulo ainda será a protagonista no País. Somente na capital paulista no próximo ano, devem ser alcançados 2.000 ônibus elétricos. Como mostrou o Diário do Transporte, o ônibus número 1.000, inclusive da marca Eletra, foi entregue em outubro de 2025, em cerimônia do prefeito Ricardo Nunes.
Ainda de acordo com Milena, para a Eletra já foram encomendados 650 ônibus elétricos, a maioria para a cidade de São Paulo. No entanto, a empresa atende a outros sistemas, como o do BRT Metropolitano de Belém (PA), que começou a funcionar recentemente. O Diário do Transporte foi visitar a estrutura.
Relembre:
BRT Metropolitano de Belém: O legado da COP30 e da regulamentação que acabou com a exclusão
Na exposição, Milena disse que São Paulo pode ser considerada um exemplo, em especial pela restrição aos ônibus a diesel e o que considera de coragem para eletrificar a frota. Na entrevista, o repórter Adamo Bazani lembrou Milena dos entraves que a capital paulista sofreu, principalmente em relação a falta de infraestrutura, o que fez com que a prefeitura não alcançasse a meta de 2.600 ônibus elétricos prometida para dezembro de 2024.
Milena disse que os problemas foram superados, e que agora São Paulo terá um ritmo maior de eletrificação, o que deve impulsionar o País e outros sistemas nacionais.
A empresária destacou também a tecnologia BESS, que dá segurança as empresas em caso de blackout e apagão, e ainda contorna a falta de infraestrutura em alguns bairros, principalmente no carregamento em média e alta tensão, onde ainda não existe essa configuração, e falou sobre o E-Troll, modelo de ônibus que será aplicado no BRT ABC, corredor que vai ligar a capital paulista a região do ABC, que é flexível funcionando conectado a rede elétrica e desconectado a bateria.
Veja a entrevista na íntegra:
ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte faz uma cobertura especial na COP30, que é a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas aqui em Belém do Pará. A gente está nesse momento na Green Zone, que é o espaço verde. São vários estandes, vários locais sobre diferentes temáticas relacionadas à sustentabilidade. E o Sistema Transporte da CNT, a Confederação Nacional do Transporte, tem um dos maiores espaços onde são discutidos projetos, iniciativas, exemplos para que a mobilidade, seja de carga, seja de pessoas urbanas, rodoviária metropolitana, seja cada vez mais sustentável. A gente teve aqui o painel Descarbonização do Sistema de Transportes, e uma das palestrantes, expositoras, foi a diretora-presidente da Eletra Industrial de São Bernardo do Campo, empresa que produz ônibus elétricos, mas não somente isso, ela faz consultorias para gestores públicos, para operadores privados, para como se implantar a frota de ônibus elétricos, e não somente isso, também acompanha depois essa implantação.
Milena, muito boa tarde, obrigado pela sua participação aqui no Dia do Transporte.
A gente acompanhou sua exposição, e para a gente até dinamizar essa conversa, a gente elencou alguns pontos importantes. Um deles é, você acredita que em dezembro de 2026, um pouquinho antes, um pouquinho depois, o Brasil vai se tornar a maior frota de ônibus elétricos da América Latina? Com base em que você fala isso?
MILENA BRAGA ROMANO: Com certeza, Adamo. Eu acho que nós demoramos para entrar na eletromobilidade, mas de um ano para cá nós evoluímos muito. Hoje o Brasil já está com 1.158 carros (ônibus) em operação, e só a Eletra, hoje a Eletra tem 62% do mercado nacional, é claro que é uma forte indústria dos ônibus elétricos, mas temos outros também, e nós temos, só de pedidos já registrados para entrega até abril, que seria primeiro semestre, 650 ônibus elétricos. A maioria é capital paulista.
Então isso nos deixa a certeza de que até dezembro nós ultrapassaremos, porque o ritmo do Brasil está muito rápido, principalmente a cidade de São Paulo, então acho que é um exemplo que precisa ser replicado para o resto do país, é o que o prefeito Ricardo Nunes fez, enfrentou, definiu que vai fazer essa transição da frota para elétrico, proibiu a entrada por lei de novos ônibus a diesel, ultrapassou as barreiras de infraestrutura, de recarga, de garagens, e hoje já bateu os mil primeiros ônibus da cidade de São Paulo.
ADAMO BAZANI: Agora você falou na sua apresentação que São Paulo pode ser considerado um exemplo, mas a gente acompanhou que São Paulo teve vários problemas. Infraestrutura, proibição do diesel em todos os sistemas, porque lá são três subsistemas em São Paulo: O local de distribuição são os micro-ônibus, os ônibus midis, das antigas cooperativas, tem articulação regional, e tem os estruturais, que são os ônibus maiores. Principalmente no local está tendo uma carência muito grande, a frota está envelhecendo. Como que você vê essas derrapadas, digamos assim, de São Paulo?
MILENA BRAGA ROMANO: Essas derrapadas foram derivadas da falta de infraestrutura e a falta de entrega da energia nas garagens pela Enel. Então, foi projetada uma entrega de ônibus, acho que a prefeitura se baseou numa questão de infraestrutura e de energia, disponibilidade de energia, que não aconteceu há dois anos atrás. Então, esses dois anos, a indústria patinou, os operadores patinaram, porque tudo isso deteriorou a frota, mas eu acho que agora, este ano nos demonstrou que tudo isso está superado. Então, as garagens já têm infraestrutura, as garagens já têm os parceiros que levam a energia, que constroem a infraestrutura necessária de recarga, os carregadores funcionando. Então, vários passos foram superados e hoje a energia e a infraestrutura não são mais problema. E nós temos uma indústria nacional, principalmente, que consegue entregar a demanda de troca necessária para a atualização dessa frota sucateada de São Paulo.
Eu acredito que com essas entregas deste ano, mais os pedidos que já foram feitos e os que estão por vir no segundo semestre, nós ultrapassaremos com facilidade os dois mil ônibus elétricos só na cidade de São Paulo.
MILENA BRAGA ROMANO: Com certeza, os BESS foi uma alternativa que foi buscada pela prefeitura de São Paulo para sair da dependência da distribuidora e hoje é uma realidade. Nós temos duas ou três garagens já com os BESS já instalados. São containers com grandes baterias de alta capacidade que carregam os ônibus a qualquer hora do dia e dependendo do tamanho do BESS há a possibilidade de recarga de mais de 30 veículos. E isso não só é importante, é uma solução, claro, provisória para a recarga, porque o mais correto é você ter os carregadores e a chegada da energia pela rede, que é mais barato. Mas, qual a segunda preocupação que nós, eu como indústria e como operadora que sou, tínhamos? Quando você tiver 50% dessa frota elétrica, se tem uma queda de energia, qual é o plano B que você tinha que ter? Hoje você tem. Então, é um grande gerador, ele vai ser utilizado também quando tiver falhas na energia ou quedas de energia, ele vai suportar o carregamento de 100% da frota das garagens.
O Troll é uma iniciativa da Eletra, uma novidade que a Eletra vai lançar. Já lançou, já temos o primeiro ônibus cabeça de série e ele é um carro que distribui a recarga no decorrer do período, então ele vai carregando e volta autônomo, mas para isso você tem que ter um corredor exclusivo e uma rede aérea, mas não é aquela rede que a gente está acostumada de trólebus, aqueles cabos que você tem que subir em cima do ônibus, colocar cabo, cai cabo, não. É uma coisa ultramoderna que já existe muito na Alemanha, na Europa e na China para grandes centros, que você recarrega em um trecho e anda autônomo no outro trecho. Em movimento, então é uma vantagem em termos financeiros porque você não precisa construir uma infraestrutura, você não precisa ter carregador, você recarrega, está sempre carregado o ônibus e ele vai carregando, volta autônomo. Então você também vai baratear o custo dessa energia porque você vai carregar o dia inteiro, durante todo o seu período de operação. Então você não concentra isso também no horário noturno, que você tem riscos também de concentrar muito, além de ser mais caro, você pode ter quedas de energia.
Então é um modelo inteligente, mais barato, o ônibus também tem um benefício. E você também tem a questão, se você quiser em meio percurso, só carregando, você aperta um botão e ele desce. Ele sobe a catenária, aperta o botão e ela desce. Então é uma coisa muito simples e eu acho que vai ser um sucesso no Brasil, principalmente para projetos de BRT com corredor exclusivo.
Para recarga de oportunidade, por exemplo, você aproveita janelas operacionais de almoço, de descanso do motorista e consegue ir no entrepico e consegue parar e carregar. Mas nesse caso não, ele carrega quando ele está carregando passageiro, em movimento.
MILENA BRAGA ROMANO: Por isso que nós criamos a Eletra Consult. Ela vem aí para oferecer a melhor tecnologia, do melhor tamanho, com a maior autonomia, conforme a necessidade da cidade, do cliente, de tudo, da capacidade de transporte, porque como eu disse, os e-trolls são mais leves, então eles aumentam a capacidade de passageiros dentro do veículo, porque você tem uma distribuição de peso melhor. Então tem várias vantagens. Então é a Eletra sempre criando e inovando com soluções criativas para atender melhor cada tipo de cliente.
Eu acho que agora é o momento mais importante que a gente passou nos últimos 50 anos de indústria, porque o Brasil, como foi citado no painel, perdeu muito. A indústria do Brasil praticamente acabou.
Perdeu competitividade, perdeu timing, perdeu mercado. E a China acabou engolindo Brasil, Europa. Então eu acho que agora, com essa mudança de tecnologia, é a grande chance do Brasil, principalmente no setor de ônibus, porque ônibus também, você sabe, há 25, 30 anos atrás, o Brasil liderava as vendas de ônibus na América Latina.
Hoje, nós perdemos o mercado para os chineses. Então hoje, se você for para o Chile, para o México, para a Colômbia, todos os ônibus são chineses. Todas as fabricantes hoje, parceiras da Eletra, são brasileiras. Então a WEG para os motores elétricos, as baterias são elétricas a caixa e encarroçadoras. E tem outras fabricantes também, Marcopolo, que produz no Brasil. As plataformas Mercedes, que também são brasileiras, a Scania.
Então eu acho que é uma grande oportunidade. O governo federal está vendo com bons olhos e querendo nos apoiar nessa nova chance de, como eles chamam, de neo-industrialização, que é uma reindustrialização do país.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte
De acordo com ministro das Cidades, ao repórter Adamo Bazani, na COP30, exemplo do BRT Metropolitano de Belém deve ser replicado em outras regiões do Brasil, não só para melhorar deslocamentos, mas para inclusão
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA
O Diário do Transportefaz uma cobertura exclusiva sobre mobilidade na COP30, a Conferência de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas, que ocorre em Belém do Pará; a reportagem viajou a convite da Eletra Industrial.
Nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, ao final dos diversos painéis do Ministério das Cidades, no espaço da estação do desenvolvimento do Sistema Transporte, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o ministro das Cidades Jader Filho conversou com o repórter Adamo Bazani com exclusividade, e destacou, entre outros pontos, a importância de ligações de qualidade entre diferentes cidades.
Um dos caminhos para garantir melhor acesso a população em tempo menor de implantação são os BRTs (Bus Rapid Transit), corredores de ônibus de maior capacidade e velocidade que os corredores expressos mais comuns.
Jader Filho citou o exemplo do BRT Metropolitano de Belém, inaugurado recentemente e que, como mostrou o Diário do Transporte ao visitar o sistema, barateou os deslocamentos entre diferentes cidades e fez com que municípios que não tinham nenhum acesso a capital, como Castanhal e Santa Isabel, por uma ligação de ônibus metropolitanos diretos, passassem a oferecer esse serviço.
Para o ministro, esse é um dos caminhos para que o transporte não só atenda ao pilar dos deslocamentos, mas também ao pilar socioeconômico. A reportagem havia mostrado que algumas cidades sequer ofereciam um trajeto direto base.
Jader Filho também disse que os transportes metropolitanos precisam ser de ligação intercidades com gestões e governadores, e que autoridades metropolitanas são essenciais nesse projeto.
Leia abaixo a entrevista na íntegra, e no vídeo acima você confere os principais pontos.
ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte faz uma cobertura especial da COP30. Estamos com o ministro das Cidades, Jader Filho, que comentou vários aspectos relacionados à mobilidade urbana. A gente percebe, ministro, uma carência de qualidade dos transportes públicos, principalmente os metropolitanos. A gente vê um fosso de qualidade entre as regiões municipais e as metropolitanas. O senhor citou o exemplo do BRT aqui da Grande Belém. O Ministério das Cidades vai investir mais nesse fomento ao transporte metropolitano com corredores?
JADER FILHO: Sem dúvida. Nós temos que investir cada vez mais. Nós fizemos um investimento no PAC na ordem de R$ 45 bilhões para exatamente fazer obras de BRT, obras de VLT, obras de metrô espalhadas pelo Brasil. Nós também disponibilizamos R$ 10,5 bilhões para renovação de frota, exatamente para que nós possamos atender e levar um transporte de qualidade para todas as regiões do nosso país, como estamos fazendo aqui no BRT metropolitano, onde nós fizemos, junto com o Governo do Estado. São 265 ônibus para poder melhorar a mobilidade urbana da região metropolitana de Belém, que sai desde Belém, passando pelos nove municípios aqui da região metropolitana. Então, com isso, a gente faz um trabalho. Queremos que esse exemplo de Belém possa se multiplicar pelo Brasil. Acabamos de aprovar agora, no Conselho Curador do FGTS, são mais R$ 8 bilhões para a mobilidade, para que nós possamos fazer com que o transporte público seja melhor. Eu tenho convicção que, se nós melhorarmos o transporte público, as pessoas vão voltar a usar com maior intensidade, da mesma maneira que faziam antes da pandemia. E, com isso, quem ganha é o meio ambiente, quem ganha é a nossa sociedade, quem ganha são os seus usuários. E a gente precisa melhorar o transporte público em todo o Brasil. Podem contar municípios e estados, que nós vamos ajudar vocês a melhorar o transporte no nosso país.
ADAMO BAZANI: Ontem a gente visitou o sistema, e a gente verificou que havia cidades que não tinham ligação metropolitana, como Castanhal, Santa Isabel. Havia uma exclusão. Além disso, além dessa exclusão ter sido equacionada com o BRT, teve a preservação de vidas. Aquele trecho da BR era um dos mais letais do Brasil. E com as passagens subterrâneas, elas acabaram ficando mais seguras. Qual a importância do transporte, não só para transportar, mas para incluir?
JADER FILHO: O transporte precisa ser cada vez mais inclusivo. Nós temos que ter essa iniciativa de investir para fazer obras que tenham exatamente o quê? Que entendam o anseio da nossa sociedade. Para que a gente possa ter um transporte, primeiro, seja um transporte módico. Então, nós temos que ter modicidade no transporte. Que é o que está acontecendo agora com o BRT metropolitano. Com um pouco mais de quatro reais, as pessoas chegam de Castanhal até Belém. E isso é o quê? Isso é justiça social. Porque você pode permitir que as pessoas utilizem um transporte que tem ar-condicionado, que tem wi-fi, que tem qualidade, e de uma maneira barata onde as pessoas possam se utilizar. É isso que a gente busca fazer. Mas a gente precisa fazer com que isso se multiplique no Brasil. Nós já fizemos com o Governo Federal. Nós inauguramos o BRT de Salvador. Nós inauguramos o BRT de Campinas. Nós inauguramos o Terminal Gentileza no Rio de Janeiro. E exatamente para quê? Para que o transporte público nas nossas cidades seja um transporte público mais amigável, mais justo, mais seguro para atender as famílias brasileiras.
ADAMO BAZANI: Agora, o metropolitano tem um problema das autoridades metropolitanas de transportes. Falta muito. Às vezes, uma rivalidade entre uma cidade e outra pode impedir um projeto bom.
JADER FILHO: É por isso que o transporte metropolitano tem que ficar a cargo dos governos de Estado. Essa é a intenção. Exatamente para você evitar de ter essas discussões. Como ele é metropolitano, ele atinge diversos municípios, o certo é que o Governo do Estado tem que ficar com essa responsabilidade. Tanto aqui em Belém, como aí pela região metropolitana do nosso país.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
O resultado do julgamento do STJD sobre Bruno Henrique, que retirou o gancho de 12 jogos e o liberou para atuar, tirou um peso das costas do atacante do Flamengo, mesmo com a aplicação de uma multa de R$ 100 mil.
Segundo uma fonte dentro do clube rubro-negro, a decisão positiva “tirou um caminhão das costas” do jogador, que “estava sofrendo muito com isso”.
O sentimento que ficou para o atleta é de que agora “o assunto foi encerrado”. A diretoria e a comissão técnica entendem que ele ficou aliviado.
Bruno Henrique vinha fazendo acompanhamento psicológico nesses tempos, e a terapia vai continuar. É algo que o atacante gostou.
Com o futuro definido, o camisa 27 agora quer focar totalmente na reta final do Brasileirão e na decisão da CONMEBOL Libertadores, que será disputada no próximo dia 29 contra o Palmeiras.
O jogador de 34 anos havia sido condenado por supostamente ter forçado cartão amarelo e beneficiado apostadores em 2023, em duelo contra o Santos, e recebido uma punição de 12 jogos de suspensão, mais multa de R$ 60 mil, em setembro deste ano. Ele agora foi julgado em relação ao recurso da Procuradoria do tribunal quanto a isso. Após o julgamento em 2ª instância do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) se iniciar na última segunda-feira (10), ele foi encerrado nesta quinta (13). E com decisão favorável ao atleta.
Assista ao Fala a Fonte no YouTube
De segunda a sexta, a partir das 9h (de Brasília) no YouTube da ESPN, você acompanha o Fala a Fonte, programa comandado por André Hernan, Bruno Andrade e Bruno Vicari. Fique ligado!
Nova função amplia opções de pagamento digital e permite uso de QR Code no acesso aos ônibus
ARTHUR FERRARI
Passageiros do transporte coletivo de Boa Vista (RR) passam a contar com recarga do cartão por Pix diretamente no aplicativo AtlasMob, recurso que elimina a necessidade de deslocamento até terminais ou uso de dinheiro em espécie.
Cerca de 30 mil usuários das linhas municipais podem efetuar o pagamento no próprio celular, com o app disponível para Android e iOS. Após a operação, o embarque ocorre por meio de QR Code gerado na plataforma.
O diretor-presidente da EMHUR, Flávio Grangeiro, afirmou: “Agora, com essa possibilidade da recarga de cartões através de Pix, melhoramos o serviço prestado e, sobretudo, facilitamos a vida das pessoas, que é objetivo da gestão do prefeito Arthur Henrique”, disse — afirmou Flávio Grangeiro.
O AtlasMob também disponibiliza renovação do cartão estudantil. Já o Bus2 segue operando para consulta de linhas e acompanhamento da localização dos veículos em tempo real.
Repórter Adamo Bazani e diretor de relações instituições da Mercedes-Benz, Luiz Carlos de Moraes
Caravana de quatro mil quilômetros, em parceria entre a Be8 e a Mercedes-Benz, teve análise do Instituto Mauá de Tecnologia
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Sem borra no motor, com o mesmo desempenho do B15, e reduzindo em 99% as emissões, o BeVant, biocombustível de origem 100% vegetal, promete ser uma das principais alternativas para os transportes rodoviários de média e longa distância, sejam por ônibus ou caminhões.
O Diário do Transporte havia mostrado dados preliminares sobre o teste de cerca de quatro mil quilômetros, feito com quatro veículos de grande porte, entre Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, sede da Be8, produtora do combustível, até a Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, parceira no projeto e nos testes.
Na ocasião, o vice-presidente da área de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Walter Barbosa, havia apontado que não houve problemas em relação a borras no motor, um relato comum de empresários a respeito de misturas de biodiesel ao diesel, como o B15, e o desempenho foi equivalente.
A caravana terminou em Belém do Pará, onde ocorre a COP30, evento da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O Diário do Transporte está em Belém a convite da Eletra Industrial, fabricante de ônibus elétricos e empresa de consultoria para implantação de sistemas eletrificados.
Na Green Zone, a reportagem conversou com o diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz, Luiz Carlos de Moraes, que trouxe detalhes sobre a conclusão desta caravana.
Segundo o executivo, não houve perda nenhuma de desempenho em relação ao B15 ou mesmo ao diesel. Pelo contrário, os motoristas dos dois veículos abastecidos com o combustível relataram até mesmo uma performance melhor em alguns pontos. Os testes envolveram dois ônibus e dois caminhões, sendo que um ônibus e um caminhão abastecidos com a mistura B15, 15% de biodiesel ao diesel, e um ônibus e um caminhão 100% com BeVant.
Agora, de acordo com Moraes, será feita uma nova etapa de testes, a de durabilidade. Os veículos serão submetidos a trajetos até somarem 700 mil quilômetros, como exige a legislação brasileira.
Acompanhe a entrevista na íntegra:
ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte está aqui na COP30, em Belém, no Pará. A gente veio a convite da Eletra Industrial, o evento aqui que é a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e isso tem tudo a ver com transporte. A gente está aqui com o diretor de Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, o Luiz Carlos de Moraes, que vai contar pra gente o balanço de um teste, de uma demonstração do BeVant. O que é o BeVant? É um biocombustível novo que traz uma nova tecnologia, uma nova molécula, que inclusive livra os motores de burra e um teste bem grande, 4 mil quilômetros entre o sul do país, passando por São Bernardo do Campo até aqui, em Belém, no Pará. Luiz, como foram esses testes?
LUIZ CARLOS: Então, a questão da descarbonização é um tema relevante para a Mercedes-Benz do Brasil. Como você sabe, nós já estamos produzindo e vendendo os ônibus elétricos, por exemplo, na cidade de São Paulo, já temos 400 veículos vendidos. Estamos testando também caminhões elétricos para aplicação urbana, mas o desafio da descarbonização não é só para as cidades. Para as longas distâncias, para caminhões e para ônibus, é um desafio que a Mercedes, junto com a Be8, que produz o BeVant, se desafiaram a fazer um teste com dois caminhões, um rodando com o B15, que é o biodiesel normal que está no posto de gasolina, e comparando com outro caminhão com a mesma configuração, com a mesma carga, rodando com o BeVant. Da mesma forma, um ônibus rodoviário rodando com o B15 e um ônibus rodoviário da Mercedes rodando com o BeVant. A caravana saiu de Passo Fundo, que é a sede da Be8, rodando os quatro veículos, e com o acompanhamento técnico do Instituto Mauá de Tecnologia, que acompanhou as medições, os abastecimentos, lacrava os tanques, etc., para ter certeza que o cálculo ia ser feito de forma correta. A caravana parou na fábrica de São Bernardo. Nós mostramos para a imprensa em São Paulo, para alguns convidados. Parou em Brasília. Nós mostramos para o presidente da República, para o ministro de Minas e Energias, para o ministro Alckmin, para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e para a imprensa em Brasília para também sensibilizar as autoridades que a Lei do Combustível do Futuro é também uma alternativa para promover a descarbonização, principalmente para longa distância. Seguindo a caravana, passou por Palmas, passou por Imperatriz e finalmente chegou em Belém, aqui na COP, onde a gente mostrou os resultados. Sobre os resultados, a gente chegou à conclusão, junto com o Instituto Mauá, que a redução do tanque a roda, considerando a absorção que já tem na planta, na produção do biocombustível, chegamos a ter 99% da redução dos gases de efeito estufa. Do poço a roda, que é considerando a produção, a usina, etc, a redução foi de 65%, uma redução relevante.
ADAMO BAZANI: 99% da queima do combustível, digamos assim.
LUIZ CARLOS: Do tanque a roda, e do poço a roda, 65%. Então, essa é uma metodologia internacional, validada pelo Instituto Mauá de Tecnologia e a gente também, só para completar, como tem carga, a gente vai fazer com lastro. Adicionalmente, a gente, em vez de carregar carga, pedra, etc, para fazer o teste, a gente resolveu também transportar 20 toneladas de alimentos, 1.680 cestas básicas, que nós doamos aqui para as entidades de Belém, que combatem a fome aqui para as comunidades carentes.
ADAMO BAZANI: Sustentabilidade mesmo, do lado social também.
LUIZ CARLOS: A gente está bem satisfeito e agora a gente vai continuar os testes de durabilidade. Então, a gente pede para validar os 700 mil quilômetros, como prevê o Proconve P8.
ADAMO BAZANI: Perfeito. Agora, uma queixa que a gente ouviu do B15, principalmente de empresários de ônibus, mas de caminhões também, a gente tem mais contato mesmo com o pessoal de ônibus, são as borras que deixam no motor. Como que foi o BeVant em relação a isso? Não teve alguma alteração em relação a isso?
LUIZ CARLOS: Então, essa nova tecnologia da Be8, através deste produto chamado BeVant, promete entregar, tem um processo industrial adicional, uma molécula que eles patentearam, que promete não promover esses resíduos. Nós não observamos no teste de 4.000 quilômetros nenhuma mudança de comportamento, performance, torque, etc. Então, foi muito adequada, indicando que isso pode ser uma grande solução para a aplicação de longa distância.
ADAMO BAZANI: É um combustível que já está comercial?
LUIZ CARLOS: Eles estão começando a oferecer para grandes clientes no Brasil, para empresas que estão interessadas em testar.
ADAMO BAZANI: O nível de consumo por quilômetro, em comparação ao B15?
LUIZ CARLOS: Esses dados vão ser reportados posteriormente, quando a gente receber o relatório final dessa nova tecnologia. Então, são dados preliminares que eu indiquei para você e os dados finais a gente ainda vai estudar junto com a engenharia, tanto da Be8, quanto da Mercedes-Benz.
ADAMO BAZANI: Agora, não é que é uma alternativa à eletrificação, pelo que eu entendi. É uma alternativa à poluição, porque a eletrificação está se consolidando mais nas cidades, para os ônibus urbanos principalmente, a capital paulista recebeu mil ônibus urbanos, as frotas maiores são Mercedes-Benz, Eletra com Mercedes-Benz, inclusive. É uma alternativa principalmente para longas distâncias. A gente teve a convite da própria Mercedes-Benz, na Busworld, lá na Bélgica, lá também esse desafio. Tem novas metas, nova regulamentação e a infraestrutura em longas distâncias ainda é precária no mundo todo, fora também o espaço que a bateria pega para a carga dos caminhões e para o passageiro e bagageiro dos ônibus rodoviários.
LUIZ CARLOS: Exatamente. Caminhão foi feito para transportar a mercadoria, ônibus foi feito para transportar pessoas, não baterias. Mas enquanto a tecnologia evolui com outras soluções, nós não podemos esperar isso acontecer, então a gente tem que promover a descarbonização. E o biocombustível no Brasil, que é um grande ativo do país, a gente tem que aproveitar e é uma solução já a curto prazo, que pode se aplicar hoje já em todas as aplicações de longas distâncias.
ADAMO BAZANI: Luiz, nesses testes agora de durabilidade, a gente vai ter também a possibilidade de haver testes, demonstrações com empresários de ônibus e de carga?
LUIZ CARLOS: Sem dúvida. A Mercedes, como vocês já sabem, na legislação atual é B15. A Mercedes já homologa os nossos veículos para B20, já começamos a testar, autorizado pela ANP, o B30 e agora estamos testando o B100 para aplicações específicas com os controles e monitoramento de desempenho, etc. Então, a gente realmente, com autorização da ANP, pode promover testes para clientes que desejarem testar essa nova tecnologia de combustível.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Operação da E01 terá horários ampliados entre 13 e 15 de novembro com partidas do Shopping Pantanal
ARTHUR FERRARI
Funcionamento de uma linha exclusiva de ônibus atenderá o deslocamento ao Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá (MT), entre quinta-feira (13) e sábado (15), durante o circuito da Stock Car Séries. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública definiu que o atendimento será feito pela linha E01, saindo do Shopping Pantanal, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), com viagens de ida e volta.
Programação dos primeiros dois dias prevê operação com dois veículos. A primeira saída ocorrerá às 14h e o último retorno do Parque Novo Mato Grosso será às 00h15. Viagens ocorrerão de forma alternada, com um ônibus seguindo ao evento enquanto o outro retorna.
Sábado terá reforço operacional com cinco veículos. Quatro deles realizarão o trajeto entre o Shopping Pantanal e o parque, iniciando às 14h e mantendo saídas ao longo da tarde e noite. Um ônibus adicional funcionará como circulação interna dentro da área do evento, entre 14h40 e 01h20.
Horários detalhados para sábado incluem: primeiro veículo das 14h às 1h44; segundo, entre 14h22 e 02h06; terceiro, das 14h44 até 01h; e quarto, de 15h06 a 01h22.
Etapa da Stock Car em Cuiabá marca a Região Centro-Oeste como a primeira do país a sediar provas em todos os seus estados — Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal — além de inaugurar oficialmente o Autódromo Internacional de Mato Grosso.
Mudanças na circulação têm início às 20h30; evento será realizado no Allianz Parque, localizado na Avenida Francisco Matarazzo
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A partir das 20h30 deste sábado, 15 de novembro de 2025, um total de 26 linhas de ônibus sofrem mudanças nas operações na região da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo (SP).
As alterações no transporte público ocorrem em razão do show do Planet Hemp, que será realizado no Allianz Parque, localizado na Avenida Francisco Matarazzo, nº 1.705.
Confira as linhas:
1896/10 Jaraguá – Pça. Ramos de Azevedo
8000/10 Term. Lapa – Pça. Ramos de Azevedo
8000/1 Term. Lapa – Pça. Ramos de Azevedo
8400/10 Term. Pirituba – Pça. Ramos de Azevedo
8549/10 Taipas – Pça. do Correio
8594/10 Cid. D’Abril – Pça. Ramos de Azevedo
8622/10 Morro Doce – Pça. Ramos de Azevedo
8677/10 Jd. Líbano – Lgo. do Paissandu
8686/10 Mangalot – Lgo. do Paissandu
938C/10 COHAB Taipas – Term. Princ. Isabel
978J/10 Voith – Term. Princesa Isabel
Ida: normal até R. Clélia, Vd. Pompéia, Av. Pompéia, Av. Nicolas Bôer, Av. Mq. de São Vicente, Pça. Luiz Carlos Mesquita, Av. Mq. de São Vicente, Av. Dr. Abrahão Ribeiro, Pça. David Raw, Vd. Pacaembu, Av. Pacaembu, Av. Mario de Andrade, Av. Gal. Olímpio da Silveira, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.
129F/10 Conexão Petrônio Portela – Metrô Barra Funda
8055/51 Perus – Metrô Barra Funda
948A/10 Vl. Zatt – Metrô Barra Funda
Ida: normal até R. Clélia, Vd. Pompéia, Av. Pompéia, Av. Nicolas Bôer, Av. Mq. de São Vicente, Pça. Luiz Carlos Mesquita, Av. Mq. de São Vicente, Av. Dr. Abrahão Ribeiro, Pça. David Raw, Vd. Pacaembu, Av. Mário de Andrade, Metrô Barra Funda.
Volta: sem alteração.
8545/10 Penteado – Metrô Barra Funda
Ida: normal até R. Clélia, Vd. Pompéia, Av. Pompéia, Av. Nicolas Bôer, Av. Mq. de São Vicente, Pça. Luiz Carlos Mesquita, Av. Mq. de São Vicente, Av. Dr. Abrahão Ribeiro, Pça. David Raw, Vd. Pacaembu, Av. Mário de Andrade, Metrô Barra Funda.
Volta: normal até R. Pedro Machado, Av. Francisco Matarazzo, R. Carlos Vicari, prosseguindo normal.
938P/10 Jd. Tereza – Metrô Barra Funda
938V/10 Jd. Vista Alegre – Metrô Barra Funda
978T/10 Jd. Guarani – Metrô Barra Funda
Ida: sem alteração.
Volta: Terminal Barra Funda, Av. Mário de Andrade, Av. Francisco Matarazzo, R. Carlos Vicari, prosseguindo normal.
178A/10 Metrô Santana – Lapa
Ida: sem alteração.
Volta: normal até a R. Clélia, Pça. Cornélia, R. Crasso, R. Coriolano, R. Dr. Augusto de Miranda, R. Pe, Chico, R. João Ramalho, R. Cayowaá, R. Dr. Homem de Melo, Av. Sumaré, Pça. Marrey Júnior, Av. Antártica, Pça. Tomás Morus, R. Pedro Machado, Av. Mário de Andrade, prosseguindo normal.
874T/10 Ipiranga – Lapa
Ida: normal até Pça. Marrey Júnior, Av. Antártica, Pça. Tomás Morus, Av. Francisco Matarazzo, R. Carlos Vicari, prosseguindo normal.
Volta: normal até a R. Clélia, Pça. Cornélia, R. Crasso, R. Coriolano, R. Dr. Augusto de Miranda, R. Pe, Chico, R. João Ramalho, R. Cayowaá, R. Dr. Homem de Melo, Av. Sumaré, Pça. Marrey Júnior, prosseguindo normal.
809U/21 Metrô Barra Funda – Metrô Vl. Madalena
Ida: normal até Av. Antártica, Pça. Marrey Junior, Av. Sumaré, R. Aimberê, R. Bartira, R. Min. Ferreira Alves, Av. Pompéia, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.
856R/10 Lapa – Socorro
Ida: sem alteração.
Volta: normal até R. Cayowaá, R. Dr. Homem de Melo, Av. Sumaré, Pça. Marrey Junior, Av. Antártica, Pça. Tomás Morus, Av. Francisco Matarazzo, R. Carlos Vicari, prosseguindo normal.
8615/10 Pq. da Lapa – Term. Pq. D. Pedro II
Ida: normal até a R. Clélia, Pça. Cornélia, R. Crasso, R. Coriolano, R. Dr. Augusto de Miranda, R. Pe, Chico, R. João Ramalho, R. Cayowaá, R. Dr. Homem de Melo, Av. Sumaré, Pça. Marrey Júnior, Av. Antártica, Pça. Tomás Morus, Av. Francisco Matarazzo, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.
875H/10 Term. Lapa – Metrô Vl. Mariana
Ida: normal até a R. Clélia, Pça. Cornélia, R. Crasso, R. Coriolano, R. Dr. Augusto de Miranda, R. Pe, Chico, R. João Ramalho, R. Cayowaá, R. Dr. Homem de Melo, Av. Sumaré, prosseguindo normal.
Volta: normal até Pça. Marrey Junior, Av. Antártica, Pça. Tomás Morus, Av. Francisco Matarazzo, R. Carlos Vicari, prosseguindo normal.
877T/10 Vl. Anastácio – Metrô Paraíso
Ida: normal até a R. Clélia, R. Dr. Augusto de Miranda, R. Pe, Chico, R. João Ramalho, R. Cayowaá, R. Dr. Homem de Melo, Av. Sumaré, Pça. Marrey Júnior, Av. Antártica, Pça. Tomás Morus, Av. Francisco Matarazzo, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.
748R/10 Jd. João XXIII – Metrô Barra Funda
Ida: normal até R. Clélia, Vd. Pompéia, Av. Pompéia, Av. Nicolas Bôer, Av. Mq. de São Vicente, Pça. Luiz Carlos Mesquita, Av. Mq. de São Vicente, Av. Dr. Abrahão Ribeiro, Pça. David Raw, Vd. Pacaembu, Av. Moura Andrade, Metrô Barra Funda.
Prestes a renovar seu contrato com o Palmeiras até o final de 2027, o técnico Abel Ferreira viveu momentos complicados à frente do Verdão na atual temporada.
Depois de perder o Campeonato Paulista e ser eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil para o arquirrival Corinthians, o português foi hostilizado por grande parte do Allianz Parque, em episódio que chegou a aplaudir ironicamente em direção as arquibancadas.
Conforme apurado pela ESPN, o treinador chegou, inclusive, a receber ameaças e ser perseguido por torcedores neste período. Ex-presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, concedeu entrevista ao jornalista André Hernan, revelou a conversa que teve com o técnico, que ele mesmo contratou em 2020, e que se mostrou muito chateado com o ocorrido.
“Fiquei muito triste, a gente não esperava, ele não esperava, me passou esse sentimento quando conversamos, que não esperava uma reação daquele tamanho”, iniciou Galiotte.
“Temos que entender que cada um tem o seu papel, treinador de gerir vestiário, ver o time taticamente, o presidente tem o seu papel. Mas o torcedor, quando você perde para o rival, eu sei o tamanho dessa dor, dessa revolta. Quando eles perdem para nós é a mesma coisa. É uma reação da torcida, temos que entender e superar”.
“Quando converso com o Abel é essa mensagem que passo. Vire a página. Você tem seu papel, importância, o quanto agregou de valor ao Palmeiras, que também agregou a ele”, explicou o mandatário, que revelou como conviveu com críticas da torcida, contando episódio vivido após o título da CONMEBOL Libertadores de 2020, diante do Santos.
“Eu, muitas vezes, também fui xingado pelo torcedor. Alguns (pedem para eu voltar – risos – após Hernan falar que pedem sua volta). Quando vencemos o Santos, uma festa, um mar verde. Desci do ônibus com o troféu, levantei a cabeça e recebi um beijo na careca”.
“Os caras da mancha falaram ‘a gente te xinga, mas te ama’. É a alegria do título. Vão xingar quando não dar certo e elogiar que as coisas darem certo. Acho que sim (já superou), tem mágoa, mas tem que superar. Faz parte da cultura do nosso futebol”.
Por fim, Galiotte falou sobre uma possível renovação de contrato por parte do português e acredita na sequência do trabalho. “Ele gosta muito do clube, o clube gostaria que ele ficasse, Leila já disse mais de uma vez. Tomara que fique”, finalizou.
Documento foi revelado em painel do Sistema Transporte na Conferência das Mudanças Climáticas em Belém (PA); DIÁRIO DO TRANSPORTE cobre a convite da ELETRA INDUSTRIAL
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Além de renovação de frota, empresas de ônibus têm contribuído para a redução dos impactos no meio ambiente, causados habitualmente por suas atividades.
Medidas positivas e boas práticas também foram destaques na COP30 (Conferência das Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas).
O evento ocorre em Belém (PA) e tem cobertura presencial do Diário do Transporte, que viajou à capital paraense a convite da Eletra Industrial, empresa 100% nacional que produz ônibus elétricos, desenvolve soluções em eletromobilidade e presta consultoria para empresas de transportes e gestores públicos, desde a escolha das obras civis necessárias, passando pela relação das linhas de financiamento até treinamento de motoristas, por meio do serviço exclusivo Eletra Consult.
Exemplos de boas práticas de empresas de transportes fazem parte do Inventário de Emissões do Sistema Transporte, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), revelado em primeira mão pelo Diário do Transporte.
Relembre:
COP30: Caminhões respondem por 34% das emissões de gás carbônico e veículos pequenos por quase metade – VÍDEO
Entre os exemplos de boas práticas mencionados na publicação, na área de ônibus rodoviários de média e longa distância, estão a Viação Ouro e Prata, do Rio Grande do Sul, e o Grupo Águia Branca, que engloba, as empresas Viação Águia Branca e Vix Logística, com sede no Espírito Santo.
A divulgação destas ações, segundo a CNT, visa reconhecer as empresas que tomam estas ações e mais que isso: estimular outras empresas a aderirem estas práticas ou desenvolverem ações mais direcionadas às regiões onde atuam.
Incentivos a reflorestamento, uso de fontes renováveis de energia, atuação maior no mercado de carbono e manutenção mais rigorosa dos ônibus estão entre as medidas dos dois grupos empresariais.
Confira:
Viação Ouro e Prata
Medidas de Descarbonização
O compromisso com a sustentabilidade está presente na atuação da Viação Ouro e Prata, de modo que a empresa realiza investimentos em projetos que priorizam a responsabilidade visando a preservação do meio ambiente. Em 2021, no Dia da Árvore, todas as passagens vendidas no site oficial foram revertidas em plantio de árvores. A ação resultou em 438 mudas plantadas em uma área de preservação permanente em Gravataí (RS). Esse plantio proporcionou a compensação de 73 mil kg de CO2e e contemplou três dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU24. Tais projetos foram importantes pois resultaram na compensação de 133.138 kg de CO2 com o plantio de 700 árvores25 no período de 2021 a 2024. Em 2022, a Ouro e Prata lançou o Programa Passagem Carbono Neutro, em que o usuário pode acessar o site oficial da empresa e solicitar a opção de compensação do seu trajeto. Todo o valor arrecadado é destinado a projetos certificados de proteção climática e ambiental, reconhecidos pela ONU e pelo VCS. Desde a sua implementação até setembro de 2025, a iniciativa Passagem Carbono Neutro neutralizou 60.138 kg de CO2, por meio do apoio a projetos relacionados ao plantio de árvores, que resultou em mais de 300 mudas plantadas.
Além disso, a nova frota da Viação Ouro e Prata possui a tecnologia Euro 6, que garante motores menos poluentes em comparação aos modelos anteriores. Outra ação de destaque é a Avaliação Veicular Ambiental, do Programa Despoluir, no qual 100% de seus veículos são submetidos ao teste de opacidade. Tal medida contribui para a melhoria da qualidade do ar, reduzindo o consumo de combustível e as emissões associadas, assim como permite a regularização dos veículos quando estão fora dos parâmetros ambientais, determinados em lei.
Benefícios Alcançados
• plantio de mais de 700 árvores, com a capacidade de neutralização de 133.138 kg de CO2, efetuada no período de 2021 a 2024; • aquisição de novos veículos, que propiciam a redução das emissões associadas à atividade transportadora, em comparação com modelos anteriores; • frota inspecionada periodicamente pelo Programa Ambiental Despoluir.
Grupo Águia Branca
Medidas de Descarbonização
A responsabilidade ambiental é um dos pilares estratégicos do Grupo e, por isso, a gestão de recursos e o compromisso com a preservação ambiental são incorporados às práticas corporativas da empresa que visa à geração de impactos positivos à sociedade mediante a promoção do bem-estar das gerações atuais e futuras. Desde 2017, o Grupo Águia Branca preserva uma área remanescente do bioma Mata Atlântica no Espírito Santo, de 2.200 hectares,19 o que contribui diretamente com a neutralização das emissões de suas operações. Além da preservação florestal, no ano de 2020, foram realizados investimentos para aquisição de ônibus elétricos, com o intuito de reduzir as emissões do transporte de passageiros. No mesmo ano, houve a criação da empresa AB Energias Renováveis20, situada no estado de São Paulo, e que possui a instalação de usinas de energia renovável que abastecem empresas situadas no Espírito Santo e em Minas Gerais. Ao todo, já foi ultrapassada a marca de 12 mil painéis solares instalados em sete bases operacionais da empresa, produzindo anualmente mais de 4,9 milhões21 de KWh. Em 2024, 22,27% do consumo total de energia das operações da Vixpar advieram de fonte renovável.
Por fim, a Viação submete toda a sua frota ao serviço de avaliação veicular ambiental do Programa Ambiental Despoluir, que garante a sua regularização e contribui para a melhoria da qualidade do ar, reduzindo o consumo de combustível e as emissões de poluentes associadas. Por meio dessa iniciativa, foi conquistado o Prêmio QualiAr22, promovido pela Federação das Empresas de Transporte do Espírito Santo, que certifica anualmente as entidades que tenham mantido 100% de aprovação na inspeção ambiental de suas frotas pelo Despoluir.
Benefícios Alcançados
• preservação de mais de 2 mil hectares da Mata Atlântica no Corredor Ecológico Pedra Azul, na região das Montanhas Capixabas; • criação da AB Energias Renováveis, com a capacidade de evitar o lançamento de 3.508 toneladas de CO2 na atmosfera por ano; • 100% da frota inspecionada periodicamente pelo Programa Despoluir.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes